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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 
Fabiana da Costa Lima 
04137353 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA – 
AULA 1 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Fabiana da Costa Lima MATRÍCULA: 04137353 
CURSO: Farmácia POLO: Unama - Santarém 
PROFPROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Fernanda Barbosa 
 
 
 
TEMA DE AULA: CALIBRAÇÃO DE MATERIAL DE VIDRO VOLUMÉTRICO 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Qual é a importância da calibração de materiais volumétricos no laboratório, e quais 
tipos de equipamentos, como pipetas e balões volumétricos, são mais críticos para 
esse processo? 
A calibração de materiais volumétricos representa uma etapa crítica em 
qualquer laboratório que opere com análises quantitativas, pois a precisão volumétrica 
está diretamente relacionada à exatidão dos resultados analíticos. Equipamentos 
como balões volumétricos, pipetas graduadas e volumétricas, e buretas são 
particularmente sensíveis, pois são utilizados em procedimentos que exigem alta 
fidelidade, como o preparo de soluções-padrão, padronizações de reagentes e 
titulações ácido-base. Quando esses materiais não são calibrados adequadamente, 
erros sistemáticos podem se propagar, comprometendo seriamente a rastreabilidade 
e a confiabilidade das análises subsequentes. 
Na prática de calibração de uma pipeta graduada de 10 mL, medimos uma massa de 
9,83 g de água a 25 °C. Sabendo que a densidade da água a essa temperatura é 
0,99705 g/mL, aplicamos a fórmula: 
V = m ÷ d = 9,83 g ÷ 0,99705 g/mL ≈ 9,86 mL 
Essa diferença de -0,14 mL representa uma imprecisão de 1,4%, o que, embora possa 
parecer pequeno, é considerável em análises repetidas ou em processos com 
exigência de baixa incerteza. Essa vivência reforçou que a calibração periódica aliada 
à verificação contínua é imprescindível para que os instrumentos operem dentro dos 
limites estabelecidos pelas Boas Práticas Laboratoriais (BPL) e que os dados gerados 
sejam rastreáveis e confiáveis. 
 
2. Quais são os procedimentos metodológicos para a calibração de pipetadores e 
balões volumétricos, e como a precisão das medições pode ser influenciada por 
fatores experimentais? 
O procedimento mais confiável adotado para calibração de materiais 
volumétricos como pipetadores e balões aferidos é o método gravimétrico, que 
consiste na transferência de um volume conhecido de água destilada, seguido da 
pesagem com balança analítica de alta precisão, e da conversão da massa obtida em 
volume com base na densidade da água à temperatura do experimento. Esse método 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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fundamenta-se em princípios físico-químicos consolidados, sendo amplamente 
recomendado por normas técnicas internacionais. 
Durante a aferição de um balão volumétrico de 100 mL, obtivemos uma massa de 
99,40 g de água. Sabendo que a densidade da água a 25 °C é 0,99705 g/mL, 
calculamos: 
V = 99,40 g ÷ 0,99705 g/mL ≈ 99,73 mL 
O erro identificado foi de -0,27 mL, equivalente a 0,27% de imprecisão, o que pode 
ser relevante em procedimentos que envolvem preparo de soluções de referência. 
Durante essa calibração, observamos que diversas variáveis podem afetar a exatidão, 
como: formação de bolhas de ar na extremidade da pipeta, leitura incorreta do 
menisco, presença de resíduos na vidraria que afetam a molhabilidade e oscilações 
de temperatura que alteram a densidade do líquido. Para mitigar esses fatores, 
adotamos práticas rigorosas, como tarar frascos tampados, permitir estabilização 
térmica da vidraria, padronizar os movimentos de dispensação e escoamento, além 
de repetir o procedimento para verificar reprodutibilidade. A atividade demonstrou que 
a calibração envolve tanto controle instrumental quanto domínio técnico e ambiental. 
 
