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M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA REFERÊNCIAS ● Portarias das NOBS ● Portaria PNAB ● Material PDF, Grancurso ● IA, Gemini NORMAS OPERACIONAIS DO SUS ● Definiram critérios para que estados e municípios se habilitassem a receber repasses de recursos do Fundo Nacional de Saúde para seus respectivos fundos de saúde. ● OBJETIVOS: ○ Induzir e estimular mudanças no SUS ○ Aprofundar e reorientar a implementação do SUS ○ Definir objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes e movimentos tático-operacionais ○ Regular as relações entre seus gestores ○ Normatizar o SUS NOB 91 - OPERACIONALIZAÇÃO DO SUS São estabelecidas nesta Norma tanto os aspectos de natureza operacional como também aqueles intrinsecamente necessários ao gerenciamento dos serviços e ações de saúde estabelecidos pela Constituição de 1988, nos três níveis de governo, como também do controle, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos recursos. ● Principal objetivo: descentralizar a gestão da saúde para os municípios ● Equiparou prestadores públicos e privados, no que se refere à modalidade de financiamento, que passou a ser, em ambos os casos, por pagamento pela produção de serviços; ● estabeleceu o instrumento convenial como a forma de transferência de recursos do INAMPS para os estados, distrito federal e municípios; ● Considerou como “municipalizados” dentro do sus os municípios que atendessem os seguintes requisitos básicos: ○ Criação dos Conselhos Municipais de Saúde; ⤿ Representantes: Governadores, prestadores de serviços, profissionais da saúde (50%) + usuários (50%) ○ Criação do Fundo Municipal de Saúde; ○ Plano Municipal de Saúde aprovado pelos respectivos Conselhos; ○ Programação e Orçamentação da Saúde (PROS) como detalhamento do Plano de Saúde; ○ contrapartida de recursos (mínimo 10%) para a saúde do seu orçamento; ○ Constituição de Comissão de Elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salário (PCCS) com o prazo de dois anos para a sua implantação; • Instituiu a Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA), destinada a reajustar os valores a serem repassados aos estados, Distrito Federal e municípios. • Implantação do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). NOB 93 - DESCENTRALIZAÇÃO ● Regulamenta o processo de descentralização da gestão dos serviços e ações no SUS ● Estabelece os mecanismos de financiamento das ações de saúde > assistência hospitalar + diretrizes para investimentos no setor ● define procedimentos e instrumentos operacionais que visam ampliar e aprimorar suas condições de gestão, com o sentido de efetivar o comando único do SUS nas três esferas de governo. FUNDAMENTOS ● FUNDAMENTO 1 ○ O QUE É A DESCENTRALIZAÇÃO? ○ Processo > redistribuição de poder + redefinição de papéis + novas relações entre as 3 esferas do governo + reorganização institucional + reformulação de novas práticas + controle social ● FUNDAMENTO 2 ○ QUAIS DIMENSÕES ELA ENVOLVE? ⤿ Política (novas relações de poder) ⤿ Sociais ( impacto na sociedade + sociedade participando da gestão) ⤿ Culturais (mentalidade + valores) ○ O QUE ELA PRECISA PARA LEGITIMAR AS DECISÕES? ⤿ Diálogo (abertura para trocar ideias) ⤿ Negociação (busca de consensos) ⤿ Pactuação (compromisso formal) ● FUNDAMENTO 3 ○ O QUE ELA PRECISA PARA ACONTECER? ⤿ Conselho de Saúde ( existindo e funcionando regularmente) ⤿ Precisa ser paritário e deliberativo ⤿ Atuar como mecanismo privilegiado de participação e controle social MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 1 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA ● FUNDAMENTO 4 ○ COMO DEVE SER DIVIDIDA A RESPONSABILIDADE PELO FINANCIAMENTO DAS AÇÕES EM SAÚDE? ⤿ Pelas 3 esferas do governo > assegurar com regularidade > recursos fiscais para os Fundos de Saúde ● FUNDAMENTO 5 ○ A reforma do sistema de saúde não será feita de forma abrupta ○ Terá um período de transição ○ Irá respeitar: capacidade de cada ente federativo > não vai impor um ritmo único para todos ⤿ Tem por objetivo não interromper a atenção a saúde das população ● FUNDAMENTO 6 ○ QUAL O OBJETIVO PRINCIPAL QUE SE PRETENDE ALCANÇAR COM A NOB 93? ⤿ Mudar o modelo hospitalocêntrico (foca na doença, fragmentado, sem garantia de qualidade) > assistência integral ( universalizada, equânime, regionalizada e hierarquizada) ⤿ Prática de responsabilidade sanitária para todas as esferas do governo ● FUNDAMENTO 7 ○ O QUE É A REGIONALIZAÇÃO? ⤿ Articulação e mobilização municipal > leva em conta as características de cada lugar (fluxo, demanda, perfil epidemiológico, oferta de serviços) + cooperação (consórcios intermunicipais, dentre outros) DO GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE DESCENTRALIZAÇÃO ● Tem como eixo: a prática do planejamento integrado em cada esfera de governo ● Tem como foros de negociação e deliberação: Comissões Intergestores + Conselhos de Saúde NO ÂMBITO NACIONAL ● PRINCÍPIO DA PARIDADE ○ 50%: USUÁRIOS ○ 25%: GOVERNO + PRESTADORES DE SERVIÇO ○ 25%: TRABALHADORES DA SAÚDE ● COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE ○ Composta por (paritariamente): ⤿ Representante > MS + CONASS + CONASEMS ○ Finalidade: dar assistência ao MS > elaboração de propostas > implantação + operacionalização do SUS ⤿ Se submete ao poder deliberativo e fiscalizador do CNS ● CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE (CNS): ○ Colegiado composto por: ⤿ Representantes > Governo e prestadores de serviço (25%) + profissionais da saúde (25%) + usuários (50%) ○ Permanente + deliberativo ○ Não executam ações e serviços de saúde > CONTROLAM a execução (inclusive financeiro e econômico) NO ÂMBITO ESTADUAL ● COMISSÃO INTERGESTORES BIPARTITE (CIB) ○ Composta por (paritária): ⤿ Representante: SES (estadual) + COSEMS (municipal) ⤿ Secretário de Saúde: membro nato ⤿ Cada estado tem um CIB > ser aprovado pelo Conselho Estadual ● COMISSÃO ESTADUAL DE SAÚDE ○ Permanente + deliberativa ○ O QUE FAZ? ⤿ Formula estratégias e controla a execução da Política Estadual de Saúde NO ÂMBITO ESTADUAL ● CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE ○ Permanente + deliberativa ○ O QUE FAZ? ⤿ Formula estratégias e controla a execução da Política Municipal de Saúde \ FLUXO DECISÓRIO ● Para resolução de conflitos: 1. CIB: Resolve as questões operacionais estaduais através da pactuação entre gestores (Estado e Municípios) 2. Conselho Estadual de Saúde (CES): Atua como primeira instância de recurso para impasses da CIB, com a força do controle social. 3. Comissão Tripartite (CIT): Entra em cena se não houver CES funcionando, ou para questões de âmbito nacional. 4. Conselho Nacional de Saúde (CNS): É a instância máxima de recurso, podendo ser acionada a qualquer tempo para rever decisões e garantir a equidade e a legalidade no SUS MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 2 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA DO FINANCIAMENTO COM RECURSOS ARRECADADOS PELA UNIÃO ● Criação da Transferência Fundo a Fundo: ○ Recursos federais de saúde > transferidos diretamente do FNS > Fundo de Saúde estaduais e municipais ○ Transferência regular e automática ○ Cumprir os requisitos: ⤿ Fundo de Saúde ⤿ Conselho de Saúde ⤿ Plano de Sáude ⤿ Relatórios de gestão ⤿ Contrapartida de recursos ⤿ PCCS (prazo de 2 anos) ● TETOS FINANCEIROS: ○ os valores máximos que cada município ou estado, de acordo com sua condição de gestão e população, poderia receber para