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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA 
🫁 CARACTERÍSTICAS GERAIS ACERCA DA DPOC: 
🙂‍↔ ️Conceitos iniciais sobre DPOC: 
O estudo da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é fundamentado no •
documento GOLD, que é a referência principal para o estudo da DPOC, onde 
estabelece diretrizes sobre a doença, incluindo linhas de tratamento, investigação e 
terminologias;
O nome DPOC não é dos mais intuitivos; •
Uma das dúvidas mais comuns é que obstrução da via aérea por corpo estranho, •
massa ou compressão extrínseca é DPOC! 
Na DPOC, a obstrução é ao fluxo aéreo, é EXPIRATÓRIA; •
Observamos comumente na prática clínica, é que DPOC é para quem pode e não •
para quem quer ➡ ️Temos pacientes de 60 a 70 anos que são grandes tabagistas, 
muitas vezes fazem até caminhadas, e que não possuem nenhuma sintoma 
respiratório. Por outro lado, temos pacientes que desenvolvem DPOC mesmo com 
carga tabágica menor, o que denota um caráter genético importante da doença; 
🧐 Curiosidades ➡ ️Quebrando paradigmas acerca da DPOC:
Exame de imagem não diagnostica DPOC, seja Rx de tórax, seja Tc de tórax; •
Exame físico compatível com hiperinsuflação também não diagnostica DPOC; •
Por mais que saibamos de todas as intervenções farmacológicas, as medidas que de •
fato têm impacto na sobrevida serão as medidas não farmacológicas. 
Tente abandonar o termo “DPOC presumido; •
A doença é de domínio médico, não apenas do clínico ou do pneumologista. •
DPOC é a terceira causa de morte no mundo e com prevalência estimada na cidade •
de São Paulo de cerca de 15,8% em indivíduos acima de quarenta anos; 
 
🔎 Todas as recomendações que se seguem são baseadas na literatura vigente mais atual, ou seja, 
no documento Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), atualizado em 2023. 
🫁 INTRODUÇÃO À DPOC: 
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença comum, prevenível e •
tratável, caracterizada por sintomas respiratórios crônicos e limitação persistente ao 
fluxo aéreo, tanto por alterações nas pequenas e grandes vias aéreas quanto por 
alterações nas unidades alveolares. 
A doença é habitualmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória das •
vias aéreas e do pulmão em resposta à exposição a gases tóxicos ou partículas 
nocivas; 
Os sintomas mais comuns são dispneia progressiva, tosse e expectoração e o curso •
clínico pode ter períodos pontuais de piora sintomática, chamados de Exacerbações 
Agudas da DPOC (EADPOC); 
O principal fator de risco é o tabagismo, cuja redução é uma tendência mundial, no •
entanto, os fatores de risco podem ser os mais diversos possíveis, como exposição 
ocupacional, infecções pulmonares prévias, asma ou hiper-reatividade brônquica, e o 
fator genético mais bem descrito é a deficiência de alfa-1-antitripsina; 
Embora existam outros fatores de risco, como exposição a fogão/forno a lenha e •
deficiência de alfa-1- antitripsina, o tabagismo continua sendo o principal fator de 
risco; 
💡 É valido destacar que em países subdesenvolvidos a DPOC causada pelo 
tabagismo perde para a DPOC causada por poluição e infecções. 
Em sua maioria, os pacientes portadores de DPOC têm associação com outras •
comorbidades e outras doenças crônicas, o que aumenta sobremaneira sua 
morbimortalidade; 
Principal componente das doenças respiratórias no contexto das doenças crônicas •
não transmissíveis (DCNT), a DPOC é a terceira causa de morte no mundo. 
Estima-se que aproximadamente 210 milhões de pessoas tenham DPOC no mundo, 
sendo mais comum no sexo masculino; 
 
