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Aula 14 - Processo Administrativo - Acesso à Informação

Aula 14 de Direito Administrativo (Prof. Erick Alves): trata do Processo Administrativo Federal (Lei 9.784/1999) e da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011). Contém teoria e exercícios comentados e sumário de tópicos como princípios, direitos/deveres, início, legitimidade, impedimento, atos, intimação, instrução/decisão, recursos, prazos; e, sobre a LAI, acesso, restrições, responsabilidades, questões e jurisprudência.

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Aula 14
Direito Administrativo p/ AGU - Procurador Federal
Professor: Erick Alves
11637597754 - Flavia Teixeira Nogueira de Sá
Direito Administrativo para AGU 2017 
Teoria e exercícios comentados 
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Direito Administrativo para AGU 2017 
Teoria e exercícios comentados 
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AULA 14 
Olá pessoal! Na aula de hoje estudaremos dois assuntos: 
 Processo Administrativo Federal – Lei 9.784/1999; e 
 Lei de Acesso à Informação - Lei 12.527/2011. 
Para um melhor aproveitamento da aula, seria interessante ter as 
referidas leis em mãos. 
Seguiremos o seguinte sumário: 
SUMÁRIO 
Processo Administrativo Federal Ȃ Lei 9.784/1999 .................................................................................... 3 
Abrangência e aplicação ............................................................................................................................................. 6 
Princípios ......................................................................................................................................................................... 8 
Direitos e deveres dos administrados ............................................................................................................... 16 
Início do processo ...................................................................................................................................................... 19 
Legitimados .................................................................................................................................................................. 21 
Impedimento e suspeição ....................................................................................................................................... 21 
Forma, tempo e lugar dos atos do processo.................................................................................................... 24 
Intimação do interessado ....................................................................................................................................... 26 
Instrução e decisão .................................................................................................................................................... 28 
Desistência e extinção do processo .................................................................................................................... 32 
Recurso administrativo e revisão do processo .............................................................................................. 33 
Contagem de prazos .................................................................................................................................................. 40 
Lei de Acesso à Informação Ȃ Lei 12.527/2011 ........................................................................................... 43 
Abrangência ................................................................................................................................................................. 43 
Diretrizes ....................................................................................................................................................................... 45 
Acesso a informações e sua divulgação ............................................................................................................ 45 
Restrições de acesso à informação ..................................................................................................................... 51 
Recursos......................................................................................................................................................................... 57 
Responsabilidades ..................................................................................................................................................... 58 
Mais questões de prova ............................................................................................................................................ 62 
Jurisprudência ............................................................................................................................................................... 86 
RESUMÃO DA AULA ..................................................................................................................................................... 89 
Questões comentadas na aula ............................................................................................................................... 92 
Gabarito ........................................................................................................................................................................... 102 
 
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL Ȃ LEI 9.784/1999 
A palavra “processo”, etimologicamente, significa marcha para a 
frente, avanço, progresso. Nesse sentido, a doutrina define processo, em 
sentido amplo, como uma série de atos coordenados para a 
realização dos fins estatais1. 
Geralmente, a ideia de processo no setor público está associada ao 
exercício da atividade jurisdicional. E isso tem a sua razão de ser, afinal, a 
sentença do magistrado é apenas a consequência de uma série de outros 
atos praticados ao longo do processo judicial, tanto pelo juiz como pelas 
partes (intimações, medidas liminares, requerimentos de prorrogação de 
prazo, oitivas de testemunhas etc.). 
No entanto, o processo não é exclusividade da prática jurisdicional. 
O Poder Legislativo e a Administração Pública também utilizam esse meio. 
Assim, da mesma forma que o processo judicial deve ser entendido 
como o encadeamento de atos tendentes à produção da sentença, o 
processo legislativo é o encadeamento de atos voltados à elaboração de 
leis, de emendas constitucionais, de resoluções etc., e o 
processo administrativo, objeto do nosso estudo, está voltado à 
produção de um ato administrativo ou de uma decisão da 
Administração2. 
Nessa linha, a doutrina apresenta o seguinte conceito para processo 
administrativo3: 
Processo administrativo: uma série de atos ordenados em 
sequência, com a finalidade de possibilitar à Administração Pública a 
prática de um ato administrativo final ou a prolação de uma decisão 
administrativa final. 
 O processo administrativo é o instrumento de trabalho utilizado 
pela Administração Pública para ordenar e documentar as informações 
necessárias à prática de um ato ou à tomada de uma decisão de natureza 
administrativa. Com efeito, um ato administrativo, de regra, não surge do 
nada; existe todo um conjunto de circunstâncias e de atos anteriores, 
previamente ordenados, que levaram àquele resultado final. 
 
1 Maria Sylvia Di Pietro (2009, p. 618), 
2 Maria Sylvia Di Pietro classifica o processo em duas vertentes: de um lado, o processo legislativo, pelo 
qual o Estado elabora a lei; de outro, os processos judicial e administrativo, pelos quais o Estado aplica a 
lei. 
3 Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (2014, p. 870). 
11637597754
11637597754art. 12 da 
Lei 9.784/1999: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento 
legal , delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares , ainda que 
estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados , quando for conveniente, em 
razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou 
territorial . 
 Gabarito: Certo 
DESISTÊNCIA E EXTINÇÃO DO PROCESSO 
O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir 
total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a 
direitos disponíveis (art. 51). A sua desistência ou renúncia, porém, não 
prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar 
que o interesse público assim o exige (art. 51, §2º). 
Por exemplo, o servidor entra com um requerimento para pleitear 
uma gratificação que julga ter direito, mas não vem recebendo. O pedido 
dará início a um processo administrativo. Porém, uma conversa com 
amigos o faz mudar de ideia quanto ao seu direito à gratificação e, por 
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isso, ele resolve desistir do processo. Não obstante o pedido do 
interessado, se a Administração entender que a solução do feito será 
importante para orientar futuros requerimentos semelhantes, poderá 
decidir manter o processo aberto e ir até o fim. 
Ressalte-se que a desistência ou renúncia de um interessado não 
atinge outros eventuais interessados habilitados no processo (art. 51, 
§1º). 
O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando 
exaurida sua finalidade ou quando o objeto da decisão se tornar 
impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente (art. 52). 
 
17. (Cespe – Bacen 2013) O interessado que der início a um processo 
administrativo não poderá desistir do pedido formulado, devendo o processo tramitar 
até seu julgamento final. 
 Comentário: Segundo o art. 51 da Lei 9.784/1999, o interessado pode, 
mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido 
formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis. Tal desistência, contudo, 
não prejudica o andamento o processo , caso a Administração conclua que a 
matéria tratada seja de interesse público. E isso se dá em decorrência do 
princípio da oficialidade , pelo qual a Administração deve impulsionar o 
processo, ainda que instaurado pelo particular, e também do princípio da 
verdade material , pelo qual a Administração deve buscar a verdade dos fatos, 
ou seja, o que realmente ocorreu. 
 Não obstante, ressalte-se que, de acordo com o art. 52 da Lei 9.784/1999, 
o processo administrativo poderá ser extinto pelo órgão competente quando 
exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou 
prejudicado por fato superveniente. 
 Gabarito: Errado 
RECURSO ADMINISTRATIVO E REVISÃO DO PROCESSO 
Recurso administrativo é o meio de que dispõe o administrado 
para que, ao discordar de determinada decisão adotada pela 
Administração, solicite que esta reavalie a questão. 
A Lei 9.784/1999 prevê a possibilidade de se apresentar recurso 
contra a decisão adotada ao final do processo administrativo, por razões 
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de legalidade ou de mérito. Assim, por exemplo, o interessado pode 
recorrer por achar que o processo não foi decidido pela autoridade 
competente ou porque não lhe foi dado o necessário direito de defesa 
(razões de legalidade) ou, ainda, por entender que a decisão da 
Administração não foi a melhor para o caso (razões de mérito). 
Têm legitimidade para interpor recurso administrativo (art. 58): 
 Os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; 
 Aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela 
decisão recorrida; 
 As organizações e associações representativas, no tocante a direitos e 
interesses coletivos; 
 Os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos. 
O recurso interpõe-se por meio de requerimento no qual o recorrente 
deverá expor os fundamentos do pedido de reexame, podendo juntar os 
documentos que julgar convenientes (art. 60). 
De regra, o prazo a interposição de recursos administrativos é de 
10 dias, salvo disposição legal específica em sentido diverso. O prazo é 
contado a partir da ciência ou da divulgação oficial do ato contra o qual 
será proposto (art. 59). Note que é possível recursos administrativos com 
outros prazos, desde que a lei específica assim estabeleça. Exemplo disso 
são os prazos recursais contidos no art. 109 da Lei 8.666/1993, que cuida 
especificamente de recursos em processos licitatórios (5 dias úteis, em 
regra). 
Interposto o recurso, o órgão competente para dele conhecer deverá 
intimar os demais interessados no processo, se houver, para que, no 
prazo de 5 dias úteis, apresentem alegações (art. 62). Essa oportunidade 
é para evitar que o recurso apresentado por um dos interessados 
prejudique os demais. 
Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo 
deverá ser decidido no prazo máximo de 30 dias, a partir do 
recebimento dos autos pelo órgão competente (art. 59). Tal prazo poderá 
ser prorrogado por igual período, ante justificativa explícita (art. 59, 
§1º). 
Vale destacar que o descumprimento pela Administração do prazo 
para decidir não acarreta nulidade da decisão (diz-se que é um prazo 
impróprio), mas poderá resultar na responsabilidade funcional de 
quem houver, de maneira injustificada, dado causa ao atraso. 
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O recurso administrativo previsto na Lei 9.784 é um 
recurso hierárquico, uma vez que a autoridade competente para 
apreciá-lo é a autoridade hierarquicamente superior à que proferiu a 
decisão recorrida. 
Os recursos administrativos costumam ser classificados 
em recursos hierárquicos próprios e impróprios. 
Recurso hierárquico próprio é aquele dirigido à 
autoridade ou ao órgão imediatamente superior, dentro da mesma pessoa jurídica 
em que o ato foi praticado (ex: recurso dirigido ao superintendente da Receita 
Federal contra ato praticado por um delegado da Receita a ele subordinado). 
Por outro lado, em processos com rito específico, pode ocorrer de o recurso ser 
endereçado a um órgão especializado, fora da linha hierárquica da autoridade ou 
órgão recorrido, ou mesmo a um órgão integrante de entidade diversa da que 
proferiu a decisão (ex: recursos dirigidos ao Conselho Administrativo de Recursos 
Fiscais に CARF, órgão sem relação hierárquica com a Receita Federal). Nesses casos, 
temos os denominados recursos hierárquicos impróprios. 
Lembrando que a decisão de recursos administrativos é um ato 
indelegável (art. 13, II). 
 
A decisão de recursos administrativos é um 
ato indelegável. 
No entanto, de modo preliminar à apreciação do recurso pela 
autoridade superior, a Lei estatui a possibilidade de reconsideração, 
por parte da autoridade que tenha proferido a decisão recorrida (art. 61). 
Assim, o recurso inicialmente é dirigido à autoridade que proferiu a 
decisão. Quando essa autoridade recebe o recurso, tem a obrigação de 
analisa-lo e, no prazo de 5 dias, decidir se reconsidera ou não a sua 
decisão original. Se ela reconsiderar, atendendo ao pedido do recorrente, 
então não há razão para o recurso seguir para a autoridade superior. Por 
outro lado, caso entenda não ser cabível a reconsideração, a autoridade 
deve encaminhar o recurso à consideração superior. 
Salvo disposição legal diversa,o recurso administrativo tramitará no 
máximo por três instâncias administrativas, isto é, haverá no máximo 
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dois recursos hierárquicos, um contra a primeira decisão, que leva o 
processo para a segunda instância, e outro contra a decisão proferida 
nessa segunda instância, que remete o processo para a terceira instância. 
Passadas estas três instâncias, a matéria não poderá mais ser discutida na 
via administrativa (o que não impede a discussão na via judicial). 
Ressalte-se, contudo, que leis específicas podem prever processos com 
mais de três instâncias (art. 57). 
 
Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria 
enunciado de Súmula Vinculante editada pelo Supremo Tribunal 
Federal, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a 
reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade 
superior, as razões porque entende ser a súmula aplicável ou não ao caso 
(art. 56, §3º). A autoridade superior, quando for apreciar o recurso, 
deverá proceder da mesma forma, ou seja, também deverá explicitar as 
razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da Súmula ao caso (art. 64-A). 
Na hipótese de o administrado entender que houve violação a 
enunciado de Súmula Vinculante, poderá ajuizar reclamação perante 
o Supremo Tribunal Federal, dede que, antes, tenha esgotado as vias 
administrativas 15 . Acolhida a reclamação, o STF anulará a decisão 
administrativa e dará ciência à autoridade prolatora e ao órgão 
competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as 
futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de 
 
15 Lei 11.417/2006, art. 7º: Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar enunciado de 
súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal 
Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação. § 1o Contra omissão ou ato 
da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias 
administrativas. 
ひ Autor da decisão 
recorrida
ひ Reconsideração
1ª instância
ひ Autoridade superior I
ひ Recurso hierárquico
2ª instância
ひ Autoridade superior II
ひ Recurso hierárquico
3ª instância
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responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal 
(art. 64-B). 
Segundo o art. 56, §2º da Lei 9.784/99, a interposição de recurso 
administrativo independe de caução, salvo exigência legal. Significa 
que, nos processos administrativos, não é admitida a chamada garantia 
de instância, ou seja, não é necessário o depósito de valores ou 
oferecimento de bens em garantia para que o recurso seja admitido. 
Aliás, tal vedação é objeto da Súmula Vinculante nº 21 do STF: 
Súmula Vinculante nº 21 - É inconstitucional a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bem para admissibilidade de recurso 
administrativo. 
Outra regra importante encontra-se no art. 61 da Lei 9.784/99, pelo 
qual “salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem 
efeito suspensivo”, isto é, não suspende os efeitos da decisão recorrida. 
Dessa forma, a Administração não fica impedida de praticar o ato que 
esteja sendo alvo de impugnação. Costuma-se dizer que os recursos 
administrativos possuem efeito apenas efeito devolutivo, que é um 
efeito inerente a qualquer recurso, e significa simplesmente que a matéria 
recorrida é submetida a nova apreciação e decisão pelo órgão com 
competência recursal. 
Por exemplo: imagine um comerciante que tem sua licença cassada 
pela Administração em função do descumprimento de determinadas 
normas e apresenta recurso contra essa cassação; este recurso terá efeito 
devolutivo, uma vez que obrigará a Administração a reavaliar o ato de 
cassação; entretanto, não terá, de regra, efeito suspensivo, significando 
que, enquanto a Administração não decidir sobre o recurso, a licença 
continuará cassada, impedindo o comerciante de exercer suas atividades. 
Todavia, a autoridade competente (ou aquela imediatamente 
superior) para apreciação do recurso administrativo poderá, de ofício ou 
a pedido, de modo excepcional, conceder efeito suspensivo ao 
expediente recursal, se houver justo receio de prejuízo de difícil ou 
incerta reparação decorrente da decisão recorrida (art. 61, parágrafo 
único). Em outras palavras, caso a Administração verifique a possibilidade 
de que o particular tenha razão em seu recurso, e de que este venha a ter 
um prejuízo irreparável com o ato administrativo, poderá dar efeito 
suspensivo ao recurso. É o que pode acontecer no exemplo da licença 
cassada, quando o recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, 
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liberando o exercício da atividade no período de apreciação do recurso, o 
que evitaria causar prejuízos ao particular. Esse procedimento, além de 
beneficiar o particular, também beneficiaria a própria Administração, eis 
que, caso fosse verificada irregularidade na cassação da licença, poderia a 
Administração ser obrigada a indenizá-lo por todo o período da 
paralisação. 
Por oportuno, registre-se que, em alguns casos, a legislação 
reconhece a necessidade de efeito suspensivo para alguns recursos 
administrativos, em razão do potencial prejuízo que poderia ser resultante 
da não atribuição de tal efeito. É o que o ocorre, por exemplo, nos 
recursos administrativos quanto às fases de habilitação e julgamento de 
licitação, os quais têm efeitos suspensivos por determinação expressa da 
Lei 8.666/1993. 
O efeito devolutivo dos recursos administrativos é bastante amplo. 
Segundo o art. 64 da Lei 9.784/1999, o órgão competente para decidir o 
recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou 
parcialmente, a decisão recorrida, desde que se trate de matéria da sua 
competência. É possível, inclusive, que a autoridade superior reforme a 
decisão em prejuízo do recorrente, ou seja, agravando a sua 
situação inicial (a denominada reformatio in pejus). Se a decisão do 
recurso puder causar o agravamento da situação do recorrente, este 
deverá ser cientificado previamente para que formule suas alegações 
antes da decisão (art. 64, parágrafo único). 
Pois bem, vamos falar agora da revisão. 
Os processos administrativos de que resultem sanções podem ser 
objeto de revisão, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando 
surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar 
a inadequação da sanção aplicada (art. 65). 
Os fundamentos da revisão, portanto, são os fatos novos ou as 
circunstâncias relevantes que justifiquem a inadequação da penalidade 
aplicada. Dessa forma, não cabe revisão por conta de alegação de 
injustiça ou à luz das provas que já foram produzidas e constam do 
processo. 
Cumpre destacar que, segundo o parágrafo único do art. 65, da 
revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção. 
Ou seja, diferentemente do que ocorre nos recursos administrativos em 
geral, na revisão dos processos de que resultem sanções é vedada a 
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aplicação da reformatio in pejus (agravamento da situação do 
interessado). 
 
18. (Cespe– Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da 
ZFM que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue 
o item abaixo. 
Em caso de indeferimento do pedido da empresa, caberá recurso administrativo, que 
será dirigido à autoridade que proferiu a decisão. Se não a reconsiderar no prazo de 
cinco dias, a autoridade o encaminhará à autoridade superior. 
 Comentário: O recurso administrativo regido pela Lei 9.784/1999 
desenvolve-se em três instâncias , sendo a primeira delas a própria autoridade 
autora da decisão impugnada, a quem o recurso deverá ser dirigido 
inicialmente. Na verdade, trata-se de um pedido de reconsideração , para que a 
autoridade “pense melhor” a respeito da decisão que tomou. O prazo para ela 
decidir se reconsidera ou não seu ato anterior é de 5 dias; caso não 
reconsidere, deverá encaminhar o recurso à autoridade superior, aí sim 
configurando um recurso hierárquico . É o que diz o art. 56 da Lei 9.784: 
Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso , em face de razões de legalidade 
e de mérito. 
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão , a qual, se não a 
reconsiderar no prazo de cinco dias , o encaminhará à autoridade superior . 
 Gabarito: Certo 
19. (Cespe – CADE 2014) Considere que Paulo figure como interessado em 
processo administrativo em tramitação em determinada autarquia e que tenha sido 
prolatada decisão desfavorável pelo órgão administrativo colegiado competente. 
Considere, ainda, que Paulo, em razão da delegação de competência feita pelo 
órgão colegiado, tenha interposto recurso administrativo decidido pelo presidente do 
órgão colegiado. Nessa situação, deverá haver nulidade na decisão prolatada pelo 
presidente. 
 Comentário: Conforme o art. 13 da Lei 9.784, a decisão de recursos 
administrativos é um ato indelegável . Portanto, o órgão colegiado não poderia 
ter delegado a competência ao presidente do órgão, de modo que a decisão 
por ele prolatada no recurso padece de vício insanável de competência, ou 
seja, é nula . 
 
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Art. 13. Não podem ser objeto de delegação : 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos ; 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 Gabarito: Certo 
20. (Cespe – DP/DF 2013) Considere que, negado o pleito de um indivíduo 
perante a administração pública, o chefe da respectiva repartição pública tenha 
inadmitido o recurso administrativo sob a alegação de que o recorrente não teria 
apresentado prévio depósito ou caução, exigidos por lei. Nessa situação hipotética, 
o agente público agiu de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, visto que, 
segundo entendimento do STF, a exigência de depósito ou caução pode ser 
realizada desde que amparada por lei. 
 Comentário: Embora a Lei 9.784/1999 disponha que “salvo exigência 
legal , a interposição de recurso administrativo independe de caução ” (art. 56, 
§2º), a Súmula Vinculante nº 21 do STF é taxativa ao enunciar que a exigência 
de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bem para a admissibilidade 
de recurso administrativo é inconstitucional . Assim, eventual lei que trouxesse 
em seu texto exigência de caução como requisito para a admissibilidade de 
recurso seria inconstitucional nessa parte. Portanto, na situação hipotética, o 
agente público não agiu de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, 
visto que, segundo entendimento do STF, a exigência de depósito ou caução 
ofende a CF, e não pode ser realizada nem mesmo se amparada por lei. 
 Gabarito: Errado 
CONTAGEM DE PRAZOS 
Os prazos no processo administrativo federal começam a correr a 
partir da data da cientificação oficial, excluindo-se da contagem o dia 
do começo e incluindo-se o do vencimento (art. 66). 
Por exemplo, se o administrado tomou ciência da intimação no dia 10 
(segunda-feira), o prazo de 3 dias úteis venceria no dia 13 (quinta-
feira)16. 
Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo (art. 66, 
§2º). Por exemplo, prazo de 5 dias iniciado no dia 10 (quinta-feira), vence 
no dia 15 (terça-feira), incluindo, portanto, os dias de final de semana (a 
menos que houvesse menção a dias úteis). 
 
16 O primeiro dia da contagem seria o dia 11 (terça-feira), o segundo 12 (quarta-feira) e o terceiro, que 
coincide com o vencimento, seria o dia 13 (quinta-feira). 
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Em qualquer caso, se o vencimento cair em dia em que não houver 
expediente, ou em que este for encerrado antes da hora normal, 
considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte 
(art. 66, §1º). 
Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data; se 
no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do 
prazo, tem-se como termo o último dia do mês (art. 66, §3º). 
Por exemplo, prazo de um mês (não 30 dias) iniciado em 30 de outubro 
termina em 30 de novembro; da mesma forma, prazo de um mês (não 30 
dias) iniciado em 31 de outubro também termina em 30 de novembro 
(não tem 31 de novembro em nosso calendário). 
Por fim, salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os 
prazos processuais não se suspendem (art. 67). 
Prazos previstos na Lei 9.784/1999 
Ato Prazo Artigo 
Para todos os atos, inexistindo 
disposição específica 
5 dias, salvo força maior, prorrogáveis por até 
igual período, se justificado. 
Art. 24 
Intimação para comparecimento Mínimo de 3 dias úteis Art. 26 
Intimação dos interessados de 
prova ou diligência ordenada 
Mínimo de 3 dias úteis Art. 41 
Emissão de parecer de órgão 
consultivo 
15 dias, salvo norma especial ou comprovada 
necessidade de maior prazo. 
Art. 42 
Manifestação do interessado 
após encerrada a instrução 
10 dias, salvo determinação legal. Art. 44 
Decisão após instrução Até 30 dias, prorrogáveis, se justificado. Art. 49 
Reconsideração pela autoridade 
que proferiu a decisão 
5 dias; se não reconsiderar, encaminhará à 
autoridade superior 
Art. 56 
Interposição de recurso 
10 dias, contados a partir da ciência ou 
divulgação oficial da decisão recorrida. 
Art. 59 
Decisão de recurso 
Até 30 dias, contados do recebimento dos 
autos, prorrogáveis se justificado. 
Art. 59 
Intimação dos demais 
interessados no recurso 
5 dias úteis para apresentação de alegações Art. 62 
 
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21. (Cespe – CADE 2014) Nos processos administrativos, os prazos, expressos 
em dias, são contados em dias úteis, de acordo com a legislação de regência. 
 Comentário: Os prazos expressos em dias são contados em dias 
contínuos , nos termos do art. 66, §2º da Lei 9.784/1999. 
 Gabarito: Errado 
***** 
Bem pessoal. Finalizamos aqui o estudo do processo administrativo 
federal segundo a Lei 9.784/1999. Ao final da aula teremos ainda mais 
algumas questões de prova sobre o tema. 
Passemos agora a tratar da outra lei objeto da aula de hoje: a Lei de 
Acesso à Informação – Lei 12.527/2011. Também aqui recomendo 
que você tenha a lei em mãos para um melhor aproveitamento do estudo. 
Em frente! 
 