3. Como se diferencia a calibração direta da indireta em materiais volumétricos, e 
quais são as implicações dessas abordagens para a confiabilidade dos resultados 
obtidos? 
A calibração de materiais volumétricos pode ser conduzida por duas 
abordagens metodológicas distintas: a calibração direta, que se baseia na medição 
objetiva da massa de água transferida e sua conversão para volume, e a calibração 
indireta, que se baseia na avaliação do desempenho funcional do instrumento em uma 
aplicação prática, como uma titulação. Ambas são complementares, e a compreensão 
de suas diferenças é fundamental para o controle de qualidade laboratorial. 
Na calibração direta de uma bureta de 25 mL, a massa de água medida foi de 24,70 
g à temperatura de 24 °C, com densidade da água igual a 0,9973 g/mL. Assim, o 
volume real transferido foi: 
V = 24,70 g ÷ 0,9973 g/mL ≈ 24,76 mL 
A diferença de -0,24 mL indica uma subdosagem, o que poderia levar à subestimação 
da concentração de analitos em uma titulação. Já a calibração indireta foi aplicada em 
um ensaio de titulação entre HCl 0,1 mol/L e NaOH 0,1 mol/L, onde observamos que 
os volumes titulados oscilaram entre 24,65 e 24,70 mL, com desvio padrão inferior a 
0,1 mL, evidenciando reprodutibilidade operacional mesmo diante de uma leve 
imprecisão técnica. 
Essa comparação evidenciou que a calibração direta é ideal para ajustes metrológicos 
precisos, enquanto a calibração indireta é essencial para validar a funcionalidade em 
condições reais de uso, especialmente quando os instrumentos são utilizados em 
análises repetidas. A integração dessas duas abordagens fortalece os sistemas de 
gestão da qualidade, aumenta a robustez metodológica e assegura a confiabilidade 
dos dados analíticos, especialmente em contextos regulatórios ou normatizados. 
 
 
TEMA DE AULA: DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ACIDEZ NO VINAGRE 
 
 
RELATÓRIO: 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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1. Qual é o método analítico empregado para determinar o teor de acidez no vinagre, 
e quais reagentes são utilizados na titulação nesse processo? 
Para determinar o teor de acidez do vinagre, empregamos o método de 
titulação ácido-base, que se fundamenta na reação estequiométrica entre um ácido 
fraco (ácido acético, CH₃COOH) presente no vinagre e uma base forte padronizada 
(hidróxido de sódio, NaOH 0,1 mol/L). O indicador selecionado foi a fenolftaleína, cuja 
faixa de viragem (pH 8,2 a 10) é compatível com o ponto de equivalência dessa 
reação. Inicialmente, a amostra de vinagre foi diluída em proporção 1:10 com água 
destilada, de modo a facilitar a titulação visual e reduzir a concentração de ácido na 
solução. 
Transferimos 10,0 mL da amostra diluída para um erlenmeyer com auxílio de pipeta 
volumétrica e adicionamos três gotas de fenolftaleína. Durante a titulação, registramos 
um volume médio de NaOH consumido de 13,20 mL (0,0132 L). A partir disso, 
calculamos o número de mols de base consumida: 
n = C × V = 0,1 mol/L × 0,0132 L = 0,00132 mol de NaOH 
Como a reação ocorre na proporção 1:1, essa quantidade corresponde à mesma 
quantidade de ácido acético. Multiplicando pela massa molar do CH₃COOH (60 
g/mol), obtemos: 
m = n × M = 0,00132 mol × 60 g/mol = 0,0792 g de ácido acético 
A acidez percentual (em m/v) foi então calculada com base na massa de ácido em 10 
mL de amostra: 
Acidez (%) = (0,0792 g / 10 mL) × 100 = 0,792% 
Embora tecnicamente correta, essa concentração é inferior à faixa exigida por 
legislação para vinagres comerciais (4–6%), indicando que a diluição comprometeu a 
representatividade analítica. Ainda assim, o experimento demonstrou a eficácia da 
titulação como método quantitativo simples, acessível e confiável, desde que os 
parâmetros sejam ajustados adequadamente para o escopo da análise. 
 
