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NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
1 Inquérito policial. ............................................................................................................................................................................................................01 
2 Ação penal. ........................................................................................................................................................................................................................04
1
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
1 INQUÉRITO POLICIAL.
Inquérito Policial
O Inquérito Policial é o procedimento administrativo 
persecutório, informativo, prévio e preparatório da Ação 
Penal. É um conjunto de atos concatenados, com unidade 
e fim de perseguir a materialidade e indícios de autoria de 
um crime. O inquérito Policial averígua determinado crime 
e precede a ação penal, sendo considerado, portanto como 
pré-processual. 
Composto de provas de autoria e materialidade de cri-
me, que, comumente são produzidas por Investigadores de 
Polícia e Peritos Criminais, o inquérito policial é organizado 
e numerado pelo Escrivão de Polícia, e presidido pelo De-
legado de Polícia.
Importante esclarecer que não há litígio no Inquérito 
Policial, uma vez que inexistem autor e réu. Apenas figura a 
presença do investigado ou acusado.
Do mesmo modo, há a ausência do contraditório e da 
ampla defesa, em função de sua natureza inquisitória e em 
razão d a polícia exercer mera função administrativa e não 
jurisdicional.
Sob a égide da constituição federal, Aury Lopes Jr. define:
“Inquérito é o ato ou efeito de inquirir, isto é, procurar 
informações sobre algo, colher informações acerca de um 
fato, perquirir”. (2008, p. 241).
Em outras palavras, o inquérito policial é um procedi-
mento administrativo preliminar, de caráter inquisitivo, pre-
sidido pela autoridade policial, que visa reunir elementos 
informativos com objetivo de contribuir para a formação da 
“opinio delicti” do titular da ação penal.
A Polícia ostensiva ou de segurança (Polícia Militar) tem 
por função evitar a ocorrência de crimes. Já a Polícia Judiciá-
ria (Civil e Federal) se incumbe se investigar a ocorrência de 
infrações penais. Desta forma, a Polícia Judiciária, na forma 
de seus delegados é responsável por presidir o Inquérito Po-
licial.
Entretanto, conforme o artigo 4º do Código de Processo 
Penal Brasileiro, em seu parágrafo único, outras autoridades 
também poderão presidir o inquérito, como nos casos de 
Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s), Inquéritos Po-
liciais Militares (IPM’s) e investigadores particulares. Este últi-
mo exemplo é aceito pelajurisprudência, desde que respeite 
as garantias constitucionais e não utilize provas ilícitas.
A atribuição para presidir o inquérito se dá em função 
da competência ratione loci, ou seja, em razão do lugar onde 
se consumou o crime. Desta forma, ocorrerá a investigação 
onde ocorreu o crime. A atribuição do delegado será defini-
da pela sua circunscrição policial, com exceção das delega-
cias especializadas, como a delegacia da mulher e de tóxicos, 
dentre outras.
Os destinatários do IP são os autores da Ação Penal, ou 
seja, o Ministério Público ( no caso de ação Penal de Ini-
ciativa Pública) ou o querelante (no caso de Ação Penal de 
Iniciativa Privada). Excepcionalmente o juiz poderá ser desti-
natário do Inquérito, quando este estiver diante de cláusula 
de reserva de jurisdição.
O inquérito policial não é indispensável para a proposi-
tura da ação penal. Este será dispensável quando já se tiver 
a materialidade e indícios de autoria do crime. Entretanto, se 
não se tiver tais elementos, o IP será indispensável, conforme 
disposição do artigo 39, § 5º do Código de Processo Penal.
A sentença condenatória será nula, quando fundamen-
tada exclusivamente nas provas produzidas no inquérito po-
licial. Conforme o artigo 155 do CPP, o Inquérito serve ape-
nas como reforço de prova.
O inquérito deve ser escrito, sigiloso, unilateral e inqui-
sitivo. A competência de instauração poderá ser de ofício 
(Quando se tratar de ação penal pública incondicionada), 
por requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Pú-
blico, a pedido da vítima ou de seu representante legal ou 
mediante requisição do Ministro da Justiça.
O Inquérito Policial se inicia com a notitia criminis, ou 
seja, com a notícia do crime. O Boletim de Ocorrência (BO) 
não é uma forma técnica de iniciar o Inquérito, mas este se 
destina às mãos do delegado e é utilizado para realizar a Re-
presentação, se o crime for de Ação de Iniciativa Penal Públi-
ca condicionada à Representação, ou para o requerimento, 
se o crime for de Ação Penal da Iniciativa Privada.
No que concerne à delacio criminis inautêntica, ou seja, 
a delação ou denúncia anônima, apesar de a Constituição 
Federal vedar o anonimato, o Supremo Tribunal de Justiça 
se manifestou a favor de sua validade, desde que utilizada 
com cautela.
As peças inaugurais do inquérito policial são a Portaria 
(Ato de ofício do delegado, onde ele irá instaurar o inquéri-
to), o Auto de prisão em flagrante (Ato pelo qual o delegado 
formaliza a prisão em flagrante), o Requerimento do ofendi-
do ou de seu representante legal (Quando a vítima ou outra 
pessoa do povo requer, no caso de Ação Penal de Iniciativa 
Privada), a Requisição do Ministério Público ou do Juiz.
No IP a decretação de incomunicabilidade (máximo de 
três dias) é exclusiva do juiz, a autoridade policial não po-
derá determiná-la de ofício. Entretanto, o advogado poderá 
comunicar-se com o preso, conforme dispõe o artigo 21 do 
Código de Processo Penal, em seu parágrafo único.
Concluídas as investigações, a autoridade policial enca-
minha o ofício ao juiz, desta forma, depois de saneado o juiz 
o envia ao promotor, que por sua vez oferece a denúncia ou 
pede arquivamento.
O prazo para a conclusão do inquérito, conforme o arti-
go 10 caput e § 3º do Código de Processo Penal, será de dez 
dias se o réu estiver preso, e de trinta dias se estiver solto. En-
tretanto, se o réu estiver solto, o prazo poderá ser prorrogado 
se o delegado encaminhar seu pedido ao juiz, e este para o 
Ministério Público.
Na Polícia Federal, o prazo é de quinze dias se o indicia-
do estiver preso (prorrogável por mais quinze). Nos crimes 
de tráfico ilícito de entorpecentes o prazo é de trinta dias se 
o réu estiver preso e noventa dias se estiver solto, esse prazo 
é prorrogável por igual período, conforme disposição da Lei 
11.343 de 2006.
2
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
O arquivamento do inquérito consiste da paralisação das 
investigações pela ausência de justa causa (materialidade e 
indícios de autoria), por atipicidade ou pela extinção da pu-
nibilidade. Este deverá ser realizado pelo Ministério Público. 
O juiz não poderá determinar de ofício, o arquivamento do 
inquérito, sem a manifestação do Ministério Público
O desarquivamento consiste na retomada das investiga-
ções paralisadas, pelo surgimento de uma nova prova.
Procedimento inquisitivo: 
Todas as funções estão concentradas na mão de única 
pessoa, o delegado de polícia.
Recordando sobre sistemas processuais, suas modalida-
des são: inquisitivo, acusatório e misto. O inquisitivo possui 
funções concentradas nas mãos de uma pessoa. O juiz exerce 
todas as funções dentro do processo. No acusatório puro, as 
funções são muito bem definidas. O juiz não busca provas. O 
Brasil adota o sistema acusatório não-ortodoxo. No sistema 
misto: existe uma fase investigatória, presidida por autorida-
de policial e uma fase judicial, presidida pelo juiz inquisidor.
Discricionariedade: 
Existe uma margem de atuação do delegado que atuará 
de acordo com sua conveniência e oportunidade. A materia-
lização dessa discricionariedade se dá, por exemplo, no inde-
ferimento de requerimentos. O art.6º do Código de Processo 
Penal, apesar de trazer diligências, não retira a discricionarie-
dade do delegado. Diante da situação apresentada, poderia 
o delegado indeferir quaisquer diligências? A resposta é não, 
pois há exceção. Não cabe ao delegado de polícia indeferir 
a realização do exame de corpo de delito, uma vez que o 
ordenamento jurídico veda tal prática. Caso o delegado opte 
por indeferir o exame, duas serão as possíveis saídas: a pri-
meira, requisitar ao Ministério Público. A segunda, segundo 
Tourinho Filho, recorrer ao Chefe de Polícia (analogia ao art. 
5º, §2º, CPP). Outra importante observação: O fato de o MP e 
juiz realizarem requisição de diligências mitigaria a discricio-
nariedade do delegado? Não, pois a requisição no processo 
penal é tratada como ordem, ou seja, uma imposição legal. 
O delegado responderia pelo crime de prevaricação (art. 319 
do Código Penal), segundo a doutrina majoritária.
Procedimento sigiloso:
O inquérito policial tem o sigilo natural como caracte-
rística em razão de duas finalidades: 1) Eficiência das inves-
tigações; 2) Resguardar imagem do investigado. O sigilo é 
intrínseco ao IP, diferente da ação penal, uma vez que não 
é necessária a declaração de sigilo no inquérito. Apesar de 
sigiloso, deve-se considerar a relativização do mesmo, uma 
vez que alguns profissionais possuem acesso ao mesmo, 
como é o exemplo do juiz, do promotor de justiça e do ad-
vogado do ofendido, vide Estatuto da OAB, lei 8.906/94, art. 