 
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LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO Ȃ LEI 12.527/2011 
A Lei 12.527/2011 foi editada com o fim de garantir o acesso a 
informações de interesse público e particular previsto no inciso XXXIII do 
art. 5º17, no inciso II do § 3º do art. 3718 e no § 2º do art. 21619 da 
Constituição Federal. Por isso, é conhecida como a Lei de Acesso à 
Informação (LAI). 
Trata-se de uma importante lei que busca aprimorar a transparência 
administrativa do país, estabelecendo o princípio de que a publicidade 
deve ser encarada como regra geral e o sigilo como exceção. 
Nesse sentido, dispõe a lei que é dever do Estado garantir o direito 
de acesso à informação, que será franqueada mediante procedimentos 
objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil 
compreensão (art. 5º). 
Antes de adentrarmos no estudo da lei propriamente dita, cumpre 
registrar que a Lei do Processo Administrativo Federal (Lei 9.784/1999), 
vista anteriormente, aplica-se subsidiariamente aos procedimentos 
previstos na LAI, no que se refere à apresentação, instrução e decisão dos 
pedidos de acesso a informações e recursos respectivos. 
ABRANGÊNCIA 
A LAI é uma lei de normas gerais, de caráter nacional, vale dizer, 
possui incidência sobre a União, Estados, DF e Municípios. 
 Especificamente, subordinam-se ao regime da LAI (art. 1º e 2º): 
 Os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes 
Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do 
Ministério Público; 
 As autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as 
sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou 
indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
17 XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
18 § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente: 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o 
disposto no art. 5º, X e XXXIII; 
19 § 2º - Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação governamental e as 
providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. 
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 As entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização 
de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do 
orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de 
parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres. 
Registre-se que as entidades privadas sem fins lucrativos devem 
obedecer as regras de transparência previstas na LAI apenas em relação à 
parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo 
das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas (art. 2º, 
parágrafo único). 
 
 
22. (Cespe – Bacen 2013) Sendo pessoas jurídicas de direito privado, as 
empresas públicas não estão sujeitas às regras previstas na referida lei. 
 Comentário: A LAI é normal geral e, por isso, aplicável à União, Estados, 
DF e Municípios, abrangendo suas administrações direta e indireta (autarquias, 
fundações, sociedades de economia mista e empresas públicas ), bem como as 
entidades controladas direta ou indiretamente. Estende-se também aos 
Tribunais de Contas e ao Ministério Público, bem como às entidades privadas 
sem fins lucrativos que recebem repasse de recursos públicos. 
 Gabarito: Errado 
 
 
 
Abrangência da LAI
Órgãos públicos da administração direta de todos os 
Poderes, incluindo Tribunal de Contas e Ministério Público
Entidades da administração indireta, incluindo empresas 
públicas e sociedades de economia mista
Entidades paraestatais, quanto aos recursos públicos recebidos
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DIRETRIZES 
O art. 3º da LAI estabelece diretrizes a serem observadas no intuito 
de assegurar o direito fundamental de acesso à informação. São elas: 
 Observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como 
exceção; 
 Divulgação de informações de interesse público, independentemente de 
solicitações; 
 Utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da 
informação; 
 Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na 
administração pública; 
 Desenvolvimento do controle social da administração pública. 
Tais diretrizes devem ser observadas no dia-a-dia da Administração 
Pública, e também servem de base para as demais regras de 
transparência previstas na LAI, como veremos adiante. 
ACESSO A INFORMAÇÕES E SUA DIVULGAÇÃO 
O direito de acesso à informação é o mais amplo possível, 
abrangendo todos os registros ou documentos produzidos ou 
custodiados pelos órgãos ou entidades do Poder Público. Assim, é direito 
da sociedade ter acesso, por exemplo, a (art. 7º): 
 Informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive 
as relativas à sua política, organização e serviços; 
 Informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada 
decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que 
esse vínculo já tenha cessado; 
 Informação pertinente à administração do patrimônio público, 
utilização de recursos públicos, licitação, contratos administrativos. 
 Informação relativa ao resultado de inspeções, auditorias, prestações 
e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e 
externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores. 
Detalhe é que, segundo a LAI, toda informação deverá ser 
disponibilizada de forma primária, íntegra, autêntica e atualizada. 
No sistema estabelecido pela LAI, foram contempladas duas formas 
de garantir o acesso à informação: 
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Quanto à transparência ativa, o art. 8º da LAI dispõe que é dever 
dos órgãos e entidades públicas promover, independentemente de 
requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso de informações de 
interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas (como 
registros das competências e estrutura organizacional do órgão, 
informações sobre procedimentos licitatórios, dados gerais para o 
acompanhamento de programas, ações, projetos e obras, respostas a 
perguntas mais frequentes da sociedade, etc.), sendo obrigatória a 
divulgação em sites oficiais da internet. De fato, depois da LAI, os 
órgãos públicos em geral criaram links em seus sites (com nomes do tipo 
“transparência institucional” ou “acesso à informação”), através dos quais 
se pode ter acesso aos dados da gestão do órgão. 
É de se ressaltar que os Municípios com população de até 10 mil 
habitantes ficam dispensados da divulgação obrigatória na internet 
(art. 8º, §4º). 
 
Os Municípios com até 10 mil habitantes ficam 
dispensados da divulgação na internet, mas 
ainda precisam disponibilizar as informações de 
interesse coletivo ou geral em local de fácil 
acesso. 
Ademais, ainda quanto à transparência ativa, os órgãos e 
entidades do poder público deverão assegurar o acesso a informações 
públicas mediante a criação de serviço de informações ao50 de 103 
24. (Cespe – TCDF 2014) Independentemente de requerimentos, os órgãos e 
entidades do DF devem promover a divulgação de informações nas quais constem, 
entre outros aspectos, os resultados de inspeções e auditorias, prestações de 
contas e tomadas de contas especiais realizadas pelos órgãos de controle interno e 
externo, incluindo as prestações de contas relativas a exercícios anteriores. 
 Comentário: As informações enumeradas no enunciado estão dentre 
aquelas previstas no art. 8º, §1º da LAI que devem ser obrigatoriamente 
divulgadas pela Administração na internet, independentemente de 
requerimento, na chamada transparência ativa . Vale conhecer esse rol, pois é 
muito cobrado em prova: 
Art. 8o É dever dos órgãos e entidades públicas promover, independentemente de 
requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas 
competências, de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou 
custodiadas. 
§ 1o Na divulgação das informações a que se refere o caput, deverão constar, no 
mínimo : 
I - registro das competências e estrutura organizacional, endereços e telefones 
das respectivas unidades e horários de atendimento ao público ; 
II - registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros ; 
III - registros das despesas ; 
IV - informações concernentes a procedimentos licitatórios, inclusive os 
respectivos editais e resultados, bem como a todos os contratos celebra dos ; 
V - dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras 
de órgãos e entidades ; e 
VI - respostas a perguntas mais frequentes da sociedade . 
 Gabarito: Certo 
25. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Considere que determinado cidadão 
tenha apresentado petição no Ministério da Justiça insurgindo-se contra o fato de 
não ter sido divulgado no sítio oficial do órgão na Internet programa elaborado com 
vistas ao combate às drogas. Nesse caso, tem razão o requerente, haja vista que a 
divulgação do programa no sítio é obrigatória. 
 Comentários: Segundo o art. 8º da LAI, é dever dos órgãos e entidades 
públicas divulgar em sites oficiais da internet informações de interesse 
coletivo ou geral, incluindo, entre outros aspectos , “dados gerais para o 
acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de órgãos e 
entidades” (art. 8º, §1º V). Portanto, na situação do enunciado, o requerente 
tem razão, pois a divulgação do programa no site é obrigatória. A LAI dispensa 
da divulgação obrigatória na internet apenas os Municípios pequenos , com 
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população de até 10 mil habitantes . Ressalte-se que esses Municípios 
permanecem obrigados a divulgar as informações de interesse coletivo e geral 
em local de fácil acesso; só não estão obrigados a utilizar a internet para tanto 
(podem usar se quiser). 
 Gabarito: Certo 
26. (Cespe – Bacen 2013) O órgão público pode condicionar o atendimento de 
solicitação de informações de interesse público à prestação, pelo solicitante, da 
motivação determinante para tal solicitação. 
 Comentário : Conforme o art. 10, §3º da LAI, “são vedadas quaisquer 
exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações 
de interesse público”. Assim, a pessoa que solicita informação de interesse 
público não precisa justificar seu pedido, nem demonstrar qualquer interesse 
específico para requerer a informação. 
 Gabarito: Errado 
27. (Cespe – CADE 2014) Considere que tenha sido requerida ao CADE 
determinada informação que não seja da sua competência. Considere, ainda, que o 
conselho tenha conhecimento do órgão que a detém. Nessa situação, o CADE 
deverá remeter o requerimento ao órgão competente, bem como avisar o 
interessado sobre a remessa do seu pedido de informação. 
 Comentário: Conforme o art. 11, §1º, III da LAI, se não for possível 
conceder o acesso imediato à informação solicitada, o órgão ou entidade que 
receber o pedido deverá indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a 
entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou 
entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação. 
 Gabarito: Certo 
RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO 
Embora a publicidade seja a regra, a LAI prevê hipóteses em que 
poderá haver restrição de acesso a determinadas informações 
consideradas sigilosas. 
Nesse sentido, o art. 22 destaca que o disposto na LAI não exclui as 
demais hipóteses legais de sigilo (como o sigilo fiscal e bancário) e de 
segredo de justiça, nem as hipóteses de segredo industrial 
decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo Estado. 
Nos termos da LAI, informação sigilosa é “aquela submetida 
temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua 
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imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado” 
(art. 4º, III). 
O art. 23 da LAI enumera as situações consideradas “imprescindíveis 
à segurança da sociedade ou do Estado” e, portanto, passíveis de sofrer 
restrição de acesso. Trata-se de informações cuja divulgação ou acesso 
irrestrito possam: 
 Pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do 
território nacional; 
 Prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações 
internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter 
sigiloso por outros Estados e organismos internacionais; 
 Pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população; 
 Oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária 
do País; 
 Prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças 
Armadas; 
 Prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento 
científico ou tecnológico, assim como a sistemas, bens, instalações ou 
áreas de interesse estratégico nacional; 
 Pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades 
nacionais ou estrangeiras e seus familiares; ou 
 Comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou 
fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão 
de infrações. 
Ressalte-se que nenhuma informação que o Poder Público detenha 
pode ser mantida em segredo eterno. Com efeito, quando a divulgação 
for capaz de colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado, a 
informação poderá ser classificada em três grupos: ultrassecreta, 
secreta ou reservada, vigorando a restrição, respectivamente, nos 
prazos de 25, 15 e 5 anos, a partir da produção do ato a ser 
informado. 
No âmbito da Administração Pública Federal, a LAI define as 
autoridades competentes para classificar as informações nos diferentes 
graus de sigilo (art. 27). Vejamos tudo num quadro esquemático: 
 
 
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Classificação da 
informação 
Prazo máximo de 
restrição de acesso 
Autoridade competente para classificar 
Ultrassecreta Até 25 anos 
 Presidente e Vice-Presidente da República; 
 Ministros de Estado e equivalentes; 
 Comandantes da Marinha, do Exército e da 
Aeronáutica; e 
 Chefes de Missões Diplomáticas e 
Consulares permanentes no exterior. 
Secreta Até 15 anos 
 Autoridades competentes para classificar no 
grau ultrasecreto; 
 Titulares de autarquias, fundações ou 
empresas públicas e sociedades de 
economia mista. 
Reservada Até 5 anos 
 Autoridades competentes para classificar 
nos graus secreto e ultrasecreto; 
 Autoridadesque exerçam funções de 
direção, comando ou chefia, nível DAS 
101.5, ou superior, do Grupo-Direção e 
Assessoramento Superiores, ou de 
hierarquia equivalente. 
Na classificação da informação em determinado grau de sigilo deverá 
ser observado o interesse público da informação e utilizado o critério 
menos restritivo possível (art. 24, §5º). 
A classificação das informações será reavaliada pela autoridade 
classificadora ou por autoridade hierarquicamente superior, mediante 
provocação ou de ofício, nos termos e prazos previstos em regulamento, 
com vistas à sua desclassificação ou à redução do prazo de sigilo. Na 
hipótese de redução do prazo de sigilo, o novo prazo de restrição manterá 
como termo inicial a data da sua produção (art. 29). 
Detalhe interessante é que, ao invés de fixar a restrição de acesso 
por um determinado prazo, poderá ser estabelecido que o acesso a 
determinada informação ficará restrito até que ocorra um certo evento, 
desde que este evento aconteça antes do transcurso do prazo máximo 
correspondente à classificação atribuída à informação. Assim, por 
exemplo, se o acesso a uma informação secreta ficar condicionado à 
ocorrência de certo evento e, depois de passados 15 anos, este evento 
ainda não tiver acontecido, o sigilo deixará automaticamente de existir, já 
que o evento escolhido não pode ter ocorrência ulterior ao prazo máximo 
previsto para a classificação daquela informação. Agora, se o evento 
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ocorrer antes do transcurso dos 15 anos, o sigilo deixará de existir quando 
da ocorrência do evento. 
Ressalte-se que, uma vez transcorrido o prazo de classificação ou 
consumado o evento que defina o seu termo final, a informação tornar-
se-á, automaticamente, de acesso público, ou seja, não é necessária a 
edição de um ato específico para declarar a queda do sigilo. 
Sendo a publicidade a regra e o sigilo a exceção, a informação não 
classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada será de 
livre acesso, salvo se estiver resguardada por alguma norma de sigilo 
estabelecida em legislação específica (ex: informações que impliquem 
violação de sigilo fiscal e bancário). 
Conforme o art. 7º, §2º da LAI, “quando não for autorizado acesso 
integral à informação por ser ela parcialmente sigilosa, é assegurado o 
acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou cópia com 
ocultação da parte sob sigilo”. 
A LAI instituiu, no âmbito da Administração Pública Federal, a 
denominada Comissão Mista de Reavaliação de Informações20, a 
qual, entre outras atribuições, tem competência para prorrogar por uma 
única vez, e por período determinado não superior a 25 anos, o prazo 
de sigilo de informação classificada no grau ultrassecreto, enquanto seu 
acesso ou divulgação puder ocasionar ameaça externa à soberania 
nacional ou à integridade do território nacional ou grave risco às relações 
internacionais do País (art. 35, §1º). Em outras palavras, o limite teórico 
máximo de restrição de acesso a informações cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado é de 
50 anos21. 
 
20 A composição da Comissão Mista de Reavaliação de Informações está prevista no Decreto 7.724/2012: 
Art. 46. A Comissão Mista de Reavaliação de Informações, instituída nos termos do § 1o do art. 35 da Lei 
no 12.527, de 2011, será integrada pelos titulares dos seguintes órgãos: 
I - Casa Civil da Presidência da República, que a presidirá; 
II - Ministério da Justiça; 
III - Ministério das Relações Exteriores; 
IV - Ministério da Defesa; 
V - Ministério da Fazenda; 
VI - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; 
VII - Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; 
VIII - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; 
IX - Advocacia-Geral da União; e 
X - Controladoria Geral da União. 
21 Veremos que, para informações pessoais, o limite máximo de restrição de acesso é de 100 anos. 
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A referida Comissão Mista também possui competência para rever a 
classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício ou 
mediante provocação de pessoa interessada (art. 35, §1º, II). 
A revisão de ofício por parte da Comissão Mista deverá ocorrer, no 
máximo, a cada 4 anos, após a reavaliação da classificação dos 
documentos ultrassecretos ou secretos a que os órgãos entidades públicas 
devem proceder a cada 2 anos (art. 35, §3º c/c art. 39). 
 
A não realização da reavaliação pelos órgãos e entidades ou da 
revisão de ofício pela Comissão Mista nos prazos previstos implicará a 
desclassificação automática das informações, ou seja, tais informações 
serão consideradas, automaticamente, de acesso público (art. 35, §4º 
c/cc art. 39, §4º). 
Bem, tratamos até aqui da restrição de acesso às informações 
imprescindíveis à segurança da sociedade e do Estado. Mas a LAI também 
admite que seja restrito o acesso a informações pessoais, definidas 
como informações relativas à intimidade, vida privada, honra e 
imagem de pessoa natural identificada ou identificável. 
Com efeito, nos termos do art. 31, §1º, I, as informações pessoais 
terão seu acesso restrito a agentes públicos legalmente autorizados e à 
pessoa a que elas se referirem, podendo a restrição durar pelo prazo 
máximo de 100 anos a contar da data de produção da informação. 
Ressalte-se que a restrição de acesso a informações pessoais independe 
de classificação de sigilo, ou seja, os dados dessa natureza não 
precisam ser classificados em ultrassecretos, secretos ou reservados para 
se tornarem sigilosos. 
A divulgação de informações pessoais poderá, ainda, ser autorizada 
por lei ou mediante consentimento expresso da pessoa a que elas se 
Informações secretas e 
ultrasecretas
Reavaliação pelos órgãos e 
entidades
A cada 2 anos, no 
máximo
Revisão de ofício pela 
Comissão Mista Reavaliação 
de Informações
A cada 4 anos, no 
máximo
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referirem. Esse consentimento não será exigido quando as informações 
pessoais forem necessárias (art. 31, §3º): 
 à prevenção e diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou 
legalmente incapaz, e para utilização única e exclusivamente para o 
tratamento médico; 
 à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse 
público ou geral, previstos em lei, sendo vedada a identificação da pessoa 
a que as informações se referirem; 
 ao cumprimento de ordem judicial; 
 à defesa de direitos humanos; ou 
 à proteção do interesse público e geral preponderante. 
A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e 
imagem de pessoa não poderá ser invocada com o intuito de prejudicar 
processo de apuração de irregularidades em que o titular das informações 
estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de 
fatos históricos de maior relevância (art. 31, §4º). 
Em qualquer caso, aquele que obtiver acesso às informações pessoais 
de outrem será responsabilizado por seu uso indevido (art. 31, §2º). 
 
28. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que, em 2014, um cidadão tenha solicitado 
acesso a documentação produzida e classificada como reservada pelo ICMBio em 
2008. Nessa situação, o instituto poderá indeferir o pedido, a depender do conteúdo 
da documentação. 
 Comentário: A informação em poder dos órgãos e entidades públicas,a 
depender o seu conteúdo e em razão de sua imprescindibilidade à segurança 
da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta , 
secreta ou reservada , hipótese em que o acesso a essa informação ficará 
restrito, em regra, por 25, 15 ou 5 anos, respectivamente (LAI, art. 24). 
Contudo, a LAI também estabelece que “as informações que puderem colocar 
em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e 
respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e 
ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último 
mandato, em caso de reeleição ”. Sendo assim, a documentação classificada 
como reservada pelo ICMBio em 2008, cujo prazo de restrição de acesso, 
ordinariamente, terminaria em 2013 (cinco anos), poderia ficar restrita por mais 
tempo caso seu conteúdo pudesse colocar em risco a segurança do PR e Vice 
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e respectivos cônjuges e filhos(as), ou seja, o instituto poderia indeferir o 
pedido de acesso efetuado em 2014, nessa situação. Portanto, o item está 
correto. 
 Gabarito: Certo 
RECURSOS 
A LAI prevê que, nos casos de negativa de acesso a informações 
ou de não fornecimento das razões da negativa do acesso, o 
interessado poderá interpor recurso contra a decisão. 
Para assegurar o exercício do direito de recurso por parte do 
interessado, a Administração deverá informa-lo, sempre que indeferir 
pedido de acesso, sobre a possibilidade de interpor recurso, os prazos e 
condições para sua interposição, devendo, ainda, indicar-lhe a 
autoridade competente para sua apreciação (art. 11, §4º). 
O recurso deverá ser interposto pelo interessado no prazo de 10 dias 
a contar da ciência da decisão denegatória, e ser dirigido à autoridade 
hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que 
deverá se manifestar no prazo de 5 dias (art. 15). 
Em especial, se a negativa de acesso for oriunda de órgãos ou 
entidades do Poder Executivo Federal, o requerente poderá recorrer à 
Controladoria-Geral da União (CGU), que deve decidir no prazo de 
5 dias (art. 16). Esse recurso à CGU só é cabível depois de ter sido 
apreciado por pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior 
àquela que exarou a decisão impugnada (art. 16, §1º). Negado o acesso à 
informação pela Controladoria-Geral da União, cabe ainda recurso à 
Comissão Mista de Reavaliação de Informações. 
Já no caso de indeferimento de pedido de desclassificação de 
informação (atenção, não é pedido de acesso) protocolado em órgão da 
Administração Pública Federal, poderá o requerente recorrer ao 
Ministro de Estado da área, depois de submetido à apreciação de pelo 
menos uma autoridade hierarquicamente superior à autoridade que 
exarou a decisão impugnada, sem prejuízo das competências da Comissão 
Mista de Reavaliação de Informações (art. 17). 
 