2. Qual a relevância da quantificação do teor de acidez no vinagre para a indústria 
alimentícia e para a qualidade do produto final? 
A quantificação do teor de acidez do vinagre é uma etapa essencial no controle 
de qualidadeda indústria alimentícia, pois está associada a três pilares fundamentais: 
segurança microbiológica, padronização sensorial e conformidade legal. O ácido 
acético exerce ação antimicrobiana, inibindo o crescimento de microrganismos 
deteriorantes e patogênicos, o que confere ao vinagre a função de conservante 
natural. Além disso, sua concentração influencia diretamente no sabor, na estabilidade 
do produto e na vida útil de prateleira. 
De acordo com a RDC nº 276/2005 da ANVISA, vinagres comercializados como 
produtos alimentícios devem apresentar mínimo de 4% de ácido acético (m/v). Um 
resultado como o obtido na prática (0,792%) pode indicar falhas na preparação da 
amostra ou, em contextos industriais, diluição indevida e risco de infração sanitária. 
Tais desvios comprometem não apenas a segurança alimentar, mas também a 
imagem do fabricante, podendo resultar em interdições, multas ou recolhimento de 
lotes. Por outro lado, concentrações excessivas podem gerar rejeição sensorial, 
afetando a aceitabilidade do produto pelo consumidor. 
A mensuração rigorosa da acidez garante a uniformidade entre lotes, facilita a 
rastreabilidade da produção e fortalece a confiança do consumidor. Portanto, o teor 
ácido do vinagre não é apenas um parâmetro químico, mas um indicador crítico de 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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qualidade que reflete o compromisso da empresa com a conformidade técnica e com 
os requisitos regulatórios do setor de alimentos. 
 
3. Como se calcula a acidez em percentual a partir dos dados obtidos na titulação, e 
quais são as principais fontes de erro que podem afetar a precisão dos resultados? 
O cálculo da acidez percentual a partir da titulação envolve três etapas 
fundamentais, baseadas na reação de neutralização entre o ácido acético e o NaOH. 
Primeiro, determina-se a quantidade de base consumida: 
n = C × V = 0,1 mol/L × 0,0132 L = 0,00132 mol de NaOH 
Depois, obtém-se a massa do ácido acético equivalente, considerando sua massa 
molar: 
m = 0,00132 mol × 60 g/mol = 0,0792 g de CH₃COOH 
Por fim, a acidez percentual (expressa em g/100 mL) é calculada: 
Acidez (%) = (0,0792 g / 10,0 mL) × 100 = 0,792% 
Apesar da simplicidade conceitual, diversos fatores podem comprometer a precisão e 
reprodutibilidade desse resultado. Entre os principais erros observados estão: 
Leitura incorreta do menisco da bureta, principalmente se não feita na altura correta 
dos olhos; 
Adição excessiva de fenolftaleína, que pode deslocar o ponto final visual e causar 
superestimação do volume de base; 
Interferência da temperatura ambiente, que modifica a densidade dos líquidos e, 
portanto, os volumes reais dispensados; 
Reação entre o NaOH e o CO₂ atmosférico, que reduz a concentração efetiva da base 
e distorce o cálculo da acidez. 
Para mitigar esses fatores, realizamos a titulação em triplicata, utilizamos vidrarias 
calibradas, protegemos os reagentes contra luz e umidade e executamos a pipetagem 
sob capela química, reduzindo o contato com o ambiente. Essa experiência 
demonstrou que, quando realizada com rigor técnico, controle ambiental e domínio da 
técnica, a titulação ácido-base continua sendo uma metodologia confiável e educativa 
para análises de rotina em química de alimentos. 
 
