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Estácio 7049105045 SM1 - A 25/04/2025 19:25 Nome: Matrícula: Disciplina: ARA1228 / TEORIA DA PENA Data: / / Período: 2025.1 SM1 Turma: 3007 NSQ: 13323032 Leia com atenção as questões antes de responder. É proibido o uso de equipamentos eletrônicos portáteis e consulta a materiais de qualquer natureza durante a realização da prova. prova. 1. de 0,10 (DPE-SP 2012) Em Vigiar e Punir, Michel Foucault explicita os mecanismos disciplinares de poder que, segundo o filósofo, caracterizam a forma institucional da prisão do início do século XIX. De acordo com as análises deste autor, pode-se afirmar que a modalidade panóptica do poder disciplinar: A está na dependência imediata, mas não é o prolongamento direto das estruturas jurídico-políticas de uma sociedade e, desse modo, é absolutamente dependente destas estruturas. está na dependência imediata e é o prolongamento direto das estruturas jurídico-políticas de uma sociedade e, desse modo, é absolutamente dependente destas estruturas. não está na dependência imediata nem é o prolongamento direto das estruturas jurídico-políticas de uma sociedade e, entretanto, não é absolutamente independente destas estruturas. D não está na dependência imediata nem é o prolongamento direto das estruturas jurídico-políticas de uma sociedade e, portanto, é absolutamente independente destas estruturas. E não está na dependência imediata, mas é o prolongamento direto das estruturas jurídico-políticas de uma sociedade e, entretanto, não é absolutamente dependente destas estruturas. 2. de 0,10 (DPE-ES 2016 ADAPTADA) Na história da administração penal, várias épocas podem ser destacadas, durante as quais vigoraram sistemas de punição completamente diferentes. Indenização (penance) e fiança foram os métodos de punição preferidos na Idade Média. Eles foram sendo gradativamente substituídos por um duro sistema de punição corporal e capital que, por sua vez, abriu caminho para o aprisionamento, em torno do século XVII. (RUSCHE, G.; KIRCHHEIMER, Punição e Estrutura Social. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2004, 23) A A pena de prisão é relacionada ao surgimento do capitalismo mercantil, com a consequente necessidade de disciplina da mão de obra para beneficiar interesses econômicos. Os autores podem ser classificados como membros da Escola de Chicago, dominante no período de publicação da obra. As relações entre mercado de trabalho, sistema punitivo e cárcere são próprios da criminologia crítica, que surgiu na década de 1960 e foi a principal escola de oposição a Rusche e Kirchheimer. D surgimento da prisão como forma hegemônica de punição da modernidade foi uma conquista iluminista de humanização das penas frente à barbárie da Idade Média. E A pena de prisão foi tida pelos autores como uma forma positiva de adaptação dos trabalhadores ao sistema produtivo, trazendo a ressocialização ao centro do sistema punitivo. 3. de 0,10 Teoria relativa e funções preventivas da pena No lado oposto da teoria absoluta, estão as teorias relativas da pena que encontram um fundamento utilitário para a sanção penal. Aqui, são colocadas utilidades para a sanção penal. Sobre a teoria relativa e as suas subclassificações é incorreto afirmar que:A Pela Teoria Relativa de prevenção existe ainda a função pedagógica ou formativa, a sanção penal teria um efeito dissuasório, intimidando ou coagindo psicologicamente qualquer integrante da sociedade que cogitasse infringir a lei. Ademais, divide-se a prevenção geral positiva e prevenção geral negativa. A Teoria Relativa dialoga com a função declarada da prevenção, que se subdivide em duas outras, a Prevenção geral e a Prevenção especial. Pela função de prevenção geral, a pena estaria dirigida à coletividade. Estado puniria, aqui, reforçando seus pilares normativos, para evitar a prática de crimes pelas demais pessoas daquele corpo social consideradas, assim, na sua abstração. A Teoria Relativa a Prevenção Geral Negativa coloca em foco o caráter punitivo da pena, isto é, a sua função reprovatória da pena ao transmitir para o indivíduo a resposta coatora do Estado diante da infração, dissuadindo todos a violar a lei a sanção reforçaria a coesão social naquela sociedade, fortalecendo a confiança normativa. D Segundo a Teoria Relativa, a pena deveria basear-se na proporcionalidade, necessidade e culpabilidade e teria uma finalidade intimidatória, ¿pois o exemplo aplicado ao infrator seria o meio necessário para constranger o corpo social a não incorrer na mesma conduta; (CARVALHO, 2013, 63). E Pela Teoria Relativa a Prevenção Geral Positiva a sanção reforçaria a coesão social naquela sociedade, fortalecendo a confiança normativa. Por meio da resposta oferecida pelo Estado à violação da lei penal, o poder instituído reestabeleceria a vigência da norma e, assim, os valores sociais, uma função que está em diálogo direto com os ideais do contratualismo. 