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29. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que 
corta sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 No caso de indeferimento de acesso às informações, poderá o interessado recorrer 
a autoridade superior à entidade que negou o pedido. Se for mantida a decisão, o 
cidadão poderá recorrer à Controladoria Geral da União. 
 Comentário: De fato, em caso de negativa de acesso, o interessado 
poderá recorrer à autoridade hierarquicamente superior à que negou o pedido. 
Porém, o recurso à CGU só é possível quando a negativa de acesso partir de 
órgão ou entidade do Poder Executivo Federal . Na questão, tratava-se de ente 
estadual, daí o erro. 
 Gabarito: Errado 
RESPONSABILIDADES 
A LAI estabelece uma série de infrações e sanções de natureza 
administrativa (não são crimes) pelo descumprimento das suas normas. 
Nos termos do art. 32, constituem condutas ilícitas que ensejam 
responsabilidade do agente público ou militar: 
 Recusar-se a fornecer informação requerida nos termos da LAI, retardar 
deliberadamente o seu fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de 
forma incorreta, incompleta ou imprecisa; 
 Utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, 
alterar ou ocultar, total ou parcialmente, informação que se encontre sob 
sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em razão do exercício 
das atribuições de cargo, emprego ou função pública; 
 Agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à 
informação; 
 Divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à 
informação sigilosa ou informação pessoal; 
 Impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou 
para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem; 
 Ocultar da revisão de autoridade superior competente informação sigilosa 
para beneficiar a si ou a outrem, ou em prejuízo de terceiros; e 
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 Destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a 
possíveis violações de direitos humanos por parte de agentes do Estado. 
Para os militares, as condutas acima são consideradas 
transgressões militares médias ou graves, segundo os critérios 
estabelecidos nos regulamentos disciplinares das Forças Armadas. Para os 
servidores regidos pela Lei 8.112/1990, são equiparadas a infrações 
administrativas sujeitas a, no mínimo, a pena de suspensão (art. 32, 
§1º, I e II). 
Pelas mesmas condutas, poderão os agentes públicos em geral e os 
militares responder, também, por improbidade administrativa (art. 32, 
§2º). 
Já a pessoa física ou entidade privada que detiver informações 
em virtude de vínculo de qualquer natureza com o Poder Público e 
cometer algumas das infrações relacionadas acima, estará sujeita às 
seguintes sanções (art. 33): 
 Advertência; 
 Multa; 
 Rescisão do vínculo com o poder público; 
 Suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de 
contratar com a administração pública por prazo não superior a 2 anos; e 
 Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração 
pública, até que seja promovida a reabilitação perante a própria 
autoridade que aplicou a penalidade. 
A reabilitação da pessoa declarada inidônea será autorizada 
somente quando o interessado efetivar o ressarcimento dos prejuízos 
resultantes ao órgão ou entidade e após decorrido o prazo de 2 anos. 
A LAI prevê que a multa poderá ser aplicada juntamente com a 
advertência, a rescisão do vínculo e a suspensão temporária para 
licitar e contratar (mas não com a declaração de inidoneidade). 
Em qualquer caso, deverá ser sempre observado o direito ao 
contraditório e à ampla defesa na aplicação da sanção. No caso das 
pessoas físicas ou entidades com vínculo com o Poder Público, o prazo 
para defesa do interessado é de 10 dias. 
 
 
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Por fim, a LAI estabelece a responsabilidade civil objetiva do 
Estado ao definir que “os órgãos e entidades públicas respondem 
diretamente pelos danos causados em decorrência da divulgação não 
autorizada ou utilização indevida de informações sigilosasou 
informações pessoais, cabendo a apuração de responsabilidade 
funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de 
regresso”. Também incorre na mesma responsabilidade a pessoa física 
ou entidade privada que, em virtude de vínculo de qualquer natureza 
com órgãos ou entidades, tenha acesso a informação sigilosa ou pessoal e 
a submeta a tratamento indevido (art. 34). 
 
30. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que um servidor público tenha, 
intencionalmente, fornecido informação incorreta a respeito do relatório de 
monitoramento de determinada unidade de conservação. Nessa situação, se for 
apurada infração administrativa na conduta do agente, a ele será aplicada a sanção 
de advertência. 
 Comentário: Fornecer informação incorreta de forma intencional constitui 
infração administrativa prevista na LAI (art. 32, I). O erro é que, segundo o 
art. 32, §1º, II da Lei, o servidor público regido pela Lei 8.112/1990 que cometer 
alguma infração prevista na LAI deverá ser apenado, no mínimo, com 
suspensão . 
 Gabarito: Errado 
Sanções da LAI
Agentes públicos No mínimo, suspensão
Militares
Sanções previstas para transgressões 
militares médias ou graves
Pessoa física ou entidade 
privada com vínculo com o 
Poder Público
Advertência, multa, rescisão 
do vínculo, suspensão 
temporária e inidoneidade 
para licitar e contratar
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Bem pessoal, essas foram as linhas gerais da Lei de Acesso à 
Informação, em que abordamos os seus principais pontos. Para 
aprofundar o assunto, recomendo a leitura completa da Lei 12.527/2011 e 
também do Decreto 7.724/2012, que regulamenta a LAI no âmbito do 
Executivo Federal. 
Com isso terminamos a parte teórica da aula de hoje. Como já é de 
praxe, vamos resolver algumas questões de prova  
 
 
 
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MAIS QUESTÕES DE PROVA 
31. (Cespe – Auditor TCE PR 2016) À luz da Lei n.º 9.784/1999, assinale a opção 
correta. 
A) Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se, no mês do 
vencimento, não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, e referido mês 
terminar em dia útil, ter-se-á como termo final do prazo o primeiro dia útil do mês 
seguinte. 
B) A revisão do processo administrativo que resultar em aplicação de sanção 
dependerá da manifestação do apenado. 
C) Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial do 
interessado, incluindo-se na contagem o dia da notificação. 
D) Para efeito de prioridade na tramitação dos procedimentos administrativos, são 
consideradas idosas as pessoas com mais de sessenta e cinco anos de idade. 
E) O recurso administrativo deve ser dirigido à autoridade que proferir a decisão 
recorrida; se não reconsiderar a decisão, tal autoridade terá de encaminhar o 
recurso à autoridade que lhe for superior. 
Comentário: 
a) ERRADA. A regra correta é a seguinte, prevista no art. 66, §3º da Lei 
9.784/99: 
§ 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do 
vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como 
termo o último dia do mês. 
b) ERRADA. Os processos administrativos de que resultem sanções 
podem ser objeto de revisão , a qualquer tempo, a pedido ou de ofício , quando 
surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a 
inadequação da sanção aplicada (Lei 9.784/99, art. 65). 
c) ERRADA. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação 
oficial, excluindo- se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do 
vencimento (Lei 9.784/99, caput). 
d) ERRADA. Terão prioridade na tramitação dos processos 
administrativos as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos de idade 
(Lei 9.784/99, art. 69-A, I). 
e) CERTA, nos termos do art. 56, §1º da Lei 9.784/99: 
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a 
reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. 
Gabarito: alternativa “e” 
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32. (Cespe – CGE-PI 2015) A edição de atos de caráter normativo e a decisão de 
recursos administrativos não podem ser objetos de delegação. 
Comentário: de acordo com o art. 13 da Lei 9.784/1999, não podem ser 
objeto de delegação: 
I – a edição de atos de caráter normativo; 
II – a decisão de recursos administrativos; 
III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
Portanto, o item está perfeito. Vale reforçar que, para o Cespe, REGRA 
GERAL, questão incompleta não está errada. Portanto, a ausência de menção 
ao item III acima, não torna a questão errada. Isso ocorreria apenas se a 
questão apresentasse algum termo limitador, como “apenas”, “somente”, 
entre outros. 
Gabarito: Certo 
33. (Cespe – CGE-PI 2015) O processo administrativo poderá iniciar-se de ofício 
ou em razão de requerimento do interessado. 
Comentário: o art. 5º da Lei 9.784/1999 dispõe que o processo 
administrativo poderá ser iniciado de ofício ou a pedido do interessado . Logo, 
o item está correto. 
Gabarito: Certo 
34. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da 
ZFM que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue 
o item abaixo. 
O eventual indeferimento do referido pedido, assim como os demais atos que 
neguem direitos à empresa, deverá ser necessariamente motivado. 
 Comentário: O indeferimento do pedido da empresa corresponde a uma 
negativa de direito por parte da Administração, afinal, o benefício fiscal estava 
previsto em lei. Dessa forma, o ato administrativo que nega a concessão do 
benefício deve ser necessariamente motivado, com indicação expressa dos 
fatos e dos fundamentos jurídicos que levara àquela decisão. É o que diz o art. 
50, I da Lei 9.784/1999: 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados , com indicação dos fatos e 
dos fundamentos jurídicos, quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses ; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
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IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
V - decidam recursos administrativos; 
VI - decorram de reexame de ofício; 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de 
pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; 
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato 
administrativo. 
 Lembrando que a motivação deve ser explícita, clara e congruente, 
podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de 
anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, 
serão parte integrante do ato. 
 Gabarito: Certo 
35. (Cespe – TCDF 2014) Um órgão administrativo somente em caráter 
excepcional e temporário poderá avocar a competência de outros órgãos, ainda que 
estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. 
 Comentário: É certo que a avocação de competências somente pode ser 
feita em caráter excepcional e temporário, por motivos relevantes devidamente 
justificados. O erro, contudo,é que a avocação só pode incidir sobre 
competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior , não sendo possível 
avocar competência de órgão que não lhe seja hierarquicamente subordinado. 
Isso está previsto no art. 15 da Lei 9.784/99: 
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente 
justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior. 
Gabarito: Errado 
36. (Cespe – Polícia Federal 2014) Suponha que uma autoridade administrativa 
delegue determinada competência a um subordinado e que, no exercício dessa 
delegação, este pratique ato ilegal que fira direito líquido e certo. Nessa situação, 
eventual mandado de segurança deve ser impetrado em face da autoridade 
delegante. 
 Comentário: O ato praticado sob delegação reputa-se praticado pelo 
delegado , isto é, por quem efetivamente praticou a ação, o qual, inclusive, 
responderá por eventuais irregularidades no exercício da competência 
delegada. É o que diz o art. 14, §3º da Lei 9.784/1999: 
§ 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta 
qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado . 
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 Dessa forma, eventual mandado de segurança deverá ser impetrado em 
face da autoridade delegada (e não da delegante). 
 Gabarito: Errado 
37. (Cespe – CNJ 2013) Quando uma autoridade administrativa delega parte de 
sua competência, ela pode revogá-la a qualquer tempo. 
 Comentário: A delegação de competências é ato discricionário da 
autoridade delegante, razão pela qual pode ser revogada a qualquer tempo. A 
própria Lei 9.784/99, em seu art. 14, §2º, possui disposição expressa nesse 
sentido: 
§ 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante. 
 Gabarito: Certo 
38. (Cespe – TJDFT 2013) Um dos efeitos do sistema hierárquico na 
administração é a avocação de competência, possível somente entre órgãos e 
agentes do mesmo nível hierárquico ou entre os quais haja relação de subordinação, 
em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou 
territorial. 
 Comentário: A avocação de competências somente é possível entre 
órgãos e agentes que possuem relação de subordinação ; no caso, o órgão em 
posição superior na hierarquia atrai para si (avoca) o exercício temporário de 
competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. O erro, portanto, é 
que a avocação não pode ocorrer entre órgãos e agentes do mesmo nível 
hierárquico. Por fim, ressalte-se que a avocação, assim como a delegação, é 
sim motivada por circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica 
ou territorial. 
 Gabarito: Errado 
39. (Cespe – PRF 2013) Um PRF, ao desviar de um cachorro que surgiu 
inesperadamente na pista em que ele trafegava com a viatura de polícia, colidiu com 
veículo que trafegava em sentido contrário, o que ocasionou a morte do condutor 
desse veículo. 
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
Não poderá ser objeto de delegação a decisão referente a recurso administrativo 
interposto pelo PRF contra decisão que lhe tiver aplicado penalidade em razão do 
acidente. 
 Comentário: A Lei 9.784/99 enumera determinados atos que não podem 
ser objeto de delegação, dentre os quais a decisão de recursos 
administrativos, daí a correção do item. Para fins de clareza, vamos reproduzir 
o dispositivo da lei que contém essa informação: 
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Art. 13. Não podem ser objeto de delegação : 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos ; 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 A impossibilidade de delegar a decisão de recursos administrativos 
decorre do fato de que o recurso é decorrência da hierarquia e há de ser 
decidido por cada instância separadamente, sob pena de perder o sentido; se 
a autoridade superior pudesse delegar a decisão do recurso, estaria 
praticamente extinguindo uma instância recursal. 
Gabarito: Certo 
40. (Cespe – Polícia Federal 2013) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, que 
regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, um 
órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal e 
quando conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, 
econômica, jurídica ou territorial, delegar parte da sua competência a outros órgãos, 
ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados. 
 Comentário: Para responder o quesito, basta conhecer o art. 12 da 
Lei 9.784/1999: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento 
legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes 
não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de 
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de 
competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. 
 Gabarito: Certo 
41. (Cespe – DP/DF 2013) Tratando-se de delegação de competência de superior 
para subordinado em uma estrutura hierarquizada, a autoridade delegante não pode 
exercê-la após a transferência da atribuição. 
 Comentário : Conforme ensina Carvalho Filho, “o ato de delegação não 
retira a competência da autoridade delegante, que continua competente 
cumulativamente com a autoridade delegada ”. Dessa forma, ao contrário do 
que afirma o quesito, a autoridade delegante pode sim exercer a competência 
após a transferência da atribuição. 
 Gabarito: Errado 
42. (Cespe – TCU 2013) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo 
administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue o item a seguir. 
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As disposições da referida lei aplicam-se aos órgãos e às entidades que integram o 
Poder Executivo federal, mas não aos órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário, 
que dispõem de disciplina própria relativamente aos processos de natureza 
administrativa. 
 Comentário: A Lei 9.784/99, além do Poder Executivo Federal, também se 
aplica aos processos administrativos dos órgãos dos poderes Legislativo e 
Judiciário. É o que diz o art. 1º, §1º da lei: 
 Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito 
da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos 
direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. 
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes 
Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função 
administrativa. 
 Gabarito: Errado 
43. (Cespe – MIN 2013) Órgãos colegiados podem delegar a seus respectivos 
presidentes a edição de atos de caráter normativo. 
 Comentário: Segundo o art. 12, parágrafo único, da Lei 9.784/99, é 
possível que os órgãos colegiados, a exemplo dos conselhos administrativos 
de recursos da Receita Federal, deleguem parte de suas competências aos 
respectivos presidentes: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento 
legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes 
não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de 
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
Parágrafo- Flavia Teixeira Nogueira de Sá
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Por exemplo, quando um servidor entra com requerimento de licença-
capacitação, o órgão ao qual está vinculado autua um processo 
administrativo com numeração específica para reunir toda a 
documentação relativa ao pedido, como o programa do curso pretendido, 
a situação do servidor em relação ao estágio probatório, o parecer da 
chefia imediata, enfim, todos os elementos necessários para instruir e 
motivar a decisão final a ser tomada pela autoridade competente que será 
formalizada no ato administrativo deferindo ou não o pedido do servidor. 
Todos esses elementos irão compor o processo administrativo, ordenados 
numa sequência lógica. 
A importância do processo para a Administração é que, por meio 
dele, torna-se possível conservar o histórico dos fundamentos que 
culminaram na prática de determinado ato, sendo, portanto, um meio de 
garantir a observância dos princípios administrativos, especialmente 
daqueles relacionados ao devido processo legal, como o contraditório e a 
ampla defesa. Ademais, possibilita o controle dos atos administrativos, 
pela própria Administração, pelos órgãos competentes, como o Tribunal de 
Contas e o Poder Judiciário, assim como pela sociedade. 
Parte da doutrina distingue processo de procedimento. 
Para Di Pietro, por exemplo, o processo é o instrumento 
para o exercício da função administrativa, onde fica 
documentado tudo o que a Administração Pública faz. 
Já o procedimento é o conjunto de formalidades que devem ser observadas para 
a prática de certos atos administrativos; equivale a rito, a forma de proceder. 
Por exemplo, a Lei 8.666/1993 estabelece o procedimento que deve ser seguido 
para celebrar um contrato administrativo, qual seja, o procedimento licitatório. A 
referida lei prevê uma série de atos a serem desenvolvidos nesse procedimento: 
justificativa da contratação, elaboração dos projetos, publicação do edital com certa 
antecedência, abertura dos envelopes das propostas comerciais, abertura dos 
envelopes de habilitação etc. Enfim, a lei define exatamente qual a sequência, o rito 
(procedimento) a ser adotado, dependendo da modalidade escolhida. 
Nem sempre, contudo, a lei prevê o procedimento necessário para a prática de 
determinado ato ou, em outras palavras, para a condução de determinado processo; 
nesses casos, deverão ser observados, ao menos na Administração Pública Federal, 
os ritos definidos na Lei 9.784/1999. 
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O procedimento se desenvolve dentro de um processo administrativo. Assim, 
ao realizar uma licitação, o órgão autua um processo em que serão documentados 
todos os atos do procedimento previsto na Lei 8.666/1993. Nele deverá conter, por 
exemplo, o edital que foi publicado, os projetos elaborados, as propostas das 
licitantes, enfim, todos os atos que foram praticados durante a licitação. Perceba 
que, dessa forma, será possível, a posteriori, verificar se o órgão seguiu ou não o 
procedimento previsto na lei. Basta analisar o processo em que a licitação foi 
documentada. 
Há ainda na doutrina o entendimento de que processo administrativo está 
relacionado a um litígio, a uma discussão sobre determinada matéria (ex: particular 
é multado e recorre), enquanto no procedimento administrativo o litígio não estaria 
presente (ex: particular deseja construir e pede uma licença de obras). 
Ressalte-se que, para fins de prova, o uso dos termos さヮヴラIWゲゲラざ ou 
さヮrocedimentoざ administrativo é indistinto, a menos que o examinador exija 
expressamente a discussão acerca dessa dicotomia. Sendo assim, podemos falar 
tanto processo licitatório como procedimento licitatório. Ambas as formas estão 
corretas. 
A Constituição Federal faz referência expressa ao processo 
administrativo em dois dispositivos do art. 5º: inciso LV (“aos litigantes, 
em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a 
ela inerentes”) e inciso LXXVIII (“a todos, no âmbito judicial e 
administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os 
meios que garantam a celeridade de sua tramitação”). Também existe 
referência no art. 41, §1º, II, segundo o qual o servidor público estável só 
perderá o cargo “mediante processo administrativo em que lhe seja 
assegurada ampla defesa”. 
No âmbito da Administração Pública Federal, o processo 
administrativo é regulamentado pela Lei 9.784/1999, cujo art. 1º 
dispõe: 
Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo 
administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, 
visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao 
melhor cumprimento dos fins da Administração. 
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Em seguida, passaremos a analisar os dispositivos da Lei 9.784/1999. 
Recomendo, para um melhor aproveitamento, acompanhar a aula com a 
lei em mãos. 
Ressalto que a Lei 9.784 cuida de alguns aspectos relacionados aos 
atos administrativos que já estudamos na aula própria. São eles: 
delegação e avocação de competência (art. 11 a 17); motivação (art. 50); 
e anulação, revogação e convalidação (art. 53 a 55). Como esses tópicos 
já foram estudados na aula sobre atos, não serão repetidos aqui. 
ABRANGÊNCIA E APLICAÇÃO 
A Lei 9.784/1999 se aplica à Administração Pública Federal, 
direta e indireta, inclusive aos órgãos dos Poderes Legislativo e 
Judiciário da União, e também ao Ministério Público e ao Tribunal de 
Contas, quando estiverem no desempenho de funções administrativas 
(art. 1º). 
Ressalte-se que não se trata de uma lei de caráter nacional (como o 
são a Lei 8.666/1993, a Lei 8.987/1995 e a Lei de Acesso à Informação), 
vale dizer, a Lei 9.784/1999 não é de observância obrigatória pelos 
Estados, DF e Municípios. Os demais entes federativos poderão criar suas 
próprias normas para regulamentar os respectivos processos 
administrativos. 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ)4 entende que, 
se ausente lei própria regulando o processo 
administrativo no âmbito estadual ou municipal, a Lei Federal 9.784/99 pode ser 
aplicada de forma subsidiária. 
Quanto à aplicação da Lei 9.784/1999 aos processos administrativos 
federais, importante destacar que, se houver lei específica 
regulamentando determinado tipo de processo, a Lei 9.784/1999 incidirá 
apenas de forma subsidiária, vale dizer, apenas nos assuntos em que a 
lei específica for omissa. Isso está previsto no art. 69: 
 Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a reger-se por 
lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. 
 
4 REsp 1.092.202/DF 
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É o caso, por exemplo, do processo administrativo disciplinar federal 
– PAD, regulado pela Lei 8.112/1990, e do processo de prestação/tomada 
de contas ao Tribunal de Contas da União, regulado pela Lei 8.443/1992. 
A Lei 9.784/1999 só será utilizada nesses casos na hipótese de eventual 
omissão em determinado ponto. Por outro lado, nos processos que não 
contam com lei específica, a Lei 9.784/1999 se aplica integralmente. 
 