custear as ações de saúde. ○ Calculados por: ⤿ Atividades ambulatoriais: ✦ Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA)+ RCA + FAE + FAM ⤿ Atividades hospitalares: ✦ Multiplicação do quantitativo de AIH + recursos de investimento + financiamento de ações de vigilância em saúde ● FINANCIAMENTO É RESPONSABILIDADE TRIPARTITE ⤿ Todos devem fazer seus repasses ● O recursos só poderão ser usados dentro do que foi proposto, e aprovado pelo Conselho de Saúde, no Plano de Saúde DAS CONDIÇÕES DE GESTÃO Representam diferentes níveis de capacidade e autonomia que um município poderia ter na gestão de suas ações e serviços de saúde, e estavam diretamente ligadas ao tipo de recursos financeiros que o município recebia e às responsabilidades que assumia. PARA OS MUNICÍPIOS ● GESTÃO INCIPIENTE ○ Estágio inicial de gestão ○ Assume poucas responsabilidades ○ Responsabilidades: ⤿ Vinculação ao processo de descentralização ⤿ Ter Fundo Municipal de Saúde ⤿ Ter Conselho Municipal de Saúde (em funcionamento) ⤿ Controlar e avaliar serviços ambulatoriais e hospitalares ○ Financiamento: ⤿ Recebia apenas recursos para > ações de saúde coletiva e vigilância sanitária ⤿ Repasse ambulatorial e hospitalar > gerenciado pelo estado ○ Autonomia: menor nível de autonomia gerencial e financeira ● GESTÃO PARCIAL ○ Avanço intermediário ○ Responsabilidades (além das da Gestão Incipiente): ⤿ Gerenciar as unidades ambulatoriais públicas próprias ⤿ Programar as ações ambulatoriais e hospitalares ⤿ Apresentar Relatório de Gestão ○ Financiamento: recebia parcela maior de recursos federais (incluindo para assistência ambulatorial), mas maior parte do gerenciamento dos recursos hospitalares ainda era estadual ou federal ○ Autonomia: intermediária, com mais controle sobre a atenção básica e parte da ambulatorial ● GESTÃO SEMIPLENA ○ Maior autonomia ○ Responsabilidades (além das anteriores): ⤿ Gerenciar toda a rede pública de saúde municipal ⤿ Receber e gerencial o teto financeiro total ⤿ Programar, controlar e avaliar a oferta de serviços na sua rede própria e contratada ⤿ Assumir a responsabilidade sanitária integral em seu território ○ Financiamento: recebimento direto e integral do FNS ○ Autonomia: maior autonomia gerencial e financeira > município como próprio gestor do seu território PARA OS ESTADOS ● GESTÃO PARCIAL (Estado agora estava habilitado a): ● Responsabilidades: ○ Apoiar e certificar municípios nas condições de gestão incipiente e parcial. MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 3 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA ○ Gerenciar diretamente uma parcela significativa dos recursos federais para a assistência ambulatorial e hospitalar (média complexidade) em sua esfera, via Fundo Estadual de Saúde. ○ Assumir um papel mais ativo na coordenação da regionalização e organização das redes de serviços em seu território. ● GESTÃO SEMIPLENA ● Responsabilidades: ● Assumir a gestão integral e direta de todos os serviços de saúde estaduais (principalmente média e alta complexidade) e dos recursos federais a eles relacionados. ● Ser o principal indutor e apoiador da habilitação de todos os municípios em seu território, em qualquer uma das condições de gestão. ● Coordenar e operacionalizar de forma plena a regionalização da assistência, garantindo a integralidade e o acesso aos serviços. NOB 96 - GESTÃO MUNICIPAL Promoveu um avanço no processo de descentralização, criando novas condições de gestão para os municípios e estados, caracterizando as responsabilidades sanitárias do município pela saúde de seus cidadãos e redefinindo competências de esta- dos e municípios ● Os objetivos gerais da Norma Operacional Básica 01/1996 foram: ○ Promover e consolidar o pleno exercício, por parte