Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
 
REFERÊNCIAS 
● Portarias das NOBS 
● Portaria PNAB 
● Material PDF, Grancurso 
● IA, Gemini 
NORMAS OPERACIONAIS DO SUS 
● Definiram critérios para que estados e municípios se 
habilitassem a receber repasses de recursos do Fundo 
Nacional de Saúde para seus respectivos fundos de saúde. 
● OBJETIVOS: 
○ Induzir e estimular mudanças no SUS 
○ Aprofundar e reorientar a implementação do SUS 
○ Definir objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes 
e movimentos tático-operacionais 
○ Regular as relações entre seus gestores 
○ Normatizar o SUS 
NOB 91 - OPERACIONALIZAÇÃO DO SUS 
São estabelecidas nesta Norma tanto os aspectos de natureza 
operacional como também aqueles intrinsecamente necessários ao 
gerenciamento dos serviços e ações de saúde estabelecidos pela 
Constituição de 1988, nos três níveis de governo, como também do 
controle, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos 
recursos. 
● Principal objetivo: descentralizar a gestão da saúde para 
os municípios 
● Equiparou prestadores públicos e privados, no que se 
refere à modalidade de financiamento, que passou a ser, 
em ambos os casos, por pagamento pela produção de 
serviços; 
● estabeleceu o instrumento convenial como a forma de 
transferência de recursos do INAMPS para os estados, 
distrito federal e municípios; 
● Considerou como “municipalizados” dentro do sus os 
municípios que atendessem os seguintes requisitos 
básicos: 
○ Criação dos Conselhos Municipais de Saúde; 
⤿ Representantes: Governadores, 
prestadores de serviços, profissionais 
da saúde (50%) + usuários (50%) 
○ Criação do Fundo Municipal de Saúde; 
○ Plano Municipal de Saúde aprovado pelos 
respectivos Conselhos; 
○ Programação e Orçamentação da Saúde (PROS) 
como detalhamento do Plano de Saúde; 
○ contrapartida de recursos (mínimo 10%) para a 
saúde do seu orçamento; 
○ Constituição de Comissão de Elaboração do 
Plano de Carreira, Cargos e Salário (PCCS) com o 
prazo de dois anos para a sua implantação; 
• Instituiu a Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA), destinada a 
reajustar os valores a serem repassados aos estados, Distrito Federal 
e municípios. 
• Implantação do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS 
(SIA/SUS). 
NOB 93 - DESCENTRALIZAÇÃO 
● Regulamenta o processo de descentralização da gestão 
dos serviços e ações no SUS 
● Estabelece os mecanismos de financiamento das ações de 
saúde > assistência hospitalar + diretrizes para 
investimentos no setor 
● define procedimentos e instrumentos operacionais que 
visam ampliar e aprimorar suas condições de gestão, com 
o sentido de efetivar o comando único do SUS nas três 
esferas de governo. 
 
FUNDAMENTOS 
 
● FUNDAMENTO 1 
○ O QUE É A DESCENTRALIZAÇÃO? 
○ Processo > redistribuição de poder + redefinição 
de papéis + novas relações entre as 3 esferas do 
governo + reorganização institucional + 
reformulação de novas práticas + controle social 
● FUNDAMENTO 2 
○ QUAIS DIMENSÕES ELA ENVOLVE? 
⤿ Política (novas relações de poder) 
⤿ Sociais ( impacto na sociedade + 
sociedade participando da gestão) 
⤿ Culturais (mentalidade + valores) 
○ O QUE ELA PRECISA PARA LEGITIMAR AS 
DECISÕES? 
⤿ Diálogo (abertura para trocar ideias) 
⤿ Negociação (busca de consensos) 
⤿ Pactuação (compromisso formal) 
● FUNDAMENTO 3 
○ O QUE ELA PRECISA PARA ACONTECER? 
⤿ Conselho de Saúde ( existindo e 
funcionando regularmente) 
⤿ Precisa ser paritário e deliberativo 
⤿ Atuar como mecanismo privilegiado de 
participação e controle social 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 1 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
● FUNDAMENTO 4 
○ COMO DEVE SER DIVIDIDA A 
RESPONSABILIDADE PELO FINANCIAMENTO 
DAS AÇÕES EM SAÚDE? 
⤿ Pelas 3 esferas do governo > assegurar 
com regularidade > recursos fiscais para 
os Fundos de Saúde 
● FUNDAMENTO 5 
○ A reforma do sistema de saúde não será feita de 
forma abrupta 
○ Terá um período de transição 
○ Irá respeitar: capacidade de cada ente federativo > 
não vai impor um ritmo único para todos 
⤿ Tem por objetivo não interromper a atenção a 
saúde das população 
● FUNDAMENTO 6 
○ QUAL O OBJETIVO PRINCIPAL QUE SE PRETENDE 
ALCANÇAR COM A NOB 93? 
⤿ Mudar o modelo hospitalocêntrico (foca na 
doença, fragmentado, sem garantia de 
qualidade) > assistência integral ( 
universalizada, equânime, regionalizada e 
hierarquizada) 
⤿ Prática de responsabilidade sanitária para todas 
as esferas do governo 
● FUNDAMENTO 7 
○ O QUE É A REGIONALIZAÇÃO? 
⤿ Articulação e mobilização municipal > leva em 
conta as características de cada lugar (fluxo, 
demanda, perfil epidemiológico, oferta de 
serviços) + cooperação (consórcios 
intermunicipais, dentre outros) 
 
