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1 Avaliação Laboratorial da Função Hepática 1 Fígado Maior glândula isolada do corpo Herbívoros 1,0 a 1,5% Carnívoros 3,0 a 5,0% Hepatócito Potencial mitótico mantido por toda a vida https://s.puainta.com/static/uploadimages/4096567/d7825ddf97f6e95e9c4d46a94d8b6d3d.webp 2 Funções do Fígado Metabolismo Carboidrato Lipídios Proteínas Hormônios Vitaminas Desintoxicação Excreção Digestão Produção Fatores de coagulação 3 Fígado Doença Hepática Insuficiência Hepática Lesão de hepatócitos e/ou colestase Hipóxia Doenças metabólicas Intoxicação Inflamação Neoplasia Traumatismo Obstrução de ducto biliar Doença intestinal Pancreatite Perda de 70 a 80% da massa hepática Decorrente de doença hepática Insuficiência em depurar o sangue Falha na síntese 4 Testes Diagnósticos Mensuração da atividade sérica de enzimas que detectam colestase Testes que avaliam a função hepática Mensuração da atividade sérica de enzimas que detectam lesão de hepatócitos 5 Enzimologia Diferentes enzimas Diferentes tecidos Extravazamento Lesão Aumento da produção Estimulação Aumento da atividade sérica Não propicia informação a respeito da função tecidual Diagnóstico Extravazamento x Indução t1/2 Especificidade tecidual Manuseio e armazenamento apropriado 6 2 Extravazamento x Indução Alteração da permeabilidade das membranas Citosol ou organelas Lesão letal ou subletal Detectado nas 1as horas após a lesão Extravazamento 7 Extravazamento x Indução Aumento da produção induzido por algum estímulo Membranas celulares Aumento da produção demanda mais tempo Indução 8 t1/2 Taxa de desaparecimento da atividade enzimática Tempo necessário para que metade da atividade da enzima desapareça do soro Após extravazamento ou secreção as enzimas são degradadas e/ou excretadas, perdendo sua atividade Meia-vida 9 Especificidade tecidual Conhecimento da especificidade permite reduzir a lista de possíveis tecidos envolvidos na doença Presença ou ausência da enzima no tecido Concentração da enzima no tecido Destino da enzima após o extravazamento ou secreção Meia-vida de diferentes isoenzimas Correlação entre magnitude do aumento e grau de lesão 10 Manuseio da Amostra Enzimas são degradadas pelo pH, calor, estabilidade inerente e exposição à produtos químicos Maioria das enzimas é estável quando matidas refrigeradas por 24h Evitar hemólise ou lipemia Espectrofotometria h ttp s ://w w w .g o o g le .c om /u rl? sa = i& u rl= h ttp s% 3A% 2F% 2F c ie n c ia em a ca o .c om .b r% 2F in tro d u ca o -a -e sp e c tro fo tom e tr ia% 2F& p s ig =A O vV aw 0 L ysW E 1 L -ts - v 5m R N 1 hQ yQ & u s t= 1 7 2 9 8 7 3 7 4 3 9 6 9 0 0 0& so u rce = im a g e s& cd = v fe & o p i= 8 9 9 7 8 4 4 9& ve d = 0C BQ Q jR xq Fw oTC Ii-4 JC 4 p 4 kD FQ A A A A A dA A A A A B A E 11 Testes para detecção de lesão de hepatócitos 12 3 Transaminase glutâmico-pirúvica – TGP Enzima de extravazamento Livre no plasma Não é totalmente hepatoespecífica! Cães e gatosàhepatócitos (periportal) Muscular esquelética à 5% Muscular cardíaca à 25% CK!!!!! ↓ concentração em hepatócitos de equinos e bovinos Hipóxia Alterações metabólicas - esteatose Toxinas bacterianas Inflamação Neoplasia hepática Drogas Alanina Aminotransferase ALT 13 ALT Atividade sérica é proporcional à quantidade de células lesadas Não indica a causa da lesão Necrose ou subletal Aumenta acentuadamente em 1 ou 2 dias após a lesão Diminuição ao longo de várias semanas Pode aumentar em fase de recuperaçao de lesão hepática t1/2 cãesà17 a 60h t1/2 gatosà3,5 Doença hepática significativa Aumento discreto ou ausente Aflatoxicose Necrose hepática com aumento mínimo de ALT (e AST) 14 ALT Hiperadrenocorticismo ou terapia com corticosteroides Aumento da atividade sérica Mecanismo desconhecido Anticonvulsivantes Fenobarbital, Primidona, Fenitoina Aumento atribuído à indução h ttp s :// jo u rn a ls .s a g e p u b .c om /cm s /1 0 .1 1 7 7 /1 0 9 8 6 1 2X 2 0 9 7 9 5 0 7 /a s se t/ im a g e s /la rg e /1 0 .1 1 7 7 _ 1 0 9 8 6 1 2 x2 0 9 7 9 5 0 7 -f ig 1 .jp e g 15 Aspartato Aminotransferase AST Transaminase glutâmico-oxalacética - TGO Não é hepatoespecícica Maior concentração em hepatócitos e células musculares Maior concentração na região periacinar Enzima de extravazamento 20% nas mitocôndrias Gatos e cães Semelhante à ALT Equinos e ruminantes Teste de detecção de rotina Lesão muscular Determinação da atividade de uma enzima músculo-específica 16 Sorbitol Desidrogenase SDH Iditol desidrogenase Enzima de extravazamento que se encontra livre no plasma Hepatoespecífica Gatos, cães, equinos e bovinos Aumento da atividade sérica Necrose ou lesão subletal Em gatos e cães não é superior à ALT Em equinos e bovinos é superior