do poder público municipal, da função de gestor da atenção à saúde de seus habitantes com a respectiva redefinição das responsabilidades dos estados, Distrito Federal e União; ○ Caracterizar a responsabilidade sanitária de cada gestor, diretamente ou garantindo a referência, explicitando um novo pacto federativo para a saúde ○ Reorganizar o modelo assistencial, descentralizando aos municípios a responsabilidade pela gestão e execução direta da atenção básica de saúde; ○ Aumentar a participação percentual da transferência regular e automática (fundo a fundo) dos recursos federais a estados e municípios, reduzindo a transferência por remuneração de serviços produzidos; ● Principal Inovação: Criação do Piso de Atenção Básica (PAB), um repasse per capita direto para a gestão municipal da atenção básica, fundamental para a Estratégia Saúde da Família. ● Novas Condições de Gestão: Simplificou e aprimorou as condições para municípios (Gestão Plena da Atenção Básica e Gestão Plena do Sistema Municipal) e estados (Gestão Avançada e Gestão Plena do Sistema Estadual). ● Fortalecimento da Gestão: Consolidou as Comissões Intergestores como espaços de pactuação e o princípio do comando único. PNH - POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO A PNH atua em duas grandes frentes: na atenção (cuidado direto ao paciente) e na gestão (organização do trabalho e das relações). A PNH se baseia em princípios, utiliza diretrizes e propõe dispositivos para alcançar seus objetivos. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS São os valores que norteiam todas as ações de humanização: ● Inseparabilidade entre Atenção e Gestão: Entende que não há como humanizar o cuidado (atenção) sem humanizar as relações e processos de trabalho (gestão). Um reflete o outro. ● Transversalidade: A humanização não é um programa isolado, mas uma maneira de operar que deve permear todas as políticas e ações do SUS, em todos os níveis de atenção e gestão. ● Autonomia e Protagonismo dos Sujeitos: Reconhecer e estimular a capacidade de decisão e participação de usuários (pacientes e familiares), trabalhadores e gestores nos processos de saúde. ● Corresponsabilidade: Compartilhamento de responsabilidades pela saúde entre todos os envolvidos – usuários, profissionais, gestores e sociedade. ● Potencialização de Vínculos: Fomentar relações de confiança, solidariedade e respeito entre usuários e trabalhadores, e entre equipes. ● Estímulo à Comunicação: Promover o diálogo aberto e transparente como ferramenta essencial para a construção de consensos e a resolução de conflitos. MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 4 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA DIRETRIZES DA PNH (O QUE FAZER?) São as orientações que desdobram os princípios em ações concretas: ● Acolhimento: Receber o usuário de forma qualificada, com escuta atenta e resolutiva, priorizando o risco e não a ordem de chegada. É a porta de entrada da humanização. ● Clínica Ampliada e Compartilhada: Ampliar o olhar sobre o processo saúde-doença, considerando a dimensão social, cultural e subjetiva do indivíduo. Promove a corresponsabilização e o diálogo entre a equipe e o usuário na construção do projeto terapêutico. ● Gestão Participativa e Cogestão: Incentivar a participação de usuários, trabalhadores e gestores nas decisões e no planejamento do SUS, através de espaços colegiados (como os Conselhos e Colegiados de Gestão). ● Ambiência: Qualificar os espaços físicos das unidades de saúde para que sejam acolhedores, confortáveis e propícios ao cuidado e ao bem-estar. ● Defesa dos Direitos dos Usuários: Informar e garantir que os usuários conheçam e exerçam seus direitos na saúde, incluindo o direito à informação, ao