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SON-R 21/2-7 [a] J.A. Laros P.J. Tellegen Manual G.R. de Jesus C.A. Karino Teste Não-Verbal de Inteligência Göttingen Berne . Vienna Paris Oxford Prague Toronto Boston Amsterdam . Copenhagen Stockholm . Florence . Helsinki São Paulo hogrefeCopyright 2007, 2015, 2016 Publisher: Hogrefe, Göttingen Authors: Peter J. Tellegen & Jacob A. Laros Brazilian edition by Editora Hogrefe CETEPP. All rights reserved. No parts of this publication may be reproduced, stored in a retrieval system, or transmitted, in any for or by any means, eletronic, mechanical, photocopying, recording, or otherwise, without the prior written permission of the Publisher. R 2016 Editora Hogrefe CETEPP É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, para qualquer finalidade, sem autorização por escrito dos editores. Edição 2016 Tradução dos Capítulos 1, 2, 7 e 8 Julie Carolyn Ciancio e Denise Ramos Revisão de Língua Portuguesa Letícia de Souza Aquino Revisão Técnica Camila Akemi Karino - CRP: 01/13142 Revisão Final Alexandre Luiz de Oliveira Serpa Diagramação Sergio Gzeschnik Capa MetaDesign Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Teste não-verbal de inteligência: validação e normatização brasileira: SON-R / Jacob A. Laros [et al.]; tradução Julie Carolyn Ciancio, Denise Ramos; revisão de língua portuguesa Letícia de Souza Aquino. 2. ed. - São Paulo: Hogrefe CETEPP, 2016. Outros autores: Peter J. Tellegen, Girlene R. de Jesus, Camila A. Karino Título original: SON-R non-verbal intelligence test. Bibliografia. ISBN 978-85-85439-21-7 1. Inteligência - Testes não verbais 2. Testes psicológicos para crianças I. Laros, Jacob II. Tellegen, Peter III. Jesus, Girlene R. de. IV. Karino, Camila A.. V. Aquino, Letícia de Souza. 15-04790 CDD-153.9334 Índices para catálogo sistemático: 1. SON-R 21/2-7[a]: Teste de inteligência não-verbal: Psicologia 153.9334 Impresso no Brasil Printed in Brazil Reservados todos os direitos de publicação em língua portuguesa à Editora Hogrefe CETEPP hogrefe Rua Comendador Norberto Jorge, 30 Brooklin, CEP 04602-020 São Paulo/SP Brasil Tel. Fax. (11) 5543-4592 www.hogrefe.com.brSumário Agradecimentos 1 7 Agradecimentos 9 Índice de Tabelas 13 Índice de Figuras 17 Ficha Síntese 19 Capítulo 1 Introdução 21 Características gerais do SON-R 21 História dos testes SON 23 Capítulo 2 Descrição do SON-R original 27 Os subtestes do SON-R 27 Aspectos diferenciais do SON-R 28 A fidedignidade do SON-R 29 A validade do SON-R 32 Os grupos alvos 44 A interpretação dos escores 49 Conclusões 56 Capítulo 3 A versão reduzida: o SON-R 21/2-7[a] 59 Razões para desenvolver uma versão reduzida 59 Estudos piloto com o SON-R 21/2-7[a] 59 Descrição dos subtestes 61 Testes de raciocínio e testes espaciais 65 Capítulo 4 A pesquisa de normatização no Brasil 67 Delineamento da pesquisa de normatização 67 Descrição da amostra de normatização 69 Procedimento 79 Aspectos éticos 80 Treinamento dos aplicadores 80 modelo de normatização 80 Os escores normatizados 8112 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Capítulo 5 Fidedignidade e outras características psicométricas 83 Análise dos itens pela Teoria Clássica dos Testes Índice de Tabelas 83 Análise dos itens pela Teoria de Resposta ao Item 84 Fidedignidade e generalizabilidade 87 Relação entre os subtestes 89 24 Capítulo 6 Evidências de validade da adaptação brasileira 91 Tabela Sumário das versões dos Testes SON A relação dos escores brutos com idade 91 Tabela 2 Fidedignidade, erro de mensuração generalizabilidade e erro padrão de Evidências de validade da estrutura interna 92 estimação (EPE) dos escores totais 30 A validade convergente 97 Tabela 3 Testes aplicados no processo de validação do SON-R 34 A relação com variáveis externas 99 Tabela 4 Correlação teste-reteste do SON-R e correlações do teste com outros testes de inteligência 35 Capítulo 7 Instruções gerais de aplicação 107 107 Tabela 5 Correlações do SON-R com testes de desenvolvimento 36 Características da aplicação Preparação 109 Tabela 6 Correlações do SON-R com testes de linguagem 36 Instruções e feedback 111 Tabela 7 Correlações do SON-R com testes especificos na Holanda 37 Pontuando os itens 113 Tabela 8 Correlações do SON-R com outros testes em grupos de crianças especiais 38 o procedimento adaptativo 114 Tabela 9 Classificação de escores de e níveis de inteligência 51 o escore no subteste 118 Tabela 10 Composição da variância quando vários testes são aplicados 55 Adaptando as instruções 119 Tabela 11 Escores na Escala de Execução, Escala de Raciocinio e na Escala Geral (SON-QI) Capítulo 8 Instruções de aplicação por subteste 121 do SON-R das crianças da creche e do CEAL (N=130) 60 Mosaicos 122 Tabela 12 Percentual de acerto, correlação item-total corrigida e coeficiente de fidedignidade dos Categorias 128 subtestes do SON-R (N=130) 61 Situações 135 Tabela 13 Tarefas nos subtestes do SON-R 62 Padrões 141 Tabela 14 Classificação dos subtestes 66 Capítulo 9 Apuração e interpretação dos resultados 155 Tabela 15 Número de cidades, de crianças de 1 a 9 anos, e percentagem de crianças de o uso do formulário de registro 155 a 9 anos por categoria de 68 o uso das tabelas de normas 159 Tabela 16 Amostra para a pesquisa nacional 69 o uso do programa de computador 162 Tabela 17 Quantidade de cidades por região e quantidade de elementos a serem testados por região 69 Diferenças entre o programa de computador e as tabelas de normas 164 Exemplos de alguns casos de aplicação do SON-R 165 Tabela 18 Número de municipios e elementos por categoria de IDHM 70 Tabela 19 Quantidade de elementos em cada região por categoria de IDHM 70 Referências 183 Tabela 20 Municipios selecionados em cada região e as categorias de 71 Apêndice A: Tabela de Normas 189 Tabela 21 Percentual de crianças que frequentam escola nos municipios selecionados (Censo de 2000) 72 Apêndice B: o arquivo SONR2.TXT 209 Tabela 22 Plano amostral segundo a quantidade de crianças escolares e não-escolares (Censo de 2000) 74 Tabela 23 Comparação dos percentuais de crianças não-escolares 75 Apêndice C: o conteúdo do teste 211 Tabela 24 Plano amostral com ajuste da quantidade de crianças não-escolares, segundo dados da PNAD de 2006 75 Tabela 25 Quantidade de crianças matriculadas na rede pública e privada (Censo Escolar 2006) 7614 Teste de Inteligência SON-R de Tabelas 15 Tabela 26 Quantitativo previsto e obtido na amostra final de crianças por cidade e estado 77 Tabela 49 Média (M), desvio padrão (DP), erro padrão de mensuração (EPM) e intervalo de Tabela 27 Quantitativo de crianças na amostra final por faixa de IDHM das cidades 78 confiança da média (IC 95%) para o SON-QI das crianças por região e localidade 104 Tabela 28 Proporção de acerto dos itens dos subtestes do SON-R (N = 1.200) 83 Tabela 50 Média (M), desvio padrão (DP) e estatísticas do teste de student (t) para a comparação Tabela 29 Fidedignidade (lambda 2 de Guttman) e desvio padrão dos escores brutos 87 de médias por sexo 105 Tabela 30 Fidedignidade (Lambda 2 de Guttman) e erro padrão de mensuração (EPM) dos escores Tabela 51 Percentual, média (M) e desvio padrão (DP) por situação de testagem e grupo de idade 105 normatizados do SON-R -7[a] depois do ajuste 88 Tabela 52 Exemplos do cálculo da idade 158 Tabela 31 Generalizabilidade e erro padrão de estimação (EPE) para os escores normatizados da Tabela 53 Exemplo de tabela de normas para os escores normatizados por subteste 160 Escala de Execução (SON-EE), Escala de Raciocinio (SON-ER) e Escala Geral (SON-QI) 89 Tabela 54 Exemplo de tabela de normas para os escores totais normatizados 161 Tabela 32 Correlações entre os subtestes (N=1.200) 89 Tabela 55 Comparação entre as possibilidades usando o Programa de Computador (C) e utilizando Tabela 33 Correlações dos subtestes com escore restante total e correlações múltiplas ao quadrado 90 as Tabelas de Normas (T) 164 Tabela 34 Coeficientes de correlação (r) entre a idade e o escore bruto nos subtestes do Tabela 56 As escalas do SON-R e sugestões para interpretação 166 SON-R (N 1.200) 91 Tabela 57 Classificação dos escores de QI e níveis de inteligência 166 Tabela 35 Cargas fatoriais dos itens do SON-R no fator único e a carga média por Tabela 58 Intervalos de confiança de 80% para as escalas do SON-R 167 subteste (N=1.200) 92 Tabela 59 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 2:6 anos a 2;9 anos 190 Tabela 36 Cargas fatoriais dos itens do SON-R nos dois fatores e a carga média por Tabela 60 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 2:10 anos a 3;1 anos 191 fator (N=1.200) 93 Tabela 61 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 3;2 anos a anos 192 Tabela 37 Autovalor e percentual de variância explicada por componente e grupo de idade dos dois Tabela 62 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 3;6 anos a 3:9 anos 193 componentes principais do SON-R via análise SCA 94 Tabela 63 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de anos a 4;1 194 Tabela 38 Coeficientes de determinação (cargas fatoriais), erro padrão e correlação múltipla ao Tabela 64 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 4:2 anos a 4;5 anos 195 quadrado (SMC) da AFC do SON-R 95 Tabela 65 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 4;6 anos a anos 196 Tabela 39 Coeficientes de determinação (cargas fatoriais) do SON-R nos fatores de primeira Tabela 66 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 4:10 anos a 5; anos 197 e segunda ordem 96 Tabela 67 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 5;2 anos a 5:5 anos 198 Tabela 40 Cargas fatoriais segundo a solução Schmid-Leiman para SON-R nos fatores de primeira e segunda ordem 97 Tabela 68 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 5:6 anos a anos 199 Tabela 69 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 5:10 anos a 6;1 anos. 200 Tabela 41 Coeficientes de correlação (r) entre as escalas do SON-R e do WPPSI-III e intervalo de confiança de 95% (IC 95%) das correlações (N = 49) Tabela 70 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 6;2 anos a 6:5 anos 201 98 Tabela 42 Coeficientes de correlação (r) entre as escalas do SON-R e do WISC-III e o Tabela 71 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 6;6 anos a 6;9 anos 202 intervalo de confiança de 95% (IC 95%) das correlações 98 Tabela 72 Normas para os escores normatizados e dos subtestes para crianças de 6;10 anos a 7;1 anos 203 Tabela 43 Coeficientes de correlação (r) entre as escalas do SON-R as MPC de Raven e a Tabela 73 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de anos a 7;5 anos 204 CMMS (Columbia) e intervalo de confiança de 95% (IC 95%) das correlações (N = 120) 99 Tabela 74 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de 7;6 anos a 7;9 anos 205 Tabela 44 Grau de escolaridade dos pais ou responsáveis 100 Tabela 75 Normas para os escores normatizados dos subtestes para crianças de anos e 7;11 anos 206 Tabela 45 Cargas fatoriais no fator nível socioeconômico (NSE) 101 Tabela 76 Normas para os escores normatizados SON-EE, SON-ER e SON-QI para crianças Tabela 46 Correlações (r) entre as escalas do SON-R e do WPPSI-III com o escore de 2;6 anos a anos. 207 fatorial do NSE 102 Tabela 77 Forma de apresentação das informações de cada teste no arquivo SONR2.TXT do Tabela 47 Duração da aplicação por faixa de idade, de tempo e por subteste (N = 1.083*) 103 programa de computador 209 Tabela 48 Estatisticas descritivas do SON-QI das crianças por examinador (N=1.047*) 103Ficha Síntese Objetivo O SON-R fornece uma avaliação normatizada de inteligência. Os escores da criança em quatro subtestes são combinados para formar um escore de inteligência que representa a habilidade cognitiva geral da criança relativa à sua idade. Além disso, são fornecidos um escore para a Escala de Execução, que avalia as habilidades espaciais e viso-motores, e um escore para a Escala de Raciocínio, que avalia as habilidades de raciocínio abstrato e concreto. População O SON-R 21/2-7[a] é a versão reduzida do SON-R a última versão do teste não-verbal de inte- ligência Snijders-Oomen para a faixa etária de crianças de a 7 anos e 11 meses. A versão reduzida foi originalmente planejada para crianças de a 7 anos. Contudo, por meio de um modelo matemático em função da idade foram construídas normas para as crianças de até 7 anos e 11 meses. Material O é composto por quatro subtestes, a saber, Mosaicos, Categorias, Situações e Essa é a sequência em que eles são administrados. Os testes podem ser agrupados em dois tipos: testes de raciocínio (Categorias e Situações) e testes de execução com enfoque espacial e viso-motor (Mosaicos e Padrões). Para aplicação do subteste Mosaicos os materiais necessários são: caderno de aplicação; duas molduras cinza; caixa com três compartimentos e tampas individuais; conjunto de quadrados: oito vermelhos, oito amarelos e nove vermelho/amarelos; e cronômetro. Para aplicação do subteste Categorias os materiais necessários são: caderno de cartolina ama- rela para cobrir a página da esquerda; caixa de cartões para o subteste Categorias. Para aplicação do subteste Situações os materiais necessários são: caderno de aplicação; cartolina amarela para cobrir a página da direita; caixa de cartões para o subteste Situações. Para aplicação do subteste Padrões os materiais necessários são: caderno de cartolina amarela; borracha; lápis; e cronômetro.20 Teste Não-verbal de Inteligência - SON-R [a] Aplicação Deve ser administrado individualmente. As instruções contidas na seção "Instruções gerais" e "Instru- ções por subtestes" devem ser seguidas rigorosamente. A aplicação do SON-R leva aproximadamente 30 minutos (não incluindo quaisquer pausas pequenas durante a aplicação). Contexto de avaliação teste não-verbal de inteligência SON-R é um instrumento de avaliação psicológica e pode ser utilizado nos contextos educacional e clínico, e demais áreas nas quais há necessidade de avaliação da cognição.48 Teste de Inteligência Descrição do SON-R original 49 materiais do teste são facilmente utilizados nesses países. Poucas vezes ocorreram problemas com um ou dois 6;0 6:11 anos itens. Por exemplo, o item no subteste Situações, no qual um coelho numa gaiola está sendo alimentado, gerou alguns problemas de entendimento porque não é comum possuir um coelho como animal de estimação na Tanto SON-R quanto SON-R 6-40 são adequados para essa idade. SON-R possui Austrália. Contudo, tais problemas pequenos com os materiais do teste tiveram pouca ou nenhuma influência ligeiros de portanto SON-R 6-40 é preferível quando crianças (altamente) dotadas são na validade do teste nesses paises. Se o teste for utilizado em países e culturas que diferem muito da Holanda examinadas. Para crianças com um atraso cognitivo ou portadoras de necessidades especiais e para crianças ou de países ocidentais em deve-se avaliar se os materiais do teste precisam ser adaptados. que são dificeis de testar, é preferível a utilização do SON-R A comparação dos escores no SON-R normatização holandesa, com escores de outros testes normatizados na e EUA, mostrou que os escores médios diferem somente um pouco quando 7;0 7:11 anos período entre as diferentes padronizações é considerado. Para países que possuem um nível socioeconômico comparável com o da Holanda, as normas holandesas do SON-R podem ser utilizadas para avaliar a Em geral, a utilização do SON-R 6-40 é preferivel nesse grupo. A fidedignidade e a generalizabilidade inteligência. Entretanto, normas nacionais ou regionais sempre são preferiveis para melhorar a padronização do SON-R são boas, mas efeitos teto claramente ocorrem. os quais podem não ser um problema para para o pais em questão. crianças com um nível cognitivo abaixo de sua faixa etária. A aplicação do SON-R 21/2-7 pode ser atraente para o grupo de crianças portadoras de necessidades especiais, crianças com um atraso em desenvolvimento cognitivo e para crianças que são difíceis de testar. Essas crianças podem beneficiar-se da ajuda oferecida Idades durante o teste e do baixo nível dos primeiros itens. o SON-R foi planejado inicialmente para a faixa etária de a 7 anos. No entanto, as normas do teste foram construídas para a faixa etária de 2 a 7 anos e 11 meses. Nas seções seguintes será mostrado como De 8;0 anos para acima o teste pode ser utilizado nas diferentes faixas etárias. Também será discutida em quais situações a aplicação do SON-R 6-40 será preferivel à aplicação do SON-R A partir dessa idade, não existem mais escores normatizados para o SON-R SON-R 6-40 oferece normas até a idade de 40 anos. Para crianças de 8 anos ou mais, que possuem um nível cognitivo muito baixo, o SON-R pode ser mais interessante que um teste que corresponda à idade cronológica da criança. Para 2:0 2:5 anos essas crianças, uma determinação apropriada da idade de referência pode ser mais informativa do que um o teste deveria ser utilizado experimentalmente. Nessa idade, ocorrem efeitos consideráveis de solo (isso escore extremamente baixo de QI. quer dizer que muitas crianças vão obter um escore zero) e a fidedignidade e generalizabilidade são baixas. A motivação e a concentração das crianças nessa idade são frequentemente insuficientes para poder concluir o A interpretação dos escores teste. o SON-R pode ser interessante para fins diagnósticos quando uma criança obtiver um escore alto num teste que possui efeitos fortes de teto (de limite superior) para essa faixa etária, por exemplo, no BOS A função mais importante da aplicação de um teste como o SON-R é fornecer informação sobre (Bayley Scales of Development) 