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Nariz e Seios Paranasais 227 na maioria das vezes, irregular, devido ao processo alveolar principalmente em doenças que alteram a espessura da díploe. da maxila, e alguns dentes se projetam com seus revestimen- Ao interpretarmos radiografias dos seios paranasais, devemos tos ósseos e periósteos. Algumas vezes, o seio é dividido em considerar a variação na densidade óssea e na espessura dos 2 ou mais compartimentos por septos ósseos completos ou tecidos moles suprajacentes; é muito frequente confundir os incompletos (13,15). lábios com sinusopatias, se a incidência não for totalmente satisfatória ou se o paciente tiver lábios exuberantes. A mem- brana de revestimento mucoso normal é praticamente invisí- Seios Frontais vel à radiografia simples e as paredes ósseas estão muito bem Os seios frontais não estão usualmente presentes ao nas- definidas, com clareza e nitidez (Figs. 4.81 e 4.82). Qualquer cimento. Comunicam-se com os meatos nasais médios por aumento na densidade comprometendo um ou mais seios meio dos recessos frontais. São quase sempre assimétricos e deve ser examinado cuidadosamente, a fim de excluir altera- variam bastante de tamanho, estendendo-se para cima até a ções causadas por estruturas normais de tecido ósseo. Deve-se porção vertical do frontal e para trás até a placa orbitá- ter cuidado ao interpretar variações na aeração dos seios em ria, pneumatizando-se a partir dos 5 anos e completando sua lactentes, porque quase sempre a mucosa é redundante e a aeração por volta dos 10-12 anos (13,15). aeração incompleta, sobretudo no lactente abaixo de 1 mês, em que costumam ser assimétricos. Seios Etmoidais São constituídos por 2 grupos de células que se localizam CONDIÇÕES DIVERSAS em ambos os lados da linha média, no osso etmoide, onde formam a parede medial da órbita e a lateral da metade su- Traumatismos perior da cavidade nasal, variando em número de 3 até 18 Fraturas das paredes ósseas dos seios paranasais não são ou mais. As células etmoidais podem estender-se aos raras e, em geral, estão associadas a fraturas de outros maxilares, frontal, esfenoide e palatino. Desenvolvem-se na da face e da base do crânio. Os sinais de fratura são defeitos mesma velocidade que os seios maxilares, completando seu lineares e regulares, quase sempre com margens cavalgadas, desenvolvimento aos 12 anos (13,15). denteadas e depressão ou deslocamento das paredes ósseas. seio comprometido costuma apresentar-se turvo, com perda Seios Esfenoidais de aeração secundária a edema e hemorragia para a membra- na de revestimento ou para o próprio seio. Os seios esfenoidais localizam-se no corpo do osso esfe- moide e se comunicam com o recesso esfenoetmoidal na por- ção posterossuperior da cavidade nasal. Geralmente, não são ao nascimento. A pneumatização começa anterior- mente, no ou ano de vida, e progride para trás, até o interior do esfenoide, abaixo da sela túrcica. Os seios esfe- moidais estendem-se posteriormente à sela túrcica, com certa frequência até o dorso. São mais visíveis na projeção lateral, embora apareçam sobrepostos. Seu desenvolvimento é um pouco mais lento do que o dos outros seios e seu crescimen- continua ainda no início da vida adulta. Nos primeiros 4 de vida, desenvolvem-se no recesso cupular da cavida- de nasal. A pneumatização estende-se posteriormente nos 8 seguintes e dos 12 aos 20 anos (13,15). ASPECTO RADIOLÓGICO NORMAL Os seios paranasais são radiotransparentes porque contêm em geral, a transparência do seio maxilar, assim como 2 dos seios frontais, é comparável à densidade das órbitas. A espessura das paredes ósseas varia muito e pode alterar decer- densidade, ocorrendo mais frequentemente nos seios onde o frontal pode ser relativamente denso, FIG. 4.81 Seios maxilares. Incidência de Waters.

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