 DO GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE DESCENTRALIZAÇÃO 
 
● Tem como eixo: a prática do planejamento integrado em 
cada esfera de governo 
● Tem como foros de negociação e deliberação: Comissões 
Intergestores + Conselhos de Saúde 
NO ÂMBITO NACIONAL 
● PRINCÍPIO DA PARIDADE 
○ 50%: USUÁRIOS 
○ 25%: GOVERNO + PRESTADORES DE SERVIÇO 
○ 25%: TRABALHADORES DA SAÚDE 
● COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE 
○ Composta por (paritariamente): 
⤿ Representante > MS + CONASS + CONASEMS 
○ Finalidade: dar assistência ao MS > elaboração de 
propostas > implantação + operacionalização do SUS 
⤿ Se submete ao poder deliberativo e fiscalizador 
do CNS 
● CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE (CNS): 
○ Colegiado composto por: 
⤿ Representantes > Governo e prestadores de 
serviço (25%) + profissionais da saúde (25%) + 
usuários (50%) 
○ Permanente + deliberativo 
○ Não executam ações e serviços de saúde > CONTROLAM 
a execução (inclusive financeiro e econômico) 
NO ÂMBITO ESTADUAL 
● COMISSÃO INTERGESTORES BIPARTITE (CIB) 
○ Composta por (paritária): 
⤿ Representante: SES (estadual) + COSEMS 
(municipal) 
⤿ Secretário de Saúde: membro nato 
⤿ Cada estado tem um CIB > ser aprovado pelo 
Conselho Estadual 
● COMISSÃO ESTADUAL DE SAÚDE 
○ Permanente + deliberativa 
○ O QUE FAZ? 
⤿ Formula estratégias e controla a execução da 
Política Estadual de Saúde 
 
NO ÂMBITO ESTADUAL 
● CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE 
○ Permanente + deliberativa 
○ O QUE FAZ? 
⤿ Formula estratégias e controla a execução da 
Política Municipal de Saúde \ 
FLUXO DECISÓRIO 
● Para resolução de conflitos: 
1. CIB: Resolve as questões operacionais estaduais através 
da pactuação entre gestores (Estado e Municípios) 
2. Conselho Estadual de Saúde (CES): Atua como primeira 
instância de recurso para impasses da CIB, com a força do 
controle social. 
3. Comissão Tripartite (CIT): Entra em cena se não houver 
CES funcionando, ou para questões de âmbito nacional. 
4. Conselho Nacional de Saúde (CNS): É a instância máxima 
de recurso, podendo ser acionada a qualquer tempo para 
rever decisões e garantir a equidade e a legalidade no SUS 
 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 2 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
 
 
 
