Prévia do material em texto
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Importância em seres vivos ✓ Enzimas ✓ Transporte ✓ Reserva ✓ Motilidade ✓ Estruturais ✓ Defesa ✓ Regulação O que garante tantas funções às proteínas é a capacidade delas de interagir e de responder ao meio. O que propicia a diversidade? ✓ Carbono assimétrico ✓ Solvente (solúvel ou não) ✓ Curva de titulação ✓ Cargas ✓ Composição (grupos R) ✓ Sequência de aminoácidos ✓ Massa molecular ✓ Grupos químicos ligados ➢ Conjugadas ➢ Grupos prostéticos ➢ Lipídios ➢ Açucares ➢ Metais A sequência linear dos aminoácidos ligados contém a informação necessária para formar uma molécula proteica com estrutura tridimensional única. Estrutura das proteínas: Conformação: é o arranjo espacial dos átomos em uma proteína ou em qualquer parte dela. A necessidade de múltiplas conformações estáveis reflete as mudanças que devem ocorrer na proteína quando ela se liga outras moléculas ou catalisa reações. Estabilidade: pode ser definido como a tendência em manter a conformação nativa. • O estado não dobrado de uma proteína é caracterizado por um alto grau de entropia conformacional. • Entropia + ligações de hidrogênio → tendem a manter o estado não dobrado. Ligações que estabilizam a conformação: • Ligações dissulfeto (covalente) • Interações fracas (não covalentes) • Ligações de hidrogênio • Interações hidrofóbicas e iônicas. • As interações fracas são importantes para as cadeias formarem estruturas secundárias e terciárias. Portanto elas são predominantes. • Camada de solvatação em proteínas hidrofóbicas • O interior de uma proteína geralmente é um núcleo altamente empacotado de cadeias laterais de aminoácidos hidrofóbicos. • O aumento de entropia é a principal força termodinâmica que rege a associação de grupos hidrofóbicos em solução aquosa. • O número de ligações de hidrogênio dentro da proteína é maximizado, reduzindo assim o número de grupos capazes de fazer ligações de hidrogênio e os grupos iônicos que não estão adequadamente pareados. • Uma maneira de conferir flexibilidade à cadeia polipeptídica é incluir a glicina na sequência de aminoácidos. Como ela não possui carbono quiral, não sofre as restrições rotacionais dos demais aminoácidos. • Prolina: determina o momento da dobra da proteína, pois ele promove uma angulação muito brusca da cadeia. • É a sequência de aminoácidos de uma proteína • Doenças genéticas • Doenças graves – e às vezes fatais – como anemia falciforme e fibrose cística podem ser causadas por uma mudança em apenas um aminoácido dentro de uma proteína. • Organização irregular das proteínas por mudança da sequência, com perda ou prejuízo da função normal. • Em algumas proteínas, a cadeia polipeptídica linear é interligada. O tipo mais comum de interligação é a ponte dissulfeto, formada pela oxidação de um par de resíduos de cisteína. Essas pontes são muito estáveis, sendo garantidoras do formato das proteínas. A ligação peptídica: é formada pela remoção de água do grupo alfa-carboxila de um alfa-amino do outro (reação de condensação). É uma ligação rígida e planar. Estrutura primária LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Os aminoácidos são unidos covalentemente por ligações peptídicas. • Ligações entre o grupo amino e carboxila • Podem ser rompidas por condições desnaturantes, como o aquecimento ou altas concentrações de ureia. • Pelo fato de o carbono-α ser um carbono quiral, os ângulos que ele estabelece com seus ligantes são fixos. Quando se faz a ligação peptídica entre dois aminoácidos, portanto, seus carbonos-α não podem simplesmente se acoplar lado a lado: é necessário que rotacionem um em reação ao outro, ficando INVERTIDOS. Assim, tem-se uma estrutura que não é linear, mas “em ziguezague”. Esse fato faz com que a cadeia fique rígida e planar. Exterminada N-terminal = esquerda Extremidade C-terminal = direita • Cada aminoácido é denominado resíduo Caráter de dupla-ligação parcial → é mais curta que uma ligação simples e mais rígida e planar. • Isso impede a rotação livre da ligação entre o carbono e o nitrogênio da ligação peptídica • Entretanto as ligações do carbono alfa podem rodar livremente → variedade de conformações possíveis. • Geralmente é uma ligação trans → interferência dos grupos R em cis • Os aminoácidos podem girar em torno do carbono alfa. • A princípio esses ângulos podem variar entre +180 e -180, mas algumas não são permitidas. • Os grupos carregados são apenas o C e N- terminal, mais quaisquer outro grupo de cadeia lateral ionizáveis. • Os grupos –CO e –NH são polares e estão envolvidos em ligações de hidrogênio, nas hélices e folhas B, por exemplo. • Formam-se arranjos regulares de aminoácidos que estão localizados próximos uns aos outros na sequência linear. • As α-hélices, fitas β e voltas são formadas por meio de um padrão regular de pontes de hidrogênio entre os grupos N—H e C=O dos aminoácidos que estão próximos uns dos outros na sequência linear do peptídio. Estes segmentos enovelados são chamados de estrutura secundária. Hélice alfa • Apresenta estrutura helicoidal → esqueleto polipeptídico central espiralado e bem compacto, com as cadeias laterais estendendo-se para fora, afim de evitar interferências. • A rotação da α-hélice pode ser para esquerda ou para a direita, sendo uma das duas predominantes, como predominante também é a forma L dos enantiômero dos aminoácidos. No caso, a dextrogira é predominante. Ex: Queratina (fibrosa)→ sua rigidez é determinada pelo número de ligações dissulfeto entre as cadeias polipeptídicas constituintes. Mioglobina (globular) → é flexível 1- Ligações de hidrogênio ✓ Estabilização ✓ Oxigênio da (CO) + hidrogênio (NH) ✓ Estendem-se de forma paralela à espiral, do O2 da carbonila com o hidrogênio de uma NH 4 resíduos distantes. ✓ Os aminoácidos distante 3-4 resíduos estão bem próximos, na verdade. Estrutura secundária LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 2- Aminoácidos que quebram ✓ A prolina quebra a hélice alfa, pois seu grupo amino não é compatível geometricamente com a espiral voltada para a direita da hélice. Assim, ela insere uma dobra na cadeia. Outros aminoácidos carregados também podem gerar essa quebra ➢ Aminoácidos com cadeias laterais volumosas (triptofano) ➢ Aminoácidos ramificados no carbono B (valina e isoleucina) Super-hélice: é quando duas ou mais alfas se unem e formam uma estrutura mais complexa Ex: a queratina Folhas beta • Todos os componentes da ligação peptídica estão envolvidos com ligações de hidrogênio. • Ocorrem, principalmente, pela falta de aminoácidos com cargas opostas no peptídeo. • Ela é composta por duas ou mais cadeias polipeptídicas chamadas de fitas β. Uma fita β é praticamente toda estendida, em vez de bem espiralada como na α-hélice. • Quanto mais alinhados mais resistente as folhas finais. • Aparência pregueada • Ligações de hidrogênio perpendiculares ao esqueleto Essas cadeias podem se dispor: ✓ Em direções opostas: folha B antiparalela ✓ Na mesma direção: folhas B paralelas (possuem mais estabilidade) ➢ São formadas por ligações intercadeias ➢ Podem ser formadas, também, por uma única cadeia. ➢ Curvatura para a direita: A conformação B é mais estável quando os segmentos individuais são levemente torcidos para a direita. ➢ Mais diversas estruturalmente que as α- hélices, as folhas β podem ser praticamente planas, mas podem ter uma forma retorcida ➢ Por exemplo, as proteínas que se ligam aos ácidos graxos, importantes para o metabolismo