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A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR JUNTO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS UNIDADE 3 Tutora Externa: Claudine Oliveira OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer a identidade da escola; • Identificar as competências do professor na escola e seu apoio na organização e gestão escolar; • Reconhecer a estrutura organizacional da escola; • Reconhecer as áreas de atuação dos membros formadores da escola; • Conhecer os instrumentos da estruturação política educacional nas escolas PLANO DE ESTUDOS TÓPICO 1 – A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR JUNTO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS TÓPICO 2 – A APRENDIZAGEM E AS ÁREAS DE ATUAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E DA GESTÃO ESCOLAR TÓPICO 3 – A GESTÃO PARTICIPATIVA CONTINUANDO A CONSTRUÇÃO E PLANEJAMENTO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR JUNTO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS A ORGANIZAÇÃO ESCOLAR: LUGAR DE APRENDIZAGEM p.179; Podemos perceber que a escola é um espaço organizacional, é uma organização que busca a influência mútua entre as pessoas, na busca da formação humana. Ainda conforme Libâneo (2012, p. 437): A instituição escolar caracteriza-se por ser um sistema de relações humanas e sociais com fortes características interativas, que a diferenciam das empresas convencionais. Assim, a organização escolar define-se como unidade social que reúne pessoas que interagem entre si, intencionalmente, operando por meio de estruturas e de processos organizativos próprios, a fim de alcançar objetivos educacionais. O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR: O gestor, ao buscar este cargo, necessita compreender que a estrutura administrativa de uma escola perpassa por diversos momentos e não se restringe ao administrativo. Observe o que nos relata Candido (1953 apud DIAS, 2004, p. 220): “A estrutura total de uma escola é, todavia, algo mais amplo, compreendendo não apenas as relações ordenadas conscientemente, mas ainda todas as que derivam da sua existência enquanto grupo social”. Assim, o gestor necessita inicialmente conhecimento e competência. Esta competência é assim delineada por Lück (2009, p. 18): “[...] promover na comunidade escolar o entendimento do papel de todos em relação à educação e a função social da escola, mediante a adoção de uma filosofia comum e clareza de uma política educacional, de modo a haver unidade e efetividade no trabalho de todos”. Compete ao gestor escolar dinamizar e executar a política educacional que leve ao alcance os objetivos educacionais propostos. O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO: A coordenação pedagógica apresenta-se com supervisor educacional, orientador educacional, além do gestor que já foi mencionado. O supervisor educacional possui a função de auxiliar os professores na organização do processo ensino e aprendizagem “dando condições de buscar soluções e novas ideias na dinâmica dos trabalhos pedagógicos” (BARUFFI, 2014, p. 158). De acordo com Gimenes e Martins (2010, p. 381): 184 Supervisor Escolar ou Coordenador Pedagógico é o profissional da educação que atua no espaço escolar como um agente mediador e facilitador do processo ensino-aprendizagem. Está diretamente ligado aos professores subsidiando suas ações e contribuindo para a evolução de todo o processo que envolve a aprendizagem, devendo ser dinâmico e competente no exercício de suas funções. O PAPEL DO PEDAGOGO: Conforme a LDB/96, encontramos no artigo 13, Título VI, da Organização da Educação Nacional, as competências do professor: Assim, apresenta-se: I- Participar efetivamente da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. II- Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica elaborada. III- Zelar pela aprendizagem dos alunos. IV- Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. V- Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento nacional. VI- Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade (BRASIL, 1996a, s.p.). Ao ler este artigo estamos tratando sobre você, acadêmico, enquanto