Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Nariz e Seios Paranasais 197 PADRÃO OBSTRUTIVO ESPORÁDICO 3. Hiperintenso em T1 e hipointenso em T2: secreção No padrão obstrutivo esporádico ou não obstrutivo, as al- com alto teor proteico (25 a 28% de conteúdo protei- terações inflamatórias não parecem estar relacionadas à obs- co) (Fig. 4.40). trução das vias de drenagem, comprometendo difusamente 4. Hipointenso em T1 e hipointenso em T2: quando a se- várias cavidades paranasais. creção é muito ressecada, quase totalmente sólida (con- teúdo proteico maior do que 28%). Neste caso, pode ALTERAÇÕES À TC E À RM NAS ser difícil a diferenciação com um seio pneumatizado, CRÔNICAS pois ambos mostrarão ausência de sinal nas sequências A mucosa inflamada apresenta impregnação pelo meio de T1 e T2. A TC ajuda nesse diagnóstico diferencial, pois contraste, caracterizando realce periférico linear na cavida- na presença de secreção muito espessa, a cavidade estará de paranasal acometida tanto à TC como à RM, associado a totalmente obliterada por material hiperatenuante. edema submucoso e presença de secreção no interior do seio. A presença de material hiperatenuante no interior do seio Este é importante sinal na diferenciação entre sinusite e tu- paranasal à TC pode corresponder a secreção muito espessa, mor. aspecto da secreção à TC e à RM é variável, dependo sinusite fúngica e sangue. do seu conteúdo proteico. O achado tomográfico de espessamento mucoso sinusal A secreção aquosa e fluida tem aspecto hipoatenuante à discreto não deve ser hipervalorizado, sendo que 39 a 43% TC, com atenuação menor do que as estruturas musculares dos pacientes assintomáticos apresentam espessamento muco- e maior do que a gordura, com valor de atenuação entre 10 so, que é mais frequentemente visualizado nos seios etmoidal e 25 unidades Hounsfield (UH). À RM, a secreção com es- e maxilar, evidenciando a importância da correlação clínica tas características terá hipossinal nas sequências pesadas em com os achados de imagem (44). T1 e alto sinal nas sequências em T2. As alterações nasossinusais podem ser quantificadas uti- A secreção crônica fica espessa e com alto conteúdo pro- lizando-se o critério proposto pela American Academy of teico, apresentando-se com atenuação maior do que o mús- Otolaryngology Task Force on Rhinosinusitis, que preconiza culo à TC, com valor de atenuação entre 30 e 60 UH (Fig. o sistema de pontuação Lund-Mackay (45). Nesse sistema, 4.40). À RM o sinal da secreção também depende do con- cada cavidade paranasal (seios maxilares, frontais, esfenoi- teúdo proteico, com 4 padrões distintos (17,42): dais e células etmoidais anteriores e posteriores) e os com- plexos ostiomeatais recebem uma pontuação, sendo quan- 1. Hipointenso em T1 e hiperintenso em T2: secreção do estão normais, 1 quando estão parcialmente obliterados aquosa, com conteúdo proteico menor do que 9%. e 2 quando estão totalmente obliterados. A soma dos pontos 2. Hiperintenso em T1 e hiperintenso em T2: secreção varia de 0 a 24. Em pacientes adultos, Bhattacharyya e Fried com conteúdo proteico leve a moderado (20 a 25% de (46) propuseram que pacientes com pontuação de 4 ou mais, conteúdo proteico). segundo o critério de Lund, sejam considerados "positivos" FIG. 4.40 Secreção com alto teor proteico. RM coronal T1 (A) e T2 (B), secreção com hipersinal em T1 e hipossinal em T2.