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ROTA DE APRENDIZAGEM 04 UNIDADE TEMÁTICA: Administração da Produção e Operações Desempenho de Técnicas de Gestão da Produção de Bens e Serviços 1. Apresentação da unidade de aprendizagem 2. Objetivos 3. Conteúdos 4. Aplicação prática 5. Interação 6. Autoestudo 7. Referências 1. Apresentação da unidade de aprendizagem Através da administração da produção vamos falar sobre diversos assuntos referentes à produção de materiais de consumo e prestação de serviços, uma vez que engloba as técnicas de gestão da produção e gestão de serviços. Utilizaremos diversas ferramentas para transmitir a vocês alunos, qual a importância deste setor na empresa que quer ser competitiva no mercado. 2. Objetivos • Conhecer os processos produtivos; • Saber definir sobre a eficiência e a eficácia no processo; • Conhecer os ciclos da produtividade. 3. Conteúdos Na administração da produção e operações dizemos que há diversos tipos de atividades que são prestadas por empresas que produzem diversos tipos de materiais ou equipamentos ou prestam serviços. Quando se fala em administração da produção voltada para a prestação de serviços também é possível perceber a importância das operações de manutenção de máquinas, montagem ou construção de algum bem de serviço. E é aí que estabelecemos os diversos tipos de gestões e operações existentes. Sistemas de produção: são aqueles que têm por objetivo a fabricação de bens manufaturados, a prestação de serviços o ou fornecimento de informações. Na gestão de produção existem as tarefas, o que são avaliadas por sua eficácia ou sua eficiência e qual o objetivo de medir a satisfação do cliente. • Eficácia: é a medida de quão próximo se chegou dos objetivos previamente estabelecidos; assim uma decisão ou ação é tanto mais eficaz quanto mais próximos dos objetivos estabelecidos chegaram aos resultados obtidos. William J Reddin, define eficácia como o “grau no qual um gerente alcança às exigências do produto de sua posição” • Eficiência: é a relação entre o que se obteve (output) e o que se consumiu em sua produção (input), medidas na mesma unidade. É usual falarmos em eficiência de sistemas físicos, em que é sempre menor que 1, e em sistemas econômicos, devendo ser maior que 1. Exemplos 1. Qual a eficiência de um transformador elétrico, que no processo de redução de tensão de 11.000 volts para 110 volts recebe a energia de 850 kWh e envia 830 kWh? Solução e = Output/input, onde e= 830 kWh / 850 kWh = 0,98 ou 98% Resposta: Podemos definir que a eficiência está em 98% do seu potencial de utilização. 2. Qual a eficiência econômica de uma empresa que incorreu em custos de $150.000,00 para gerar uma receita de $176.000,00? Solução e = output / input, onde e = 176.000 / 150.000 = 1,17 ou 17% REDDIN, Willian. Eficácia gerencial. São Paulo: Atlas 1989. • Desempenho: (performance): o grau no qual um sistema, físico ou econômico, atinge seus objetivos. Assim, o conceito é muitas vezes associado à eficiência de sistemas físicos e a eficácia de sistemas econômicos. • Produto/serviço: o resultado dos sistemas produtivos, podendo ser um bem manufaturado, um serviço ou uma informação. • Insumos: a denominação mais usual entre economistas e administradores de empresas para representar todos os recursos usados na produção, quer sejam diretos, isto é, incorporam-se ao produto, quer sejam indiretos, como máquinas, instalações, energia elétrica, tecnologia, entre outros. Produtividade O termo produtividade é hoje exaustivamente usado, não só nas publicações especializadas como também no dia a dia da imprensa. O termo produtividade, como sabemos, foi utilizado pela primeira vez, de maneira formal, em um artigo do economista francês Quesnay, em 1766. Decorrido mais de um século, em 1883, outro economista francês, Littre, usou o termo com o sentido de capacidade para produzir ou, entretanto, somente no começo do século 20, o termo assumiu o significado da relação entre o produzido (output) e os recursos empregados para produzi-lo (input). Produtividade Parcial: é a relação entre o produzido, medido de alguma forma, e o consumido de um dos insumos (recursos) utilizados. Assim, a produtividade da mão de obra é uma medida de produtividade parcial, válida para a produtividade do capital. Exemplo Determinar a produtividade parcial da mão de obra de uma empresa que faturou $70 milhões em um certo ano fiscal, em que os 350 colaboradores trabalharam em média 170 horas/mês. Solução M.O (input) = 350 homens x 170 horas/mês x 12 mês/ano Input = 714,000 homens x hora/ano Output = $70.000.000,00/ano Produtividade: 70.000.000 / 714.000 = $ 