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Da ordem dos processos nos tribunais
A ordem dos processos nos tribunais e a teoria geral dos precedentes.
Renata Cortez
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender as regras pertinentes à ordem dos processos nos tribunais, modificadas pelo Código de
Processo Civil (CPC) de 2015, que as adequou à necessidade de respeito aos precedentes, notadamente
àqueles com efeito vinculante, bem como trouxe instrumentos voltados ao julgamento de demandas
repetitivas.
Preparação
Tenha em mãos a Constituição Federal e o Código de Processo Civil.
Objetivos
Analisar a teoria geral dos precedentes e sua abordagem no Código de Processo Civil 2015.
Identificar as hipóteses de julgamento monocrático nos tribunais.
Diferenciar os aspectos relativos aos incidentes de assunção de competência e de resolução de 
demandas repetitivas.
Introdução
Em razão da instabilidade da jurisprudência brasileira, foram incluídas disposições no CPC/2015 que têm o
nítido escopo de promover uma profunda mudança na atuação dos juízes e tribunais no que diz respeito à
uniformização de seus entendimentos, numa tentativa de impor-lhes a prática de seguir seus próprios
precedentes e aqueles provenientes de tribunais que lhes sejam hierarquicamente superiores.
Assim, houve uma profunda alteração nas regras que versam sobre a ordem dos processos nos tribunais,
promovendo-se uma adequação à teoria dos precedentes, temática que foi incluída numa codificação
processual brasileira, de forma expressa, pela primeira vez, a partir das normas que constam nos arts. 926 e
927 do CPC.
Nesse sentido, o CPC prevê dois institutos destinados a conter a denominada litigiosidade de massa e que
devem promover a unidade de interpretação do direito relativamente às demandas sobre questões de direito
repetitivas:
 
A sistemática dos recursos especiais e extraordinários repetitivos, contida nos arts. 1.036-1.041;
O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas IRDR (O IRDR será objeto deste conteúdo.), contido
nos arts. 976-987
Por fim, com o propósito de promover a uniformização da jurisprudência interna dos tribunais, caso não haja
demandas repetitivas ou precedentes obrigatórios, o CPC traz o regramento do Incidente de Assunção de
Competência (IAC), que também será aqui analisado.
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• 
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• 
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1. Teoria geral dos precedentes e sua abordagem
Teoria geral dos precedentes
Não há dúvidas de que o advento da Lei nº 13.105/2015 (CPC/2015) trouxe grandes avanços para a legislação
brasileira. Um deles foi o regramento de questões atinentes à teoria geral dos precedentes.
Mas o que seria um precedente? 
É a decisão judicial tomada à luz de um caso concreto, cujo núcleo essencial pode servir como diretriz
para o julgamento posterior de casos análogos.
(DIDIER, 2013, p. 43)
Importante destacar que os precedentes – notadamente nos países que adotam o sistema da common law,
que se caracteriza pelo uso dos costumes como fonte primária do Direito – não são estabelecidos previamente
pelos órgãos jurisdicionais. 
Os juízes e tribunais, na análise dos casos
concretos, delimitam a situação fática,
identificam e interpretam as normas jurídicas
aplicáveis e, com base nelas, fundamentam sua
decisão. Nesse caminho, não têm a função de
identificar as razões de decidir e nem o
precedente que, eventualmente, será aplicado
aos casos idênticos ou semelhantes
posteriores. Essa operação – identificação das 
razões de decidir (chamada de ratio decidendi
ou fundamentos determinantes da decisão) do
julgado anterior – deve ser realizada pelo órgão
julgador dos casos posteriores, que pretende
aplicar a decisão anterior, como precedente, ao
caso a ser julgado.
A rigor, o precedente somente pode ser identificado a partir da análise do caso posterior, que se afigura
idêntico ou muito semelhante ao anterior. No caso posterior, pode-se, ou não, aplicar o precedente, que,
evidentemente, refere-se ao caso anteriormente julgado. Se houver similitude fático-jurídica entre os casos
anterior e posterior, há um precedente e este será aplicado ao caso posterior. Caso se verifique uma distinção
(distinguishing) entre os casos, o precedente não se aplica ao caso posterior.
Ademais, a vinculação dos juízes e tribunais aos seus próprios precedentes e àqueles provenientes dos
órgãos jurisdicionais que lhes sejam hierarquicamente superiores, no sistema da common law, decorre de
natural necessidade de coerência sistêmica e da imperiosidade da uniformização da jurisprudência,
buscando-se garantir a segurança jurídica e, em consequência, a proteção da confiança dos jurisdicionados. 
Ocorre que essa coerência e essa uniformidade não se achavam (nem se acham ainda completamente)
presentes na jurisprudência brasileira, de modo geral. Com exceção da vinculação às decisões do Supremo
Tribunal Federal proferidas em sede de controle de constitucionalidade e às súmulas vinculantes, os juízes e
tribunais não se sentiam obrigados a seguir seus próprios precedentes nem aqueles provenientes de órgãos
jurisdicionais aos quais estivessem subordinados.
Os precedentes no Direito brasileiro até o CPC/15
Ao se fazer um resgate histórico das influências sofridas pelo ordenamento jurídico brasileiro, verifica-se que
este é baseado no sistema do civil law, que tem a lei como fonte principal do Direito.
Saiba mais
Durante muito tempo, não se reconhecia a atividade criativa dos juízes, que deveriam estar
absolutamente vinculados à letra da lei. Não havia, pois, o costume de seguir precedentes, buscando em
casos anteriores a ratio decidendi para os litígios posteriores. A solução deveria ser buscada,
primeiramente, na lei, exercendo a jurisprudência um papel complementar na fundamentação das
decisões judiciais. 
É óbvia, no entanto, a constatação de que a legislação não consegue regular todos os casos que são levados
ao Judiciário. As influências do constitucionalismo e da hermenêutica constitucional certamente
implementaram mudanças profundas em nosso Direito e, consequentemente, em nossa atividade jurisdicional.
A distinção entre texto normativo e norma foi incorporada em nossa doutrina e em nossos tribunais, que
firmaram, paulatinamente, a ideia de que cabe ao Judiciário criar a norma do caso concreto, por meio da
atividade interpretativa. Com isso, o direito jurisprudencial ganhou força.
O fortalecimento da jurisprudência no Direito brasileiro já era evidente bem antes da vigência do CPC/2015.
Daí porque o termo precedente passou a ser utilizado mais frequentemente, inclusive para designar os
provimentos judiciais e as orientações jurisprudenciais capazes de persuadir ou de vincular, em maior ou
menor grau, os órgãos do Poder Judiciário e até mesmo a Administração Pública (caso das súmulas
vinculantes), relativamente a casos pendentes e futuros. 