 
Seu diagnóstico requer a combinação de sintomas associados à obstrução fixa na •
Prova de Função Pulmonar (PFP) ou espirometria, com a relação Volume 
Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1) dividido pela Capacidade Vital 
Forçada (CVF)pesados, menos de 50% desenvolverá DPOC ao longo da vida; •
O desenvolvimento da doença decorre da interação de fatores ambientais e •
hospedeiro, como predisposição genética e fatores intraútero 
💡Ponto importante: 
Inalação de material particulado ➡ ️Tabagismo passivo, outras formas de tabaco, •
maconha, exposições ocupacionais, queima de biomassa, principalmente dentro de casa; 
Presença de fatores genéticos ➡ ️O principal e mais bem documentado é a •
deficiência de alfa-1 antitripsina, além de maior incidência em parentes de pacientes 
com DPOC severa 
 
🧐 Entendendo a deficiência de alfa-1-antitripsina: 
A alfa-1-antitripsina é uma PROTEÍNA do grupo das serpinas, que é sintetizada •
pelo fígado, secretada para o plasma e que, ao atingir a circulação pulmonar, se 
difunde passivamente pelo tecido intersticial pulmonar, onde INATIVA A 
ELASTASE NEUTROFÍLICA; 
 
 
 
A deficiência da alfa 1 permite que a elastase neutrofílica leve à destruição dos septos •
interalveolares com coalescência dos espaços aéreos pela hidrólise das fibras de 
elastina, principal componente do interstício pulmonar, cursando com enfisema 
panacinar, que predomina em campos pulmonares inferiores (figuras 4 e 5). Veja, 
na figura 5, a hiperinsuflação pulmonar com predomínio em campos inferiores 
associada ao aumento da transparência (hipertransparência) pulmonar na mesma 
topografia. B) A deficiência de alfa-1-antitripsina é uma doença genética 
caracterizada pela diminuição de alfa-1 antitripsina (dosagemA oxigenoterapia é indicada para pacientes com PAO2 ≤ 55 mmHg ou saturação •
de O2 ≤ 88%, e em casos de PAO2 entre 56-59 mmHg com comorbidades. 
🫁 IMUNIZAÇÕES EM PACIENTES COM DPOC: 
Pacientes com DPOC devem ser imunizados contra influenza e pneumonia para •
reduzir exacerbações e mortalidade. 
🫁 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO GUIADO PELA 
CLASSIFICAÇÃO GOLD: 
O tratamento é guiado pela classificação GOLD, com broncodilatadores de longa •
duração para pacientes sintomáticos e terapia tripla para aqueles com eosinofilia. 
🫁 EXACERBAÇÃO AGUDA DA DPOC: 
A exacerbação aguda é uma piora dos sintomas respiratórios que deve ser •
diagnosticada após excluir outras causas. 
 
 
 
🫁 DIAGNÓSTICO DE EXARCEBAÇÃO AGUDA DE DPOC: 
O diagnóstico é feito quando há piora da dispneia, tosse ou espectoração em menos •
de 14 dias, após descartar outras condições. 
🫁 TRATAMENTO DA EXARCEBAÇÃO AGUDA DE DPOC: 
O tratamento envolve broncodilatadores, corticoides e, em alguns casos, antibióticos e •
ventilação não invasiva. 
🫁 USO DE ANTIBIÓTICOS NA EXARCEBAÇÃO AGUDA DE 
DPOC: 
Antibióticos são indicados quando há piora de três sintomas cardinais ou internação •
devido à exacerbação. 
🫁 BRONCODILATADORES E CORTICOIDES NA 
EXARCEBAÇÃO AGUDA DE DPOC: 
Broncodilatadores de curta duração são usados em todos os pacientes, enquanto •
corticoides são indicados se não houver resposta adequada. 
🫁 VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NA EXARCEBAÇÃO 
AGUDA DE DPOC: 
A ventilação não invasiva é indicada para pacientes com dispneia grave e acidose •
respiratória.

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