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Acadêmica: Thaís Direito Civil II Qualificadoras, causas de aumento e diminuição de pena A qualificadora é um elemento do Direito Penal que serve para agravar a pena de um crime, tornando-o mais severo em razão de circunstâncias específicas. Essas circunstâncias podem variar geralmente, onde elas estão relacionadas à forma como o crime foi cometido ou às características do autor ou da vítima. Como exemplo, um homicídio pode ser considerado qualificado se for cometido com premeditação, fúria ou por motivo torpe, o que implica em uma pena mais alta do que um homicídio simples. São qualificadoras do crime aquelas circunstâncias que: a) revelam determinados motivos, interesses, meios ou modos de execução; b) produzem resultados graves ou gravíssimos para o bem jurídico afetado; c) expõem a vítima ao maior poder de ação do agente, seja em função da idade, de parentesco ou outra relação de confiança. Em tais hipóteses, a reprovabilidade da conduta justifica um tratamento penal específico e mais rigoroso. O CP ora destaca as hipóteses de qualificação por meio da rubrica, p. ex.: homicídio qualificado (art. 121, § 2.º); furto qualificado (art. 155, § 4.º); dano qualificado (art. 163, parágrafo único), ora prevê tais tipos de ilícito sem a indicação nominal: lesões corporais (art. 129, §§ 1.º a 3.º); abandono de incapaz (art. 133, §§ 1.º e 2.º); maus-tratos (art. 136, §§1.º e 2.º); rixa (art. 137, parágrafo único); favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual (art. 228, §§ 1.º e 2.º), além de muitos outros. Em ambas as hipóteses existe um traço comum: os limites mínimo e máximo para cada tipo qualificado, isto é, as penas cominadas são mais elevadas que as do tipo fundamental. As circunstâncias qualificadoras do crime apresentam, em duas espécies: objetivas e subjetivas. São objetivas o meio e o modo de execução (veneno, fogo, explosivo etc.) e a condição da vítima (criança, velho, enfermo e mulher grávida); são subjetivas as que dizem respeito aos motivos (fútil, torpe, dissimulação etc.)." A existência de circunstância qualificadora fará que o juiz sentenciante inicie o processo de dosimetria da sanção penal em concreto a partir da pena em abstrato prevista para a forma qualificada da infração penal, o que conduzirá a um deslocamento para outro preceito secundário do tipo (crime qualificado), situação onde irá impactará na fixação da pena-base, que é a primeira pena em concreto a ser estabelecida pelo julgador. Na defesa de um acusado, é fundamental que o advogado analise cuidadosamente as circunstâncias do caso para identificar possíveis argumentos que possam contestar a aplicação de qualificadoras. Isso pode incluir a demonstração de que o crime foi cometido em um momento de desespero ou sob forte emoção, o que poderia atenuar a gravidade do ato. A estratégia de defesa deve ser bem planejada para lidar com as implicações legais das qualificadoras. Assim como ocorre com as agravantes e atenuantes, também existem causas de aumento e de diminuição de pena genéricas e específicas. As causas de aumento e de diminuição de pena genéricas são aquelas previstas na Parte Geral do Código Penal e se aplicam a todos os crimes indistintamente. É o caso da causa de diminuição de pena da tentativa ou da causa de aumento de pena do concurso formal próprio e do crime continuado. Sendo assim existem causas de aumento e de diminuição de pena específicas, que são aquelas previstas no próprio tipo penal e que somente se aplica para ele. Por exemplo, o art. 157, § 2º, II, CP prevê que a pena do roubo é aumentada de 1/3 até a metade se cometido o crime em concurso de pessoas. Tal disposição não pode ser aplicada para a extorsão, pois é uma causa de aumento de pena genérica. As causas de aumento e de diminuição são frações definidas pelo legislador de aumento ou diminuição da pena, não se confundindo com as qualificadoras, que alteram a pena em abstrato e são utilizadas logo na primeira fase da dosimetria. Essa variação pode ser fixa (aumenta em 1/3, por exemplo) ou variável (aumenta de 1/6 a 2/3). Referências: Disponível em: https://simplificandodireitopenal.com.br/dosimetria-da-pena-resumo- completo-da-1a-2a-e-3a-fase-passo-a-passo/ Acessado em 18/05/2025 Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em- temas/a-doutrina-na-pratica/circunstancias-qualificadoras Acessado em 18/05/2025 Disponível em: https://esda.com.br/glossario/o-que-e-qualificadora-definicao-legal- direito-criminal/ Acessado em 18/05/2025 DOTTI, René Ariel. Curso de Direito Penal: Parte Geral. 6. ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018. p. 757-758. https://simplificandodireitopenal.com.br/dosimetria-da-pena-resumo-completo-da-1a-2a-e-3a-fase-passo-a-passo/ https://simplificandodireitopenal.com.br/dosimetria-da-pena-resumo-completo-da-1a-2a-e-3a-fase-passo-a-passo/ https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/a-doutrina-na-pratica/circunstancias-qualificadoras https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/a-doutrina-na-pratica/circunstancias-qualificadoras https://esda.com.br/glossario/o-que-e-qualificadora-definicao-legal-direito-criminal/ https://esda.com.br/glossario/o-que-e-qualificadora-definicao-legal-direito-criminal/