profissional da educação. Perceba que a sua função no momento de realização de seus estágios, na regência de classe, na participação das atividades escolares, está presente aqui. Observe que a função do pedagogo é o de ser um articulador no processo de ensino aprendizagem, cabendo a cada um sentir-se professor e desenvolver trabalhos que levem o aluno a construir o seu conhecimento. Assim sendo, ao pedagogo é imprescindível que se mantenha bem informado sobre o que acontece na sociedade e no mundo, dando prioridade ao que venha auxiliar o aluno em seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional (BARUFFI, 2014, p. 154) O PAPEL DO ALUNO: Os alunos devem ser vistos como “a menina dos olhos” da escola (BARUFFI, 2014, p. 157). São eles que determinam a existência da instituição educacional. A escola é o espaço, no qual, este aluno vai, em sua grande maioria, na busca de novos conhecimentos e aprimoramento. Diante do que foi afirmado, buscamos em Lück (2009, p. 21) a seguinte afirmação: “os alunos são as pessoas para quem a escola existe e para quem deve voltar as suas ações, de modo que todos tenham o máximo sucesso nos estudos que realizam para sua formação pessoal e social”. A GESTÃO PARTICIPATIVA E A CULTURA ORGANIZACIONAL NA ESCOLA Vimos que a instituição escolar se caracteriza pela união de várias pessoas que se integram na busca de participar ativamente na organização e desenvolvimento dos objetivos propostos em seus documentos para o bom funcionamento da escola. É importante percebermos que esta interação busca não só os aspectos formais, como o planejamento, o desempenho dos papéis dos profissionais, mas também os aspectos informais na organização da escola, como afirma Libâneo (2012, p. 438) o “conceito de cultura organizacional”. O QUE É A CULTURA OEGANIZACIONAL? Conforme Libâneo (2012, p. 441): [...] pode ser definida como um conjunto de fatores sociais, culturais e psicológicos que influenciam os modos de agir da organização como um todo e o comportamento das pessoas em particular. Isso significa que, além daquelas diretrizes, normas, procedimentos operacionais e rotinas administrativas que identificam as escolas, há aspectos de natureza cultural que as diferenciam umas das outras, não sendo a maior parte deles nem claramente perceptível nem explícita. Cabe salientar que a cultura organizacional possui duas formas: “cultura instituída (normas legais, a rotina escolar, a grade curricular, normas disciplinares). Cultura instituinte é aquela que os membros da escola criam, recriam, em suas relações e na vivência cotidiana” (LIBÂNEO, 2012, p. 441) O QUE É CURRÍCULO OCULTO: Usado para denominar as influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores, representando tudo o que os alunos aprendem diariamente em meio às várias práticas, atitudes, comportamentos, gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar; sendo oculto porque não aparece no planejamento do professor. ANALISE A FIGURA 3 PÁGINA 189 FIGURA 3 – CULTURA ORGANIZACIONAL: PONTO DE LIGAÇÃO COM A ORGANIZAÇÃO E A GESTÃO DA ESCOLA A ORGANIZAÇÃO ESCOLA Se faz necessária a ligação entre dois aspectos que se apresentam na escola. São eles: “a organização como uma construção social envolvendo a experiência subjetiva e cultural das pessoas; e de outro, essa construção não como um processo livre e voluntário, mas mediado pela política mais ampla [...]” (LIBÂNEO, 2012, p. 443). Podemos perceber que se faz necessária uma visão sociocrítica, buscando junto aos membros formadores da escola formas participativas para poder construir e tornar valorizado os processos de organização, como o planejamento escolar, a gestão, a avaliação, a responsabilidade de cada profissional e a supervisão de todo o processo, pois não podemos esquecer que mesmo existindo o espaço da cultura organizacional, existem também os objetivos relativos ao sistema governamental, que busca a eficácia da aprendizagem. AUTOATIVIDADE p.192 1 O fazer docente pressupõea realização de um conjunto de operações didáticas coordenadas entre si. São o planejamento, a direção do ensino e da aprendizagem e a avaliação, cada uma delas desdobradas em tarefas ou funções