7º, XIX. O advogado tem o direito de consultar os autos dos 
IP, ainda que sem procuração para tal.
Nesse sentido, a súmula vinculante nº 14, do STF: “É di-
reito do defensor, no interesse do representado, ter acesso 
amplo aos elementos de prova, que já documentados em 
procedimento investigatório realizado por órgão com com-
petência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do 
direito de defesa.” Em observação mais detalhada, conclui-se 
que o que está em andamento não é de direito do advoga-
do, mas somente o que já fora devidamente documentado. 
Diante disso, faz-se necessária a seguinte reflexão: Qual o 
real motivo da súmula? O Conselho federal da OAB, - in-
dignado pelo não cumprimento do que disposto no Estatu-
to da OAB - decidiu provocar o STF para edição da súmula 
vinculante visando garantir ao advogado acesso aos autos. 
Como precedentes da súmula: HC 87827 e 88190 – STF; HC 
120.132 – STJ.
Importante ressaltar que quanto ao sigilo, a súmula 
nº 14 não garante ao advogado o direito de participar nas 
diligências. O sigilo é dividido em interno e externo. Sigilo 
interno: possui duas vertentes, sendo uma positiva e outra 
negativa. A positiva versa sobre a possibilidade do juiz/MP 
acessarem o IP. A negativa, sobre a não possibilidade de 
acesso aos autos pelo advogado e investigado (em algumas 
diligências). E na eventualidade do delegado negar vista ao 
advogado? Habeas corpus preventivo (profilático); mandado 
de segurança (analisado pelo juiz criminal).
Procedimento escrito:
Os elementos informativos produzidos oralmente de-
vem ser reduzidos a termo. O termo “eventualmente datilo-
grafado” deve ser considerado, através de uma interpretação 
analógica, como “digitado”. A partir de 2009, a lei 11.900/09 
passou a autorizar a documentação e captação de elemen-
tos informativos produzidos através de som e imagem (atra-
vés de dispositivos de armazenamento).
Indisponível: 
A autoridade policial não pode arquivar o inquérito po-
licial. O delegado pode sugerir o arquivamento, enquanto o 
MP pede o arquivamento. O sistema presidencialista é o que 
vigora para o trâmite do IP, ou seja, deve passar pelo magis-
trado. 
Importante ilustrar que poderá o delegado deixar de ins-
taurar o inquérito nas seguintes hipóteses:
 1) se o fato for atípico (atipicidade material); 
2) não ocorrência do fato; 
3) se estiverem presentes causas de extinção de punibili-
dade, como no caso da prescrição.
Contudo o delegado não poderá invocar o princípio da 
insignificância com o objetivo de deixar de lavrar o auto de 
prisão em flagrante ou de instaurar inquérito policial. No que 
tange à excludente de ilicitude, a doutrina majoritária entende 
que o delegado deve instaurar o inquérito e ratificar o auto 
de prisão em flagrante, uma vez que a função da autoridade 
policial é subsunção do fato à norma.
Dispensável: 
Dita o art. 12 do CPP:
Art. 12 - O inquérito policial acompanhará a denúncia ou 
queixa, sempre que servir de base a uma ou outra.
O termo “sempre que servir” corresponde ao fato de que, 
possuindo o titular da ação penal, elementos para propositu-
ra, lastro probatório idôneo de fontes diversas, por exemplo, 
o inquérito poderá ser dispensado.
3
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
Segundo o art. 46, §1º do mesmo dispositivo legal:
“Art. 46 - O prazo para oferecimento da denúncia, estan-
do o réu preso, será de 5 (cinco) dias, contado da data em que 
o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito 
policial, e de 15 (quinze) dias, se o réu estiver solto ou afian-
çado. No último caso, se houver devolução do inquérito à au-
toridade policial (Art. 16), contar-se-á o prazo da data em que 
o órgão do Ministério Público receber novamente os autos.
§ 1º - Quando o Ministério Público dispensar o inquérito 
policial, o prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á 
da data em que tiver recebido as peças de informações ou a 
representação.”
Outras formas de investigação criminal
a) CPIs: Inquérito parlamentar. Infrações ou faltas funcio-
nais e aqueles crimes de matéria de alta relevância;
b) IPM: Inquérito policial militar. Instrumento para investi-
gação de infrações militares próprias;
c) Crimes cometidos pelo magistrado: investigação presi-
dida pelo juiz presidente do tribunal;
d) MP: PGR/PGJ;
e) Crimes cometidos por outras autoridades com foro pri-
vilegiado: ministro ou desembargador do respectivo tribunal.
Os elementos informativos colhidos durante a fase do 
inquérito policial não poderão ser utilizados para fundamen-
tar sentença penal condenatória. O valor de tais elementos é 
relativo, uma vez que os mesmos servem para fundamentar 
o recebimento de uma inicial, mas não são suficientes para 
fundamentar eventual condenação. 
PROCEDIMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL
1ª fase: Instauração;
2º fase: Desenvolvimento/evolução;
3ª fase: Conclusão
1ª fase: Instaurado por peças procedimentais:
1ª peça: Portaria;
2ª peça: APFD (auto de prisão em flagrante delito);
3ª peça: Requisição do juiz/MP/ministro da justiça;
4ª peça: Requerimento da vítima
CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL
A peça de encerramento chama-se relatório, definido 
como uma prestação de contas daquilo que foi realizado du-
rante todo o inquérito policial ao titular da ação penal. Em 
outras palavras, é a síntese das principais diligências realiza-
das no curso do inquérito. O mesmo só passa pelo juiz devi-
do ao fato de o Código de Processo Penal adotar o sistema 
presidencialista, já citado anteriormente. Entretanto, apesar 
dessa adoção, este caminho adotado pela autoridade policial 
poderia ser capaz de ferir o sistema acusatório, que é adotado 
pelo CPP (pois ainda não há relação jurídica processual penal).
Os estados do Rio de Janeiro e Bahia adotaram a Central 
de inquéritos policiais, utilizada para que a autoridade policial 
remetesse os autos à central gerida pelo Ministério Público. 
Os respectivos tribunais reagiram diante da situação.
INDICIAMENTO
O indiciamento é a individualização do investigado/sus-
peito. Há a transição do plano da possibilidade para o campo 
da probabilidade, ou seja, da potencialização do suspeito. Na 
presente hipótese, deve o delegado comunicar os órgãos de 
identificação e estatística. Sobre o momento do indiciamento, o 
CPP não prevê de forma exata, podendo ser realizado em todas 
as fases do inquérito policial(instauração, curso e conclusão). 
Não é possível desindiciar o indivíduo uma vez que repre-
senta uma espécie de arquivamento subjetivo em relação ao 
indiciado. Em contrapartida, há posicionamento diverso, com 
assentamento na idéia de que o desindiciamento é possível 
pelo fato de o IP ser um procedimento administrativo. Assim 
sendo, a autoridade policial goza de autotutela, ou seja, da 
capacidade de rever os próprios atos. Com relação às espécies 
de desindiciamento, o mesmo pode ser de ofício, ou seja, rea-
lizado pela própria autoridade policial e coato/coercitivo, que 
decorre do deferimento de ordem de habeas corpus.
PRAZOS PARA ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL
No caso da justiça estadual, 10 dias se acusado preso; 30 
dias se acusado solto. Os 10 dias são improrrogáveis, os 30 
dias são prorrogáveis por “n” vezes. No caso da justiça federal, 
15 dias se o acusado estiver preso; 30 dias se o acusado esti-
ver solto. Os 15 dias são prorrogáveis por uma vez, enquanto 
os 30 dias são prorrogáveis por “n” vezes.
No caso da lei de drogas (11.343/2006), o prazo é diverso: 
30 dias se o acusado estiver preso, 90 dias se estiver solto. 
Nessa modalidade, os prazos podem ser duplicados. Com re-
lação aos crimes contra a economia popular (lei 1.521/51, art. 
10, §1º), o prazo para conclusão do IP é de 10 dias, indepen-
dente se o acusado estiver preso ou solto. 
MEIOS DE AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
1) Primeiramente, oferecer denúncia, caso haja justa cau-
sa. Em regra, o procedimento é o ordinário. (Sumário: cabe 
Recurso em sentido estrito, vide art. 581, I, CPP). Do recebi-
mento da denúncia, cabe habeas corpus. Da rejeição da de-
núncia no procedimento sumaríssimo, cabe apelação. (JESP-
CRIM, prazo de 10 dias);
2) O MP pode requisitar novas diligências, mas deve es-
pecificá-las. No caso do indeferimento pelo magistrado, cabe 
a correição parcial;
3) MP pode defender o argumento de que não tem atri-
buição para atuar naquele caso e que o juiz não tem compe-
tência. Nesse caso, o juiz pode concordar ou não com o MP. 
No caso de não concordar, o juiz fará remessa do inquérito 
ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferece-
rá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público 
para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao 
qual só então estará o juiz obrigado a atender, como mencio-
na o art. 28 do CPP;
4) MP pode pedir arquivamento. Se o juiz homologa, en-
cerra-se o mesmo. Trata-se de ato complexo, ou seja, que 
depende de duas vontades.
