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INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA – IFFAR CAMPUS SANTO ÂNGELO. CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA Professora Rita Fernanda Fernandes1 1Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel. Especialista em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Docente Instituto Federal Farroupilha- IFFar Campus Santo Ângelo. Email: fernanda.fernandes@iffarroupilha.edu.br SISTEMA DIGESTÓRIO 1 CONCEITO O sistema digestório inclui o tubo gastrintestinal e seus órgãos acessórios, que processam o alimento em moléculas que podem ser absorvidas e utilizadas pelas células do corpo; O trato digestório consiste em um tubo longo e contínuo que se estende da cavidade oral ao ânus, medindo aproximadamente 9 metros de comprimento. 2 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Inclui cavidade oral, a faringe, o esôfago, o estômago, o intestino delgado e o intestino grosso. A língua, os dentes, as glândulas salivares, o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas são órgãos acessórios importantes; O alimento passa por digestão, absorção e metabolismo. 3 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 4 Órgãos do sistema digestório Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes O sistema digestório prepara nutrientes para serem utilizadas pelo corpo através das seguintes atividades: Ingestão: consiste na introdução do alimento pela boca; Digestão mecânica: é a quebra dos alimentos em partículas menores, para que as enzimas possam agir. Inicia na cavidade oral com a mastigação e contínua com as ações de misturar e agitar o alimento no estômago. 5 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Movimentos: Após a ingestão e mastigação, as partículas de alimentos se movem da cavidade oral para a faringe, e então, para o esôfago, movimento chamado de deglutição. Absorção: As móleculas simples que são produzidas pela digestão química passam através do revestimento do intestino delgado para o interior dos capilares sanguíneos ou linfáticos. 6 PERISTALSE: movimentos que propelem as partículas do alimento através do trato digestório Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Eliminação: as moléculas do alimento que não são digeridas precisam ser eliminadas do corpo. A remoção dos resíduos não digeridos através do ânus, na forma de fezes, é a defecação. 7 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 8 CAVIDADE ORAL A cavidade oral é a primeira parte do trato digestório. Ela está adaptada para ingerir o alimento, quebrá-lo em partículas menores pela mastigação e misturá-lo com a saliva. Nela estão os dentes e a língua. A boca recebe a secreção das glândulas salivares. As múltiplas camadas de epitélio provêm proteção contra abrasão pelas partículas de alimento. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes PALATO: É o teto da cavidade oral. Ele separa a cavidade oral da cavidade nasal. A porção anterior, o palato duro, é sustentado por ossos. O palato mole termina em uma projeção chamada de úvula palatina. Durante a deglutição, o palato mole e a úvula palatina se movem para cima a fim de digerir o alimento para fora da cavidade nasal e para o interior da parte oral da faringe. 9 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 10 Características da cavidade oral Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes LÍNGUA: o maior e mais móvel órgão da cavidade oral. O dorso da língua é recoberto por minúsculas projeções chamadas de papilas linguais. Além de prover fricção para a manipulação dos alimentos na cavidade oral, as papilas contêm os receptores do gosto. Uma massa de tecido linfóide, a tonsila lingual, está incrustrada no dorso da língua na região posterior. 11 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 12 As tonsilas linguais provêm defesa contra bactérias que entram na cavidade oral. A língua mistura o alimento com a saliva, molda-o em uma massa chamada de bolo alimentar e direciona esse bolo para a faringe. Principal órgão sensorial para o gosto e um dos principais órgãos utilizados na fala! Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes DENTES: Os dentes são estruturas rijas, esbranquiçadas, implantadas em cavidades da maxila e da mandibula denominadas alvéolos dentais. Sua principal função é de mastigar os alimentos, além de contribuir na articulação das palavras. Possuem 3 partes principais, raíz, coroa e o colo. 13 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes No homem adulto há 32 dentes, destes 8 são incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares. Há duas dentições. 