à AST t1/2 curtaà2 dias Retorno ao normal em 4 a 5 dias Menos estável in vitro do que as outras enzimas Amostra refrigerada – 5h Amostra congelada – 48h 17 Glutamato Desidrogenase GLDH Enzima de extravazamento Mitocondrias da região periportal Hepatoespecífica Cães Altamente sensível para a detecção de doença hepatica Hiperadrenocorticismo Anticonvulsivantes Estável no soro de cães Temperatura ambiente – 2 dias Amostra refrigerada (4oC) – 7 dias Amostra congelada (-20oC) – 6 meses 18 4 Testes para detecção de colestase Comprometimento do fluxo biliar 19 Fosfatase Alcalina ALP Enzima de indução Fígado, ossos, rins, intestino, pâncreas e placenta Doença Hepatobiliar Comprometimento do fluxo biliar Aumento da produção e sequestro de sais biliares Cães Aumento de até 10x t1/2 – 3 dias Gatos Menor concentração hepática t1/2 – 6 horas Herbívoros Utilidade menor Amplos intervalos de referência 20 Fosfatase Alcalina ALP Outras causas Neonatos Após a ingestão de colostro Não ocorre em potros e bezerros Hiperadrenocorticismo Estresse de qualquer natureza Prenhez em bovinos Meio ao final da gestação e início da lactação 21 22 Gama-Glutamiltransferase 𝑮𝑮𝑻 Enzima de indução Sintetizada pela maioria dos tecidos corporais Pâncreas e rins Colestase e hiperplasia biliar Equinos e bovinos Mais sensível na detecção da colestase Alta atividade sérica no colostro Cadelas, vacas e ovelhas Potros à sem origem colostral 23 Testes de Função Hepática Mensurações das concentrações séricas de substâncias que normalmente são removidas do sangue pelo fígado e, em seguida, metabolizadas ou excretadas pelo sistema biliar, e de substâncias normalmente sintetizadas pelo fígado 24 5 Bilirrubina Degradação da hemoglobina Heme Aminoácidos Heme Ferro Reciclado Protoporfirina Bilirrubina 400.000.000 de moléculas de Hb por hemácia 25 Bilirrubina Bilirrubina não conjugada + Albumina Sinusoides hepáticos Penetra nos hepatócitos Se liga à proteínas Y e Z que impedem o retorno ao plasma Ligada à CHO àConjugada Ácido glicurônico Bilirrubina conjugada é transportada de forma ativa Excretada na bile Intestino Delgado èUrobilinogênio Estercobilinogênio (90%) Pequena parte retorna ao sangue (10%) è filtração glomerular 26 Bilirrubina Hiperbilirrubinemia Aumento da produção Doença hemolítica Hemorragia interna intensa Diminuição da abosrção ou da conjugacão ↓ capacidade hepática funcional Diminuição da excreção Hepática ou pós- hepática Obstrução do sistema biliar Parcial ou total 27 Hiperbilirrubinemia 28 Bilirrubina Hiperbilirrubinemia Bilirrubina Total Bilirrubina Conjugada Bilirrubina Não Conjugada Hiperbilirrubinemia associada à hemólise ou menor absorção hepática de bilirrubina Aumento da Bilirrubina Total e aumento discreto ou ausente da Bilirrubinemia Conjugada Colestase ou extravazamento de bile Aumento da Bilirrubina Conjugada e aumento discreto ou ausente do Urobilinogênio Histórico, exame físico e outros testes laboratoriais 29 Albumina Totalmente sintetizada pelo fígado Hipoalbuminemia é comum em cães portadores de doença hepática crônica Perda de 60 a 80%da função hepática Sofre influência de fatores extra-hepáticos30 6 Globulinas Fígado faz a síntese da maior parte das globulinas Exceto imunoglobulinas à tecidos linfoides Não diminui tanto quanto a concentração de albumina Insuficiência hepáticaàMenor razão albumina:globulina Doença hepática crônica Pode até aumentar em função da maior produção de proteínas de fase aguda ou imunoglobulinas Principalmente em equinos 31 Glicose Fundamental no metabolismo de glicose Absorvida no intestino delgado Levada ao fígado pela circulação porta Hepatócitos Transformam glicose em glicogênio Sintetizam glicose por meio da gliconeogênese Liberam glicose armazenada pela glicogenólise Insuficiência hepática Glicemia diminuída Menor atividade do mecanismo de gliconeogênese ou de glicogenólise Glicemia aumentada Menor absorção hepática de glicose Hiperglicemia pós-prandial prolongada 32 Ureia Sintetizada a partir da amônia Menor taxa de conversão em animais com insuficiência hepática Aumento da concentração de amônia Diminuição da concentração de ureia 33 Colesterol Excreção biliar Anormalidade no fluxo Hipercolesterolemia Principal sítio de síntese Insuficiência hepática Hipocolesterolemia Cães e gatos com Shunt portossistêmico Hipocolesterolemia (60 a 70%) *muitos animais com insuficiência hepática apresentam níveis “normais” 34 Fatores de coagulação Síntese Fatores de coagulação* Antitrombina Proteína C Proteína S Diminuição do fluxo biliar Menor absorção da vitamina K Anormalidades da hemostasia TP TTPA Fibrinogênio Hemorragias clínicas são pouco observadas! Trombocitopenia Diminuição da função plaquetária CID Grandes riscos 35