lipídico, são quase todas compostas por folhas β CurvaturaB (voltas reversas, voltas B) • Revertem a direção de uma cadeia polipeptídica, auxiliando a formação de uma estrutura compacta e globular. • Conectam faixas de folhas beta Formada por 4 aminoácidos específicos ➢ Prolina: causa torção da cadeia ➢ Glicina As curvaturas são estabilizadas pela formação de ligações de hidrogênio e ligações iônicas. Estruturas supersecundárias (motivos) • As proteínas globulares são construídas pela combinação de elementos estruturais secundários. • É um padrão de enovelamento identificável e favorável, envolvendo dois ou mais elementos da estrutura secundária e a conexão (ou conexões) entre eles. • É o agrupamento das cadeias laterais de elementos estruturais secundários adjacentes. • Dobramento dos domínios e arranjo final dos domínios no polipeptídeo. • Descreve todos os aspectos do enovelamento tridimensional de um polipeptídeo, essa estrutura inclui aspectos de alcance mais longo da sequência de aminoácidos. • As cadeias hidrofóbicas ficam no interior • A estrutura tridimensional das proteínas determina especialmente certas fendas, que podem ser os SÍTIOS CATALÍTICOS ou SÍTIOS REGULATÓRIOS, locais de reação da proteína com outras moléculas. Na maioria das vezes, quando essas moléculas interagem com esses sítios, a proteína muda sua estrutura tridimensional. Estrutura terciária LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG As localizações das curvaturas são determinadas por certos aminoácidos. ➢ Prolina, serina, glicina e treonina Domínios • São unidades funcionais fundamentais com estrutura tridimensional • Combinação de motivos • É uma parte da cadeia polipeptídica que é independentemente estável ou pode se movimentar como uma entidade isolada em relação ao resto da proteína. • Cada domínio tem suas características e funções. Interações que estabilizam a estrutura terciária 1- Pontes dissulfeto ✓ Ligação covalente formada pelos grupos sufridila (SH) de dois resíduos de cisteína. ✓ O dobramento das cadeias aproxima as cisteínas ✓ Estabilidade ✓ Impede que as moléculas fiquem desnaturadas no meio extracelular. 2- Interações hidrofóbicas ✓ Tendem a ficar localizados no interior → segregação energeticamente favorável. 3- Ligações de hidrogênio ✓ Aumentam a solubilidade 4- Interações iônicas ✓ Grupos carregados negativamente podem reagir com grupos carregados positivamente. ✓ Dobramento proteico ✓ Interações entre as cadeias laterais dos aminoácidos. ✓ As cadeias podem ser atraídas ou repelidas. ✓ Permite a formação de uma proteína dobrada corretamente, com baixo estado energético. Desnaturação de proteínas • É o desdobramento e desorganização das estruturas secundárias e terciárias, sem que ocorra hidrólise das ligações peptídicas. • Pode ser provocada por agentes desnaturantes • Muitas vezes elas precipitam na solução Papel das chaperonas • A proteína começa a se dobrar em estágios durante a síntese • As chaperonas são requeridas para o dobramento adequado de muitas espécies de proteínas. • Podem ajudar a manter as proteínas desdobradas ou acelerar a velocidade do dobramento. • CADU DISSE QUE TEMOS QUE SABER: As proteínas podem ser um misto de Beta e alfa beta. Tendo variações de sequências que são frutos de adaptação dos genes dos nossos antepassados (animais menos evoluídos), entretanto algumas mutações mudam as performances desses genes. Essas alterações podem ser feitas nos éxons. • Arranjo de duas ou mais cadeias polipeptídicas, que podem ser estruturalmente idênticas ou totalmente diferentes. • São unidas por interações não covalentes • As subunidades podem funcionar independentemente uma das outras ou podem trabalhar cooperativamente. Dobramento inadequado das proteínas: ➢ Amiloides Algumas proteínas podem assumir uma conformação, que leva à formação de longos feixes de proteínas fibrilares constituídos de folhas B pregueadas. O acúmulo desses agregados insolúveis está relacionado com muitas doenças degenerativas (como a Alzheimer). ➢ Doença de príon Estrutura quaternária LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Proteínas globulares • Contém um grupo heme como grupo prostético firmemente ligado. • O heme é um complexo de protoporfirina IX e íon ferroso. • O ferro está preso ao grupo heme por meio de 4 interações com os nitrogênios do anel porfinírico • Ele pode fazer duas ligações adicionais • O2 e histidina, na hemoglobina e mioglobina Mioglobina • Presente no coração e no músculo esquelético • Funciona como reservatório e carreador de oxigênio • Aumenta a velocidade de transporte do oxigênio dentre da célula muscular. • Consiste em uma única cadeia polipeptídica, formada por oito segmentos de alfa hélice • Possui um denso núcleo hidrofóbico ➢ A parte amarela são as cadeias laterais dos resíduos hidrofóbicos: leucina, valina, fenilalamina e isoleucina. Conteúdo da hélice alfa • É uma molécula compacta • 80% de sua cadeia dobrada em oito segmentos de hélice alfa • Essas regiões são delimitadas pela presença de prolina Localização dos resíduos de aminoácidos: o interior da molécula de mioglobina é constituído quase que inteiramente por aminoácidos apolares. Então, os aminoácidos carregados estão localizados para fora. Ligação do grupo heme • O grupo heme da mioglobina se situa em uma fenda na molécula, a qual é revestida por aminoácidos apolares. • A histidina se liga diretamente ao ferro, um dos aminoácidos ajuda a estabilizar a ligação do oxigênio ao íon ferroso. Hemoglobina Cristalografia de John Kendrew: foi as primeiras observações da molécula de hemoglobina, por meio da radiação em cristais de hemoglobina de ovelhas para identificar sua imagem tridimensional. • Encontrada nos eritrócitos → transporte do O2 dos pulmões até os capilares dos tecidos. Estrutura: • Quatro cadeias polipeptídicas – duas cadeias alfa e duas cadeias beta: unidas por meio de interações não covalentes. • Pode transportar H+ e CO2 • Transporta quatro moléculas de O2 • A molécula de O2, quando se liga ao ferro, recebe apenas um dos dois elétrons que precisa para realizar reação de oxirredução. Assim, o O2 ainda necessita fazer outra ligação para se estabilizar, e ele o faz com outra histidina, por meio de pontes de hidrogênio. Sendo uma ligação fraca, ele não fica ligado permanentemente. • O CO precisa apenas de um elétron pra se estabilizar, sendo bem mais perigoso pelo organismo, já que sua ligação com a hemoglobina é muito forte (covalente). • A cavidade exposta pelo grupo heme para a entrada de O2 é revestida por grupos R apolares, pois o O2 tem afinidade por espécies apolares. Caso houvessem grupos R polares, o O2 seria repelido e não entraria na cavidade para se ligar ao ferro. Hemiproteínas globulares LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Estrutura quartenária: • É a associação de dois dímeros idênticos (AB)1 e (AB)2 As subunidades são unidas por: ➢ Interações hidrofóbicas ➢ Ligações iônicas e de hidrogênio Os dois dímeros são unidos por: ➢ Ligações polares ➢ São capazes de se moverem • Essas interações fracas resultam em duas conformações diferentes, observadas na desoxiemoglobina, com relação à oxiemoglobina. A ligação do O2 ao ferro do grupamento heme empurra esse ferro para dentro do plano do grupamento heme. Uma vez que o ferro também está ligado à histidina proximal, existe um movimento das cadeias de globina que altera a interação entre os dímeros. • Forma T: (desoxigenada) os dois dímeros AB interagem por meio de uma rede