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1. INTRODUÇÃO 
Lesões pigmentadas são alterações na cor da pele ou mucosa oral, 
geralmente devido a um aumento na produção de melanina, que é produzida 
pelos melancócitos. Elas podem ser benignas, como manchas de idade ou 
pigmentação racial, ou malignas, indicativas de condições mais graves, como 
melanoma. 
A lesão pigmentada em odontologia é uma alteração na coloração dos 
tecidos bucais, que pode afetar tanto a mucosa oral quanto os dentes. Essas 
lesões podem apresentar diferentes tonalidades, como marrom, preto, azul ou 
até mesmo esverdeado, e podem ser causadas por diversos fatores, como 
traumas, inflamações, infecções, uso de medicamentos, entre outros. 
Lesões pigmentadas da mucosa oral compõem um grupo diversos de 
lesões que podem variar de pigmentações fisiológicas, como ocorre a 
pigmentação gengival em pessoas com pele negra, e pigmentações patológicas 
graves, como o melanoma oral (Rosebush, Briody, and Cordell 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. CARCINOMA BASOCELULAR PIGMENTADO 
O carcinoma basocelular pigmentado é uma variante do carcinoma 
basocelular, um tipo comum de câncer de pele, caracterizada por uma aparência 
escura ou preta. Esta pigmentação pode mimetizar a de um melanoma, tornando 
o diagnóstico clínico difícil. A presença de pigmento nas células tumorais, em 
melanófagos ou em ambos, explica essa aparência enegrecida. 
Características: 
 Aparência: 
Pápulas ou nódulos negros, que podem ser confundidos com 
melanomas. 
 Pigmentação: 
A pigmentação é a característica principal que distingue esta variante 
dos outros tipos de carcinoma basocelular. 
 Diagnóstico: 
A biópsia é essencial para diferenciar o carcinoma basocelular 
pigmentado de um melanoma, garantindo um tratamento adequado. 
 Tratamento: 
O tratamento é semelhante ao do carcinoma basocelular comum, com 
remoção cirúrgica, curetagem, crioterapia, entre outros. 
Importância do diagnóstico: 
A diferenciação do carcinoma basocelular pigmentado do melanoma é 
crucial, pois o carcinoma basocelular é menos agressivo e tem maior índice de 
cura. Um diagnóstico incorreto pode levar a um tratamento inadequado ou 
desnecessário. 
Causas e fatores de risco: 
As causas do carcinoma basocelular pigmentado, assim como do 
carcinoma basocelular comum, incluem exposição prolongada ao sol, radiação 
UV e fatores genéticos. 
Prognóstico: 
O prognóstico do carcinoma basocelular pigmentado é geralmente bom, 
com altas taxas de cura após o tratamento. No entanto, é importante um 
tratamento precoce e adequado para evitar complicações e recidivas. 
O carcinoma basocelular pigmentado é uma variante rara do carcinoma 
basocelular, representando cerca de 6% do total de casos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. QUERATOSE SEBORREICA 
A queratose seborreica, também conhecida como ceratose seborreica ou 
verruga seborreica, é uma lesão benigna da pele, geralmente com aparência 
verrucosa, de cor marrom a preta. É comum em pessoas de meia-idade e idosos, 
aparecendo com maior frequência em áreas como tronco e cabeça. 
Características: 
 Aparência: Lesões arredondadas ou ovais, com superfície áspera, 
verrucosa e ligeiramente elevada. 
 Cor: Varia de castanho claro a preto. 
 Localização: Mais comum em tronco, cabeça, pescoço, ombros e 
costas. 
 Comportamento: Crescimento lento e benigno, não se 
transformando em câncer de pele. 
Causas: 
A causa exata da queratose seborreica não é totalmente conhecida, mas 
fatores como predisposição genética e envelhecimento da pele podem estar 
envolvidos. 