4. de 0,10 Pela definição do instituto da pena, é possível dizer que a pena é um ato de poder, resultando na imposição, pelo Estado, da perda de diversos direitos, sobremaneira o da liberdade, à pessoa que comete um crime. Conhecer as teorias e como se conectam com as finalidades declaradas (ou oficiais) da pena é central também para nosso estudo. Sobre as Teorias da Pena é possível afirmar que: A A teoria absoluta está diretamente relacionada a uma primeira função declarada, a da prevenção. Segundo ela, a sanção penal representaria a imposição de um ¿mal justo contra o mal injusto do crime; (SANTOS, 2014, p. 425). Trata-se da função atribuída e que retoma a ideia de uma ideia de justiça, uma educação social visando explicar a culpabilidade de todos que praticam um crime. Uma das principais críticas à teoria absoluta é que, por dispensar qualquer justificativa que considerasse os impactos para a sociedade e para a pessoa acusada, a sanção poderia ser um mero instrumento de vingança estatal, um ato de poder que, em vários níveis, poderia se mostrar como se tem mostrado discricionário. Seria como impor o mal pelo mal (CARVALHO, 2013, 58). Para a teoria relativa a pena representaria uma resposta ao ato de se ter delinquido e qualquer tentativa de justificá-la por razões utilitárias ¿ como veremos nas chamadas funções preventivas da pena, no item seguinte ¿ implicaria uma ¿afronta à dignidade humana do delinquente, já que este seria utilizado como instrumento para a consecução de fins sociais¿ (PRADO, 2004, 2). D A teoria absoluta sustenta-se na matriz do contratualismo, a partir do qual o crime é visto como uma violação ao contrato social. A pena, então, emerge como uma obrigação, como uma indenização e, por isso, como um direito/dever estatal. Segundo Ferrajoli (2012, 204), a sanção aqui se fixaria ¿não em meio, e tampouco um custo, mas sim um dever ser metajurídico que possui em si seu próprio E A teoria relativa da pena surge ambientada no idealismo alemão, principalmente ancorada na metafísica kantiana. Com esse movimento, a pena passou a ser racionalizada, em linhas gerais, como um fim em si mesmo. Isso quer dizer que, para a teoria, é irrelevante qualquer efeito ou projeção social e a pena permanece justificada por seu intrínseco valor axiológico. 5. de 0,10 (CESPE/CEBRASPE 2004) Paulo, utilizando-se de arma de fogo, disparou um tiro contra Antônio, matando-o e ferindo gravemente Tadeu, que passava pelo local. Nesse caso hipotético, diz-se que ocorreu A crime continuado concurso formal aberratio criminis D concurso material E aberratio ictus 6. de 0,10(TJ-SC/2018 Técnico judiciário) Em Direito Penal, um dos temas mais debatidos na doutrina e na jurisprudência é a aplicação da pena. De acordo com o artigo 68 do CP, deverão ser observadas três etapas distintas na dosimetria da pena. Sobre o tema, de acordo com as previsões do CP e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que, A no concurso de causas de aumento e de diminuição previstas na parte especial, não pode o juiz considerar apenas uma delas, cabendo aplicá-las em escala. no momento de reconhecer a presença de circunstâncias atenuantes e agravantes, não poderá o magistrado fixar a pena abaixo do mínimo legal ou acima do máximo cominado ao tipo. na aplicação do regime inicial de pena nos crimes punidos apenas com pena de detenção, poderá magistrado aplicar regime inicial fechado, semiaberto ou aberto. D na aplicação da pena, primeiro é aplicada a pena base, depois as causas de aumento e de diminuição e, por último, são analisadas as circunstâncias agravantes e atenuantes. E no caso de ser reconhecida a presença dos requisitos para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, não precisará o magistrado fixar na sentença o regime inicial de cumprimento de pena. 7. de 0,10 Quanto aos sistemas penais de aplicação de pena, utilizados como critérios de aferição da conduta atinentes ao concurso de crimes, a doutrina majoritária trabalha com quatro, sendo certo que sobre eles é possível afimar que: A Sistema de absorção onde aplica-se apenas a pena do delito mais grave, restando desprezada a pena dos crimes menos graves. Aqui, o delito mais grave ¿absorve¿ o delito menos grave. Cúmulo jurídico através do qual a pena a ser aplicada deverá decorrer da soma de cada pena cominada a cada um dos crimes de forma a aplica-se uma pena tão grave como no caso do cúmulo material. No Direito brasileiro adota-se os sistemas de cúmulo material (apenas no concurso material) e a exasperação (aplicação do concurso formal). D Cúmula material aplicável apenas nos casos de concurso materual e que gera a soma das penas aplicáveis a cada crime. E Pela Exasperação onde é aplicada a pena do crime praticado em mais quantidade, podendo ser aumentada conforme a gravidade da prática de outros crimes. 