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🩸 Reações transfusionais imediatas Morgana R. Duarte- TXI A) Introdução A transfusão de sangue é benéfica, mas não isenta de riscos. Reações adversas podem ocorrer mesmo com indicação e técnica corretas. Toda a equipe envolvida na transfusão deve estar capacitada para: minimizar erros na indicação, preparo e administração dos hemocomponentes + identificar e tratar precocemente RTA previnir recorrências. Definição Reação transfusional: qualquer intercorrência durante ou após a transfusão de sangue. Classificação das RT De acordo com: tempo de aparecimento (imediatas ou tardias), gravidade, mecanismo fisiopatológico e imputabilidade (relação causal com a transfusão). Reações transfusionais imediatas 1 Sinais e sintomas comuns Febre e/ou calafrios. Náuseas, com ou sem vômito. Dor no local da infusão, torácica ou lombar. Alterações agudas da PA: hipotensão ou hipertensão. Alterações respiratórias: dispneia, taquipneia, hipóxia e sibilos. Alterações cutâneas: prurido, urticária, exantema, edema (localizado ou generalizado). Condutas iniciais diante de RT suspeita Interromper imediatamente a transfusão. Comunicar o médico assistente. Manter acesso venoso com SF 0,9%. Conferir identificação do hemocomponente e do receptor à beira leito. Verificar sinais vitais do paciente. Coleta e envio de amostras: amostras de sangue do paciente + bolsa e equipo de transfusão para o serviço de hemoterapia + amostras de sangue e/ou urina para o laboratório clínico. Registrar no prontuário todas as ações realizadas. Notificar serviço de hemoterapia. B) Reações transfusionais imediatas 1- Reação Hemolítica Aguda Imune (RHAI) Definição Hemólise intravascular de hemácias transfundidas incompatíveis, devido anticorpos pré-formados no receptor. Gravidade depende do volume infundido e da capacidade do anticorpo em fixar complemento. Incidência 176.000 transfusões. Mortalidade: 11.800.000 unidades transfundidas. Principal causa: erro de identificação do receptor ou das amostras. Reações transfusionais imediatas 2 Etiologia Anticorpos do receptor contra antígenos do doador. Principal causa: transfusão de hemácias ABO incompatíveis. Também pode ocorrer com plasma ABO incompatível ou anticorpos como: anti-Lea, anti-vel, anti- PP1, anti-P1. IgM e IgG (exceto IgG4 podem ativar complemento → liberação de histamina, serotonina, citocinas, leucotrienos, TNF-alfa, radicais livres e NO. Consequência: formação de poros na membrana das hemácias → hemoglobinemia e hemoglobinúria → febre, dor lombar/torácica, ativação de leucócitos e coagulação. Diagnóstico Sinais clínicos: febre, calafrios, dor lombar/torácica, dor na punção, náusea, hipotensão grave, ansiedade, inquietação, sensação de morte iminente. Exames laboratoriais a TDA positivo, queda de Hb/Ht, hemoglobinúria, haptoglobina diminuída. b Elevação de LDH e BI (tardiamente). c Pode haver alteração renal e distúrbios de coagulação. Tratamento Interromper transfusão, manter acesso venoso com SF 0,9%. Conferir identificação da bolsa e paciente. Coletar sangue da bolsa e do paciente para: a Hemocultura. b Tipagem sanguínea, PAI, TDA. c Avaliar: LDH, bilirrubinas, haptoglobina, provas de coagulação, função renal, hemograma. Infundir cristaloide para manter diurese 100 mL/h por 1824h. a Pode usar: diuréticos, aminas vasoativas (em caso de hipotensão refratária), plaquetas, plasma e crioprecipitado (em caso de CIVD. Prevenção Identificação ativa do paciente no momento da coleta e da transfusão. Conferência de dados do paciente, da bolsa e da prescrição. Infusão lenta dos primeiros 50 mL. Monitorar sinais vitais e queixas. Pacientes anestesiados/inconscientes: observar diurese (volume e coloração). Reações transfusionais imediatas 3 2- Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) Definição Aumento 1ºC da temperatura (geralmente 38ºC com ou sem calafrios e sensação