didáticas, mas que convergem para a realização do ensino propriamente dito. Considerando que, para desenvolver cada operação didática inerente ao ato de planejar, executar e avaliar, o professor precisa dominar certos conhecimentos didáticos. Sobre o exposto, analise as sentenças a seguir: I- Conhecimento dos conteúdos da disciplina que leciona, bem como capacidade de abordá-los de modo contextualizado. II- Domínio das técnicas de elaboração de provas objetivas, por se configurarem instrumentos quantitativos precisos e fidedignos. III- Domínio de diferentes métodos e procedimentos de ensino e capacidade de escolhê-los conforme a natureza dos temas a serem tratados e as características dos estudantes. IV- Domínio do conteúdo do livro didático adotado, que deve conter todos os conteúdos a serem trabalhados durante o ano letivo. Assinale a alternativa CORRETA: a) ( ) As sentenças I e II estão corretas. b) ( ) As sentenças I e III estão corretas. c) ( ) As sentenças II e III estão corretas. d) ( ) As sentenças II e IV estão corretas. e) ( ) As sentenças III e IV estão corretas. HORA DO INTERVALO: AS FUNÇÕES ESSENCIAIS NO SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO E DE GESTÃO ESCOLAR Podemos determinar que tudo o que vimos até o momento nos remete à busca de uma gestão democrática-participativa, que busca a valorização e participação da comunidade escolar em todos os momentos que sejam necessárias tomadas de decisões e “concebe a docência como trabalho interativo e aposta na construção coletiva dos objetivos e do funcionamento da escola, por meio da dinâmica intersubjetiva, do diálogo, do consenso” (LIBÂNEO, 2012, p. 469). Temos que ter bem claro que por estarmos tratando de gestão democrática participativa, é necessário um processo que inclua neste movimento reuniões, discussões, estudos de documentos para que possa ser levado à prática posteriormente. O QUE É O PPP-PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? Vamos detalhar cada palavra que forma o Projeto Político-Pedagógico e você irá verificar como cada palavra fala muito sobre ele: • É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo. • É político por considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. • É pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem (LOPES, 2010, p. 1). O QUE É O PPP-PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? Verificamos que a cultura organizacional está presente na construção desse documento que determina a tomada de decisões relativas aos problemas que podem ocorrer no cotidiano escolar, e para tanto o debate democrático entre os membros formadores da escola é essencial. ORGANIZAÇÃO E DESEMPENHO DO CURRÍCULO Podemos observar que cada escola em cada região do país possui a autonomia de realizar as modificações necessárias a partir da realidade regional. Você poderia se perguntar: O que é currículo? Podemos dizer que currículo é a organização dos conhecimentos escolares. Estes conhecimentos podem ser desenvolvidos nas mais variadas maneiras, mas que estejam atreladas aos documentos oficiais e ao que foi ou está sendo construído na escola – o PPP. Cabe salientar, que ao planejar o currículo da escola, utilizando-se dos documentos oficiais, podemos considerar alguns princípios básicos práticos definidos assim por Libâneo (2012, p. 492-493), na íntegra a) Um currículo precisa ser democrático, isto é, garantir a todos uma base cultural e científica comum e uma base comum de formação moral e de práticas de cidadania (relativa a critérios de solidariedade e justiça, à alteridade, à descoberta e respeito do outro, ao aprender a viver junto etc.). b) O currículo escolar representa o cruzamento de culturas, constituindo espaço de síntese, uma vez que a cultura elaborada se articula com os conhecimentos e experiências concretas dos alunos . Página 200 e 201. A FORMAÇÃO CONTINUADA Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fundamental, e oferecida em nível médio na modalidade normal. (Redação dada pela Lei n° 12.796, de 2013). A LDB/96 busca defender o aprimoramento dos profissionais da educação. Esse aprimoramento está presente em nosso cotidiano com a formação continuada para professores, que se desdobra nos seguintes cursos: Formação no Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa: Curso presencial de dois anos para os professores alfabetizadores, com carga horária de 120 horas por ano, metodologia propõe estudos e atividades práticas. Proinfantil: é um curso em nível médio, a distância, na modalidade normal. Destina-se aos profissionais que atuam em sala de aula da educação infantil, nas creches e pré-escolas das redes públicas, municipais e estaduais, e da rede privada. Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – Parfor: O Parfor, na modalidade presencial é um Programa emergencial instituído para atender o disposto no artigo 11, inciso III do Decreto n° 6.755, de 29 de janeiro de 2009 e implantado em regime de colaboração entre a Capes, os estados, municípios o Distrito Federal e as Instituições de Educação Superior – IES.(1º,2º licenciatura e formação pedagógica). A LDB/96 busca defender o aprimoramento dos profissionais da educação. Esse aprimoramento está presente em nosso cotidiano com a formação continuada para professores, que se desdobra nos seguintes cursos: Proinfo Integrado: é um programa de formação voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano escolar, articulado à distribuição dos equipamentos tecnológicos nas escolas e à oferta de conteúdos e recursos multimídia e digitais oferecidos pelo Portal do Professor, pela TV Escola e DVD Escola, pelo Domínio Público e pelo Banco Internacional de Objetos Educacionais [...]. Pró-letramento: O Pró-Letramento é um programa de formação continuada de professores para a melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura/escrita e matemática nos anos/séries iniciais do ensino fundamental. Gestar II: O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar oferece formação continuada em língua portuguesa e matemática aos professores dos anos finais (do sexto ao nono ano) do ensino fundamental em exercício nas escolas públicas. PARA QUE A FORMAÇÃO CONTINUADA OBTENHA ÊXITO, O ARTIGO 7°, VEM APRESENTANDO ALGUMAS CARACTERÍSTICAS, AS QUAIS PRECISAM SER ATENDIDAS E QUE ASSIM SE DELINEIAM: • Foco no desenvolvimento pedagógico do conteúdo: em que são observados o uso de estratégias que venham a garantir o aprendizado dos estudantes e dando assim uma ampla visão do repertório do professorado, permitindo desta maneira compreender o processo de aprendizagem dos conteúdos para com os educandos. • Uso de metodologias ativas de aprendizagem: em que são considerados na pessoa do formador alguém que seja facilitador deste processo de construção dos aprendizados que ocorre entre todos os participantes. • Trabalho colaborativo entre pares: ocorre eficiência nestas formações quando os pares dialogam e refletem sobre suas práticas. Tendo sempre um mediador com maior experiência. A troca entre os profissionais com maior experiência, junto aos iniciantes é primordial, pois todos de alguma maneira conseguem construir novos olhares quanto a sua atuação como profissional. • Duração prolongada da formação: no documento referência, explana que os [...] adultos aprendem melhor quando têm a oportunidade de praticar. Para que a formação continuadaobtenha êxito, o artigo 7°, vem apresentando algumas características, as quais precisam ser atendidas e que assim se delineiam: • Coerência Sistêmica: em que se busca uma formação em que se articule de maneira coerente com as diversas políticas das redes escolares como as demandas formativas dos professores, relacionando com os projetos pedagógicos, os currículos, o sistema de avaliação, bem como o plano de carreira e a progressão salarial considerando. AUTOATIVIDADE p.209 1 “Não há uma forma única, nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor. O ensino escolar não é sua única prática e o professor profissional não é seu único praticante”. A afirmativa de Brandão propõe uma nova dimensão educativa por qual motivo? a) ( ) Articula, na figura do professor profissional, o centro de toda a ação pedagógica. b) ( ) Tira da escola o peso da responsabilidade da educação, ao dividir esta com outros setores sociais. c) ( ) Propõe uma educação