4
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
A natureza jurídica do arquivamento é de ato adminis-
trativo judicial, procedimento que deriva de jurisdição vo-
luntária. É ato judicial, mas não jurisdicional. Com relação 
ao art. 28 do CPP e a obrigação do outro membro do Mi-
nistério Público ser ou não obrigado a oferecer a denúncia, 
existem duas correntes sobre o tema. A primeira corrente, 
representada por Cláudio Fontelis, defende o argumento de 
que o promotor não é obrigado a oferecer denúncia porque 
o termo deve ser interpretado como designação, com base 
na independência funcional. A segunda corrente, majoritá-
ria, defende o ponto de que o termo deve ser interpretado 
como delegação, atuando o promotor como “longa manus” 
do Procurador Geral de Justiça. Diante da questão trazida, 
estaria a independência funcional comprometida? Não, pois 
o novo promotor pode pedir a absolvição/condenação, uma 
vez que o mesmo possui tal liberdade.
A importância do inquérito policial se materializa do pon-
to de vista de uma garantia contra apressados juízos, forma-
dos quando ainda não há exata visão do conjunto de todas 
as circunstâncias de determinado fato. Daí a denominação 
de instituto pré-processual, que de certa forma, protege o 
acusado de ser jogado aos braços de uma Justiça apressada 
e talvez, equivocada. O erro faz parte da essência humana 
e nem mesmo a autoridade policial, por mais competente 
que seja, está isenta de equívocos e falsos juízos. Delegados 
e advogados devem trabalhar em prol de um bom comum, 
qual seja, a efetivação da justiça. Imprescindível a participa-
ção do advogado, dentro dos limites estabelecidos pela lei, 
na participação da defesa de seu cliente. Diante disso, é de 
imensa importância que o inquérito policial seja desenvolvi-
do sob a égide constitucional, respeitando os direitos, garan-
tias fundamentais do acusado e, principalmente, o princípio 
da dignidade da pessoa humana, norteador do ordenamento 
jurídico brasileiro.
2 AÇÃO PENAL.
Ação Penal
Trata-se do direito público subjetivo de pedir ao Estado-
juízo a aplicação do direito penal objetivo ao caso concreto.
Ação não é pretensão. Ação é simplesmente o direito de 
provocar a tutela jurisdicional do Estado. Absolutamente erra-
do falar, por exemplo, que ação penal é o exercício da preten-
são punitiva estatal, visto que se estaria ligando ao conceito 
de ação o objeto que se pede, vinculando direito abstrato 
com direito material, como faz a doutrina imanentista.
Ação penal, repito, é o direito de provocar a jurisdição 
penal. Por isso que o direito de ação é exercido contra o 
Estado, pois o Estado é quem possui, única e exclusiva-
mente, o poder-dever de dizer o direito.
Assim, erram promotores e Procuradores da República 
que, na denúncia, escrevem: “ofereço ação penal pública in-
condicionada contra fulano de tal...” A ação não é contra fu-
lano. A ação é contra o Estado (provocando o Estado), para 
dizer o direito substantivo penal aplicável EM FACE de fulano.
Características
a) Autônoma: ela não se confunde com o direito mate-
rial. Preexiste à pretensão punitiva.
b) Abstração: independe do resultado do processo. 
Mesmo que a demanda seja julgada improcedente, o direito 
de ação terá sido exercido.
c) Subjetiva: o titular do direito é especificado na pró-
pria legislação. Em geral, é o MP, excepcionalmente sendo um 
particular.
d) Pública: a atividade provocada é de natureza pública, 
sendo a ação exercida pelo próprio Estado.
e) Instrumental: é um meio para se alcançar a efetivida-
de do direito material.
Condições da Ação ou Condições de Procedibilidade
Conceito
Trata-se dos requisitos necessários e condicionantes ao 
regular exercício do direito de ação.
Condição da ação (ou de procedibilidade) é uma condi-
ção que deve estar presente para que o processo penal possa 
ter início. 
Possibilidade Jurídica do Pedido
O pedido deve ser legalmente amparável na seara do Di-
reito Penal ou não deve ser vedado. Por exemplo, ao se denun-
ciar um membro de um corpo diplomático, o juiz deve intimar 
a representação do país de origem para ver ser eles abrem 
mão da imunidade diplomática. Caso negativo, deve o juiz ex-
tinguir o processo por impossibilidade jurídica do pedido.
Interesse de Agir
Subdivide-se e materializa-se no trinômio necessidade/
adequação/utilidade. 
O interesse-necessidade objetiva identificar se a lide 
pode ou não ser resolvida na seara judicial. Ela é presumida, 
em função da proibição da autotutela, tendo como exceção a 
transação penal. 
O interesse-adequação se manifesta com a utilização 
do instrumento adequado para a manifestação da pretensão. 
V.g., não pode a parte pleitear trancar com HC ação penal cuja 
sanção máxima cominada à conduta seja de multa, já que seu 
direito à livre locomoção não se encontra ameaçado. 
Já o interesse-utilidade se manifesta quando o exercício 
do direito de ação possa resultar na realização do jus puniendi 
estatal. Daqui decorre justificativa para se acatar a prescrição 
da pena em perspectiva.
Legitimidade
A ação só pode ser proposta por quem é titular do inte-
resse que se quer realizar e contra aquele cujo interesse deve 
ficar subordinado ao do autor.
A pessoa jurídica tem legitimidade para figurar no polo 
passivo da demanda penal nos casos previstos em lei, deven-
do aação também ser movida contra a pessoa física responsá-
vel por sua administração (teoria da dupla imputação). Tam-
bém poderá figurar no polo ativo, devendo ser representada 
por aqueles designados nos contratos ou estatutos sociais.
Réu Menor no Processo Penal: Ilegitimidade ou Incom-
petência?
5
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
Se o réu for menor, não deverá o processo ser extinto por 
impossibilidade jurídica do pedido ou por ilegitimidade da 
parte, mas sim por ausência de competência do juiz penal 
para apreciar o feito.
Justa Causa ou Aptidão Material da Denúncia
Trata-se do lastro probatório mínimo de autoria e ma-
terialidade delitivas necessário à propositura da ação penal. 
A justa causa é compreendida como conjunto de provas 
sobre o fato criminoso, suas circunstâncias e respectiva auto-
ria capaz de alicerçar, embasar a acusação contida na denún-
cia. Esse conjunto de provas, de elementos informativos serve 
para dar verossimilhança à acusação. Evidentemente, não se 
exige para a instauração da ação penal prova completa, ple-
na ou cabal (induvidosa); este tipo de prova é exigido para 
fundamentar a sentença condenatória. Para a instauração da 
ação penal basta que haja alguma prova idônea, lícita, que 
demonstre a verossimilhança da acusação. Deve haver prova 
da materialidade e indícios de autoria. 
Ilustre-se que não há recurso contra a decisão de rece-
bimento da denúncia. Possível, no entanto, a impetração de 
habeas corpus para trancar a ação penal. O habeas corpus 
para extinguir o processo penal sem resolução de mérito, com 
fundamento no artigo 648, I do CPP1. 
Lembrar que a falta de justa causa é motivo de rejeição da 
denúncia ou queixa, havendo um dispositivo específico que 
separa este tema da rejeição por inépcia formal (diz-se que a 
falta de justa causa é causa de inépcia material):
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: 
[...] 
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. 
Não há justa causa para a ação penal quando a demons-
tração da autoria ou da materialidade do crime decorrer ape-
nas de prova ilícita (assim como ocorre com a denúncia fun-
dada apenas em IP viciado)
Síntese sobre a justa causa:
1. Trata-se do lastro probatório mínimo de materialida-
de e autoria necessário para o recebimento da inicial;
2. Inexistindo justa causa, a denúncia deve ser rejeitada 
com fulcro no art. 395, III, do CPP (diz-se que há inépcia material);
3. Somente cabe HC para trancar o processo penal (ex-
tinguir sem julgamento do mérito) se houver evidente atipici-
dade da conduta, causa extintiva de punibilidade ou ausência 
total de indícios de autoria;
4. Não há justa causa se a ação penal decorrer apenas 
de prova ilícita ou de IP viciado.
QUESTÕES
01. (DPE-ES - Defensor Público – 2016 - FCC) Sobre as 
provas no processo penal,
(A) após realização do reconhecimento pessoal, deve ser 
lavrado auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela 
pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por 
duas testemunhas presenciais.
(B) em virtude do princípio do livre convencimento mo-
tivado, o juiz pode suprir a ausência de exame de corpo de 
delito, direto ou indireto, pela confissão do acusado nos cri-
mes que deixam vestígios.
1 Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal:
I - quando não houver justa causa;
(C) de acordo com o sistema acusatório, o interrogatório 
é o ato final da instrução, não podendo ocorrer mais de uma 
vez no mesmo processo.
(D) segundo a Convenção Americana de Direitos Huma-
nos, a confissão do acusado só é válida se feita sem coação de 
nenhuma natureza, de modo que não há mácula na confissão 
informal feita no momento da prisão quando apenas induzida 
por policiais.
(E) diante da notícia concreta de tráfico de drogas e da pre-
sença de armas em determinada favela, é possível a expedição de 
mandado de busca domiciliar para todas as casas da comunidade.
02. (DPE-MA - Defensor Público - Ano: 2015 - FCC) O 
inquérito policial
(A) após seu arquivamento, poderá ser desarquivado a 
qualquer momento para possibilitar novas investigações, des-
de que haja concordância do Ministério Público.