de frio, sem outra causa aparente. Ocorre durante ou até 24h após a transfusão. Mais comum entre as reações transfusionais. Incidência Hemácias não leucorreduzidas 0,33% a 6%. Hemácias leucorreduzidas 0,11% a 0,5%. Plaquetas não leucorreduzidas 1,7% a 38%. Casos recorrentes justificam investigação de anticorpos anti-HLA. Etiologia Dois mecanismos principais: Citocinas liberadas por leucócitos residuais nos hemocomponentes. Anticorpos antileucocitários do receptor reagindo com antígenos leucocitários do doador (ex: HLA ativação do complemento → liberação de pirógenos. Diagnóstico Ocorre durante ou até 24h após a transfusão. Febre, calafrios, tremores. Quadro benigno e autolimitado. Em dúvida diagnóstica: coletar exames microbiológicos e provas imuno-hematológicas para excluir RHAI e contaminação bacteriana. Diagnóstico diferencial e sugestão de conduta na reação hemolítica aguda imune, contaminação bacteriana, febril não hemolítica e hipotensiva. Reações transfusionais imediatas 4 Tratamento Interromper transfusão, manter SF 0,9%. Usar antitérmicos e/ou meperidina para alívio dos sintomas. Descartar hemocomponente. Reiniciar nova transfusão após melhora do paciente. Prevenção Não se recomenda pré-medicação (antitérmicos/meperidina) em pacientes sem histórico. Após 2 episódios, ou um grave: usar hemocomponentes leucorreduzidos 5 10⁶ leucócitos/unidade). Usar filtros pré-armazenamento ou filtros em linha para remoção de leucócitos. 3- Reações alérgicas Reação febril não hemolítica. Reações transfusionais imediatas 5 Definição Reações de hipersensibilidade durante ou até 24h após a transfusão. Geralmente benignas e autolimitadas, mas podem ser graves com comprometimento respiratório ou circulatório. Incidência Comuns: ocorrem em 1% a 3% das transfusões. Representam até 30% das reações transfusionais. Anafilaxia: rara 120.000 a 150.000 transfusões). Etiologia Anticorpos (geralmente IgE do receptor contra proteínas plasmáticas do doador. Ativação de mastócitos → liberação de: histamina, fatores quimiotáticos, proteases, leucotrienos, prostaglandina D2, fator ativador de plaquetas. Diagnóstico Comprometimento cutâneo: eritema, urticária, prurido, pápulas, exantema. Casos graves: comprometimento respiratório (edema de laringe, estridor, sibilos), comprometimento circulatório (hipotensão, síncope) e sintomas gastrointestinais (náusea, vômito, dor abdominal, diarreia). Classificação Descrição Reação alérgica Apenas pele Anafilactoide Pele + vias aéreas ou hipotensão Anafilática Reação grave, com hipotensão e perda da consciência Tratamento Interromper transfusão Sintomas leves: administrar anti-histamínico VO ou IV. a Se sintomas cessarem e forem leves, a transfusão pode ser reiniciada. Casos graves: corticoide, adrenalina, SF 0,9%, oxigênio suplementar. a Não reinfundir o hemocomponente. Prevenção Em pacientes com história prévia: anti-histamínico profilático 30 min antes e lavagem com SF dos hemocomponentes celulares para remover plasma. Reações transfusionais imediatas 6 Para pacientes com deficiência de IgA transfundir produtos lavados ou de doadores também deficientes em IgA. 4- Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) Definição Lesão pulmonar aguda que ocorre durante ou até 6h após a transfusão. Caracteriza-se por hipoxemia, edema pulmonar bilateral, sem hipertensão venosa esquerda. Incidência Subdiagnosticada. Estimativa: 1 em 1.300 a 1 em 5.000 transfusões. Etiologia Em 70% dos casos: anticorpos no plasma do doador contra: Antígenos HLA (classe I ou II ou antígenos de neutrófilos. Em 520%: anticorpos presentes no próprio paciente. Em alguns casos: sem identificação de anticorpos. Requer fatores adicionais: Estresse pulmonar prévio (sepse, pneumonia, CIVD etc.). Infusão de lípides ou citocinas presentes no plasma do hemocomponente. Reação alérgica. Reação anafilática. Reações transfusionais imediatas 7 Diagnóstico Clínico e de exclusão. Sinais:dispneia, febre, tremores, hipotensão, taquicardia. a Pode evoluir para insuficiência respiratória aguda. Padrão: edema pulmonar bilateral com PVC e BNP normais (sem sobrecarga hídrica). a Confirmação possível com: anticorpos anti-HLA/antineutrófilos no doador ou receptor e/ou reação linfocitária cruzada positiva. Tratamento Suporte clínico e respiratório imediato. Oxigênio (maioria). Casos graves: intubação e ventilação mecânica. 