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FUC AMBIENTAL META 02 Pessoa jurídica pode figurar como sujeito ativo de crime? R: pessoa jurídica pratica crime ambiental e pode ser responsabilizada criminalmente. O posicionamento atual do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça é pela admissibilidade da responsabilidade penal da pessoa jurídica em todos os crimes ambientais, dolosos ou culposos. A pessoa jurídica de direito público pode ser responsabilizada penalmente por delito ambiental? Corrente adotada Admitir a responsabilidade penal da pessoa jurídica de direito público é forçar o Estado a aplicar pena em si mesmo. Inadmissível. Obs.: Tem doutrina admitindo a responsabilidade da pessoa jurídica de direito público quando está estiver atuando dentro de uma disputa com a iniciativa privada. TEORIA DA DUPLA IMPUTAÇÃO É possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais INDEPENDENTEMENTE da responsabilização concomitante da pessoa física que agia em seu nome. NÃO É MAIS ADOTADA. No Brasil, existe a responsabilidade penal das pessoas jurídicas por crimes ambientais? As Cortes Superiores entenderam que é É possível a responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da responsabilização concomitante da pessoa física que agia em seu nome. No entanto o que este julgamento afastou foi a TESE DA DUPLA IMPUTAÇÃO OBRIGATÓRIA. Isto porque, havia o entendimento de que era necessária a responsabilização da Pessoa Física, para haver a responsabilização da PJ. O entendimento que vigora é que é possível a responsabilização da PJ sem que seja responsabilizada a PF, afastando assim a Dupla Imputação Obrigatória. Por fim, vale acrescentar que a lei de crimes ambientais, prevê expressamente a TESE DA DUPLA IMPUTAÇÃO, prevendo ser possível a responsabilização da PJ e da PF, afirmando que a responsabilização daquela, não exclui a responsabilização desta e vice versa: Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade. Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato. Conforme o art. 3º, os requisitos cumulativos para que a pessoa jurídica seja responsável pelos crimes ambientais são: a) Por decisão do seu representante legal, contratual e órgão colegiado. b) No interesse ou benefício da pessoa jurídica. Exemplo: trabalhador autônomo que presta serviço a uma empresa e corta árvores por meio de serra elétrica, por decisão própria, resolve cortar árvores em APP (Área de Preservação Permanente). Aqui não tem o primeiro requisito (decisão de representante legal, contratual ou órgão colegiado) e não haverá responsabilidade da pessoa jurídica. Exemplo: o representante legal de uma empresa manda cortar árvores em APP, porém sem interesse ou benefício da pessoa jurídica, inclusive causando prejuízos a ela. Nessa hipótese, não há responsabilização da pessoa jurídica. PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL. PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO: Esse princípio existe para prevenir a ocorrência de danos ecológicos quando há um risco certo, conhecido e concreto. Há CERTEZA científica. (caiu mais de uma vez) Há incertezas científicas quanto o uso de técnicas e pesquisas de organismos geneticamente modificáveis. Assim sendo, a maioria dos países invocam o Princípio da Precaução, como diretriz para a tomada de decisões nesses casos. A Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (REALIZADA EM 1992) consagrou pioneiramente o princípio da precaução no âmbito internacional, emancipando-o em relação ao princípio da prevenção, ao estabelecer no Princípio 15 que: "De modo a proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência de absoluta certeza científica (duvida) não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental". PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO: Esse princípio existe para precaver a ocorrência de danos ecológicos quando há um risco incerto, abstrato e potencial. Há dúvida científica. No direito ambiental, como consectário do princípio da precaução temos o in dubio pro natura. A dúvida sempre deverá militar em favor do meio ambiente. “princípio da precaução”, motivou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a adotar uma nova racionalidade jurídica no julgamento das ações civis ambientais. Em uma inovação de sua jurisprudência, o Tribunal tem admitido a inversão do ônus da prova em casos de empresas ou empreendedores acusados de dano ambiental – ou seja, cabe ao próprio acusado provar que sua atividade não enseja riscos à natureza.(2009) Princípio, como esclarece Celso Antônio Bandeira de Mello, é o mandamento nuclear de um determinado sistema, é o alicerce do sistema jurídico, é aquela disposição fundamental que influencia e repercute sobre todas as demais normas do sistema. Pode-se indicar como princípio ambiental, que objetiva capacitar a comunidade para a participação ativa na defesa do meio ambiente, o princípio da EDUCAÇÃO AMBIENTAL (Analista de promotoria Vunesp 2015) O art. 225 da CF/88 dispõe que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações". Esse dispositivo está relacionado ao desenvolvimento sustentável e representa o princípio da EQUIDADE INTERGERACIONAL. - solidariedade intergeracional (ou equidade intergeracional), ou seja, o dever de preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. (Procurador legislativo Vunesp 2014) USUÁRIO-PAGADOR: As pessoas que utilizam recursos naturais devem pagar pela sua utilização, especialmente com finalidades econômicas, mesmo que não haja poluição, a exemplo do uso racional da água. (resposta correta) FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE: um dos requisitos para que a propriedade rural alcance a sua função social é o respeito à legislação ambiental (art. 186, II, CRFB/88), bem como a propriedade urbana, pois o plano direto deverá necessariamente considerar a preservação ambiental, a exemplo da instituição de áreas verdes. POLUIDOR-PAGADOR: deve o poluidor responder pelos custos sociais da degradação causada por sua atividade impactante, devendo-se agregar esse valor no custo produtivo da atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos ambientais. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: decorre de uma ponderação que deverá ser feita casuisticamente entre o direito fundamental ao desenvolvimento econômico e o direito à preservação ambiental. É aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de existência digna das gerações futuras. Aplica-se aos recursos naturais renováveis. O PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE ou EQUIDADE inspirou a parte final do art. 225 da CF. Por esse princípio, as presentes gerações devem preservar o meio ambiente e adotar políticas ambientais para as presentes e futuras gerações, não podendo utilizar os recursos ambientais de maneira irracional de modo a privar os seus descendentes do seu desfrute. Há um pacto ficto com as gerações futuras. DICA PARA MEMORIZAR: PrecaUção = dÚvida (quando se trata de princípios deve obrigatoriamente lembrar disso, cai em tudo quanto e questão!! OBRIGATÓRIO SABER!!! (Vunesp Juiz 2017/ 2015) Vunesp 2013 Juiz: O princípio da precaução, no tocante às questões de Direito Ambiental, pressupõe e gera como possibilidade ausência de certeza científica e inversão do ônus da prova. · PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981: Art 2º - A PolíticaNacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: (...) X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. · USUÁRIO-PAGADOR: As pessoas que utilizam recursos naturais devem pagar pela sua utilização, especialmente com finalidades econômicas, mesmo que não haja poluição, a exemplo do uso racional da água. (resposta correta) (caiu mais de uma vez) · FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE: um dos requisitos para que a propriedade rural alcance a sua função social é o respeito à legislação ambiental (art. 186, II, CRFB/88), bem como a propriedade urbana, pois o plano direto deverá necessariamente considerar a preservação ambiental, a exemplo da instituição de áreas verdes. · O conceito de função socioambiental da propriedade aplica-se à propriedade privada, bem como a pública, segundo corrente majoritária da doutrina (Di Pietro). · POLUIDOR-PAGADOR: deve o poluidor responder pelos custos sociais da degradação causada por sua atividade impactante, devendo-se agregar esse valor no custo produtivo da atividade, para evitar que se privatizem os lucros e se socializem os prejuízos ambientais.(cobrado mais de DUAS vezes pela Vunesp). O PRINCIPIO DO POLUIDOR PAGADOR TRAZ A obrigação de arcar com despesas de prevenção, reparação e repressão da poluição. É oportuno detalhar que este princípio não permite a poluição e nem pagar para poluir. Pelo contrário, procura assegurar a reparação econômica de um dano ambiental quando não for possível evitar o dano ao meio ambiente, através das medidas de precaução. Desta forma, o princípio do poluidor-pagador não se reduz à finalidade de somente compensar o dano ao meio ambiente, deve também englobar os custos necessários para a precaução e prevenção dos danos, assim como sua adequada repressão. Assim, o objetivo maior do princípio do poluidor pagador é fazer não apenas com que os custos das medidas de proteção do meio ambiente (as externalidades ambientais) –sejam suportados pelos agentes que as originaram, mas também que haja a correção e/ou eliminação das fontes potencialmente poluidoras. Resumidamente, o Princípio do Poluidor-Pagador tem três funções primordiais: a de prevenção, reparação e a de internalização e redistribuição dos custos ambientais. · DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: decorre de uma ponderação que deverá ser feita casuisticamente entre o direito fundamental ao desenvolvimento econômico e o direito à preservação ambiental. É aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de existência digna das gerações futuras. Aplica-se aos recursos naturais renováveis. (caiu mais de uma vez) · FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE aplica-se à propriedade privada, bem como a pública, segundo corrente majoritária da doutrina (Di Pietro). Delegado Sergipe 2018 Lei 9.605/95 Art. 60. (Crime de funcionamento sem licença ambiental) - Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do território nacional, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes, ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Delegado Pernambuco 2016 - O direito penal econômico visa tutelar os bens jurídicos de interesse coletivo e difuso, coibindo condutas que lesem ou que coloquem em risco o regular funcionamento do sistema econômico-financeiro, podendo estabelecer como crime ações contra o meio ambiente sustentável. (Lei 9.605). image2.png image3.png