Sabe-se antecipadamente que tais provimentos, quando emitidos, exercerão algum tipo de efeito,
persuasivo ou vinculante, notadamente no que concerne aos juízes e tribunais. Em outras palavras, o
órgão jurisdicional, ao proferir essas decisões, já tem a exata consciência de que está fixando uma
tese com efeito persuasivo ou vinculante relativamente a outros órgãos do Poder Judiciário e, por
vezes, à Administração Pública.
O que são precedentes vinculantes?
No vídeo a seguir, a professora Renata Cortez discorre sobre o que são os precedentes vinculantes, seu papel
e quais deles são identificados no ordenamento brasileiro. Vamos assistir!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Observa-se, então, que já faz algum tempo que a lei deixou de ser o único paradigma vinculante para as
decisões judiciais. Os precedentes já tinham força antes da vigência do CPC/2015.
Os precedentes e o CPC de 2015
Com a entrada em vigor do CPC/2015, que introduziu no Direito brasileiro alguns elementos inerentes à teoria
geral dos precedentes, ganham força determinados padrões estabelecidos pelo common law. Há quem diga,
portanto, que, no Brasil, ocorreu a junção dos dois institutos:
Civil law;
Common law.
Atenção
É equivocado dizer que oDireito brasileiro adotou o sistema da common law, inclusive porque a
vinculação aos precedentes no Direito brasileiro decorre da lei (imposição legal), como se verá, e não do
costume. 
Com o escopo de reduzir a instabilidade da jurisprudência, de estabelecer e uniformizar regras relativas à
teoria dos precedentes no Direito brasileiro e, em consequência, garantir isonomia no tratamento de situações
semelhantes e mais segurança jurídica aos jurisdicionados, o CPC/2015, em seu art. 926, determina aos
tribunais que uniformizem a sua jurisprudência, mantendo-a estável, íntegra e coerente.
O que se quer, na verdade, é garantir uma segurança jurídica para o cidadão que recorre ao Judiciário, sem a
violação aos princípios da legalidade, tampouco a separação dos poderes. 
O fato de o juiz utilizar-se obrigatoriamente de um precedente não quer dizer que ele deverá ignorar
a legislação, mas, sim, estabelecer um equilíbrio entre os poderes.
Além do art. 926, o legislador elencou, no art. 927, provimentos judiciais que devem ser observados por todos
os juízes e tribunais:
 
As decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade.
Os enunciados de súmula vinculante.
Os acórdãos em Incidente de Assunção de Competência ou de Resolução de Demandas Repetitivas e
em julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos.
Os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior
Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional.
A orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.
O CPC/2015, portanto, ampliou o rol das hipóteses de efeito vinculante proveniente de decisões do Poder
Judiciário em seu art. 927.
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Atenção
Primeiramente, deve-se fazer um esclarecimento. No artigo acima, o legislador não atribuiu às decisões,
acórdãos, orientações e enunciados sumulares que especifiquem a qualidade de precedentes, os quais
não estão contidos na conclusão das decisões judiciais e tampouco nos concisos verbetes sumulares,
mas no inteiro teor da decisão ou do conjunto das decisões que ensejou a edição da súmula. O
precedente, identificável, em tese, pelo órgão jurisdicional que busca aplicar a um caso futuro a
conclusão generalizável (norma geral) extraída de um julgado anterior, que lhe é similar, continua sendo
formado pelos elementos fáticos e pelas razões de decidir (ratio decidendi) contidos na decisão
pretérita, de modo que não teve seu conceito alterado pelo CPC/2015. 
É imprescindível contextualizar os enunciados sumulares e demais decisões explicitadas pelo art. 927 do CPC/
2015 ao caso concreto, identificando-se e comparando-se os elementos fáticos e jurídicos da decisão
paradigma e do caso a ser julgado, a fim de constatar a aplicação ou não das razões de decidir do caso
anterior ao caso posterior, de modo obrigatório.
Não há como admitir a aplicação mecânica dessas teses e enunciados, o que, inclusive, é vedado pelo CPC/
2015 em seu art. 489, §1º, incisos V e VI.
O art. 927 não enumera os precedentes
vinculantes, mas especifica as decisões a partir
das quais eles podem ser identificados. As
teses e enunciados de súmula provenientes de
tais decisões devem ser utilizados como
método de trabalho para agilizar os
julgamentos e como fonte de pesquisa dos
precedentes cujas razões de decidir
apresentem efeito vinculante, as quais somente
terão incidência nos processos judiciais se
houver similitude fático-jurídica entre os
elementos da decisão paradigma e do caso a
ser julgado, extraídos de seu inteiro teor e não
do resultado do julgamento ou do verbete
sumular.
De qualquer forma, é certo que a predefinição pelo legislador de decisões com aptidão para formar
precedentes vinculantes termina por conferir aos tribunais a função de estabelecer, no julgamento dos casos
individuais, a norma geral que poderá ser aplicável aos casos futuros (que corresponde às razões de decidir).
Desse modo, o precedente, que deveria ser encontrado pelo segundo juiz – o que pretende aplicá-lo –,
terminará sendo predeterminado pelo primeiro. Essa parece ser uma tendência indiscutível e inevitável da
jurisprudência brasileira, a qual diverge absolutamente do modo de aplicação dos precedentes nos sistemas
da common law.
Elementos acessórios do precedente
Falamos sobre as razões de decidir (ratio decidendi) e sobre a distinção (distinguishing); no entanto, é
importante referir que, na fundamentação de um julgado, podemos extrair suas razões de decidir, ou seja, os
seus fundamentos determinantes, que constituirão o precedente. Porém o órgão julgador também faz
referência a argumentos acessórios, não determinantes, que complementam a decisão, mas não constituem o
precedente. São os chamados ditos de passagem (obiter dictum).
Outras regras relativas aos precedentes contidas no CPC devem ser mencionadas:
Havendo jurisprudência dominante sobre determinado tema, o CPC autoriza os tribunais a editarem
enunciados de súmula, na forma estabelecida e segundo os pressupostos fixados nos seus respectivos
regimentos internos.
Ao editar enunciados de súmula, os tribunais devem ater-se às circunstâncias fáticas dos precedentes
que motivaram sua criação.
(CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, ART. 926)
Apesar da referência apenas às circunstâncias fáticas, entende-se que o dispositivo sob comento consagra a
vinculação das súmulas aos elementos fáticos e jurídicos dos precedentes que lhes deram origem, porquanto
os enunciados sumulares também devem se ater à ratio decidendi dos precedentes que estão por trás de sua
edição, inclusive porque o efeito persuasivo ou vinculante, conforme o caso, constitui atributo da ratio e não
da súmula.
