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PREPARO QUÍMICO MECÂNICO: A fase do preparo vem após o acesso á câmara pulpar. A pirâmide Se eu tenho uma polpa viva e consigo fazer esse preparo em 1 consulta posso pular a fase de curativo de demora por que não tem infecção instalada dentro do sistema de canal Mas se eu tenho uma polpa viva e é um dente difícil de tratar, o paciente está sentindo dor, anestesiou mas demora pra fazer efeito; birradicular; canal mais atrévico ... coloco curativo de demora e na próxima sessão obturo Se eu tenho uma polpa necrosa, tenho infecção no sistema de canais radiculares, faço o preparo químico mecânico e obrigatoriamente tenho que colocar hidróxido de cálcio em pasta. É imperativo usar o hidróxido de cálcio PA para ajudar no saneamento, na desinfecção de canais ; na sessão seguinte faço a obturação Vou utilizar o hipoclorito de sódio para irrigar, e vou usar um instrumento para raspar essas paredes, o instrumento não vai estar seco dentro do canal, tem que ta lubrificado, cheio de substância química que seja antimicrobiana, justamente para remover microrganismos que estão na parede em forma de biofilme e restos pulpares ( polpa viva ou polpa necrosada ) para não servir de alimento para bactéria. Sempre seguir a anatomia do canal – junto com a limpeza já vou dando uma forma nesse canal, o canal normalmente vai ser maior em volume na parte cervical, vai diminuindo de volume quando chega no ápice, esse mesmo principio tenho que seguir quando faço meu preparo Tenho meu canal anatômico tenho que fazer uma limpeza modelando esse canal para preparar-lo para receber a obturação de forma cônica. O canal tem que está radiopaco TECNICA de PREPARO QUÍMICO MECÂNICO com PROGRESSÃO CÉRVICO-APICAL CONSTANTE Tecnica de preparo com progessão cervico-apical constante, ou seja, vou começar no terço cervical, terço médio, e por ultimo ,terço apical ( da coroa para o ápice ), começamos abrindo caminho. Antes do preparo químico mecânico: radiografia inicial de diagnóstico, anestesia, acesso á câmara pulpar Isolamento só no dente que vou tratar Vamos imaginar que o comprimento médio ( CM ) que vai do vértice até a borda incisal tem 21 mm, mas nós trabalhamos dentro do canal dentinário, e o canal cementário tem aproximadamente 1 mm. Então temos que trabalhar até 20 mm já que 1 mm corresponde ao canal cementário . Então o meu comprimento de trabalho estimado será 20 mm, dentro desses 20 mm vamos dividir da seguinte forma : 8 mm de coroa, 4 mm de terço cervical, 4 mm de terço médio, 4 mm de terço apical; sendo que, o Comprimento da Coroa, Cervical e Médio corresponde ao que chamamos de 1 segmento = 16 mm Isolamos o dente e vamos localizar a entrada do canal com sonda reta ou endodôntica; Em seguida, pegar uma seringa com hipoclorito de sódio e vou irrigar a câmara pulpar com hipoclorito; Em seguida vamos pegar uma lima tipo Ker 8 ou 10, normalmente é 10, e vamos fazer uma exploração inicial ( sensibilidade tátil ) para fazer o cateterismo, a sondagem; esse instrumento também vai fazer a nossa patência, passagem, trânsito livre. Conceito de sondagem: é a arte de navegar dentro do canal; Decodificar as informações táteis transmitidas pela penetração dirigida de um instrumento fino O que é fazer PATÊNCIA: introduzir e reintroduzir o instrumento de patência (IP); além daquele segmento em que estamos trabalhando; durante todo o preparo; Evitar que detritos ou raspas de dentina se acumulem e obstruam o canal. Se eu não fizer patência o canal vai entupir ( obstruir ) e as raspas de dentina vai acumular no meio, vai chegar um ponto que não vou conseguir descer mais Quais são as funções do instrumento de patência (IP) ? Além do cateterismo; Carrear a substância irrigadora para dentro do canal; Verificar trânsito livre; Deslocamento de debris ( acumulo de debris durante o preparo ) e Verificar a fluidez do preparo. Movimento do IP: movimento de cateterismo, pequenos avanços e pequenos retrocessos e ao mesmo tempo giro á direita e á esquerda Vou medir com a régua o instrumento, ajusto o pulsor, o instrumento vai entrar até onde eu medir Qual meu ponto de referência ? Se vamos trabalhar no 1 segmento em 16 mm, vamos preparar de uma vez só por que é um segmento reto, o meu IP vai 2 mm além do segmento que vou trabalhar, ou seja, 18 mm Vamos selecionar o instrumento para fazer o preparo do 1 segmento em 16 mm, esse instrumento tem que ser uma lima tipo Hedson por que é uma lima que corta mais, e pode ser usado em segmento reto, é um segmento que apresenta maior número de bactérias pois os túbulos são maiores que é uma parte mais volumosa do canal OBS: A lima Hedstroen tem que ficar justa no CTe, porém sem estar presa. OBS: só utilizo lima hedson no 1 segmento; no terço apical que pode ter mais curvatura, só utilizo a hedson; vou medir a lima hedson em 16 mm, pego a lima maior que tenho ( 80) tem que entrar, se não entrar,vamos diminuindo; Por que utilizo a lima hedstroen no preparo do 1 segmento : Segmento reto do canal; maior capacidade de corte; maior contaminação nesse segmento