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Nariz e Seios Paranasais 213 tumores avançados (T3 e T4) requerem tratamento cirúrgico MELANOMA e radioterapia. Quimioterapia coadjuvante tem sido adicio- Melanoma nasossinusal pode crescer de melanócitos que nada, entretanto, o impacto precisa ser determinado. migraram durante a embriogênese (111). A maioria cresce no nariz e menos de 4% localizam-se na cavidade nasossinusal TUMORES MALIGNOS DE GLÂNDULA (112). Na fossa nasal, os locais mais comuns são o septo na- SALIVAR MENOR sal, a parede lateral nasal e a concha nasal inferior. Nos seios Aproximadamente 10% dos tumores nasossinusais origi- paranasais, o seio maxilar é o local mais frequente com 80%, nam-se nas glândulas. Há um espectro histológico que inclui seguido pelos seios etmoidal e frontal. Podem estar relaciona- carcinoma adenoide cístico, mucoepidermoide, carcinoma dos a melanose, em que há depósitos de melanina ao longo indiferenciado e adenocarcinoma. da mucosa. A média de idade é da à década e é mais letal O adenocarcinoma tem predileção pelo seio etmoidal e é que o melanoma cutâneo (113). Metástases hematogênicas mais comum em trabalhadores no ramo da madeira (108). comprometem pulmão, cérebro, fígado e pele. São frequentemente avançados na apresentação com erosão O melanoma melanótico da cavidade nasossinusal tem da placa cribriforme em até 50% dos casos (Fig. 4.67). O envolvimento dural não é incomum (109). O tratamento intensidade de sinal característica pela RM de hipersinal em T1 e hipossinal em T2, o que é principalmente atribuído ao geralmente consiste em ressecção craniofacial seguido de ra- dioterapia quando há invasão da dura ou margens cirúrgicas grau de distribuição da melanina e parcialmente atribuído à comprometidas. hemorragia da massa (Fig. 4.69). Há imagens lineares de bai- A maioria dos tumores de glândulas salivares menores cres- sinal em T2 ou linhas de realce no interior da massa que ce no palato e posteriormente estende-se à fossa nasal e às ca- são vasos intratumorais ou septos fibrosos (114). vidades paranasais. O carcinoma adenoide cístico é o mais frequente (Fig. 4.68), correspondendo a um terço das neopla- ESTESIONEUROBLASTOMA sias de glândulas salivares menores (110). Até metade cresce Estesioneuroblastoma (neuroblastoma olfatório) é um tu- no seio maxilar e um terço na cavidade nasal. Menos de 5% mor neuroepitelial raro e o primeiro caso foi descrito por Ber- originam-se nos seios frontal e esfenoidal. ger e Luc em 1924 (115). Cresce do epitélio olfatório na pla- carcinoma adenoide cístico tem histologia variável (cri- ca cribriforme ou na cavidade nasal (116). Ao contrário dos briforme e tubular) e apresenta alta incidência de dissemina- outros tumores neuroectodérmicos, há 2 picos de incidência, ção perineural. Os tumores podem progredir de bem diferen- entre 11 e 20 anos e entre 51 e 60 anos (117). A distribui- ciados (tubular), moderadamente diferenciados (cribriforme) ção por sexo é praticamente igual, porém com uma discre- pobremente diferenciados. Aproximadamente metade dos ta predominância no sexo masculino (118). O diagnóstico pacientes tem metástases, mais comumente no pulmão, no é feito por métodos imuno-histoquímicos e os sintomas são cérebro e ósseas. relacionados à invasão do tumor. O sistema de estadiamen- A 4.68 Carcinoma adenoide cístico etmoidal bilateral. (A) TC axial pós-contraste. (B) TC coronal pós-contraste. Lesão infiltrativa bilateral com extensão à órbita direita promovendo proptose.