A jurisprudência precisa ser estável, mas não há de ser eterna, obviamente. Há, portanto, possibilidade de
superação dos entendimentos, desde que devidamente fundamentada e com observância da necessidade de
modulação dos seus efeitos, se for o caso.
A superação motivada (overruling) e a modulação de efeitos dos precedentes foram expressamente inseridas
no CPC/2015:
Art. 927, §3º
Na hipótese de alteração de jurisprudência
dominante do Supremo Tribunal Federal e dos
tribunais superiores ou daquela oriunda de
julgamento de casos repetitivos, pode haver
modulação dos efeitos da alteração no
interesse social e no da segurança jurídica.
Art. 927, §4º
A modificação de enunciado de súmula, de
jurisprudência pacificada ou de tese adotada
em julgamento de casos repetitivos observará a
necessidade de fundamentação adequada e
específica, considerando os princípios da
segurança jurídica, da proteção da confiança e
da isonomia.
De todo o exposto, vê-se que, ao longo dos anos, especialmente com a vigência do CPC, é crescente o
estudo e a valorização do caráter paradigmático das decisões judiciais, visto que, através da uniformização
dos precedentes e o compromisso dos julgadores com a sua utilização, poderão ser garantidos diversos
princípios constitucionais, como o da segurança jurídica (art. 5º, XXXVI), da isonomia (art. 5º, caput) e da
motivação das decisões judiciais (art. 93, IX).
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa correta acerca da teoria geral dos precedentes:
A
O Direito Processual Civil brasileiro adotou, com o CPC/2015, o sistema do common law.
B
Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência, mas não há instrumentos processuais destinados a
promover tal uniformização.
C
Ao editar enunciados de súmula, os tribunais devem ater-se às circunstâncias fáticas dos precedentes que
motivaram sua criação.
D
Na alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou em julgamento de casos repetitivos, não é
possível a designação de audiências públicas nem a participação de pessoas, órgãos ou entidades que
possam contribuir para a rediscussão da tese.
E
O CPC não prevê a possibilidade de modulação dos efeitos quando houver alteração dos precedentes
vinculantes.
A alternativa C está correta.
Em razão de o precedente ser um caso aplicado de maneira geral(norma geral) para outros diversos casos
concretos, para que estes sejam aplicados é necessário saber se o caso paradigmático se aplica ao caso
concreto e, por conseguinte, os magistrados deverão identificar os elementos fáticos e a ratio decidendi
que motivaram a criação de súmula, a fim de que seja possível aplicá-la ao caso em julgamento.
Questão 2
Em função de os tribunais terem o dever de uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, o art. 927 do
CPC determina que os juízes e tribunais deverão observar determinadas orientações dos tribunais superiores.
Portanto, marque a opção que corresponda a uma observação determinada pelo art. 927 do CPC:
A
As decisões do Superior Tribunal de Justiça em controle concentrado de constitucionalidade.
B
Não precisam observar os enunciados de súmula vinculante.
C
Os acórdãos em Incidente de Assunção de Competência ou de resolução de demandas repetitivas e em
julgamento de recursos de apelação e agravo de instrumento.
D
Os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de
Justiça em matéria infraconstitucional.
E
Não deverão observar a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados, apenas a
do Supremo Tribunal Federal.
A alternativa D está correta.
Conforme o art. 927, inciso IV do CPC, juízes e tribunais observarão os enunciados das súmulas do
Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior Tribunal de Justiça em matéria
infraconstitucional.
2. Julgamento monocrático nos tribunais
Juízo monocrático nos tribunais
No que se refere ao julgamento dos processos judiciais, buscam-se constantemente a celeridade e a
efetividade processuais como decorrência da garantia constitucional de acesso à justiça (art. 5º, inciso XXXV,
da CF). Porém, em virtude do excesso de litigância e do congestionamento das demandas perante o Poder
Judiciário, tem prevalecido uma grande dificuldade no cumprimento do acesso à Justiça e de seus
consectários.
O julgamento monocrático nos tribunais
No vídeo a seguir, a professora Renata Cortez aborda o julgamento monocrático, sua legitimidade
constitucional e seu cabimento. Vamos assistir!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Uma das formas encontradas pelo legislador para tentar alcançar o princípio da celeridade sem a
inobservância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa foi a ampliação dos poderes
do relator no âmbito dos tribunais, que, em conformidade com a legislação pátria, poderá decidir
monocraticamente em algumas situações.
Ocorre que essa atuação individual do relator não é novidade trazida pelo CPC/ 2015. Essa possibilidade já
vinha sendo debatida desde o Código de Processo Civil de 1939, que já previa, por exemplo, a atuação
monocrática do relator nos embargos de nulidade e infringentes do julgado (art. 836), e no recurso de revista
(art. 860), tudo relacionado à admissibilidade do recurso e não com relação ao mérito (VALENTE, 2010).
Dentre outras previsões, além das já mencionadas, destaca-se também o art. 557, do CPC de 1973, que previa
várias hipóteses de atuação monocrática do relator.
O CPC/2015, por meio do art. 932,
especialmente nos incisos III a V, reformulou as
hipóteses em que pode o relator decidir de
forma unipessoal, proferindo julgamento
monocrático, adequando a redação dos
dispositivos correspondentes à teoria dos
precedentes e à melhor técnica, conforme o
que já vinha sendo objeto de análise
doutrinária.
Nesses termos, dispõe o CPC: 
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os
fundamentos da decisão recorrida.
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for
contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas ou de assunção de
competência.
VI - decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado
originariamente perante o tribunal.
Juízo de admissibilidade do recurso
Cabe ao relator exercer monocraticamente o juízo de admissibilidade do recurso, quando este for
inadmissível, prejudicado ou quando não tenha impugnado os fundamentos da decisão recorrida, concedendo
ao interessado, antes da inadmissão, prazo de 5 dias para que o vício seja sanado ou para que a
documentação seja complementada (GONÇALVES, 2017).
Vejamos:
Recurso inadmissível
O recurso será inadmissível quando não
preencher um ou mais de seus pressupostos de
admissibilidade, como a tempestividade e o
preparo.
Recurso prejudicado
O recurso restará prejudicado quando perder o
seu objeto. Como exemplo, podemos mencionar
a decisão objeto de recurso de agravo de
instrumento que o juiz de primeiro grau exerceu
juízo de retratação.
Impugnação especificada
O recurso deve obedecer ao ônus da
impugnação especificada, no sentido de que
devem ser impugnados os fundamentos da
decisão recorrida, diretamente, visto que o CPC
não admite a impugnação genérica da decisão.
Não havendo impugnação específica quanto
aos fundamentos da decisão recorrida, o
recurso não será conhecido.