Tratamento: 
A queratose seborreica não requer tratamento, a menos que cause 
desconforto estético ou irritação. Opções de tratamento para fins estéticos 
incluem: 
 Crioterapia: Remoção das lesões através do congelamento com 
nitrogênio líquido. 
 Cauterização: Remoção das lesões através do uso de ácidos ou 
eletrocoagulação. 
 Curetagem: Remoção das lesões através da raspagem com uma 
cureta. 
 Laser: Remoção das lesões através do uso de laser. 
É importante consultar um dermatologista para avaliar o quadro e 
determinar o tratamento mais adequado. 
4. EFÉLIDES 
Efélides são popularmente conhecidas como "sardas" e são pequenas 
manchas hiperpigmentadas na pele, geralmente de cor castanha, que surgem 
principalmente em pessoas de pele clara e ruivas. Elas são causadas por um 
aumento da produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. 
 Causas: 
A exposição solar é a principal causa do surgimento das efélides, 
especialmente após queimaduras solares. A predisposição genética também 
desempenha um papel importante. 
 Localização: 
As efélides geralmente aparecem no rosto, braços, costas e peito, áreas 
mais expostas ao sol. 
 Aspecto: 
Elas são planas e de tamanho variável, podendo ser pequenas e 
discretas ou maiores e mais visíveis. 
 Necessidade de tratamento: 
As efélides não são perigosas para a saúde e, portanto, não precisam 
de tratamento médico. 
 Prevenção: 
A melhor forma de prevenir as efélides é proteger a pele do sol, usando 
protetor solar e evitado a exposição excessiva. 
 Remoção: 
Embora as efélides não sejam perigosas, algumas pessoas podem 
querer removê-las por razões estéticas. Existem diversos tratamentos estéticos 
que podem ser utilizados, como laserterapia e cremes clareadores, mas é 
importante consultar um dermatologista antes de realizar qualquer 
procedimento. 
 
5. LENTIGO MALIGNO 
 
Lentigo maligno é um melanoma in situ, uma forma inicial de melanoma 
que se desenvolve em pele danificada pelo sol, geralmente em áreas como rosto, 
pescoço e braços. É caracterizado por uma mancha marrom irregular com 
bordas mal definidas. Embora seja um melanoma, o lentigo maligno não é 
agressivo, pois as células malignas ainda estão confinadas à epiderme. 
Características: 
 Localização: 
Mais comum em áreas de pele cronicamente expostas ao sol, como 
rosto, pescoço e braços. 
 Aspecto: 
Mancha marrom irregular, plana ou ligeiramente elevada, com bordas 
mal definidas. 
 Crescimento: 
Crescimento lento e gradual. 
 Importância: 
Importante para o diagnóstico precoce do melanoma, pois o lentigo 
maligno pode progredir para melanoma invasivo (lentigo maligno melanoma) 
em alguns casos. 
Diferença entre Lentigo Maligno e Lentigo Maligno Melanoma: 
 Lentigo Maligno: Melanoma in situ, ou seja, as células malignas 
estão confinadas à epiderme. 
 Lentigo Maligno Melanoma: Melanoma invasivo, em que as 
células malignas penetram na derme. 
Diagnóstico: 
 Dermatoscopia: 
Exame visual da pele com um instrumento especial, que ajuda a 
identificar características suspeitas. 
 Biópsia: 
É necessário um exame histopatológico (microscópico) da lesão para 
confirmar o diagnóstico. 
Tratamento: 
 Cirurgia: 
A excisão cirúrgica da lesão é o tratamento de escolha, com a remoção 
de uma margem de pele ao redor da lesão para prevenir a recorrência. 
 Outras opções: 
Em alguns casos, outros tratamentos como imiquimode tópico ou 
radioterapia podem ser considerados, principalmente em casos onde a cirurgia 
não é viável ou desejável. 
Importância do acompanhamento: 
 É fundamental o acompanhamento regular de qualquer mancha 
suspeita, especialmente em pessoas com histórico de exposição excessiva ao 
sol. 