 DO FINANCIAMENTO COM RECURSOS ARRECADADOS PELA 
UNIÃO 
 
● Criação da Transferência Fundo a Fundo: 
○ Recursos federais de saúde > transferidos 
diretamente do FNS > Fundo de Saúde estaduais e 
municipais 
○ Transferência regular e automática 
○ Cumprir os requisitos: 
⤿ Fundo de Saúde 
⤿ Conselho de Saúde 
⤿ Plano de Sáude 
⤿ Relatórios de gestão 
⤿ Contrapartida de recursos 
⤿ PCCS (prazo de 2 anos) 
● TETOS FINANCEIROS: 
○ os valores máximos que cada município ou estado, 
de acordo com sua condição de gestão e população, 
poderia receber para custear as ações de saúde. 
○ Calculados por: 
⤿ Atividades ambulatoriais: 
✦ Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA)+ 
RCA + FAE + FAM 
⤿ Atividades hospitalares: 
✦ Multiplicação do quantitativo de AIH + 
recursos de investimento + financiamento de 
ações de vigilância em saúde 
● FINANCIAMENTO É RESPONSABILIDADE TRIPARTITE 
⤿ Todos devem fazer seus repasses 
● O recursos só poderão ser usados dentro do que foi 
proposto, e aprovado pelo Conselho de Saúde, no Plano de 
Saúde 
 
 DAS CONDIÇÕES DE GESTÃO 
 
Representam diferentes níveis de capacidade e autonomia que um 
município poderia ter na gestão de suas ações e serviços de saúde, 
e estavam diretamente ligadas ao tipo de recursos financeiros que o 
município recebia e às responsabilidades que assumia. 
PARA OS MUNICÍPIOS 
 
● GESTÃO INCIPIENTE 
○ Estágio inicial de gestão 
○ Assume poucas responsabilidades 
○ Responsabilidades: 
⤿ Vinculação ao processo de descentralização 
⤿ Ter Fundo Municipal de Saúde 
⤿ Ter Conselho Municipal de Saúde (em 
funcionamento) 
⤿ Controlar e avaliar serviços ambulatoriais e 
hospitalares 
○ Financiamento: 
⤿ Recebia apenas recursos para > ações de saúde 
coletiva e vigilância sanitária 
⤿ Repasse ambulatorial e hospitalar > gerenciado 
pelo estado 
○ Autonomia: menor nível de autonomia gerencial e 
financeira 
● GESTÃO PARCIAL 
○ Avanço intermediário 
○ Responsabilidades (além das da Gestão Incipiente): 
⤿ Gerenciar as unidades ambulatoriais públicas 
próprias 
⤿ Programar as ações ambulatoriais e 
hospitalares 
⤿ Apresentar Relatório de Gestão 
○ Financiamento: recebia parcela maior de recursos 
federais (incluindo para assistência ambulatorial), mas 
maior parte do gerenciamento dos recursos hospitalares 
ainda era estadual ou federal 
○ Autonomia: intermediária, com mais controle sobre a 
atenção básica e parte da ambulatorial 
● GESTÃO SEMIPLENA 
○ Maior autonomia 
○ Responsabilidades (além das anteriores): 
⤿ Gerenciar toda a rede pública de saúde 
municipal 
⤿ Receber e gerencial o teto financeiro total 
⤿ Programar, controlar e avaliar a oferta de 
serviços na sua rede própria e contratada 
⤿ Assumir a responsabilidade sanitária integral 
em seu território 
○ Financiamento: recebimento direto e integral do FNS 
○ Autonomia: maior autonomia gerencial e financeira > 
município como próprio gestor do seu território 
PARA OS ESTADOS 
● GESTÃO PARCIAL (Estado agora estava habilitado a): 
● Responsabilidades: 
○ Apoiar e certificar municípios nas condições de gestão 
incipiente e parcial. 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 3 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
○ Gerenciar diretamente uma parcela significativa dos 
recursos federais para a assistência ambulatorial e 
hospitalar (média complexidade) em sua esfera, via 
Fundo Estadual de Saúde. 
○ Assumir um papel mais ativo na coordenação da 
regionalização e organização das redes de serviços em 
seu território. 
● GESTÃO SEMIPLENA 
● Responsabilidades: 
● Assumir a gestão integral e direta de todos os 
serviços de saúde estaduais (principalmente 
média e alta complexidade) e dos recursos 
federais a eles relacionados. 
● Ser o principal indutor e apoiador da habilitação 
de todos os municípios em seu território, em 
qualquer uma das condições de gestão. 
● Coordenar e operacionalizar de forma plena a 
regionalização da assistência, garantindo a 
integralidade e o acesso aos serviços. 
 