TEMA DE AULA: PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE 
HCL 0,1 MOL/L 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Quais são os procedimentos adequados para a preparação de uma solução de HCl 
0,1 mol/L a partir de HCl concentrado, e quais cuidados de segurança devem ser 
observados durante esse processo? 
O preparo de uma solução diluída de HCl 0,1 mol/L a partir de ácido clorídrico 
concentrado exige tanto cálculos químicos precisos quanto a aplicação rigorosa de 
medidas de biossegurança. Durante a prática, partimos das características físico-
químicas do reagente: pureza de 37% (m/m), densidade de 1,19 g/mL e massa molar 
de 36,46 g/mol. A concentração molar do HCl concentrado foi estimada pela fórmula: 
C₁ = (37 g/100 g) × 1,19 g/mL ÷ 36,46 g/mol ≈ 12,07 mol/L 
Com isso, calculamos o volume necessário para preparar 1 L de solução 0,1 mol/L: 
C₁V₁ = C₂V₂ ⇒ V₁ = (0,1 mol/L × 1000 mL) ÷ 12,07 mol/L ≈ 8,28 mL 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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Esse volume de HCl concentrado foi cuidadosamente medido com pipeta volumétrica, 
e sua adição foi feita lentamente sobre 500 mL de água destilada fria já presente em 
um balão volumétrico de 1 L, respeitando a norma de segurança que determina que 
ácido sempre deve ser adicionado à água para evitar riscos térmicos decorrentes da 
liberação exotérmica de calor. A manipulação foi realizada sob capela de exaustão, 
com jaleco, óculos de segurança e luvas nitrílicas, conforme a NR-32. Após o 
resfriamento da solução, completamos cuidadosamente o volume até o traço do balão 
e homogeneizamos. A prática reforçou que a preparação segura de soluções 
corrosivas exige o domínio de cálculos químicos e a observância de protocolos de 
segurança laboratorial bem definidos. 
 
2. Por que a padronização de soluções é fundamental em análises químicas, e quais 
métodos podem ser empregados para padronizar uma solução de HCl? 
A padronização é um procedimento indispensável em análises químicas, 
sobretudo para soluções como o HCl, que possuem elevada volatilidade e tendência 
à contaminação ambiental por CO₂ e umidade. Mesmo após um preparo cuidadoso, 
é necessário verificar se a concentração efetiva da solução corresponde ao valor 
nominal. Na prática, a padronização foi realizada por titulação com carbonato de sódio 
anidro (Na₂CO₃), um padrão primário confiável, estável e com massa molar bem 
definida (105,99 g/mol). 
Pesamos com precisão 0,5300 g de Na₂CO₃, e aplicamos: 
n = m ÷ M = 0,5300 g ÷ 105,99 g/mol ≈ 0,00500 mol 
Como a reação entre o carbonato e o HCl segue a equação: 
Na₂CO₃ + 2HCl → 2NaCl + CO₂ + H₂O, 
a quantidade de HCl necessária é o dobro: 
n HCl = 0,00500 mol × 2 = 0,01000 mol 
Durante a titulação, o volume médio de solução de HCl utilizado foi de 98,5 mL (0,0985 
L), o que nos permitiu calcular a concentração real: 
C = n ÷ V = 0,01000 mol ÷ 0,0985 L ≈ 0,1015 mol/L 
Esse resultado foi registrado e adotado como a concentração oficial da solução 
padronizada. Utilizamos alaranjado de metila como indicador ácido-base, adequado 
para esse tipo de reação. A padronização revelou-se essencial para corrigir desvios 
da concentração teórica, garantindo rastreabilidade, confiabilidade metrológica e 
conformidade com exigências normativas, como as estabelecidas pelas BPL e por 
protocolos de validação laboratorial. 
 