 O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem impedir a 
progressão do lentigo maligno para melanoma invasivo e melhorar o 
prognóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. MELASMA 
Melasma é uma condição de pele comum, caracterizada pelo 
aparecimento de manchas escuras, geralmente no rosto, devido à hiperatividade 
dos melanócitos, células que produzem melanina. As manchas são mais comuns 
nas áreas mais expostas ao sol, como bochechas, testa e queixo, mas também 
podem ocorrer em outras partes do corpo, como braços e pescoço. 
Características: 
 Manchas:São manchas marrons ou acastanhadas, com limites bem definidos, mas 
formato irregular. 
 Localização: 
Comumente ocorre no rosto, mas também pode afetar braços, pescoço 
e colo. 
 Fator de risco: 
É mais comum em mulheres, especialmente durante a gravidez ou em 
uso de anticoncepcionais, e em pessoas com pele mais escura. 
 Fisiopatologia: 
Acredita-se que o melasma seja causado pela hiperatividade dos 
melanócitos, que produzem mais melanina do que o normal, em resposta à 
radiação UV, o que leva à formação das manchas. 
Tratamento: 
 Protetor solar: 
O uso diário de protetor solar de amplo espectro é fundamental para 
evitar o escurecimento das manchas e a formação de novas. 
 Cremes clareadores: 
Cremes com ingredientes como hidroquinona, ácido azelaico, ácido 
kójico e retinoides podem ajudar a clarear as manchas. 
 Tratamentos estéticos: 
Peeling químico, laser e microagulhamento podem ser utilizados para 
melhorar a aparência das manchas. 
 Aconselhamento médico: 
É importante procurar um dermatologista para avaliar o tipo de melasma 
e o tratamento mais adequado. 
Prevenção: 
 Proteção solar: Evitar a exposição ao sol, especialmente durante 
as horas de maior intensidade, e usar protetor solar diariamente. 
 Uso de chapéu e óculos: Usar chapéu e óculos de sol para 
proteger a pele do sol. 
 Uso de roupas de manga comprida: Usar roupas de manga 
comprida para proteger as áreas expostas do sol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. NEVO MELANOCITICO ADQUIRIDO 
Um nevo melanocítico adquirido, vulgarmente conhecido como pinta, é 
uma lesão benigna da pele resultante da proliferação de melanócitos, as células 
responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. É um 
tumor benigno comum que geralmente surge durante a infância ou adolescência, 
podendo evoluir com a idade. 
Características: 
 Benigno: 
Os nevos melanocíticos adquiridos são tumores benignos, o que 
significa que não se espalham para outras partes do corpo e não são 
cancerosos. 
 Proliferação de melanócitos: 
São causados pela proliferação local de melanócitos, as células que 
produzem a melanina. 
 Aparecimento: 
Geralmente surgem durante a infância ou adolescência, mas podem 
continuar a surgir ao longo da vida. 
 Evolução: 
Podem mudar de tamanho, forma e cor com a idade, especialmente após 
a exposição ao sol. 
 Tipos: 
Podem ser classificados em nevos juncionais (células na junção dermo-
epidérmica), nevos compostos (células na junção e na derme) e nevos 
intradérmicos (células apenas na derme). 
 Remoção: 
Nem todos os nevos melanocíticos precisam ser removidos, mas a 
remoção cirúrgica é recomendada se houver suspeita de melanoma ou 
displasia. 
 Exame dermatológico: 
Se notar alterações em um nevo, como mudanças de tamanho, forma, 
cor ou bordas irregulares, é importante consultar um dermatologista para 
avaliação. 
Fatores de risco: 
 Exposição ao sol: 
A exposição solar prolongada é um fator de risco para o desenvolvimento 
de nevos melanocíticos adquiridos. 
 Histórico familiar: 
Pessoas com histórico familiar de melanoma têm maior probabilidade de 
desenvolver nevos melanocíticos adquiridos. 