80% melhoram em 48 a 96 horas com suporte adequado. Prevenção Se anticorpos estiverem no paciente: usar produtos leucorreduzidos. Se anticorpos estiverem no doador a Evitar uso clínico do plasma. b Excluir doadores implicados em casos prévios de TRALI. c Não utilizar plasma de doadoras multíparas (a menos que testado negativo para anti- HLA/antineutrófilos). d Remover o plasma em casos de doação específica sem doador alternativo. 5- Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO) Também chamada de sobrecarga volêmica. Definição 3ª causa mais frequente de reações transfusionais no Brasil. Reações transfusionais imediatas 8 Ocorre até 6h após a transfusão, com 4 dos seguintes critérios: Dispneia aguda Taquicardia Hipertensão arterial Edema pulmonar novo ou agravado Rx de tórax) Balanço hídrico positivo Disfunção ventricular esquerda ou BNP elevado Incidência Representou 3,2% das reações notificadas ao NOTIVISA 20002012. Etiologia Aumento da pressão venosa central, do volume pulmonar e redução da complacência pulmonar → edema pulmonar e ICC. Causa: infusão rápida ou em grande volume. Maior risco em: idosos, crianças, anemia grave, insuficiência cardíaca ou renal, hipoalbuminemia, pré-eclâmpsia. Diagnóstico Baseado nos critérios clínicos e radiológicos. Investigar: histórico de infusão rápida, volume de fluidos, doenças de base e uso simultâneo de SF ou outras soluções. Tratamento Interromper a transfusão, elevar cabeceira. Manter acesso venoso. Administrar: diuréticos e oxigênio. Exames de confirmação, se possível. Prevenção Evitar transfusão desnecessária. Monitorar pacientes em risco, com controle de: Velocidade de infusão: 1 mL/kg/h ou 2 a 4 mL/min. Em alguns casos, aliquotar o hemocomponente. Reações transfusionais imediatas 9 Acompanhar balanço hídrico e PVC. 6- Reação por Contaminação Bacteriana Definição Transfusão de hemocomponente contaminado por bactérias. Febre 38°C com aumento 2°C em relação à basal, durante ou até 24h após transfusão. Incidência Plaquetas 1/38.000 a 1/3.000. Hemácias 1/25.000 a 1/172.000. Etiologia Causas: Antissepsia ou punção inadequadas. Armazenamento/processamento incorretos (especialmente de plaquetas). Manipulação da bolsa. Bacteremia do doador. Principais agentes: Hemácias Gram-negativos Acinetobacter, Yersinia, Pseudomonas). Plaquetas Gram-positivos Streptococcus, Staphylococcus, Propionibacterium). Diagnóstico Clínica grave: febre, calafrios, vômitos, hipotensão, choque. Pode haver: dor lombar, rubor, hemoglobinúria, CIVD, IRA. Diagnóstico confirmado por cultura com mesmo microrganismo na bolsa e no sangue do paciente (nem sempre positiva). Tratamento Interromper transfusão. TRALI e sobrecarga volêmica. Reações transfusionais imediatas 10 Colher amostras para cultura, hemograma e provas de hemólise. Internar paciente, iniciar ATB de amplo espectro. Tratar sepse e/ou choque, conforme protocolo institucional. Prevenção Triagem clínica rigorosa dos doadores. Antissepsia adequada, coleta com sistema de desvio dos primeiros 3040 mL. Cuidados no preparo, armazenamento e transporte. Inspeção visual dos hemocomponentes. Cultura dos hemocomponentes (quando possível). 