Destaca-se que, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC, “antes de considerar inadmissível o
recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou
complementada a documentação exigível”. Tratando-se, pois, de vício sanável, deve o relator dar prazo para
que o recorrente corrija o vício ou complemente a documentação, conforme o caso. 
Julgamento monocrático dos recursos pelo relator
A função do relator pode ir muito além do que a
mera admissibilidade do recurso. Ele pode,
também, analisar o mérito da questão conforme
preveem os incisos IV e V do art. 932 do CPC/
2015. Verifica-se, nesse ponto, que, além da
ampliação dos poderes do relator, houve
também uma valorização dos precedentes
jurisprudenciais, notadamente, dos vinculantes.
Quanto ao provimento do recurso por decisão
unipessoal do relator, o contraditório
necessariamente deve ser observado, com a
intimação do recorrido, para que apresente contrarrazões antes de a decisão monocrática ser proferida.
O fato é que não houve, por parte do legislador, a intenção de violar o princípio constitucional do juiz natural,
tampouco de suprimir a atuação do colegiado, visto que a decisão monocrática do relator pode ser levada
para o órgão fracionário do Tribunal por meio do recurso de agravo (art. 1.021, do CPC/2015).
O que ocorre, na verdade, é apenas uma “delegação de poder” do colegiado para o relator, que exerce,
naquele momento, a competência plena para julgamento. Entretanto, deve haver prudência na utilização dessa
“competência plena” pelo relator, afinal, a sua decisão passa a se tornar um pronunciamento do próprio
tribunal. Daí a necessidade do agravo interno, inovação trazida pelo CPC/2015 para qualquer decisão
proferida pelo relator e não apenas em situações específicas, como ocorria com o art. 557 do CPC/1973.
Onde quer que se principie por dar ao relator a oportunidade de manifestar-se sozinho, tem-se de
permitir que à sua voz venham juntar-se, desde que o requeira o interessado, a dos outros integrantes
do órgão.
(MOREIRA, 1999, p. 136)
Verifica-se, portanto, que o julgamento monocrático dos recursos pelo relator é uma forma de atribuir maior
celeridade ao Processo Civil brasileiro, cerceando, inclusive, a grande quantidade de recursos que possuem o
intuito meramente protelatório, que retardam a resolução do mérito e a finalização dos processos que
continuam se amontoando no Judiciário. 
Apesar disso, tem-se visto que há, muitas vezes, uma aplicação equivocada do julgamento monocrático e um
consequente retardo na prestação jurisdicional. A regra do julgamento colegiadovem sendo substituída pela
aplicação desenfreada do juízo monocrático, acarretando uma grande demanda dos agravos internos,
aumentando, assim, o tempo em que o processo permanece na segunda instância.
Resumindo
Observa-se, portanto, que o juízo monocrático nos tribunais é uma alternativa viável para o alcance da
celeridade processual, da razoável duração do processo, sem que haja a violação dos princípios do
contraditório e da ampla defesa. Porém, falta um maior debate e reflexão para que sejam atingidos os
objetivos da referida delegação, sem que haja consequências contrárias ao que fora pensado pelo
legislador. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
A respeito dos poderes do relator, marque a alternativa correta:
A
O relator não pode proferir decisões sobre o mérito dos recursos.
B
O ônus da impugnação especificada não se aplica aos recursos.
C
O relator pode negar provimento ao recurso apenas na hipótese de ser contrário à súmula vinculante do
Supremo Tribunal Federal.
D
O relator pode negar provimento ao recurso que for contrário ao acórdão proferido pelo Supremo Tribunal
Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos.
E
Antes ou depois de facultada a apresentação de contrarrazões, o relator pode dar provimento ao recurso se a
decisão recorrida for contrária ao entendimento firmado em Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas
ou de assunção de competência.
A alternativa D está correta.
O art. 932, IV, "b", determina incumbir ao relator negar provimento ao recurso que for contrário ao acórdão
proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos
repetitivos.
Questão 2
João interpôs recurso de agravo de instrumento, tendo Maria como recorrida. Distribuído o agravo ao tribunal
respectivo, o relator, monocraticamente, deu provimento ao recurso, considerando que a decisão recorrida foi
contrária à súmula do Superior Tribunal de Justiça. Maria foi surpreendida com a intimação da referida
decisão. Nesse caso, marque a alternativa correta quanto à conduta do relator e ao que Maria deve fazer em
relação à intimação recebida.
A
Considerando haver súmula do STJ sobre o tema, correta foi a atuação do relator, e Maria deve se conformar
com a decisão e se submeter ao resultado do processo.
B
Sendo hipótese de provimento do recurso, não há necessidade de intimação da parte recorrida para
apresentar contrarrazões, porém Maria pode interpor agravo interno contra a decisão, para tentar demonstrar
que a decisão não foi contrária à súmula do STJ.
C
Sendo hipótese de provimento do recurso, há necessidade de intimação da parte recorrida para apresentar
contrarrazões, porém Maria não pode interpor qualquer recurso contra a decisão, que é irrecorrível.
D
Sendo hipótese de provimento do recurso, não há necessidade de intimação da parte recorrida para
apresentar contrarrazões, porém Maria pode interpor agravo retido contra a decisão, para tentar demonstrar
que a decisão não foi contrária à súmula do STJ.
E
Sendo hipótese de provimento do recurso, há necessidade de intimação da parte recorrida para apresentar
contrarrazões, de modo que Maria pode interpor agravo interno contra a decisão, alegando violação ao
contraditório.
A alternativa E está correta.
O relator somente pode dar provimento ao recurso depois de facultada a apresentação de contrarrazões
pelo recorrido, sob pena de violação ao contraditório. E contra a decisão do relator cabe agravo interno.
3. Incidentes de assunção de competência e resolução de demandas
Incidentes de Assunção de Competência e de Resolução
de Demandas Repetitivas
Em razão da valorização dos precedentes judiciais e da uniformização da jurisprudência, que ganharam ainda
mais espaço com o advento do CPC/2015, surgiram alguns institutos que contribuíram para a busca da
eficiência no julgamento dos processos.
Nesse sentido, foi criado o denominado Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), que
compõe, juntamente com a sistemática dos recursos especiais e extraordinários repetitivos, o microssistema
de julgamento de casos repetitivos (art. 928 do CPC). Já o Incidente de Assunção de Competência (IAC)
ganhou nova roupagem com a vigência do CPC/2015 e, assim como o IRDR, trata-se de instrumento destinado
à formulação de precedentes com efeito vinculante. 
Incidente de Assunção de Competência
Sobre o denominado Incidente de Assunção de Competência:
Importante destacar que o Incidente de Assunção de Competência não integra o microssistema da
litigiosidade repetitiva. Nesse sentido, deve-se mencionar o teor do Enunciado nº 334 do Fórum Permanente
de Processualistas Civis, verbis: “Por força da expressão ‘sem repetição em múltiplos processos’, não cabe o
Incidente de Assunção de Competência quando couber julgamento de casos repetitivos”.