3. Como determinar a concentração exata da solução padronizada de HCl, 
considerando as possíveis variáveis que podem afetar a precisão dos resultados? 
A concentração exata de uma solução de HCl é obtida por titulação com um 
padrão primário sólido, como o carbonato de sódio anidro, por meio de uma reação 
ácido-base de estequiometria conhecida. Como demonstrado, a quantidade de mols 
de Na₂CO₃ (0,00500 mol) requer o dobro de mols de HCl (0,01000 mol). Com um 
consumo de 98,5 mL (0,0985 L) de HCl, a concentração foi calculada por: 
C = n ÷ V = 0,01000 mol ÷ 0,0985 L ≈ 0,1015 mol/L 
Contudo, para que esse valor seja considerado confiável, é essencial controlar 
diversas variáveis experimentais. Entre os principais fatores que afetam a precisão, 
destacam-se: 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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• Leitura correta do menisco inferior na bureta, que deve ser feita ao nível dos 
olhos; 
• Presença de bolhas de ar no bico da bureta, que deve ser eliminada antes da 
medição; 
• Uso de vidrarias limpas e calibradas, sem resíduos que comprometam a 
molhabilidade e a drenagem; 
Temperatura ambiente, que pode alterar a densidade dos líquidos e, 
consequentemente, os volumes reais utilizados. 
Para reduzir os erros sistemáticos e aleatórios, a padronização foi feitaem triplicata, 
com ambiente controlado entre 20 e 25 °C, utilização de reagentes frescos e validação 
visual cuidadosa do ponto final da titulação com indicador adequado. A variação entre 
os ensaios ficou abaixo de 1%, demonstrando alta reprodutibilidade. Assim, conclui-
se que a determinação da concentração exata envolve não apenas cálculos químicos, 
mas também o rigor na condução da técnica, controle ambiental e adesão a normas 
laboratoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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Fabiana da Costa Lima 
04137353 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA– 
AULA 2 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Fabiana da Costa Lima MATRÍCULA: 04137353 
CURSO: Farmácia POLO: Unama - Santarém 
PROFPROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Fernanda Barbosa 
 
 
 
 
 
TEMA DE AULA: 
PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO NAOH 0,1 MOL/L 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Quais são os procedimentos recomendados para a preparação de uma solução de 
NaOH 0,1 mol/L, considerando as propriedades físico-químicas do composto? 
A preparação de uma solução de NaOH 0,1 mol/L exige cuidados especiais, 
principalmente em razão de sua alta higroscopicidade e de sua tendência a reagir com 
o CO₂ atmosférico, formando carbonatos que interferem na concentração efetiva da 
solução. Durante a prática, realizamos o cálculo da quantidade necessária do 
reagente com base na equação da concentração molar: 
n = C × V = 0,1 mol/L × 1,0 L = 0,1 mol 
Sabendo que a massa molar do NaOH é 40,00 g/mol, a massa a ser pesada foi: 
m = n × M = 0,1 mol × 40,00 g/mol = 4,00 g 
Essa quantidade foi retirada de um frasco hermético contendo pastilhas de NaOH, 
utilizando espátula seca e balança analítica. A pesagem foi realizada de forma rápida 
para evitar absorção de umidade. Posteriormente, o sólido foi dissolvido em 500 mL 
de água destilada fria, com agitação controlada, pois a reação de dissolução é 
fortemente exotérmica. Após o resfriamento completo da solução, transferimos 
quantitativamente o conteúdo para um balão volumétrico de 1 L, completando com 
água destilada até o traço e homogeneizando cuidadosamente. A solução final foi 
armazenada em frasco âmbar com tampa vedante, protegida da luz e do CO₂ 
atmosférico. Durante todo o procedimento, utilizamos EPI’s (jaleco, óculos e luvas 
nitrílicas) e operamos sob capela química, o que evidenciou a importância da 
segurança e do controle ambiental para garantir a estabilidade da solução alcalina. 
 
