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1. 2. 3. 4. 5. 6. 1. AINE’S Mecanismo de ação central: Os AINEs atuam inibindo a enzima citroxigenase (COX), que converte o ácido aracadônico em prostaglandinas. Essas prostaglandinas, especialmente a E2, são mediadores-chave da inflamação, promovendo aumento da permeabilidade vascular, vasodilatação, sensibilização à dor, entre outros efeitos inflamatórios Cascata inflamatória: A ativação da fosfolipase A2, que libera ácido aracadônico a partir de fosfolipídios de membrana, é o passo inicial. O ácido aracadônico, por sua vez, é convertido pelas enzimas COX em prostaglandinas, que perpetuam o processo inflamatório Diferença entre inibidores seletivos e não seletivos: Os AINEs podem ser seletivos ou não seletivos na inibição da COX: Inibidores seletivos (COX-2): visam especificamente a COX-2, que é mais presente na inflamação, reduzindo efeitos colaterais gastrointestinais. Inibidores não seletivos (COX-1 e COX-2): bloqueiam ambas as enzimas, podendo causar maior risco de efeitos adversos gastrointestinais. Efeitos adversos e considerações clínicas: Os AINEs podem causar irritação gástrica, úlceras, sangramento e problemas renais, especialmente em idosos ou uso prolongado. Há também uma preocupação com o impacto cardiovascular, principalmente com inibidores seletivos de COX-2, que podem aumentar o risco de eventos trombóticos . Atenção ao uso em populações específicas: Pacientes idosos, com alterações na farmacocinética e maior risco de efeitos colaterais, devem ser monitorados cuidadosamente. A associação de alguns AINEs com outros medicamentos, como anti-agregantes plaquetários, é uma estratégia para reduzir complicações, mas requer avaliação cuidadosa . Exemplos de AINEs comuns: Ácido acetilsalicílico (aspirina), diclofenaco, naproxeno, ibuprofeno, entre outros. Alguns, como a aspirina, também têm efeito anti-plaquetário devido à inibição irreversível da COX-1 . Pesquisa e avanços atuais: Pesquisas visam desenvolver AINEs que mantenham efeito anti-inflamatório, mas com menor risco de efeitos adversos, incluindo formulações conjugadas com moléculas anti-agregantes ou com proteção gástrica. Nomes de fármacos mencionados e suas funções: Ibuprofeno Função: Anti-inflamatório, analgésico e antipirético. É um dos AINES mais conhecidos e utilizados. Atua inibindo as enzimas COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas, que estão envolvidas na inflamação, dor e febre. 2. 3. 4. 5. 6. 1. 2. 3. Paracetamol (acetaminofeno) Função: Analgésico e antipirético. Apesar de ser considerado um AINE, sua ação anti-inflamatória é limitada. Atua principalmente no sistema nervoso central. Naproxeno Função: Anti-inflamatório, analgésico e antipirético, com meia-vida maior (cerca de 12 horas), usado em condições inflamatórias crônicas. Cetoprofeno Função: Anti-inflamatório, frequentemente utilizado na via injetável, especialmente em contextos pré e pós-cirúrgicos. Fenofreno (provavelmente refere-se ao fenofreno ou fenoprofen, dependendo do contexto, mas na aula foi citado como exemplo de AINES) Função: Anti-inflamatório, com ação semelhante aos demais na inibição da COX. Ácido mefenâmico(comercialmente conhecido como Ponstan) Função: Analgésico e anti-inflamatório, especialmente indicado para cólica menstrual, devido à sua ação na redução da prostaglandina, que promove contrações musculares. Funções básicas dos fármacos abordados: Inibição da COX-1 e COX-2: Reduzem a produção de prostaglandinas, que participam dos processos inflamatórios, da dor e da febre. Selectividade: Alguns AINES (como os COX-2 específicos) foram desenvolvidos para inibir seletivamente a COX-2, visando diminuir efeitos colaterais gastrointestinais. Controle da dor e inflamação: A maioria desses fármacos é usada para tratar dor, inflamações e febre. Indicações específicas: Como o ácido mefenâmico para cólica menstrual, por sua ação na musculatura lisa do útero. Resumo: Os principais nomes cobrados na aula são: Ibuprofeno, Paracetamol, Naproxeno, Cetoprofeno, Fenofreno (ou fenoprofen) e Ácido Mefenâmico. As funções envolvem principalmente inibição das prostaglandinas, redução da inflamação, alívio da dor e febre, com algumas especificidades para condições como cólica menstrual. Nomes de Fármacos e Funções Básicas Indometacina Função: Anti-inflamatório, analgésico e antipirético. Particularidade: Inibe a expressão de moléculas de adesão, reduz a migração de leucócitos e bloqueia a enzima ciclooxigenase (COX). Animesulida Função: Anti-inflamatório, analgésico, antipirético. Particularidade: Estabiliza a membrana de células inflamatórias, reduzindo a desgranulação e a produção de mediadores reativos. Admetisumida (não é um fármaco específico mencionado, mas aparece no contexto) 4. Função: Reduz liberação de mediadores inflamatórios e circulação de células. Ápidirona Função: Analgésico, antipirético, com efeito central na percepção da dor. Particularidade: Atua no sistema nervoso central, produz efeito central na percepção da dor. Mecanismo de Ação de Cada Fármaco Todos os AINEs atuam principalmente inibindo a enzima ciclooxigenase (COX), que converte ácido araquidônico em prostaglandinas, mediadores chave na inflamação, dor e febre. Indometacina: Inibe a expressão de moléculas de adesão, reduz a aderência de leucócitos ao endotélio e a migração celular. Bloqueia a COX, diminuindo a produção de prostaglandinas. Tem particularidade de bloquear a expressão de moléculas de lesão e reduzir a migração de leucócitos. Animesulida: Além de bloquear COX, consegue estabilizar a membrana de células inflamatórias e reduzir o rompimento e a desgranulação dessas células, reduzindo mediadores reativos. Admetisumida: Reduz a liberação de mediadores inflamatórios de forma rápida e também diminui a circulação de células inflamatórias. Ápidirona: Atua centralmente, modificando a percepção da dor, além de reduzir a síntese de prostaglandinas, tendo efeito analgésico e antipirético. Pontos importantes: Todos esses fármacos reduzem a síntese de prostaglandinas, que são responsáveis por inflamação, dor e febre. Alguns têm ações específicas, como estabilização de membranas ou redução da migração celular. É importante evitar prescrever múltiplos AINEs simultaneamente ao mesmo paciente, pois eles têm mecanismos similares e isso aumenta o risco de efeitos adversos.