Movimento de limagem : penetro suavemente, pressiono contra uma parede, e traciono com pressão lateral até o stop na borda incisal; pressiono contra parede palatina, vestibular, mesial, distal. Repetir o movimento contra todas as paredes do canal até que o instrumento fique frouxo Retornar com IP e irrigação abundante, intercalando com a instrumentação com a LH Qual é o volume do preparo, quanto tenho que raspa, quanto tenho que preparar? Se tenho uma polpa viva não tenho contaminação instalada nos túbulos, tenho biofilme, então posso fazer um preparo um pouco mais conversador com menos voume; Quando tenho polpa necrosada as vezes eu preciso ampliar meu preparo para tirar dentina e bactéria junto. Se houver necessidade vamos ampliar o primeiro segmento com uma broca de Gattes para complementar a instrumentação, caso a anatomia do canal permita; principalmente em pré molares, Após o preparo do 1 segmento, fazemos a radiografia de CT, antes de começar o preparo do terço apical; Até o 1 segmento trabalhamos por estimativa ( CTe); No 2 segmento temos que ter um parâmetro : radiografia de diagnóstico Preparo do TERÇO APICAL – 2 SEGMENTO : Radiografia de CT – pegar uma lima tipo K amarela, numero 20, em 20 mm e vou radiografar ( podendo precisar ajustar ) Limite de trabalho ideal 1mm áquem do ápice radiográfico. No terço apical vou trabalhar mm por mm até chegar no CT. Então vamos supor que na minha radiografia eu descobri que o meu CT é 20 mm ( pode variar de acordo com o dente )eu vou trabalhar primeiro em 17 mm por que é CT – 3 ( 17 mm ), CT – 2 ( 18 mm ), CT – 1 ( 19 mm ), CT ( 20 mm ) OBS: Vou preparar cada mm separadamente E qual vai ser a minha patência no 2 segmento ? R: CT + 1, chega no canal cementário, para não deixar obstruir dentina la embaixo Irrigo o canal e vou com IP até 21 mm Pegamos uma lima Ker com o mesmo número da lima H que utilizamos para preparar o 1 segmento, vamos colocar em 17 mm e ver se está justa mas não pode está apertada Se o canal é cônico, vai diminuindo a lima vai diminuindo numa ordem decrescente Após preparar em 17 mm irrigo e faço patência ( CT +1 ) com o instrumento em 21 mm Próximo mm CT -2 = 18 mm Vai ser uma lima com diâmetro menor que a lima que usei no ct-3 ( sempre decrescendo ) Após preparar em 18 mm irrigo e faço patência ( ct + 1 ) com o instrumento em 21 mm Próximo mm CT – 1 = 19mm Após preparar em 19 mm irrigo e faço patência ( ct + 1 ) com o instrumento em 21 mm Chegamos em CT = 20 : Exemplo : utilizei a Lima K 45 e está justa em 20 mm, o que significa ? Significa que aquela medida é a medida original do canal ( diâmetro inicial anatômico), vou preparar o canal, vou ampliar o canal para cortar a parede e limpar . Qual é o D0 do instrumento 45 ? 0,45 mm de diâmetro, então o diâmetro anatômico do canal é de 0,45 mm O diâmetro anatômico ( DA) do canal vai ser o D0 do instrumento que utilizei para preparar o CT = 20 Após isso – irrigo e faço patência OBS : Quando acabo de preparar o canal com a lima de DA quefoi a 45; preciso verificar quanto que eu ampliei o CT= 20; ai vou pegar um instrumento de calibre acima que pode ser a 50 ou 55 (DF) – 1 a 2 calibres acima da ultima lima usada; e ver se ela chegar em CT justa; se chegou justo então eu ampliei Essa última lima vai representar o diâmetro final ( DF ); O DF sempre tem que ser maior que o diâmetro anatômico ( DA) Lima de DF ou Instrumento de memória ( IM), funções: · Fazer o batente apical e servir de referência pro cone principal de obturação OBS: a Lima de DF tem que ser no mínimo 25 para eu conseguir um bom preparo e conseguir assentar o cone para obturar Se tiver muito fino e eu não conseguir entrar com uma Lima de DF de no mínimo 25, eu vou ter que repreparar o terço apical a partir de CT-3, caso contrario eu não vou ter conicidade, vou deixar um caminho estreito Movimento com a Lima de DF : · Faço 5 movimentos de inserção e remoção para fazer o batente apical; faço um degrau para o cone de guta persha assentar; se eu faço um degrau eu coloco o cone ali e ele assenta no degrau; se não faço o degrau, extravasa a guta persha principal Após o batente faço a radiografia de DF Serve para eu confirmar o meu CT, feita com IM Irrigo, faço patência; Aspiro, vamos pegar algodão, tirar o excesso da câmara pulpar, depois pegar o cone de papel semelhante ao DF, vamos medir no CT, e levar toda extensão para secar, vai ta bom quando o cone de papel sair seco Esse cone de papel tem que estar estéril . Após isso, tenho que remover a smear layer antes de obturar ou colocar o curativo de demora, para isso, utilizo EDTA 0,5 a 1,0 ml durante 5 minutos e depois irrigar com hipoclorito para remover parte orgânica e inorgânica da smear layer; seco o conduto novamente com cone de papel para colocar o meu hidróxido de cálcio. ( paramono e curativo selador pulposan ) Depois de selar o canal, eu vou tirar o isolamento, não posso tirar o isolamento se o canal não estiver selado Se o canal estiver com polpa viva, posso obturar; se for polpa necrosada tenho que colocar o curativo de demora ( hidróxido de cálcio).