(B) em curso poderá ser avocado por superior por motivo 
de interesse público.
(C) poderá ser instaurado por requisição judicial, a depender 
da análise de conveniência e oportunidade do delegado de polícia.
(D) nos casos de ação penal privada e ação penal pública 
condicionada poderá ser instaurado mesmo sem a represen-
tação da vítima ou seu representante legal, desde que se trate 
de crime hediondo.
(E) independentemente do crime investigado deverá ser 
impreterivelmente concluído no prazo de 30 dias se o inves-
tigado estiver solto.
03. (PC-CE - Escrivão de Polícia Civil de 1ª Classe – 
2015 - VUNESP) A Lei nº 7.960/89 estabelece, em seu art. 
1º, inciso III, o rol de crimes para os quais é cabível a decre-
tação da prisão temporária quando imprescindível para as 
investigações do inquérito policial. Esse rol inclui
(A) o crime de assédio sexual.
(B) o crime de receptação qualificada.
(C) o crime de estelionato.
(D) o crime de furto qualificado.
(E) os crimes contra o sistema financeiro.
04. (MPE-SE - Analista – Direito - 2013 - FCC) Em rela-
ção ao inquérito policial, 
(A) o ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado 
poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou 
não, a juízo da autoridade. 
(B) nos crimes de ação penal de iniciativa pública, somen-
te pode ser iniciado de ofício. 
(C) a autoridade policial poderá mandar arquivar os autos 
de inquérito policial em caso de evidente atipicidade da con-
duta investigada. 
(D) se o indiciado estiver preso em flagrante, o inquérito 
policial deverá terminar no prazo máximo de cinco dias, salvo 
disposição em contrário. 
(E) é indispensável à propositura da ação penal de inicia-
tiva pública.
05. (MPE-SP - Analista de Promotoria - 2015 – VU-
NESP) A prisão em flagrante, cautelar, realiza-se
(A) sem necessidade de avaliação posterior por autori-
dade judiciária, porque pode ser relaxada, a qualquer tempo, 
pela autoridade policial.
6
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
(B) diante de aparente tipicidade (fumus boni juris), mas 
confirmados ilicitude e culpabilidade.
(C) no momento em que está ocorrendo ou termina de 
ocorrer o crime.
(D) mediante expedição de mandado de prisão pela au-
toridade judiciária.
(E) única e tão somente pela polícia judiciária.
06. (PC-SP -Investigador de Polícia – 2014 - VUNESP) 
O inquérito policial
(A) somente será instaurado por determinação do juiz 
competente.
(B) pode ser arquivado por determinação da Autoridade 
Policial.
(C) estando o indiciado solto, deverá ser concluído no 
máximo em 10 dias.
(D) nos crimes de ação pública poderá ser iniciado de 
ofício.
(E) não poderá ser iniciado por requisição do Ministério 
Público.
07. (TJ-SE - Titular de Serviços de Notas e de Regis-
tros – Provimento - 2014 - CESPE) No curso da tramitação 
do inquérito policial, o delegado de polícia,
(A) nos crimes em que a pena máxima cominada não 
extrapole oito anos de reclusão, poderá conceder liberdade 
provisória, independentemente de fiança.
(B) independentemente de pronunciamento do juiz 
competente, deverá proceder à instauração de incidente de 
insanidade mental do indiciado, desde que este apresente 
indícios dessa insanidade.
(C) a requerimento de qualquer pessoa, poderá deferir 
a interceptação das comunicações telefônicas de indiciado.
(D) quando verificada a inexistência de indícios de auto-
ria, deverá arquivar os autos do inquérito policial.
(E) ao ter conhecimento da infração penal, deverá proce-
der ao reconhecimento de pessoas e coisas e providenciar a 
realização de acareações.
08. (SEDS-TO - Analista Socioeducador – Direito - 
2014 - FUNCAB) Considerando os temas inquérito policial e 
açãopenal, assinale a alternativa correta.
(A) A autoridade policial não poderá mandar arquivar au-
tos de inquérito.
(B) O inquérito deverá terminar no prazo de 30 dias, se 
o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso 
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir 
do dia em que se executar a ordem de prisão.
(C) O Ministério Público poderá desistir da ação penal.
(D) O prazo para oferecimento da denúncia, estando o 
réu preso, será de 30 dias, contado da data em que o órgão 
do Ministério Público receber os autos do inquérito policial.
09. (PC-SP - Investigador de Polícia – 2014 - VUNESP) 
A prisão preventiva
(A) é decretada pelo juiz.
(B) somente poderá ser decretada como garantia da or-
dem pública.
(C) não poderá ser revogada pelo juiz.
(D) poderá ser decretada pelo delegado de polícia.
(E) é admitida para qualquer crime ou contravenção.
10. (PC-GO - Delegado de Polícia – 2013 - UEG) Sobre 
a prisão em flagrante, tem-se o seguinte:
(A) o auto de prisão em flagrante deverá ser lavrado pela 
autoridade do local do crime onde foi efetivada a captura, 
sob pena de nulidade absoluta.
(B) em até 24 (vinte e quatro) horas da realização da pri-
são, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de cul-
pa, assinada pelo juiz, sendo que a errônea capitulação dos 
fatos no mencionado documento gera nulidade do flagrante.
(C) o reconhecimento da nulidade do auto de prisão em 
flagrante atinge unicamente o seu valor como instrumento 
de coação cautelar, não tendo repercussão no processo-cri-
me.
(D) a falta de comunicação, no prazo legal, da prisão em 
flagrante à autoridade judiciária nulifica-a, devendo o ma-
gistrado, após oitiva do Ministério Público, determinar seu 
imediato relaxamento.
11. (TRE-RS - Analista Judiciário – Administrativa – 
2015 - CESPE) Foi recebida pelo juiz denúncia oferecida pelo 
MP contra Pedro e João, imputando-lhes a prática de crime 
de extorsão realizada dentro de uma universidade. Uma das 
vítimas resolveu intervir no processo, como assistente de 
acusação.
Tendo como referência a situação hipotética apresenta-
da, assinale a opção correta.
(A) Deferida a habilitação, o assistente de acusação re-
ceberá a causa desde a petição inicial e, conforme o caso, 
deverão ser repetidos os atos anteriores a sua habilitação.
(B) Da decisão que admitir ou denegar a intervenção da 
vítima caberá recurso em sentido estrito ao juízo de segundo 
grau.
(C) Ao assistente de acusação será permitido propor 
meios de provas, tais como perícias e acareações, participar 
de debates orais e aditar articulados, e também arrazoar os 
recursos interpostos pelo MP.
(D) A vítima poderá habilitar-se como assistente de acu-
sação na fase preliminar das investigações, após a instaura-
ção do inquérito policial.
(E) O assistente de acusação poderá arrolar testemunhas 
e aditar a denúncia oferecida pelo MP.
12. (TRE-RS - Analista Judiciário – Administrativa – 
2015 - CESPE) No que se refere a intimações e citações no 
processo penal, assinale a opção correta.
(A) A citação ou a intimação do militar da ativa será feita 
mediante a expedição pelo juízo processante de um ofício, 
que será remetido ao chefe do serviço, cabendo ao oficial de 
justiça a citação do acusado.
(B) Na hipótese de expedição de carta precatória para a 
citação, se o acusado não se encontrar na comarca do juiz 
deprecado e estiver em local conhecido, a precatória deverá 
ser devolvida ao juiz deprecante para uma nova expedição.
(C) A citação ficta ou presumida será realizada por edital, 
pelo correio ou por email.
(D) Na hipótese de o réu estar no estrangeiro, em local 
sabido, será sempre citado por carta rogatória, mesmo que a 
infração penal seja afiançável.
(E) De acordo com o CPP, será pessoal a intimação do 
MP, do defensor constituído, do advogado do querelante e 
do advogado do assistente de acusação.
7
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
RESPOSTAS:
01. A.
CPP - Art. 226. Quando houver necessidade de fazer-se 
o reconhecimento de pessoa, proceder-se-á pela seguinte 
forma:
(...)
IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto porme-
norizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada 
para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas 
presenciais.
02. B.
 De acordo com a Lei n. 12.830/13 
Art. 2.
(...)
§ 4º O inquérito policial ou outro procedimento previsto 
em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuí-
do por superior hierárquico, mediante despacho fundamen-
tado, por motivo de interesse público ou nas hipóteses de 
inobservância dos procedimentos previstos em regulamento 
da corporação que prejudique a eficácia da investigação.
03. E.
De acordo com a Legislação:
Art. 1° Caberá prisão temporária:
(...)
III - quando houver fundadas razões, de acordo com 
qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou 
participação do indiciado nos seguintes crimes:
(...)
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 
de junho de 1986).
04. A.
Código Processual Penal:
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indi-
ciado poderão requerer qualquer diligência, que será realiza-
da, ou não, a juízo da autoridade.
05. C.
Código Processual Penal:
Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la;
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofen-
dido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir 
ser autor da infração;
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, ar-
mas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da 
infração.
Art. 303. Nas infrações permanentes, entende-se o agen-
te em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.
06. D.
A) ERRADA: O IP pode ser instaurado por diversas formas 
(de ofício, por requisição do MP, etc.).
B) ERRADA: A autoridade policial NUNCA poderá man-
dar arquivar autos de IP, nos termos do art. 17 do CPP.