8. de 0,10 sistema aplicado no caso do crime continuado (simples) é o mesmo do concurso formal próprio, qual seja, a exasperação. Assim, a pena aplicada poderá ser majorada de 1/6 até 2/3 a depender do número de crimes. Sobre as regras aplicáveis ao crime continuado pode-se afirmar que: A art. 72 do Código Penal determina que, no concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. Não é aplicável em relação ao crime continuado, considerado crime único para fins de aplicação de pena. Assim, em caso de crime continuado, entendimento mais recente do STJ é no sentido em que também se aplica a exasperação do art. 71, CP, para a pena de multa Na aplicação da pena no crime continuado há a possibilidade de incidência de aumento de pena, dado que, diante do critério trifásico da pena, deverá o aumento incidir sobre a pena-base, primeira fase, ou seja, após ultrapassada a análise das circunstâncias agravantes e atenuantes. O art. 72 do Código Penal determina que, no concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. Esse entendimento é pacífico no que tange a não incidência dos sistema de aplicação de pena multa correspondentes aos concursos material e formal. D No crime continuado, também se aplica o critério do concurso material benéfico, na hipótese em que a pena for inferior à resultante do cúmulo material, ou seja, opta-se no concurso material benéfico com a exasperação da pena. E No caso de crime continuado específico (crime doloso praticado com violência ou grave ameaça contra vítimas diferentes), aplica-se a pena do crime mais grave aumentada até o dobro. 9. de 0,10 atira em ¿Y¿ para matar. A munição atravessou o corpo de ¿Y¿, que morreu na hora, e foi parar no braço de ¿Z¿, que estava atrás de ¿Y¿, ocasionando lesão corporal culposa. Sobre o caso em tela, pode-se afirmar A Aqui, se fosse utilizado critério da exasperação no caso de aplicação da pena mínima de ambos, somatório ficaria em 6 anos e 3 meses, sendo superior ao resultado da acumulação, que seria 1/6 de 6 anos = 1 ano (pena maisgrave) mais 6 anos (pena mais grave), o que resultaria em 7 anos de reprimenda, pena essa corretamente a ser aplicada. Esse é um caso de concurso formal homogêneo que advém da prática de homicídio doloso (art. 121 do CP pena de 6 a 20 anos) em concurso formal com lesão corporal culposa (art. 129 do CP ¿ pena de 3 meses a 1 ano). Considerando que o somatório das penas seria prejudicial ao réu, ou seja, prejudicial a aplicação do concurso material benéfico (cúmulo material), razão pela qual necessária a ocorrência da exasperação da pena através da incidência de 1/6 da pena de homicídio. D Esse é um caso de concurso formal heterogêneo que advém da prática de homicídio doloso (art. 121 do CP pena de 6 a 20 anos) em concurso formal com lesão corporal culposa (art. 129 do CP pena de 3 meses a 1 ano). E caso não se adequa a uma modalidade de concurso, pluralidade de crimes visto tratar-se de sistema de absorção, ou seja, a lesão corporal, crime de menor pena, é caminho necessário para o crime de maior pena, razão pela qual aplica-se apenas a pena do homicídio doloso (art. 121 do CP ¿ pena de 6 a 20 anos). 10. de 0,10 As espécies de pena são conteúdo central para o estudo da dogmática penal, já que permitem que se tenha alguma dimensão sobre os efeitos da responsabilização penal. Relembrar a forma como se dá o exercício do poder punitivo, tomando conta de como pode implicar alijamentos profundos no conteúdo de dignidade humana, é fundamental para que se possa sempre manter o compromisso com o sistema de garantias ao longo da aplicação e execução penal. Sobre as espécies de pena é incorreto afirmar que: A Não obstante a fixação desse modo inicial de cumprimento de pena, os regimes são regidos pela regra da progressividade, segundo a qual uma pessoa poderá, cumpridos alguns requisitos, ao longo da execução da pena, transitar por regime menos constritivo à liberdade, nos termos do 2° do art. 33 do CP. Para fixar o regime inicial do cumprimento da pena privativa de liberdade, o juiz deve observar quatro fatores, o tipo de pena aplicada, se reclusão ou detenção; o quantum da pena definitiva; se a pessoa é reincidente ou não e as circunstâncias judiciais (art. 59 do CP). O primeiro regime tipificado é o mais leve deles, isto é, que constrange, em menor grau, a liberdade: o regime fechado. Nesse caso, a pessoa apenada deverá cumprir a sanção ¿em estabelecimento de segurança mínima ou (art. 33, 1°, a, CP) e, em tese, haverá um menor controle e vigilância. D A ¿pena privativa de é a pena de ¿prisão¿, ¿espinha dorsal do sistema penal¿ (SANTOS, 2014, 483). Trata-se da sanção mais gravosa existente em nosso ordenamento e, por isso, todas as considerações seguintes devem ser tomadas cuidadosamente. E Segundo o art. 5°, inciso XLVI da Constituição, a legislação ordinária poderia prever como modalidades de sanção penal: (a) privação ou restrição da liberdade, (b) perda de bens, (c) multa, (d) prestação social alternativa e (e) suspensão ou interdição de direitos. Campus: Prova Impressa em 25/04/2025 por CENTRO - PRESIDENTE VARGAS ALEXANDRA VILLELA BOECHAT Ref.: 7049105045 Prova Montada em 25/04/2025