2-30. o nível de desenvolvimento cognitivo da criança para propósitos diagnósticos, para conselho e ajuda e para uma avaliação do efeito de programas de intervenções e Isso quer dizer que os resultados do teste 2:6 2:11 anos podem ter grandes consequências para a situação no lar da criança e para seu desenvolvimento. Os efeitos podem também ser de grande alcance para os pais, e o conselho dado ou as decisões tomadas no processo teste pode ser utilizado nesse grupo. Efeitos moderados de solo ocorrem e a fidedignidade e a genera- diagnóstico podem ter consequências financeiras. lizabilidade são razoáveis; porém, poderia ocorrer um problema com a capacidade de lidar com a situação de teste, principalmente para crianças com problemas específicos e portadores de necessidades especiais. Em geral, a aplicação do teste não acontece isoladamente, mas numa estrutura de discussões e observação da criança e dos pais (ou de um deles) e de informações obtidas nas escolas e pelos médicos. Um teste de inte- ligência também é frequentemente aplicado junto com outros testes de desenvolvimento. A aplicação do teste 3:0 5:11 anos muitas vezes acontece como parte de um ciclo no qual a formulação de perguntas e a coleta de informações Nessa faixa etária, o teste pode ser utilizado com bons resultados. Efeitos de solo e de teto raramente relevantes são alternadas (Kievit & Tak, 1996). ocorrem e a fidedignidade e a generalizabilidade são boas. SON-R fornece informação sobre o desempenho em vários níveis (subtestes, escores normati- zados e escores totais) e de maneiras diferentes (idade de referência, escores de desvios e observações). Na50 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R Descrição do SON-R original 51 seção seguinte será discutido o valor dessa informação para o processo diagnóstico e os riscos que existem quando um resultado isolado em um único teste é interpretado como "o" nível de inteligência. Tanto as tabelas de normas quanto programa de computador fornecem informações sobre o assunto. Afir- mações gerais, por exemplo, sobre a possível diferença entre o desenvolvimento da habilidade espacial e a habilidade de raciocínio, podem ser feitas somente se os intervalos de probabilidade dos dois escores não se Níveis dos escores Essa informação é fornecida quando se utiliza programa de computador. o objetivo do SON-R é fornecer uma indicação do nível de inteligência geral de uma As possibilidades diagnósticas dos dois escores normatizados das escalas SON-EE e SON-ER preci- Diversos subtestes são utilizados não para determinar as diferenças no desempenho entre mas porque sam ser estudadas com mais detalhes. Por enquanto, essa informação deve ser utilizada somente de forma a influência das caracteristicas de um subteste no escore total diminui quando o teste é feito de exploratória. vários subtestes. A precisão do escore de QI não é julgada primariamente pela fidedignidade do teste, mas pela sua generalizabilidade. Toda a variância que é especifica aos subtestes é considerada irrelevante para a Escore de QI generalizabilidade. o com o intervalo de probabilidade de 80% que tem base na deve ser a base para a avaliação desses resultados. o SON-QI, escore total normatizado do SON-R é o resultado mais útil, generalizável, fidedigno e estável do teste. Em combinação com o intervalo de probabilidade de o SON-QI dá uma boa indicação do nível de inteligência da criança. As categorias apresentadas na Tabela 9 podem ser utilizadas para dar uma Escores nos subtestes interpretação geral do resultado do teste. A primeira coluna é neutra e descritiva e mostra se o desempenho da As diferenças entre os escores nos subtestes possuem fidedignidade e estabilidade mais baixas. A pes- criança no teste foi alto, baixo ou mediano. Essa classificação é também utilizada pelo DTVP-2 e, com limites quisa de reaplicação do teste mostra que as diferenças entre os escores nos subtestes também não são um pouco diferentes, pelo WPPSI-R. As duas outras classificações dão uma descrição do nível de inteligência Quando as diferenças entre os subtestes são relativamente grandes, existe alta probabilidade de que a ordem da criança em termos qualitativos, relacionada ao escore de QI. das diferenças seja mantida. Quando se quer interpretar melhor as diferenças entre os escores nos subtestes, deve-se então primeiramente determinar se as diferenças são relativamente grandes, o que pode ser feito pelo Tabela 9 programa de computador do SON-R Classificação de escores de e de inteligência Embora as conclusões não devam ser baseadas nos resultados de subtestes individuais, a avaliação das QI Descrição % QI Descrição (1) QI Descrição (2) diferenças entre os escores nos subtestes em relação a outras informações disponíveis sobre a criança, ou em >130 Muito alto 2% >130 Superdotado >129 Muito superior relação às impressões obtidas durante a aplicação do teste pode ser útil. Tal avaliação pode propiciar idéias 121-130 Alto 7% 121-130 Altas Habilidades 120-129 Superior específicas a serem desenvolvidas sobre os pontos fortes e fracos da criança, os quais podem ser examinados 111-120 Acima da média 16% 111-120 Acima da média 110-119 Acima da média 90-110 Médio 50% 90-110 Médio 90-109 Médio em mais detalhes subsequentemente. A utilização exploratória dos dados dos subtestes pode ser valiosa quando 80-89 Abaixo da média 16% 80-89 Menos dotado 80-89 Abaixo da média as diferenças entre os subtestes são suficientemente grandes. 70-79 Baixo 7% 60-79 Dificuldades de aprendizagem 70-79 LimitrofeTeste Não-verbal de Inteligência SON-R Descrição do SON-R original 53 As opiniões diferem em relação à utilidade das idades de referência, também chamadas de idades de teste ou idades mentais. A idade de referência reflete um nível absoluto de desempenho, como é demonstrado pelo desordens no desenvolvimento, regularmente ocorreram problemas nesses aspectos. Esses grupos de crianças fato de que a idade de referência pode ser estimada com certa precisão pela soma dos escores brutos, Isso muitas vezes tiveram desempenho mediocre ou ruim no teste. Crianças que receberam avaliações negativas, já não ocorre com os escores normatizados, que representam níveis relativos de desempenho dentro de uma mas que foram capazes de completar teste, não foram excluídas da descrição e da análise dos resultados. mesma faixa etária, pois o cálculo da idade de referência não depende da idade da criança. Porém, a interpre- Esse tipo de avaliação é importante para diagnóstico. Quando o administrador do teste tem a impressão de tação da idade de referência deve ser feita levando em consideração a idade cronológica coletada no dia da que a criança não estava motivada e concentrada, pode colocar em dúvida o resultado do teste, ou seja, se aplicação do teste. Uma idade de referência idêntica de 4:3 anos significa que uma criança de anos leve de fato fornece uma indicação válida de inteligência. Um ponto importante é se os problemas ocorreram por desempenho tão bom no teste quanto uma criança de 5:2 anos, mas o significado psicológico do resultado do acaso durante a aplicação do teste ou se são características da criança e ocorrerão em várias outras situações. teste é completamente diferente para as duas crianças. Assim, pode surgir a seguinte dúvida: se os problemas de motivação e concentração forem tratados, a criança pode obter um desempenho melhor no teste? o escore de QI pode ter uma estabilidade variável durante o percurso do desenvolvimento da Quando uma criança tem desempenho ruim em um teste e a avaliação de vários aspectos de motivação e No entanto, isso não se aplica para a idade de referência, pois supõe-se que enquanto a criança está desenvolvendo, a sua idade de referência aumentaria. Como o desenvolvimento progride muito mais rápido de concentração é positiva, pode-se ter mais confiança de que a criança realmente mostrou sua habilidade ou seu nível e que o escore baixo não é o resultado do fato de que ela é dificil de testar. quando a criança é mais nova, a discrepância entre a idade de referência e a idade na época da aplicação do teste aumentaria consistentemente para uma criança específica. Para um QI de 80, a discrepância em meses As quatro categorias de avaliação utilizadas na pesquisa e impressas na ficha dos resultados podem ser é muito menor para a idade de 4:0 anos do que para a idade de 6;0 anos. Além disso, dada uma idade fixa, tomadas como o ponto de partida para a observação. o SON-R oferece muitas oportunidades para a a discrepância é muito menor com um QI de 80 do que com um de 120. Isso quer dizer que as idades de observação, pois as crianças são ativamente envolvidas nas tarefas e há uma interação extensiva entre o exa- minador e a criança. Espera-se que os administradores do teste façam bom uso dessas oportunidades. referência, ou as discrepâncias entre as idades de referência e a idade na época da aplicação do teste são fre- quentemente dificeis de comparar e não são boas para análises estatísticas. Outra desvantagem em utilizar a Generalização dos resultados do teste idade de referência é que, em contraste com o escore de QI, nenhum intervalo de probabilidade é oferecido para indicar quão (im)precisa é a afirmação a respeito da idade de referência. o SON-QI mostra quão bem a criança foi no teste. Com base na primeira descrição da Tabela 9, esse A despeito dessas limitações, as idades de referência podem certamente ser úteis. A idade de referência desempenho pode ser classificado como sendo entre "muito e "muito baixo". A classificação se torna representa, de maneira muito concreta, o funcionamento da criança durante o teste e esse dado pode ser mais difícil quando se quer levar em conta as limitações do teste e fazer afirmações gerais sobre o nível de informativo quando forem relatados os resultados, por exemplo, aos pais. Além disso, a idade de referência inteligência tendo como base o desempenho. fornece informação sobre o nível das tarefas que a criança compreende e pode ser utilizada para indicar o nível dos materiais de aprendizagem ou do treinamento que pode ser dado a criança. É claro, não se pode somente Generalização além dos subtestes depender da idade de referência. Quando uma criança de 7:0 anos está classificada com uma idade de refe- o intervalo de probabilidade de que é sempre dado com os escores de QI, considera duas limitações rência de 3:5, essa criança está numa situação completamente diferente e possui habilidades de aprendizagem da administração do teste: a fidedignidade não perfeita do teste e o fato que parte da variância fidedigna é espe- completamente diferentes de uma criança de 3;0 anos que está classificada com uma idade de referência de para cada subteste. o intervalo indica quais valores o escore de QI pode assumir se um grande número 3;5. De fato, uma criança de 3;0 anos com um QI de 80 claramente não é "igual" a uma criança de 7;0 anos de subtestes equivalentes fosse aplicado. Esse escore seria quase completamente fidedigno e a influência de com um QI de 80. características específicas dos subtestes seriam então intervalo de 80% de probabilidade possui A idade de referência pode melhor ser descrita como "o desempenho da criança no teste que corresponde uma amplitude de cerca de 18 pontos. A maioria das categorias descritivas do escore de QI, apresentadas na ao desempenho médio de crianças de X anos de idade". Isso é melhor que afirmar que "a criança funciona Tabela 9, tem uma amplitude de 10 pontos. Uma consequência disso é que o intervalo de 80% do SON-QI ao nível cognitivo de uma criança de X anos". A segunda formulação sugere, indevidamente, que o nível pode incluir duas categorias ou uma categoria e parte de ambas as categorias adjacentes. completo cognitivo ou mental da criança é descrito pelo teste. Generalização ao longo do tempo Avaliação pelo examinador o intervalo de probabilidade de 80% do QI não leva em consideração a estabilidade do teste por Após a aplicação do teste, as crianças foram avaliadas nos aspectos de motivação, concentração, coope- um período de vários meses. No entanto, isso é importante para a avaliação da inteligência A correla- ração e compreensão das instruções. Particularmente no caso de crianças menores e crianças com atrasos ou ção teste-reteste do SON-R em um grupo heterogêneo de idades é tão alta quanto o coeficiente deTeste Não-verbal de Inteligência SON-R Descrição do SON-R 21/2-7 original 55 generalizabilidade. Não sabemos se isso é válido para todas as faixas etárias. Isso significa que intervalo de 80% de probabilidade também pode ser interpretado como o intervalo esperado para escore Quando dois testes de inteligência são aplicados, o compartilhamento das fontes indesejadas de variância de QI, se pudessem ser aplicados os seis subtestes do SON-R muitas vezes, em um intervalo de vários é reduzido para 40% a proporção de variância válida aumenta de 70% para Quando três testes são apli- meses. Nessa interpretação foi levado em conta o intervalo de a fidedignidade e a instabilidade, mas não cados, o compartilhamento das fontes indesejadas de variância é reduzido para 60% e a proporção de variância a variância específica dos subtestes. válida aumenta de 70% para Para crianças menores, o compartilhamento de variância indesejada é maior do que para crianças mais velhas. Portanto, na parte da Tabela 10, uma estimativa dos componentes da variância foi realizada, quando três testes são aplicados em crianças entre 2 e 4 anos e quando dois testes são Generalização além dos subtestes e ao longo do tempo aplicados em crianças entre 5 e 7 anos. Isso leva a uma estimativa de 85% de variância válida para ambos os A interpretação dos escores baseada em apenas uma aplicação deve ser feita com cautela, pois três grupos. A fidedignidade do escore médio do SON-R é de 0,95 e a estabilidade é de 0,90. aspectos precisam ser considerados: a fidedignidade não perfeita, as características específicas do teste e a instabilidade. o intervalo de 80% do SON-QI atende aos dois primeiros aspectos, porém a sua amplitude difi- Tabela 10 culta em muitas situações práticas a tomada de decisões importantes. Se todos os três aspectos mencionados Composição da variância quando vários testes são aplicados fossem levados em consideração, uma avaliação do nível de inteligência baseada no resultado de uma única Média de 2-4 anos: 3 testes SON-R Média de 2 testes aplicação seria feita com até menos precisão. o perigo real de tirar conclusões completamente incorretas 3 testes 5-7 anos: 2 testes Variância do Erro 10% 6% baseadas em um único teste para crianças menores é demonstrado pela comparação dos escores do SON-QI 4% 5% Variância instável 10% 6% 4% 5% com o WPPSI-R e a Escala de Execução do WPPSI-R. No caso de quatro das 230 crianças, ocorreu uma dife- Variância específica 10% 6% 4% 5% rença de cerca de 40 pontos. Em dois casos, a criança tinha um escore baixo no SON-R e em dois outros Variância válida 70% 82% 88% 85% casos a criança tinha um escore baixo no WPPSI-R. Se a administração do teste é feita com o intuito de tomar decisões importantes com consequências sérias para a criança a aplicação de um único teste de inteligência Devido ao fato de que o SON-R difere claramente de muitos outros testes no seu método de aplica- não é suficiente. o risco é grande demais, pois uma ideia distorcida da inteligência será formada devido à ção e nos materiais utilizados, o teste é muito adequado para ser aplicado como um teste extra para crianças combinação de fidedignidade imperfeita, flutuações no desempenho e características específicas do teste. submetidas a um teste (parcialmente) verbal de inteligência. Um escore de QI com base na aplicação de dois testes diferentes ou de três testes diferentes, especialmente Aplicação de vários testes para crianças menores, pode ser interpretado com muito mais confiança como sendo o nível de inteligência. Tais escores podem ser avaliados de uma maneira qualitativa de acordo com as descrições apresentadas na Tendo como base as pesquisas sobre a validade convergente do SON-R a variância do teste foi segunda e na terceira coluna da Tabela 9. descrita da seguinte forma (Figura 1): Outras informações variância de erro da mensuração (10%); Outro teste, além do SON-R pode ser aplicado dependendo das consequências de uma avaliação variância instável (10%); incorreta da criança. Se estas consequências não são muito sérias e se a avaliação pode ser facilmente revisada, variância específica do teste (10%); uma margem considerável de incerteza é aceitável. o risco de uma avaliação incorreta também diminuiria variância generalizável válida (70%). se o resultado do teste pudesse ser interpretado junto com as informações obtidas dos pais, dos professores e de outras pessoas ligadas à criança. As observações do examinador também podem dar uma indicação da A proporção de variância generalizável válida é baseada nas correlações de aproximadamente 0,70 com necessidade da aplicação de mais um teste. outros testes de inteligência (não-verbais). Partindo do pressuposto de que existem outros testes de inteli- gência com composições de variância similares e com correlações de 0,70 entre si e com o SON-R Maneira de aplicação então a composição da variância do escore médio quando dois ou três testes diferentes são aplicados pode ser A condição para a validade dos resultados é que o teste seja aplicado de maneira correta e de acordo com calculada (Tabela 10). o pressuposto aqui é que o intervalo entre as aplicações do teste ocorra entre algumas as instruções. A esse respeito, ter experiência na aplicação de testes é