1ª denominada primária (“de leite”), com 20 dentes que iniciam a partir dos 6 meses de idade, até cerca de 30 meses. Quando os dentes primários começam a cair, eles são substituídos pelos dentes secundários. 2ª dentição denominada permanente, com 32 dentes. 14 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 15 A dentição decidual, à esquerda, possui 20 dentes. A dentição permanente, à direita, possui 32 dentes. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes GLÂNDULAS SALIVARES: três pares de glândulas salivares maiores e numerosas secretam saliva no interior da cavidade oral, onde elas se misturam com o alimento. 16 Localização das glândulas salivares. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 1ª. Glândulas parótidas: são as maiores glândulas salivares. Se localizam uma de cada lado, entre a pele e o músculo masseter, logo anterior e inferior à orelha. O ducto parótideo se abre na cavidade oral próximo ao segundo molar inferior. O processo infeccioso que acomete a parótida (parotidite viral) é conhecido com o nome de caxumba. 17 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 2ª. Glândulas submandibulares: localizam-se no soalho da boca. Os ductos submandibulares se abrem na cavidade oral na região do frênulo da língua. 3ª. Glândulas sublinguais: pequenas glândulas que estão no soalho da boca, sob a língua. Possuem numerosos ductos pequenos que se abrem na cavidade oral. 18 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes A faringe é uma via de passagem fibromuscular que conecta a cavidade oral e a cavidade nasal com a laringe e o esôfago. Ela atua no sistema respiratório e no sistema digestório como um canal para o ar e para o alimento. A região superior, a parte nasal da faringe, é posterior à cavidade nasal. Possui as adenóides. A abertura da cavidade oral no interior da parte oral da faringe é chamada de FAUCES. 19 FARINGE Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Massas de tecido linfóide, as tonsilas palatinas estão próximas as fauces. A região inferior, posterior à laringe, é a parte laríngea da faringe. A epiglote desce para evitar que o alimento entre na laringe e a úvula palatina sobe para evitar que o alimento entre na parte nasal da faringe. 20 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes O esôfago é um tubo muscular colapsado de cerca de 25 cm de comprimento, que serve como uma via de passagem para o alimento entre a faringe e o estômago. O esôfago passa através de uma abertura no diafragma, chamada de hiato esofágico. Possui a cárdia, válvula que controla os movimentos do alimento entre o esôfago e o estômago. A luz do esôfago aumenta durante a passagem do bolo alimentar, impulsionado por contrações da musculatura de sua parede. 21 ESÔFAGO Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 22 ESTÔMAGO O estômago, que recebe o alimento através do esôfago, está localizado no quadrante superior esquerdo do abdome. Sua capacidade varia, mas no adulto, a média é de 1,5 litros, embora em alguns individuos ele possa conter até 4 litros. Uma faixa circular de músculo liso forma o piloro, que age como um esfíncter entre o estômago e o intestino delgado. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 23 Características do estômago. A, vista externa. B, vista interna. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes As pregas do estômago (rugas) permitem a expansão e quando ele se enche, elas tornam-se menos aparentes. Cerca de 2 a 3 litros de suco gástrico são produzidos todos os dias. O suco gástrico contém ácido clorídricoque tem a função de matar as bactérias e prover um ambiente ácido para a ação das enzimas no estômago. 24 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes As células principais das glândulas gástricas secretam pepsinogênio, forma inativada da enzima pepsina. As células endócrinas secretam o hormônio gastrina, que funciona na regulação da atividade gástrica. 25 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes A ação de agir dos músculos da parede do estômago quebra as partículas de alimento do bolo alimentar que foi deglutido em pedaços menores e o mistura com o suco gástrico. Isso produz uma mistura semi fluída denominada QUIMO, que deixa o estômago através do piloro e entra no intestino delgado. Os movimentos peristálticos do estômago empurram o quimo em direção ao piloro. O estômago se esvazia geralmente dentro de 4 horas após a refeição. 