NOB 96 - GESTÃO MUNICIPAL 
 
Promoveu um avanço no processo de descentralização, criando 
novas condições de gestão para os municípios e estados, 
caracterizando as responsabilidades sanitárias do município pela 
saúde de seus cidadãos e redefinindo competências de esta- 
dos e municípios 
● Os objetivos gerais da Norma Operacional Básica 
01/1996 foram: 
○ Promover e consolidar o pleno exercício, por parte do 
poder público municipal, da função de gestor da atenção 
à saúde de seus habitantes com a respectiva redefinição 
das responsabilidades dos estados, Distrito Federal e 
União; 
○ Caracterizar a responsabilidade sanitária de cada 
gestor, diretamente ou garantindo a referência, 
explicitando um novo pacto federativo para a saúde 
○ Reorganizar o modelo assistencial, descentralizando 
aos municípios a responsabilidade pela gestão e 
execução direta da atenção básica de saúde; 
○ Aumentar a participação percentual da transferência 
regular e automática (fundo a fundo) dos recursos 
federais a estados e municípios, reduzindo a 
transferência por remuneração de serviços produzidos; 
 
 
● Principal Inovação: Criação do Piso de Atenção Básica 
(PAB), um repasse per capita direto para a gestão 
municipal da atenção básica, fundamental para a 
Estratégia Saúde da Família. 
● Novas Condições de Gestão: Simplificou e aprimorou as 
condições para municípios (Gestão Plena da Atenção 
Básica e Gestão Plena do Sistema Municipal) e estados 
(Gestão Avançada e Gestão Plena do Sistema Estadual). 
● Fortalecimento da Gestão: Consolidou as Comissões 
Intergestores como espaços de pactuação e o princípio do 
comando único. 
 
PNH - POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO 
A PNH atua em duas grandes frentes: na atenção (cuidado direto ao 
paciente) e na gestão (organização do trabalho e das relações). 
A PNH se baseia em princípios, utiliza diretrizes e propõe 
dispositivos para alcançar seus objetivos. 
 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
São os valores que norteiam todas as ações de humanização: 
● Inseparabilidade entre Atenção e Gestão: Entende que 
não há como humanizar o cuidado (atenção) sem 
humanizar as relações e processos de trabalho (gestão). 
Um reflete o outro. 
● Transversalidade: A humanização não é um programa 
isolado, mas uma maneira de operar que deve permear 
todas as políticas e ações do SUS, em todos os níveis de 
atenção e gestão. 
● Autonomia e Protagonismo dos Sujeitos: Reconhecer e 
estimular a capacidade de decisão e participação de 
usuários (pacientes e familiares), trabalhadores e gestores 
nos processos de saúde. 
● Corresponsabilidade: Compartilhamento de 
responsabilidades pela saúde entre todos os envolvidos – 
usuários, profissionais, gestores e sociedade. 
● Potencialização de Vínculos: Fomentar relações de 
confiança, solidariedade e respeito entre usuários e 
trabalhadores, e entre equipes. 
● Estímulo à Comunicação: Promover o diálogo aberto e 
transparente como ferramenta essencial para a 
construção de consensos e a resolução de conflitos. 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 4 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
 