muito importante, bem como experiência semanas ou no máximo poucos meses.56 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Descrição do SON-R original 57 na interação com crianças pequenas se for relevante, com crianças com problemas ou portadoras com consequências importantes precisam ser tomadas, diagnóstico deve ser embasado na aplicação de dois de necessidades especiais. ou três testes de inteligência. Alguns dos aspectos importantes do SON-R são sua abordagem amigável para crianças e a interação o SON-QI, para o qual a idade de referência pode ser determinada, é de suma importância para a inter- entre o examinador e a criança. Isso torna a aplicação do teste satisfatória agradável para ambos; porém, isso pretação dos resultados do teste. A distinção entre uma Escala de Execução e uma Escala de foi também quer dizer que o examinador está muito envolvido na sua aplicação portanto, os riscos de efeito do apoiada pela Análise dos Componentes Principais e pelas correlações com outros testes. Tal fato é importante examinador são Para reduzir o risco de tal efeito, é aconselhável que, além de seguir as instruções porque também apóia a natureza das facetas múltiplas do conceito de inteligência, como é medida com o examinadores diferentes presenciem as aplicações dos testes dos seus colegas para confirmar SON-R no entanto, a fidedignidade da diferença entre os dois escores normatizados é relativamente os procedimentos utilizados se for comparar os resultados obtidos de examinadores diferentes de baixa e de menos importância prática. As normas para os escores no teste são baseadas na idade exata da vez em quando. criança. Assim, distorções na apresentação dos resultados são evitadas e os intervalos de proba- bilidade são apresentados, que permite que aplicador leve em consideração as incertezas em relação aos resultados. Conclusões Considerarando as dificuldades que surgem ao se testar crianças menores e a grande diversidade de problemas e necessidades especiais que requerem avaliações psicológicas, é de suma importância que uma o grande número de pesquisas realizadas com SON-R levam a conclusão de que o SON-R variedade de testes de inteligência bem-feitos, normatizados e validados seja disponibilizada. o SON-R é um teste de inteligência válido e fidedigno que pode muito bem ser utilizado com crianças com problemas cumpre esses critérios. e deficiências no desenvolvimento da linguagem e comunicação, crianças em contextos de língua estrangeira ou bilingue, crianças que exibem um atraso ou uma desordem no desenvolvimento, bem como com crianças e adultos portadores de necessidades mentais especiais. Quando testes verbais de inteligência mais tradicionais são utilizados com esses grupos, a avaliação de inteligência pode ser distorcida pelas habilidades reduzidas de linguagem. Os resultados com crianças surdas que não eram portadoras de necessidades especiais múltiplas e cujos desempenhos eram quase iguais do grupo de normatização demonstraram a importância da aplicação de um teste não-verbal. o mesmo é verdadeiro para o desempenho de crianças imigrantes, cujos desempenhos foram muito melhores que nos testes tradicionais e que foram comparáveis aos resultados das crianças do grupo de normatização com nível socioeconômico similar. Crianças menores, especificamente crianças com um problema ou portadoras de necessidades especiais, são muitas vezes dificeis de testar. Além do caráter não-verbal do teste, que permite, mas não requer, que a criança fale, uma situação de teste focada na criança é estabelecida pela ajuda dada pelo examinador, a atra- tividade dos materiais e a maneira pela qual a criança é ativamente envolvida. Com base na avaliação dos examinadores, em comparação com outros testes de inteligência, as crianças são mais motivadas e concen- tradas durante a aplicação do SON-R e entendem melhor as instruções. A interação entre o examinador e a criança oferece oportunidades extras para a observação. No entanto, a maneira como teste é administrado requer que o examinador seja completamente preparado e que siga as instruções especificas para o caso. Os escores no teste correlacionam-se fortemente com várias avaliações de inteligência. o desempenho de crianças com um atraso em desenvolvimento (na Holanda e na e com problemas de aprendizagem (na foi baixo, como se esperava. As correlações com outros testes de inteligência foram razoá- veis; devido às diferenças de conteúdo entre os testes e às flutuações no desempenho, as correlações foram mais o que já era considerado com base na fidedignidade do teste. o escore no teste dá uma indicação da inteligência da criança, mas escore não é "o" nível de inteligência. Quando decisõesCapítulo 7 Instruções gerais de aplicação Neste capítulo, as características gerais dos procedimentos para a aplicação do teste e para a pontuação são apresentadas. No capítulo 8, serão descritas as instruções para cada subteste. Características da aplicação Nesta seção, as características mais importantes do SON-R 21/2-7[a] são discutidas. Teste individual de inteligência A maioria dos testes de inteligência para crianças é administrada individualmente. SON-R segue essa tradição pelos seguintes motivos: - as instruções podem ser dadas de maneira não-verbal, - feedback pode ser dado de maneira apropriada, - a aplicação do teste pode ser customizada para cada criança e - o examinador pode encorajar crianças que não estão muito motivadas ou que não conseguem se concentrar; o contato pessoal entre a criança e o examinador é essencial para uma aplicação eficaz do teste, principalmente para crianças até a idade de quatro ou cinco anos. Teste não-verbal de inteligência O SON-R 21/2-7[a] é um teste não-verbal. Isto quer dizer que o teste pode ser administrado sem o uso da linguagem falada (Snijders & cols., 1989). Nessa situação, durante a aplicação do teste nem o examinador nem a criança precisam falar ou escrever. Os materiais do teste não possuem um componente de lingua- gem; todavia, na aplicação com crianças não ouvintes, pode-se falar durante a aplicação do teste, caso contrário pode ocorrer uma situação não natural. tipo de aplicação do teste depende das habilidades de comunicação da criança. As instruções podem ser dadas verbalmente, não-verbalmente utilizando gestos,108 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R Instruções gerais de aplicação 109 ou utilizando uma combinação dos dois. Na demonstração dos itens, é importante que nenhuma informação Cada subteste possui regras para interrupção. Um subteste é interrompido quando um total de três itens for extra seja dada. resolvido incorretamente. Não é necessário que os erros sejam consecutivos. Os subtestes de execução também Nenhum conhecimento de uma língua específica é necessário para poder resolver os itens apresentados. são interrompidos quando dois erros consecutivos são cometidos na segunda parte. o fracasso, frequentemente, No entanto, o nível de desenvolvimento da linguagem, por exemplo: a capacidade para nomear objetos, tem um efeito desmotivador drástico na criança e pode resultar numa recusa para continuar o teste. características e conceitos, pode influenciar na habilidade necessária para resolver corretamente os problemas. Portanto, o SON-R deve ser considerado um teste não-verbal de inteligência ao invés de um teste de fator tempo inteligência não-verbal. A velocidade com que os problemas são resolvidos tem um papel muito subordinado no SON-R Um tempo limite para a conclusão dos itens é utilizado somente na segunda parte dos subtestes de execução. Instruções o tempo limite é generoso o suficiente, possibilitando que a grande maioria das crianças finalize o item. A pesquisa realizada durante a construção do teste mostrou que as crianças que extrapolam o limite de tempo Uma parte importante das instruções para a criança é a demonstração (de uma parte) da solução de um raramente são capazes de achar uma solução correta quando mais tempo é dado. problema. Um exemplo é incluído na aplicação do primeiro item de cada subteste, e instruções detalhadas são dadas para todos os primeiro itens. Uma vez que a criança entende a natureza da tarefa, o examinador pode reduzir as instruções para os itens subsequentes. Se a criança não entende as instruções, estas podem Duração da aplicação do teste ser repetidas. A aplicação do SON-R 21/2-7[a] leva aproximadamente 30 minutos (não incluindo quaisquer pausas Na segunda parte de cada subteste, com exceção de Padrões, um exemplo é dado antes. Uma vez que a pequenas durante a aplicação). criança entende esse exemplo, ela pode fazer os itens subsequentes independentemente. Preparação Feedback o examinador dá feedback após cada item. No SON-R o examinador limita-se a dizer para a Antes de aplicar o teste pela primeira vez, o examinador deve se familiarizar com os materiais, as ins- criança se a sua resposta estava correta ou incorreta. No SON-R 21/2-7[a], o examinador indica se a solução truções e a pontuação dos itens. É fortemente recomendado que o teste seja aplicado de maneira exploratória, foi correta ou incorreta, e, caso tenha sido incorreta, também demonstra a solução correta para a criança. 0 várias vezes, antes de efetivamente ser utilizado. Na nossa experiência, a aplicação do teste não é dificil. examinador tenta engajar a criança quando corrige a resposta, deixando, por exemplo, a criança fazer a última Para aplicar o teste corretamente, o examinador deve ter um bom domínio das instruções para que não seja necessário consultar o manual durante a aplicação. o conhecimento necessário para aplicar o teste é mais ação. Porém, examinador não explica porque a resposta foi incorreta. facilmente adquirido caso seja presenciada uma aplicação ou se assista um da mesma. Dando feedback, ocorre uma interação mais natural entre examinador e a criança e esta ganha um Se a atenção do examinador não está continuamente focada na criança, esta pode ser distraída facilmente entendimento claro da tarefa. É dada à criança a oportunidade para aprender e se autocorrigir. Nesse sentido, e perder o interesse no teste. Características específicas da aplicação de cada subteste estão descritas no uma semelhança existe entre os testes SON e os testes que avaliam potencial para a aprendizagem (Tellegen formulário de registro, para que estas estejam sempre disponíveis de imediato durante a aplicação do teste. & Laros, 1993a). Uma aplicação válida do teste para crianças pequenas, quando elas possuem problemas ou necessidades especiais, certamente requer um alto nível de qualificação por parte do examinador. A experiência com o uso Procedimento de entrada e regra para a descontinuação de testes com crianças é essencial. Quando uma criança possui problemas ou necessidades especiais, a expe- riência para interagir com esse tipo de criança é recomendável, para que se possa comunicar mais facilmente Cada subteste começa com um procedimento de entrada. De acordo com a idade e, quando possível, com com a criança, bem como lidar com qualquer problema que possa surgir. Na aplicação do teste, a experiência o nível cognitivo estimado da criança, o início é feito com o primeiro, terceiro ou quinto item. Esse procedi- para testar e interagir com crianças pequenas é de suma importância. mento foi escolhido para prevenir crianças de serem desmotivadas por serem requisitadas a resolver muitos As instruções devem ser seguidas o mais fielmente possível, pois o desvio das mesmas pode influenciar itens que estão abaixo do seu nível cognitivo. o procedimento de entrada foi construído para assegurar que nos resultados do teste. Em geral, é dada liberdade suficiente nas instruções para que se adapte à compreen- os primeiros itens que a criança pula teriam sido resolvidos Se depois, o nível no qual a criança são e às habilidades da criança em questão. Quando uma criança possui, por exemplo, problemas motores ou começou aparenta ser dificil demais, o examinador pode voltar para um nível mais baixo. Porém, devido auditivos, a adaptação do teste pode ser maneira em que os subtestes foram construídos, isso deve ocorrer raramente.110 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R Montagem o examinador senta-se à mesa em posição oposta à criança. A mesa não deve ser muito larga, ou o exa- minador não poderá ajudar a criança. As alturas da mesa e da cadeira devem estar ajustadas para a criança. A criança precisa sentar confortavelmente e deve ser capaz de ver facilmente o que está sobre a mesa e o que examinador faz. De preferência, o examinador deve sentar de que a luz recaia sobre seu rosto. Somente o material que a criança precisa naquele momento deve estar na mesa. A ficha de observações e os materiais do teste podem ser colocados numa outra mesa, de preferência, fora do alcance da criança. CRIANÇA Abaixo Esquerda Materiais do teste Direita Acima EXAMINADOR Formulário de Registro Caixa do teste Quando for descrever as instruções, a perspectiva esquerda-direita é colocada sob o ponto de vista do examinador. A perspectiva acima-abaixo é descrita sob o ponto de vista da criança. A perspectiva acima- -abaixo do ponto de vista da criança foi escolhida para evitar confusão. Os cadernos da bateria SON-R são apresentados de forma que a capa esteja legível para a criança. Os números de página dos cadernos e os números dos cartões são sempre legíveis do ponto de vista do exa- minador. Quando estudar as instruções, essa situação de teste deve ser levada em consideração. o examinador deve sempre ter certeza de que a visualização da criança não está bloqueada enquanto está apresentando os materiais, dando instruções, ou corrigindo respostas. o examinador deve considerar se a criança é destra ou canhota quando for colocar materiais na mesa ou entregá-los à criança. Antes de começar o teste, o examinador precisa deixar a criança confortável com a situação. A criança não deve ter a impressão de que precisa mostrar seu desempenho, mas que irá brincar com diversos materiais. tempo necessário para aplicar o SON-R 21/2-7[a] é de aproximadamente 30 minutos não incluindo eventuais pausas entre os subtestes. A preferência é dada à aplicação do teste completo, mas o examinador pode dar pequenas pausas entre os subtestes, se for necessário para que a criança possa tomar água ou ao banheiro É importante ressaltar que não existe um tempo limite máximo para aplicação do teste como um todo.Instruções de 111 Instruções feedback Instruções verbals o não-verbals SON-R pode ser aplicado com ou sem () uso da linguagem As instruções verbais e não- -verbais sempre estão impressas em colunas uma ao lado da outra, As sentenças escritas em letras na coluna da esquerda representam texto falado e texto em itálico (itálico) na coluna da direita representa as instruções Buscou-se compatibilizar ambas as instruções, a fim de torná-las mais equivalentes quanto Portanto, é de suma importância, ao se utilizar as instruções verbais, limitar-se texto em letras Não se deve fornecer informação verbal extra, por exemplo, não se pode nomear a categoría ou a figura no subteste Ao empregar as instruções não-verbais, é importante que não se de informação extra com gestos (adicionais) ou com expressões faciais. As explicações podem ser repetidas se a criança não entende o que ela precisa As instruções não-verbais são utilizadas para as crianças que possuem dificuldades em entender a língua falada. Geralmente, uma combinação das instruções verbais e não-verbais é utilizada de forma que as instru- ções não-verbais sejam acompanhadas por partes das instruções dependendo da capacidade da criança para entender as instruções verbais. O gesto padrão (na linguagem de sinais) para "junto" é frequentemente usado nas instruções Isso deve ser feito da seguinte maneira: aproxime as duas mãos como se fosse pegar uma bola grande lentamente. Ajuda e feedback Após cada item, o examinador relata para a criança se a solução foi correta ou incorreta. Quando uma criança erra, ou quando ela não é capaz de resolver o item, o examinador a ajuda e corrige a resposta, enquanto tenta engajar a criança de maneira ativa. O propósito do feedback não é mostrar para a criança o que ela não consegue fazer, mas lhe mostrar como resolver o item corretamente. No entanto, item somente é pontuado como sendo correto se a criança o completou independentemente. Em princípio, o examinador corrige um item resolvido incorretamente enquanto engaja a criança, mas o erro não precisa ser corrigido quando o subteste for interrompido com base nas regras para a interrupção do teste. A maneira pela qual o feedback deve ser dado é apresentada no final da descrição de cada subteste. De forma geral, as linhas-guia para o feedback consistem das reações relatadas a seguir. Instruções Gerais Instruções verbais Instruções não-verbais Após uma solução correta: SIM, ESTÁ BOM, ou SIM, ESTÁ CERTO, ou BOM, ou Faça gesto de "sim" com a cabeça, ou faça um gesto similar. use uma frase similar.112 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Quando a criança comete erro: NÃO, NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE Faça gesto questionador. Faça gesto de "não" com a cabeça. examinador aponta para o desenho, bloco, ou cartão quando possível, corrige o erro junto com a criança. OLHE, SE FIZERMOS ASSIM É Aponte para a correção e faça o gesto de "sim" com a cabeça. examinador tenta envolver a criança na correção do erro de uma maneira ativa deixando-a completar a última atividade. examinador não explica porque a resposta da criança foi incorreta. Quando a criança não responde ao incentivo: examinador finaliza o