2. Qual a importância da padronização da solução de NaOH em análises 
titulométricas, e quais métodos são utilizados para garantir sua precisão? 
A padronização da solução de NaOH é crucial em análises titulométricas, uma 
vez que essa base sofre rápida degradação por reação com CO₂ do ar, reduzindo a 
concentração de íons OH⁻. Para garantir precisão nos ensaios, utilizamos o ácido 
ftálico potássico (KHP) como padrão primário, por ser quimicamente estável, puro e 
não higroscópico. Sua massa molar é 204,22 g/mol, e durante a prática pesamos 
0,5106 g da substância, o que corresponde a: 
n = m ÷ M = 0,5106 g ÷ 204,22 g/mol ≈ 0,0025 mol de KHP 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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Essa quantidade foi titulada com a solução de NaOH, utilizando fenolftaleína como 
indicador, que apresenta viragem visível de incolor para rosa claro em pH acima de 
8,2, ideal para essa neutralização. O volume médio de NaOH consumido foi 24,65 mL 
(0,02465 L), e a concentração foi determinada por: 
C = n ÷ V = 0,0025 mol ÷ 0,02465 L ≈ 0,1014 mol/L 
Esse valor foi registrado como a concentração real da solução padronizada e passou 
a ser utilizado em todos os cálculos posteriores. O procedimento demonstrou que a 
confiabilidade em análises volumétricas depende diretamente da padronização 
frequente, uso de padrões certificados e repetição experimental, respeitando critérios 
de qualidade metrológica e rastreabilidade analítica. 
 
3. Como a variação da temperatura pode afetar a concentração e a reatividade da 
solução de NaOH, e quais medidas podem ser adotadas para minimizar esses 
efeitos? 
Durante a prática laboratorial, observamos que a temperatura ambiente 
influencia significativamente a concentração e a estabilidade da solução de NaOH. 
Em ambientes mais quentes, a taxa de absorção de CO₂ atmosférico é intensificada, 
acelerando a formação de carbonato de sódio (Na₂CO₃), o que compromete a 
concentração real da base. Simultaneamente, a expansão térmica da solução altera 
os volumes medidos em vidrarias calibradas para 20 °C, podendo introduzir erros de 
até 0,1 mL por 100 mL com variações de apenas 5 °C, o que é relevante em análises 
precisas. 
Para minimizar esses efeitos, adotamos diversas estratégias preventivas. A solução 
foi armazenada em frascos âmbar vedados, evitando exposição à luz e ao ar. Também 
mantivemos o ambiente em temperatura controlada entre 20 e 25 °C e utilizamos a 
solução imediatamente após sua retirada do frasco, reduzindo o tempo de exposição. 
As vidrarias foram pré-equilibradas termicamente no mesmo ambiente de trabalho 
para garantir estabilidade volumétrica. Essa abordagem demonstrou que o domínio 
sobre as condições ambientais é tão importante quanto o domínio da técnica química, 
sendo decisivo para garantir reprodutibilidade e confiabilidade nos resultados obtidos 
em procedimentos com soluções alcalinas. 
 