de ligações iônicas e ligações de hidrogênio, que restrigem o movimento das cadeias polipeptídicas. • Forma R: (oxigenada) a ligação do oxigênio à hemoglobina causaa ruptura de algumas ligações iônicas e ligações de hidrogênio entre os dímero AB. Isso causa uma relaxada, na qual as cadeias polipeptídicas têm maior liberdade de movimentos. Ligação do oxigênio à mioglobina e à hemoglobina • A mioglobina pode ligar somente uma molécula de oxigênio (O2), porque contém apenas um grupo heme. • A hemoglobina pode ligar quatro moléculas de oxigênio, para cada um dos seus grupos Heme. 1- Curva de dissociação do oxigênio • A pressão parcial de oxigênio necessária para obter metade da saturação dos sítios é bem menor pra mioglobina. Mioglobia (Mb) ✓ Possui uma forma hiperbólica Hemoglobina (Hb) ✓ Possui uma curva sigmoidal ✓ As subunidades cooperam na ligação do oxigenação ✓ A ligação de uma molécula de oxigênio a um dos grupos heme aumenta a afinidade por oxigênio dos grupos heme restantes na mesma molécula. ✓ Interação heme-heme ✓ Cada uma das quatro cadeias polipeptídicas da Hb (α1, α2, β1 e β2) é capaz de captar uma molécula de O2 em seus respectivos sítios catalíticos. No entanto, existe uma sequência de abertura dos sítios catalíticos de cada uma: α1, β1, α2, e então β2. seja, é preciso que α1 tenha captado O2 em seu sítio catalítico para que o sítio catalítico de β1 se torne disponível para captar O2 também, e assim por diante, em uma CASCATA DE OXIGENAÇÃO. Esse mecanismo depende de: • Extensão da região de contato • Frequência respiratória • Demanda de 02 • A pressão de O2 (pO2) nas artérias é muito alta. Nessas condições, determina-se também alta saturação de O2 na hemoglobina (Hb) e na mioglobina (Mb) devido à alta afinidade destas pelo O2 nessas condições. LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Nos tecidos, a afinidade pelo O2 da Hb cai, pois tem menor pressão. • Já nos músculos, a atividade celular e o consumo de oxigênio aumentam exponencialmente, sendo a Hb incapaz de segurar o oxigênio para toda a extensão do tecido muscular devido a uma queda brusca de afinidade pelo O2. Nesse caso, entra a Mb, que tem muito mais constante sua afinidade pelo O2, capaz de segurá-lo o suficiente para manter a oxigenação muscular. • Pelo fato da mioglobina (afinidade por 02 bem menos variável) ser muito resistente à liberação de oxigênio não é adequada para outros tecidos. Ela é mais indicada para armazenamento. Captação e liberação de 02 pela hemoglobina No pulmão, a pO2 é alta, e a pCO2 é baixa. Já na artéria pulmonar, a pO2 é baixa, e a pCO2 é baixa. Isso favorece a oxigenação na hematose, e o principal fator responsável por isso é o pH: Apenas a variação de pH é capaz de modificar a estrutura tridimensional das cadeias polipeptídicas da Hb, e é essa modificação que a faz captar ou liberar o O2: 1- Quando o ph aumenta ( no caso do pulmão, que é em torno de 7,6, pois não tem muito CO2) os grupos R apolares dos sítios catalíticos da Hb se aproximam, fazendo mais ligações, expulsando H20 do sítio catalítico e permitindo o O2 entra e se ligar ➢ Assim a Hb capta o oxigênio 2- Quando o pH diminui (caso dos tecidos, cujo pH é em torno de 7,2 a 7,4) os grupos R apolares dos sítios catalíticos se afastam, porque as ligações se desfazem, o sítio catalítico se abre e o O2 sai. ➢ Nos demais tecidos, a Hb libera oxigênio Efeitos alostéricos • Afetada pela pressão parcial de oxigênio • PH do ambiente • Pela pressão de dióxido de carbono • Disponibilidade de 2,3 – bifosfoglicerato Interações heme-heme ✓ A afinidade da hemoglobina pelo último O2 é bem maior do que o primeiro Ligando e liberando o oxigênio ✓ A ligação cooperativa do oxigênio permite à hemoglobina liberar mais oxigênio aos