item corretamente, enquanto envolve a criança ativamente na resolução. Instruções estendidas e curtas Na primeira parte dos subtestes, nenhum exemplo separado é mostrado, mas um exemplo é incluído na aplicação do item. Isso é a razão pela qual as instruções estendidas são dadas para os primeiros itens de cada subteste. Quando o propósito está claro, o examinador pode se satisfazer com as instruções curtas e gradati- vamente as encurtar para: AGORA ou PRÓXIMO. Balance a cabeça de uma maneira afirmativa e encoraje a criança. Quando a criança não compreende as instruções, as mesmas podem ser repetidas. A segunda parte de cada subteste, com exceção de Padrões, é precedida por um exemplo. Esse exemplo é sempre completado quando a criança começa os itens da segunda parte. Cada vez que a criança der uma resposta a um item, deve-se averiguar se a criança está pronta para VOCÊ PRONTA? ou ESTÁ BOM? ou PRONTA? Faça um gesto questionador A criança pode imediatamente autocorrigir sua resposta; nesse caso, o examinador deve perguntar qual é a resposta final. Tenha cuidado para que a criança não interprete a pergunta de se ela está pronta ou de se a resposta final foi dada como uma expressão de dúvida sobre a correção da resposta. Pode ser aconselhável variar as perguntas (por exemplo: "me mostre a figura correta novamente", ou "qual figura combina melhor?"). Espere até que a resposta esteja completa para dar o feedback (Isso é muito importante quando mais de uma escolha precisa ser feita).Instruções gerais de aplicação 113 Às vezes, a criança comenta sobre as diferenças pequenas nas cores do material do das figuras nos cadernos do teste, ou sobre espaço sobrando na moldura de Assegure a criança de que não é importante. Pontuando os itens Todos os itens completados pela criança são pontuados como sendo corretos (1 ponto) ou incorretos ponto). Um item somente é correto se foi completado pela criança de modo independente e Um tempo limite é utilizado na segunda parte dos subtestes Mosaicos e Padrões. Quando esse é caso, os itens devem ser completados dentro do tempo limite para poderem ser pontuados como sendo corretos. No caso de crian- mais velhas, os itens no início do subteste não são apresentados, devido ao procedimento adaptativo para e são pontuados com Esses itens são pontuados como sendo corretos para cálculo do escore total no subteste. Quando uma criança se recusa a resolver um item, isso é indicado com um e pontuado como sendo incorreto. significado das pontuações o item é pulado devido ao procedimento de entrada; o item é considerado correto + item não apresentado (escore = 1) para o calculo do escore total do subteste. 1 item correto item é considerado correto (escore = 1) se foi completado corretamente pela criança de modo independente e dentro do tempo limite quando é item é considerado incorreto (escore = 0) se a criança não conseguiu ou item incorreto quando recebeu ajuda, ou quando não terminou dentro do tempo item recusado item é considerado incorreto (escore = 0). Tempo limite Na parte II dos subtestes de execução (Mosaicos e Padrões), um limite máximo de tempo é dado para cada item e examinador utiliza um cronômetro para esses itens (o cronômetro não está incluído no teste). o limite de tempo é de 2,5 minutos (150 segundos) por item. A experiência tem mostrado que os quase nunca são finalizados corretamente após ultrapassar esse limite. examinador pode parar antes, caso seja evidente que a criança não conseguirá completar o item com Quando a criança está quase completando item e limite de tempo acabou de expirar, o examinador deve permitir que a criança o termine, mas será pontuado como sendo incorreto. As seguintes situações podem ocorrer: Quando a criança termina antes do tempo se esgotar, o examinador dá a pontuação do item como sendo correto (1 ponto) ou incorreto (0 ponto). Quando é evidente que a criança não conseguirá finalizar o item, o examinador pode oferecer ajuda; porém, o item será pontuado como sendo incorreto (0 ponto).114 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R Quando a criança não resolven o item tempo se esgotou, o examinador pode ajudar dar a pon- tuação do item como sendo incorreto ponto). Quando o tempo se esgotou criança pode resolver item independentemente, ela tem esse direito; porém, o item é pontuado como sendo incorreto ponto). Recusa Quando a criança não quer continuar, o examinador a encoraja a continuar. Quando não tem êxito, o examinador oferece ajuda, mas o item é então pontuado como sendo incorreto (0 ponto). Quando a criança, de recusa-se a completar um item, ou ainda, recusa-se a iniciar um subteste, e o encorajamento do examinador não tem efeito, o examinador completa o item e tenta envolver a criança. o item é pontuado como sendo recusado (-). A criança é então encorajada a completar o próximo item. A aplicação do subteste é interrompida quando dois itens consecutivos são recusados. Neste caso, o subteste não é pontuado, e tampouco utilizado para a avaliação do desempenho no teste, ou para 0 cálculo do escore de QI. A razão para não pontuar subteste que teve dois itens consecutivos recusados é que não é possível precisar se a criança iria acertar ou errar o item. Quando a criança não quer continuar, um intervalo pode ser iniciado, E num caso extremo, a mudança da sequência de aplicação dos subtestes pode ser considerada. Se, por exemplo, a criança não quer continuar fazendo o subteste Categorias, o Padrões pode ser aplicado primeiro, pois o subteste Padrões, no qual a criança desenha, é mais atraente para algumas crianças que o Situações, no qual a criança deve tomar Ainda assim, é necessário voltar a aplicar os subtestes não concluídos. 0 procedimento adaptativo Durante a aplicação do um procedimento adaptativo é utilizado com o intuito de limitar a aplicação aos itens que correspondem ao nivel cognitivo da criança. Utilizando o procedimento de entrada, com base na idade e no nível cognitivo da criança, os itens que provavelmente teriam sido resolvidos corre- tamente não são apresentados. As crianças parecem ficar desmotivadas e desinteressadas quando precisam completar muitos itens abaixo do seu nível cognitivo. E a regra para a interrupção evita que a criança precise resolver muitos itens acima do seu nível. Itens que são demais são frustrantes e podem facilmente levar a uma recusa para continuar, ou a um comportamento que indica que a criança não está se importando com o que faz e que não presta mais atenção nos itens. Além desses aspectos de motivação, o procedimento adaptativo tem como objetivo limitar a duração do teste. Procedimento de entrada o primeiro item de um subteste depende da idade e do nível cognitivo da criança, os quais são determi- nados pela idade e série no ensino fundamental. Essa determinação baseia-se nas seguintes regras:Instruções gerais de aplicação 115 Item de entrada 1: Crianças com 2 ou 3 Item de entrada 3: Crianças com 4 ou 5 anos Item de entrada 5: Crianças com e 7 anos e ano Quando existe uma discrepância entre a idade da criança e seu ano nível de entrada corresponde ao nível mais Por exemplo, uma criança com 6 anos, que ainda está no segundo ano de começará com item 3. Crianças que têm 2 ou 3 anos sempre começam com item 1. Quando se suspeita que uma criança apresenta atraso substancial no desenvolvimento cognitivo, nível de entrada pode ser adaptado. Por exemplo, quando examinador tem a impressão que uma criança com 5 anos funciona ao nível de uma criança de 3 anos, começará com 0 item 1. Contudo, quando se suspeita que uma criança possui somente um pequeno atraso no desenvolvimento (que correspondente a um QI entre 85 e 100), começar num nível mais baixo que 0 sugerido com base na idade e série não é necessário nem desejável. Quando a criança tem medo de fracassar ou possui ansiedade por outro motivo, começar num nível mais baixo pode ser prudente. Nas instruções dos subtestes, o procedimento de aplicação é sempre descrito começando com 0 item No fim da descrição da parte I de cada subteste, são descritas mudanças nas instruções devido ao início com o item de entrada 3 ou 5. Os itens que foram pulados são pontuados como no formulário de registro, e, no cálculo do escore do subteste, esses itens são considerados como sendo corretos. Regras para a interrupção As seguintes regras para a interrupção são aplicáveis para todos os subtestes: Regra A. Um subteste é interrompido quando um total de três respostas incorretas forem dadas. Atenção: Para alcançar o critério de três respostas incorretas, não é necessário que os erros sejam consecutivos. Além da regra A, a seguinte regra é aplicável para a parte dos subtestes de execução (Mosaicos e Padrões): Regra B. A aplicação dos subtestes Mosaicos e Padrões é também interrompida quando dois itens consecutivos forem pontuados como sendo incorretos na parte II desses subtestes. Atenção: o tempo limite é imprescindível para os itens de Mosaicos e Regra C: Um subteste também é interrompido quando a criança recusa a fazer dois itens consecutivos. Atenção: o número de erros inclui os itens que foram completados incorretamente (pontuação '0') bem como os itens que foram recusados116 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Exemplos para interromper com a regra A Um subteste é interrompido quando um total de três itens são pontuados como sendo incorretos. pro- cedimento de entrada não tem efeito nas regras de interrupção. 1 23456 7 8 10 11 12 13 14 15 Escore Mos A 2 1 15 Escore Cat A 10 6 1 2345 Escore Sit A 010 6 1234567 8 10 11 12 13 14 15 Escore Cat A 10 6 10 11 12 13 14 15 16 Escore Pad 010 10 Exemplos para a interrupção com a regra B Um subteste também é interrompido quando dois itens consecutivos da parte II nos subtestes Mosaicos e Padrões são pontuados como sendo incorretos. 6 7 15 Escore Mos A 9 10 11 12 13 14 15 16 Escore Pad 00 10 Uma situação especial: começar e voltar para itens anteriores A construção dos subtestes e o critério utilizado para o item de entrada foram planejados de tal maneira que voltar para itens anteriores é raro. Quando ocorrer, as seguintes regras, que serão descritas separadamente para o item de entrada 3 e o item de entrada 5, se aplicam. Item de entrada 3 - Uma criança que tem 4 ou 5 anos começa o subteste pelo item 3. Quando o item 3 ou 4 é resolvido incorretamente, volte ao item e apresente ambos os itens, 1 e 2. Se o critério para a interrupção não foi atingido, continue com o próximo item mais difícil até que critério seja atingido. Quando se começou o subteste com o item 3 e ocorre a situação de se precisar voltar ao item 1, então os subtestes seguintes também são iniciados com item 1 e o procedimento de entrada é abandonado.Instruções gerais de aplicação 117 Exemplos: a sequência na qual os itens foram apresentados é representada abaixo das pontuações dos itens. 1 2 3 4 5 6 7 8 11 12 13 14 15 Escore Cat A 00 6 Ordem de 3412567 8 9 aplicação segundo item apresentado no subteste Categorias, item 4, foi resolvido incorretamente. Portanto, é necessário voltar ao item 1. Além disso, nos próximos subtestes deve-se começar a partir do item I, conforme exemplo a seguir. 7 8 9 10 11 12 13 14 Escore Sit 11000 A 2 Ordem de 1 2345 aplicação No exemplo a seguir, o primeiro item apresentado do subteste padrões, o item 3, foi resolvido incorreta- mente. Portanto, é necessário voltar ao item 1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Escore Pad 0 Ordem de 2 3 1 aplicação Item de entrada 5 Crianças com 6 anos ou mais começam com o item 5. Quando item 5 ou 6 é pontuado como sendo incorreto, volte ao item 3 e faça o item 3 bem como o 4. Quando os itens 3 e 4 estão ambos pontuados como sendo corretos, continue com os itens mais difi- ceis até que o critério para interrupção seja atingido. Quando os itens 3 ou 4, ou ambos, são pontuados como incorretos, volte ao item 1 e faça o item 1 bem como o item 2, mesmo que o critério de interrupção já tenha sido atingido. Caso o critério de interrupção seja atingido, considerando a conta de três erros a partir do item 1, o escore é calculado considerando o item no qual esse critério de interrupção foi atingido como sendo o último item aplicado (veja o exemplo do subteste Padrões da página 118). Caso o critério de inter- rupção não tenha sido atingido ainda, continue com os itens mais Quando acontece a situação de precisar voltar num subteste, TODOS os SUBTESTES SUBSE- QUENTES SERÃO INICIADOS NO NÍVEL DE ENTRADA ANTERIOR, isto é, no item de entrada 3 ou 1. 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Escore Mos A 100 6 Ordem de aplicação 3 4 2 5 6 7118 Teste Não-verbal de Inteligência - SON-R 119 Instruções gerais de aplicação o item 6 foi completado incorretamente, então os itens 3 4 foram aplicados. A seguir, continuou-se com do último item que foi aplicado e subtrair do número de erros (0) e número de itens recusados (-). Entretanto, o item 7 até que três itens foram finalizados incorretamente. estas regras têm uma exceção: não podem ser utilizadas quando a criança necessita voltar para itens anteriores comete mais do que três erros no subteste (veja o exemplo do subteste Padrões na página 118). Os escores 234567 8 12 13 14 15 Escore nos diferentes subtestes de uma criança que tem 6 anos são mostrados abaixo. Cat A 0 5 Ordem de 4 5 8 123456 Escore 1 6 aplicação Mos A 1000 7 o item 5 foi completado incorretamente. Então os itens 3 e 4 são aplicados. Uma vez que 0 item 3 foi 10 11 12 13 14 15 Escore finalizado incorretamente, os itens 1 e 2 são aplicados. Como o número total de erros ainda inferior a três, Cat A 0-- então se continuou com o item 6 até que três erros foram cometidos. 123456 Escore 2 3 4 5 8 10 11 12 13 14 Sit A 8 Escore Sit A 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 11 12 13 14 15 16 Escore Ordem de 45231 Pad 5 aplicação Neste exemplo, subteste Categorias não foi pontuado porque a criança se recusou a completar dois itens consecutivos. Esse subteste não Após completar o item 5 e subsequentemente 3 e 4, três erros foram cometidos. Porém, deve-se voltar pode ser utilizado para calcular escore de QI. para o item 1 e aplicar o item 1 bem como o 2. Note que os itens 1 e 2 são pontuados e entram para escore obtido pela criança no subteste. Vários aspectos do procedimento adaptativo são também ilustrados no formulário de registro. Os escores que são calculados aqui são os escores brutos dos subtestes. Os escores brutos podem ser transformados em Atenção: Somente na aplicação que inicia pelo item 5, como item de entrada, se a criança atingir critério de escores normatizados por meio das tabelas de normas apresentadas no anexo desse manual ou por meio do interrupção, ou seja, errar um dos dois primeiros itens de entrada (item 5 ou 6) e errar ambos os itens anteriores (itens 3 4), é necessário aplicar o item 1 bem como o item 2. Deve-se estar atento a essa regra, pois escore no programa de computador que acompanha o teste. subteste provavelmente sofrerá alteração. Verificar próximo quadro "Atenção" para a pontuação nesses casos. Adaptando as instruções 11 12 13 14 15 16 Escore Pad As instruções para o SON-R mostram muita flexibilidade, o que torna possível a adaptação do Ordem de 563412 teste para as habilidades comunicativas, a idade, ou o nível cognitivo da criança. No entanto, a padronização aplicação do método de aplicação é requerida e o desvio deste não é desejável. Sem dúvida, outros métodos de aplicação o critério para a interrupção foi atingido no item 4 de Padrões, pois a criança errou os itens 6, do teste são possiveis e podem levar a um desempenho melhor da criança. Porém, a pesquisa de padronização Entretanto, como os itens 1 2 precisam ser aplicados nessa condição, cálculo do escore é realizado a partir foi realizada da forma apresentada neste manual e um resultado obtido sob circunstâncias diferentes não pode do item 1. o item 5, apesar de ter sido o primeiro a ser completado pela criança, não contribui para a pontuação ser interpretado com a utilização das tabelas de normas. final, pois o critério de interrupção foi atingido antes, no item 4. Mesmo assim, pode-se encontrar crianças com diversas deficiências sensoriais ou motoras, o que tor- naria a aplicação rigorosa das instruções não desejável porque o resultado do teste não seria indicativo das Atenção: Na pontuação, para saber quando o critério de interrupção é atingido, deve-se considerar a conta a habilidades cognitivas da criança. Em todas as seções do teste, é esperado que a criança faça algo ativamente partir do item 1, independentemente se a criança começou em outro item de entrada (3 ou 5). escore é, portanto, calculado com base no item em que o critério para a interrupção foi atingido, desconsiderando as e quando ela não é fisicamente capaz de agir desse modo, o resultado não será válido. respostas posteriores, mesmo que corretas. Foi realizada uma pesquisa em pequena escala sobre a utilidade do teste para crianças portadoras de necessidades especiais motoras (Van de Beek, 1995). Essa pesquisa demonstrou que o subteste Padrões não pode ser aplicado corretamente com essas crianças. Pegar e manusear os outros materiais também pode o escore no subteste ser Isso pode ser evitado, por exemplo, se os cartões forem oferecidos um por um durante os subtestes Situações e Categorias; se forem colocados os blocos na mesa ao invés de pedir para o participante o escore no subteste é igual ao número de itens completados corretamente (1), mais o número de itens que tirá-los da caixa, ao aplicar Mosaicos; se for acrescentada uma camada aderente extra embaixo do forro; ou, foram pulados no