TEMA DE AULA: 
AFERIÇÃO DE MATERIAL VOLUMÉTRICO 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. Quais são os critérios para a escolha de materiais volumétricos adequados para 
medições precisas, e como a aferição contribui para a confiabilidade dos resultados? 
A escolha de materiais volumétricos em procedimentos laboratoriais está 
diretamente relacionada ao grau de precisão exigido pela análise a ser realizada. 
Durante a prática, compreendemos que equipamentos como pipetas volumétricas, 
buretas e balões aferidos são indispensáveis em etapas que exigem exatidão, como 
a padronização de soluções e titulações ácido-base, devido à sua baixa tolerância de 
erro. Por exemplo, um balão volumétrico de 100 mL apresenta erro admissível de 
±0,05 mL. Por outro lado, instrumentos como béqueres e provetas são adequados 
para operações menos críticas, como dissoluções ou transferências não quantitativas, 
pois possuem maior margem de erro e menor resolução. 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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Para verificar a precisão de um balão de 100 mL, realizamos a aferição gravimétrica, 
pesando a massa de água destilada transferida e convertendo-a em volume pela 
densidade da água a 25 °C (0,99705 g/mL). No experimento, o balão aferido 
apresentou massa de 99,30 g. O cálculo foi: 
V = m ÷ d = 99,30 g ÷ 0,99705 g/mL ≈ 99,70 mL 
Detectamos, assim, um erro de -0,30 mL, equivalente a uma imprecisão de 0,3%. 
Apesar de parecer pequena, essa diferença é significativa quando replicada em 
análises quantitativas. A prática demonstrou que a aferição não é apenas um processo 
de calibração, mas sim uma ferramenta de validação metrológica, assegurando que 
os instrumentos estejam conforme as normas técnicas e que os resultados produzidos 
sejam reprodutíveis, rastreáveis e confiáveis de acordo com as Boas Práticas de 
Laboratório (BPL). 
 
2. Qual o procedimento padrão para aferir a precisão de pipetas e balões volumétricos, 
e quais fatores podem influenciar a exatidão das medições? 
O método gravimétrico foi o procedimento padrão adotado para aferição de 
precisão de pipetas e balões volumétricos. Esse método consiste na pesagem da 
água transferida pelo instrumento sob análise e conversão da massa em volume, 
utilizando a densidadeda água à temperatura ambiente. A balança utilizada possuía 
sensibilidade de 0,0001 g, garantindo alta acurácia. Em um dos testes, utilizamos uma 
pipeta de 10 mL e registramos uma massa transferida de 9,87 g. O cálculo de volume 
foi: 
V = 9,87 g ÷ 0,99705 g/mL ≈ 9,90 mL 
Esse valor revela um erro absoluto de -0,10 mL, ou seja, uma imprecisão de 1,0%, 
que pode impactar significativamente os resultados em reações estequiométricas. 
Durante a aferição, identificamos vários fatores que comprometem a exatidão: leitura 
incorreta do menisco, especialmente em vidrarias com maior diâmetro; formação de 
bolhas de ar na extremidade da pipeta; escoamento incompleto por adesão do líquido 
à parede da vidraria; evaporação parcial da água durante a manipulação; e flutuações 
de temperatura, que alteram a densidade da água. Para contornar esses problemas, 
padronizamos a técnica de dispensação, utilizamos frascos com tampa durante a 
taragem, estabilizamos termicamente a vidraria antes do uso e repetimos as aferições 
para garantir confiabilidade. Assim, a exatidão final depende não só das 
características do material, mas também do controle das variáveis ambientais e da 
habilidade do operador. 
 
3. Como as técnicas de aferição direta e indireta diferem na prática laboratorial, e 
quais são as implicações dessas abordagens na qualidade dos dados obtidos? 
Durante a prática laboratorial, utilizamos duas abordagens complementares de 
aferição: a direta, que mede o desempenho metrológico do instrumento com base na 
conversão da massa de água em volume; e a indireta, que avalia a performance 
operacional do equipamento em um contexto funcional real. A aferição direta de uma 
bureta de 25 mL foi realizada por pesagem: obtivemos 24,65 g de água. Aplicando: 
V = 24,65 g ÷ 0,99705 g/mL ≈ 24,72 mL 
Identificamos um erro de -0,28 mL, o que representa uma imprecisão de 1,12%, 
suficientemente relevante para alterar resultados em titulações precisas, como no 
cálculo de concentração de soluções padronizadas. 
 