26 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 27 INTESTINO DELGADO O intestino delgado tem cerca de 6 metros de comprimento. Ele se estende do piloro até a papila ileal, na qual se esvazia no intestino grosso. Esse intestino termina o processo de digestão, absorve os nutrientes e passa os resíduos para o intestino grosso. A mucosa do intestino delgado possui pregas circulares que aumentam a àrea de superfície para absorção. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 28 Extensões da mucosa em forma de dedos, chamadas de vilos se projetam das pregas circulares e aumentam a área de superfície. O intestino delgado divide-se em 3 regiões: Duodeno; Jejuno; Íleo. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 29 Duodeno é a primeira parte e tem cerca de 25 cm de comprimento. Ele inicia no piloro e continua em uma curva na forma de C para o jejuno. O duodeno está posterior ao peritônio parietal e é a porção mais fixa do intestino delgado. Ele recebe o quimo do estômago e as secreções do fígado e do pâncreas. Possui glândulas duodenais. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 30 Jejuno é a segunda porção do intestino delgado. Tem cerca de 2,5 metros de comprimento. Ele é contínuo com a terceira porção, o íleo. Íleo mede cerca de 3,5 metros de comprimento. Não há uma separação distinta entre jejuno e íleo. São móveis e estão suspensos a partir da parede posterior do abdome por uma prega de peritônio chamada de mesentério. O muco alcalino protege as paredes intestinais do quimo ácido e das enzimas digestivas. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Peritônio: Os órgãos abdominais também são revestidos por uma membrana serosa em maior ou menor extensão, o peritônio, que apresenta duas lâminas: o peritônio parietal reveste as paredes da cavidade abdominal e o peritônio visceral que envolve as vísceras. 31 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes As duas lâminas são contínuas, permanecendo entre elas uma cavidade em forma de fenda, a cavidade peritoneal, que contém pequena quantidade de líquido. Alguns órgãos abdominais situam-se junto à parede posterior do abdome e, nestes casos, o peritônio parietal é anterior a eles, essas estruturas são chamadas de retroperitoneais (rins, pâncreas e outros). 32 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Suco entérico: Possui enzimas que facilitam a absorção dos alimentos. Peptidase: Transformam peptídeos em aminoácidos Maltase, sacarase e Lactase: Transformam em dissacarídeos (açúcar). Lipase intestinal: gorduras neutras. Enteroquinase: ativa uma outra, dividora de proteínas do pâncreas. 33 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes As células intestinas secretam pelo menos dois hormônios - SECRETINA e COLECISTOQUININA. Secretina: estimula o pâncreas a secretar um fluído que possuí ↑ [ ] de íons bicarbonato para neutralizar o quimo, de modo que as enzimas intestinais possam agir. Colecistoquinina: Estimula a liberação de bile pela vesícula biliar e a secreção de enzimas digestivas a partir do pâncreas. Também inibe a motilidade e as enzimas gástricas. 34 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 35 INTESTINO GROSSO O intestino grosso é maior que o intestino delgado em diâmetro; Possui cerca de 1,5 metros de comprimento; Ele inicia na junção ileocecal, onde o íleo entra no intestino grosso e termina no ânus; A mucosa não possui nenhum vilo; Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 36 O músculo longitudinal está limitado a três faixas distintas, denominadas tênias do colo, que seguem todo o comprimento do colo. A contração dessas tênias exerce pressão sobre a parede e cria uma série de bolsas, designadas saculações, ao longo do colo. Os apêndices adiposos, pedaços de tecidos conjuntivo repletos de gordura, estão fixados à parede externa do colo Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 37 O intestino grosso divide-se em: ceco; colo Ascendente Transverso Descendente Sigmóide reto; canal anal. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 38 Ceco: é a porção proximal do intestino grosso. Ele é uma bolsa de fundo cego que se estende inferiormente à junção ileocecal. O apêndice vermiforme está fixado no ceco, porém não possui função digestória, mas contém algum tecido linfóide. Apendicite: processo infeccioso que atinge o apêndice vermiforme, bastante comum e exige tratamento cirúrgico. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 39 Colo: é a parte mais longa do intestino grosso e divide-se em colo ascendente, transverso, descendente e sigmóide. O colo ascendente inicia-se na junção ileocecal e segue para cima, ao longo da parede posterior do abdome do lado direito, se curvando anteriormente e para a esquerda, tornando-se o colo transverso e continua através da região anterior do abdome na direção do baço no lado esquerdo. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 40 Após o colo se curva acentuadamente para baixo e segue inferiormente ao longo da parede posterior do abdome como colo descendente. Na pelve, o colo descendente realiza uma curva variável em forma de S, chamada de colo sigmóide e então, torna-se reto. Flexura direita do colo (hepática): curva entre o colo ascendente e o colo transverso. Flexura esquerda do colo (esplênica): curva entre o colo transverso e o colo descendente. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 41 Reto: Continua do colo sigmóide até o canal anal. Termina cerca de 5 cm abaixo da ponta do cóccix, no inicio do canal anal. Os últimos 2 ou 3 cm do trato digestório contêm o canal anal e se abre no meio externo pelo ânus. No canal anal está o músculo do ânus. O intestino grosso não possui enzimas digestivas, não há vilos, portanto, não absorve nutrientes. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 42 A função primária do intestino grosso inclui a absorção de fluídos e eletrólitos e a eliminação de produtos residuais. O quimo que entra no intestino grosso contém materiais que não foram digeridos ou não absorvidos pelo intestino delgado - água, eletrólitos e bactérias. Uma parte da água e dos eletrólitos é absorvida no ceco e colo ascendente. Os resíduos que sobram do quimo tornam-se as fezes. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Porção terminal do tubo digestório que possui a função de eliminar os restos digestórios. A musculatura de suporte do ânus é o períneo. 43 O muco secretado pelo intestino grosso protege a parede do intestino contra abrasão e irritação do quimo. Ele também ajuda a manter as partículas do material fecal juntas. ÂNUS Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes GLÂNDULAS ANEXAS AO SISTEMA DIGESTÓRIO! 44 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes FÍGADO 45 O fígado é um órgão grande e marrom avermelhado que está localizado primariamente nas regiões hipocondríacas direita e epigástrica do abdome, logo abaixo do diafragma (subdiafragmática), embora uma pequena porção ocupe também a metade esquerda do abdome. Considerada a maior glândula do corpo, pesando aproximadamente 1,3 Kg em adultos. Suas células são chamadas de hepatócitos. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes O fígado divide-se em doisgrandes lobos e dois lobos menores. Possui o ligamento falciforme, uma prega dupla de peritônio que fixa o fígado na parede anterior do abdome, separa o lobo direito do lobo esquerdo. Dois pequenos lobos adicionais são evidentes na face visceral, lobo caudado e lobo quadrado. 46 A porta do fígado é a regão através da qual a artéria hepática própria e a veia porta entram no fígado e os ductos hepáticos direito e esquerdo saem do fígado. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes A veia central dos lóbulos adjacentes se unem para formar grandes vasos até que eles formam as veias hepáticas, que drenam para o inferior da veia cava inferior. Minúsculos canais, chamados de ductos bilíferos interlobares estão entrelaçados com as células hepáticas e conduzem a bile em direção a periferia do lóbulo. 47 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Os ductos bilíferos se fundem para formar os grandes ductos hepáticos direito e esquerdo. Esses dois ductos se juntam para formar o ducto hepático comum, que transporta a bile para o fígado. O fígado possui as células de Kupffer que removem partículas estranhas do sangue enquanto ele flui através dos sinusóides. 48 O lobo esquerdo não é, habitualmente, palpável, mas quando aumentado (hepatomegalia), em condições patológicas, pode ser palpado na região lateral direita. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 49 Características da superfície do fígado. A, face diafragmática. B, face visceral. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 50 Suprimento de sangue para o fígado. O sangue é trazido para o fígado pela artéria hepática e pela veia porta. Após fluir através dos sinusóides, o sangue entra nas veias hepáticas, que enviam para a veia cava inferior. O ducto hepático comum transporta a bile. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes O sangue oxigenado fresco é trazido ao figado pela artéria hepática comum, parte da aorta abdominal. O sangue que é rico em nutrientes oriundo do trato digestório é conduzido ao fígado pela veia porta. A veia porta divide-se até formar os vasos portais menores. 51 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes O sangue venoso da veia porta e o sangue arterial da artéria hepática se misturam enquanto o sangue flui através dos sinusóides em direção a veia central. As veias centrais dos lóbulos hepáticos se fundem para formar as grandes veias hepáticas que drenam para o interior da veia cava inferior. 52 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Produz e secreta a bile; Produz sais biliares, derivados do colesterol - facilitam a digestão das gorduras e absorção de vitaminas lipossolúveis; Síntese de proteínas plasmáticas (albumina, fibrinogênio, globulinas e fatores de coagulação); Armazena glicose na forma de glicogênio, também armazena ferro e vitaminas A, B12, D, E e K. 53 FUNÇÕES DO FÍGADO Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Desintoxicação. O fígado altera a composição química dos componentes tóxicos, como a amônia. Também modifica a configuração de determinadas drogas; Realiza excreção de hormônios, drogas, colesterol e pigmentos biliares da quebra da hemoglobina; 54 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Metabolismo dos carboídratos. O fígado converte glicose em glicogênio e quebra o glicogênio em glicose, quando necessário, mantendo os níveis de glicose sanguínea dentro da normalidade. Converte móleculas não carboídratos em glicose. Converte moléculas não carboídratos em glicose; Metabolismo lipídico. O fígado atua na quebra de ácidos graxos, na síntese de colesterol e fosfolipídeos e na conversão do excesso de carboídratos e proteínas em gordura; 55 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Metabolismo de proteínas: O fígado converte certos aminoácidos em diferentes aminoácidos conforme necessário para a síntese de proteínas. Também converte amônia, produzida na quebra de proteínas, em uréia, menos tóxica; As células fagocíticas de Kupffer que revestem os sinusóides removem bactérias, glóbulos vermelhos danificados e outras partículas do sangue. 56 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes toxico 57 BILE Cerca de 1 litro de bile, um fluído verde amarelado, é produzido pelas células hepáticas diariamente. A bile é levemente alcalina, pH de 7,6 a 8,6, portanto, ela ajuda a neutralizar o quimo. A bile tem como uma das principais funções emulsificar gorduras, quebrando grandes glóbulos, em gotículas. Os sais biliares também facilitam a absorção de vitaminas lipossolúveis e dos produtos finais da digestão. Os pigmentos biliares são responsáveis pela cor da urina e das fezes Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes VESÍCULA BILIAR 58 É um saco piriforme que está fixado à face visceral do fígado pelo ducto cístico. O ducto cístico se junta ao ducto hepático comum oriundo do fígado para formar o ducto colédoco, que se esvazia no interior do duodeno. As principais funções da vesícula biliar são estocar e concentrar a bile. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 59 Existe um esfíncter (músculo esfíncter da ampola hepatopancreática) através do qual o ducto colédoco entra no duodeno. Se o intestino delgado está vazio, o intestino está fechado e a bile volta através do ducto cístico para a vesícula biliar para ser armazenada e concentrada. Quando o quimo entra no duodeno, o hormônio colecistoquinina estimula a vesícula biliar a contrair e o esfíncter se abre. Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes 60 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Ducto hepático+ ducto hepático esquerdo: formam o ducto hepátivo comum. Ducto cístico+ ducto hepático comum: formam o ducto colédoco. Ducto colédosoducto pancreático principal: formam a ampola hepatopancreatica “ampola de vater” Esfinter de oddi São frequentes os processos inflamatórios na vesícula biliar (colecistites) assim como a presença de cálculos (colelitíase), que podem ser diagnosticados em exames de ultrassom. Os constituintes da bile são importantes auxiliares da digestão de alimentos no duodeno, porém podem precipitar a formação de cálculos biliares. A obstrução das vias biliares pode ocasionar um refluxo da bile para a circulação sanguínea, causando a icterícia. 