início (+). No entanto, o escore no subteste é mais fácil para calcular se for pego 0 número120 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R se for permitido, que a criança dê instruções para o examinador (isso, é claro, presume que a criança possua Capítulo 8 boas habilidades verbais). Problemas para manusear os materiais também tornam a adaptação do tempo e a possível aplicação do Instruções de aplicação por subteste teste ao longo de alguns dias desejável. Porém, a experiência com essas crianças é limitada e a diversidade de necessidades especiais motoras é grande, então, a criação de regras fixas para a aplicação do teste para essas crianças é o examinador terá que descobrir quais são os fatores limitantes e se, e de que maneira, estes podem ser compensados. Quando se trabalha principalmente com crianças portadoras de necessidades especiais motoras, é recomendável que se aplique o teste para crianças que não são portadoras de necessidades especiais primeiramente. Dessa maneira, pode-se obter uma ideia clara dos problemas que ocorrem durante a aplicação que são específicos para as crianças portadoras de necessidades especiais. A adaptação da maneira em que o teste é aplicado também pode ser desejável quando as crianças são inquietas ou acham dificil focar no teste (por exemplo, crianças autistas). Nesse caso, pode ser preferível que Introdução o examinador se sente no canto da mesa ao lado da criança, ao invés de ficar no lado oposto, porque assim se pode chamar a atenção da criança com um toque. Neste capítulo são apresentadas as instruções dos seguintes subtestes: Mosaicos Caso haja desvio das instruções padrão durante a aplicação do teste, isso deve ser mencionado no for- mulário de registro, para que outras pessoas possam levar em conta essa informação ao interpretarem os Categorias resultados. Situações Padrões Para cada subteste, a sequência das instruções é sempre a que segue: Nome do Subteste Descrição do material usado no subteste Subteste Parte I: Tarefa Parte I Montagem Pontuação Soluções Instruções item 1 Instruções dos demais itens da Parte I Instruções para os itens de entrada 3 e 5 Possíveis reações Parte I Subteste Parte II: Tarefa Parte Montagem Pontuação122 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Soluções Instruções para o exemplo A (exceto para subteste Padrões) Instruções dos demais itens da Parte II Possíveis reações Parte Mosaicos Materiais - Caderno de Parte I: itens 1-6, Parte II: exemplo A, itens 7-15 Duas molduras cinza - Caixa com três compartimentos e tampas individuais - Conjunto de quadrados: oito vermelhos, oito amarelos e nove vermelho/amarelos - Cronômetro (não está incluído no kit do teste) Mosaicos Parte I Itens 1-6 Tarefa É solicitado à criança que reproduza o modelo mostrado no caderno de aplicação, utilizando-se da mol- dura e de três, quatro ou cinco quadrados vermelhos. Atenção: Não é permitido à criança alocar os quadrados no modelo do caderno de aplicação antes de colocá-los na moldura. Montagem Criança Moldura da criança Caderno de aplicação Moldura do examinador Examinador o examinador posiciona o caderno de aplicação sobre a mesa, com a página do título virada para a criança. A moldura do examinador é posicionada ao lado do modelo de mosaico ilustrado no caderno de apli- cação. Esse posicionamento permanece somente durante os itens em que o examinador copia os modelos na moldura como exemplo (itens 1-3). A moldura do examinador é, em seguida, retirada (do item 4 em diante).Instruções de aplicação por subteste 123 A moldura da criança é posicionada na mesa diretamente em frente à criança, abaixo do caderno de aplicação. Essa moldura permanece na mesa durante toda a aplicação do subteste. examinador retira os quadrados vermelhos do compartimento e os posiciona empilhados sobre a mesa. à sua dado à criança o número exato de quadrados necessários para cada item. Quando está demonstrando os mosaicos, o examinador deve aderir às seguintes regras: Iniciar a demonstração pelas extremidades; Trabalhar da direita para a esquerda; Trabalhar de baixo para Pontuação dos itens Se o mosaico nos itens 1-6 é deslocado (mas não sofreu rotação) na moldura, este é pontuado como correto. Nesse caso, o examinador move os quadrados para a posição correta. Soluções para os itens 1, 2, 3, 6 e 5: Correto Deslocamento correto Rotação incorreta Espelho incorreto Criança Criança Criança Criança X X X X Item X X X X X X X X Examinador Examinador Examinador Examinador Criança Criança Criança Criança X X X Item 2 X X X X X X X X Examinador Examinador Examinador Examinador Criança Criança Criança Criança X X X X X Item 3 X X X X X X X X X X X Examinador Examinador Examinador Examinador Criança Criança Criança Criança X X X X X X Item 6 X X X X X X X X X X X Examinador Examinador Examinador Examinador Correto Deslocamento correto Criança Criança Criança X X X Item 5 X X X X X X X X Examinador Examinador Examinador Criança X X X X ExaminadorTeste de Inteligência Instruções de aplicação por subteste 124 125 Instruções para os itens 1-3 Possíveis reações (Parte I) Aponte para o modelo dentro do caderno de aplicação A criança completa o mosaico corretamente: Aponte para modelo (caderno de aplicação) e depois para AGORA EU VOU FAZER UM IGUAL A a moldura do MUITO BEM, ESTÁ CORRETO (ou diga algo similar). Acene ou utilize um gesto similar. Pegue o número de quadrados vermelhos necessários e coloque-os no modelo do mosaico (do examina- dor). o examinador aponta para os locais, no que correspondem aos locais na moldura nos quais Depois, a criança é encorajada a retirar os quadrados da moldura e empilhá-los junto a esta. quadrados devem ser enquanto os coloca (corretamente) na moldura (do examinador). A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: OLHE, ESTA PEÇA FICA E AQUELA OUTRA Acene o examinador coloca um quadrado na AGORA, TENTE o exemplo feito pelo examinador permanece em sua moldura. Dê à criança o número exato de quadrados Aponte para a crianca depois para a moldura e novamente vermelhos necessários para completar o item. para a criança. Faça um gesto de AGORA VOCÊ PODE Aponte para a moldura da criança, depois para o modelo A criança constrói o mosaico incorretamente: novamente para a moldura. Faça um gesto de questionamento NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE VAMOS Aponte para a moldura e balance a cabeça: Quando a criança os quadrados são retirados da moldura e empilhados ao lado desta. CONSERTÁ-LO JUNTOS. Instruções para os itens 4-6 o examinador retira da moldura os quadrados que foram colocados incorretamente e posiciona um deles no local correto. Depois, o examinador encoraja a criança a posicionar os outros quadrados e, se necessário, Remova a moldura do examinador. Dê à criança o número exato de quadrados vermelhos, necessários aponta os locais onde a criança deve colocá-los. para completar o mosaico. Aponte para o modelo do caderno de aplicação. AGORA ESTÁ Acena afirmativamente: AGORA VOCÊ PODE FAZER UM IGUAL A ESTE. Aponte para a criança, depois para o modelo no caderno de aplicação, finalmente para a moldura e faça um gesto de Quando somente um quadrado é colocado incorretamente, o examinador o corrige. questionamento. OLHE, ESTA PEÇA FICA Aponte para a mudança e acene afirmativamente: sim, Quando a criança terminar, os quadrados são retirados da moldura e empilhados ao lado desta. Item de entrada 3 A criança para antes de terminar: A primeira coisa a ser feita é retirar todos os quadrados posicionados incorretamente. Depois, o exami- Ver instruções para os itens nador dá um quadrado para a criança: Item de entrada 5 TERMINE, EM FRENTE. Aponte para espaços vazios na moldura, depois para exemplo, balance a cabeça: não. A moldura do examinador não é mais utilizada na montagem. Ver instruções para itens 4-6. Depois disso, aponte novamente para a moldura.Teste Não-verbal de Inteligência Instruções de aplicação por subteste 126 127 Exemplo itens 7-15 Instruções para o exemplo A Mosaicos Parte II Tarefa Mostre os quadrados vermelhos e Pegue um quadrado amarelo: É solicitado à criança que copie diferentes padrões de mosaico, utilizando os quadrados vermelhos. AGORA USAREMOS ESTE amarelos e Mostre ambos os do quadrado Aponte para o modelo A. Atenção: Não é permitido à criança alocar os quadrados no modelo do cademo de aplicação antes de na moldura. AGORA NÓS VAMOS FAZER ESTE Não de nenhuma informação verbal extra, como nomear os quadrados ou sua cor. Aponte A. depois para a os Posicione dois quadrados amarelos na extremidade direita inferior Montagem OLHE (aponte para a moldura), É o MESMO QUE TEM AQUI (aponte para o modelo). Aponte para o exemplo que foi posicionado na Criança depois para no de Acene afir- mativamente sim Moldura da criança Caixa Retire os quadrados da moldura e os recoloque na AGORA VOCÊ PODE Aponte para para a moldura e novamente Caderno de aplicação para a criança e um gesto: agora voce pode o examinador deixa a criança completar o exemplo e a ajuda, se necessário. Quando a criança terminar, os quadrados são colocados novamente na caixa, quando possível pela própria criança. Examinador Instruções para os 7-15 pelo exemplo a caixa contendo os quadrados é posicionada do lado direito ou esquerdo da dependendo se a criança é destra ou canhota. A moldura do examinador não é mais AGORA VOCÊ PODE FAZER ISTO SOZINHO(A). Aponte para a para a caderno de aplicação e para No exemplo A e itens é dada à criança a caixa contendo os quadrados, sendo que somente os com- a Faça um gesto: agora pode partimentos que os vermelhos e amarelos devem estar o terceiro compartimento permanece o examinador deixa a criança terminar o item enquanto cronometra o tempo. Nos itens os quadrados vermelho/amarelos são também utilizados (terceiro compartimento) os trés compartimentos são A partir do item os quadrados vermelhos/amarelos são também utilizados. o examinador apresenta estes quadrados para a criança. Mostrar ambos os lados dos quadrados. Tempo-limite USAREMOS ESTES TAMBÉM. PODE gesto indicando que todas peças podem ser usadas USAR TODAS AS PEÇAS Tempo máximo por item: minutos Pontuação dos itens Possíveis reações (Parte II) A criança termina o mosaico corretamente sem ajuda: A solução correta dos itens pode ser vista comparando-se o mosaico modelo do caderno de apli- cação. A solução correta deve ser completada dentro do tempo-limite e sem com ajuda o do examinador. Acene ou use um gesto similar MUITO ESTÁ CORRETO (ou frase similar). Atenção: o subteste Mosaicos é descontinuado quando a criança falhar em dois itens consecutivos na Parte A criança é encorajada, depois, a colocar os quadrados de volta na caixa.Teste de [a] Instruções de por subteste 128 129 A criança não reage, apesar de ser encorajada: o examinador posiciona um quadrado na moldura: Caixa 1-9 e para de cartões o exemplo para o A. subteste o número do item composto por uma coleção de 65 cartões para os itens indica a sequência de entrega dos cartões está encontra-se na parte de trás do cartão. o número que Aponte para a criança, depois para a moldura para a criança. Faça um gesto de questionamento novamente TERMINE, VA EM de cada item é indicado por um asterisco na parte tanto de na frente do cartão quanto o último cartão Categorias Parte I A criança constról mosaico incorretamente: Itens 1-7 Tarefa Quando mais de um quadrado está posicionado incorretamente: NÃO COMPLETAMENTE CERTO, VAMOS Aponte para a moldura e balance a A criança deve classificar quatro ou seis baseada na categoria a que eles pertencem -LO JUNTOS? Atenção: a figura espontaneamente, Não dê nenhuma o informação examinador verbal pode extra. dar uma como resposta neutra. a categoria ou a figura. Se a criança nomeia o examinador retira o os examinador quadrados encoraja que foram a criança incorretamente a completar posicionados os outros quadrados da moldura e, e se os no lugar correto. Depois, Montagem aponta para os locais em que eles devem ser posicionados. Criança OLHE, AGORA CORRETO. Aponte para a moldura e acene afirmativamente: sim Quando somente um quadrado está incorreto, o examinador o corrige. OLHE, ESTE FICA Aponte para o quadrado reposicionado e acene mente: sim. 1 Caixa com cartões A criança para antes de terminar: Examinador A primeira coisa a ser feita é retirar todos os quadrados posicionados incorretamente. Depois, exami- nador dá um quadrado para a criança: Pontuação dos itens TERMINE, EM No item 1, quatro cartões devem ser posicionados na categoria Nos itens seis cartões devem Aponte para a moldura depois para o modelo, balance a cabeça: Dê para a criança um quadrado e aponte mais ser posicionados na categoria correta. Quando os cartões são mal posicionados (colocados de forma imprecisa uma vez para a moldura. sobre o retângulo) ou colocados de cabeça para baixo, examinador corrige seu posicionamento, mas não pontua item como incorreto. Categorias Soluções Materiais Item 5 cadeiras mesas Item 1 flores balas Item 6 flores frutas Item 2 sapatos pratos Item veículos: com motor sem motor Caderno de Parte I: itens 1-7, Parte II: exemplo A, itens 8-15. Cada item é composto por Item 3 ratos pedaço de bolo duas páginas, uma ao lado da outra. Item 4 bonecas ursos Cartolina amarela para cobrir a página da esquerda.Teste Não-verbal de Instruções de aplicação por subteste 130 131 Instruções para o 1 Direcione a atenção da criança para as figuras no caderno de aplicação de aplicação. examinador Os cartões pega os são cartões dados 3-6 um na a um sequência para a correta e os posiciona na parte superior central do caderno todas as uma Aponte para E ESTE AQUI? OLHE ESTAS FIGURAS (Aponte para todas as Aponte para espaços nas depois para os uma e faça um gesto de Aponte para as figuras de uma página: Instruções para o 2 Gesto: ESTAS PERTENCEM AO MESMO GRUPO. pode apontar fileira que os cartões e 2 devem É solicitado à criança que posicione os a cartões o examinador para o demonstra local em os cartões 1 e 2 da mesma forma que no item 1. Quando criança Aponte para as figuras da outra página: 3-8 na correta, que corresponde à categoria E ESTAS OUTRAS PERTENCEM AO MESMO Gesto: Instruções para os itens 3-5 Pegue o cartão 1. o examinador novamente demonstra os cartões 1 e 2. da mesma maneira que item 1. EU TENHO OUTRA FIGURA Mostre o cartão para a criança. a criança deve ser solicitada a apontar o local onde o cartão deve permanecer. no à criança Quando os cartões 3-8 na sequência correta (quando a criança demonstrar o examinador pode dar os cartões um a um). Coloque o cartão na categoria VOCÊ PODE FAZER ESTES Aponte para espaços vazios (um a para os ELE DEVE FICAR COM ESTES AQUI? NÃO. AQUI Faça um gesto de questionamento. Balance a não cartões e um gesto de Depois posicione o cartão 1 no local correto: Instruções para os itens 6-7 SIM. ESTE DEVE FICAR COM A partir do item 6, o examinador deve interromper as demonstrações. o examinador aponta para as figuras Acene afirmativamente: impressas nas páginas, uma a uma. Quando a criança entender a natureza da ela pode ser ativamente envolvida na decisão de qual goria o cartão 2 pertence. Mostre o cartão 2, na parte superior central do caderno de aplicação: cate- OLHE PARA ESTAS ELAS PERTENCEM Gesto: AO MESMO E ESTE AQUI? um gesto de para a criança os cartões 1-6 na sequência correta. mesmas instruções do cartão Caso a criança ainda não 1. tenha compreendido a tarefa, o examinador posiciona o cartão 2 usando as PODE TERMINAR ESTES. Aponte para os espaços para carties um gesto de questionamento. Aponte para as figuras de uma página: VEJA, ESTAS PERTENCEM AO MESMO Gesto: Aponte para as figuras da outra página: E ESTAS PERTENCEM AO MESMO GRUPO. Gesto: juntas.Teste de Inteligência 132 Instruções de aplicação por subteste 133 de Entrada Veja instruções para itens 3-5 Categorias Parte II Exemplo A, itens 8-15 Tarefa Reações (Parte I) A criança termina o item corretamente: página à esquerda que pertençam à mesma categoria das figuras da página à a Três figuras na página à direita têm algo em comum. A criança é solicitada escolher duas figuras da AS FIGURAS ESTÃO TODAS NO LUGAR CERTO Acene afirmativamente ou um gesto similar (ou algo similar). Atenção: figuras espontaneamente, Não dê informação o examinador extra à pode como dar uma nomear resposta a categoria ou as figuras. Se a criança neutra. as Quando a criança está indecisa: Montagem Aponte mais uma vez para ambas as colunas: Criança ESTA FIGURA DEVE FICAR AQUI OU DEVE FICAR AQUI? COLOQUE-A NA COLUNA ONDE ELA DEVE Aponte de enfaticamente para ambas as colunas e um gesto FICAR. A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: o examinador aponta a coluna correta para o primeiro cartão da criança. A A Caixa com cartões OLHE, ESTE DEVE FICAR AGORA TENTE Aponte para cartão depois, para a correta Examinador Acene afirmativamente: Pontuação dos itens A criança comete um erro: Ambas as figuras devem estar corretamente categorizadas. examinador espera até que a criança termine de posicionar os cartões. Soluções NÃO ESTÃO TODOS NO LUGAR Aponte para o cartão posicionado incorretamente e balance Os números dos cartões corretos são indicados entre parênteses. a cabeça: o examinador corrige cartão. Exemplo A (2,5) Item 12 brinquedos (3,5) Item 8 frutas (3,4) Item 13 roupas (1,3) Item animais Item 14 comida (3,4) (1,4) OLHE, ESTE DEVE FICAR Item (2,3) Item 15 luz (2,3) chapéus Acene afirmativamente: Item 11 esportes (2,5) Deixe a criança corrigir os outros cartões indicando onde todos eles devem ficar. Instruções para o exemplo A A criança para antes de terminar de posicionar os cartões: AGORA VAMOS FAZER UM POUCO