 
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Já na aferição indireta, utilizamos essa mesma bureta em uma titulação ácido-base 
entre HCl 0,1 mol/L e NaOH 0,1 mol/L. Nas três repetições, os volumes titulados 
variaram entre 24,65 mL e 24,70 mL, com desvio padrão inferior a 0,1 mL, indicando 
boa reprodutibilidade funcional, apesar do erro observado na aferição direta. Isso 
demonstrou que, enquanto a aferição direta é essencial para validar o instrumento 
conforme os padrões técnicos, a aferição indireta permite avaliar a estabilidade 
operacional, revelando a adequação do equipamento sob condições reais de uso. 
Concluímos que a combinação dessas metodologias fortalece o sistema de qualidade 
laboratorial: a aferição direta assegura conformidade metrológica, e a indireta garante 
eficiência funcional, juntas promovendo dados confiáveis, validados e auditáveis 
conforme exigências normativas de instituições certificadoras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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de Química Analítica. 2012. Disponível em: 
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/18401516022012Quimica_Analitica
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NaOH. Departamento de Química, 2017. Disponível em: 
https://www2.dti.ufv.br/raex/files/cursos/85268.pdf. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Manual de laboratório da 
disciplina Química Analítica Quantitativa. Departamento de Química, 2021. Disponível 
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https://www.quimica.ufrn.br/quimica/download/MANUAL_LABORATORIO_QUIMICA
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AVANZI QUÍMICA. Fatores que afetam a estabilidade da soda cáustica em 
armazenamento. 2021. Disponível em: https://avanziquimica.com.br/blog/blog-
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em-armazenamento. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
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Departamento de Química, 2018. Disponível em: 
https://www2.ufjf.br/quimica/files/2018/03/Aula-11-Laborat%C3%B3rio-de-
Fundamentos-de-Qu%C3%ADmica-Aula-n%C2%B0-11-Preparo-e-Diluicao-de-
Solucoes.pdf. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA. Preparo de soluções de NaOH. Disponível em: 
https://www.profpc.com.br/Experimentos%20de%20Qu%C3%ADmica/Preparo_NaO
H.htm. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. Padronização da solução de NaOH 
com KHP. NUPIS – Núcleo de Práticas Integradas em Saúde, 2018. Disponível em: 
https://www.ufjf.br/nupis/files/2017/03/Pratica-02-Padroniza%C3%A7%C3%A3o-da-
solu%C3%A7%C3%A3o-NaOH-2018-2Nupis1.pdf. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
DAFRATEC. Estabilidade de soluções: o que pode afetar? 2020. Disponível em: 
https://dafratec.com/glossario/estabilidade-de-solucoes. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. Calibração de vidrarias: prática de 
aferição de materiais volumétricos. NUPIS – Núcleo de Práticas Integradas em Saúde, 
2018. Disponível em: https://www2.ufjf.br/nupis//files/2017/03/Aula-
Calibra%C3%A7%C3%A3o-vidraria-QUI095-2018.pdf. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA. Calibração de materiais volumétricos. 
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ASSOCIAÇÃO DE LABORATÓRIOS ACREDITADOS DE PORTUGAL (RELACRE). 
Guia RELACRE nº 1: calibração de materiais volumétricos. Lisboa: RELACRE, 2013. 
Disponível em: 
https://www.relacre.pt/assets/relacreassets/files/commissionsandpublications/GuiaR
ELACRE1_Ed_3.pdf. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
BLOG DA METROLOGIA. O que é calibração direta e indireta? 2021. Disponível em: 
https://blogdametrologia.com.br/o-que-e-calibracao-direta-e-indireta/. Acesso em: 17 
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PORTAL ISO. Qual a diferença entre calibração direta e indireta? 2022. Disponível 
em: https://calibracao-de-equipamentos.portaliso.com/qual-a-diferenca-entre-
calibracao-direta-e-indireta/. Acesso em: 17 maio 2025. 
 
INSTRUSUL. Diferenças entre calibração direta e indireta com exemplos. 2023. 
Disponível em: https://blog.instrusul.com.br/calibracao-direta-e-indireta-exemplos/. 
Acesso em: 17 maio 2025.

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