C) ERRADA: Estando o indiciado solto o prazo para a 
conclusão do IP é de 30 dias, prorrogáveis.
D) CORRETA: Item correto, pois nos crimes de ação penal 
pública o IP pode ser instaurado de ofício, ainda que seja 
necessário, no caso de crimede ação penal pública condicio-
nada à representação, que a autoridade já disponha de mani-
festação inequívoca da vítima (representação) no sentido de 
que deseja a persecução penal.
e) ERRADA: Item errado, pois o IP pode ser instaurado 
por requisição do MP.
07. E.
CPP - Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da 
infração penal, a autoridade policial deverá:
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a 
acareações;
08. A.
Dispõe o artigo 17 do CPP: A autoridade policial não po-
derá mandar arquivar autos de inquérito.
09. A.
 Conforme o Art. 238 do CPP:
Art. 283. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante 
delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade 
judiciária competente, em decorrência de sentença conde-
natória transitada em julgado ou, no curso da investigação 
ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão 
preventiva.
10. C.
Código Processual Penal:
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se 
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz compe-
tente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa 
por ele indicada
§ 1º Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização 
da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de 
prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome 
de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública.
11. C.
A presente questão está embasada no artigo 271 do Có-
digo Processual Penal que dita:
Art. 271. Ao assistente será permitido propor meios de 
prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e 
os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recur-
sos interpostos peloMinistério Público, ou por ele próprio, 
nos casos dos arts. 584, § 1o, e 598.
12. D.
Acerca da citação, na hipótese de o réu estar no estran-
geiro, em local sabido, será sempre citado por carta roga-
tória, mesmo que a infração penal seja afiançável. Sobre a 
citação, dispõe o CPP:
Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sa-
bido, será citado mediante carta rogatória, suspendendo-se 
o curso do prazo de prescrição até o seu cumprimento. 
 
8
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
SOBRE: DIREITO PROCESSUAL PENAL
1. (PM/GO - Soldado da Polícia Militar - 
FUNCAB/2010) A respeito dos sistemas processuais 
existentes no Processo Penal, pode-se afirmar que:
A) o sistema inquisitivo rege o processo penal 
brasileiro, com a concentração das funções acusatória, 
de defesa e julgadora na mesma pessoa, o Juiz acusador.
B) o sistema acusatório caracteriza-se pela divisão 
das funções acusatória, de defesa e julgadora em 
diferentes personagens, sendo o Juiz imparcial.
C) o inquérito policial, apesar de não ser um 
processo, obedece às regras e aos princípios do sistema 
acusatório, com a garantia da ampla defesa e do 
contraditório.
D) o sistema processual inquisitivo tem como 
característica marcante a oralidade e a publicidade.
E) o sistema acusatório caracteriza-se por ser 
eminentemente escrito e secreto.
O sistema inquisitivo é caracterizado pela concentração 
de poder nas mãos do julgador, que exerce, também, a 
função de acusador; a confissão do réu é considerada a 
rainha das provas; não há debates orais, predominando 
procedimentos exclusivamente escritos, o procedimento 
é sigiloso; há ausência do contraditório e a defesa 
é meramente decorativa. Por outro lado, o sistema 
acusatório possui nítida separação entre o órgão acusador 
e o julgador; há liberdade de acusação, reconhecido o 
direito de defesa e a isonomia entre as partes no processo; 
vigora a publicidade do procedimento; o contraditório 
está presente; existe a possibilidade de recusa do julgador; 
há livre sistema de produção de provas. Desta forma, 
ressaltadas as principais características destes sistemas a 
resposta que esta de acordo com o exposto é a alternativa 
“B”.
RESPOSTA: “B”.
2. (MPE/AC - Analista Processual - Direito - 
FMPRS/2013) Assinale a alternativa correta. 
A) A legislação brasileira adota expressamente 
o sistema acusatório, em razão de não prever a 
investigação criminal realizada por magistrados. 
B) A legislação brasileira adota expressamente o 
sistema acusatório, em razão de prever a possibilidade 
tribunais populares exercerem a jurisdição criminal nos 
crimes contra a vida. 
C) A legislação brasileira adota expressamente o 
sistema inquisitivo, em razão de prever a investigação 
criminal realizada por magistrados. 
D) A legislação brasileira adota expressamente 
o sistema misto, em razão de a investigação criminal 
estar confiada à polícia judiciária. 
E) A legislação brasileira não adota expressamente 
qualquer sistema processual penal.
Os sistemas processuais são os diferentes conjuntos de 
normas adotados por cada ordenamento para disciplinar 
o transcorrer de sua marcha procedimental. Basicamente 
existem três sistemas processuais, o Sistema inquisitivo: 
nele não há contraditório nem ampla defesa; quem acusa e 
quem julga são as mesmas pessoas; o Sistema acusatório: 
onde o processo é público, como meio de impedir que 
abusos sejam praticados; são assegurados os princípios 
do contraditório e ampla defesa; adota-se o sistema 
da livre apreciação da prova e o Sistema misto: neste 
sistema há uma fase de investigação preliminar (conduzida 
pela polícia judiciária); uma fase de instrução preparatória 
(patrocinada pelo juiz instrutor); uma fase de julgamento 
(somente aqui incidiriam o contraditório e a ampla defesa); 
e uma fase de recurso (em que se pode utilizar o “recurso 
de cassação”, para impugnar apenas questões de direito, 
como o “recurso de apelação”, para impugnar questões de 
fato e de direito). Embora seja o sistema adotado no Brasil 
o Sistema acusatório, não existe na legislação brasileira de 
forma expressa qualquer previsão neste sentido, razão pela 
qual a alternativa correta é a letra “E”.
RESPOSTA: “E”.
3. (Polícia Militar/GO - Soldado - UEG/2013) No 
sistema acusatório, 
A) um único órgão de jurisdição preside a fase de 
investigação, acusação e julgamento do processo. 
B) o acusado é mero objeto do processo, não lhe 
sendo garantidos direitos. 
C) as partes se encontram em igualdade de posições 
e, a ambas, um juiz imparcial e equidistante se sobrepõe. 
D) não há contraditório.
No sistema acusatório há distribuição das funções 
de acusar, defender e julgar a órgãos distintos, onde se 
pressupõe as seguintes garantias constitucionais: da tutela 
jurisdicional, do devido processo legal, da garantia de 
acesso à justiça, da garantia do juiz natural, do tratamento 
paritário das partes, do contraditório, da ampla defesa, da 
publicidade dos atos processuais e motivação dos atos 
decisórios, bem como da presunção de inocência e da 
garantia da dignidade da pessoa humana. 
RESPOSTA: “C”.
4. (MPE/MA - Promotor Substituto - MPE/MA/2014) 
É consentâneo com o sistema inquisitorial de processo 
penal, exceto: 
A) Sigilo dos atos processuais; 
B) Suscetibilidade de início do processo por meio 
de denúncia anônima; 
C) Incumbência de formular a acusação não 
individualizada; 
D) Arguição de suspeição do juiz; 
E) Defesa técnica decorativa. 
Geralmente nas questões de concurso relacionadas 
à área do Direito, as Bancas examinadoras se utilizam 
de uma linguagem mais formal, onde na maioria das 
vezes algo que é simples acaba se tornando complexo. 
Exemplo claro é o exercício acima, “consentâneo”, neste 
contexto nada mais é do que “condizente”, “próprio” 
do sistema inquisitorial. Desta forma, cabe ao candidato 
considerar quais das alternativas não se enquadram com as 
particularidades do mencionado sistema processual penal. 
9
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
O sistema inquisitorial é sigiloso, sempre escrito, não existe 
o contraditório e reúne na mesma pessoa às funções de 
acusar, defender e julgar. O réu é visto nesse sistema como 
mero objeto da persecução, com isso garantias que visam 
resguardar os direitos do acusado, como a “arguição de 
suspeição do juiz”, não são próprias deste sistema.
RESPOSTA: “D”.
5. (PM/GO - Soldado da Polícia Militar - 
FUNCAB/2010) São princípios que regem o processo 
penal brasileiro, EXCETO:
A) Ampla defesa.
B) Duração razoável do processo
C) Juiz natural.
D) Oralidade.
E) Sigilo
A publicidade é uma garantia para o indivíduo e para 
a sociedade decorrente do próprio princípio democrático. 
O princípio da publicidade dos atos processuais, 
profundamente ligado à humanização do processo penal, 
contrapõe-se ao procedimento secreto, característica 
do sistema inquisitório. É ele regra em nosso direito e 
foi elevado a categoria constitucional pelo artigo 5º, 
LX, da Constituição Federal: “A lei só poderá restringir a 
publicidade dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem”. Desta forma, o 
sigilo não está dentre os princípios que regem o processo 
penal brasileiro, sendo que neste impera a publicidade.
RESPOSTA: “E”.
6. (STM - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE/2011) 
Acerca dos princípios gerais do processo penal, julgue 
o item a seguir: 
O processo penal brasileiro não adota o princípio da 
identidade física do juiz em face da complexidade dos 
atos processuais e da longa duração dos procedimentos, 
o que inviabiliza a vinculação do juiz que presidiu a 
instrução à prolação da sentença.
