Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Micoses cutâneas
Introdução
• EPIDERME: formada pela camada da queratina (córnea) + células (queratinócitos)
• DERME: fibras elásticas, colágeno, vasos, nervos, glândulas sudoríparas e sebáceas, pelos
• SUBCUTÂNEO: vasos mais profundos, coxim gorduroso
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM AS CAMADAS ATINGIDAS
• CERATOFITOSES: camada córnea
- Ptiríase versicolor
- Tínea nigra, piedra branca, piedra preta
• DERMATOFITOSES: epiderme, cabelos e unhas
- Tínea corporis, tínea pedis (pé de atleta), tínea capitis
- Onicomicose, candidíase cutânea
• SUBCUTÂNEAS: tecido subcutâneo
- Esporotricose
- Cromoblastomicose, Micetoma
1. Ceratofitoses
Ptiríase versicolor ( pano branco )“ ”
• AGENTE ETIOLÓGICO: Malassezia furfur
• QUADRO CLÍNICO: CAMADA CÓRNEA
- Local: áreas sebáceas (couro cabeludo, face, tronco superior)
 NUNCA atinge região palmoplantar↳
- Aspecto: máculas / manchas confluentes, hipo ou hipercrômicas
 Descamação furfurácea →↳ sinal de Zileri (esticando a pele) ou Besnier (com a unha)
Não consegue atravessar a camada córnea → sem aspecto inflamatório
Não tem prurido, vermelhidão…
• DIAGNÓSTICO: Exame micológico direto
PRÁTICA!
• Claro que na prática do médico generalista, tratamos pela clínica
• Mas quando pensa em fungo, pensando em ser assertivo, faz o exame micológico
• TRATAMENTO:
- Imidazólico tópico: cetoconazol, tioconazol, isoconazol
- Sulfeto de selênio (shampoo) 
2. Dermatofitoses (tíneas)
Introdução
• AGENTE ETIOLÓGICO: Microsporum canis (+), Tricophyton e Epidermophyton
1. Tínea capitis
• QUADRO CLÍNICO: QUERATINOLÍTICOS
- Alopécia focal e descamativa (tonsura) → diferente da alopécia areata (sem pelos tonsurados)
- Quérion (aguda) → formação de placa elevada, pústulas e microabscessos.
Atravessar a camada córnea → inflamação superficial
• TRATAMENTO: Griseofulvina VO (+) ou Terbinafina VO → sempre associar tratamento tópico
São lesões mais profundas, então medicamentos mais
superficiais não são suficientes
2. Tínea corporis e cruris
• QUADRO CLÍNICO:
- Eritema circinado (bem delimitado), descamativo e bordas elevadas
- Pruriginosas
• DIAGNÓSTICO: Exame micológico direto
• TRATAMENTO:
- Tópico: imidazólicos, terbinafina, ciclopirox
3. Tínea pedis (pé de atleta)
• QUADRO CLÍNICO:
- Eritema macerado 
- Fissuras interdigitais
• TRATAMENTO:
- Tópico: imidazólicos, terbinafina, ciclopirox
4. Onicomicose
• QUADRO CLÍNICO:
- Onicólise (descolamento da unha → mancha amarela)
- Hiperceratose na região subungueal distal
- Fragilidade
• DIAGNÓSTICO: Exame micológico direto
IMPORTANTE!
• Não tem como diagnosticar apenas pela inspeção
• Pode ser psoríase ungueal, líquen plano…
Então aqui precisa do exame micológico direto
• TRATAMENTO: CHATO!!!
