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PROCESSO PENAL I Prof.ª Dr.ª Michelle Gironda Cabrera Doutora em Direito Socioeconômico e Desenvolvimento Advogada criminalista Cronograma de aulas: 8 semanas até semana de provas Avaliação: trabalhos, com aproximação teórico—prática a casos concretos, podendo serem feitos individualmente ou em grupos (preferencialmente, para proporcionar debate) e prova bimestral, com divisão de pontuação a combinar com a turma Participação dos alunos/as em aula, podendo ser conferida pontuação para quem responder a perguntas feitas pela professora Bibliografia fundamental: Aury Lopes Jr. Eugenio Pacelli de Oliveira Paulo Rangel Bibliografia complementar Jacinto Nelson de Miranda Coutinho Alexandre Morais da Rosa Janaina Matida Processo Penal O que é? Para que serve? (Qual o seu objetivo?) Ciências Criminais Grande ramo das ciências jurídicas, que possui como espécies: Ciências criminais empíricas Ciências criminais normativas Ciências Criminais Normativas Direito Penal Processo Penal Execução Penal PERSECUTIO CRIMINIS Denúncia/ Juiz recebe/ Resposta AS AIJ SENTENÇA Queixa-crime rejeita à acusação do réu 1ºgrau 41, CPP 395, CPP 396, CPP 397, CPP Inquérito policial Instrução processual penal Direito Penal e Processo Penal: relação Direito Penal: nascimento? Processo Penal: caminho necessário para se chegar a uma pena (qualquer uma?) Relação: condicionam o exercício do poder de penar (essência do poder punitivo), sendo que o processo é que irá fornecer as “regras do jogo” democrático (Calamandrei: Il processo como giuoco, Alexandre Morais da Rosa: teoria dos jogos) = processo penal é o controle dos meios Princípio da necessidade PRINCÍPIO DA NECESSIDADE O princípio da necessidade também demarca o primeiro ponto de ruptura do processo penal com o processo civil, evidenciando mais uma vez o equívoco da “teoria geral do processo”. O direito penal, contrariamente ao direito civil, não permite, em nenhum caso, que a solução do conflito – mediante aplicação de uma pena, se dê pela via extraprocessual. O direito civil se realiza todos os dias, a todo momento, sem necessidade de “processo”. Somente é chamado o processo civil quando existe uma lide (pretensão carnelutiana). E o direito penal? Não é esta a lógica. O direito penal não tem realidade concreta fora do processo penal. Não existe pena sem delito e processo, nem processo penal senão para delimitar o delito e impor uma pena caráter instrumental do processo penal em relação ao direito penal (pois o processo penal é o caminho necessário para a pena) ≠ instrumentalização do processo penal (conceito de Cândido Rangel Dinamarco) O QUE SIGNIFICA INSTRUMENTALIZAÇÃO DO PROCESSO PENAL? O processo não pode ser visto como mero instrumento a serviço do poder punitivo, senão que desempenha o papel de limitador do poder e garantidor do indivíduo a ele submetido. O respeito às garantias fundamentais não se confunde com impunidade. O processo penal é um caminho necessário para chegar-se, legitimamente, à pena. Somente se admite o devido processo penal (due process of law) quando ao longo do caminho forem rigorosamente observadas as regras e garantias constitucionalmente asseguradas media1.mp4 image1.png