61 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes PÂNCREAS Depois do fígado é a glândula anexa mais volumosa do sistema digestório. Órgão alongado e plano que está localizado ao longo da parede posterior do abdome, atrás do peritônio parietal. 62 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes A cabeça do pâncreas está do lado direito no interior da curva do duodeno e o lado esquerdo próximo ao baço. O pâncreas possui funções endócrinas e exócrinas. A porção endócrina consiste nas Ilhotas Pancreáticas, que secretam o hormônio insulina e glucagon no sangue. 63 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes A porção exócrina é a principal parte da glândula, produzindo o suco pancreático que contém enzimas capazes de digerir proteínas, lipídios e glicídeos. Quando o quimo alcança o duodeno, este secreta o hormônio secretina que ativa as células pancreáticas. 64 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Ela consiste em células ácino pancreáticas, que secretam enzimas digestivas no interior de ductos entrelaçados entre as células. Esses ductos se juntam e formam o ducto pancreático principal que se esvazia no duodeno. O ducto pancreático geralmente liga-se ao ducto colédoco para formar uma única entrada no duodeno. O suco pancreático age sobre carboídratos, proteínas e lipídios. 65 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Os ductos colédoco e pancreático, geralmente, unem-se na ampola hepatopancreática “ampola de Vater”. “Esfíncter de Oddi”: válvula que localiza-se entre a ampola hepatopancreática e o duodeno. 66 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Quando o quimo ácido entra no duodeno, a mucosa intestinal produz o hormônio secretina, que irá estimular o pâncreas a produzir um fluído que neutraliza os ácidos no duodeno. Proteínas e gordurasno quimo estimulam a mucosa intestinal a secretar o hormônio colecistoquinina, que irá estimular o pâncreas a produzir o suco pancreático, rico em enzimas digestivas. Essas enzimas seguem pelo ducto pancreático até o duodeno. 67 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Além do suco pancreático, o pâncreas também possui enzimas: Amilase pancreática que tem a função de completar a digestão dos carboídratos no duodeno, digestão já iniciada pela boca. Lipase pancreática que possui a função de quebrar moléculas de lipídeos (“gorduras). Peptidase quebra os peptídeos em aminoácidos. 68 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes Aproximadamente 10 litros de alimentos, bebidas e secreções entram no trato digestório diariamente. Porém, menos de 1 litro entra no intestino grosso. Os outros 9 litros são absorvidos no intestino delgado. No momento que o quimo atinge a parte distal do íleo e do intestino grosso, todo o conteúdo restante é apenas água, materiais não digeríveis e bactérias. 69 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes RELEMBRANDO 70 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes DÚVIDAS??? 71 Profª Msc. Rita Fernanda Monteiro Fernandes REFERÊNCIAS ARAUJO, C. E. R. A.; ANTUNES E. D. Anatomia Humana. 1 ed. Curitiba: Editora do Livro Técnico, 2012. ARAUJO, C. E. R. A.; SANTOS G. J. B. Fundamentos de Fisiologia Humana. 1 ed. Curitiba: Editora do Livro Técnico, 2012. DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3ª Edição - São Paulo. Editora Atheneu, 2011. 757p. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Fundamentos de Fisiologia. 12 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. MARQUES, E.C.M. (org.) Anatomia e Fisiologia Humana. São Paulo: Martinari, 2015. 392p. NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2011. SANTOS, N. C. M. Anatomia e Fisiologia Humana. 2.ed. São Paulo: Érica, 2014. SOBOTTA, J; F. Paulsen; J. Waschke. Atlas de Anatomia Humana. 23 ed. 3v. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2013. 72 image2.jpeg image3.jpeg image4.png image5.jpeg image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.jpeg image13.png image14.png image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.GIF image23.jpeg image24.png image25.png image26.png image27.jpeg image28.jpeg image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image29.jpeg image30.png image31.png image32.png image43.png image44.png image45.GIF image46.jpeg image47.png image1.png