Aponte para as figuras da do lado direito, a EM FRENTE OLHE PARA ESTAS ELAS PERTENCEM uma, e faça mesmo Aponte para os dois espaços vazios e faça um gesto de AO MESMO GRUPO. AQUI TEM DOIS ESPAÇOS Aponte para as figuras e um gesto de VAZIOS (aponte para os espaços vazios), ALGUMAS questionamento. Se o examinador deve colocar os cartões nas colunas FIGURAS DEVEM FICAR AQUI,Teste de Inteligência SON-R 21/2-7 [a] Instruções de aplicação por subteste 134 135 Posicione os cartões 1-5 na coluna da à esquerda, de cima para baixo: possíveis reações (Parte II) para todos os cartões um am indique (Aponte Aponte dois dedos e aponte per as DUAS DESTAS mostrando os espaços FIGURAS DEVEM vazios para as alternativas e, depois, para os espaços vazios). A criança termina o item corretamente: Pegue o cartão 1: o lápis. próximo às três figuras da página à direita. ISSO, MUITO BEM. (ou uma frase similar) Balance a cabeça: não. Acene afirmativamente ou um gesto similar. NÃO, ESTE NÃO DEVE FICAR Posicione o cartão 1 novamente na página à esquerda e pegue o cartão 2. Coloque-o próximo às A criança não reage, apesar de ser encorajada: figuras da página à direita. Coloque o cartão 2 no espaço vazio. Acene sim. uma das corretas. o examinador alternativas aponta para os espaços vazios e, depois, para as Depois, examinador aponta SIM, ESTE DEVE FICAR AQUI. Siga os mesmos procedimentos do cartão para os cartões 3 e 4. o mesmo procedimento do 2 ACHO QUE ESTA DEVE FICAR AQUI. VOCÊ SABE QUAL OUTRA? deve ser repetido com o cartão 5. Aponte para as cinco figuras da página à direita: Aponte para a alternativa correta e acene afirmativamente Depois aponte para outro espaço vazio e gesto e de questionamento em seguida para as alternativas um para a TODOS ESTES PERTENCEM AO MESMO GRUPO. Gesticule: juntos. o examinador coloca os cartões 2 e 5 de volta na página à esquerda. A criança comete um ou mais erros: AGORA VOCÊ PODE Aponte para a criança, depois para as figuras e os o examinador espera até que a criança termine de escolher as vazios. Depois, aponte para os cartões e indique "dois" espa- mostrando os dois NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE CORRETO (aponte para as figuras erradas). Aponte para a figura escolhida incorretamente e balance a cabeça: Deixe a criança escolher e posicionar os dois cartões. o examinador corrige os cartões. Instruções para os itens 8-15 AGORA ESTÁ CORRETO. Acene A partir do item 8, a criança deve escolher os cartões e posicioná-los na categoria correta sem a ajuda do examinador Nos itens 10-11, as alternativas a serem escolhidas estão impressas na página à esquerda. Estas devem Quando a criança aponta apenas uma figura: ser encobertas no início do item com a cartolina amarela. VOCÊ PRECISA ESCOLHER MAIS Aponte para espaço vazio, gesticule que falta uma figura VAMOS MUDAR MAIS UMA (Direcione a mostrando um dedo e faça um gesto de atenção da para a página à OLHE, TODOS Aponte para as três figuras da página à uma a uma ESTES PERTENCEM AO MESMO e o gesto: Aponte para os dois espaços vazios e indique "dois" mostrando os dois dedos. Quando necessário, o examinador posiciona segundo cartão ou aponta a segunda figura correta. Retire a cartolina amarela e aponte para todas as alternativas, uma a uma. Situações E AGORA PODE APONTAR PARA AS FIGURAS VAZIOS. DESTA PÁGINA QUE DEVEM FICAR NOS ESPACOS Aponte para os espaços vazios, depois aponte para as alternativas uma a uma e indique "dois" mostrando os Materiais dois Depois, um gesto de Caderno de aplicação; Parte I: itens 1-6, Parte II: exemplo A, itens 7-14. Os sendo itens uma de 1 ao a 6 lado ocupam, da outra. cada Nos itens 12-15, a cartolina amarela não é utilizada um, uma página. o exemplo A e os itens 7-14 ocupam, cada um, duas páginas,Teste Não-verbal de Instruções de aplicação por subteste 137 para a página da com direita. de cartõe de para subteste na Situações parte de trás do um cartão. conjunto número que para indica os a itens sequência 1-8 de Instruções para os itens 1-6 Chame a atenção da criança para as item encontra-se na frente do cartão quanto atrás. o último de cada item é indicado dos OLHE, PARTES ESTÃO FALTANDO. VAMOS ENCONTRAR AQUI TEM VÁRIAS MAS ALGUMAS na parte de Aponte para todas as figuras pela metade depois, para os ESTAS PARTES. espaços Situações Parte I Pegue o cartão 1 e aproxime-o da parte inferior das figuras. Trabalhe da direita para a esquerda. Tarefa ESTE CARTÃO FICA AQUI? NÃO, FICA. AQUI? o examinador a metade faltante de uma das figuras na sua posição NÃO, TAMBÉM NÃO É Quando a metade não se encaixa na figura, o examinador balança sua cabeça: criança é solicitada a completar as outras três figuras. Quando o examinador aproxima o cartão da figura correta: Não informação verbal extra, como neutra. as figuras. Se a criança nomear as figuras espontaneamente, Atenção: o examinador pode dar uma resposta SIM, VEJA! ESTE DEVE FICAR AQUI. Acene afirmativamente: Posicione o cartão 1 no espaço correto. Se possível, examinador deixa a criança participar ativamente Montagem na decisão de onde posicionar corretamente os cartões. Criança Nos itens 1 e 2 os cartões são dados um a um. Nos itens 3-6 o examinador entrega os cartões numerados de 2 a 4 na sequência correta para a criança. (Quando isto for desconfortável para a criança, os cartões podem ser dados um a um). AGORA VOCÊ PODE FAZER ESTES. ENCONTRE o Aponte para as figuras e faça um gesto de LUGAR CORRETO DESTES I I Examinador Item de Entrada 3 e 5 Pontuação dos itens Veja orientações para o item 1. Todos os cartões devem ser posicionados na figura Quando os cartões forem posicionados incli- nados ou de cabeça para baixo examinador deve corrigi-los, mas pontuá-los como corretos. Possíveis reações (Parte I) A criança termina item corretamente: Soluções Acene afirmativamente ou faça um gesto SIM, MUITO BEM (ou frase similar). Item 1 - árvore, bola, copo com Item 2 peixe, escada, gato, sol. Item 3 garota, casa, cachorro, chaleira Item 4 barco, urso, garota, A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: Item 5 carneiro, cavalo, vaca, examinador aponta para o lugar onde 0 cartão deve ficar. Item 6 - homem com botas, garota com roupa de natação, homem com casaco longo, mulher de vestido. Acene sim. Aponte para outros cartões OLHE, ESTE DEVE FICAR AQUI. COLOQUE os faça um gesto de questionamento OUTROS CARTÕES NO LUGAR CERTO.Teste de Instruções de aplicação por subteste 138 139 A criança comete um erro: examinador espera até que a criança termine de posicionar os Exemplo A mercado: vendendo Aponte para os balance Item 7 cenoura; NÃO ESTÃO TODOS NO LUGAR CERTO Item 8 vassoura; Item 9 mão com flores; examinador corrige os Acene Item 10 gnomo sentado na posição cabeça para OLHE AGORA Item 11 carro com o lado esquerdo mostrando homem atrás do com prego Item 12 regador + planta A criança para antes de terminar de posicionar os cartões: Item Item 13 14 escada pilha de + pratos garoto + que prato está serrando com a mão VA EM TERMINE Aponte para as figuras e faça um gesto de questionamento Instruções para o exemplo A Situações Parte Exemplo A, itens 7-14 Aponte para o desenho e para o espaço em branco na página à Tarefa OLHE, UMA PEÇA ESTÁ FALTANDO AQUI. um gesto de Uma ou duas peças são retiradas de uma figura. A criança deve selecionar as peças corretas de cinco a Posicione os cartões 1-5 nos espaços vazios da página à esquerda. seis alternativas e posicioná-las no lugar correto ou apontar as alternativas corretas, dependendo do item OLHE, UM DESTES CARTÕES COMPLETA A Atenção: Não dê informação verbal como as figuras. Se a criança nomear as figuras espontanea- FIGURA. QUAL? Aponte para os cartões a um e faca um gesto de mente, o examinador pode dar uma resposta Posicione o cartão 1 ao lado do espaço vazio da página à direita. Montagem É ESTE? Balance a cabeca: não Criança Faca o mesmo com os cartões 2-3. Quando o cartão 4 é posicionado ao lado do espaço vazio na página 5 4 3 à direita: Desenho 2 SIM, ESTE É o CERTO. Acene afirmativamente: A A Posicione o cartão 4 no espaço vazio. Depois coloque-o de volta na página à esquerda. Examinador Aponte para a criança, depois para os cartões e para espaço AGORA VOCÊ PODE um gesto de questionamento. Pontuação dos itens A criança deve posicionar as figuras corretas nos espaços vazios nos itens 7-11 ou apontar para a alterna- tiva correta nos itens Quando a criança tiver que apontar para duas figuras, ambas devem estar corretas Instruções para os itens 7-14 para se pontuar com 1. Contudo. o posicionamento não tem que estar correto. Nos itens 7 e 8, o examinador mostra o desenho e aponta A criança para 0 deve espaço escolher 0 cartão Depois certo. examinador posiciona os cartões nos espaços vazios da à direita.Teste Não-verbal de Inteligência [a] Instruções de por subteste 140 141 Aponte espaço para faça um gesto espaço vazio, para os les e novamente Padrões ACHE A FIGURA CORRETA E COLOQUE NO Materials ESPACO página à esquerda. A impressas na riança deve ser apontar A partir do item 9, as alternativas alternativas passam inicialmente, a cobertas com a cartolina. O em Caderno de aplicação; Parte I: itens 1-10; Parte II: itens aponta para a figura para o correta. desenho As e para os espaços vazios do desenho. Depois, mostra as 2 estejam lápis grossos, apontados um longo para o examinador e um curto para a criança. Certifique-se que os lápis PARA A FIGURA Faça um gesto de questionamento, para a criança Cartolina amarela. AGORA VOCÊ PODE APONTAR para as alternativas. Borracha. Cronômetro (não está incluido no kit do A partir do item a cartolina é descartada. A partir do item 12. duas figuras devem ser apontadas. o examinador aponta enfaticamente para os dois espaços vazios. Padrões Parte I Tarefa Itens 1-10 AGORA DEVE APONTAR PARA Aponte enfaticamente para os dois espaços vazios e mostre dois dedos. Cada item consiste de um desenho pontos que devem ser conectados um ao A criança A partir deve do copiar item 3 (exceto item 5), os itens consistem de Possíveis reações (Parte II) demonstrado pelo examinador no espaço superior à o o desenho é, desenha. separadas As instruções corretas pontos. são dadas no final das instruções Preste da parte atenção I. Desenhe para a direção a figura na com qual linhas você para conectar os A criança termina o item corretamente: SIM, MUITO BEM (ou frase similar). Acene afirmativamente ou faça um gesto similar Montagem Criança A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: o examinador aponta para a alternativa correta. Nos itens 7 e 8, o examinador posiciona o cartão no lugar correto. OLHE, ESTE DEVE FICAR AQUI. Acene afirmativamente: sim. 3 Examinador A criança comete um erro: o examinador escreve o nome da criança na capa do caderno de aplicação e o deixa de forma que a o examinador espera até que a criança termine de escolher os cartões. criança possa A numeração dos itens é possível de ser lida da perspectiva do examinador. examinador posiciona a cartolina embaixo da página com os itens impressos para garantir que outros itens não venham a NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE CERTO. Balance a cabeça: se destacar e para que a criança não faça marcas com lápis nos itens seguintes. examinador aponta para a alternativa correta. Nos itens 7 e 8, o examinador posiciona no espaço vazio o cartão correto. Pontuação dos itens o objetivo é observar se a criança consegue comprender corretamente 0 que lhe é pedido para desenhar e OLHE, AGORA ESTÁ CERTO. não julgar a qualidade do desenho que ela faz. Os critérios A a I no final deste capítulo são usados para julgar Aponte para a alternativa correta e para o espaço vazio. Acene se os desenhos estão corretos. Quando permanece a dúvida se 0 desenho está correto ou não, este deve ser pontuado como correto.Teste de Inteligência Instruções de por subteste 143 142 Instruções para os itens 1-10 da criança. Quando enho está incorreto e a criança não indica o examinador aponta para o erro no desenho Chame a atenção da criança para o modelo NÃO COMPLETAMENTE o examinador aponta para si e modelo Balance a cabeça: não OLHE, VOU DESENHAR UM IGUAL A ESTE Copie o desenho no espaço à esquerda do modelo desenhado. o examinador deve copiar o desenho na corrigido: o examinador pode corrigir o desenho ou novamente com a criança. Aponte para o desenho direção correta. OLHE, AGORA ESTÁ AGORA PODE DESENHAR UM Aponte modelo desenhado, o espaço abaixo dele e um gesto de primeiramente para a Aponte para Acene sim (Aponte para o espaço abaixo do modelo desenhado). "desenhar/escrever" Fazendo uma segunda tentativa: Quando ofereça o lápis para a criança. A meta de ter a criança repetindo o desenho é: 1. dar feedback, mostrando claramente onde o erro foi cometido e como erros podem também ser mostrados no desenho incorreto e serem corrigidos este poderia ser Os Item de Entrada 3 e 5 Veja instruções para os itens 1-10. 2. ensinar a criança a mais pois isso pode ser importante para itens mais Instruções para o examinador realizar os desenhos 1-10 Possíveis reações (Parte I) Criança Criança A criança termina o item corretamente: SIM, MUITO BEM (ou frase similar). Acene afirmativamente ou faça um gesto Quando o desenho está correto, mas está torto, chame a atenção da criança para isto. A criança pode tentar melhorar o desenho fazendo-o novamente no espaço à esquerda do seu primeiro desenho. 1 6 Examinador Examinador A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: 2 7 examinador aponta para os espaços abaixo do modelo desenhado. VAMOS TENTAR JUNTOS, EU AQUI (espaço na parte o examinador aponta para si e para o espaço ao lado do inferior à esquerda do modelo desenhado) E VOCÊ ALI modelo desenhado e depois para a criança e o espaço à 8 (aponte para o espaço à direita abaixo do modelo). 3 Comece a desenhar e encoraje a criança a também começar a desenhar. 9 4 A criança comete um erro: 2 Algumas vezes, a criança indicará que o desenho não está correto e deseja tentar novamente. o exami- 10 nador deixa a criança fazê-lo novamente no espaço à esquerda abaixo do modelo desenhado. o examinador 5 S pode, também, apagar o erro para a criança. novo desenho é pontuado. Legendas: inicie sequência que as linhas devem ser desenhadas e setas indicando a direção do desenhoSON.R Instruções de aplicação por subteste 145 Parte Itens reações (Parte II) Tarefa Cada item em with são compostos por pontos que devem ser conectados A criança termina o item corretamente: A deve MUITO BEM (ou frase Acene ou um gesto similar Montagem Quando o desenho o desenho está correto, mas está torto, chame a atenção da Criança melhorar fazendo-o novamente no espaço à esquerda do seu criança primeiro para A criança pode tentar A criança não reage, apesar de ter sido encorajada: o examinador aponta para os espaços abaixo do modelo desenhado: VAMOS TENTAR EU AQUI (espaço na parte inferior à esquerda do modelo desenhado) E VOCÊ ALI o examinador aponta para si e para o (aponte para o espaço à direita desenhado e depois a crianca espaço e ao espaço lado do à 11 Examinador Comece a desenhar e encoraje a criança a também começar a Tempo-Limite A criança comete um erro: Tempo máximo por item: 2% minutos Algumas vezes a criança indicará que o desenho não está correto e deseja tentar o exami- nador deixa a criança fazê-lo novamente no espaço à esquerda, abaixo do modelo o examinador Pontuação dos pode, também, apagar o erro para a criança. o novo desenho será, então, considerado e não o velho. Quando o desenho está incorreto e a criança não indica isso, o examinador aponta para o erro no desenho Os itens são pontuados de acordo com os critérios especificados ao final deste capítulo. o desenho deve da estar completo até o final do NÃO ESTÁ COMPLETAMENTE CERTO. Balance a cabeça: parte Atenção: II. o subteste também é descontinuado quando a criança cometer dois erros consecutivos em Padrões o examinador pode corrigir o desenho ou desenhá-lo novamente com a criança. Aponte para o desenho corrigido: Instruções para os itens 11-16 AGORA ESTÁ CERTO. AGORA PODE FAZER TODOS os abaixo SOZINHO dele). (Aponte para o modelo e depois para DESENHOS espaço Aponte para o modelo, depois para o espaço abaixo dele um gesto de Faça gesto Fazendo uma segunda tentativa: criança: o objetivo de ter a criança repetindo o desenho é: Inicie a contagem de tempo do 1. dar mostrando claramente onde o erro foi cometido e como deveria ser desenhado. Erros podem também ser mostrados no desenho incorreto e serem corrigidos apagando-os; 2. ensinar a criança a desenhar mais claramente, pois isso pode ser importante para itens maisTeste Não-verbal de Inteligência N-R 146 Instruções de aplicação por subteste 147 Critérios para julgamento dos desenhos As crianças podem. algumas linhas confusas devido à sua dificuldade motora, fazendo com que as linhas sejam irregulares ou não conectadas de forma precisa aos A não é pontuar a precisão das linhas, mas o quanto criança compreendeu a figura que foi Portanto, os cri- térios que se seguem são facilmente veja os Os erros claros serão mais evidentes na aplicação dos critérios D. E e G. A. Nos itens o desenho é pontuado como incorreto quando as linhas desviarem mais que da direção desejada (correta). o examinador indica que a linha poderia ser desenhada mais horizontal ou B. Quando a criança estiver conectando os pontos nos itens 3-16, sua linha não precisa encontrar Critério A preci- Correto samente o ponto. Para julgar o item como correto, a linha deve seguir a direção correta e a distância do ponto não deve ser mais que um terço da distância dos dois pontos. C. Quando partes de uma linha estiverem tortas ou irregulares, desenho copiado pela criança pode ainda estar Tente mostrar claramente como o desenho pode ser copiado de forma mais caprichada. D. Quando uma linha entre os pontos é omitida, o desenho é julgado incorreto. E. Quando os pontos são conectados no desenho da criança, mas não no modelo desenhado, o item é julgado incorreto. Critério A F. Quando linhas duplas são desenhadas pela criança, o desenho pode ser considerado Este Correto é especificamente o caso em que a criança corrige sozinha. Rabiscos para frente e para trás são incorretos. G. Quando a criança desenha o modelo como espelho ou em rotação, este é considerado H. É permitido que a criança deslize com uma linha para além do ponto, mas o desenho deve permanecer no "quadro". Quando o desenho ultrapassa os limites do "quadro", é considerado I. Quando o é desenhado, o desenho deve parecer com o modelo (ser redondo). círculo pode ser feito de diferentes linhas e não precisa estar fechado. Entretanto, ele deve estar 7/8 concluído. 