A) CERTO
B) ERRADO
O processo penal brasileiro adota desde a vigência 
da Lei nº 11.719/2008, que deu nova redação ao artigo 
399, §2º, do Código de ProcessoPenal, o princípio da 
identidade física do juiz. Tal princípio determina que o juiz 
de direito que presidir e concluir a audiência de instrução 
e julgamento deverá ser o mesmo que irá julgar a causa. 
RESPOSTA: “B”.
7. (STM - ANALISTA JUDICIÁRIO - CESPE/2011) 
Acerca dos princípios gerais do processo penal, julgue 
o item a seguir: 
A adoção do princípio da inércia no processo penal 
brasileiro não permite que o juiz determine, de ofício, 
diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante dos 
autos.
A) CERTO
B) ERRADO
O princípio da inércia é um preceito próprio do processo 
civil e vai totalmente contra a sistemática do processo 
penal, tendo em vista que um dos princípios primordiais 
procedimento é o da verdade real, no qual o juiz tem o dever 
de investigar como os fatos se passaram na realidade, não 
se conformando com a verdade formal constante dos autos. 
RESPOSTA: “B”.
8. (TJ/AC - Técnico Judiciário - Área Judiciária - 
CESPE/2012) Acerca dos princípios aplicáveis ao direito 
processual penal e da aplicação da lei processual no 
tempo e no espaço, julgue os itens seguintes.
O princípio da presunção de inocência ou da não 
culpabilidade subsiste durante todo o processo e tem 
o objetivo de garantir o ônus da prova à acusação até 
declaração final de responsabilidade por sentença penal 
condenatória transitada em julgado.
A) CERTO
B) ERRADO
O princípio da presunção de inocência é uma garantia 
processual atribuída ao acusado pela prática de uma infração 
penal, oferecendo-lhe a prerrogativa de não ser considerado 
culpado por um ato delituoso até que a sentença penal 
condenatória transite em julgado, cabendo a acusação 
provar o contrário. Está previsto na Constituição Federal de 
1988 em seu artigo 5º, LVII, nestes termos: “Ninguém será 
considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença 
penal condenatória”.
RESPOSTA: “A”.
9. (TJ/AC - Técnico Judiciário - Área Judiciária - 
CESPE/2012) Acerca dos princípios aplicáveis ao direito 
processual penal e da aplicação da lei processual no 
tempo e no espaço, julgue o item seguinte.
É assegurado, de forma expressa, na norma 
fundamental, o direito de qualquer acusado à plenitude 
de defesa em toda e qualquer espécie de procedimento 
criminal.
A) CERTO
B) ERRADO
O princípio da plenitude de defesa é assegurado ao 
acusado, de forma expressa, na Constituição Federal de 
1988, apenas para o procedimento do Júri, em seu artigo 
5º, inciso XXXVIII, alínea “a”, não sendo cabível em outros 
procedimentos criminais.
RESPOSTA: “B”.
10
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
10. (DPE/MS - Defensor Público - VUNESP/2012) 
No que se refere aos princípios constitucionais e 
infraconstitucionais aplicáveis ao processo penal, é 
correto afirmar que:
A) no processo penal que visa apurar crimes 
societários, a inexistência de descrição, na denúncia, do 
vínculo entre o denunciado e a empreitada criminosa 
a ele imputada, caracteriza-se, conforme causa de 
decretação de nulidade do processo já reconhecida 
pelo STJ, como violação ao princípio constitucional da 
ampla defesa.
B) o princípio da economia processual e do tempus 
regit actum afasta eventual alegação de nulidade 
decorrente da não observância, na audiência de 
inquirição de testemunhas realizada no ano de 2009, 
do sistema adversarial anglo-americano, consistente 
primeiramente no direct examination – por parte de 
quem arrolou – e posteriormente no cross-examination 
– pela parte contrária – cabendo ao magistrado apenas 
a complementação da inquirição sobre os pontos não 
esclarecidos, ao final, caso entenda necessário.
C) o reconhecimento por uma instância superior 
da mera deficiência de defesa técnica processual 
em favor de um condenado pela prática do crime de 
falsidade ideológica em primeira instância acarreta, 
segundo entendimento sumulado pelo STF, a imediata 
declaração de nulidade da condenação.
D) uma pessoa condenada no ano de 2010 a 23 
anos de reclusão pelo crime de homicídio tem direito 
à interposição do recurso denominado “protesto por 
novo júri” em virtude do crime a ela imputado ter sido 
praticado em 2006.
Nos chamados crimes societários, não se admite 
a “denúncia fictícia”, sem apoio na prova e sem a 
demonstração da participação do denunciado na prática 
tida por criminosa. Assim, a inexistência de descrição, na 
denúncia, do vínculo entre o denunciado e a empreitada 
criminosa a ele imputada, caracteriza-se, como causa de 
decretação de nulidade do processo, pois fere o princípio 
da ampla defesa que prevê que para seu exercício é 
necessário o réu ter ciência daquilo que esta sendo acusado 
para poder se defender. 
RESPOSTA: “A”.
11. (TJ/RO - Analista Judiciário - Analista Processual 
- CESPE/2012) A respeito dos princípios gerais e 
informadores do processo penal, assinale a opção 
correta.
A) Não há previsão legal do contraditório na fase de 
investigação e a sua inexistência não configura violação 
à Constituição Federal (CF).
B) Em determinados crimes é permitido ao juiz a 
iniciativa da ação penal condenatória, como no caso 
de procedimentos especiais, a exemplo do processo e 
julgamento dos crimes de falência. 
C) A exigência de sigilo das investigações prevista 
no Código de Processo Penal (CPP) impede, de forma 
absoluta, o acesso aos autos a quem quer que seja, 
sempre que houver risco ao bom andamento das 
investigações.
D) O princípio da obrigatoriedade nas ações 
penais públicas se estende ao procedimento relativo 
aos juizados especiais criminais, porquanto, desde 
que convencido da existência do crime, deve o MP, 
obrigatoriamente, submeter a questão penal ao exame 
do Poder Judiciário.
E) No conflito entre o jus puniendi do Estado, de 
um lado, e o jus libertatis do acusado, a balança deve se 
inclinar a favor do primeiro, porquanto prevalece, em 
casos tais, o interesse público.
O princípio do contraditório não se aplica no inquérito 
policial (fase de investigação) que não é, em sentido estrito, 
“instrução”, mas colheita de elementos que possibilitem a 
instauração do processo. A Constituição Federal apenas 
assegura o contraditório na “instrução criminal” e o vigente 
Código de Processo Penal distingue perfeitamente esta do 
inquérito policial.
RESPOSTA: “A”.
12. (Polícia Militar/GO - Soldado - UEG/2013) É 
princípio fundamental do processo penal: 
A) princípio da verdade formal. 
B) princípio da defesa limitada. 
C) princípio da sigilosidade processual. 
D) princípio da presunção da não culpabilidade. 
A alternativa “A”, “B” e “C” estão erradas, pois os 
princípios mencionados são justamente o oposto dos 
princípios fundamentais do processo penal. Assim, onde 
menciona o princípio da “verdade formal”, seria o da 
“verdade real”; onde menciona o princípio da “defesa 
limitada”, seria o da “ampla defesa”; onde menciona 
o princípio da “sigilosidade processual”, seria o da 
“publicidade”. Desta forma, resta apenas como correta a 
alternativa “D”.
RESPOSTA: “D”.
13. (TJ/RJ - Juiz - VUNESP/2013) A doutrina é 
unânime ao apontar que os princípios constitucionais, 
em especial os relacionados ao processo penal, além de 
revelar o modelo de Estado escolhido pelos cidadãos, 
servem como meios de proteção da dignidade humana. 
Referidos princípios podem se apresentar de forma 
explícita ou implícita, sem diferença quanto ao grau de 
importância. São princípios constitucionais explícitos:
A) juiz natural, vedação das provas ilícitas e 
promotor natural.
B) devido processo legal, contraditório e duplo 
grau de jurisdição.
C) ampla defesa, estado de inocência e verdade real.
D) contraditório, juiz natural e soberania dos 
veredictos do Júri.
Estão previstos na Constituição Federal de 1988, dentre 
outros, os princípios do contraditório (artigo 5º, LV); do juiz 
natural (artigo 5º, XXXVII) e soberania dos veredictosdo 
Júri (artigo 5º, XXXVIII, “c”).
RESPOSTA: “D”.
11
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
14. (TJ/AM – Analista Judiciário II – Oficial de Justiça 
Avaliador – FGV/2013) O princípio da imparcialidade 
impõe sobre o Estado-juiz a exigência de uma prestação 
jurisdicional imparcial, podendo ser considerado um 
dos pilares do sistema acusatório. Para garantir o 
respeito ao princípio, o Código de Processo Penal prevê 
as situações de suspeição do juiz, relacionadas a seguir, 
à exceção de uma. Assinale-a.
A) Se tiver funcionado como juiz de outra ins-
tância, pronunciando-se, de fato ou de direito, so-
bre a questão. 
B) Se for amigo íntimo ou inimigo capital de 
qualquer das partes. 
C) Se tiver aconselhado qualquer das partes.
D) Se for sócio, acionista ou administrador de socie-
dade interessada no processo.
(E) Se ele, seu cônjuge, ascendente ou descen-
dente, estiver respondendo a processo por fato análo-
go, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia.