Por meio do Incidente de Assunção de Competência, o recurso, a remessa necessária ou o processo de
competência originária será julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar, e o acórdão proferido
vinculará todos os juízes e órgãos fracionários, exceto se houver revisão de tese.
A ideia é a de que os tribunais, por meio do Incidente de Assunção de Competência, levem
determinada questão considerada relevante à apreciação de um órgão colegiado de maior
composição, o qual, resolvendo-a, fixará uma tese que será vinculante para todos os juízes e órgãos
fracionários do tribunal respectivo.
Ou seja, há uma mudança de competência, porquanto a que era de um órgão passa para outro de um mesmo
tribunal. Daí a palavra “assunção”, que se refere à ação de assumir alguma coisa, neste caso, assume-se a
competência.
Tal incidente pode ser utilizado também para fins de uniformização quando se julgar conveniente a prevenção
ou a composição de divergência entre órgãos fracionários do tribunal. Observa-se que não há obrigatoriedade
de utilização do incidente, podendo favorecer a manutenção das divergências internas, já que essa é a
tradição de nosso Poder Judiciário.
No tocante ao Incidente de Assunção de Competência, pensa-se que o art. 947 consagra duas hipóteses de
cabimento: uma em seu caput e outra em seu §4º.
Assim, para a admissibilidade do Incidente de Assunção de Competência, nos termos do caput do art. 947,
são necessários três requisitos:
É admissível 
“Quando o julgamento de recurso, de
remessa necessária ou de processo de
competência originária envolver relevante
questão de direito, com grande repercussão
social, sem repetição em múltiplos processos”
(art. 947 do CPC).
Pode ser utilizado 
"Quando ocorrer relevante questão de
direito a respeito da qual seja
conveniente a prevenção ou a
composição de divergência entre
câmaras ou turmas do tribunal” (§4º do
art. 947, CPC).
 
Tramitação de um recurso, reexame necessário ou ação de competência originária do tribunal.
Discussão acerca de uma relevante questão de direito processual ou material, com grande repercussão
social.
Inexistência de repetição em múltiplos processos (pressuposto negativo).
No caso do caput, não há necessidade de preenchimento dos requisitos constantes no §4º, quais sejam,
prevenir ou compor divergência interna do tribunal. É dizer, mesmo que não haja, em tese, risco de
interpretações dissonantes sobre a questão de direito, dada a sua relevância e a sua repercussão social,
reputa-se adequado o seu julgamento por um órgão de maior composição, em face de todas as vantagens
acima mencionadas.
Já na hipótese do art. 947, §4º, é preciso que estejam presentes os pressupostos da prevenção ou
composição da divergência interna do tribunal. Aqui, o objetivo do IAC é essencialmente promover a 
uniformização da jurisprudência dos tribunais, evitar a divergência interna e, consequentemente, prevenir a
propositura de outras demandas que versem sobre a mesma controvérsia, a partir da definição da
interpretação da norma correspondente e da fixação de uma tese com efeito vinculante para os órgãos
fracionários e para os juízes subordinados ao tribunal.
Dessemodo, em sem tratando de IAC fundado no art. 947, §4º, há necessidade de preenchimento de quatro
requisitos:
 
Tramitação de um recurso, reexame necessário ou ação de competência originária do tribunal.
Discussão acerca de uma relevante questão de direito processual ou material.
Conveniência da prevenção ou composição de divergência interna dos tribunais.
Inexistência de repetição em múltiplos processos.
Apesar de ter sido mais especificado no CPC/2015, o IAC não é um instituto novo. Tal procedimento já era
conhecido nos tribunais superiores e agora foi ampliado para todos os tribunais. 
Instituto semelhante possuía previsão no CPC/73, no §1º, do art. 555:
No julgamento de apelação ou de agravo, a decisão será tomada, na câmara ou turma, pelo voto de 3
(três) juízes.Ocorrendo relevante questão de direito, que faça conveniente prevenir ou compor
divergência entre câmaras ou turmas do tribunal, poderá o relator propor que seja o recurso julgado pelo
órgão colegiado que o regimento indicar; reconhecendo o interesse público na assunção de
competência, esse órgão colegiado julgará o recurso.
(CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973, ART. 555)
Observa-se, tanto na leitura do §1º, do art. 555 do CPC/1973, quanto do art. 947 do NCPC, que a redação é
parecida, sendo atribuída inclusive a mesma expressão “assunção de competência” para caracterizar o
instituto. Porém, as diferenças entre ambos são expressivas, de tal modo que há quem acredite que o novo
IAC nada tem de igual ao anterior, além do nome.
Uma das principais diferenças são os requisitos. Enquanto o antigo trazia apenas a “relevante questão de
direito”, o CPC/2015 ainda elenca a “repercussão social” e exclui os assuntos que estão repetidos em múltiplos
processos. Além disso, outra grande diferença foi a legitimação das partes, da Defensoria Pública e do
Ministério Público para suscitar o IAC, prerrogativa que, no Código anterior, era apenas do relator.
1. 
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3. 
1. 
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3. 
4. 
Atenção
Vale a pena destacar a ampliação do cabimento, visto que antes o IAC era cabível apenas nos agravos e
apelações e hoje pode ser arguido em qualquer recurso, remessa necessária e em processos de
competência originária do tribunal. Ademais, haverá formação de um precedente vinculante, visto que,
quando houver decisão em IAC, todos os juízes e órgãos fracionários estarão a ele vinculados. 
No que se refere ao efeito vinculante da decisão proferida em Incidente de Assunção de Competência, vale
ressaltar que este está previsto em diversos dispositivos do CPC/2015. Além do §3º do Art. 947, já
mencionado, destacam-se o teor dos arts. 332, inciso III e 932, inciso IV e V; e do 927, de suma importância,
que obriga os juízes e tribunais a observarem os acórdãos proferidos em IAC.
Pode-se dizer que o objetivo do IAC é a consolidação, preventiva ou não, da jurisprudência e a
formação de precedente obrigatório, situações tão presentes na essência do CPC/2015. Ademais, os
julgadores não podem se abster de aplicar um IAC, sob pena de ajuizamento de reclamação,
conforme o art. 988, IV, do CPC.
Cumpre registrar, no que se refere ao procedimento, que preenchidos os requisitos:
O relator, seja de ofício ou a requerimento da parte, da Defensoria Pública ou do Ministério Público,
propõe o redirecionamento da competência.
O órgão colegiado competente para conhecer do processo envia os autos ao órgão que o regimento
interno do tribunal indicar.