0 tamanho do círculo não é importante. Quando a criança desenha um espiral, o item é considerado Critério A incorreto. Incorreto Nas páginas seguintes cada critério é ilustrado com exemplos de desenhos corretos e incorretos. Critério A Incorreto148 149 Correto Correto Correto Incorreto Critério C Incorreto Critério B Incorreto IncorretoTeste Não-verbal de Inteligência Instruções de por subteste 150 151 Incorreto Critério E Incorreto Critério D Incorreto Critério E Incorreto Critério D Incorreto Critério G Incorreto Critério E Critério G Incorreto Incorretopor subteste 152 153 Correto Critério H Correto Critério F Correto Critério H Correto Critério F Incorreto Critério H Critério F Incorreto Incorretode Inteligência 154 Capítulo 9 Apuração e interpretação dos resultados Critério I Correto Nesse capítulo será explicado o uso do formulário de registro, das tabelas computador. Além disso, serão descritos alguns métodos estatísticos para comparar de os normas escores e do e interpretá-los programa de uso do formulário de registro Critério I Correto A utilização da primeira página do formulário de registro será explicada páginas do formulário de registro serão utilizadas para a marcação das respostas a da criança, A segunda e terceira durante a administração dos subtestes. No formulário é oferecido um sumário dos aspectos em cada item, das instruções de cada subteste. Na página inicial do formulário de registro há também um espaço mais importantes reservado para anotações que podem ser feitas ao longo da aplicação do teste. Pontuando os itens Um item é pontuado como correto somente quando a criança o completa de forma independente e correta. Durante os subtestes que possuem um tempo-limite, deve-se observar também tempo máximo permitido. Os Critério I itens podem ser pontuados como (correto) ou como '0' (incorreto). Os itens que são pulados no início do Incorreto teste devido ao procedimento adaptativo por idade. são pontuados com '+' (pulados). Os itens que a criança se recusa a responder são pontuados com (recusa). No cálculo do escore total do subteste, a recusa é pontuada como erro. Já os itens que são pulados no início do teste pelo procedimento adaptativo são pontuados como corretos. o exemplo na parte II dos subtestes não é pontuado. Para verificar as regras de início e término dos subtestes reveja o Capítulo 7. o escore total em um subteste é igual ao número do último item administrado menos a quantidade de itens incorretos e recusados. Entretanto, esta regra tem uma exceção: não pode ser utilizada quando a criança necessita voltar para itens anteriores e comete mais do que três erros no subteste. Neste caso, o escore é calcu- lado considerando o item no qual o critério para a interrupção foi atingido como sendo o ultimo item aplicado (veja o exemplo do subteste Padrões na página 118). Critério Incorreto Outra forma para esse cálculo, mas menos fácil, é somar o número de itens completados corretamente colocados mais o número de itens que foram pulados no início do teste. Os escores brutos dos subtestes sãoTeste de e interpretação dos resultados 156 157 na página inicial do formulário de registro, na coluna chamada (de A em anos 0 da página do formulário meses, e escores brutos formam a base para o uso das tabelas de normas, tanto no como no nível das SON-R A página do formulário de registro Teste Não-verbal de Laros, P.J. de Desde a primeira edição do teste, a página inicial tem sido modificada e adaptada para as possibilidades que agora oferecidas pela normatização. A página inicial é composta por três Folha de Registro A.S. Nome: Idade: : 9 Sexo: m 1 Data de 21.06.2010 na primeira parte são colocadas algumas informações pessoais da criança e é reservado um espaço Código: Data de nascimento: para o nome do examinador e do instituto ou escola; Instituição: Feliz na segunda parte são apresentados os escores brutos e os escores normatizados tanto no nível dos Departamento: subtestes como no nível das escalas; Aplicador: Ana Cristina na última parte é reservado um espaço para observações e comentários sobre os B Idade Ref. N N 1% 50% 98% 99% 1. Mos : 12 12 Mos (EE) Dados pessoais 2. Cat 7 Cat (ER) 3. Sit 8 : 14 Para a interpretação dos resultados do teste é importante calcular a idade exata da criança (em anos e Sit (ER) 4. Pad 7 Pad (EE) meses). Ao se fazer esse cálculo, assim como ao utilizar as tabelas, a idade de 4:10 significa que a criança tem 23 + 27 50 pelo menos 4 anos, 10 meses e 0 dias, e não mais que 4 anos, 10 meses e 30 dias, Assim, a idade é dada para A idade é calculada automaticamente quando se utiliza o programa de computador. Antes da administração do teste, deve-se saber a idade da criança, a fim de se aplicar o procedimento adaptativo de Escores Totals Idade Ref. N (80%-Int) 1% 2% 10% 25% 99% 100 120 140 Na Tabela 52 são apresentados alguns exemplos de cálculo da A data de aplicação e a data de SON-EE 108 ( - ) nascimento são colocadas seguindo a sequência de ano, mês e dia. SON-ER : 120 ( - ) SON-QI 115 (107-122) X 60 100 120 130 84 % 91 g=0,83 EE-ER / p Observações / Comentários (1 boa; 2 as 3 mediana; 4 ruim) Motivação Concentração ( Cooperação Compreensão das instruções hogrefe158 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R 21/2-7 [a] Apuração e interpretação dos resultados Os escores totais normatizados Tabela 52 Exemplos do cálculo da idade Mês Dia Os escores normatizados (N) na Escala de Execução (SON-EE), na Escala de Raciocínio (SON-ER) Ano Exemplo Data da aplicação 2010/ 6/ 30 na Escala Geral (SON-QI) são apresentados em uma distribuição normal com média 100 e desvio padrão Data de nascimento 2005/ 4/ 1 (escala variando de 50 a 150). 2 29 Idade: 5:2 anos o ano, mês e dia do nascimento são subtraidos do ano, mês e dia da data de aplicação No que se refere ao SON-QI, é apresentado nas tabelas de normas um intervalo de probabilidade de Ano Mês Dia 80% para cada escore (80%-int). Esse intervalo tem base no coeficiente de generalizabilidade apresentado na Exemplo 2 Data da aplicação 2010/ 6/ 21 Tabela 31. o intervalo indica a margem de (in)certeza com a qual podem ser feitas afirmações sobre o nível Data de nascimento 2005/ 4/ 28 de inteligência da criança. o intervalo é a margem na qual se espera que o QI da criança esteja se teste 2 -7 5: (2-1) não fosse limitado a quatro subtestes, mas consistisse de uma quantidade maior de subtestes comparáveis. A Idade: 5;1 anos Quando o de aplicação menos o do nascimento é negativo, o número de meses é subtraído por 1. probabilidade de que o escore dado fique abaixo do limite desse intervalo é de 10% e a probabilidade de que Ano Mês Dia fique acima também é de 10%. o intervalo não fica simetricamente ao redor do escore observado, mas ao Exemplo 3 Data da aplicação 2010/ 6/ 21 redor do escore verdadeiro estimado. Data de nascimento 2005/ 9/ 10 5; -3 11 (12-3) ao Se número o de de aplicação menos o do nascimento é negativo, o número de anos é subtraído por 1 e é anos adicionado doze Idade: 4;9 Observações Durante a pesquisa de normatização e validação do SON-R 21/2-7[a], as crianças foram avaliadas pelo Ano Mês Exemplo 4 Dia Data da aplicação 2010/ 6/ examinador ao final do teste em relação à motivação, concentração, cooperação e compreensão das instruções. 21 Data de nascimento 2005/ 6/ 28 As categorias de avaliação eram: 'boa', 'mediana', baixa'. Por cooperação entende-se a von- 5; 0 -7 tade da criança em cooperar com o examinador e o quanto é possível um contato normal entre o examinador 5; (0-1) e a criança. Esse método de avaliação pode ser registrado no formulário de registro. Embora essas avaliações (5-1); Nesse exemplo, as regras anteriores foram (12-1) Idade: anos realizadas pelo examinador sejam subjetivas, podem ser muito úteis na interpretação dos resultados do teste. Nota: As datas de aplicação e nascimento são dadas na seguinte ordem: ano, mês, Os escores normatizados dos subtestes 0 uso das tabelas de normas Na segunda é parte da página inicial são apresentados os resultados normatizados do teste. No caso dos As tabelas de normas estão apresentadas no apêndice A. Inicialmente, é feita dos uma subtestes rápida são explanação apresentadas sobre apresentada a idade de referência e os escores normatizados. como utilizar as tabelas de normas. As normas para os escores normatizados do lado esquerdo. Nas A das idade crianças de referência na (id. ref.) é baseada no escore bruto do subteste e para quatro com intervalos de um mês entre cada grupo, nas páginas grupos de idade. para 50% idades amostra normativa tem desempenho melhor ou pior. (B) representa em qual calculada idade do lado grupos direito de idade, são apresentados os escores normatizados totais para os quatro ou>7;11 as anos. compreendidas entre a anos. As idades fora desse intervalo A idade de são referência relatadas é como Escores normatizados dos subtestes normatizados são apresentadas Em normativa. normal, a escala mostra qual é o desempenho da criança em 3 comparação (escala variando com de seus 1 a pares uma Os escores distribuição normatizados (N) dos subtestes têm média 10 e desvio-padrão As tabelas para transformar os escores brutos dos anos. subtestes Para em o preenchimento escores do formulário todas as do crianças exem- na amostra por grupo de idade, mês a mês, a partir de 2:6 até a idade 7;11 de 3;9 anos. A Tabela 53 brutos se refere por a subteste são apre- plo de tabela para Os escores Os representação em escores e gráfica normatizados dá uma clara podem impressão ser plotados das diferenças em um gráfico entre na página inicial, variando de 2 a 18. escore Essa com idade A. S. é necessário consultar meses e 0 a dias e 3 anos, 9 meses e abaixo 30 dias. dos escores brutos são apresentados, tabela. por a fim subsidiar os escores normatizados dos subtestes são apresentados os escores. na mesma É apresentado escala que também os escores o totais sentados na entre linha 3 superior anos, normatizados. 9 destacada Os com escores a cor normatizados cinza. Logo de A.S. estão circulados nessa os escores160 Teste Não-verbal de Inteligência SON-R [a] Apuração e interpretação dos resultados 161 Tabela 53 Tabela 54 Exemplo de tabela de normas para os escores normatizados por subteste Exemplo de tabela de normas para os escores totais normatizados Soma Soma ER Soma 3;9 anos EE 2 3 1-4 QI 1e4 80%-int Soma Escores normatizados dos subtestes 1-4 QI 80%-int 11 12 2 52 2 52 pet 13 4 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 14 15 16 47-62 1% 12 14 15 17 19 19 19 54 3 41 19 55 5 101 19 3 94-109 50 53% Mos 3 6 8 9 10 11 19 47-62 1% 42 Cat 5 7 8 9 10 12 13 14 15 16 17 18 19 19 19 4 57 4 57 103 6 95-110 8 51 58% 48-63 1% Sit 4 6 7 8 9 10 12 13 14 15 17 18 19 43 19 19 5 59 5 60 104 7 96-112 52 61% 49-64 17 1% Pad 44 2 4 5 5 6 8 9 11 13 14 16 18 19 19 19 19 6 62 6 62 106 8 98-113 66% 53 50-65 1% 45 108 7 65 7 65 99-114 9 70% 55 51-66 1% 46 109 8 67 8 101-116 67 73% Escores totais normatizados 10 56 53-68 1% 47 111 102-117 9 70 9 70 77% 11 57 54-69 1% 48 112 104-119 Depois que os escores normatizados por subteste são colocados no formulário de registro, os escores 79% 10 73 10 72 12 59 55-70 1% 49 114 105-120 normatizados dos subtestes da Escala de Execução (1. Mos, 4. Pad) e dos subtestes da Escala de Raciocínio 82% 11 75 11 75 13 60 56-71 1% 50 115 107-122 84% (2. Cat, 3. Sit) são adicionados separadamente. A soma dos escores dos quatro subtestes são a base para deter- 12 78 12 78 14 62 58-73 1% 51 117 108-123 87% minar o SON-QI. A tabela de normas para os escores totais sempre fazem referência a idades num intervalo 13 81 13 80 15 63 59-74 1% 52 119 109-125 90% de quatro meses. Parte da tabela para a idade de 3;6 3;9 (período entre 3 anos, 6 meses, 0 dias e 3 anos, 9 14 83 14 83 16 64 60-75 1% 53 120 111-126 91% meses, 30 dias) é apresentada a seguir como modelo na Tabela 54. 15 86 15 86 17 66 61-76 1% 54 122 112-128 93% 16 89 16 89 18 67 63-78 1% 55 124 114-129 95% 17 92 17 91 19 69 64-79 2% 56 125 115-131 95% 18 94 18 94 20 70 65-80 2% 57 127 117-132 96% 19 97 19 97 21 71 66-82 3% 58 129 118-134 97% 20 100 20 100 22 73 68-83 4% 59 130 120-135 98% 21 103 21 103 23 74 69-84 4% 60 132 121-137 98% 22 105 22 105 24 76 70-85 5% 61 134 123-138 99% 23 08 23 108 25 77 72-87 6% 62 135 125-140 99% 73-88 8% 63 137 126-141 99% 24 111 24 111 26 79 25 114 25 114 27 74-89 9% 64 139 128-143 99% 80 65 140 129-144 99% 26 117 26 117 28 82 76-91 12% 13% 66 142 131-146 99% 27 119 27 120 29 83 77-92 16% 67 144 132-147 99% 28 122 28 123 30 85 78-93 18% 68 146 134-149 99% 29 86 80-95 125 29 126 31 69 147 135-151 99% 87 81-96 19% 30 128 30 129 32 70 149 137-152 99% 82-98 23% 31 33 89 131 31 132 71 150 138-153 99% 84-99 27% 134 32 135 34 91 138-153 99% 32 150 85-100 30% 72 35 92 33 137 138 150 138-153 99% 33 34% 73 36 94 87-102 140 34 37% 74 150 138-153 99% 34 141 95 88-103 138-153 99% 35 145 37 75 150 142 35 89-104 42% 138-153 99% 38 97 36 148 76 150 145 36 98 91-106 45% 148 150 39 37 37 92-107 50% 40 100 38 150 38 150Teste Não-verbal de Inteligência 162 [a] Apuração e interpretação dos resultados 163 Para determinar o escore normatizado da Escala de Execução o escore total normatizado dos Na tela inicial, além da escolha da versão do teste a ser dois subtestes que compõem essa escala deve ser visto na primeira coluna cinza (Soma e 4). Na próxima alemão, holandês, espanhol ou pode-se escolher os seguintes idiomas: na mesma linha, encontra-se o escore normatizado da Escala de Execução (SON-EE). mente, o escore total normatizado dos dois subtestes que compõem da Escala de Raciocínio (SON-ER) pode que será digitado o dia, mês e ano de nascimento e de aplicação do teste. Também pode-se modificar é possível a escolher sequência em resultados serão arquivados ou impressos. se os ser encontrado na coluna cinza seguinte (Soma 2 e 3). A tabela que determina o é apresentada em dois blocos, localizados próximos às colunas do Os dados pessoais como nome, data de nascimento e data de aplicação são SON-EE e SON-ER. o SON-QI tem base na soma dos escores normatizados dos quatro Os valo- idade em anos e meses aparece na tela, bem como a idade exata, tal como é digitados na próxima tela. A res dessa soma (indicados como Soma 1-4) estão apresentados em uma coluna cinza; no primeiro bloco são a idade é inferior a 2;6 anos, a normatização é baseada na idade de 2:6 anos; utilizada para a Se apresentados valores diferentes daqueles apresentados no segundo. Ao lado da soma dos escores dos quatro a normatização é baseada na idade de 7;11 anos. Um alerta com essa informação se a idade aparece é superior na tela. a A 7:11 anos, do programa é apresentada em forma de esquema na Figura 12. operação subtestes são apresentados na sequência: o SON-QI, o intervalo de probabilidade de 80% e o No exemplo de A.S., a soma dos escores normatizados dos subtestes da Escala de Execução é 23 e da Escala de Raciocínio é 27. A soma dos quatro subtestes é 50. Os valores correspondentes para o Iniciar programa SON-ER e o SON-OI são: 108, 120 e 115, respectivamente, e estão circulados na Tabela 54. Adicionalmente, é possível calcular manualmente os intervalos de confiança para SON-EE e Tela 1 bem como a significância estatística para a diferença entre os escores nas duas escalas. Para tanto, consulte Selecionar opções Sair do programa os estudos de caso a partir da página 169. Entretanto, é recomendável que utilize o programa de computador para obter estes dados. Tela 2 Preenchimento dos dados pessoais e escores brutos dos subtestes o uso do programa de computador Tela 3 Apresentação dos resultados programa de computador pode ser usado para calcular os escores normatizados ao invés das tabelas Salvar os Imprimir os de normas. programa traz várias vantagens: resultados resultados são oferecidas informações extras, que não se encontram nas tabelas; Figura 12. Diagrama do trabalho do programa de computador erros no cálculo dos escores normatizados são evitados; torna-se possível calcular o SON-QI quando um dos subtestes não foi administrado; Ainda na segunda tela, são digitados os escores brutos dos subtestes, bem como as observações do caso haja. A seguir, clicando no ícone "mostrar resultados", todos os resultados normatizados há um ganho considerável em tempo; são apresentados. Se a opção de impressão é escolhida, os resultados serão imediatamente impressos. Todos os resultados são mais precisos porque têm base na idade exata e não são arredondados para escores os resultados também são automaticamente salvos no computador, no formato TXT. Retornando-se para as e intervalos mais próximos; opções do menu, os dados de uma