 Raça: 
Pessoas com pele clara têm maior probabilidade de desenvolver nevos 
melanocíticos adquiridos do que pessoas com pele mais escura. 
 Idade: 
A probabilidade de desenvolver nevos melanocíticos adquiridos é maior 
na infância e adolescência. 
Importância da consulta médica: 
 Diagnóstico precoce: 
A detecção precoce de nevos melanocíticos atípicos (displásicos) ou de 
melanoma é essencial para um tratamento eficaz. 
 Monitoramento: 
Se tiver muitos nevos, especialmente se forem atípicos, é importante 
monitorá-los regularmente com um dermatologista. 
 Exame dermatoscópico: 
A dermatoscopia é uma técnica que permite examinar os nevos com 
mais detalhes e identificar características preocupantes. 
Tratamento: 
 Remoção cirúrgica: 
A remoção cirúrgica é o tratamento padrão para nevos melanocíticos 
atípicos ou suspeitos de melanoma. 
Nevos melanocíticos benignos não precisam necessariamente ser 
removidos, mas podem ser monitorados regularmente. 
 Criocirurgia: 
Em alguns casos, a criocirurgia (congelamento com nitrogênio líquido) 
pode ser utilizada para remover nevos pequenos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. TATUAGEM POR AMÁLGAMA 
A tatuagem por amálgama (ou argirose focal) é uma lesão iatrogênica, ou 
seja, causada por um procedimento médico, geralmente odontológico, que 
resulta na implantação de partículas de amálgama nos tecidos moles da boca. É 
uma lesão pigmentada, geralmente de cor azulada, cinzenta ou preta, que se 
manifesta como uma mancha ou mácula na mucosa bucal. 
Causas: 
 Procedimentos odontológicos: 
A tatuagem por amálgama ocorre principalmente após a extração 
dentária ou remoção de restaurações de amálgama, onde partículas do 
material podem ser acidentalmente implantadas nos tecidos. 
 Abrasões: 
Abrasões na mucosa bucal durante procedimentos odontológicos podem 
facilitar a entrada de partículas de amálgama nos tecidos. 
 Fio dental: 
O fio dental pode transportar partículas de amálgama para os tecidos, 
especialmente se usado logo após a colocação de uma restauração de 
amálgama. 
 Outros procedimentos: 
Apicectomias e outros procedimentos odontológicos envolvendo a 
manipulação de amálgama também podem causar tatuagens. 
Manifestações Clínicas: 
 Lesão pigmentada: A lesão é geralmente uma mácula ou mancha 
de cor azulada, cinzenta ou preta. 
 Localização: É comum na gengiva, mucosa alveolar e mucosa 
bucal. 
 Bordas: As bordas podem ser definidas ou irregulares, e a 
superfície pode ser lisa ou levemente irregular. 
Diagnóstico: 
 Histórico clínico: 
A história de procedimentos odontológicos, especialmente extrações ou 
remoções de restaurações de amálgama, é importante para o diagnóstico. 
 Exame clínico: 
O exame da mucosa bucal pode revelar a lesão pigmentada. 
 Radiografia: 
Radiografias intraorais podem mostrar radiopacidades, que são 
características do amálgama. 
 Biópsia: 
Em alguns casos, uma biópsia pode ser necessária para confirmar o 
diagnóstico, especialmente se a lesão não for típica ou se houver dúvida 
diagnóstica. 
Tratamento: 
 Assintomática: 
A tatuagem por amálgama geralmente não causa sintomas e não requer 
tratamento. 
 Estética: 
O tratamento pode ser considerado por motivos estéticos ou se houver 
preocupações psicológicas. 
 Remoção cirúrgica: 
A remoção cirúrgica da lesão é possível, mas geralmente não é 
necessária, e o prognóstico é favorável. 
A tatuagem por amálgama é uma lesão benigna e comum. Embora 
benigna, a lesão pode ser confundida com outras lesões pigmentadas, como 
nevo melanocítico ou melanoma. O diagnóstico precoce e o conhecimento da 
história clínica do paciente são importantes para diferenciar a tatuagem por 
amálgama de outras condições. 