 
1. (Cespe – CNJ 2013) As normas básicas do processo administrativoúnico. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação d e 
competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. 
Porém, conforme o art. 13 da Lei 9.784/99, determinadas competências 
são indelegáveis , dentre elas, a edição de atos de caráter normativo, daí o erro 
do quesito. 
 Gabarito: Errado 
44. (Cespe – MIN 2013) O processo administrativo pode ser instaurado de ofício 
pela própria administração pública, ou a pedido do interessado, ao passo que as 
atividades de instrução destinadas a averiguar os dados necessários à tomada de 
decisão só podem realizar-se de ofício, mediante impulsão do órgão responsável 
pelo processo. 
 Comentário: É certo que o processo administrativo pode ser instaurado 
de ofício pela própria administração pública, ou a pedido do interessado, nos 
termos do art. 5º da Lei 9.784/99. 
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Da mesma forma, as atividades de instrução realizam- se de ofício ou 
mediante provocação dos interessados, daí o erro. Com efeito, os interessados 
podem propor atuações probatórias, hipótese na qual a Administração deverá 
impulsionar a instrução, vale dizer, analisar os elementos probatórios 
apresentados pelo administrado e considera-los na motivação do relatório e da 
decisão. 
 Gabarito: Errado 
45. (Cespe – MIN 2013) Um dos princípios do processo administrativo, a 
oficialidade refere-se às formalidades legais adotadas pela administração pública, a 
fim de garantir segurança jurídica ao administrado. 
 Comentário: O princípio da oficialidade , ao contrário do que afirma o 
quesito, possibilita a Administração instaurar o processo por iniciativa própria, 
independentemente de provocação do administrado. Possibilita, ainda, que, 
depois de instaurado, a Administração o impulsione, ou seja, movimente o 
processo, adotando todas as medidas necessárias a sua adequada instrução, 
ainda que ele tenha sido inicialmente provocado pelo particular. 
 Por sua vez, o princípio que se refere às formalidades legais adotadas no 
processo administrativo é o informalismo . Por esse princípio, o processo 
administrativo deve adotar formas simples, apenas suficientes para 
proporcionar segurança jurídica e garantir o direito de defesa quando 
necessário. 
 Gabarito: Errado 
46. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) No processo administrativo, o agente da 
administração pública não deve atentar para o princípio da ampla defesa em todas 
as situações, em respeito ao princípio da supremacia do interesse público. 
 Comentário: A ampla defesa é sim um dos princípios a serem observados 
na condução do processo administrativo, conforme dispõe o art. 2º da 
Lei 9.784/99: 
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla 
defesa , contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
 Gabarito: Errado 
47. (Cespe – Ibama 2013) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, serão sempre 
motivados os atos administrativos que decidam processos administrativos de 
seleção pública e recursos administrativos e revoguem ato administrativo 
anteriormente praticado. 
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 Comentário: O quesito está correto, em conformidade com o art. 50 da 
Lei 9.784/99: 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados , com indicação dos fatos e 
dos fundamentos jurídicos, quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública ; 
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
V - decidam recursos administrativos ; 
VI - decorram de reexame de ofício; 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de 
pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; 
VIII - importem anulação, revogação , suspensão ou convalidação de ato 
administrativo. 
 Gabarito: Certo 
48. (Cespe – Ibama 2013) O administrado pode acompanhar os trâmites de 
processo administrativo que o envolva, com exceção de processos que tramitem em 
segredo de justiça. 
 Comentário: Conforme o art. 3º, II da Lei 9.784/99, é direito do 
administrado “ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que 
tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de 
documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas”. 
Nesse sentido, o administrado pode ter acesso a todos os dados do 
processo relacionados a sua pessoa, inclusive aqueles protegidos por sigilo, 
daí o erro. A restrição incide sobre os dados de terceiros que sejam protegidos 
por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem, aos quais o 
administrado não poderá ter acesso. É o que prevê o art. 46 da Lei 9.784/99: 
Art. 46. Os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias 
reprográficas dos dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e 
documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à 
honra e à imagem. 
 Gabarito: Errado 
49. (Cespe – AGU 2013) Se determinado particular interpuser recurso 
administrativo perante a autoridade competente, e esta delegar a subordinado seu a 
competência para decisão, não haverá qualquer irregularidade no ato de delegação, 
pois, embora a competência configure requisito vinculado do ato administrativo, a 
legislação de regência autoriza a delegação na hipótese em apreço. 
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 Comentário: A Lei 9.784/99, em seu art. 13, II, veda a delegação da 
competência para decidir recursos administrativos. Portanto, na situação em 
apreço, o ato de delegação foi irregular. 
 Gabarito: Errado 
50. (Cespe – MPE/AC 2014) A respeito do processo administrativo e dos institutos 
da delegação e avocação de competência administrativa, assinale a opção correta. 
a) Não se exige que o ato de delegação, que deve especificar as matérias e poderes 
transferidos, bem como sua revogação sejam publicados no meio oficial. 
b) Nos processos administrativos, devem-se observar, entre outros, os critérios de 
atendimento a fins de interesse geral, permitida a renúncia parcial de competências, 
independentemente de autorização em lei. 
c) A delegação e a avocação de competência são atos ligados ao poder de polícia 
administrativo. 
d) A delegação de competência administrativa pode ser realizada ainda que não 
haja subordinação hierárquica. 
e) Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser 
iniciado perante a autoridade de maior grau hierárquico de decisão. 
 Comentários: Vamos analisar cada alternativa. 
 a) ERRADA, nos termos do art. 14 da Lei 9.784: 
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio 
oficial . 
 b) ERRADA. De fato, os processos administrativos devem observar, entre 
outros, os critérios de atendimento a fins de interesse geral. Até aí a assertiva 
está correta. Porém, nos termos do art. 11 da Lei 9.784, “a competência é 
irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída 
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos ”. 
 c) ERRADA. A delegação e a avocação de competência são atos ligados 
ao poder hierárquico , e não ao poder de polícia. 
 d) CERTA, nos termos do art. 12 da Lei 9.784/1999: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seutitular poderão, se não houver impedimento 
legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes 
não lhe sejam hierarquicamente subordinados , quando for conveniente, em razão 
de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial . 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de 
competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. 
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Lembrando que, diferentemente da delegação, a avocação só pode incidir 
sobre órgão hierarquicamente subordinado (já a delegação pode ocorrer fora 
da estrutura hierárquica). 
e) ERRADA, nos termos do art. 17 da Lei 9.784/1999: 
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser 
iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir. 
Gabarito: alternativa “d” 
51. (Cespe – TJ/RR 2013) Com base no disposto na Lei n.º 9.784/1999, que 
regula os processos administrativos, assinale a opção correta. 
a) A competência, irrenunciável, pode ser delegada a outros órgãos ou titulares, 
ainda que estes não sejam hierarquicamente subordinados ao órgão originalmente 
competente, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, 
social, econômica, jurídica ou territorial. 
b) O não atendimento da intimação para ciência de decisão importa o 
reconhecimento da verdade dos fatos pelo administrado. 
c) O andamento do processo administrativo deve ser feito mediante atuação do 
interessado, vedada a impulsão de ofício. 
d) A edição de atos de caráter normativo poderá ser delegada, desde que a 
delegação se mostre conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, 
social, econômica, jurídica ou territorial. 
e) O descumprimento do regime de tramitação prioritária dos processos em que 
figurem como parte ou interessado maiores de sessenta anos de idade e portadores 
de deficiência física ou mental sujeitará o magistrado ou servidor público 
responsável às penalidades previstas em lei e à reparação das perdas e danos 
sofridos pelo beneficiado. 
 Comentários: Vamos analisar cada assertiva: 
 a) CERTA, nos termos do art. 12 da Lei 9.784/1999: 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento 
legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes 
não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de 
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
 b) ERRADA, nos termos do art. 27 da Lei 9.784/1999: 
Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade 
dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. 
 c) ERRADA. A oficialidade é um dos princípios característicos do 
processo administrativo, de tal sorte que a impulsão de ofício não é vedada, 
muito pelo contrário, ela é uma diretriz a ser seguida pela Administração: 
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Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla 
defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. 
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os 
critérios de: 
II - impulsão, de ofício , do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos 
interessados; 
 d) ERRADA. A competência para editar de atos de caráter normativo é 
indelegável, nos termos do art. 13, I da Lei 9.784/99: 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação : 
I - a edição de atos de caráter normativo ; 
II - a decisão de recursos administrativos; 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
 e) ERRADA. Como se trata de processo administrativo, não há que se 
falar em responsabilização de magistrado, pois este cuida de processos 
judiciais. 
 Gabarito: alternativa “a” 
52. (ESAF – MIN 2012) O desatendimento, pelo particular, de intimação realizada 
pela Administração Pública Federal em processo administrativo 
a) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo 
administrado. 
b) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas constitui renúncia a 
direito pelo administrado, se se tratar de direito disponível. 
c) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas não constitui renúncia 
automática a direito pelo administrado, tratando-se de direito indisponível. 
d) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, e a renúncia a direito pelo 
administrado. 
e) opera extinção do direito de defesa, por opção do próprio particular. 
 Comentário: A questão trata do art. 27 da Lei 9.784/1999, in verbis: 
Art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade 
dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado. 
Parágrafo único. No prosseguimento do processo, será garantido direito de ampla 
defesa ao interessado. 
 Esse dispositivo consagra o princípio da verdade material , pelo qual a 
Administração deve procurar conhecer a verdade dos fatos, e não 
simplesmente ficar apegada às formalidades processuais. Assim, mesmo que 
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o administrado não apresente defesa em resposta à intimação, a 
Administração deverá empregar outros meios para avaliar o que realmente 
aconteceu no caso, e não simplesmente assumir a culpa do administrado. Em 
outras palavras, o desatendimento da intimação não importa reconhecer que 
os fatos imputados ao administrado (sobre os quais ele foi chamado a se 
defender) são verdadeiros. Tampouco significa que o administrado está 
renunciando a seu direito de defesa, o qual deverá ser-lhe garantido 
novamente no prosseguimento do processo, inclusive mediante o recebimento 
das alegações por ele apresentadas a qualquer momento, antes da decisão. 
Pelo exposto, verifica-se que a única alternativa correta é a primeira. 
 Gabarito: alternativa “a” 
53. (ESAF – CGU 2012) A respeito dos prazos atinentes aos processos 
administrativos em geral e sua forma de contagem, nos termos da Lei n. 9.784/99, 
assinale a opção correta. 
a) Não há distinção na forma de contagem entre prazos fixados em dias e fixados 
em meses ou anos. 
b) Prazo fixado em meses cujo vencimento se daria em 28 de fevereiro, tem seu 
termo em 10 de março. 
c) Prazos fixados em dias ou meses contam-se de modo contínuo. 
d) Os prazos começam a correr da data em que foi praticado o ato ou a tomada de 
decisão. 
e) Ameaça de bomba que força o encerramento do expediente, antes da hora 
normal, prorroga o prazo até o primeiro dia útil seguinte. 
 Comentário: Vamos analisar cada alternativa. 
 a) ERRADA. Nos termos do art. 66, §§2º e 3º da Lei 9.784/99, os prazos 
expressos em dias contam-se de modo contínuo , enquanto os prazos fixados 
em meses ou anos contam-se de data a data (ex: prazo de um mês iniciado em 
1º de janeiro vence em 1º de fevereiro). 
 b) ERRADA. Os prazos fixados em meses são contados de data a data. 
Assim, um prazo iniciado em 28 de fevereiro, contado em meses, só poderia 
ter seu termo em 28 de março (um mês), 28 de abril (dois meses) e assim por 
diante. Jamais poderia ser em 10 de março, pois quebraria a regra do “data a 
data”. 
 c) ERRADA. Apenas os prazos fixados em dias são contados de modo 
contínuo; os fixados em meses contam- se “data a data”. 
 d) ERRADA. Nos termos do art. 66, caputda Lei 9.784/99, os prazos 
começam a correr a partir da data da cientificação oficial , excluindo-se da 
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contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. Ou seja, cotam- se 
a partir da data em que o interessado tomou ciência do ato ou decisão. 
 e) CERTA. Nos termos do art. 66, §1º da Lei 9.784/99, “considera-se 
prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia 
em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal ”. 
 Gabarito: alternativa “e” 
54. (Cespe – TCU 2015) Eventuais recursos contra decisão emanada em processo 
administrativo devem ser dirigidos à autoridade que a tiver proferido, que tem poder 
para realizar juízo de retratação e reconsiderar a decisão. 
Comentário: A questão está de acordo com o art. 56 da Lei 9.784/99: 
Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e 
de mérito. 
§ 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a 
reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior. 
Gabarito: Certo 
55. (Cespe – TCU 2015) Existem três níveis para a classificação da informação: 
ultrassecreto, secreto e reservado, com prazos de sigilo de vinte e cinco, quinze e 
cinco anos, respectivamente. 
Comentário: O item está em conformidade com o art. 24 da Lei de Acesso 
à Informação: 
Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu 
teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, 
poderá ser classificada como ultrassecreta , secreta ou reservada . 
§ 1o Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a 
classificação prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os 
seguintes: 
I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos; 
II - secreta: 15 (quinze) anos; e 
III - reservada: 5 (cinco) anos . 
Gabarito: Certo 
56. (Cespe – TCU 2015) O fornecimento de informações públicas está 
condicionado à solicitação da pessoa interessada. 
Comentário: O fornecimento de informações públicas não está 
condicionado à solicitação da pessoa interessada. No sistema estabelecido 
pela LAI, foram contempladas duas formas de garantir o acesso à informação: 
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 Transparência ativa : As informações são disponibilizadas pela Administração, 
independentemente de solicitação, inclusive pela referência nos respectivos 
sites oficiais da internet. 
 Transparência passiva : As informações são transmitidas em resposta a 
requerimento de acesso à informação formulado pelo interessado. 
Gabarito: Errado 
57. (Cespe – TCU 2015) Classificam-se como reservadas as informações que 
puderem colocar em risco a segurança do presidente, do vice-presidente da 
República e de respectivos cônjuges e filhos. Essas informações ficam sob sigilo 
pelo prazo de cinco anos, que é o prazo máximo de restrição de acesso à 
informação classificada como reservada. 
Comentário: Segundo o art. 24, §2º da LAI, “as informações que puderem 
colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e 
respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e 
ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último 
mandato, em caso de reeleição ”. 
Pela parte final do dispositivo, percebe-se que esse tipo de informação 
constitui uma exceção à regra pela qual as informações classificadas como 
reservadas permanecem com restrição de acesso por no máximo cinco anos 
(art. 24, §1º, III). Em caso de reeleição, por exemplo, a restrição poderá 
perdurar por oito anos, considerando o mandato de quatro anos. 
Gabarito: Errado 
58. (Cespe – STJ 2015) Os órgãos do Poder Judiciário não estão submetidos à lei 
mencionada [Lei de Acesso à Informação], pois seus documentos de arquivo 
possuem uma grande quantidade de informações pessoais. 
 Comentário: A Lei de Acesso à Informação se aplica aos órgãos públicos 
integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo , 
incluindo as Cortes de Contas , e Judiciário e do Ministério Público . 
Também abrange as autarquias, as fundações públicas, as empresas 
públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas 
direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, 
assim como as entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para 
realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do 
orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de 
parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres. 
Gabarito: Errado 
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59. (Cespe – STJ 2015) Com base na Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 
12.257/2011), julgue o item a seguir: Quando for extraviada uma informação 
solicitada, o solicitante poderá requerer a abertura de sindicância para apurar o seu 
desaparecimento. 
 Comentário: O item está em conformidade com o seguinte dispositivo da 
Lei de Acesso à Informação: 
Art. 7º (...) 
§ 5o Informado do extravio da informação solicitada, poderá o interessado requerer à 
autoridade competente a imediata abertura de sindicância para apurar o 
desaparecimento da respectiva documentação. 
Gabarito: Certo 
60. (Cespe – STJ 2015) Os documentos de arquivo que contenham informações 
pessoais relativas a intimidade, vida privada, honra e imagem terão seu acesso 
restrito de acordo com a classificação de sigilo. 
 Comentário: Vamos ver o que a LAI nos diz sobre o assunto: 
Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma 
transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das 
pessoas , bem como às liberdades e garantias individuais. 
§ 1o As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, 
vida privada, honra e imagem : 
I - terão seu acesso restrito , independentemente de classificação de sigilo e pelo 
prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes 
públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; e 
II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão 
legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem. 
 Logo, a restrição de acesso por 100 anos assegurada a informações 
pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem independe de 
classificação de sigilo , daí o erro. 
Gabarito: Errado 
61. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que 
corta sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 No requerimento devem constar os motivos pelos quais o cidadão pretende obter as 
informações, para que seja feita a devida verificação de seus interesses. 
 Comentário: Segundo o art. 10 da LAI, “qualquer interessado poderá 
apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades referidos 
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no art. 1o desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a 
identificação dorequerente e a especificação da informação requerida ”. 
Perceba que a lei exige que o requerimento apresente, apenas, a identificação 
do requerente e a especificação da informação requerida, mas não os motivos 
pelos quais o cidadão pretende obter as informações. 
Aliás, para não deixar dúvidas a respeito da desnecessidade de 
apresentação dos motivos da solicitação, o art. 10, §3º da LAI prescreve que 
“são vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da 
solicitação de informações de interesse público”. 
 Gabarito: Errado 
62. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que 
corta sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 O acesso às informações poderá ser negado, caso exijam trabalhos adicionais de 
análise, interpretação ou consolidação de dados, ou ainda serviço de produção ou 
tratamento de dados que não seja de competência da entidade. 
 Comentário: A resposta está no Decreto 7.724/2012, que regulamenta a 
LAI no âmbito do Poder Executivo federal. Vejamos: 
Art. 13. Não serão atendidos pedidos de acesso à informação : 
I - genéricos; 
II - desproporcionais ou desarrazoados; ou 
III - que exijam trabalhos adicionais de análise, interpretação ou consolidação de 
dados e informações, ou serviço de produção ou tratamento de dados que não 
seja de competência do órgão ou entidade. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso III do caput, o órgão ou entidade deverá, caso 
tenha conhecimento, indicar o local onde se encontram as informações a partir das 
quais o requerente poderá realizar a interpretação, consolidação ou tratamento de 
dados. 
 Gabarito: Certo 
63. (Cespe – Bacen 2013) O órgão público não pode exigir do particular que ele 
apresente os motivos determinantes da solicitação de informações de interesse 
público por ele realizada. 
 Comentário: Segundo o art. 10, §3º da LAI, “são vedadas quaisquer 
exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações 
de interesse público”. Em outras palavras, a Administração não pode exigir 
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que o interessado apresente os motivos que o levaram a efetuar o pedido de 
acesso à informação. 
 Gabarito: Certo 
64. (Cespe – TCDF 2014) Estão sujeitas às disposições da legislação federal e 
distrital que rege o tema entidades que, não tendo fins lucrativos, recebem, para a 
realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do 
orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, 
convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres. 
 Comentário: O quesito está em plena consonância com o art. 2º da LAI: 
Art. 2o Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas 
sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, 
recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato 
de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos 
congêneres. 
 Gabarito: Certo 
65. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que o ICMBio tenha indeferido o pedido de 
acesso a informações de determinado projeto de pesquisa por ele coordenado, ao 
argumento de que as informações constantes desse projeto de pesquisa seriam 
sigilosas. Nessa situação, está correta a ação do instituto, pois a Lei de Acesso à 
informação veda o acesso a esses projetos, independentemente de seu conteúdo. 
 Comentário: O art. 7º, §1º restringe o acesso a informações relativas a 
determinados projetos de pesquisa, quais sejam, àqueles “cujo sigilo seja 
imprescindível à s egurança da sociedade e do Estado”. Veja: 
§ 1o O acesso à informação previsto no caput não compreende as informações 
referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo 
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado . 
A própria LAI define quais projetos de pesquisa são considerados 
imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis 
de sofrerem restrição de acesso: 
Art. 23. São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do 
Estado e, portanto, passíveis de classificação as informações cuja divulgação 
ou acesso irrestrito possam : 
I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território 
nacional; 
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações 
internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por 
outros Estados e organismos internacionais; 
III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população; 
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IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País; 
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças 
Armadas; 
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento científico ou 
tecnológico, assim como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse 
estratégico nacional; 
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou 
estrangeiras e seus familiares; ou 
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou 
fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações. 
Logo, a restrição de acesso a projetos de pesquisa não é 
“independentemente de seu conteúdo”, daí o erro. 
 Gabarito: Errado 
66. (Cespe – ICMBio 2014) O cidadão tem direito de receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse ou de interesse coletivo. 
 Comentário: A assertiva está de acordo com o previsto no art. 5º, XXXIII 
da Constituição Federal: 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu 
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral , que serão prestadas no 
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
 Ressalte-se que a Lei de Acesso à Informação foi editada justamente para 
regulamentar esse comando constitucional. 
 Gabarito: Certo 
67. (ESAF – STN 2013) A chamada Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527, de 
18 de novembro de 2011) foi um marco nas relações entre cidadão e Estado. Ela 
estabelece que as informações de interesse coletivo ou geral deverão ser divulgadas 
de ofício pelos órgãos públicos, espontânea e proativamente, independentemente de 
solicitações. 
Sinteticamente, estabelece que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo, a 
exceção. Sobre esta lei, avalie os itens a seguir e assinale a opção incorreta. 
a) São estabelecidos prazos para que sejam repassadas as informações ao 
solicitante. A resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em 
até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias. 
b) Justificado o pedido, e identificado o requerente, o serviço de busca e 
fornecimento das informações é gratuito, salvo cópias de documentos. 
c) Nos casos em que a informação estiver sob algum tipo de sigilo previsto em Lei, é 
direito do requerente obter o inteiro teor da negativa de acesso. 
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d) Quando a informação for parcialmente sigilosa, fica assegurado o acesso, por 
meio de certidão, extrato ou cópia, com aocultação da parte sob sigilo. 
e) Informações sob a guarda do Estado que dizem respeito à intimidade, honra e 
imagem das pessoas, por exemplo, não são públicas e só podem ser acessadas 
pelos próprios indivíduos e por terceiros, apenas em casos excepcionais previstos 
na Lei. 
 Comentário: Vamos analisar cada alternativa. 
 a) CERTA. De fato, a informação, quando disponível, deve ser passada 
imediatamente. Caso não esteja, o órgão deve responder em até 20 dias, 
prorrogáveis por mais 10 . Na resposta, o órgão deverá comunicar a data, local 
e modo para ter acesso à informação ou, alternativamente, indicar as razões 
para a recusa, comunicar que não possui a informação ou indicar, se for do 
seu conhecimento, o órgão ou entidade que a detém. É o que diz o art. 11 da 
LAI: 
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato 
à informação disponível. 
§ 1o Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o 
órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) 
dias: 
I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou 
obter a certidão; 
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso 
pretendido; ou 
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o 
órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou 
entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação. 
§ 2o O prazo referido no § 1o poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, mediante 
justificativa expressa, da qual será cientificado o requerente. 
 b) ERRADA. De fato, o serviço de busca e fornecimento da informação é 
gratuito , salvo nas hipóteses de reprodução de documentos pelo órgão ou 
entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado 
exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e 
dos materiais utilizados (LAI, art. 12). O erro é que não se pode exigir 
justificativa para o pedido. 
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos 
órgãos e entidades referidos no art. 1o desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo 
o pedido conter a identificação do requerente e a especificação da informação 
requerida. 
§ 1o Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente 
não pode conter exigências que inviabilizem a solicitação. 
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§ 2o Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de 
encaminhamento de pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet. 
§ 3o São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da 
solicitação de informações de interesse público . 
 c) CERTA, nos termos do art. 14 da LAI: 
Art. 14. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, 
por certidão ou cópia. 
 d) CERTA. Quando a informação for parcialmente sigilosa, o art. 7º, §2º da 
LAI assegura acesso à parte não sigilosa: 
§ 2o Quando não for autorizado acesso integral à informação por ser ela parcialmente 
sigilosa, é assegurado o acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou 
cópia com ocultação da parte sob sigilo. 
 e) CERTA. Segundo o art. 31 da LAI, as informações pessoais terão seu 
acesso restrito a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que 
elas se referirem, durante o prazo máximo de 100 anos a contar da sua data de 
produção. No entanto, a Lei admite que a divulgação ou acesso por terceiros 
de informações pessoais poderá ser autorizado diante de previsão legal ou 
consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem. Ademais, algumas 
informações pessoais nem precisam do consentimento da pessoa, a exemplo, 
das necessárias ao diagnóstico médico de pessoas incapazes, à realização de 
estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, ao 
cumprimento de ordem judicial, dentre outras. 
Gabarito: alt ernativa “b” 
68. (ESAF – DNIT 2013) Acerca dos novos conceitos trazidos pela Lei do Acesso à 
Informação, correlacione as colunas abaixo e, ao final, assinale a opção que 
contenha a sequência correta para a para a Coluna II. 
COLUNA I COLUNA II 
(1) Documento. ( ) Qualidade do que foi coletado na 
fonte, sem modificações. 
(2) Primariedade. ( ) Unidade de registro de informações, 
qualquer que seja o suporte ou 
formato. 
(3) Integridade. ( ) Qualidade daquilo que não foi 
modificado, inclusive quanto à 
origem, trânsito e destino. 
a) 1 / 2 / 3 
b) 3 / 2 / 1 
c) 2 / 1 / 3 
d) 3 / 1 / 2 
e) 1 / 3 / 2 
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 Comentário: Como a banca cobrou, vamos transcrever todos os 
conceitos contidos na Lei de Acesso à Informação (LAI): 
Art. 4o Para os efeitos desta Lei, considera-se: 
I - informação : dados, processados ou não, que podem ser utilizados para 
produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte 
ou formato; 
II - documento : unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte 
ou formato; 
III - informação sigilosa : aquela submetida temporariamente à restrição de 
acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da 
sociedade e do Estado; 
IV - informação pessoal : aquela relacionada à pessoa natural identificada ou 
identificável; 
V - tratamento da informação : conjunto de ações referentes à produção, 
recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, 
distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, destinação 
ou controle da informação ; 
VI - disponibilidade : qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada 
por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados; 
VII - autenticidade : qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, 
recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema; 
VIII - integridade : qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à 
origem, trânsito e destino; 
IX - primariedade : qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de 
detalhamento possível, sem modificações. 
 Como a questão é de simples correlação, pelos conceitos acima, verifica-
se facilmente que o gabarito é a opção “c”. 
Gabarito: alternativa “c” 
69. (ESAF – Ministério da Fazenda 2013) Considerando as normas de acesso à 
informação contidas na Lei n. 12.527/2011, assinale a opção correta. 
a) Considera-se tratamento de informação a que for submetida temporariamente à 
restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança 
da sociedade e do Estado. 
b) O próprio requerente pesquisará a informação de que necessite, ante os meios 
oferecidos pela entidade. 
c) As informações podem ser classificadas como sigilosas, restritas e de segurança 
máxima, nos termos da lei. 
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d) As informações pessoais relativas à intimidade terão seu acesso vedado pelo 
prazo máximo de 50 (cinquenta) anos. 
e) A pessoa física que detiver informações em virtude de vínculo com o poder 
público e não observar o disposto na Lei n. 12.527/2011 estará sujeita à suspensão 
de seus direitos políticos pelo prazo de 02 (dois) anos. 
 Comentários: Vamos analisar cada alternativa. 
 a) ERRADA. O conceito apresentado refere-se a “informação sigilosa”, 
nostermos do art. 4º, III da LAI. “Tratamento de informação”, por sua vez, é o 
conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, 
acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, 
armazenamento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação 
(LAI, art. 4º, V). 
 b) CERTA, nos termos do art. 11, §3º da LAI: 
§ 3o Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da 
legislação aplicável, o órgão ou entidade poderá oferecer meios para que o 
próprio requerente possa pesquisar a informação de que necessitar . 
 c) ERRADA. Conforme o art. 24, §1º da LAI, as informações podem ser 
classificadas em ultrassecretas , secretas e reservadas . Basicamente, a 
diferença entre elas refere-se aos prazos máximos de restrição de acesso à 
informação, 25, 15 e 5 anos, respectivamente. 
 d) ERRADA. O prazo máximo de restrição de acesso às informações 
pessoais é de 100 anos , conforme o art. 31, §1º, I da LAI: 
Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente 
e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às 
liberdades e garantias individuais. 
§ 1o As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida 
privada, honra e imagem: 
I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo 
prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes 
públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; e 
II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão 
legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem. 
 e) ERRADA. A pessoa física que detiver informações em virtude de 
vínculo com o poder público e não observar o disposto na LAI estará sujeita às 
seguintes sanções: 
Art. 33. A pessoa física ou entidade privada que detiver informações em virtude de 
vínculo de qualquer natureza com o poder público e deixar de observar o disposto 
nesta Lei estará sujeita às seguintes sanções: 
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I - advertência; 
II - multa; 
III - rescisão do vínculo com o poder público; 
IV - suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de contratar com a 
administração pública por prazo não superior a 2 (dois) anos; e 
V - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, 
até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a 
penalidade. 
 Portanto, não há previsão na Lei para a suspensão dos direitos políticos, 
daí o erro. 
Gabarito: alternativa “b” 
70. (ESAF – AFRFB 2014) Em se tratando do acesso à informação no âmbito 
federal, é correto afirmar: 
a) cabe recurso a ser interposto no prazo de 05 (cinco) dias e dirigido diretamente à 
Controladoria-Geral da União do indeferimento a pedido de acesso a informações 
classificadas como sigilosas contidas em Ministérios integrantes do Poder Executivo 
Federal. 
b) são classificadas como ultrassecretas, cujo prazo de restrição de acesso à 
informação é de 25 (vinte e cinco) anos, as informações que coloquem em risco a 
segurança do Presidente da República e respectivos cônjuge e filhos (as). 
c) compete ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República 
rever a classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício, a cada 04 
(quatro) anos, ou mediante provocação de pessoa interessada. 
d) é assegurado, por lei, o sigilo da identificação do requerente que apresentar 
pedido de acesso a informações de interesse particular contidas nas Cortes de 
Contas. 
e) mediante anuência do requerente é que a informação armazenada em formato 
digital será fornecida no referido formato. 
 Comentários: Vamos analisar cada alternativa. 
 a) ERRADA. Antes de ser dirigido à CGU, o recurso deve ter sido 
submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente 
superior àquela que exarou a decisão impugnada (LAI, art. 16, §1º). Portanto, o 
quesito erra ao afirmar que cabe recurso dirigido “diretamente” à CGU. 
 b) ERRADA. Segundo o art. 24, §2º da LAI, as informações que puderem 
colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e 
respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas (e não 
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como ultrassecretas) e ficarão sob sigilo até o término do mandato em 
exercício ou do último mandato, em caso de reeleição. 
 c) ERRADA. A competência é da Comissão Mista de Reavaliação de 
Informações , e não do GSI. O GSI é apenas um dos órgãos integrantes da 
Comissão Mista. 
 d) ERRADA. Nos termos do art. 10 da LAI, qualquer interessado poderá 
apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades sujeitos às 
normas da Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a 
identificação do requerente e a especificação da informação requerida. 
 e) CERTA, em conformidade com o art. 11, §5º da LAI: 
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato 
à informação disponível. 
(...) 
§ 5o A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, 
caso haja anuência do requerente . 
Gabarito: alternativa “e” 
***** 
Ufa! Terminamos mais uma! Até a próxima! 
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JURISPRUDÊNCIA 
STJ – REsp 1.092.202/DF (11/4/2013) 
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR 
PÚBLICO APOSENTADO. REVISÃO DE PROVENTOS PELA ADMINISTRAÇÃO. 
DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. 
EDIÇÃO DE LEI ESPECÍFICA SOBRE O TEMA. EXISTÊNCIA DA LEI FEDERAL Nº 
9.784/99. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA AOS ESTADOS E MUNICÍPIOS. 
SUPERVENIÊNCIA DA LEI DISTRITAL Nº 2.834/2001. FATO QUE NÃO 
INTERROMPE A CONTAGEM DO PRAZO JÁ INICIADO. DECADÊNCIA 
CONFIGURADA. 
1. A Corte Especial deste Tribunal Superior consagrou o entendimento de que até 
a edição da Lei Federal nº 9.784/99 a Administração Pública poderia rever os 
seus atos a qualquer tempo, quando eivados de vícios e ilegalidades, conforme 
os enunciados das Súmulas nos 346 e 473 do STF e o disposto no art. 114 da Lei 
Federal nº 8.112/90. Ficou estabelecido também que a lei que definisse prazo 
para que a Administração Pública pudesse revogar seus atos teria incidência 
somente a partir de sua vigência, não podendo retroagir. 
2. No âmbito estadual ou municipal, ausente lei específica, a Lei Federal 
nº 9.784/99 pode ser aplicada de forma subsidiária, haja vista tratar-se 
de norma que deve nortear toda a Administração Pública, servindo de 
diretriz aos seus órgãos. Destarte, editada lei local posteriormente, essa 
incidirá apenas a partir dos atos administrativos praticados após sua vigência, 
não interrompendo a contagem do prazo decadencial já iniciado com a 
publicação da norma federal. 
3. Com efeito, "a superveniência da Lei Distrital 2.834/01 não interrompe a 
contagem do prazo decadencial iniciado com a publicação da Lei 9.784/99, uma 
vez que sua única finalidade é aplicar, no âmbito do Distrito Federal, as regras 
previstas na referida lei federal" (REsp nº 852.493/DF, Relator o Ministro Arnaldo 
Esteves Lima, DJe de 25/8/2008). 
4. Agravo regimental a que se nega provimento. 
 STF – SS-AgR 3.902/SP (9/6/2011) 
Ementa: SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃOS QUE IMPEDIAM A 
DIVULGAÇÃO, EM SÍTIO ELETRÔNICO OFICIAL,14 
 