- Tópico: amorolfina, ciclopirox (lesões iniciais e distais, que não atingem o leito ungueal)
- Sistêmico (+): terbinafina, itraconazol
 Uma boa opção é associar tópico + sistêmico↳
Unha é mais complicado de atingir (3 meses a 1 ano)
Vascularização diferente, crescimento menor em idosos…
3. Micose subcutânea
Esporotricose
• AGENTE ETIOLÓGICO: Sporothrix brasiliensis, schenkii
• EPIDEMIOLOGIA:
- Solo: gatos, jardinagem
- Transmitida por pequenos traumas em roseiras contaminadas ou por arranhadura de gatos
• QUADRO CLÍNICO:
- Forma cutaneolinfática (70%): disseminação contígua e linfonodal
 Nódulo ulcerativo + linfangite em “rosário”↳
- Forma disseminada / extracutânea: imunodeprimidos
• DIAGNÓSTICO: Exame micológico direto geralmente negativo (diagnóstico mais difícil)
- Cultura, aglutinação, esporotriquina
• TRATAMENTO:
- Sistêmico: Itraconazol, iodeto de potássio
Forma disseminada / extracutânea: Itraconazol, anfotericina B
Leishmaniose tegumentar
Agente etiológico e vetor
• AGENTE ETIOLÓGICO: Leishmania
- braziliensis: + comum
- amazonensis: forma difusa
- guyanensis: região Norte
É um PROTOZOÁRIO
• VETOR: Flebotomíneo (Lutzomyia) → “Mosquito-palha”
• RESERVATÓRIO: animais (cães: urbanização) 
- Não passa de um humano para o outro, então tem alguém que guarda esse protozoário
IMPORTANTE!
A Leishmaniose visceral está em síndromes febris
É outro agente e com outras manifestações
Quadro clínico
• LESÃO INICIAL: pápula no local de inoculação
• LESÃO TÍPICA: úlcera indolor, borda elevada “em moldura”
LESÕES ULCERADAS E/OU VEGETANTES (PLECT)
Paracoccidioidomicose
Leishmaniose tegumentar
Esporotricose
Cromomicose / Carcinoma espinocelular
Tuberculose cutânea
• LESÃO DIFUSA / INFILTRANTE: semelhante à hanseníase virchowiana
- Pensar na Leishmania amazonensis
Diagnóstico
• EXAME DIRETO (1a escolha): formas AMASTIGOTAS (em macrófagos)
- Buscar o protozoário, que nesse caso estará fagocitado
• CULTURA: Meio NNN (Neal, Novy, Nicolle)
• REAÇÃO DE MONTENEGRO: costuma ser positiva (exceção: difusa)
- Tipo o PPD da tuberculose ou Mitsuda da hanseníase
CUIDADO!!!
• Quando fala de Leishmaniose VISCERAL, estamos falando de uma
pessoa imunodeprimida, com uma resposta celular (Th1) ruim
- Como não briga contra a Leishmania → ela cresce e se espalha
- Por não brigar, a reação de Montenegro é negativa
 Tanto que após tratar e melhorar imunidade → positiva↳
• Na Leishmaniose TEGUMENTAR, a reação costuma ser positiva
Tratamento
• ESCOLHA: Antimoniato pentavalente (N-metilglucamina)
Importante acompanhar com ECG (risco de QT longo) e com exames
laboratoriais com hemograma, função hepática, renal e enzimas
canaliculares, lipase e amilase (risco de pancreatite medicamentosa)
• CASOS GRAVES / CARDIOPATIA / GESTANTE: Anfotericina B lipossomal
Ectoparasitose
Escabiose ( sarna )“ ”
Agente etiológico
• Sarcoptes scabei variedade hominis (fêmeas: oviposição na derme)
É um ÁCARO
Lesão
• ASPECTO: túnel, pápula vesiculocrostosa, prurido noturno → escoriações
• LOCAIS: áreas quentes (abdome, nádegas, axila, mama, interdigital, punhos…)
- Lactentes: cabeça, palma, planta (poupa fralda) → ficam com tocas, luvas, meias…
Tratamento
• TÓPICO: 
- Permetrina (do pescoço para baixo, por 2-3 noites → repetir em 1 semana)
- Enxofre (gestantes e lactentes

Mais conteúdos dessa disciplina