98,04 / homem x hora Administração da Produtividade O estudo sistemático da produtividade já faz parte do currículo de vários cursos como administração, economia e engenharia. Nas empresas, é comum encontrarmos programas de melhoria da produtividade em andamento. Avaliar a produtividade e compará-la com a de outras empresas concorrentes ou não, tornou-se ação corriqueira entre os gerentes, preocupados com o futuro não só da empresa como também de si mesmos. A qualquer instante, uma empresa envolvida em um programa de melhoria da produtividade estará em um dos 4 estágios ou fases: medida, avaliação, planejamento e melhoria. Essas fases, como se vê na figura, caracterizam o ciclo da produtividade: Inicialmente, devemos medir a produtividade pela definição de todos os métodos adequados, utilizando dados já existentes ou coletando novos pontos. Uma vez medida pode ser comparada com índices equivalentes de outras empresas. Essa metodologia está se tornando comum graças aos processos de benchmarking. A partir dos níveis identificados, das comparações realizadas, podemos planejar níveis a serem atingidos tanto a curto quant o a longo prazo. Feito o planejamento com a fixação de objetivos, resta passarmos a ação , introduzindo as melhorias propostas, fazendo as verificações necessárias, bem como as novas medidas é assim sucessivamente. A administração da produção corresponde ao sucesso formal de gestão, envolvendo todos os níveis de gerência e colaboradores, a fim de reduzir os custos de manufatura distribuição e venda de produto ou serviço por meio de integração de todas as fases do ciclo da produtividade. As 4 fases que formam o ciclo de produtividade são: medida, avaliação, planejamento e melhoria, conforme vimos no desenho acima. • Medida da Produtividade: a produtividade é basicamente definida com a relação entre o que se tem programado a produzir e os fatores de produção utilizados. Esta produtividade é uma das melhores medidas para aferir a performance organizacional de uma empresa. • Avaliação da Produtividade: neste aspecto o gestor vai utilizar a ferramenta mais adequada para verificar se a produtividade de seu processo está adequada aos padrões que foram estabelecidos ou não. Não basta dizer que está produzindo conforme o solicitado, temos que verificar se a qualidade do processo e do produto está satisfazendo os padrões estabelecidos. • Planejamento da Produtividade: o planejamento das atividades deve ser um hábito primordial para aumentar a sua produtividade em todas as etapas do processo. Através do planejamento, você conseguirá atuar de maneira proativa, fazendo o que é realmente importante não só na produção, mas em todas as esferas de sua vida. Pense no que é importante programar e planejar algo que tenha que ser feito. • Melhoria da Produtividade: etapa onde se concentram todos os pontos do processo, o que se tem para melhorar, mudar ou até ser trocado no processo. Isto inclui tempo, máquinas, ambiente, materiais, M.P e até M.O. Em todos os processos produtivos não somente os fatores endógenos devem ser analisados, mas também os fatores exógenos da empresa devem ser analisadospara possíveis melhorias, mas é você gestor que deve fazer a experiência e análise de todo o ciclo dos processos e procedimentos que estão sendo utilizados. Pense nisso! 4. Aplicação prática Nas empresas os processos produtivos são dos mais variados possíveis. Cabe a cada um, querer saber como eles funcionam, como são fabricados e quais os tipos de produtos que fabricam. Conhecer o ciclo da produtividade é estar engajado no sistema. Comente como sua equipe estes sistemas e vejam o que há de semelhança e o que pode ser absorvido por vocês, praticando assim o benchmarking. 5. Interação Leia o conteúdo e debata com seus amigos como você vê ou trabalha com a produtividade em sua empresa? O que você faz impacta na produção? Comente com eles e troque ideias de como funciona em sua empresa. Faça anotações e veja quais as diferenças e semelhanças nos processos produtivos existentes entre essas empresas. 6. Autoestudo Ciclo de Produtividade Descrição das atividades Sugestão de leitura: • MARTINS, Petrônio G., LAUGENI, P. Fernando, Administração da Produção. 2ª edição, São Paulo. Ed. Saraiva, 2010 7. Referências • PONTES. Heráclito L. Jaguaribe; ALBERTIN, Marcos Ronaldo. Logística e distribuição física. Curitiba: Intersaberes, 2017. • SHIGUNOV NETO, Alexandre; GOMES, Renata Messias. Introdução ao estudo da distribuição física. Curitiba: Intersaberes, 2016. • MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, P. Fernando, Administração da Produção. 2ª edição, São Paulo. Ed. Saraiva, 2010.