tecidos em resposta a variações relativamente pequanas na pressão parcial de oxigênio. Efeito Bohr • A liberação do oxigênio pela hemoglobina é aumentada quando o PH diminui ou quando a hemoglobina está na presença de uma precção parcial de CO2 aumentada. • Redução da afinidade da hemoglobina por oxigênio → estabilizam o estado T, essa alteração na ligação do oxigênio é denominada efeito Bohr. • O aumento do PH e a redução de CO2 resultam em maior afinidade por oxigênio, estabilizando no estado R. 1- Origem dos prótons que diminuem o PH • O H+ produzido por esse par de reações contribui para a redução do pH. • Esse gradiente diferencial de pH favorexe a liberação de oxigênio nos tecidos periféricos e a asosciação ao oxigênio no pulmão. • Torna a hemoglobina um transportador eficiente 2- Mecanismo do efeito Bohr • Reflete o fato de que a desoxihemoglobina possui maior afinidades por prótons • Grupos ionizáveis que possuem PKa mais altos na desoxihemoglobina • Assim, o aumento no números de prótons faz com que esses aminoácidos fiquem protonados e capazes de formar ligações iônicas. Essas ligações estabilizam preferencialmente a forma desoxi. Efeito do 2,3-bifosfoglicerato sobre a afinidade por oxigênio LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Surfactante: é produzido pelos alvéolos e hidrata a superfície deles, permitindo a melhor solubilização do O2 para que ele passe com maior intensidade para o capilar. • Quando o organismo está em repouso, é necessário que haja uma intervenção nessa dinâmica, uma vez que a demanda de O2 cai muito durante o repouso, mas a captação do gás permanece a mesma nos pulmões. E não se pode ter excesso de O2 nos tecidos. • Assim, quando a demanda de O2 cai, o organismo passa deixar de metabolizar o 2,3- bifosfoglicerato, que é um produto da via das pentoses. Não sendo consumida, essa substância passa a agir como interferente na oxigenação da hemoglobina, impedindo a abertura do sítio catalítico da primeira subunidade α1, e, portanto, impedindo a abertura das outras subunidades. Ele diminui a afinidade da hemoglobina por oxigênio, por ligar-se à desoxiemoglobina. Essa ligação estabiliza a forma tencioada da desoxiemoglobina. • Ele se liga aos aminoácidos positivos • A molécula de hemoglobina da qual o 2,3-BCG foi removido possui uma alta afinidade por oxigênio • O interferente tem efeito quádruplo. • O interferente é capaz de alterar a conformação tridimensional da Hb ao se ligar ao SÍTIO REGULATÓRIO dela, impedindo seu funcionamento usual. Por isso, a hemoglobina é denominada de PROTEÍNA ALOSTÉRICA. Transporte de CO2 • O transporte de CO2 é feito pelos eritrócitos, porém, não por meio da hemoglobina que eles possuem, uma vez que, ao adentrar o eritrócito, o CO2 sofre a ação da ANIDRASE CARBÔNICA. Trata-se de uma enzima que catalisa a reação do CO2 com a H2O, formando H2CO3. • O H2CO3 naturalmente se ioniza em H+ e HCO3 O HCO3, por sua vez, sai do eritrócito, assumindo uma importante AÇÃO TAMPONANTE do plasma sanguíneo, mantendo seu pH=7,4 (que é o valor do pK do HCO3). Dessa forma, a intensa produção de CO2 pelos tecidos em atividade não é capaz de alterar o pH sanguíneo. Entretanto, outros eventos, como a produção de ácido lático pelos músculos durante atividade de alta intensidade, são capazes de provocar essa alteração. Anemia falciforme • Para que haja a ligação das quatro subunidades da Hb entre si, é necessário que haja, em uma posição correta em cada uma, certo aminoácido que faça a ligação entre elas. Assim, forma-se uma tétrade. Entretanto, uma determinada alteração genética pode fazer que, durante a síntese das cadeias polipeptídicas da Hb, esse aminoácido ligante se localize em mais locais nessas cadeias, fazendo que cada vez mais