 
 
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 Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências 
acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado; 
 Preferencialmente, os atos do processo deverão ser realizados em dias úteis, na sede do órgão, mas 
podem também ser realizados em outro local, desde que o interessado seja cientificado. 
 O desatendimento da intimação NÃO importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a 
direito pelo administrado; o direito de defesa será garantido na sequência do processo. 
 Terão tramitação preferencial as pessoas: com idade igual ou superior a 60 anos; portadoras de 
deficiência, física ou mental; portadoras de doença grave. 
 O interessado poderá, por escrito, desistir total ou parcialmente do processo; a Administração, contudo, 
poderá prosseguir com o feito, caso entenda que o interesse público exige. 
 
Recurso 
administrativo 
 Independente de caução (SV 21 do STF); 
 Em regra, não possui efeito suspensivo, mas poderá ser concedido se for causar 
prejuízo de difícil reparação ou quando expresso em lei. 
 Em regra, tramitará em até três instâncias, com início na que proferiu a decisão 
recorrida, que poderá reconsiderar ou encaminhar o recurso para a autoridade 
superior. 
 Pode ocorrer o reformatio in pejus. 
 
Revisão 
 De punição aplicada ao interessado. 
 Quando houver fato novo não analisado originalmente. 
 A qualquer tempo. 
 Não aceita a reformatio in pejus. 
 
ATO PRAZO 
Para todos os atos, inexistindo 
disposição específica 
5 dias, salvo força maior, prorrogáveis por até igual período, se 
justificado. 
Intimação para comparecimento Mínimo de 3 dias úteis 
Intimação dos interessados de 
prova ou diligência ordenada 
Mínimo de 3 dias úteis 
Emissão de parecer de órgão 
consultivo 
15 dias, salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior 
prazo. 
Manifestação do interessado 
após encerrada a instrução 
10 dias, salvo determinação legal. 
Decisão após instrução Até 30 dias, prorrogáveis, se justificado. 
Reconsideração pela autoridade 
que proferiu a decisão 
5 dias; se não reconsiderar, encaminhará à autoridade superior 
Interposição de recurso 10 dias, contados a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão 
recorrida. 
Decisão de recurso Até 30 dias, contados do recebimento dos autos, prorrogáveis se 
justificado. 
Intimação dos demais 
interessados no recurso 
5 dias úteis para apresentação de alegações. 
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Contagem de prazos: 
 Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo. 
 Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data; se no mês do vencimento não houver o 
dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês. 
 Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem. 
LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO ʹ LEI 12.527/2011 
 
Abrangência 
da LAI 
(norma geral) 
 Órgãos públicos da administração direta de todos os Poderes, incluindo Tribunal de 
Contas e Ministério Público; 
 Entidades da administração indireta, incluindo empresas públicas e sociedades de 
economia mista. 
 Entidades privadas sem fins lucrativos, quanto aos recursos públicos recebidos. 
Principais diretrizes: 
 Publicidade é a regra e o sigilo a exceção; 
 Divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; 
 Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública. 
 Transparência ativa: 
 As informações são disponibilizadas pela Administração, independentemente de solicitação. 
 É obrigatória a divulgação na internet de informações de interesse geral e coletivo, exceto para 
Municípios com até 10 mil habitantes. 
 Transparência passiva: 
 As informações são transmitidas em resposta a requerimento do interessado. 
 É vedado exigir que o solicitante apresente os motivos determinantes do pedido. 
 Se disponível, a informação deve ser dada de imediato; caso contrário, o órgão terá 20 dias, prorrogável 
por mais 10, para disponibiliza-la, nega-la, comunicar que a não possui ou indicar quem possui. 
 A negativa de acesso às informações deve ser fundamentada, sob pena de sujeitar-se o responsável a 
medidas disciplinares. 
 É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia. 
 Restrição de acesso: temporária 
 Informações imprescindíveis à segurança da sociedade e do Estado: 
 Ultrassecreta: até 25 anos 
 Secreta: até 15 anos 
 Reservada: até 5 anos 
 Comissão Mista de Reavaliação de Informações: pode prorrogar o ultrassecreto por mais 25 anos; 
revisa as classificações, de ofício, a cada 4 anos, no máximo. 
 Segurança do PR e Vice, cônjuges e filhos: informação reservada, até o término do mandato. 
 Informações pessoais: até 100 anos; independe de classificação. O acesso pode ser autorizado por lei 
ou consentimento expresso. 
 Recursos: perante a autoridade superior, no prazo de 10 dias. No Executivo Federal, pode recorrer à CGU. 
Sanções 
 Agentes públicos: no mínimo suspensão. 
 Militares: sanções previstas para transgressões militares médias ou graves. 
 Pessoa privada com vínculo: advertência, multa, rescisão do vínculo, suspensão temporária e 
inidoneidade para licitar e contratar. 
Pode ser estipulado um evento como termo 
final, desde que não ultrapasse esses prazos. 
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QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 
1. (Cespe – CNJ 2013) As normas básicas do processo administrativo não se aplicam ao 
Poder Judiciário da União, pois, no desempenho da função administrativa, devem ser 
observadas as regras dispostas nos regimentos internos de cada órgão integrante da sua 
estrutura. 
2. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da ZFM 
que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue o item 
abaixo. 
O princípio da inércia impede que a autoridade responsável pelo julgamento do pedido 
realize, por conta própria, diligência não solicitada pela empresa, ainda que necessária para 
a comprovação do direito. 
3. (Cespe – CADE 2014) Considere que, em auditoria para a verificação da regularidade 
da concessão de determinado direito, tenha sido constatado que alguns administrados 
foram injustamente excluídos. Nessa hipótese, em se tratando de interesses individuais, o 
processo administrativo para a extensão de tal direito só poderá ser iniciado após 
provocação da parte interessada. 
4. (Cespe – MDIC 2014) Em razão da simetria com o processo judicial, vigora, no 
processo administrativo, o princípio do formalismo procedimental, em que se afasta a 
flexibilização na tramitação do processo para evitar os arbítrios das autoridades e garantir a 
legitimidade das decisões administrativas. 
5. (Cespe – TRE/MS 2013) No processo administrativo, a administração pública tem o 
poder dever de produzir provas com o fim de atingir a verdade dos fatos, não devendo, por 
isso, ficar restrita ao que as partes demonstrarem no procedimento. Esse pressuposto, 
conforme a doutrina pertinente, refere-se ao princípio da 
a) da gratuidade. 
b) oficialidade. 
c) lealdade e boa-fé. 
d) do informalismo. 
e) da verdade material. 
6. (Cespe – ICMBio 2014 ) Considere que, ao conferir o conteúdo de requerimento 
apresentado por um cidadão ao ICMBio, o analista responsável tenha recusado o 
recebimento do documento por ausência dealguns dados. Nessa situação, é vedada à 
administração a recusa imotivada do documento, cabendo ao servidor orientar o cidadão a 
suprir as falhas. 
7. (Cespe – CNJ 2013) É defeso à administração recusar imotivadamente o recebimento 
de documentos. Nesse caso, o servidor deverá orientar o interessado quanto ao suprimento 
de eventuais falhas. 
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8. (Cespe – TJDFT 2013) O processo administrativo pode ser iniciado a pedido do 
interessado, mediante formulação escrita, não sendo admitida solicitação oral. 
9. (Cespe – MIN 2013) Qualquer autoridade de menor grau hierárquico em uma 
organização pública pode iniciar um processo administrativo, desde que não tenha sido 
definida competência legal específica para esse fim. 
10. (Cespe – MPTCE/PB 2014) Servidor de tribunal de contas estadual está impedido de 
atuar em processo administrativo em trâmite naquele órgão quando o interessado for seu 
primo, e a não abstenção em atuar nesse feito gerará nulidade processual. 
11. (Cespe – TJDFT 2013) O servidor que estiver litigando judicialmente contra a 
companheira de um interessado em determinado processo administrativo estará impedido 
de atuar nesse processo. 
12. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Em processos administrativos, é obrigatória a 
intimação do envolvido, sob pena de nulidade do ato. 
13. (Cespe – CNJ 2013) As atividades desenvolvidas na fase instrutória do processo 
administrativo destinam-se a averiguar e a comprovar os dados necessários à tomada de 
decisão e são realizadas pela administração em observância ao princípio da oficialidade, 
não competindo ao administrado a proposição de atos probatórios. 
14. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Ao proferir uma decisão em processo 
administrativo, o administrador é isento de apresentar as razões jurídicas que embasam sua 
decisão quando esta impuser determinado tipo de sanção à terceiro. 
15. (Cespe – Bacen 2013) Encerrada a instrução, o processo deverá ser imediatamente 
remetido à autoridade competente para julgá-lo, para decisão. 
16. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que o ICMBio tenha instaurado processo 
administrativo que necessite da realização de atos em município que não tenha órgão 
hierarquicamente subordinado ao instituto. Nessa situação, se houver, naquela localidade, 
outro órgão administrativo apto a executar os atos necessários à instrução do processo, é 
possível que parte da competência do instituto lhe seja delegada. 
17. (Cespe – Bacen 2013) O interessado que der início a um processo administrativo não 
poderá desistir do pedido formulado, devendo o processo tramitar até seu julgamento final. 
18. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da ZFM 
que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue o item 
abaixo. 
Em caso de indeferimento do pedido da empresa, caberá recurso administrativo, que será 
dirigido à autoridade que proferiu a decisão. Se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, a 
autoridade o encaminhará à autoridade superior. 
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19. (Cespe – CADE 2014) Considere que Paulo figure como interessado em processo 
administrativo em tramitação em determinada autarquia e que tenha sido prolatada decisão 
desfavorável pelo órgão administrativo colegiado competente. Considere, ainda, que Paulo, 
em razão da delegação de competência feita pelo órgão colegiado, tenha interposto recurso 
administrativo decidido pelo presidente do órgão colegiado. Nessa situação, deverá haver 
nulidade na decisão prolatada pelo presidente. 
20. (Cespe – DP/DF 2013) Considere que, negado o pleito de um indivíduo perante a 
administração pública, o chefe da respectiva repartição pública tenha inadmitido o recurso 
administrativo sob a alegação de que o recorrente não teria apresentado prévio depósito ou 
caução, exigidos por lei. Nessa situação hipotética, o agente público agiu de acordo com o 
ordenamento jurídico brasileiro, visto que, segundo entendimento do STF, a exigência de 
depósito ou caução pode ser realizada desde que amparada por lei. 
21. (Cespe – CADE 2014) Nos processos administrativos, os prazos, expressos em dias, 
são contados em dias úteis, de acordo com a legislação de regência. 
22. (Cespe – Bacen 2013) Sendo pessoas jurídicas de direito privado, as empresas 
públicas não estão sujeitas às regras previstas na referida lei. 
23. (Cespe – Ibama 2013) Considere que determinada entidade pública tenha recebido 
um pedido de acesso a informação contida em estudo de impacto ambiental e respectivo 
relatório de impacto ambiental e esses documentos estejam disponibilizados em formato 
impresso ou eletrônico na Internet, a referida entidade ficará desonerada de fornecê-lo 
diretamente ao requerente, bastando que este seja informado, ainda que oralmente, do local 
e da forma de consulta. 
24. (Cespe – TCDF 2014) Independentemente de requerimentos, os órgãos e entidades 
do DF devem promover a divulgação de informações nas quais constem, entre outros 
aspectos, os resultados de inspeções e auditorias, prestações de contas e tomadas de 
contas especiais realizadas pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo as 
prestações de contas relativas a exercícios anteriores. 
25. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Considere que determinado cidadão tenha 
apresentado petição no Ministério da Justiça insurgindo-se contra o fato de não ter sido 
divulgado no sítio oficial do órgão na Internet programa elaborado com vistas ao combate às 
drogas. Nesse caso, tem razão o requerente, haja vista que a divulgação do programa no 
sítio é obrigatória. 
26. (Cespe – Bacen 2013) O órgão público pode condicionar o atendimento de solicitação 
de informações de interesse público à prestação, pelo solicitante, da motivação 
determinante para tal solicitação. 
27. (Cespe – CADE 2014) Considere que tenha sido requerida ao CADE determinada 
informação que não seja da sua competência. Considere, ainda, que o conselho tenha 
conhecimento do órgão que a detém. Nessa situação, o CADE deverá remeter o 
requerimento ao órgão competente, bem como avisar o interessado sobre a remessa do seu 
pedido de informação. 
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28. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que, em 2014, um cidadão tenha solicitado acesso 
a documentação produzida e classificada como reservada pelo ICMBio em 2008. Nessa 
situação, o instituto poderá indeferir o pedido, a depender do conteúdo da documentação. 
29. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que corta 
sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 No caso de indeferimento de acesso às informações, poderá o interessado recorrer a 
autoridade superior à entidade que negou o pedido. Se for mantida a decisão, o cidadão 
poderá recorrer à Controladoria Geral da União. 
30. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que um servidor público tenha, intencionalmente, 
fornecido informação incorreta a respeito do relatório de monitoramento de determinada 
unidade de conservação. Nessa situação, se for apurada infração administrativa na conduta 
do agente, a ele será aplicada a sanção de advertência. 
31. (Cespe – AuditorTCE PR 2016) À luz da Lei n.º 9.784/1999, assinale a opção 
correta. 
A) Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se, no mês do 
vencimento, não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, e referido mês terminar 
em dia útil, ter-se-á como termo final do prazo o primeiro dia útil do mês seguinte. 
B) A revisão do processo administrativo que resultar em aplicação de sanção dependerá da 
manifestação do apenado. 
C) Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial do interessado, 
incluindo-se na contagem o dia da notificação. 
D) Para efeito de prioridade na tramitação dos procedimentos administrativos, são 
consideradas idosas as pessoas com mais de sessenta e cinco anos de idade. 
E) O recurso administrativo deve ser dirigido à autoridade que proferir a decisão recorrida; 
se não reconsiderar a decisão, tal autoridade terá de encaminhar o recurso à autoridade que 
lhe for superior. 
32. (Cespe – CGE-PI 2015) A edição de atos de caráter normativo e a decisão de 
recursos administrativos não podem ser objetos de delegação. 
33. (Cespe – CGE-PI 2015) O processo administrativo poderá iniciar-se de ofício ou em 
razão de requerimento do interessado. 
34. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da ZFM 
que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue o item 
abaixo. 
O eventual indeferimento do referido pedido, assim como os demais atos que neguem 
direitos à empresa, deverá ser necessariamente motivado. 
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35. (Cespe – TCDF 2014) Um órgão administrativo somente em caráter excepcional e 
temporário poderá avocar a competência de outros órgãos, ainda que estes não lhe sejam 
hierarquicamente subordinados. 
36. (Cespe – Polícia Federal 2014) Suponha que uma autoridade administrativa delegue 
determinada competência a um subordinado e que, no exercício dessa delegação, este 
pratique ato ilegal que fira direito líquido e certo. Nessa situação, eventual mandado de 
segurança deve ser impetrado em face da autoridade delegante. 
37. (Cespe – CNJ 2013) Quando uma autoridade administrativa delega parte de sua 
competência, ela pode revogá-la a qualquer tempo. 
38. (Cespe – TJDFT 2013) Um dos efeitos do sistema hierárquico na administração é a 
avocação de competência, possível somente entre órgãos e agentes do mesmo nível 
hierárquico ou entre os quais haja relação de subordinação, em razão de circunstâncias de 
índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
39. (Cespe – PRF 2013) Um PRF, ao desviar de um cachorro que surgiu 
inesperadamente na pista em que ele trafegava com a viatura de polícia, colidiu com veículo 
que trafegava em sentido contrário, o que ocasionou a morte do condutor desse veículo. 
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir. 
Não poderá ser objeto de delegação a decisão referente a recurso administrativo interposto 
pelo PRF contra decisão que lhe tiver aplicado penalidade em razão do acidente. 
40. (Cespe – Polícia Federal 2013) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, que regula o 
processo administrativo no âmbito da administração pública federal, um órgão administrativo 
e seu titular poderão, se não houver impedimento legal e quando conveniente, em razão de 
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial, delegar parte da 
sua competência a outros órgãos, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente 
subordinados. 
41. (Cespe – DP/DF 2013) Tratando-se de delegação de competência de superior para 
subordinado em uma estrutura hierarquizada, a autoridade delegante não pode exercê-la 
após a transferência da atribuição. 
42. (Cespe – TCU 2013) Com relação à Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo 
administrativo no âmbito da administração pública federal, julgue o item a seguir. 
As disposições da referida lei aplicam-se aos órgãos e às entidades que integram o Poder 
Executivo federal, mas não aos órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário, que dispõem de 
disciplina própria relativamente aos processos de natureza administrativa. 
43. (Cespe – MIN 2013) Órgãos colegiados podem delegar a seus respectivos 
presidentes a edição de atos de caráter normativo. 
44. (Cespe – MIN 2013) O processo administrativo pode ser instaurado de ofício pela 
própria administração pública, ou a pedido do interessado, ao passo que as atividades de 
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instrução destinadas a averiguar os dados necessários à tomada de decisão só podem 
realizar-se de ofício, mediante impulsão do órgão responsável pelo processo. 
45. (Cespe – MIN 2013) Um dos princípios do processo administrativo, a oficialidade 
refere-se às formalidades legais adotadas pela administração pública, a fim de garantir 
segurança jurídica ao administrado. 
46. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) No processo administrativo, o agente da 
administração pública não deve atentar para o princípio da ampla defesa em todas as 
situações, em respeito ao princípio da supremacia do interesse público. 
47. (Cespe – Ibama 2013) De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, serão sempre motivados 
os atos administrativos que decidam processos administrativos de seleção pública e 
recursos administrativos e revoguem ato administrativo anteriormente praticado. 
48. (Cespe – Ibama 2013) O administrado pode acompanhar os trâmites de processo 
administrativo que o envolva, com exceção de processos que tramitem em segredo de 
justiça. 
49. (Cespe – AGU 2013) Se determinado particular interpuser recurso administrativo 
perante a autoridade competente, e esta delegar a subordinado seu a competência para 
decisão, não haverá qualquer irregularidade no ato de delegação, pois, embora a 
competência configure requisito vinculado do ato administrativo, a legislação de regência 
autoriza a delegação na hipótese em apreço. 
50. (Cespe – MPE/AC 2014) A respeito do processo administrativo e dos institutos da 
delegação e avocação de competência administrativa, assinale a opção correta. 
a) Não se exige que o ato de delegação, que deve especificar as matérias e poderes 
transferidos, bem como sua revogação sejam publicados no meio oficial. 
b) Nos processos administrativos, devem-se observar, entre outros, os critérios de 
atendimento a fins de interesse geral, permitida a renúncia parcial de competências, 
independentemente de autorização em lei. 
c) A delegação e a avocação de competência são atos ligados ao poder de polícia 
administrativo. 
d) A delegação de competência administrativa pode ser realizada ainda que não haja 
subordinação hierárquica. 
e) Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado 
perante a autoridade de maior grau hierárquico de decisão. 
51. (Cespe – TJ/RR 2013) Com base no disposto na Lei n.º 9.784/1999, que regula os 
processos administrativos, assinale a opção correta. 
a) A competência, irrenunciável, pode ser delegada a outros órgãos ou titulares, ainda que 
estes não sejam hierarquicamente subordinados ao órgão originalmente competente, 
quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, 
jurídica ou territorial. 
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b) O não atendimento da intimação para ciência de decisão importa o reconhecimento da 
verdade dos fatos pelo administrado.não se 
aplicam ao Poder Judiciário da União, pois, no desempenho da função 
administrativa, devem ser observadas as regras dispostas nos regimentos internos 
de cada órgão integrante da sua estrutura. 
 Comentário: Os preceitos da Lei 9.784/1999 também se aplicam aos 
órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, assim como ao 
Ministério Público e ao Tribunal de Contas , quando no desempenho de função 
administrativa (art. 1º, §1º), daí o erro. Ressalta-se, contudo, que a incidência 
da Lei 9.784/1999 não afasta a possibilidade de que os órgãos desses Poderes 
editem normas específicas (regimentos internos) para regulamentar suas 
atividades administrativas. Nesse caso, a Lei 9.784 será aplicada 
subsidiariamente às normas específicas existentes, ou seja, cobrindo as 
eventuais lacunas. 
 Gabarito: Errado 
 