 DIRETRIZES DA PNH (O QUE FAZER?) 
São as orientações que desdobram os princípios em ações 
concretas: 
● Acolhimento: Receber o usuário de forma qualificada, 
com escuta atenta e resolutiva, priorizando o risco e não 
a ordem de chegada. É a porta de entrada da 
humanização. 
● Clínica Ampliada e Compartilhada: Ampliar o olhar sobre 
o processo saúde-doença, considerando a dimensão 
social, cultural e subjetiva do indivíduo. Promove a 
corresponsabilização e o diálogo entre a equipe e o 
usuário na construção do projeto terapêutico. 
● Gestão Participativa e Cogestão: Incentivar a participação 
de usuários, trabalhadores e gestores nas decisões e no 
planejamento do SUS, através de espaços colegiados 
(como os Conselhos e Colegiados de Gestão). 
● Ambiência: Qualificar os espaços físicos das unidades de 
saúde para que sejam acolhedores, confortáveis e 
propícios ao cuidado e ao bem-estar. 
● Defesa dos Direitos dos Usuários: Informar e garantir que 
os usuários conheçam e exerçam seus direitos na saúde, 
incluindo o direito à informação, ao acompanhamento, à 
privacidade e à recusa de tratamento. 
● Valorização do Trabalhador do SUS: Oferecer condições 
de trabalho dignas, promover a saúde do trabalhador, 
investir em formação e reconhecer o papel central dosprofissionais no cuidado. 
 DISPOSITIVOS DA PNH (COMO FAZER?) 
São as ferramentas e metodologias propostas para implementar as 
diretrizes: 
● Colegiado Gestor: Grupo que reúne representantes dos 
diferentes setores e níveis de gestão para discutir e 
decidir coletivamente. 
● Rodas de Conversa: Espaços para diálogo e troca de 
experiências entre trabalhadores, usuários e gestores, 
visando à construção coletiva de soluções. 
● Contrato Interno de Gestão: Acordos pactuados entre as 
equipes de trabalho e a gestão, para definir metas, 
responsabilidades e processos. 
● Dispositivos da Clínica Ampliada: Incluem o Projeto 
Terapêutico Singular (PTS), o Genograma, o Ecomapa, 
entre outros, que auxiliam na compreensão ampliada do 
usuário. 
● Grupos de Trabalho de Humanização (GTH): Equipes 
multiprofissionais nas unidades de saúde responsáveis 
por fomentar e acompanhar as ações de humanização. 
● Sistema de Escuta Qualificada: Canais e processos para 
que usuários e trabalhadores possam expressar suas 
demandas, sugestões e críticas (ex: ouvidorias). 
OBJETIVOS DA PNH 
Em última instância, a PNH busca: 
● Qualificar a atenção e a gestão no SUS. 
● Reduzir as filas e o tempo de espera. 
● Melhorar a relação entre profissionais e usuários. 
● Garantir a integralidade do cuidado. 
● Valorizar os trabalhadores da saúde. 
● Promover a participação dos usuários e da sociedade. 
● Ampliar a resolutividade dos serviços. 
 
PNAB - POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA 
A PNAB organiza a Atenção Básica a partir de princípios, diretrizes, 
equipes e responsabilidades. 
O QUE É ATENÇÃO BÁSICA? 
● Definição: É o conjunto de ações de saúde individuais, 
familiares e coletivas que envolvem promoção, 
prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, 
reabilitação, redução de danos e vigilância em saúde. 
● Porta de Entrada: É o primeiro nível de contato dos 
usuários com o SUS, sendo a porta de entrada 
preferencial. 
● Coordenadora do Cuidado: Atua como o centro de 
comunicação e ordenadora da Rede de Atenção à Saúde 
(RAS), guiando o usuário pelos diferentes níveis de 
complexidade do sistema. 
 