7- Reação Hipotensiva Definição Hipotensão isolada durante ou logo após a transfusão, sem outros sinais clínicos de reação transfusional. Etiologia Desconhecida, mas pode estar relacionada à liberação de bradicinina. Associada ao uso de inibidores da ECA e ao uso de filtros de remoção de leucócitos à beira do leito. Diagnóstico Queda de 30 mmHg da pressão sistólica, para 80 mmHg. Crianças: queda 25% da PAS. Ocorre nos primeiros 10 minutos de transfusão. Diagnóstico de exclusão, com rápida reversão após interrupção da transfusão. Tratamento Interromper transfusão. Colocar paciente em posição de Trendelenburg. Pode ser necessário administrar SF 0,9%. Prevenção Evitar uso de filtros à beira de leito em pacientes em uso de inibidores da ECA ou com histórico de reação hipotensiva. 8- Hemólise Não Imune Definição Hemólise causada por fatores físicos ou químicos, sem envolvimento imune. Pode ocorrer durante ou após a transfusão. Causa hemoglobinemia e hemoglobinúria, geralmente sem sintomas clínicos importantes. Reações transfusionais imediatas 11 Etiologia Lesão térmica: exposição a calor excessivo ou congelamento. Lesão osmótica: contato com soluções incompatíveis (glicosada, hipotônicas, água destilada, medicamentos). Lesão mecânica a Agulhas finas 19G. b Compressão manual da bolsa. c Circulação extracorpórea Diagnóstico Alteração da cor do plasma e da urina. Exames laboratoriais compatíveis com hemólise. Repetir testes pré-transfusionais para excluir hemólise imune. Tratamento Estimular diurese com SF 0,9%. Manter bom volume urinário até normalização. Prevenção Cumprir protocolos técnicos rigorosos de preparo e infusão dos hemocomponentes. 9- Distúrbios metabólicos Definição Acontecem especialmente em: Neonatos Pacientes politransfundidos 10 unidades/24h) Tipos Toxicidade pelo citrato a Liga cálcio e magnésio → hipocalcemia e hipomagnesemia. b Pode causar alcalose metabólica. c Sintomas: tetania, arritmias, parestesias, QT longo. Hipercalemia a Hemácias liberam potássio ao longo do armazenamento. b Risco maior: RN, prematuros, insuficiência renal, infusão rápida. Tratamento Monitorar sinais e dosagens. Repor cálcio e magnésio se indicado. Diminuir velocidade da infusão. Reações transfusionais imediatas 12 10- Dor aguda relacionada à transfusão Definição Dor intensa e repentina durante a transfusão, com duração de até 30 minutos. Local: punção, membros, abdome, tórax ou lombar. Benigna e autolimitada. Incidência 1 em 4.500 transfusões. Etiologia Desconhecida. Associada a uso de filtros de bancada ou anticorpos HLA classe II. Diagnóstico Pode vir acompanhada de: hipertensão, inquietação, rubor, calafrios, dispneia, taquicardia. Melhoram com interrupção da transfusão. Importante excluir outras reações TRALI, RHAI, alérgica etc.). Tratamento Interromper transfusão. Analgésicos, se necessário. 11- Hipotermia Definição e etiologia Resultado da infusão rápida de grandes volumes de hemocomponentes frios. Comum em pacientes com trauma ou choque circulatório. Consequências Aumento da afinidade da hemoglobina pelo O₂ (↓ oxigenação tecidual). Disfunção plaquetária e da coagulação → ↑ risco de sangramento. Prolonga hipocalcemia por citrato. Risco de arritmias (afeta nó sinoatrial). Diagnóstico e tratamento Calafrios e desconforto (se consciente). Medição da temperatura corporal. Tratamento: infusão de SF pré-aquecido. Prevenção Aquecimento controlado dos hemocomponentes. Infusão lenta, se possível. 12- Embolia gasosa Reações transfusionais imediatas 13 Definição e etiologia Entrada de ar no sistema durante: Troca de bolsas em cateter central. Infusão sob pressão em sistema aberto. Volume potencialmente fatal: 100 mL de ar. Incidência: rara. Diagnóstico Sintomas súbitos: dispneia, dor torácica, cianose, tosse, hipotensão, arritmia. Pode haver sintomas neurológicos. Tratamento Posicionar paciente em decúbito lateral esquerdo com cabeça baixa. Oxigenoterapia e, se necessário, ventilação mecânica. Prevenção Evitar sistemas abertos com infusão sob pressão. Cuidados rigorosos na troca de bolsas e manuseio do equipo. Tabela resumida Reação Definição Etiologia Sinaise sintomas Tratamento Prevenção Reação Hemolítica Aguda Imune RHAI