subunidades fiquem ligadas entre si. Forma-se então, em vez de uma hemoglobina globular, uma HEMOGLOBINA TUBULAR, muito extensa e sem correta exposição dos sítios catalíticos para a captação de O2 → anemia falciforme ➢ Doença autossômica dominante. A heterozigoseé menos agressiva, do que a homozigose. LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Proteínas fibrosas • Ex: colágeno e elastina → proteínas fibrosas da matriz extracelular • Cada proteína fibrosa possui propriedades mecânicas especiais, obtidas pela combinação de aminoácidos específicos em elementos regulares de estrutura secundária. Colágeno • É a proteína mais abundante nos seres humanos • É uma molécula longa, rígida, em que três cadeias polipeptídicas (cadeias alfas) estão torcidas, uma em volta da outra, de forma semelhante a uma corda de tripla-hélice. • As três cadeias são unidas por meio de ligações de hidrogênio. • Variações nas sequência de aminoácidos da cadeia alfa gera alterações nas propriedades do colágeno. • Tecidos conectivos (tendões), cartilagens, matriz orgânica e na córnea • A alfa – hélice é voltada para a esquerda e tem três resíduos por volta Tipos: Colágenos formadores de fibrilas ✓ Colágeno I, II e III ✓ Tem estrutura semelhante a uma corda ✓ Apresentam padrões de bandas característico Tipo I → elementos estruturais com alta resistência à tensão Tipo II → estruturas cartilaginosas Tipo III → mais elásticas – paredes vasculares Colágenos formadores de redes ✓ Tipo IV e VII ✓ Formam uma malha tridimensional ✓ Membranas basais Colágeno associado a fibrilas ✓ Tipos IX e XII – ligam-se à superfície das fibrilas de colágeno, conectando-as Estrutura do colágeno 1- Sequência de aminoácidos Rico em prolina (sua estrutura em anel gera torções) e glicina (ela se adapta ao espaço restrito onde as três hélices se aproximam. 2- Estrutura em tripla hélice A estrutura é alongada, ao contrário das proteínas globulares que são compactas. 3- Hidroxiprolina e Hidroxilisina É importante para estabilizar a estrutura tripa-hélice do colágeno, pois maximiza a formação de ligações de hidrogênio. 4- Glicosilação O grupo hidroxila dos resíduos de hidroxilisina pode ser gligolisado. LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Alfa – queratina: Foram desenvolvidas para força ✓ Cabelos, pelos, unhas, pele... ✓ Proteínas de filamentos intermediários ✓ Hélice – alfa voltada para a direita ✓ A torção entre duas hélices paralelas aumenta a força de tração. ✓ O entrelaçamento de duas alfas – hélices também é comum em proteínas filamentosas e na miosina. ✓ Ligações covalentes aumentam a resistência. Fibroína da seda ✓ Produzida por insetos e aranhas ✓ Conformação B ✓ Alanina e glicina → alto empacotamento das folhas betas. Outras proteínas Imunoglobulinas Cadeias pesadas + cadeias leves A porção azul depende dos éxons disponíveis que geram a cadeia leve para entrar em contato com o antígeno. Capsídeo viral Proteínas com forma tridimensional que quando se grudam gera uma única estrutura, pois elas têm faces complementares. Em alguns vírus as subunidades podem estar coladas no RNA, o qual age como catalizador para grudar a primeira proteína, assim, as outras vão se unindo em volta do RNA, gerando uma estrutura cilíndrica. • Existem também estruturas que são formadas em forma de hélice, devido a forma com que as proteínas se ligam. • Várias fibrilas entrelaçadas que tem resíduos de miosina, durante a contração muscular, deslizam sobre a actina (ligada por ligação covalente à miosina). • A actina pode se ligar e desligar da miosina • Cada vez que a actina movimenta, sua cabeça faz um movimento de contração e expansão e muda sua disposição. • Existem enzimas que trabalham em ph específico colocando ATP na miosina