 
 
 
 
9. LESÓES PIGMENTADAS EM ODONTOLOGIA 
As lesões pigmentadas em odontologia podem ser classificadas em 
diferentes tipos, de acordo com suas características clínicas e 
histopatológicas. Alguns dos tipos mais comuns são: 
9.1 MELANOSE 
A melanose é uma lesão pigmentada benigna que ocorre devido 
ao aumento da produção de melanina na mucosa oral. Ela pode se 
apresentar como manchas escuras ou acastanhadas, geralmente 
localizadas na gengiva ou no palato. A melanose não costuma causar 
sintomas e não requer tratamento, a menos que haja preocupação 
estética por parte do paciente. 
9.2 MELANOMA LENTIGINOSO/ORAL PIGMENTADO 
O melanoma lentiginoso/oral pigmentado, também conhecido como 
melanoma de mucosa oral, é um tipo de melanoma que se desenvolve na 
mucosa da boca, sendo um câncer raro, mas potencialmente agressivo. Ele é 
caracterizado por uma lesão pigmentada(mancha marrom-escura) que pode se 
apresentar como mácula ou lesão nodular, com diferentes tons de cinza, 
vermelho, roxo ou áreas de despigmentação. 
Características e Manifestações: 
 Raridade: 
O melanoma oral representa um pequeno percentual de todos os 
melanomas. 
 Localização: 
Mais comum no palato duro (céu da boca), mas pode ocorrer em outros 
locais da boca, como lábios, gengivas ou língua. 
 Apresentação: 
Pode ser assintomático ou apresentar sintomas como sangramento, dor 
local ou amolecimento dentário. 
 Crescimento: 
O melanoma de mucosa oral tem crescimento vertical agressivo e pode 
apresentar lesões-satélites. 
 Diagnóstico: 
A detecção precoce é crucial, pois o melanoma oral pode ser 
assintomático e facilmente confundido com outras lesões pigmentadas. 
 Tratamento: 
O tratamento geralmente envolve cirurgia, com possível remoção de 
linfonodos, radioterapia e imunoterapia em casos específicos. 
Importância do Diagnóstico Precoce: 
Devido à sua natureza assintomática e à possibilidade de confundir com 
outras lesões, é fundamental que profissionais de saúde, incluindo dentistas, 
estejam atentos à identificação de lesões pigmentadas na boca e encaminhem 
pacientes para avaliação especializada quando houver suspeita de melanoma. 
Em resumo, o melanoma lentiginoso/oral pigmentado é um câncer raro e 
potencialmente agressivo que se manifesta na mucosa da boca. A detecção 
precoce é essencial para um tratamento eficaz e um melhor prognóstico. 
9.3 HEMANGIOMA 
O hemangioma é uma lesão vascular benigna são mais comuns na pele, 
mas podem ocorrer em órgãos internos e na cavidade bucal. Ele se caracteriza 
pelo acúmulo anormal de vasos sanguíneos, resultando em uma coloração 
avermelhada ou arroxeada na mucosa oral. O hemangioma pode ser congênito, 
ou seja, presente desde o nascimento, ou adquirido ao longo da vida. 
Geralmente, não causa sintomas e não requer tratamento, a menos que haja 
preocupação estética ou complicações clínicas. 
Características: 
 Lesões elevadas, vermelhas ou purpúreas. 
 Crescimento rápido na infância, seguido de involução gradual. 
 Pode ser único ou múltiplo. 
Sintomas: 
 A maioria dos hemangiomas é assintomática. 
 Alguns podem causar desconforto, dor, ou problemas funcionais. 
Diagnóstico: 
 Exames de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância). 
Tratamento: 
 A maioria regride espontaneamente. 
 Tratamento médico pode ser necessário se o hemangioma causar 
problemas. 
 Opções de tratamento: Propranolol, corticoides, laser, cirurgia. 