 
 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 5 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA 
● Universalidade: Acesso à AB para todas as pessoas, sem 
distinção. 
● Acessibilidade: Facilidade de acesso aos serviços de AB 
(física, geográfica, cultural, social e de horários). 
● Integralidade: Atendimento à pessoa em sua totalidade, 
considerando suas necessidades de saúde de forma 
abrangente, e a coordenação do cuidado em toda a RAS. 
● Equidade: Oferta de mais recursos a quem mais precisa, 
buscando reduzir as desigualdades em saúde. 
● Participação Social: Envolvimento da comunidade no 
planejamento, execução e fiscalização das ações de AB 
(via Conselhos de Saúde, por exemplo). 
● Longitudinalidade (Vínculo): Estabelecimento de vínculo 
e acompanhamento contínuo dos indivíduos e famílias ao 
longo do tempo, independentemente de problemas de 
saúde específicos. 
● Coordenação do Cuidado: A AB é responsável por 
organizar o fluxo do usuário na RAS, garantindo que ele 
receba o cuidado adequado em todos os níveis. 
● Centralidade na Família e Comunidade: O cuidado é 
focado no contexto familiar e social do indivíduo, 
considerando suas dinâmicas e necessidades. 
DIRETRIZES DA ATENÇÃO BÁSICA (COMO FAZER?) 
● Territorialização: Organização dos serviços com base no 
território adscrito (área geográfica e população específica 
de responsabilidade da equipe), permitindo o 
conhecimento das características sociais e 
epidemiológicas. 
● População Adscrita: Cada equipe de AB é responsável por 
um número definido de pessoas em um território 
específico, facilitando o vínculo e a longitudinalidade. 
● Adscrição de Usuários: Vínculo das pessoas às equipes de 
AB, criando um senso de pertencimento e 
responsabilidade mútua. 
● Cuidado Compartilhado e em Equipe: O cuidado é 
prestado por equipes multiprofissionais, que trabalham 
de forma colaborativa e articulada. 
● Intersetorialidade: Articulação com outros setores 
(educação, assistência social, saneamento) para abordar 
os determinantes sociais da saúde. 
● Informação, Educação e Comunicação em Saúde: 
Promoção da saúde através do empoderamento da 
população para o autocuidado e escolhas saudáveis. 
EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA (QUEM REALIZA?) 
A PNAB define os arranjos de equipes, sendo os mais comuns: 
● Equipe de Saúde da Família (eSF): O modelo preferencial. 
Composta minimamente por médico, enfermeiro, técnico 
de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS). 
Pode ter dentista, técnico em saúde bucal, etc. 
● Equipe de Atenção Básica (eAB): Modelo mais flexível, 
podendo ter composição mínima diferente da eSF, mas 
ainda buscando a integralidade. 
● Outras Equipes Complementares: 
○ Equipe de Saúde Bucal (eSB): Odontólogo, 
técnico em saúde bucal e/ou auxiliar em saúde 
bucal. 
○ Núcleos Ampliados de Saúde da Família e 
Atenção Básica (NASF-AB): Equipes 
multiprofissionais (psicólogos, fisioterapeutas, 
nutricionistas, assistentes sociais, etc.) que 
apoiam as eSF/eAB. (Vale notar que o NASF-AB 
foi reestruturado em 2021 com a extinção do 
seu financiamento específico, mas a ideia de 
apoio matricial permanece relevante). 
FINANCIAMENTO E RESPONSABILIDADES 
● Financiamento Tripartite: União, estados e municípios 
são corresponsáveis pelo financiamento da AB. 
● União: Repassa recursos principalmente através do Piso 
de Atenção Básica (PAB), que na PNAB atual se divide em: 
○ Capitação Ponderada: Valor per capita que varia 
conforme critérios como vulnerabilidade 
socioeconômica e tipo de vinculação do 
usuário. 
○ Pagamento por Desempenho: Incentivo 
financeiro atrelado ao cumprimento de 
indicadores de qualidade e resultado. 
○ Incentivos para Ações Estratégicas: Recursos 
para programas específicos (ex: Saúde Bucal, 
Agentes Comunitários de Saúde). 
● Estados: Apoiam financeiramente os municípios, 
coordenam a regionalização da AB e organizam as Redes 
de Atenção à Saúde. 
● Municípios: São os principais executores da AB, 
responsáveis pela organização, provisão de 
infraestrutura, recursos humanos e gestão dos serviços 
em seu território. 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 6 
 
 
M3: RESUMO - MISCO MED531 
ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA 
 
 
DESAFIOS 
A PNAB busca constantemente aprimorar a qualidade, o acesso e a 
resolutividade da Atenção Básica, enfrentando desafios como a 
sobrecarga das equipes, a necessidade de mais infraestrutura e a 
efetivação da coordenação do cuidado em toda a RAS. 
 
 
 
MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 7 
 
	REFERÊNCIAS 
	NORMAS OPERACIONAIS DO SUS 
	NOB 91 - OPERACIONALIZAÇÃO DO SUS 
	NOB 93 - DESCENTRALIZAÇÃO 
	FUNDAMENTOS 
	 DO GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE DESCENTRALIZAÇÃO 
	NO ÂMBITO NACIONAL 
	NO ÂMBITO ESTADUAL 
	NO ÂMBITO ESTADUAL 
	FLUXO DECISÓRIO 
	 DO FINANCIAMENTO COM RECURSOS ARRECADADOS PELA UNIÃO 
	 DAS CONDIÇÕES DE GESTÃO 
	PARA OS MUNICÍPIOS 
	PARA OS ESTADOS 
	NOB 96 - GESTÃO MUNICIPAL 
	PNH - POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO 
	PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
	 DIRETRIZES DA PNH (O QUE FAZER?) 
	 DISPOSITIVOS DA PNH (COMO FAZER?) 
	OBJETIVOS DA PNH 
	PNAB - POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA 
	O QUE É ATENÇÃO BÁSICA? 
	PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA 
	DIRETRIZES DA ATENÇÃO BÁSICA (COMO FAZER?) 
	EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA (QUEM REALIZA?) 
	FINANCIAMENTO E RESPONSABILIDADES 
	DESAFIOS

Mais conteúdos dessa disciplina