 
ひ Administração Federal direta e indireta.
ひ Órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, 
Ministério Público e Tribunal de Contas, 
quando exercem função administrativa.
Lei 9.784/1999 aplica-se:
ひ Estados, DF e Municípios que não possuem 
leis próprias (jurisprudência STJ).
ひ Processos administrativos federais regulados 
por leis específicas (ex: PAD).
Lei 9.784/1999 aplica-se de 
forma subsidiária:
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PRINCÍPIOS 
Como visto, a Lei 9.784/1999, ao estabelecer normas básicas sobre o 
processo administrativo, visa, em especial, à proteção dos direitos dos 
administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. 
Para atingir esse objetivo, o art. 2º, caput da Lei enumera vários 
princípios a serem observados nos processos administrativos. Vejamos: 
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da 
legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, 
moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse 
público e eficiência. 
Perceba que tais princípios não são exclusivos do processo 
administrativo, mas se aplicam a qualquer atividade da Administração. Por 
essa razão, eles já foram estudados de forma detalhada na nossa aula 
sobre princípios, sendo desnecessário repetir aqui5. 
Afora esses princípios expressos no caput do art. 2º da Lei 9.784, a 
doutrina aponta a aplicabilidade de outros princípios que estariam 
implícitos na lei, como a publicidade e a impessoalidade, além de 
outros, também implícitos, mas só que característicos (próprios) dos 
processos administrativos. São eles: 
 Oficialidade 
 Informalismo 
 Instrumentalidade das formas 
 Verdade material 
 Gratuidade 
Vamos então estudar cada um desses princípios implícitos próprios 
dos processos administrativos. 
Oficialidade 
O processo administrativo pode ser instaurado por iniciativa do 
administrado (quando ele apresenta um requerimento, por exemplo) ou 
por iniciativa da própria Administração (de ofício). 
O princípio da oficialidade, também chamado de princípio do 
impulso oficial do processo, é que possibilita a Administração instaurar 
 
5 Mais a frente, ao estudarmos o parágrafo único do art. 2º, faremos uma tabela que ajudará a relembrar 
esses princípios. 
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o processo por iniciativa própria, independentemente de provocação do 
administrado. 
Possibilita, ainda, que, depois de instaurado, a Administração 
impulsione, ou seja, movimente o processo, adotando todas as medidas 
necessárias a sua adequada instrução, ainda que ele tenha sido 
inicialmente provocado pelo particular. O fundamento disso é que a 
Administração tem o dever de tutelar o interesse público, 
independentemente do interesse do particular responsável pela 
provocação que resultou na instauração do processo administrativo. 
Nesse sentido, o princípio da oficialidade autoriza a Administração a 
requerer diligências, investigar fatos de que toma conhecimento no curso 
do processo, solicitar pareceres, laudos, informações, rever os próprios 
atos e praticar tudo o que for necessário à consecução do interesse 
público. 
Alguns doutrinadores dizem que a adoção do princípio do impulso 
oficial no processo administrativo tem por objetivo proporcionar maior 
agilidade ao feito, dado que o andamento deste não depende da 
iniciativa de terceiros, mas sim da própria Administração. 
Em suma, a oficialidade está presente6: 
 No poder de iniciativa para instaurar o processo; 
 Na instrução do processo [impulsionar o processo]; 
 Na revisão das suas decisões. 
Em todas essas fases, a Administração pode agir de ofício (ex officio), 
ou seja, sem provocação. 
Nos processos judiciais, diferentemente do que ocorre 
nos processos administrativos, o impulso processual, de 
regra, é incumbência das partes, as quais devem tomar 
as providências para a movimentação do processo. Com efeito, não cabe ao juiz iniciar, 
de ofício, processos judiciais, tampouco providenciar, de ofício, a sua instrução. Diz-se, 
Wミデ?ラが ケ┌W ラ テ┌キ┣ ゲW マラ┗W Wマ ヴ;┣?ラ Sラ さキマヮ┌ノゲラ S;ゲ ヮ;ヴデWゲざく Pラヴデ;ミデラが ラ ヮヴキミIケヮキラ S; 
oficialidade é mais amplo nos processos administrativos que nos processos judiciais. 
Isso ocorre porque o Poder Judiciário é árbitro, ou seja, pessoa distinta daquelas 
envolvidas no litígio. Por sua vez, nos processos administrativos, a Administração, além 
de órgão julgador, também é parte envolvida. 
 
 
6 Di Pietro (2009, p. 626). 
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2. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que uma empresa tenha solicitado à 
SUFRAMA a concessão de benefícios fiscais previstos em lei para as empresas da 
ZFM que observassem o processo produtivo básico previsto em regulamento, julgue 
o item abaixo. 
O princípio da inércia impede que a autoridade responsável pelo julgamento do 
pedido realize, por conta própria, diligência não solicitada pela empresa, ainda que 
necessária para a comprovação do direito. 
 Comentário: O princípio da inércia ou da demanda é típico da atividade 
jurisdicional, afinal, o Judiciário, de regra, só atua mediante provocação dos 
interessados. Por sua vez, na esfera administrativa, o princípio que vigora é o 
da oficialidade ou do impulso oficial . Segundo esse princípio, ainda que a 
provocação inicial tenha sido do particular, o impulso do processo compete à 
Administração. A razão disso é que os processos administrativos iniciados 
pelos particulares não só atendem ao seu interesse, mas também ao interesse 
público, impelindo a Administração a reavaliar a legalidade e a conveniência 
dos atos que ela mesma praticou, para, se for o caso, anulá-los, modifica-los 
ou revoga-los. 
 Portanto, no caso concreto, a autoridade não só pode como deve 
proceder às diligências necessárias para a conclusão do processo, daí o erro. 
 Gabarito: Errado 
3. (Cespe – CADE 2014) Considere que, em auditoria para a verificação da 
regularidade da concessão de determinado direito, tenha sido constatado que alguns 
administrados foram injustamente excluídos. Nessa hipótese, em se tratando de 
interesses individuais, o processo administrativo para a extensão de tal direito só 
poderá ser iniciado após provocação da parte interessada. 
 Comentário: Nos termos do art. 1º da Lei 9.784/1999, as normas aplicáveis 
ao processo administrativo federal têm como objetivo, em especial, a proteção 
dos direitos dos administrados e o melhor cumprimento dos fins da 
Administração.c) O andamento do processo administrativo deve ser feito mediante atuação do interessado, 
vedada a impulsão de ofício. 
d) A edição de atos de caráter normativo poderá ser delegada, desde que a delegação se 
mostre conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, 
jurídica ou territorial. 
e) O descumprimento do regime de tramitação prioritária dos processos em que figurem 
como parte ou interessado maiores de sessenta anos de idade e portadores de deficiência 
física ou mental sujeitará o magistrado ou servidor público responsável às penalidades 
previstas em lei e à reparação das perdas e danos sofridos pelo beneficiado. 
52. (ESAF – MIN 2012) O desatendimento, pelo particular, de intimação realizada pela 
Administração Pública Federal em processo administrativo 
a) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo 
administrado. 
b) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas constitui renúncia a direito pelo 
administrado, se se tratar de direito disponível. 
c) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas não constitui renúncia automática a 
direito pelo administrado, tratando-se de direito indisponível. 
d) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, e a renúncia a direito pelo administrado. 
e) opera extinção do direito de defesa, por opção do próprio particular. 
53. (ESAF – CGU 2012) A respeito dos prazos atinentes aos processos administrativos 
em geral e sua forma de contagem, nos termos da Lei n. 9.784/99, assinale a opção correta. 
a) Não há distinção na forma de contagem entre prazos fixados em dias e fixados em meses 
ou anos. 
b) Prazo fixado em meses cujo vencimento se daria em 28 de fevereiro, tem seu termo em 
10 de março. 
c) Prazos fixados em dias ou meses contam-se de modo contínuo. 
d) Os prazos começam a correr da data em que foi praticado o ato ou a tomada de decisão. 
e) Ameaça de bomba que força o encerramento do expediente, antes da hora normal, 
prorroga o prazo até o primeiro dia útil seguinte. 
54. (Cespe – TCU 2015) Eventuais recursos contra decisão emanada em processo 
administrativo devem ser dirigidos à autoridade que a tiver proferido, que tem poder para 
realizar juízo de retratação e reconsiderar a decisão. 
55. (Cespe – TCU 2015) Existem três níveis para a classificação da informação: 
ultrassecreto, secreto e reservado, com prazos de sigilo de vinte e cinco, quinze e cinco 
anos, respectivamente. 
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56. (Cespe – TCU 2015) O fornecimento de informações públicas está condicionado à 
solicitação da pessoa interessada. 
57. (Cespe – TCU 2015) Classificam-se como reservadas as informações que puderem 
colocar em risco a segurança do presidente, do vice-presidente da República e de 
respectivos cônjuges e filhos. Essas informações ficam sob sigilo pelo prazo de cinco anos, 
que é o prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como reservada. 
58. (Cespe – STJ 2015) Os órgãos do Poder Judiciário não estão submetidos à lei 
mencionada [Lei de Acesso à Informação], pois seus documentos de arquivo possuem uma 
grande quantidade de informações pessoais. 
59. (Cespe – STJ 2015) Com base na Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 12.257/2011), 
julgue o item a seguir: Quando for extraviada uma informação solicitada, o solicitante poderá 
requerer a abertura de sindicância para apurar o seu desaparecimento. 
60. (Cespe – STJ 2015) Os documentos de arquivo que contenham informações pessoais 
relativas a intimidade, vida privada, honra e imagem terão seu acesso restrito de acordo 
com a classificação de sigilo. 
61. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que corta 
sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 No requerimento devem constar os motivos pelos quais o cidadão pretende obter as 
informações, para que seja feita a devida verificação de seus interesses. 
62. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que corta 
sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 O acesso às informações poderá ser negado, caso exijam trabalhos adicionais de análise, 
interpretação ou consolidação de dados, ou ainda serviço de produção ou tratamento de 
dados que não seja de competência da entidade. 
63. (Cespe – Bacen 2013) O órgão público não pode exigir do particular que ele 
apresente os motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público por 
ele realizada. 
64. (Cespe – TCDF 2014) Estão sujeitas às disposições da legislação federal e distrital 
que rege o tema entidades que, não tendo fins lucrativos, recebem, para a realização de 
ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante 
subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordos, ajustes ou 
outros instrumentos congêneres. 
65. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que o ICMBio tenha indeferido o pedido de acesso 
a informações de determinado projeto de pesquisa por ele coordenado, ao argumento de 
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que as informações constantes desse projeto de pesquisa seriam sigilosas. Nessa situação, 
está correta a ação do instituto, pois a Lei de Acesso à informação veda o acesso a esses 
projetos, independentemente de seu conteúdo. 
66. (Cespe – ICMBio 2014) O cidadão tem direito de receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse ou de interesse coletivo. 
67. (ESAF – STN 2013) A chamada Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527, de 18 de 
novembro de 2011) foi um marco nas relações entre cidadão e Estado. Ela estabelece que 
as informações de interesse coletivo ou geral deverão ser divulgadas de ofício pelos órgãos 
públicos, espontânea e proativamente, independentemente de solicitações. 
Sinteticamente, estabelece que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo, a 
exceção. Sobre esta lei, avalie os itens a seguir e assinale a opção incorreta. 
a) São estabelecidos prazos para que sejam repassadas as informações ao solicitante. A 
resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em até 20 dias, 
prorrogáveis por mais 10 dias. 
b) Justificado o pedido, e identificado o requerente, o serviço de busca e fornecimento das 
informações é gratuito, salvo cópias de documentos. 
c) Nos casos em que a informação estiver sob algum tipo de sigilo previsto em Lei, é direito 
do requerente obter o inteiro teor da negativa de acesso. 
d) Quando a informação for parcialmente sigilosa, fica assegurado o acesso, por meio de 
certidão, extrato ou cópia, com a ocultação da parte sob sigilo. 
e) Informações sob a guarda do Estado que dizem respeito à intimidade, honra e imagem 
das pessoas, por exemplo, não são públicas e só podem ser acessadas pelos próprios 
indivíduos e por terceiros, apenas em casos excepcionais previstos na Lei. 
68. (ESAF – DNIT 2013) Acerca dos novos conceitos trazidos pela Lei do Acesso à 
Informação, correlacione as colunas abaixo e, ao final, assinale a opção que contenha a 
sequência correta para a para a Coluna II. 
COLUNA I COLUNA II 
(1) Documento. ( ) Qualidade do que foi coletado na 
fonte, sem modificações. 
(2) Primariedade. ( ) Unidade de registro de informações, 
qualquer que seja o suporte ou 
formato. 
(3) Integridade.( ) Qualidade daquilo que não foi 
modificado, inclusive quanto à 
origem, trânsito e destino. 
a) 1 / 2 / 3 
b) 3 / 2 / 1 
c) 2 / 1 / 3 
d) 3 / 1 / 2 
e) 1 / 3 / 2 
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69. (ESAF – Ministério da Fazenda 2013) Considerando as normas de acesso à 
informação contidas na Lei n. 12.527/2011, assinale a opção correta. 
a) Considera-se tratamento de informação a que for submetida temporariamente à restrição 
de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do 
Estado. 
b) O próprio requerente pesquisará a informação de que necessite, ante os meios oferecidos 
pela entidade. 
c) As informações podem ser classificadas como sigilosas, restritas e de segurança máxima, 
nos termos da lei. 
d) As informações pessoais relativas à intimidade terão seu acesso vedado pelo prazo 
máximo de 50 (cinquenta) anos. 
e) A pessoa física que detiver informações em virtude de vínculo com o poder público e não 
observar o disposto na Lei n. 12.527/2011 estará sujeita à suspensão de seus direitos 
políticos pelo prazo de 02 (dois) anos. 
70. (ESAF – AFRFB 2014) Em se tratando do acesso à informação no âmbito federal , é 
correto afirmar: 
a) cabe recurso a ser interposto no prazo de 05 (cinco) dias e dirigido diretamente à 
Controladoria-Geral da União do indeferimento a pedido de acesso a informações 
classificadas como sigilosas contidas em Ministérios integrantes do Poder Executivo 
Federal. 
b) são classificadas como ultrassecretas, cujo prazo de restrição de acesso à informação é 
de 25 (vinte e cinco) anos, as informações que coloquem em risco a segurança do 
Presidente da República e respectivos cônjuge e filhos (as). 
c) compete ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República rever a 
classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício, a cada 04 (quatro) anos, 
ou mediante provocação de pessoa interessada. 
d) é assegurado, por lei, o sigilo da identificação do requerente que apresentar pedido de 
acesso a informações de interesse particular contidas nas Cortes de Contas. 
e) mediante anuência do requerente é que a informação armazenada em formato digital 
será fornecida no referido formato. 
 
***** 
 
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GABARITO 
1) E 2) E 3) E 4) E 5) e 
6) C 7) C 8) E 9) C 10) E 
11) C 12) C 13) E 14) E 15) E 
16) C 17) E 18) C 19) C 20) E 
21) E 22) E 23) E 24) C 25) C 
26) E 27) C 28) C 29) E 30) E 
31) e 32) C 33) C 34) C 35) E 
36) E 37) C 38) E 39) C 40) C 
41) E 42) E 43) E 44) E 45) E 
46) E 47) C 48) E 49) E 50) d 
51) a 52) a 53) e 54) C 55) C 
56) E 57) E 58) E 59) C 60) E 
61) E 62) C 63) C 64) C 65) E 
66) C 67) b 68) c 69) b 70) e 
 
 
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Referências: 
Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São Paulo: 
Método, 2014. 
Bandeira de Mello, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros, 
2010. 
Borges, C. Curso de Direito Administrativo para AFRB 2014: teoria e questões 
comentadas. Estratégia Concursos, 2014. 
Carvalho Filho, J. S. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. 
Furtado, L. R. Curso de Direito Administrativo. 4ª ed. Belo Horizonte: Fórum, 2013. 
Knoplock, G. M. Manual de Direito Administrativo: teoria e questões. 7ª ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2013. 
Júnior, C. F; Bernardes, S. H. Licitações e Contratos. Rio de Janeiro: Elsevier: 2008 
Justen Filho, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos 
Tribunais, 2014. 
Marrara, Thiago. As fontes do direito administrativo e o princípio da legalidade. Revista 
Digital de Direito Administrativo. Ribeirão Preto. V. 1, n. 1, p. 23-51, 2014. 
Meirelles, H. L. Direito administrativo brasileiro. 40ª ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
Scatolino, G. Trindade, J. Manual de Direito Administrativo. 2ª ed. JusPODIVM, 2014. 
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11637597754 - Flavia Teixeira Nogueira de SáAssim, diante da exclusão injusta do direito dos administrados, 
caberá à Administração, com base no princípio da oficialidade , instaurar por 
iniciativa própria um processo administrativo visando à reparação do erro, 
independentemente de provocação da parte interessada. 
 Gabarito: Errado 
 
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Informalismo 
Nos processos administrativos, a necessidade de obediência à forma 
é muito menos rigorosa do que nos processos judiciais. Por isso é que se 
diz que os processos administrativos são regidos pelo informalismo ou, 
segundo alguns autores, pelo formalismo moderado. 
 
Informalismo não significa ausência de 
forma. 
O processo administrativo é formal, no sentido de que deve ser 
escrito7, numerado e assinado, além de conter documentado tudo o 
que ocorre no seu desenvolvimento; por outro lado, é informal, no 
sentido de que não está sujeito a formas rígidas. 
Com efeito, o princípio do informalismo preceitua que, embora 
seja formal, o processo administrativo deve adotar formas simples, 
apenas suficientes para proporcionar segurança jurídica e garantir o 
direito de defesa quando necessário. 
O art. 22 da Lei 9.784/1999 consagra o informalismo do processo 
administrativo ao estabelecer: 
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma 
determinada senão quando a lei expressamente a exigir. 
Assim, em regra, não são exigidas formas ou formalidades especiais 
para os atos praticados no processo administrativo, sobretudo para 
aqueles a cargo do particular (por exemplo, para o particular fazer um 
requerimento junto à Administração, não é exigido que ele redija o texto 
usando determinada fonte, margem, cor do papel etc.; ao contrário, ele 
pode até fazer um requerimento manuscrito). 
Entretanto, deve-se ressaltar que o informalismo dos atos 
processuais no processo administrativo é uma regra geral. Isso porque, 
conforme destacado no final do art. 22, se a lei exigir uma forma 
específica como requisito para a validade de determinado ato, tal forma 
deverá ser observada, sob pena de nulidade. 
 