 
9.4 MÁCULA MELANÓTICA ORAL 
A mácula melanótica oral (MMO) é uma lesão benigna e comum, 
caracterizada por uma mancha escura (marrom ou preta) na mucosa oral, 
geralmente na gengiva, lábios, céu da boca ou mucosa bucal. É causada por um 
aumento na produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele e à mucosa, e 
não está associada à exposição solar. 
Características: 
 Aparência: 
Mancha plana, bem definida, geralmente pequena (menos de 1 cm de 
diâmetro). 
 Localização: 
Mais comum nos lábios (especialmente no lábio inferior), gengiva, céu 
da boca ou mucosa bucal. 
 Causas: 
Aumento na deposição de melanina, possivelmente com um aumento no 
número de melanócitos (células produtoras de melanina). 
 Sintomas: 
Geralmente assintomática, mas pode parecer com um nevo (sarda). 
 Diagnóstico: 
Pode ser diagnosticada clinicamente, mas em casos de dúvida ou para 
descartar outra 
 
Tratamento para Lesões Pigmentadas em Odontologia 
O tratamento para lesões pigmentadas em odontologia varia de acordo 
com o tipo e a gravidade da lesão. Em casos de lesões benignas, como a 
melanose e o hemangioma, o tratamento pode não ser necessário, a menos que 
haja preocupação estética por parte do paciente. Nesses casos, é possível 
realizar procedimentos estéticos, como clareamento dental ou remoção cirúrgica 
da lesão. 
Já em casos de lesões malignas, como o melanoma, o tratamento é mais 
agressivo e envolve a remoção cirúrgica da lesão, seguida de radioterapia ou 
quimioterapia, dependendo do estágio do câncer. É fundamental que o 
diagnóstico e o tratamento sejam realizados por um profissional especializado 
em odontologia, como um cirurgião bucomaxilofacial ou um oncologista bucal. 
Prevenção de Lesões Pigmentadas em Odontologia 
Para prevenir o surgimento de lesões pigmentadas em odontologia, é 
importante adotar hábitos saudáveis e manter uma boa higiene bucal. Alguns 
cuidados que podem ajudar na prevenção incluem: 
– Evitar o consumo excessivo de alimentos e bebidas pigmentadas; 
– Parar de fumar; 
– Realizar visitas regulares ao dentista; 
– Manter uma boa higiene bucal, incluindo escovação adequada e 
uso de fio dental; 
– Utilizar protetor solar labial em casos de exposição solar intensa. 
Seguindo essas medidas preventivas, é possível reduzir o risco de 
desenvolvimento de lesões pigmentadas na cavidade bucal e manter a 
saúde bucal em dia. 
 
 
 
 
 
 
10. CONCLUSÃO 
É fundamental consultar um profissional de saúde (dermatologista ou 
dentista) para diagnóstico e tratamento adequado das lesões pigmentadas. A 
avaliação clínica, histórico do paciente e, em alguns casos, exames como a 
biópsia, são importantes para identificar a causa e o tipo de lesão. 
O diagnóstico diferencial entre as lesões pigmentadas da mucosa bucal 
deve ser pensado cuidadosamente, levando em consideração não apenas as 
características clínicas da lesão, mas também dados da anamnese. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11. REFERENCIAS 
 
https://medsystems.com.br/tudo-sobre-as-lesoes-pigmentadas/ 
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3505710/ 
https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/carcinoma-basocelular 
https://sagesseodontologia.com.br/glossario/o-que-e-lesao-pigmentada-
em-odontologia/ 
https://www-medicalnewstoday-com.translate.goog/articles/oral-melanoma 
https://sbdrj.org.br/sardas-charme-ou-perigo/ 
https://www.scielo.br/ 
https://www5.unioeste.br/portalunioeste/images/estomatologia/lesoesfunda
mentais/pibe/1Macula-ou-Mancha/5Tatuagempeloamalgama.pdf