acompanhamento, à privacidade e à recusa de tratamento. ● Valorização do Trabalhador do SUS: Oferecer condições de trabalho dignas, promover a saúde do trabalhador, investir em formação e reconhecer o papel central dosprofissionais no cuidado. DISPOSITIVOS DA PNH (COMO FAZER?) São as ferramentas e metodologias propostas para implementar as diretrizes: ● Colegiado Gestor: Grupo que reúne representantes dos diferentes setores e níveis de gestão para discutir e decidir coletivamente. ● Rodas de Conversa: Espaços para diálogo e troca de experiências entre trabalhadores, usuários e gestores, visando à construção coletiva de soluções. ● Contrato Interno de Gestão: Acordos pactuados entre as equipes de trabalho e a gestão, para definir metas, responsabilidades e processos. ● Dispositivos da Clínica Ampliada: Incluem o Projeto Terapêutico Singular (PTS), o Genograma, o Ecomapa, entre outros, que auxiliam na compreensão ampliada do usuário. ● Grupos de Trabalho de Humanização (GTH): Equipes multiprofissionais nas unidades de saúde responsáveis por fomentar e acompanhar as ações de humanização. ● Sistema de Escuta Qualificada: Canais e processos para que usuários e trabalhadores possam expressar suas demandas, sugestões e críticas (ex: ouvidorias). OBJETIVOS DA PNH Em última instância, a PNH busca: ● Qualificar a atenção e a gestão no SUS. ● Reduzir as filas e o tempo de espera. ● Melhorar a relação entre profissionais e usuários. ● Garantir a integralidade do cuidado. ● Valorizar os trabalhadores da saúde. ● Promover a participação dos usuários e da sociedade. ● Ampliar a resolutividade dos serviços. PNAB - POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA A PNAB organiza a Atenção Básica a partir de princípios, diretrizes, equipes e responsabilidades. O QUE É ATENÇÃO BÁSICA? ● Definição: É o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e vigilância em saúde. ● Porta de Entrada: É o primeiro nível de contato dos usuários com o SUS, sendo a porta de entrada preferencial. ● Coordenadora do Cuidado: Atua como o centro de comunicação e ordenadora da Rede de Atenção à Saúde (RAS), guiando o usuário pelos diferentes níveis de complexidade do sistema. MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 5 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA ● Universalidade: Acesso à AB para todas as pessoas, sem distinção. ● Acessibilidade: Facilidade de acesso aos serviços de AB (física, geográfica, cultural, social e de horários). ● Integralidade: Atendimento à pessoa em sua totalidade, considerando suas necessidades de saúde de forma abrangente, e a coordenação do cuidado em toda a RAS. ● Equidade: Oferta de mais recursos a quem mais precisa, buscando reduzir as desigualdades em saúde. ● Participação Social: Envolvimento da comunidade no planejamento, execução e fiscalização das ações de AB (via Conselhos de Saúde, por exemplo). ● Longitudinalidade (Vínculo): Estabelecimento de vínculo e acompanhamento contínuo dos indivíduos e famílias ao longo do tempo, independentemente de problemas de saúde específicos. ● Coordenação do Cuidado: A AB é responsável por organizar o fluxo do usuário na RAS, garantindo que ele receba o cuidado adequado em todos os níveis. ● Centralidade na Família e Comunidade: O cuidado é focado no contexto familiar e social do indivíduo, considerando suas dinâmicas e necessidades. DIRETRIZES DA ATENÇÃO BÁSICA (COMO FAZER?) ● Territorialização: Organização dos serviços com base no território adscrito (área geográfica e população específica de responsabilidade da equipe), permitindo o conhecimento das características sociais e epidemiológicas. ● População Adscrita: Cada equipe de AB é responsável por um número definido de pessoas em um território