outra criança podem ser digitados ou 0 programa pode ser é possível imprimir os resultados: é possível arquivar os resultados para análises A apresentação dos resultados o programa é de fácil uso e funciona no sistema operacional Windows 95, 98, NT, 2000, XP, Vista e não podem ser obtidos utilizando 7. resultados adicionais que Após a instalação, o programa é salvo no disco rígido: C:\Arquivos de programas, e um atalho é criado na o programa computador oferece vários de idade de referência (id. A idade de referência para ref.). as resultados é a idade de tabelas de normas. Um desses determinados escores totais teria QI de 100. A onde área de trabalho do computador. Na tela inicial do programa é possível escolher o idioma e modificar o local um total indica idade criança com escore em de 80% Outros resultados adicionais os dados serão Não é necessária uma demanda específica quanto ao porte do computador ou da referência vem sempre acompanhada com o intervalo de três probabilidade escalas do são: 0 escore crianças, percentil qual uma impressora. feridos Entretanto o programa roda consideravelmente mais rápido quando todos os arquivos são trans- de mídias externas para um sub(diretório) no disco rigido do computador. disponíveis (perc.), a fidedignidade usando o programa (r) e a generalizabilidade de computador para (g). as escore percentil indica a percentagem deTeste Não-verbal de Inteligência 164 Apuração e interpretação dos resultados 165 amostra normativa, que tiveram um de desempenho inferior ao obtido pela Subtraindo-se escore na percentil de 100 obtém-se o percentual de crianças que tiveram desempenho O menor valor Exemplos de alguns casos de aplicação do SON-R 21/2-7[a] apresentado nas tabelas de normas para os escores percentis é 1% e o maior é 99%. Considerações gerais Diferenças entre o programa de computador e as tabelas de normas A função mais importante da aplicação de um teste como o SON-R é fornecer o nível do desenvolvimento cognitivo da criança para propósitos informação sobre uma avaliação do efeito de programas de intervenção e Isso quer dizer para conselho, ajuda e para Quando todos os subtestes são podem ocorrer pequenas diferenças entre os resultados do programa de computador e os obtidos por meio das tabelas de normas. Isso ocorre porque o programa de podem ter grandes consequências para a situação no lar da criança e para o seu que os resultados do teste computador baseia seu cálculo na idade exata da criança e porque os escores normatizados dos subtestes não a aplicação do teste não acontece mas numa estrutura de discussão e observação da Em criança geral, dos pais e de informações obtidas nas escolas e pelos médicos. e são arredondados ao se determinar os escores totais. Em geral, os desvios dos escores totais não serão mais que um ou dois pontos e serão de pouca significância prática. o conceito de inteligência, como avaliada pelo SON-R de uma maneira Se o teste não for completamente administrado, o uso do programa de computador sempre é que é considerada a inteligência geral. o teste SON-R enfatiza habilidades viso-motoras ampla, ao Todos os cálculos então, como base as características estatísticas dos subtestes que foram tuais, a habilidade espacial e a habilidade de raciocinar de uma maneira abstrata e concreta. Essas habilidades e percep- tais como o desvio padrão da soma dos escores, a fidedignidade e a Para calcular o correspondem aos fatores "inteligência fluida" e "percepção visual ampla" da classificação de Carroll pelo menos dois subtestes devem ser administrados. conhecimento e habilidades de linguagem possuem uma associação indireta com o desempenho (1993). Na Tabela são apresentadas as possibilidades ao se utilizar as tabelas de normas (T) e ao se teste, mas a mensuração do SON-R não é baseada nessas o SON-R é menos no o programa de computador (C). Quando um valor normatizado é apenas uma aproximação com o utilizar dependente de fatores do que testes verbais de inteligência e pode ser definido como um uso tabelas, do isso é demonstrado por meio de parênteses. Como pode ser visto nas tabelas, as vantagens de uso das teste não-verbal de inteligência geral com ênfase na "inteligência fluida" e na "percepção programa de computador são, em particular, a obtenção de mais informação sobre as se fazer administrado determinação da idade de referência para os escores totais e normatização dos escores quando o duas teste escalas, não foi o desempenho no SON-R é direcionado para a resolução de problemas que requerem racio- cínio espacial, bem como para a habilidade de raciocinar de forma abstrata e o resultado no teste em sua depende menos do conhecimento adquirido e mais da habilidade de descobrir métodos e regras e aplicá-los Tabela 55 a novas situações. Dessa o teste SON-R busca mensurar a denominada "inteligência fluida", compreendida como a habilidade de resolver problemas e de aprender, ao invés da "inteligência cristalizada" Comparação Normas (T) entre as possibilidades usando o Programa de Computador (C) e utilizando as Tabelas (Cattell, 1971; Carroll, 1993; Horn, 1994; Primi, 2002; McGrew, 2009). Entretanto, isso não quer dizer que a de experiência obtida pela criança não influencia a sua habilidade de resolver os problemas. Id. ref. N Nos subtestes do SON-R 21/2-7[a] existe uma distinção entre os subtestes que abarcam as habilidades Subtestes 80%-int Perc. C f T/C g EE-ER dp EE-ER espaciais, viso-motor e de execução (Mosaicos e Padrões) e os subtestes que focam o raciocínio concreto e C T/C SON-QI C C C abstrato (Categorias e Situações). As soluções corretas para estes últimos subtestes são o resultado do racioci- C T/C C C Adm. incomp. T/C C T/C C C C nio e da seleção entre alternativas de múltipla escolha; entretanto, as soluções corretas dos testes de execução C C Nota: subtestes. T= o resultado é dado nas tabelas: EE-ER= C= o nível resultado de significância é dado pelo da programa diferença C de C N= escore C normatizado; C erc.=percentil; C são construídas pela criança. dos o teste SON-R mostrou correlações altas (por volta de 0,70) com testes de percepção visual. Isso entre o SON-EE e o dp=dispersão dos escores significa que tal construto é fortemente representado no teste. o construto percepção visual, nesse contexto, não significa ver "passivamente", mas inclui a estruturação, a avaliação e a comparação das informações sítio: Para www.testresearch.nl maiores informações Nesse acerca do programa de computador e das atualizações visuais. Dentre as escalas do SON-R a escala de execução (o SON-EE) ficou mais fortemente rela- como sítio também é possível obter diversos artigos publicados disponíveis, sobre o teste, acesse assim 0 sobre outros testes de cionada com testes de percepção visual. A Tabela 56 oferece um sumário dos conceitos das três escalas do SON-R e sugestões para a interpretação.Teste Não-verbal de Inteligência SON-R dos resultados 166 167 Tabela 56 Aspectos técnicos importantes para a interpretação dos resultados As escalas do SON-R e sugestões para interpretação Interpretação das escalas do SON-R No que se refere à precisão dos resultados, os escores normatizados das Avalia as habilidades de para resolver problemas novos, que não podem ser executados automa- mais fidedignos do das que escalas os escores é de 0,87 nos subtestes (Mosaicos, Categorias, Situações escalas e SON-ER são fidedignidade enquanto o índice e médio o capacidade de adaptação às situações novas, pouco de de interpretar as diferenças entre os escores das escalas, deve-se determinar fidedignidade dos subtestes é Antes de índice médio o ticamente, SON-QI e pretende a medir a inteligência fluida, compreendida como a habilidade de aprender e resolver SON-QI conhecimento prévio. Crianças problemas com sem altos usar escores geralmente apresentam facilidade em estabelecer relações abstratas, em Tanto as tabelas de normas, quanto o programa de computador fornecem informações se a diferença é significativa. volver conceitos e solucionar problemas. estatística das diferenças. Afirmações gerais, por exemplo, sobre a possível sobre a significância Avalia as habilidades espaciais, viso-motor e de execução. Indivíduos com alta habilidade espacial possuem aguda sensibilidade para detalhes visuais, idéias da SON-EE graficamente e facilmente se orientam no espaço tridimensional. dos dois escores não se habilidade espacial e a habilidade de raciocínio, podem ser feitas somente diferença se os intervalos entre o desenvolvimento de probabilidade Crianças com altos escores tendem a ter um bom desempenho escolar em matemática, ciência e Avalia as habilidades relacionadas ao raciocínio concreto e abstrato. o escore total normatizado do SON-R o é resultado mais útil, SON-ER o raciocínio é a capacidade cognitiva exigida na resolução de problemas simples e complexos, tanto de ordem intelectual como de situações do dia-a-dia. digno e estável do teste. Em combinação com intervalo de probabilidade de SON-QI dá uma fide- boa Crianças com altos escores tendem a ter habilidades verbais e vocabulário altamente indicação do nível de inteligência da criança. Considerando que os escores não são 100% precisos, novamente, a importância da No intuito de facilitar a interpretação dos resultados, a Tabela 57 apresenta a classificação dos escores de do intervalo de confiança (IC 80%) na interpretação dos escores. No os índices de utilização confiança QI obtidos pela aplicação do foram elaborados com base no coeficiente de Tal coeficiente mostra quão bem é com base nos subtestes administrados, generalizar para domínio total de subtestes comparáveis. possível, o coefi- Tabela 57 ciente de generalizabilidade do SON-R também pode ser interpretado como a correlação esperada Classificação dos escores de QI e níveis de inteligência entre o SON-QI e o escore de QI de qualquer outro teste não-verbal de inteligência com mesmo número e tipo de subtestes. Neste caso, os quatro subtestes do são considerados como uma amostra do QI Descrição % domínio de subtestes não-verbais similares. >130 Muito alto 2% 121-130 Para construir o intervalo de confiança em que "escore com 80% de probabilidade, Alto 7% 111-120 Acima da média pode ser encontrado, foi utilizado o EPE (Erro Padrão de Estimação). EPE é EPM com base no coe- 16% 90-110 Médio ficiente de generalizabilidade. o intervalo não é construído simetricamente ao redor do escore observado. 50% 80-89 Abaixo da média o ponto de partida para construir o intervalo de confiança é escore verdadeiro (T), obtido da seguinte 16% 70-79 Baixo 7% forma: a (QI-100). Os valores do EPE para as idades 3;3 até 7;9 anos encontram-se na Tabela 31.Teste Não-verbal de Inteligência Apuração interpretação dos resultados 169 nça de uma criança, cujo escore verdadeiro (T) do é, Exemplos da aplicação, correção Interpretação de casos pontos (Tabela 58). Assim, o IC 80% desta criança CASO de classificação dos escores (Tabela 57) todos os valores oderiam ser classificados como medianos, SON-R Teste Não-verbal de Inteligência Laros, de Issue Folha de Registro Nome: I.B. Data de 5 : 9 Sexo: m Data de 05.10.2004 Girassol Renata B Idade Ref. is 1, Mos 7 $ Mos (EE) Cat 12 14 9 12 (ER) Pad / Pad (EE) 26 # - Escores Totals Idade Ref. (80%-Int) SON-EE 70 SON-ER 117 (105-125) 92 (85-100) so % 91 EE-ER / p Observações / Comentários (1 - 2 3 4 Consentração (2) Cooperação Compreensão das instruções hogrefeinterpretação dos resultados 171 170 Teste Não-verbal de Inteligência desenvolvimento das habilidades bom verbais e do Esse Contextualização contextuais, as quais indicam a facilidade de I.B. em aprender conteúdos resultado relacionados corrobora à lin- tem pouco menos de 6 anos, é filha única e mora com ambos os pais em uma capital de um literatura. foi Seus I.B., pais antes são professores de letras e A mãe da I.B. tinha um transtorno de ansiedade que estado nunca guagem escore SON-EE está bastante abaixo da o desempenho de I.B. muito de brincar de entrar para a escola, teve uma tranquila e aparentemente I.B. Entretanto, das crianças da sua idade no que se refere às habilidades espaciais, viso-motoras supera de aproximada- das suas de bonecas e cria historinhas para cada uma Além disso, prefere na gosta 2% capacidade de esboçar idéias graficamente e orientar-se no espaço e Crianças execução, com encaixar diversas Entretanto, seus pais ressaltam que I.B. não gosta de brinquedos nos quais companhia semelhantes apresentam, normalmente, dificuldades no aprendizado das disciplinas relacionadas à xar os cubos peças ou montar e Seus pais também relatam que, muitas vezes, ela não conseguia precisa I.B. de formas e tamanhos variados nos espaços adequados, e logo perdia o interesse pelo brinquedo escores matematica, às ciências e à tecnologia. Esse resultado pode explicar, em parte, 0 baixo desempenho de I.B. tarefas escolares associadas às atividades que envolvem números e viso-espacial, tais como fas escolares começou a frequentar uma escola privada em 2010 e apresentou dificuldades significativas que envolviam contar e somar identificar as horas no "relógio de ponteiros" nas tare- nas montagem de Seu escore também pode estar associado à falta de interesse e pouco sucesso a Neste último aspecto sua dificuldade está, segundo a professora, visivelmente e montar com brinquedos de encaixe e montagem de peças. junção é um das Certa ocasião, ela não obteve sucesso ao montar uma figura de um carro e afirmou associada "Eu sei à Ressalta-se que os aspectos cognitivos, principalmente de crianças, não são estáticos e podem ser modi- que carrinho, mas não sei onde colocar estas pecinhas". ficados. Se as dificuldades de I.B. forem superadas por meio de intervenções específicas, dentre outros, seu afirmou Entretanto, I.B. gosta muito das atividades relacionadas à aprendizagem da língua Sua profes- perfil de habilidades cognitivas será mais positivo do que o sugerido nesta avaliação. eficiência sora que ela é capaz de juntar as letras para formar silabas e pequenas palavras com maior historinhas do que a maioria dos seus colegas. Além disso, seus pais relataram que I.B. gosta muito rapidez de ouvir e Instruções para preenchimento do formulário infantis e compreende os significados das "entre linhas" com bastante Neste contexto, a escola solicitou a avaliação das capacidades cognitivas da I.B. no intuito de verificar Sugerimos que, antes de preencher o Formulário de Registro, psicólogo responsável leia atentamente se as dificuldades da aprendizagem estão associadas à inteligência desta as instruções contidas no capítulo 9 deste manual. Para o cálculo da idade de I.B., o ano, mês e dia do nasci- mento são subtraídos do ano, mês e dia da data de aplicação (conforme Exemplo 3 da Tabela 52). Neste caso, Aplicação e Interpretação do SON-R 0 resultado da subtração entre o mês da aplicação e o mês do nascimento é negativo. Portanto, ao número de anos é subtraído 1 e adicionado 12 ao número de meses, conforme cálculo abaixo. I.B., durante a aplicação do SON-R estava aparentemente tranquila, conversou muito algumas histórias com bastante riqueza de detalhes. Ela interrompeu diversas vezes a aplicação e contou Ano Mês Dia alguns um pormenores livro da da vida dos Japoneses em Tóquio e da cultura do Paraguai que havia aprendido para ao contar con- Data da Aplicação 23 sultar A aplicação durou por volta de 1h30min e participaram a Data de Nascimento 05 (o criança. Durante a aplicação dos subtestes Categorias e Situações, I.B. explicou a maioria apenas das o suas aplicador respostas e 6; -3 18 que não é necessário para a testagem), fornecendo os conceitos subjacentes aos itens. (6-1); (12-3) Idade 5 anos 9 Durante a aplicação do SON-R ela estava bem motivada e cooperativa. Obteve um QI geral 5; 9 18 meses de 92 que pode ser interpretado como um desempenho Seu desempenho supera 30% das da sua idade. Esse resultado sugere uma capacidade próxima do que é esperado para crianças de 5 anos crianças 9 Para a transformação dos escores brutos em escores normatizados, é necessário observar as tabelas no que se refere à habilidade geral de aprender, às chances de sucesso na escola e à capacidade de e resolver meses normativas para crianças de 5 anos e 9 meses. I.B. obteve os seguintes escores normatizados: Mosaicos problemas sem usar o conhecimento prévio. Em suma, suas habilidades cognitivas gerais estão em um nível Categorias 14; Situações = 12; Padrões = 1. muito próximo do que se espera de uma criança da idade de o passo seguinte consiste na obtenção do escore normatizado da escala de execução (SON-EE), normatizados da escala que se destaca em seu caso é uma diferença grande no desempenho na escala SON-EE e na escala de (SON-ER) e da escala geral (SON-QI). Para tanto, é necessário somar os escores (SON-ER=soma de SON-ER. A diferença entre as duas escalas foi significativa no nível de 1%. Seu escore SON-ER está a mais dos subtestes de execução (SON-EE=soma Mos e Pad) e dos subtestes de raciocínio somar os escores de um desvio-padrão acima da média. Esse resultado indica que o desempenho de I.B. supera mais de 85% Cat e Sit). Para obtenção do escore normatizado da escala geral (SON-QI) normativas é necessário para crianças entre 5:6 das crianças da sua idade no que diz respeito ao raciocínio concreto e abstrato, à capacidade de resolução normatizados 5;9 I.B. dos obteve quatro os subtestes. seguintes Depois, escores deve-se normatizados consultar (média=100; as tabelas SON-EE = 70; e de problemas de ordem intelectual e situações do Crianças com escores semelhantes apresentam, SON-ER = 117; SON-QI

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