aberta, diversificada, participativa e que acontece em múltiplos espaços, entre os quais se inclui a escola. d) ( ) Busca uma educação escolar de excelência, preocupada em atender a um público-alvo específico. e) ( ) Abre possibilidades para que a educação formal aconteça em ambientes não formais, aumentando o número de vagas disponíveis na escola. AUTOATIVIDADE p.210 OS MECANISMOS DA ESTRUTURAÇÃO POLÍTICA EDUCACIONAL NA ESCOLA Os Conselhos Escolares são órgãos colegiados compostos por representantes das comunidades escolar e local, que têm como atribuição deliberar sobre questões político-pedagógicas, administrativas, financeiras, no âmbito da escola. Cabe aos Conselhos, também, analisar as ações a empreender e os meios a utilizar para o cumprimento das finalidades da escola. GRÊMIOS ESTUDANTIS É uma entidade criada e gerenciada por alunos em suas respectivas escolas, indo da educação primária até a universidade. Possui o objetivo de representar os interesses dos colegas, podendo promover atividades sociais e culturais. PARA A FORMAÇÃO DO GRÊMIO ESTUDANTIL SÃO NECESSÁRIOS 1° Passo: O grupo de alunos interessados forma uma comissão provisória pró-grêmio que deve ser composta por representantes de todas as classes. Essa equipe vai divulgar a criação do grêmio pela escola e elaborar um projeto de estatuto. 2° Passo: a comissão pró-grêmio convoca uma assembleia geral a qual deve ser aberta a todos os alunos da escola. Nesse encontro são definidos o nome do grêmio, a data das eleições e o estatuto. 3° Passo: A comissão pró-grêmio convoca as eleições para a primeira diretoria, com base no estatuto recém-aprovado, é bom lembrar que as eleições deverão ser por chapas inscritas dentro do prazo estatutário e pelo voto direto e secreto de cada aluno da escola. 4° Passo: depois das eleições, a comissão pró-grêmio deverá enviar uma cópia da ata das eleições e do estatuto do grêmio para a direção da escola e providenciar a posse da nova diretoria (UNIÃO DOS JOVENS E ESTUDANTES DO BRASIL, 2015, p. 5). OS MECANISMOS DA ESTRUTURAÇÃO POLÍTICA EDUCACIONAL NA ESCOLA APPs – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E PROFESSORES As Associações de Pais e Professores também são denominadas de: • Unidade Executora. • Caixa escolar. • Associação de Pais e Mestres. • Círculo de Pais e Mestres. Independente da denominação, a Associação de Pais e Professores, de acordo com o Manual de Orientação para Constituição de Unidade Executora, “[...] É uma sociedade civil com personalidade jurídica de direto privado, sem fins lucrativos, que pode ser instituída por iniciativa da escola, da comunidade ou de ambas” (BRASIL, 2009a, p. 3). DESTA MANEIRA, ESTAMOS TRATANDO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA, POIS AS APPS, POSSUEM DENTRO DE SUAS ATRIBUIÇÕES • Administrar recursos transferidos por órgãos federais, estaduais, distritais e municipais; • Gerir recursos advindos de doações da comunidade e de entidades privadas; • Controlar recursos provenientes da promoção de campanhas escolares e de outras fontes; • Fomentar as atividades pedagógicas, a manutenção e conservação física de equipamentos e a aquisição de materiais necessários ao funcionamento da escola; • Prestar contas dos recursos repassados, arrecadados e doados (BRASIL, 2009b, p. 3) A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA ESCOLA E DA APRENDIZAGEM Este instrumento é a avaliação institucional, que se preocupa com as ações relativas ao sistema e à organização da escola. Temos também a avaliação da aprendizagem, que é realizada pelos professores. Cabe salientar que a avaliação é elemento essencial para que se obtenha qualidade no ensino. Quando falamos em avaliação da aprendizagem, ela está presente na avaliação institucional, pois cria-se uma “cultura de responsabilização”, na qual tanto professores como alunos mantêm uma ligação que pode e deve determinar a construção de novos conhecimentos pelo aluno e o feedback, que é devolvido ao professor e aos demais membros da coordenação pedagógica. Página 209 Página 209 AUTOATIVIDADE p.226 LER E COMPARTILHAR OS PONTOS PRINCIPAIS QUAL A SUA DÚVIDA? image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png