O órgão indicado pelo regimento, reconhecendo o interesse na assunção da competência, julga o
processo em concreto.
 
Diante da lacuna no tocante ao procedimento do IAC, outras regras previstas para os demais instrumentos
destinados à formação de precedentes vinculantes (IRDR e recursos repetitivos) devem ser aplicadas ao
referido incidente, tais como:
1
Art. 1.037, I
A necessidade de afetação (da questão a ser decidida por meio do IAC pelo relator).
2
Art. 983
Possibilidade de intervenção do amicus curiae e de realização de audiências públicas.
3
Art. 984
As regras acerca da ordem de julgamento.
• 
• 
• 
4 Art. 979
Sobre a ampla e específica divulgação e publicidade no tocante à instauração e ao julgamento do
incidente.
Há possibilidade de revisão da tese quando se vislumbrar a necessidade de superação do precedente,
devendo-se aplicar as regras previstas nos arts. 927, §2º ao §4º e 986.
Devem incidir também as regras constantes do art. 987, caput, §1º, in fine, e §2º do CPC, admitindo-se o
cabimento dos recursos especial e extraordinário em face do julgamento do mérito do IAC. Tais recursos,
entrementes, não devem ter efeito suspensivo, porquanto o incidente sob comento não se presta à contenção
da litigiosidade de massa. Deve ser presumida a repercussão geral da questão constitucional eventualmente
discutida, visto que o IAC, nos termos do caput, tem como requisito a presença da repercussão social da
questão a ser dirimida. Apreciado o mérito do recurso, a tese adotada pelo tribunal superior será aplicada em
todo o território nacional.
O Incidente de Assunção de Competência tem
cabimento em qualquer tribunal, inclusive nos
superiores, tendo havido, inclusive, a sua
regulamentação no âmbito do STJ, em seu
Regimento Interno.
 
O IAC, na forma como tratado no CPC/2015, é
um instituto inovador, pois se acha revestido de
uma nova roupagem, de modo que a tese
fixada no seu julgamento vinculará todos os
juízes subordinados ao tribunal e o próprio
tribunal, estabelecendo, assim, um precedente
obrigatório.
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas
No vídeo a seguir, a professora Renata Cortez faz um panorama sobre Incidente de Resolução de Demandas
Repetitivas. Vamos assistir!
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O Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) tem por escopo conter a denominada litigiosidade
de massa, evidenciada pela repetição de demandas relativas a uma mesma questão de direito material ou
processual (art. 928, parágrafo único). Ao lado dos recursos especial e extraordinário repetitivos, o IRDR
compõe o que a doutrina tem denominado de microssistema de resolução de casos repetitivos, cujos
instrumentos buscam conferir solução uniforme a demandas que versem sobre as mesmas questões de
direito.
Para a admissibilidade do IRDR, é preciso que haja uma efetiva repetição de processos. Assim,
evidencia-se o descabimento do incidente com finalidade preventiva. Ademais, é necessário que
haja controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito, de modo que não cabe o IRDR
quando o dissenso a ser dirimido disser respeito a matéria fática.
A questão precisa ser controvertida, pois, se assim não for, não haverá o preenchimento do requisito contido
no inciso II: risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica. Só haverá comprometimento desses dois pilares
constitucionais se houver decisões em sentidos distintos a respeito de uma mesma questão. 
Não há um quantitativo definido pela lei de casos em tramitação para caracterizar a litigiosidade repetitiva.
Pensa-se que o cabimento do IRDR está atrelado a uma quantidade significativa de processos versando sobre
uma mesma questão de direito. O dispositivo exige uma efetiva repetição de processos e a finalidade
essencial do instituto é conter a litigiosidade de massa, que se evidenciará inexistente se houver poucos
processos em tramitação, ainda que decididos de forma antagônica. Nessa situação, mais adequada, se
afigura a utilização do Incidente de Assunção de Competência. 
Em suma, para fins de admissibilidade do IRDR, devem coexistir:
A multiplicidade de demandas;
A divergência de posicionamentos a respeito de uma mesma questão de direito.
Dada a relevância da solução uniforme da
questão debatida em múltiplos processos, cujo
interesse transcende o daqueles que
solicitaram a sua instauração, a exemplo do que
acontece na ação civil pública (art. 5º, §3º, da
Lei 7.347/85) e nas demais ações coletivas, a
desistência ou o abandono do processo não
impede o exame de mérito do incidente. Assim,
em casode abandono ou de desistência por
parte dos demais legitimados, o Ministério
Público assumirá a titularidade do incidente.
Veja-se que, nesse caso, a desistência do
processo, dependendo da fase em que este se
encontre, pode acarretar a sua extinção. Logo, não haverá causa a ser decidida juntamente com o incidente,
restando unicamente a fixação da tese (caso adotado o sistema da causa-modelo – vide comentários ao art.
978, parágrafo único). 
O interesse público na uniformização da jurisprudência e na contenção da litigiosidade de massa também
justifica a intervenção obrigatória do Ministério Público no incidente, caso não seja o requerente.
Não preenchidos os pressupostos contidos no art. 976, não será admitido o IRDR e não há impedimento para
que seja o incidente suscitado novamente, porém deverá ser demonstrado o preenchimento do requisito
reputado ausente no pedido anteriormente formulado.
O IRDR compõe, ao lado dos recursos especial e extraordinário repetitivos, o microssistema de
resolução de demandas repetitivas, razão pela qual não terá cabimento o IRDR quando já tiver
recurso especial ou extraordinário repetitivo afetado no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo
Tribunal Federal para resolução da questão de direito controvertida e fixação da tese respectiva.
Isso porque a decisão no recurso repetitivo atingirá todos os processos em tramitação em todo o
território nacional, enquanto a decisão do IRDR abrange, em princípio, apenas os processos que
tramitam na área de jurisdição do tribunal onde foi instaurado e admitido o incidente. Sendo,
portanto, mais abrangente, o recurso repetitivo já afetado para julgamento impede a instauração do
IRDR.
A fim de estimular a suscitação do IRDR, estabelece o art. 976, §5º que não haverá exigência de custas
processuais no incidente. Já os incisos do art. 977 estabelecem os legitimados para requerer a instauração do
IRDR, quais sejam:
O juiz ou o relator;
As partes;
O Ministério Público;
A Defensoria Pública.
Vejamos:
O juiz e o relator poderão solicitar a instauração do IRDR de ofício, ou seja, independentemente de
requerimento das partes, e deverão fazê-lo por meio de ofício, dirigido ao presidente do respectivo tribunal.