Dentre as causas de suspeição prevista no artigo 254 
do CPP, O juiz não se dará por suspeito, se tiver funcionado 
como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou 
de direito, sobre a questão. Tal hipótese é de impedimento 
e o juiz não poderá exercer a jurisdição neste processo. 
RESPOSTA: “A”.
15. (TJ/PE - Analista Judiciário - Administrativa - 
FCC /2012) A respeito da aplicação da lei processual no 
espaço, considere: 
I. embarcações brasileiras de natureza pública, 
onde quer que se encontrarem. 
II. aeronaves brasileiras a serviço do governo 
brasileiro, onde quer que se encontrem. 
III. embarcações brasileiras mercantes ou de 
propriedade privada, que se acharem em alto mar. 
IV. aeronaves brasileiras mercantes ou de 
propriedade privada que se acharem no espaço aéreo 
brasileiro. 
V. embarcações brasileiras mercantes ou de 
propriedade privada, que se acharem no espaço aéreo 
de outro país. 
Considera-se território brasileiro por extensão as 
indicadas 
APENAS em 
A) I e V. 
B) III e IV. 
C) II e III. 
D) I, II, IV e V. 
E) I, II, III e IV.
Nos termos do artigo 1º, caput, do Código de Processo 
Penal, o processo penal é regido “em todo o território 
brasileiro” por este estatuto, princípio que se aplica, salvo 
disposição em contrário, às leis extravagantes. Podemos 
definir como território nacional, em sentido estrito, o solo (e 
subsolo), as águas interiores, o mar territorial, a plataforma 
continental e o espaço aéreo, com limites reconhecidos, 
sendo considerado o território por extensão (ou ficção) para 
efeitos penais e processuais, conforme o disposto no artigo 
5º, §1º, do Código Penal, as embarcações e aeronaves 
brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo 
brasileiro, onde quer que se encontrem, bem como as 
aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de 
propriedade privada, que se achem em alto mar ou no 
espaço aéreo correspondente.
RESPOSTA: “E”.
16. (TRE/CE - Analista Judiciário - Administrativa 
- FCC/2012) Mário comete um crime de homicídio a 
bordo de um navio brasileiro de grande porte em alto 
mar, que faz o trajeto direto entre Santos (São Paulo/
Brasil) e Cape Town (África do Sul) e será processado e 
julgado pela justiça. 
A) da comarca de São Paulo, Capital do Estado de 
São Paulo, de onde o navio partiu. 
B) da Capital Federal do Brasil (Brasília), pois o 
crime ocorreu em alto mar. 
C) da África do Sul, em Cape Town, primeiro porto 
que tocará a embarcação após o crime, pois este foi 
cometido em alto mar, em águas internacionais. 
D) da comarca de Santos, último porto que tocou. 
E) da África do Sul, na cidade de Bloemfontein, 
capital judiciária do país.
As embarcações brasileiras, mercantes ou de 
propriedade privada que se encontram em alto mar são 
consideradas como extensão do território nacional, desta 
forma, o homicídio praticado por Mário será julgado 
de acordo com a legislação do Brasil, sendo a comarca 
responsável para elucidação do fato a última em que estava 
a embarcação (art. 89 do CPP).
Resposta: “D”.
17. (MPE/AL - Promotor de Justiça - FCC/2012) De 
acordo com o Código de Processo Penal, a lei processual 
penal
A) retroage para invalidar os atos praticados sob a 
vigência da lei anterior, se mais benéfica.
B) não admite aplicação analógica.
C) admite suplemento dos princípios vitais de 
direito.
D) admite interpretação extensiva, mas não 
suplemento dos princípios gerais de direito.
E) admite aplicação analógica, mas não interpretação 
extensiva.
Os princípios são de suma importância no ordenamento 
jurídico brasileiro constituindo ideias gerais e abstratas, que 
expressam, em menor ou maiores escala todas as normas que 
compõem a seara do direito. Neste sentido, a lei processual 
penal admite ser complementada com os princípios vitais 
de direito, servindo estes ainda como uma de suas fontes 
formais, servindo para suprir lacunas e omissões da lei.
RESPOSTA: “C”.
12
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
18. (TJ/AC - Técnico Judiciário Área Judiciária - 
CESPE/2012) Acerca dos princípios aplicáveis ao direito 
processual penal e da aplicação da lei processual no 
tempo e no espaço, julgue o item seguinte.
A extraterritorialidade da lei processual penal 
brasileira ocorrerá apenas nos crimes perpetrados, 
ainda que no estrangeiro, contra a vida ou a liberdade 
do presidente da República e contra o patrimônio ou a 
fé pública da União, do Distrito Federal, de estado, de 
território e de município.
A) Certo
B) Errado
Nos termos do artigo 1º do Código de Processo Penal, 
o processo penal é regido “em todo o território brasileiro” 
por este estatuto, princípio que se aplica, salvo disposição 
em contrário às leis processuais extravagantes. O princípio 
da territorialidade é fixado, como regra em nosso Código 
Penal, porém, seguindo a tendência geral das legislações 
modernas, abre várias exceções a esse princípio, 
determinando a aplicação da lei penal brasileira a certos fatos 
praticados no estrangeiro, conforme o disposto no artigo 
7º deste Diploma legal. A extraterritorialidade ocorrerá, 
nos seguintes casos: crimes contra a vida ou a liberdade 
do Presidente da República; crimes contra o patrimônio 
ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, 
de Território, de Município, de empresa pública, sociedade 
de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo 
Poder Público; crimes contra a administração pública, por 
quem está a seu serviço; crimes de genocídio, quando 
o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; e ainda, 
crimes que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a 
reprimir; crimes praticados por brasileiro; crimes praticados 
em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de 
propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí 
não sejam julgados.
RESPOSTA: “B”.
19. (TRE/MS - Analista Judiciário - Área Judiciária 
- CESPE/2013) No que diz respeito à aplicação da 
lei processual no tempo, no espaço e em relação às 
pessoas, assinale a opção correta.
A) Por força do princípio tempus regit actum, o fato 
de lei nova suprimir determinado recurso, existente em 
legislação anterior, não afasta o direito à recorribilidade 
subsistente pela lei anterior, quando o julgamento tiver 
ocorrido antes da entrada em vigor da lei nova.
B) A nova lei processual penal aplicar-se-á 
imediatamente, invalidando os atos realizados sob a 
vigência da lei anterior que com ela for incompatível.
C) O princípio da imediatidade da lei processual 
penal abarca o transcurso do prazo processual iniciado 
sob a égide da legislação anterior, ainda que mais 
gravosa ao réu.
D) A lei processual penal posterior, que de 
qualquer modo favorecer o agente, aplicar-se-á aos 
fatos anteriores, ainda que decididos por sentença 
condenatória transitada em julgado.
E)De acordo com o princípio da territorialidade, 
aplica-se a lei processual penal brasileira a todo delito 
ocorrido em território nacional, sem exceção, em vista 
do princípio da igualdade estabelecido na Constituição 
Federal de 1988.
 
De acordo com o artigo 2º do CPP, “a lei processual 
penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos 
atos realizados sob a vigência da lei anterior”. Assim, vige 
no processo penal o princípio tempus regit actum, do qual 
derivam dois efeitos: a) os atos processuais praticados sob 
a égide da lei anterior se consideram válidos; b) as normas 
processuais tem aplicação imediata, regulando o desenrolar 
do processo.
RESPOSTA: “A”.
20. (TJ/PE - Titular de Serviços de Notas e de Registros 
- FCC/2013) Sobre a aplicação da lei processual penal e a 
interpretação no processo penal, é INCORRETO afirmar: 
A) A legislação brasileira segue o princípio da 
territorialidade para a aplicação das normas processuais 
penais.
B) O princípio da territorialidade na aplicação da 
lei processual penal brasileira pode ser ressalvado por 
tratados, convenções e regras de direito internacional.
C) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem 
prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da 
lei anterior.
D) A norma processual penal mista constitui exceção 
à regra da irretroatividade da lei processual penal.
E) No processo penal, assim como no direito penal, 
é sempre admitida a interpretação extensiva e aplicação 
analógica das normas.
Na interpretação extensiva amplia-se o significado do 
que está previsto de forma expressa na lei. A lei processual 
admite interpretação extensiva, segue-se que o rigor de 
interpretar o direito penal não se aplica ao processo penal. 
Todavia, o preceito não é absoluto, existindo exceções a 
regras gerais, de dispositivos restritivos da liberdade pessoal 
e que afetem direito substancial do acusado, onde o texto 
deverá ser rigorosamente interpretado.
RESPOSTA: “E”.
21. (OAB - Exame de Ordem Unificado - XI - Primeira 
Fase - FGV/2013) Em um processo em que se apura a prática 
dos delitos de supressão de tributo e evasão de divisas, 
o Juiz Federal da 4ª Vara Federal Criminal de Arroizinho 
determina a expedição de carta rogatória para os Estados 
Unidos da América, a fim de que seja interrogado o réu 
Mário. Em cumprimento à carta, o tribunal americano 
realiza o interrogatório do réu e devolve o procedimento 
à Justiça Brasileira, a 4ª Vara Federal Criminal. O advogado 
de defesa de Mário, ao se deparar com o teor do ato 
praticado, requer que o mesmo seja declarado nulo, 
tendo em vista que não foram obedecidas as garantias 
processuais brasileiras para o réu. Exclusivamente sobre 
o ponto de vista da Lei Processual no Espaço, a alegação 
do advogado está correta?