7 Quando for admitido atos processuais produzidos verbalmente, seu conteúdo deve ser reduzido a termo, 
isto é, passado a escrito. 
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A necessidade de maior formalismo existe, em especial, nos 
processos que envolvem interesses dos administrados, como é o caso 
dos processos de licitação, disciplinar e tributário8. 
 
4. (Cespe – MDIC 2014) Em razão da simetria com o processo judicial, vigora, no 
processo administrativo, o princípio do formalismo procedimental, em que se afasta 
a flexibilização na tramitação do processo para evitar os arbítrios das autoridades e 
garantir a legitimidade das decisões administrativas. 
 Comentário: Ao contrário do processo judicial, no processo 
administrativo vigora o princípio do informalismo ou formalismo moderado , 
pelo qual os atos processuais, de regra, não dependem de forma determinada, 
senão quando a lei expressamente exigir. Como decorrência desse princípio, a 
Administração não deve ficar presa a regras rígidas, mas sim buscar as 
melhores soluções para o atendimento dos interesses públicos. 
 Gabarito: Errado 
Instrumentalidade das formas 
O processo é mero instrumento para aplicação da lei, de modo que 
as exigências de forma a ele pertinentes devem ser adequadas e 
proporcionais ao fim que se pretende atingir. 
Sendo assim, pelo princípio da instrumentalidade das formas, 
se, no curso do processo, a finalidade de determinado ato processual for 
alcançada, mesmo que não tenha sido observada a forma prescrita, pode-
se considerar sanada a falta formal, desde que essa inobservância não 
prejudique a Administração ou o administrado. 
A instrumentalidade das formas relaciona-se com outro princípio, o 
da economia processual. Simplificadamente, pode-se dizer que da 
noção de “economia processual” resulta que um ato processual praticado 
com alguma irregularidade só deve ser desconstituído e repetido se esse 
defeito efetivamente puder influenciar o resultado a que o processo 
chegaria se o vício não tivesse ocorrido9. 
Exemplo da aplicação desse princípio pode ser encontrado no art. 26, 
§5º da Lei 9.784/1999: 
 
8 Maria Sylvia Di Pietro (2009, p. 626-627). 
9 Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (2014, p. 881). 
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§5o As intimações serão nulas quando feitas sem observância das 
prescrições legais, mas o comparecimento do administrado supre sua falta 
ou irregularidade. 
Vamos analisar esse dispositivo para entender o alcance do princípio 
da instrumentalidade das formas. A finalidade da intimação é dar ciência 
ao administrado acerca de determinado ato praticado no processo, o que 
é importante para que ele possa apresentar sua defesa ou cumprir alguma 
obrigação, caso necessário. Por isso, a Lei 9.784 estabelece algumas 
formalidades essenciais a serem observadas na intimação, como as 
informações que ela deverá conter e o prazo de antecedência mínimo 
(3 dias úteis). Tais formalidades servem justamente para assegurar que a 
intimação cumpra a sua finalidade, qual seja, a de dar ciência ao 
administrado. Em outras palavras, o legislador entende que, sem essas 
formalidades, existiria grande chance de a finalidade do ato não ser 
atingida. Porém, caso ocorra de o administrado comparecer ao processo 
(o que demonstra que ele tomou ciência do ato), ainda que alguma 
formalidade prevista na lei não tenha sido observada (por exemplo, 
mesmo que a intimação lhe tenha sido entregue com apenas 2 dias de 
antecedência), significa que a intimação cumpriu a sua finalidade e, pelo 
princípio da instrumentalidade das formas e da economia processual, a 
não observância da formalidade prescrita na lei não impactará o 
prosseguimento do processo. 
Verdade material 
Nos processos administrativos, diversamente do que ocorre nos 
processos judiciais, os responsáveis pela condução do processo não 
precisam ficar restritos às informações constantes dos autos para a 
formação das suas convicções e para a construção das decisões a serem 
proferidas. 
Ao contrário, a Administração deve procurar conhecer como o fato 
efetivamente ocorreu no mundo real, e não ficar presa às informações 
trazidas aos autos do processo. Trata-se do denominado princípio da 
verdade material, ou da verdade real ou, ainda, da liberdade da 
prova10. 
Em decorrência desse princípio, a Administração Pública pode trazer 
aos autos quaisquer informações que possam auxiliar na apuração dos 
 
10 Nos processos judiciais, ao contrário, aplica-se a chamada verdade formal ou verdade dos autos, de 
modo que o juiz só aprecia os fatos e as provas trazidas aos autos pelas partes. 
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fatos efetivamente ocorridos, inclusive mediante a produção de provas de 
ofício ou a utilização de provas constantes de outro processo 
administrativo ou judicial, como também recebendo os elementos 
apresentados pelo administrado em qualquer fase do processo. 
Por exemplo, num processo licitatório, a Administraçãopoderá 
consultar sites na internet ou fazer diligências a outros órgãos para 
confirmar informações apresentadas pelas licitantes, e não apenas se ater 
aos documentos juntados ao processo nas fases processuais próprias. 
Enfim, nos processos administrativos, importa saber o que ocorreu de 
fato, e não propriamente o que está nos autos. 
 
5. (Cespe – TRE/MS 2013) No processo administrativo, a administração pública 
tem o poder dever de produzir provas com o fim de atingir a verdade dos fatos, não 
devendo, por isso, ficar restrita ao que as partes demonstrarem no procedimento. 
Esse pressuposto, conforme a doutrina pertinente, refere-se ao princípio da 
a) da gratuidade. 
b) oficialidade. 
c) lealdade e boa-fé. 
d) do informalismo. 
e) da verdade material. 
 Comentário: Trata-se, sem sombra de dúvidas, do princípio da verdade 
material . 
 Gabarito: alternativa “e” 
Gratuidade 
Nos processos administrativos, diversamente do que ocorre nos 
processos judiciais, é proibida a cobrança de despesas processuais. Não 
podem ser cobrados, por exemplo, custas processuais e ônus de 
sucumbência. 
Em outras palavras, a regra é a gratuidade dos atos processuais. 
Contudo, é possível a cobrança caso haja previsão legal. No concurso 
público, por exemplo, é lícita a cobrança de taxa de inscrição. 
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Vamos então resumir os princípios implícitos característicos do 
processo administrativo: 
Princípios do processo administrativo: 
 
Prosseguindo na Lei 9.784/1999, o parágrafo único do seu art. 2º 
estabelece vários “critérios” a serem observados nos processos 
administrativos federais. Na verdade, esses “critérios” nada mais são que 
o desdobramento dos princípios vistos acima. Vejamos: 
Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os 
͞critérios͟ de: 
Princípios 
associados 
 I - atuação conforme a lei e o Direito; Legalidade 
II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou 
parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei; 
Finalidade, 
impessoalidade 
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a 
promoção pessoal de agentes ou autoridades; 
Finalidade, 
impessoalidade 
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; Moralidade 
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses 
de sigilo previstas na Constituição; 
 
Publicidade 
ひ Instauração e impulsão de ofício do processo 
administrativo, sem prejuízo da atuação dos 
interessados.
Oficialidade
ひ Adoção de formas simples, não rígidas, 
suficientes para dar segurança aos administrados.
Informalismo
ひ Possibilidade de aproveitamento dos atos 
processuais que tenham cumprido sua finalidade, 
ainda que com algum vício de forma.
Instrumentalidade das formas
ひ Busca pela realidade dos fatos, além do que está 
nos autos; permite a produção de provas pela 
própria Administração. 
Verdade material
ひ Proíbe a cobrança de despesas processuais.Gratuidade
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VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, 
restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente 
necessárias ao atendimento do interesse público; 
Razoabilidade e 
proporcionalidade 
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem 
a decisão; 
Motivação 
VIII に observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos 
dos administrados; 
Segurança jurídica 
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado 
grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados; 
Informalismo, 
segurança jurídica 
 X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações 
finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos 
processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; 
Contraditório e 
ampla defesa 
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as 
previstas em lei; 
Gratuidade 
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da 
atuação dos interessados; 
Oficialidade 
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor 
garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação 
retroativa de nova interpretação. 
Finalidade, 
segurança jurídica 
DIREITOS E DEVERES DOS ADMINISTRADOS 
Os direitos dos administrados perante a Administração estão 
previstos, de forma exemplificativa, no art. 3º da Lei 9.784/1999. 
O primeiro deles é “ser tratado com respeito pelas autoridades e 
servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o 
cumprimento de suas obrigações”. 
Ademais, em reforço ao princípio da publicidade, explicita o art. 3º 
que o administrado tem o direito de “ter ciência da tramitação dos 
processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter 
vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as 
decisões proferidas”. Mais do que isso, o administrado tem o direito de 
obter, sempre, uma decisão explícita da Administração (art. 48). 
Outro direito do administrado previsto no art. 3º, agora decorrente 
do princípio da verdade material, é o de “formular alegações e apresentar 
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documentos até antes da decisão, os quais serão objeto de consideração 
pelo órgão competente”. 
O administrado também tem o direito de “fazer-se assistir, 
facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a 
representação, por força de lei”. 
Veja bem: o administrado não é obrigado a ter a assistência de um 
advogado no processo; ou seja, o próprio administrado pode praticar os 
atos processuais em seu nome, como redigir a própria defesa, responder 
às diligências etc. Porém, se o administrado quiser (facultativo) contar 
com a assistência de um advogado, é um direito seu. 
Ressalte-se que a lei pode exigir a representação do 
administrado por advogado em determinados casos, 
hipótese em que a inobservância da exigência implicará a 
nulidade do processo. 
A possibilidade de atuar no processo sem advogado é decorrência do 
princípio do informalismo. Aliás, o Supremo Tribunal Federal (STF) editou 
a Súmula Vinculante nº 5 explicitando essa possibilidade, mesmo nos 
processos de que possam resultar sanções, como o PAD: 
Súmula Vinculante nº 5: A falta de defesa técnica por advogado no 
processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. 
Segundo a orientação do STF, o simples fato de não ser feita a defesa 
do administrado por um advogado (desde que não haja previsão legal) 
não ofende, por si só, os princípios constitucionais da ampla defesa e do 
contraditório. 
É oportuno, ainda, registrar que a Constituição estabelece como 
direito fundamental a “razoável duração do processo” e “meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação” (art. 5º, LXXVIII 11), norma 
classificada pela doutrina como princípio da celeridade processual, 
aplicável aos processos administrativos e judiciais. 
Quanto aos deveres do administrado, o art. 4º da Lei 9.784 enumera 
alguns, também de forma exemplificativa, ou seja, sem prejuízo de outros 
previstos em ato normativo. 
 
11 LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e 
os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 
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São deveres do administrado: 
 Expor os fatos conforme a verdade; 
 Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; 
 Não agir de modo temerário; 
 Prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o 
esclarecimento dos fatos. 
Resumindo tudo isso: 
 
 
Ser tratado com 
respeito.
Executar os atos 
processuais com 
facilidade.
Ter ciência dos atos 
procesuais.
Obter uma decisão 
explícita da 
Administração.
Apresentar elementos 
ao processo até antes 
da decisão.
Fazer-se assitir por 
advogado (facultativo).
Celeridade processual
Direitos
Expor os fatos 
conforme a verdade.
Proceder com lealdade, 
urbanidade e boa-fé.
Não agir de modo 
temerário.
Prestar as informações 
e colaborar para o 
esclarecimento dos 
fatos.
Deveres
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INÍCIO DO PROCESSO 
Sinteticamente, um processo administrativo se desenvolve seguindo 
as fases abaixo: 
 
Conforme o art. 5º da Lei 9.784/1999, o processo pode ser iniciado 
pela própria Administração (de ofício) ou mediante provocação do 
interessado (a pedido). 
Se a iniciativa for do administrado, seu requerimento inicial deverá 
ser formulado por escrito, salvo nos casos em que for admitida 
solicitação oral, e deverá conter os seguintes dados: órgão ou 
autoridade administrativa a que se dirige; identificação do interessado ou 
de quem o represente; domicílio do requerente ou local para recebimento 
de comunicações; formulação do pedido, com exposição dos fatos e de 
seus fundamentos; data e assinatura do requerente ou de seu 
representante. 
É importante observar que, no caso de eventuais falhas no pedido, a 
Administração deve orientar o interessado quanto à correção dessas, 
sendo vedada a recusa imotivada de recebimento de documentos 
(art. 6º, parágrafo único). A recusa imotivada de documentos 
representaria uma afronta ao direito de petição, constitucionalmente 
estabelecido. 
 A Lei 9.784/1999 admite que quando os pedidos de uma 
pluralidade de interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, 
poderão ser formulados em um único requerimento, salvo preceito legal 
em contrário (art. 8º). 
Instauração
ひ De ofício
ひ A pedido
Instrução
Decisão
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Por fim, vale saber que, inexistindo competência legal específica, o 
processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de 
menor grau hierárquico para decidir (art. 17). 
 
6. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que, ao conferir o conteúdo de 
requerimento apresentado por um cidadão ao ICMBio, o analista responsável tenha 
recusado o recebimento do documento por ausência de alguns dados. Nessa 
situação, é vedada à administração a recusa imotivada do documento, cabendo ao 
servidor orientar o cidadão a suprir as falhas. 
 Comentário: A questão está em perfeita consonância com o art. 6º, 
parágrafo único da Lei 9.784/1999: 
Art. 6o O requerimento inicial do interessado, salvo casos em que for admitida 
solicitação oral , deve ser formulado por escrito e conter os seguintes dados: 
I - órgão ou autoridade administrativa a que se dirige; 
II - identificação do interessado ou de quem o represente; 
III - domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações; 
IV - formulação do pedido, com exposição dos fatos e de seus fundamentos; 
V - data e assinatura do requerente ou de seu representante. 
Parágrafo único. É vedada à Administração a recusa imotivada de recebimento de 
documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao suprimento 
de eventuais falhas . 
Gabarito: Certo 
7. (Cespe – CNJ 2013) É defeso à administração recusar imotivadamente o 
recebimento de documentos. Nesse caso, o servidor deverá orientar o interessado 
quanto ao suprimento de eventuais falhas. 
 Comentário : “Defeso” quer dizer “vedado”, “proibido”. Portanto, a 
questão está de acordo com o art. 6º transcrito na questão anterior, ou seja, 
está correta. 
 Gabarito: Certo 
8. (Cespe – TJDFT 2013) O processo administrativo pode ser iniciado a pedido 
do interessado, mediante formulação escrita, não sendo admitida solicitação oral. 
 Comentário: De fato, a regra é o requerimento inicial ser formulado por 
escrito . Contudo, podem existir situações em que seja admitida solicitação 
oral , conforme previsto no caput do art. 6º transcrito anteriormente, daí o erro. 
 Gabarito: Errado 
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9. (Cespe – MIN 2013) Qualquer autoridade de menor grau hierárquico em uma 
organização pública pode iniciar um processo administrativo, desde que não tenha 
sido definida competência legal específica para esse fim. 
 Comentário: Segundo o art. 17 da Lei 9.784/99, “inexistindo competência 
legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a 
autoridade de menor grau hierárquico para decidir”. O item está correto, 
portanto. A ideia subjacente é não sobrecarregar a autoridade máxima do 
órgão e, ainda, possibilitar que haja uma autoridade superior a quem o 
interessado possa apresentar recurso, caso entenda necessário (se o 
processo já iniciasse perante a autoridade máxima, o interessado não teria a 
quem recorrer na esfera administrativa). 
 Gabarito: Certo 
LEGITIMADOS 
Além da pessoa que deu início ao processo (Administração ou 
administrado), outras pessoas e entidades podem intervir e se manifestar 
nos autos, especialmente quando tiverem algum interesse próprio ou de 
seus representados em jogo. O art. 9º da Lei 9.784 enumera os 
legitimados no processo, na qualidade de interessados, quais sejam: 
 Pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou 
interesses individuais ou no exercício do direito de representação; 
 Aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses 
que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; 
 As organizações e associações representativas, no tocante a direitos e 
interesses coletivos; 
 As pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos 
ou interesses difusos. 
IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO 
As situações que caracterizam o impedimento ou a suspeição do 
agente público constituem aplicação direta do princípio da impessoalidade. 
Trata-se de situações pessoais dos servidores, mas que são passíveis 
de comprometer a necessária imparcialidade dos responsáveis pela 
condução do processo. Assim, se houver alguma tendência em prejudicar 
ou favorecer quem quer que seja, é dever da Administração afastar o 
servidor ou autoridade do processo. 
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Segundo o art. 18 da Lei 9.784/1999, é impedido de atuar em 
processo administrativo o servidor ou autoridade que: 
 Tenha interesse direto ou indireto na matéria; 
 Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou 
representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, 
companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; 
 Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado 
ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
Repare que as hipóteses de impedimento são de naturezabem 
objetiva, fáceis de identificar na prática. Para verificar, por exemplo, se o 
servidor atuou ou não no processo como testemunha, é só consultar os 
autos. O registro estará lá, de forma indiscutível. 
Detalhe é que o reconhecimento da situação de impedimento deve 
partir do próprio servidor ou autoridade. Nesse sentido, dispõe o art. 19 
da Lei 9.784 que “a autoridade ou servidor que incorrer em impedimento 
deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar”, 
sob pena de incorrer em falta grave, para efeitos disciplinares. 
Quanto à suspeição, o art. 20 estabelece que: 
Art. 20. Pode ser arguida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha 
amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os 
respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau. 
Note que, ao contrário das situações que levam ao impedimento, as 
causas de suspeição são bastante subjetivas. Afinal, quais são as 
circunstâncias que caracterizam uma “amizade íntima”? Seria frequentar a 
caso do amigo nos finais de semana? Ter estudado com ele no colégio? 
Enfim, não sabemos. Existe, portanto, um juízo de valor a ser proferido 
pela autoridade competente para avaliar o caso. Por isso é que a Lei 9.784 
estabelece que “o indeferimento de alegação de suspeição poderá ser 
objeto de recurso, sem efeito suspensivo” (art. 21). Ou seja, como se 
trata de uma decisão subjetiva, a lei permite que o indeferimento da 
suspeição seja reavaliado em sede de recurso (sem efeito suspensivo). 
A doutrina ensina que no impedimento há presunção 
absoluta (juris et de jure) de parcialidade do julgador em 
determinado processo por ele analisado, enquanto na 
suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). 
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Um aspecto importante é que a alegação de suspeição é tratada pela 
lei como uma faculdade do interessado. Com efeito, a lei não estabelece 
para o servidor a obrigação de se declarar suspeito, como o faz para os 
casos de impedimento (repare o “pode” no início do art. 20). 
Ademais, diferentemente do impedimento (o qual deve ser informado 
pelo servidor, sob pena de incidir em falta grave), a suspeição não será, 
necessariamente, declarada pelo próprio servidor, podendo, inclusive, ser 
arguida pelas partes interessadas. 
 
 
10. (Cespe – MPTCE/PB 2014) Servidor de tribunal de contas estadual está 
impedido de atuar em processo administrativo em trâmite naquele órgão quando o 
interessado for seu primo, e a não abstenção em atuar nesse feito gerará nulidade 
processual. 
 Comentário : Assumindo que a Lei 9.784 se aplica de forma subsidiária 
aos processos desse tribunal de contas estadual, o impedimento ocorreria 
quando o grau de parentesco fosse até o 3º grau . Ocorre que primos são 
parentes de 4º grau. Logo, o servidor do Tribunal de Contas Estadual não 
estará impedido de atuar em processo administrativo naquele órgão quando o 
Impedimento
Situações objetivas
Interesse direto ou indireto na matéria;
Participação no processo (do servidor
ou de seu cônjuge e parente e afins até
3º grau) como perito, testemunha ou
representante;
Litígio judicial ou administrativo com o
interessado e respectivo cônjuge ou
companheiro.
Deve ser declarado pelo próprio 
servidor
Obrigatório!
Suspeição
Situações subjetivas
Amizade íntima ou inimizade notória 
com algum dos interessados ou com os 
respectivos cônjuges, companheiros, 
parentes e afins até o 3º grau.
Pode ser arguida pelo próprio 
servidor ou por outros interessados
Facultativo!
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interessado for seu primo, a menos que haja alguma norma específica para os 
processos que tramitam no referido Tribunal. 
Gabarito: Errado 
11. (Cespe – TJDFT 2013) O servidor que estiver litigando judicialmente contra a 
companheira de um interessado em determinado processo administrativo estará 
impedido de atuar nesse processo. 
 Comentário: Estar litigando judicial ou administrativamente com o 
interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro é uma das causas de 
impedimento para atuar em processo administrativo (art. 18, III). O servidor que 
incorrer nesse tipo de situação deve comunicar o fato à autoridade competente 
e abster-se de atuar. A omissão do dever de comunicar o impedimento 
constitui falta grave , para efeitos disciplinares (art. 19). 
 Gabarito: Certo 
FORMA, TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO 
Como vimos, nos termos do art. 22 da Lei 9.784/1999, “os atos do 
processo administrativo não dependem de forma determinada senão 
quando a lei expressamente a exigir”. Trata-se da aplicação do princípio 
do informalismo ou do formalismo moderado. 
Contudo, a própria Lei 9.784 determina, no §1º do mesmo art. 22, 
que os atos do processo sejam produzidos "por escrito, em vernáculo12, 
com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade 
responsável". Ademais, “o processo deverá ter suas páginas numeradas 
sequencialmente e rubricadas” (art. 22, §4º). 
A Lei também disciplina que o reconhecimento de firma somente será 
exigido quando houver imposição ou em caso de dúvida de autenticidade 
(§2º) e a autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita 
pelo órgão administrativo (§3º), ou seja, não precisa ser feita em cartório. 
Quanto ao momento de realização dos atos do processo, a Lei 9.784 
estipula que, de regra, devem realizar-se em dias úteis, no horário 
normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo 
(art. 23, caput). Entretanto, a Lei possibilita a conclusão depois do 
horário normal dos atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o 
curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à 
Administração (art. 23, parágrafo único). 
 