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As partes, o MP e a DP deverão peticionar ao presidente do tribunal solicitando a instauração do incidente, e o
requerimento deve ser instruído com os documentos necessários à demonstração do preenchimento dos
pressupostos para a instauração do incidente, previstos nos incisos do art. 976: efetiva repetição de
demandas a respeito da mesma questão unicamente de direito e risco à isonomia e à segurança jurídica.
Importante consignar que, embora prevaleça o entendimento de que o CPC/2015 adotou o sistema da causa-
piloto (vide comentários ao art. 978, parágrafo único), há quem defenda a prevalência do sistema da causa-
modelo. Um dos argumentos para tanto é a legitimidade do juiz de primeiro grau para solicitar a instauração
do IRDR, posto que, se o juiz pode solicitar a instauração do incidente, é porque não precisa haver causa
pendente de julgamento no tribunal, podendo a repetição de demandas operar-se tão somente nos juízos de
primeira instância.
O caput do art. 978 transfere aos regimentos
internos dos tribunais a incumbência de definir
o órgão competente para o julgamento do IRDR,
sugerindo, apenas, que seja um dos órgãos
responsáveis pela uniformização da
jurisprudência. A tendência, portanto, é que a
competência seja do pleno ou dos órgãos
especiais dos tribunais.
No parágrafo único do art. 978, está a regra
que fundamenta a tese de que o Direito
Processual brasileiro adotou o sistema da
causa-piloto para o IRDR. Nos termos do referido dispositivo, o órgão colegiado, além de fixar a tese, julgará o
recurso, a remessa necessária ou o processo de competência originária de onde se originou o incidente. Logo,
seria imprescindível haver pelo menos uma causa pendente de julgamento no tribunal para a admissibilidade
do IRDR. Não bastaria, então, restar evidenciada a multiplicidade de demandas sobre a mesma questão de
direito nos juízos de primeiro grau. Seria indispensável que pelo menos uma delas chegasse ao tribunal por
meio de recurso ou de reexame necessário, ou que fosse proposta demanda de competência originária.
Embora pareça ser esse o entendimento prevalecente, há quem defenda a desnecessidade de causa
pendente no tribunal, por diversas razões, dentre as quais se podem mencionar a inconstitucionalidade formal
do parágrafo único do art. 978 — que foi modificado após a aprovação do texto do novo CPC pelo Senado, na
fase de correção do texto —, e a legitimidade do juiz de primeiro grau para suscitar o incidente.
A adoção do sistema da causa-modelo facilitaria a resolução de algumas questões práticas, a exemplo da
hipótese em que há desistência do recurso ou do processo, conforme comentários ao art. 976, §1º, como
também o problema da vinculação da tese fixada pelo tribunal relativamente aos juizados especiais.
Nota-se que o relator não decidirá de modo unipessoal acerca da presença ou não dos pressupostos de
admissibilidade, devendo submeter a questão à decisão colegiada. Trata-se de mais uma regra que reforça a
importância do incidente, dada a sua relevância no contexto da uniformização da jurisprudência e da
contenção da litigiosidade de massa.
Admitido o incidente, por meio de decisão colegiada, os autos devem retornar ao relator, para que tome as
providências previstas nos incisos do art. 982. Dessa forma, cabe ao relator:
 
Determinar a suspensão dos processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitem no Estado ou
na região, devendo comunicar a suspensão aos órgãos jurisdicionais competentes.
O IRDR 
É dirigido ao Presidente do Tribunal, que
determinará a sua distribuição a um dos
desembargadores (ou ministros) que
compõem o órgão colegiado competente
para seu julgamento, conforme o Regimento
Interno.
O relator 
Ao qual o incidente for distribuído deve
pedir pauta para que o colegiado
proceda com o exame de
admissibilidade, a partir da análise do
preenchimento ou não dos requisitos
constantes do art. 976.
• 
Requisitar informações a órgãos em cujo juízo tramita processo no qual se discute o objeto do
incidente, que as prestarão no prazo de 15 (quinze) dias (trata-se de uma faculdade e não de um dever,
mas que deve ser implementado prioritariamente, visto que o objetivo da regra é qualificar o debate,
com o incremento de argumentos favoráveis e contrários à tese que deverá ser fixada).
Intimar o Ministério Público para, querendo, manifestar-se no prazo de 15 (quinze) dias. A intimação do
MP é obrigatória, visto que sua intervenção no incidente é obrigatória (art. 976, §2º). A manifestação
do representante do MP, no entanto, não é obrigatória. Passado o prazo sem manifestação, o incidente
terá regular prosseguimento.
Durante a suspensão dos processos, eventual pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo onde
tramita o processo suspenso e não ao órgão jurisdicional onde tramita o incidente, a não ser que o pedido se
refira ao próprio processo em que o IRDR foi instaurado, que poderá estar tramitando no tribunal.
Em regra, o efeito suspensivo será restrito aos
processos que tramitam no Estado ou na região
em que o IRDR foi instaurado e admitido.
Inobstante, o §3º do art. 982 permite a
ampliação do efeito suspensivo relativamente a
todos os processos, individuais ou coletivos,
que versem sobre a questão objeto do
incidente e que tramitem no território nacional,
a fim de evitar a divergência interpretativa em
Estados e/ou regiões distintos sobre a mesma
temática, garantindo-se a isonomia, a
segurança jurídica e, em consequência, a
observância do princípio da proteção da
confiança. Para tanto, as partes do processo
em que foi instaurado o incidente, o Ministério
Público e a Defensoria Pública podem requerer a medida ao tribunal competente para conhecer do recurso
extraordinário ou especial. Por opção do legislador, não cabe ao relator ou ao juiz, deofício, solicitar a
atribuição do efeito suspensivo.
O §4º do dispositivo sob comento amplia ainda mais a legitimidade para a solicitação da providência prevista
no §3º, permitindo que tal requerimento seja formulado por qualquer parte de processos em curso, nos quais
se discuta a mesma questão objeto do incidente, independentemente dos limites da competência territorial do
órgão no qual o IRDR esteja tramitando. 
Exemplo
Admitido um IRDR pelo TJSP, pode uma parte de processo similar que tramita no TJPE solicitar ao STJ a
atribuição de efeito suspensivo em todo o território nacional. 
A suspensão será interrompida, entretanto, se não for interposto recurso especial ou recurso extraordinário
contra a decisão proferida no incidente, hipótese em que a decisão será restrita ao Estado ou à região na qual
o IRDR foi admitido.
Visando também ampliar o diálogo e qualificar o debate acerca da tese jurídica com efeito vinculante que
advirá do julgamento do IRDR, o art. 983 estabelece que o relator ouvirá não apenas as partes do processo no
qual o incidente foi instaurado e o Ministério Público, mas poderá também permitir a manifestação dos demais
interessados.