13
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
A) Sim, pois no processo penal vigora o princípio 
da extraterritorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras podem ser aplicadas fora do território 
nacional.
B) Não, pois no processo penal vigora o princípio 
da territorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras só se aplicam no território nacional.
C) Sim, pois no processo penal vigora o princípio da 
territorialidade, já que as normas processuais brasileiras 
podem ser aplicadas em qualquer território.
D) Não, pois no processo penal vigora o princípio 
da extraterritorialidade, já que as normas processuais 
brasileiras podem ser aplicas fora no território nacional.
Antes de responder a questão importante observar 
que enunciado desta pede que se considere apenas a 
aplicação da norma processual no espaço. De acordo com 
este instituto vigora o princípio da absoluta territorialidade 
não podendo a lei processual brasileira ser aplicada fora do 
território nacional. Assim, a lei processual brasileira só vale 
dentro dos limites territoriais nacionais (lex fori ou locus 
regit actum). Se o processo tiver tramitação no estrangeiro, 
aplicar-se-á a lei do país em que os atos processuais forem 
praticados. Desta forma, não é cabível a nulidade arguida 
pelo advogado. 
RESPOSTA: “B”.
22. (DEPEN - Agente Penitenciário - CESPE/2013) 
Julgue o item a seguir.
Aos crimes militares aplicam-se as mesmas 
disposições do Código de Processo Penal, excluídas 
as normas de conteúdo penal que tratam de matéria 
específica diversa do direito penal comum. 
A) Certo
B) Errado
O artigo 1º do Código de Processo Penal menciona 
algumas ressalvas a aplicação da territorialidade. Embora 
pareça que as ressalvas sejam exceções à territorialidade 
da lei processual penal brasileira, estas são apenas à 
territorialidade do Código de Processo Penal, impondo, 
tendo em vista as peculiaridades do direito a aplicação de 
normas processuais positivadas na Constituição Federal e 
em leis extravagantes. É o que acontece com os crimes de 
responsabilidade; crimes militares; eleitorais; falimentares; 
de entorpecentes; na contravenção do jogo do bicho; 
nas infrações de menor potencial ofensivo, etc. Desta 
forma, incorreta a afirmativa ao mencionar que aos crimes 
militares aplicam-se as mesmas disposições do Código de 
Processo Penal. 
RESPOSTA: “B”.
23. (DEPEN - Agente Penitenciário - CESPE/2013) 
Julgue o item a seguir.
A competência do Senado Federal para o 
julgamento do presidente da República nos crimes 
de responsabilidade constitui exceção ao princípio, 
segundo o qual devem ser aplicadas as normas 
processuais penais brasileiras aos crimes cometidos no 
território nacional. 
A) Certo
B) Errado
Considerando as peculiaridades do direito a aplicação 
de outras normas processuais positivadas na Constituição, 
compete privativamente ao Senado Federal o julgamento 
do Presidente da República nos crimes de responsabilidade, 
nos termos do que prevê o artigo 52, I, da CF. Outrossim, 
a exceção ao princípio da territorialidade nos crimes de 
responsabilidade está consubstanciada no artigo 1º, II, do 
CPP. 
RESPOSTA: “A”.
24. (DEPEN - Agente Penitenciário - CESPE/2013) 
Julgue o item a seguir.
Em regra, a norma processual penal prevista em 
tratado e(ou) convenção internacional, cuja vigência 
tenha sido regularmente admitida no ordenamento 
jurídico brasileiro, tem aplicação independentemente 
do Código de Processo Penal. 
A) Certo
B) Errado
Uma vez regularmente incorporada ao ordenamento 
jurídico, a norma processual penal prevista em tratado ou 
convenção internacional aplicar-se-á independentemente 
do Código de Processo Penal, conforme se extrai do art. 
1º, I, do CPP.
RESPOSTA: “A”.
25. (DEPEN - Agente Penitenciário - CESPE/2013) 
Julgue o item a seguir.
Considere que, diante de uma sentença 
condenatória e no curso do prazo recursal, uma nova lei 
processual penal tenha entrado em vigor, com previsão 
de prazo para a interposição do recurso diferente do 
anterior. Nessa situação, deverá ser obedecido o prazo 
estabelecido pela lei anterior, porque o ato processual 
já estava em curso. 
A) Certo
B) Errado
O ato processual é regido de acordo com a lei processual 
que estiver em vigor no momento. Os atos processuais 
realizados sob a égide da lei anterior são considerados 
válidos e não são atingidos pela nova lei processual, a qual 
vige dali em diante. 
RESPOSTA: “A”.
14
NOÇÕES DE PROCESSO PENAL
26. (OAB - Exame de Ordem Unificado - XI - 
Primeira Fase - FGV/2013) A Lei n. 9.099/95 modificou 
a espécie de ação penal para os crimes de lesão 
corporal leve e culposa. De acordo com o Art. 88 da 
referida lei, tais delitos passaram a ser de ação penal 
pública condicionada à representação. Tratando-se 
de questão relativa à Lei Processual Penal no Tempo, 
assinale a alternativa que corretamente expõe a regra 
a ser aplicada para processos em curso que não haviam 
transitado em julgado quando da alteração legislativa. 
A) Aplica-se a regrado Direito Penal de retroagir a 
lei, por ser norma mais benigna.
B) Aplica-se a regra do Direito Processual de 
imediatidade, em que a lei é aplicada no momento 
em que entra em vigor, sem que se questione se mais 
gravosa ou não.
C) Aplica-se a regra do Direito Penal de 
irretroatividade da lei, por ser norma mais gravosa.
D) Aplica-se a regra do Direito Processual de 
imediatidade, em que a lei é aplicada no momento em 
que entra em vigor, devendo-se questionar se a novatio 
legis é mais gravosa ou não.
Anteriormente a alteração trazida pela Lei nº 
9.099/95 os crimes de lesão corporal leve e culposa eram 
propostos por meio de ação penal pública incondicionada. 
Outrossim, com a modificação estes delitos passaram a 
ser processados somente mediante ação penal pública 
condicionada à representação, sendo que, com isso esta 
norma é considerada mais benigna, tendo em vista que 
a ausência de representação é causa de impossibilidade 
do prosseguimento da ação. Assim, diante dos preceitos 
esculpidos acerca da aplicabilidade da norma penal no 
tempo esta pode ser aplicada retroativamente desde que 
mais benéfica (princípio da reatroatividade da lei penal 
mais benéfica). 
RESPOSTA: “A”.
27. (PC/SC - ESCRIVÃO - ACAFE/2010) Assinale a 
alternativa correta que completa o enunciado a seguir: 
Nos termos do Código de Processo Penal brasileiro a 
reprodução simulada dos fatos, no inquérito policial 
(...):
A) somente poderá ser determinada pela autoridade 
judicial e a requerimento das partes, com o objetivo de 
verificar a possibilidade de ter a infração sido praticada 
de determinado modo, desde que esta não contrarie a 
moralidade ou a ordem pública.
B) poderá ser determinada pela autoridade policial 
com o objetivo de verificar a possibilidade de ter a 
infração sido praticada de determinado modo, desde 
que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública.
C) somente poderá ser ordenada pelo órgão do 
Ministério Público, o dominus litis, com o objetivo de 
verificar a possibilidade de ter a infração sido praticada 
de determinado modo, desde que esta não contrarie a 
moralidade ou a ordem pública.
D) somente poderá ser determinada pela autoridade 
policial, em crimes dolosos contra a vida ou dos quais 
resulte morte, com o objetivo de verificar a possibilidade 
de ter a infração sido praticada de determinado modo, 
desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem 
pública.
Para verificar a possibilidade de haver a infração sido 
praticada de determinado modo, a autoridade policial 
poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde 
que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública 
(art. 7º, CPP). Vê-se que a alternativa que melhor reproduz 
o contido no comando legal é a letra “B”.
RESPOSTA: “B”.
28. (SEJUS/PI - Agente Penitenciário – 
NUCEPE/2010) Sobre inquérito policial, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) Para os delitos previstos na lei de entorpecentes 
(Lei nº11.343/06), o prazo para a conclusão do inquérito 
será de 30 dias se o indiciado estiver preso e de 90 dias 
se estiver solto. 
B) O Ministério Público poderá oferecer denúncia 
sem prévio inquérito policial ou peças de Informação. 
C) Há normas que disciplinam o tempo de 
determinados atos que integram o inquérito policial, 
como aqueles que limitam direitos fundamentais. 
D) O inquérito policial é unidirecional, não cabendo 
à autoridade policial emitir juízo de valor acerca do fato 
delituoso. 
E) “Função endoprocedimental do inquérito 
policial”, diz respeito à sua eficácia interna na fase 
processual, servindo para fundamentar as decisões 
interlocutórias tomadas no seu curso. 
Para que o Ministério Público ofereça a denuncia de 
maneira válida a produzir seus efeitos é necessário que 
diante dos elementos contidos no inquérito policial, ou 
mediante outras peças informativas, verifique a existência 
de fato que, em tese, caracterize crime e indícios de autoria, 
formando assim sua convicção, denominada opinio delicti, 
iniciando a ação penal pública. Desta forma, a alternativa 
incorreta é a letra “B”.
RESPOSTA: “B”.
	Noções de Processo Penal

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