Prévia do material em texto
Enterobacteriales Introdução ao Laboratório Clínico II Mestranda Isabela Fortaleza 1 A família Enterobacteriales A MAIOR E MAIS HETEROGÊNEA 42 gêneros Mais de 100 espécies A maioria não é patogênica CLASSIFICAÇÃO Provas bioquímicas Estrutura antigênica Técnicas moleculares 2 A família Enterobacteriales ONDE VIVEM? Ubíquas no solo, água, plantas, TGI de humanos e de animais. 3 O QUE FAZEM? Compõem a microbiota normal Abscessos Pneumonia Meningites Septicemias Infecções de feridas, trato urinário e trato gastrintestinal. Citar que a Salmonella typhi é encontrada somente no TGI humano. Que compõem a microbiota normal e podem ser patogênicos. A família Enterobacteriales PRINCIPAIS ENTEROBACTÉRIAS ISOLADAS NA CLÍNICA: Escherichia coli Klebsiella spp. Enterobacter spp. Proteus spp. Providencia spp. 4 Morganella spp. Citrobacter spp. Salmonella spp. Shigella spp. Serratia spp. ISOLADOS MENOS FREQUENTES: Edwardsiella spp. Hafnia spp. Yersinia spp. Citar que a Salmonella typhi é encontrada somente no TGI humano. Que compõem a microbiota normal e podem ser patogênicos. A família Enterobacteriales 5 Fonte: JUNIOR, A. F., 2015 Fisiologia e estrutura Bacilos Gram-negativos Não esporulados Aneróbios facultativos Fermentadores da glicose Catalase positivos Oxidase negativos Reduzem nitrato a nitrito Flagelos peritríquios 6 1,0 a 6,0 μm 0,3 a 1,0 μm Tamanho aproximado das enterobactérias Flagelos peritríquios Antígeno H Flagelos Antígeno K Cápsula Lipopolissacarídeo LPS Polis. O Diferente em cada bactéria Estruturas antigênicas 7 Repelem fagócitos e protegem as bactérias dos anticorpos Ativa o sistema complemento, leucocitose, coagulação intravascular disseminada, febre, choque e morte Enterobacteriales 8 São os isolados mais frequentes na rotina clínica, representando 80% dos achados Isolados com alta frequência de resistência aos antimicrobianos Adequado isolamento e identificação Plasmídeos Transposons 9 Identificação Provas bioquímicas Teste de sensibilidade aos antimicrobianos Isolamento primário Isolamento primário Os espécimes clínicos podem ser provenientes de abscessos, feridas, fezes, urina, aspirado traqueal, dentre outros. O semeio das secreções deve ser feito pela semeio por esgotamento. Para a urina, a cultura deve ser procedida com alça calibrada ( 1µl ou 10µl) e semeio específico para urocultura. 10 Técnica de esgotamento Semeio com alça calibrada Meios de cultura utilizados NÃO SELETIVOS: Ágar sangue CLED (quando a amostra é urina) MEIOS SELETIVOS E DIFERENCIAIS: Ágar MacConkey Ágar SS (Shigella-Salmonella) Ágar EMB (Eosina Azul de Metileno) 11 Ágar CLED Lac + Sempre ficar atento para a morfologia e a pureza das colônias! Cistina lactose deficiente de eletrólitos Identificação bioquímica PRINCIPAIS PROVAS BIOQUÍMICAS SÃO: Fermentação Carboidratos Produção de Gás Motilidade Indol Produção sulfeto Citrato Urease Descarboxilação da lisina Fenilalanina desaminase VM – Vermelho de Metila VP – Voges-Proskauer 12 MEIOS PRESUNTIVOS: IAL Nove provas bioquímicas em um único tubo. Identificação bioquímica 13 TSI Tríplice açúcar e ferro Glicose, lactose e sacarose fermentam viram o pH que reage com o vermelho de fenol. O sulfato ferroso de amônio é usado na detecção da produção de H2S, formando composto na cor preta. SIM Sulfeto, Indol, Motilidade O citrato ferroso de amônio e tiossulfato de sódio são usados para detectar produção de gás H2S. Identificação bioquímica Os testes de VM e VP são baseados no resultado final do metabolismo do piruvato. VM – Vermelho de Metila Via ácido-mista: Identifica bactérias que produzem ácidos fortes na via ácido-mista, que é uma via alternativa para o metabolismo do piruvato. Os ácidos produzidos pelas bactérias reagem com o VM e o meio fica vermelho. 14 VM + Escherichia spp., Shigella spp., Salmonella spp., Proteus spp., Providencia spp., Citrobacter spp. O objetivo é determinar a capacidadedos microrganismos produzirem produtos finais não ácidos ou neutros, como o acetilmetilcarbinol, a partir dos ácidos orgânicos que resultam da metabolização da glicose. Prova feita no meio MR - VP (Methyl Red, Voges - Proskauer). A adição do reagente de Barritt’s (solução 40% KOH e solução de a-naftol em etanol absoluto) permite detectar a presença de acetilmetilcarbinol (acetoína) que é percursor da síntese de 2,3 butanediol, pois ocorre a formação de um complexo rosa/vermelho que dá essa cor ao meio de cultura. Odesenvolvimento de uma cor rosa/vermelha na cultura, 15 minutos após a adição do reagente de Barritt’s representa uma prova positiva. A ausência dessa cor é uma prova negativa. Este tipo de fermentação da glicose é característico do E.aerogenes. Identificação bioquímica VP – Voges – Proskauer Via butilenoglicólica (acetil-metil-carbinol) Detecta a via fermentativa butilenoglicólica, cujo os produtos são não ácidos ou neutros, como acetilmetilcarbinol (acetoína), a partir dos ácidos orgânicos que resultam da metabolização da glicose. 15 Reagente de Barrit: KOH + α-naftol + álcool absoluto. VP+ Enterobacter spp., Klebsiella spp., Serratia spp. O teste é feito no caldo MR - VP (Methyl Red, Voges - Proskauer). O oxigênio do ar e a adição do reagente de Barritt’s (solução 40% KOH e solução de α-naftol em etanol absoluto) permite detectar a presença de acetoína, que será convertida em diacetila e esta formará um complexo com α-naftol gerando uma cor rosa-avermelhada ao meio de cultura. A ausência dessa cor é uma prova negativa. Identificação bioquímica Prova do Indol As bactérias que possuem a enzima triptofanase degradam o triptofano com a formação de Indol. Quando adicionamos o Reativo de Kovacs (para-dimetilaminobenzaldeído), este forma um complexo com o Indol produzindo um anel de coloração rosa no meio. 16 Indol +: E. coli Identificação bioquímica 17 Identificação bioquímica 18 Identificação bioquímica 19 Identificação bioquímica 20 Identificação bioquímica 21 Identificação bioquímica 22 Identificação bioquímica 23 Thanks! Any questions? You can find me at @username user@mail.me 24 image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.png image6.jpeg image7.png image8.jpeg image9.jpeg image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.jpeg image16.jpeg image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png