Segundo o dispositivo sob análise, julgado o incidente, a tese jurídica será aplicada obrigatoriamente
a todos os processos individuais ou coletivos que versem sobre idêntica questão de direito e que
tramitem na área de jurisdição do respectivo tribunal, inclusive àqueles que tramitem nos juizados
especiais do respectivo Estado ou região; e, ainda, aos casos futuros que versem idêntica questão
• 
• 
de direito e que venham a tramitar no território de competência do tribunal, ressalvada apenas a
possibilidade de revisão da tese (superação do precedente).
Não observada a tese adotada no incidente, que tem efeito vinculante, como visto, caberá reclamação,
fundada também no art. 988, IV. O cabimento da reclamação, nesse caso, não depende do esgotamento da
instância, de modo que se, por exemplo, um juiz de primeiro grau, na sentença, contrariar o entendimento
estabelecido no IRDR, caberá reclamação.
A revisão da tese jurídica firmada no incidente far-se-á pelo mesmo tribunal, de ofício ou mediante
requerimento dos legitimados mencionados no art. 977, inciso III (Ministério Público e Defensoria Pública).
Do julgamento do mérito do incidente caberá recurso extraordinário ou especial, conforme o caso. O recurso
tem efeito suspensivo, presumindo-se a repercussão geral de questão constitucional eventualmente discutida.
Apreciado o mérito do recurso, a tese jurídica adotada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior
Tribunal de Justiça será aplicada no território nacional a todos os processos individuais ou coletivos que
versem sobre idêntica questão de direito. (art. 987)
Verificando o aprendizado
Questão 1
Quando o julgamento de recurso, de remessa necessária ou de processo de competência originária envolver
relevante questão de direito, com grande repercussão social, com repetição em múltiplos processos, será
cabível:
A
Incidente de Assunção de Competência
B
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas
C
Agravo de instrumento
D
Recurso Especial
E
Recurso Extraordinário
A alternativa B está correta.
Nos termos do art. 947 do CPC, é admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso,
de remessa necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito,
com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos. Havendo repetição em múltiplos
processos, será cabível o IRDR e não o IAC.
Questão 2
Assinale a assertiva verdadeira, acerca do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas:
A
Conforme o CPC, é cabível a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas quando houver,
alternativamente, efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão
unicamente de direito ou risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.
B
A admissibilidade do incidente será realizada pelo relator.
C
O resultado do julgamento do incidente se restringe à área de jurisdição do respectivo tribunal, não havendo
possibilidade de a decisão ter abrangência nacional.
D
O órgão colegiado incumbido de julgar o incidente e de fixar a tese jurídica julgará igualmente o recurso, a
remessa necessária ou o processo de competência originária de onde se originou o incidente.
E
Têm legitimidade para suscitar o incidente apenas as partes, o relator e o Ministério Público.
A alternativa D está correta.
O parágrafo único do art. 978 do CPC determina que "o órgão colegiado incumbido de julgar o incidente e
de fixar a tese jurídica julgará igualmente o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência
originária de onde se originou o incidente".
4. Conclusão
Considerações finais
Ao longo deste conteúdo, analisamos alguns aspectos referentes à ordem dos processos nos tribunais, quais
sejam, a teoria geral dos precedentes e o juízo monocrático nos tribunais e os Incidentes de Assunção de
Competência e de Resolução de Demandas Repetitivas.
 
Tratamos de aspectos relativos à teoria dos precedentes, explicitando como a temática acha-se
regulada no CPC/2015, ressaltando-se a sua relevância no contexto da uniformização da jurisprudência
e na garantia de isonomia e segurança jurídica aos jurisdicionados.
Em seguida, verificamos as hipóteses em que pode o relator proferir decisões monocráticas, com a
finalidade de encerrar o recurso ou a ação de competência originária dos tribunais.
Por fim, esmiuçamos as regras contidas no CPC referentes aos Incidentes de Assunção de
Competência e de Resolução de Demandas Repetitivas.
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Agora com a palavra, a professora Renata Cortez, relembrando tópicos abordados em nosso estudo.
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Para saber mais sobre os conceitos aqui explorados, leia também:
 
CÂMARA, A. F. O Novo Processo Civil Brasileiro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
MARINONI, L. G. Precedentes obrigatórios. 2. ed. São Paulo: RT, 2012. p. 4.
TEMER, S. Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. Salvador: Juspodivm, 2016.
THEODORO JR., H. Curso de Direito Processual Civil – Teoria geral do direito processual civil, processo
de conhecimento e procedimento comum. 47. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2016. v. 3.
MENDES, A. G. Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. São Paulo: Forense, 2017.
 
Para verificar a importância que os tribunais vêm dando à observância e à gestão de precedentes, vale
conferir o site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a título de exemplo: http://conhecimento.tjrj.jus.br/
web/portal-conhecimento/precedentes.
Referências
DIDIER, JR. et al. Curso de Direito Processual Civil. Salvador: Juspodivm, 2013. p. 43. v. 2.
 
GONÇALVES, M. V. R. Direito Processual Civil Esquematizado. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
1. 
2. 
3. 
• 
• 
• 
• 
• 
 
MOREIRA, J. C. B. Algumas inovações da Lei 9.756/98 em matéria de recursos cíveis. In: WAMBIER, T. A. A.;
NERY JR. (org.). Aspectos polêmicos e atuais dos recursos cíveis de acordo com a Lei 9.756/98. São Paulo:
RT, 1999.
 
VALENTE, F. A. A decisão monocrática do relator. Âmbito Jurídico. São Paulo, 2010. Consultado na internet
em: 2 de ago. 2021.
	Da ordem dos processos nos tribunais
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Teoria geral dos precedentes e sua abordagem
	Teoria geral dos precedentes
	Os precedentes no Direito brasileiro até o CPC/15
	Saiba mais
	O que são precedentes vinculantes?
	Conteúdo interativo
	Os precedentes e o CPC de 2015
	Atenção
	Atenção
	Elementos acessórios do precedente
	Art. 927, §3º
	Art. 927, §4º
	Verificando o aprendizado
	2. Julgamento monocrático nos tribunais
	Juízo monocrático nos tribunais
	O julgamento monocrático nos tribunais
	Conteúdo interativo
	Juízo de admissibilidade do recurso
	Recurso inadmissível
	Recurso prejudicado
	Impugnação especificada
	Julgamento monocrático dos recursos pelorelator
	Resumindo
	Verificando o aprendizado
	3. Incidentes de assunção de competência e resolução de demandas
	Incidentes de Assunção de Competência e de Resolução de Demandas Repetitivas
	Incidente de Assunção de Competência
	Atenção
	Art. 1.037, I
	Art. 983
	Art. 984
	Art. 979
	Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas
	Conteúdo interativo
	Exemplo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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