específico, facilitando o vínculo e a longitudinalidade. ● Adscrição de Usuários: Vínculo das pessoas às equipes de AB, criando um senso de pertencimento e responsabilidade mútua. ● Cuidado Compartilhado e em Equipe: O cuidado é prestado por equipes multiprofissionais, que trabalham de forma colaborativa e articulada. ● Intersetorialidade: Articulação com outros setores (educação, assistência social, saneamento) para abordar os determinantes sociais da saúde. ● Informação, Educação e Comunicação em Saúde: Promoção da saúde através do empoderamento da população para o autocuidado e escolhas saudáveis. EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA (QUEM REALIZA?) A PNAB define os arranjos de equipes, sendo os mais comuns: ● Equipe de Saúde da Família (eSF): O modelo preferencial. Composta minimamente por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Pode ter dentista, técnico em saúde bucal, etc. ● Equipe de Atenção Básica (eAB): Modelo mais flexível, podendo ter composição mínima diferente da eSF, mas ainda buscando a integralidade. ● Outras Equipes Complementares: ○ Equipe de Saúde Bucal (eSB): Odontólogo, técnico em saúde bucal e/ou auxiliar em saúde bucal. ○ Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB): Equipes multiprofissionais (psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, etc.) que apoiam as eSF/eAB. (Vale notar que o NASF-AB foi reestruturado em 2021 com a extinção do seu financiamento específico, mas a ideia de apoio matricial permanece relevante). FINANCIAMENTO E RESPONSABILIDADES ● Financiamento Tripartite: União, estados e municípios são corresponsáveis pelo financiamento da AB. ● União: Repassa recursos principalmente através do Piso de Atenção Básica (PAB), que na PNAB atual se divide em: ○ Capitação Ponderada: Valor per capita que varia conforme critérios como vulnerabilidade socioeconômica e tipo de vinculação do usuário. ○ Pagamento por Desempenho: Incentivo financeiro atrelado ao cumprimento de indicadores de qualidade e resultado. ○ Incentivos para Ações Estratégicas: Recursos para programas específicos (ex: Saúde Bucal, Agentes Comunitários de Saúde). ● Estados: Apoiam financeiramente os municípios, coordenam a regionalização da AB e organizam as Redes de Atenção à Saúde. ● Municípios: São os principais executores da AB, responsáveis pela organização, provisão de infraestrutura, recursos humanos e gestão dos serviços em seu território. MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 6 M3: RESUMO - MISCO MED531 ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES | PRIMEIRO PERÍODO | PROF. ANDRÉIA LIMA DESAFIOS A PNAB busca constantemente aprimorar a qualidade, o acesso e a resolutividade da Atenção Básica, enfrentando desafios como a sobrecarga das equipes, a necessidade de mais infraestrutura e a efetivação da coordenação do cuidado em toda a RAS. MED531 M3 - RESUMO - MISCO - ALINE GUNTZEL DE AZEVEDO ALVES 7 REFERÊNCIAS NORMAS OPERACIONAIS DO SUS NOB 91 - OPERACIONALIZAÇÃO DO SUS NOB 93 - DESCENTRALIZAÇÃO FUNDAMENTOS DO GERENCIAMENTO DO PROCESSO DE DESCENTRALIZAÇÃO NO ÂMBITO NACIONAL NO ÂMBITO ESTADUAL NO ÂMBITO ESTADUAL FLUXO DECISÓRIO DO FINANCIAMENTO COM RECURSOS ARRECADADOS PELA UNIÃO DAS CONDIÇÕES DE GESTÃO PARA OS MUNICÍPIOS PARA OS ESTADOS NOB 96 - GESTÃO MUNICIPAL PNH - POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DIRETRIZES DA PNH (O QUE FAZER?) DISPOSITIVOS DA PNH (COMO FAZER?) OBJETIVOS DA PNH PNAB - POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA O QUE É ATENÇÃO BÁSICA? PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA DIRETRIZES DA ATENÇÃO BÁSICA (COMO FAZER?) EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA (QUEM REALIZA?) FINANCIAMENTO E RESPONSABILIDADES DESAFIOS