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DOM DE LÍNGUAS GRUPO DE ORAÇÃO RESTAURADOS PARA AMAR FORMADOR: ADRIANO DA SILVA Lectio Divina – Atos 2, 1 – 16 • A promessa de Jesus se cumpre: O Espírito Santo é enviado como Consolador para guiar, fortalecer e capacitar os discípulos na missão. • A reação humana ao divino é variada: Algumas pessoas reconhecem a obra de Deus e buscam compreender, enquanto outras rejeitam ou zombam. • A Igreja nasce como uma comunidade missionária, pronta para levar a mensagem de Deus a todos, independentemente de origem ou língua 1. Introdução • Contexto Bíblico: Pentecostes (At 2, 1-6). • Primeira manifestação: os discípulos, junto com Maria, cheios do Espírito Santo, começam a orar, louvar e cantar numa nova língua — a língua do Espírito. • Reação das pessoas: Uns compreendem no coração; outros zombam. • Chave: Pedro explica: "Está se cumprindo a profecia de Joel!" (At 2,16). 2. O que é o Dom de Línguas? • É o primeiro dom que geralmente se manifesta após o Batismo no Espírito Santo. • O Espírito Santo é oração viva: Ele liga o Pai e o Filho, e também Deus e nós. • Quando oramos em línguas, não é nossa inteligência que atua, mas o Espírito Santo que intercede com gemidos inexprimíveis (Rm 8,26- 27). • Importante: Movemos a boca, língua e cordas vocais, mas o conteúdo vem do Espírito. 3. Modalidades do Dom de Línguas • Falar em outras línguas: Sons vocais entendidos por Deus e, às vezes, por ouvintes (At 2,1-6). • Orar em línguas: Comunicação direta a Deus, não compreendida pelos homens (1 Cor 14,2). • Cantar em línguas: Louvor em forma de canto, muitas vezes comunitário. • Profecia em línguas: Anúncio de mensagens de Deus, que precisa ser interpretado por quem possui o dom da interpretação. 4. Glossolalia e Xenoglossia • Glossolalia: Falar, orar ou cantar em uma língua ininteligível (para nós). • Xenoglossia: Falar em línguas reais estrangeiras, entendidas por outros. • Exemplos históricos: • Pentecostes. • Cornélio e sua casa (At 10,44-46). • Cristãos de Éfeso (At 19,6). • Testemunhos de santos como Santo Antônio de Pádua, São Domingos e São Francisco Xavier. 5. O Dom de Línguas na Vida da Igreja • A superação da dispersão de Babel: No Pentecostes, as línguas divididas pela soberba humana se unificam no Espírito (cf. Santo Agostinho). • A Igreja fala todas as línguas: Manifestação da catolicidade (AG 4). 6. A Importância da Oração em Línguas • Edifica quem ora (1 Cor 14,4). • Abre o coração para outros dons carismáticos. • É intercessão perfeita feita pelo Espírito Santo. • Não deve ser proibida, mas incentivada (1 Cor 14,39). 7. Vivência Prática • Entrega total ao Espírito: Disponibilizar o aparelho vocal, a voz, a língua ao Espírito. • Liberdade e confiança: Não ter vergonha ou medo. • Exercitar nas reuniões de oração: tanto pessoalmente quanto comunitariamente. • Valorizar o canto em línguas nos momentos de louvor. Encerramento • Convidar os participantes a pedir o dom de línguas em oração. • Propor um momento de louvor espontâneo em línguas. • Finalizar com um canto em línguas, incentivando a entrega confiante ao Espírito.