12 Língua nativa, ou seja, em língua portuguesa. 
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Os atos processuais de incumbência da Administração ou dos 
administrados devem ser realizados, quando inexistirem disposições 
específicas, no prazo de cinco dias, ressalvados motivo de força 
maior (art. 24, caput). Esse prazo de cinco dias por ser prorrogado por 
até igual período (a Lei diz “até o dobro”), desde que devidamente 
justificado (art. 24, parágrafo único). 
Preferencialmente, os atos do processo deverão ser realizados na 
sede do órgão, mas podem também ser realizados em outro local, 
hipótese na qual o interessado deverá ser cientificado (art. 25). 
Certos procedimentos administrativos terão prioridade na 
tramitação, em qualquer órgão ou instância. Essa prioridade será 
garantida nos procedimentos em que figure como parte ou interessado 
(art. 69-A): 
 Pessoa com idade igual ou superior a 60 anos; 
 Pessoa portadora de deficiência, física ou mental 
 Pessoa portadora de doença grave. 
Quanto a este último item, a lei apresenta uma lista exemplificativa 
de doenças consideradas graves: tuberculose ativa, esclerose múltipla, 
neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, 
cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, 
nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de 
Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação e síndrome de 
imunodeficiência adquirida (AIDS). Além disso, a lei assegura o mesmo 
direito aos portadores de “outra doença grave, com base em conclusão da 
medicina especializada”. 
Importante ressaltar que o direitoà tramitação prioritária existe 
mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo. 
Frise-se que a tramitação prioritária não acontece de ofício. A 
pessoa interessada na obtenção do benefício deverá requerê-lo à 
autoridade administrativa competente, juntando prova de sua condição. 
Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que 
evidencie o regime de tramitação prioritária. 
 
 
 
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INTIMAÇÃO DO INTERESSADO 
Intimar é, simplesmente, dar ciência ao interessado de algum ato 
praticado no processo, ou de alguma providência que deva ser adotada, 
dependa ou não, do comparecimento do interessado à repartição13. 
Segundo o art. 26 da Lei 9.784, o interessado deverá ser intimado 
para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. Mais 
especificamente, devem ser objeto de intimação os atos do processo que 
resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções 
ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra 
natureza, de seu interesse (art. 28). 
A intimação deverá conter (art. 26, §1º): 
 Identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa; 
 Finalidade da intimação; 
 Data, hora e local em que deve comparecer; 
 Se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar; 
 Informação da continuidade do processo independentemente do seu 
comparecimento; 
 Indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. 
Quando for necessário o comparecimento do interessado à repartição, 
a intimação deverá ser promovida com antecedência mínima de 3 dias 
úteis (art. 26, §2º). 
Em relação à forma, a intimação poderá ser (art. 26, §3º): 
 Pessoal, mediante ciência no processo, por ocasião do comparecimento 
do interessado; 
 Por via postal com aviso de recebimento; 
 Por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do 
interessado; 
 Por meio de publicação oficial, no caso de interessados indeterminados, 
desconhecidos ou com domicílio indefinido. 
Não há ordem de preferência com relação às três primeiras 
hipóteses. Já a publicação oficial cabe somente na hipótese listada, qual 
seja, no caso de interessados indeterminados, desconhecidos ou com 
domicílio indefinido. 
 
13 Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (2014, p. 987). 
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O art. 26, §5º, segundo o qual “as intimações serão nulas quando 
feitas sem observância das prescrições legais, mas o comparecimento 
do administrado supre sua falta ou irregularidade”, apresenta o já 
comentado exemplo de aplicação do princípio da instrumentalidade das 
formas. 
Já o art. 27 consagra o princípio da verdade material, ao estabelecer 
que “o desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da 
verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado”. Quer dizer 
que o simples fato de o administrado desatender à intimação não implica 
a presunção da sua culpa, tampouco significa confissão ou renúncia a 
direitos que porventura lhes sejam assegurados, como o direito à ampla 
defesa. Entretanto, se o interessado desatender a intimação, seu direito 
de ampla defesa será garantido no prosseguimento do processo, ou seja, 
a tramitação processual não irá retroceder para lhe dar oportunidade de 
se manifestar14. 
 
12. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Em processos administrativos, é 
obrigatória a intimação do envolvido, sob pena de nulidade do ato. 
 Comentário : Nos termos do art. 26, caput da Lei 9.784/1999, “o órgão 
competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a 
intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de 
diligências”. Ou seja, a intimação do interessado é obrigatória e necessária 
para que este tome ciência das decisões, cumpra as diligências e, mais 
importante, exerça o seu direito de defesa. Assim, o ato que reflita nos 
interesses do administrado e que seja praticado sem a devida intimação será 
nulo. 
 Gabarito: Certo 
 
 
 
 
 
14 Vale lembrar que o interessado tem o direito de apresentar documentos até antes da fase de decisão, 
sendo a Administração obrigada a apreciá-los (art. 3º, III). Portanto, ainda que o interessado tenha 
perdido a oportunidade de se manifestar na intimação, poderá apresentar suas alegações posteriormente, 
ainda antes da decisão final. 
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INSTRUÇÃO E DECISÃO 
A fase de instrução destina-se a averiguar e comprovar os dados 
necessários à tomada de decisão (art. 29). 
Em razão do princípio da oficialidade, as atividades de instrução 
realizam-se de ofício, ou seja, por iniciativa da própria Administração, 
que poderá determinar diligências, produzir provas, intimar os 
administrados a prestar depoimentos etc. 
Obviamente, isso não exclui o direito dos interessados de, na fase 
instrutória e antes da tomada da decisão, propor atuações probatórias, 
isto é, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, 
bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. 
Nessa hipótese, a Administração deverá impulsionar a instrução, vale 
dizer, analisar os elementos probatórios apresentados pelo administrado e 
considera-los na motivação do relatório e da decisão (art. 38). 
No processo administrativo, o ônus da prova é do interessado, isto 
é, cabe a ele provar os fatos que alega, sem prejuízo do dever atribuído 
ao órgão competente para a instrução de realiza-la de ofício ou mediante 
impulsão (art. 36). Há, contudo, uma exceção: quando o interessado 
declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes 
na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão 
administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à 
obtenção dos documentos ou das respectivas cópias, a título de prova em 
favor do interessado (art. 37). 
Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, 
as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, 
impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Ressalte-se que são 
inadmissíveis no processo administrativo as provas obtidas por 
meios ilícitos, tanto por parte do interessado como por parte da 
Administração (art. 30). 
Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, 
o órgão competente poderá abrir período de consulta pública, a fim de 
que terceiros (pessoas físicas e jurídicas não enquadradas no conceito de 
interessados previsto no art. 9º) possam examinar os autos e apresentar 
suas considerações (por escrito), antes da decisão. A Administração 
deverá oferecer resposta fundamentada a todas as considerações 
recebidas, podendo elaborar uma resposta comum para atender às 
alegações substancialmente iguais (art. 31). 
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Além disso, antes da tomada de decisão, se a autoridade competente 
entender que o processo cuida de questão relevante, poderá realizar 
audiência pública para debates sobre a matéria (art. 32). A diferença 
para a consulta pública é que, na audiência, não haverá acesso aos autos 
por parte de terceiros não interessados, nem direito de respostaàs 
considerações, mas apenas debates sobre a matéria do processo. 
Todos os dados levantados durante a instrução, tanto os obtidos de 
ofício pela Administração como os produzidos por iniciativa do 
interessado, ou, ainda, nas consultas e audiências públicas, devem ser 
juntados aos autos para fundamentar a decisão do processo (art. 29, 
§1º). 
Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação 
de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações 
para esse fim, mencionando-se data, prazo, forma e condições de 
atendimento (art. 39). Caso se trate de intimação para a produção de 
uma prova ou a realização de diligência, os interessados serão 
intimados com antecedência mínima de 3 dias úteis, mencionando-se 
data, hora e local de realização (art. 41). 
Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se 
entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão (princípio da 
oficialidade), não se eximindo de proferir a decisão (art. 39, parágrafo 
único). 
Todavia, quando dados, atuações ou documentos solicitados ao 
interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não 
atendimento da intimação no prazo fixado pela Administração para a 
apresentação dessas informações implicará arquivamento do processo. 
Essa hipótese ocorre quando a Administração não teve como suprir de 
ofício a omissão, ou entendeu que a matéria não era relevante o suficiente 
para tanto, de tal sorte que sua decisão deverá ser simplesmente pelo 
arquivamento do processo (art. 40). 
Durante a instrução, pode ser necessária a produção de pareceres 
por órgãos consultivos. O prazo para emissão do parecer é de 15 dias, 
salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo (art. 42) 
E se o parecer deixar de ser emitido no prazo fixado? Se for um 
parecer obrigatório e vinculante, o processo não terá seguimento até a 
respectiva apresentação do parecer, responsabilizando-se quem der causa 
ao atraso. Já se for um parecer obrigatório e não vinculante, o 
processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com dispensa do 
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parecer, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no 
atendimento (art. 42, §§1º e 2º). 
Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-
se no prazo máximo de 10 dias, salvo se outro prazo for legalmente 
fixado (art. 44). 
Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá 
motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia 
manifestação do interessado (art. 45). É o caso, por exemplo, de um 
processo administrativo em que se constate a iminência de ocorrer um 
dano ao erário, hipótese em que a Administração poderá adotar as 
providências necessárias para evitar o dano, sem que tenha de ouvir o 
interessado previamente (poderá ouvi-lo depois). 
Quando o órgão de instrução não for competente para emitir a 
decisão final, elaborará relatório com o resumo do processo, indicando o 
pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará 
proposta de decisão, objetivamente justificada, encaminhando o 
processo à autoridade competente (art. 47). 
É importante salientar que a Administração tem o dever de, 
explicitamente, emitir decisão nos processos administrativos (art. 49). 
A decisão pode ser tanto no sentido de resolver o mérito do processo (por 
exemplo, deferindo ou indeferindo o pedido formulado, adjudicando a 
licitação etc.) como também de arquivá-lo, quando estiverem ausentes 
elementos necessários à decisão. 
O prazo para Administração decidir é de 30 dias a partir do término 
da instrução, prorrogável, motivadamente, por igual período (art. 49). 
Por fim, como aplicação direta do princípio da publicidade, a Lei 9.784 
estabelece que os interessados têm direito à vista do processo e a obter 
certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o 
integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por 
sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem (art. 46). 
 
 
 
 
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13. (Cespe – CNJ 2013) As atividades desenvolvidas na fase instrutória do 
processo administrativo destinam-se a averiguar e a comprovar os dados 
necessários à tomada de decisão e são realizadas pela administração em 
observância ao princípio da oficialidade, não competindo ao administrado a 
proposição de atos probatórios. 
 Comentário: O quesito ia bem, mas escorregou na parte final, pois os 
administrados podem sim propor atuações probatórias, como a oitiva de 
testemunhas, a juntada de documentos etc. É o que diz o art. 29 da Lei 9.784: 
Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados 
necessários à tomada de decisão realizam-se de ofício ou mediante impulsão do 
órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de 
propor atuações probatórias. 
 Gabarito: Errado 
14. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Ao proferir uma decisão em processo 
administrativo, o administrador é isento de apresentar as razões jurídicas que 
embasam sua decisão quando esta impuser determinado tipo de sanção à terceiro. 
 Comentário: O art. 50 da Lei 9.784/1999 enumera os atos administrativos 
em que motivação , ou seja, a indicação expressa dos fatos e fundamentos 
jurídicos , é necessária. Trata-se de uma lista bastante ampla, fazendo com que 
a motivação seja a regra. Vamos ver: 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados , com indicação dos fatos e 
dos fundamentos jurídicos , quando: 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções ; 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
V - decidam recursos administrativos; 
VI - decorram de reexame de ofício; 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de 
pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; 
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato 
administrativo. 
 Portanto, voltando à questão, ao proferir decisão em processo 
administrativo que imponha sanção a terceiro, o administrador tem a 
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obrigação de apresentar as razões jurídicas e factuais que embasaram sua 
decisão, daí o erro. 
 Gabarito: Errado 
15. (Cespe – Bacen 2013) Encerrada a instrução, o processo deverá ser 
imediatamente remetido à autoridade competente para julgá-lo, para decisão. 
 Comentário: Segundo o art. 44 da Lei 9.784/1999, encerrada a instrução, o 
interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 10 dias , salvo 
se outro prazo for legalmente fixado. Portanto, encerrada a instrução, o 
processo não é remetido imediatamente para decisão; antes disso, deve-s e dar 
oportunidade para o interessado se manifestar. 
 Gabarito: Errado 
16. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que o ICMBio tenha instaurado processo 
administrativo que necessite da realização de atos em município que não tenha 
órgão hierarquicamente subordinado ao instituto. Nessa situação, se houver, 
naquela localidade, outro órgão administrativo apto a executar os atos necessários à 
instrução do processo, é possível que parte da competência do instituto lhe seja 
delegada. 
 Comentário : Trata-se de assunto delegação de competências, estudado 
na aula sobre atos administrativos. A resposta está noc) O andamento do processo administrativo deve ser feito mediante atuação do interessado, 
vedada a impulsão de ofício. 
d) A edição de atos de caráter normativo poderá ser delegada, desde que a delegação se 
mostre conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, 
jurídica ou territorial. 
e) O descumprimento do regime de tramitação prioritária dos processos em que figurem 
como parte ou interessado maiores de sessenta anos de idade e portadores de deficiência 
física ou mental sujeitará o magistrado ou servidor público responsável às penalidades 
previstas em lei e à reparação das perdas e danos sofridos pelo beneficiado. 
52. (ESAF – MIN 2012) O desatendimento, pelo particular, de intimação realizada pela 
Administração Pública Federal em processo administrativo 
a) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo 
administrado. 
b) não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas constitui renúncia a direito pelo 
administrado, se se tratar de direito disponível. 
c) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, mas não constitui renúncia automática a 
direito pelo administrado, tratando-se de direito indisponível. 
d) importa o reconhecimento da verdade dos fatos, e a renúncia a direito pelo administrado. 
e) opera extinção do direito de defesa, por opção do próprio particular. 
53. (ESAF – CGU 2012) A respeito dos prazos atinentes aos processos administrativos 
em geral e sua forma de contagem, nos termos da Lei n. 9.784/99, assinale a opção correta. 
a) Não há distinção na forma de contagem entre prazos fixados em dias e fixados em meses 
ou anos. 
b) Prazo fixado em meses cujo vencimento se daria em 28 de fevereiro, tem seu termo em 
10 de março. 
c) Prazos fixados em dias ou meses contam-se de modo contínuo. 
d) Os prazos começam a correr da data em que foi praticado o ato ou a tomada de decisão. 
e) Ameaça de bomba que força o encerramento do expediente, antes da hora normal, 
prorroga o prazo até o primeiro dia útil seguinte. 
54. (Cespe – TCU 2015) Eventuais recursos contra decisão emanada em processo 
administrativo devem ser dirigidos à autoridade que a tiver proferido, que tem poder para 
realizar juízo de retratação e reconsiderar a decisão. 
55. (Cespe – TCU 2015) Existem três níveis para a classificação da informação: 
ultrassecreto, secreto e reservado, com prazos de sigilo de vinte e cinco, quinze e cinco 
anos, respectivamente. 
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56. (Cespe – TCU 2015) O fornecimento de informações públicas está condicionado à 
solicitação da pessoa interessada. 
57. (Cespe – TCU 2015) Classificam-se como reservadas as informações que puderem 
colocar em risco a segurança do presidente, do vice-presidente da República e de 
respectivos cônjuges e filhos. Essas informações ficam sob sigilo pelo prazo de cinco anos, 
que é o prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como reservada. 
58. (Cespe – STJ 2015) Os órgãos do Poder Judiciário não estão submetidos à lei 
mencionada [Lei de Acesso à Informação], pois seus documentos de arquivo possuem uma 
grande quantidade de informações pessoais. 
59. (Cespe – STJ 2015) Com base na Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 12.257/2011), 
julgue o item a seguir: Quando for extraviada uma informação solicitada, o solicitante poderá 
requerer a abertura de sindicância para apurar o seu desaparecimento. 
60. (Cespe – STJ 2015) Os documentos de arquivo que contenham informações pessoais 
relativas a intimidade, vida privada, honra e imagem terão seu acesso restrito de acordo 
com a classificação de sigilo. 
61. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que corta 
sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 No requerimento devem constar os motivos pelos quais o cidadão pretende obter as 
informações, para que seja feita a devida verificação de seus interesses. 
62. (Cespe – Ibama 2013) Um cidadão requereu por escrito, ao ente estadual 
encarregado do fornecimento de licenciamento ambiental, informações a respeito da 
possibilidade de construção de um hotel em local próximo às margens de um rio que corta 
sua cidade. Com base nessa situação, julgue o próximo item. 
 O acesso às informações poderá ser negado, caso exijam trabalhos adicionais de análise, 
interpretação ou consolidação de dados, ou ainda serviço de produção ou tratamento de 
dados que não seja de competência da entidade. 
63. (Cespe – Bacen 2013) O órgão público não pode exigir do particular que ele 
apresente os motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público por 
ele realizada. 
64. (Cespe – TCDF 2014) Estão sujeitas às disposições da legislação federal e distrital 
que rege o tema entidades que, não tendo fins lucrativos, recebem, para a realização de 
ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante 
subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordos, ajustes ou 
outros instrumentos congêneres. 
65. (Cespe – ICMBio 2014) Considere que o ICMBio tenha indeferido o pedido de acesso 
a informações de determinado projeto de pesquisa por ele coordenado, ao argumento de 
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que as informações constantes desse projeto de pesquisa seriam sigilosas. Nessa situação, 
está correta a ação do instituto, pois a Lei de Acesso à informação veda o acesso a esses 
projetos, independentemente de seu conteúdo. 
66. (Cespe – ICMBio 2014) O cidadão tem direito de receber dos órgãos públicos 
informações de seu interesse ou de interesse coletivo. 
67. (ESAF – STN 2013) A chamada Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527, de 18 de 
novembro de 2011) foi um marco nas relações entre cidadão e Estado. Ela estabelece que 
as informações de interesse coletivo ou geral deverão ser divulgadas de ofício pelos órgãos 
públicos, espontânea e proativamente, independentemente de solicitações. 
Sinteticamente, estabelece que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo, a 
exceção. Sobre esta lei, avalie os itens a seguir e assinale a opção incorreta. 
a) São estabelecidos prazos para que sejam repassadas as informações ao solicitante. A 
resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em até 20 dias, 
prorrogáveis por mais 10 dias. 
b) Justificado o pedido, e identificado o requerente, o serviço de busca e fornecimento das 
informações é gratuito, salvo cópias de documentos. 
c) Nos casos em que a informação estiver sob algum tipo de sigilo previsto em Lei, é direito 
do requerente obter o inteiro teor da negativa de acesso. 
d) Quando a informação for parcialmente sigilosa, fica assegurado o acesso, por meio de 
certidão, extrato ou cópia, com a ocultação da parte sob sigilo. 
e) Informações sob a guarda do Estado que dizem respeito à intimidade, honra e imagem 
das pessoas, por exemplo, não são públicas e só podem ser acessadas pelos próprios 
indivíduos e por terceiros, apenas em casos excepcionais previstos na Lei. 
68. (ESAF – DNIT 2013) Acerca dos novos conceitos trazidos pela Lei do Acesso à 
Informação, correlacione as colunas abaixo e, ao final, assinale a opção que contenha a 
sequência correta para a para a Coluna II. 
COLUNA I COLUNA II 
(1) Documento. ( ) Qualidade do que foi coletado na 
fonte, sem modificações. 
(2) Primariedade. ( ) Unidade de registro de informações, 
qualquer que seja o suporte ou 
formato. 
(3) Integridade.( ) Qualidade daquilo que não foi 
modificado, inclusive quanto à 
origem, trânsito e destino. 
a) 1 / 2 / 3 
b) 3 / 2 / 1 
c) 2 / 1 / 3 
d) 3 / 1 / 2 
e) 1 / 3 / 2 
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69. (ESAF – Ministério da Fazenda 2013) Considerando as normas de acesso à 
informação contidas na Lei n. 12.527/2011, assinale a opção correta. 
a) Considera-se tratamento de informação a que for submetida temporariamente à restrição 
de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do 
Estado. 
b) O próprio requerente pesquisará a informação de que necessite, ante os meios oferecidos 
pela entidade. 
c) As informações podem ser classificadas como sigilosas, restritas e de segurança máxima, 
nos termos da lei. 
d) As informações pessoais relativas à intimidade terão seu acesso vedado pelo prazo 
máximo de 50 (cinquenta) anos. 
e) A pessoa física que detiver informações em virtude de vínculo com o poder público e não 
observar o disposto na Lei n. 12.527/2011 estará sujeita à suspensão de seus direitos 
políticos pelo prazo de 02 (dois) anos. 
70. (ESAF – AFRFB 2014) Em se tratando do acesso à informação no âmbito federal , é 
correto afirmar: 
a) cabe recurso a ser interposto no prazo de 05 (cinco) dias e dirigido diretamente à 
Controladoria-Geral da União do indeferimento a pedido de acesso a informações 
classificadas como sigilosas contidas em Ministérios integrantes do Poder Executivo 
Federal. 
b) são classificadas como ultrassecretas, cujo prazo de restrição de acesso à informação é 
de 25 (vinte e cinco) anos, as informações que coloquem em risco a segurança do 
Presidente da República e respectivos cônjuge e filhos (as). 
c) compete ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República rever a 
classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício, a cada 04 (quatro) anos, 
ou mediante provocação de pessoa interessada. 
d) é assegurado, por lei, o sigilo da identificação do requerente que apresentar pedido de 
acesso a informações de interesse particular contidas nas Cortes de Contas. 
e) mediante anuência do requerente é que a informação armazenada em formato digital 
será fornecida no referido formato. 
 
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GABARITO 
1) E 2) E 3) E 4) E 5) e 
6) C 7) C 8) E 9) C 10) E 
11) C 12) C 13) E 14) E 15) E 
16) C 17) E 18) C 19) C 20) E 
21) E 22) E 23) E 24) C 25) C 
26) E 27) C 28) C 29) E 30) E 
31) e 32) C 33) C 34) C 35) E 
36) E 37) C 38) E 39) C 40) C 
41) E 42) E 43) E 44) E 45) E 
46) E 47) C 48) E 49) E 50) d 
51) a 52) a 53) e 54) C 55) C 
56) E 57) E 58) E 59) C 60) E 
61) E 62) C 63) C 64) C 65) E 
66) C 67) b 68) c 69) b 70) e 
 
 
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Referências: 
Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São Paulo: 
Método, 2014. 
Bandeira de Mello, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros, 
2010. 
Borges, C. Curso de Direito Administrativo para AFRB 2014: teoria e questões 
comentadas. Estratégia Concursos, 2014. 
Carvalho Filho, J. S. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. 
Furtado, L. R. Curso de Direito Administrativo. 4ª ed. Belo Horizonte: Fórum, 2013. 
Knoplock, G. M. Manual de Direito Administrativo: teoria e questões. 7ª ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2013. 
Júnior, C. F; Bernardes, S. H. Licitações e Contratos. Rio de Janeiro: Elsevier: 2008 
Justen Filho, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos 
Tribunais, 2014. 
Marrara, Thiago. As fontes do direito administrativo e o princípio da legalidade. Revista 
Digital de Direito Administrativo. Ribeirão Preto. V. 1, n. 1, p. 23-51, 2014. 
Meirelles, H. L. Direito administrativo brasileiro. 40ª ed. São Paulo: Malheiros, 2014. 
Scatolino, G. Trindade, J. Manual de Direito Administrativo. 2ª ed. JusPODIVM, 2014. 
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