Hemólise intravascular por anticorpos pré- formados contra hemácias transfundidas incompatíveis. Transfusão de hemácias ABO incompatíveis; erro de identificação. Febre, calafrios, dor lombar/torácica, hipotensão grave, hemoglobinúria. Interromper transfusão, SF 0,9%, suporte hemodinâmico, diuréticos, exames laboratoriais. Identificação rigorosa do paciente, infusão lenta inicial, monitoramento. Reações transfusionais imediatas 14 Reação Definição Etiologia Sinais e sintomas Tratamento Prevenção Reação Febril Não Hemolítica RFNH Febre 1°C sem hemólise, causada por citocinas ou anticorpos antileucócitos. Citocinas leucocitárias, anticorpos HLA do receptor contra leucócitos do doador. Febre, calafrios, tremores. Interromper transfusão, antitérmicos, descartar hemocomponente. Leucorredução após reações prévias, evitar pré- medicação de rotina. Reações alérgicas Reações de hipersensibilidade durante ou até 24h após transfusão. IgE do receptor contra proteínas plasmáticas do doador. Urticária, prurido, edema, estridor, náuseas, anafilaxia. Antihistamínicos, corticoides, adrenalina se grave. Premedicação, lavagem de hemocomponentes, uso de doadores deficientes de IgA. TRALI Edema pulmonar não cardiogênico com hipoxemia aguda até 6h após transfusão. Anticorpos anti- HLA ou antineutrófilos do doador (ou do receptor). Dispneia, febre, hipotensão, infiltrado bilateral. Suporte ventilatório, oxigênio, VM se necessário. Excluir doadores com eventos prévios, não usar plasma de multíparas. Sobrecarga volêmica TACO Edema pulmonar por excesso de volume transfundido. Infusão rápida ou em grande volume; risco em idosos, IC, IR. Dispneia, hipertensão, taquicardia, edema pulmonar. Interromper transfusão, diuréticos, oxigênio, cabeceira elevada. Velocidade lenta 1 mL/kg/h), aliquotagem, monitoramento. Contaminação Bacteriana Infecção causada por hemocomponente contaminado. Contaminação durante coleta, armazenamento ou infusão. Febre 38°C, calafrios, vômitos, hipotensão, choque. Suspender transfusão, antibióticos, internação, cultura da bolsa. Antissepsia rigorosa, triagem, inspeção visual, cultura. Reação Hipotensiva Queda súbita da PA sem outros sinais, durante transfusão. Bradicinina; uso de IECA e filtros à beira leito. PAS ↓ 30 mmHg, mal- estar, sudorese. Interromper transfusão, posição de Trendelenburg, SF 0,9%. Evitar filtros à beira leito em pacientes com IECA. Hemólise Não Imune Hemólise causada por fatores físicos ou químicos externos. Lesão térmica, osmótica ou mecânica. Hemoglobinemia, hemoglobinúria; geralmente assintomática. Hidratação com SF 0,9%, estimular diurese. Adequado manuseio, preparo e infusão do sangue. Distúrbios Metabólicos Complicações em transfusões maciças: hipocalcemia, hipercalemia, alcalose. Toxicidade do citrato, liberação de K⁺ nas hemácias estocadas. Tetania, arritmias, parestesias, alcalose, hipercalemia. Correção eletrolítica, diminuir velocidade da infusão. Monitoramento, evitar bicarbonato rotineiramente. Dor Aguda Relacionada à Tranfusão Dor intensa e súbita durante transfusão, sem causa aparente. Possível relação com filtros de bancada e anticorpos HLA. Dor em punção, tórax, lombar; rubor, dispneia. Interromper transfusão, analgésicos. Sem medidas específicas definidas. Hipotermia Redução da temperatura corporal após Infusão de grandes volumes em Calafrios, arritmia, Infusão de soluções aquecidas. Aquecimento controlado dos hemocomponentes. Reações transfusionais imediatas 15 Reação Definição Etiologia Sinais e sintomas Tratamento Prevenção transfusão rápida de sangue frio. pacientes críticos. distúrbios da coagulação. Embolia Gasosa Entrada de ar no sistema de infusão durante transfusão. Troca de bolsa em sistema aberto, infusão sob pressão. Dispneia, dor torácica, cianose, arritmia. Posição em decúbito lateral esquerdo, VM e O₂. Evitar sistema aberto sob pressão, técnica correta. Reações transfusionais imediatas 16