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CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA 
PROJETO E PRÁTICA DE AÇÃO PEDAGÓGICA-PPAP I 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
 
 
 
Naiara Oliveira da Cruz – UP23108032 
Sulamita de Lima Mendes – UP23119909 
Wasnnyele Florencio da Silva – UP23119908 
 
 
 
 
 
 
Projeto Consciência Negra, educação não tem cor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Rio Branco - Acre 
 2023 
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UNIVESIDADE PAULISTA-UNIP 
 
 
Naiara Oliveira da Cruz – UP23108032 
Sulamita de Lima Mendes – UP23119909 
Wasnnyele Florencio da Silva – UP23119908 
 
 
 
Projeto Consciência Negra, educação não tem cor 
 
 
 
 
Projeto e Prática de Ação Pedagógica – PPAP apresentado à 
Universidade Paulista – UNIP, como requisito parcial para obtenção 
do grau da Licenciatura em Pedagogia. 
 
Professora orientadora: Atileuda A. B. Daniel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Rio Branco - Acre 
 2023 
 
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1. TEMA: PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA, EDUCAÇÃO NÃO TEM COR 
 
2. JUSTIFICATIVA 
O presente projeto visa conscientizar e destacar as principais contribuições dos 
povos negros na formação da identidade cultural do povo brasileiro. A escola infantil 
deve preparar as crianças desde cedo para adquirirem uma consciência crítica com 
atitudes positivas de respeito e valorização étnico-racial. 
Busca-se com este projeto levar em consideração a Lei nº 10.639/03, que altera a 
LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e estabelece a obrigatoriedade 
do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no currículo escolar na 
Educação Básica e o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente ( Lei 8.096, de 
13 de junho de 1990), bem como no Plano Nacional de Educação ( Lei 10.172, de 9 de 
janeiro de 2001). 
A escola é formada por diversos grupos étnico-racial. Assim sendo, as instituições 
de ensino devem desempenhar o papel de educar, se constituindo em espaço 
democrático de produção e divulgação de conhecimento e de posturas que visam uma 
sociedade mais justa. 
A escola tem o papel preponderante na eliminação das discriminações e na 
emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos 
científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista da racionalidade que rege 
as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para a 
consolidação e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários. 
É preciso educar as crianças para a quebra de preconceitos, promovendo a 
inclusão social das etnias para uma convivência saudável no espaço em que 
estão inseridas. 
Portanto, a educação das relações étnico-raciais impõe aprendizagens entre 
brancos e negros, trocas de conhecimentos, quebra de desconfianças, projeto conjunto 
para construção de uma sociedade mais justa, igual e equânime. 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
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O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, é uma data que nos provoca 
pensar tanto a necessidade de valorizar as raízes africanas que formam a cara e a 
cultura do que se entende por povo brasileiro, como entender que até os dias de hoje, 
pessoas negras sofrem – e resistem – as consequências dos povos africanos e seus 
descendentes que foram escravizados ao longo de séculos. Além da riqueza advinda da 
África e de seus afrodescendentes, é preciso discutir sobre o racismo enraizado na 
sociedade e que leva a altos índices de desigualdade racial/social. O Dia da Consciência 
Negra é comemorado em 20 de novembro como forma de homenagem a Zumbi dos 
Palmares, um dos maiores heróis da história do Brasil. A data marca o dia de sua morte, 
ocorrida no ano de 1695 na serra Dois Irmãos (no então Estado de Pernambuco), por 
ocasião da guerra travada do governo brasileiro contra os negros e demais pessoas que 
viviam livres no Quilombo dos Palmares. 
Zumbi dos Palmares (1655-1695) foi o último líder do Quilombo dos Palmares e 
também o de maior relevância histórica. Zumbi ganhou respeito e admiração de seus 
compatriotas quilombolas devido suas habilidades como guerreiro, a qual lhe conferia 
coragem, liderança e conhecimentos de estratégia militar. Lutou pela liberdade de culto e 
religião, bem como pelo fim da escravidão colonial no Brasil. Apesar disso, este líder 
também ficou conhecido pela severidade despótica com que conduzia Palmares, onde, 
inclusive, havia um tipo mais brando de escravidão. 
De todas as maneiras, não admitia a dominação dos brancos sobre os negros e, 
portanto, tornou-se o maior símbolo pela liberdade dos negros da história brasileira 
Zumbi nasceu aproximadamente em 1655, no Quilombo dos Palmares, Capitania de 
Pernambuco, região da serra da Barriga. Hoje, o local é União dos Palmares, no estado 
brasileiro de Alagoas. A palavra “Zumbi” ou “Zambi”, nome adotado pelo herói, é de 
origem 'quimbunda', e faz alusão a seres espirituais, como fantasmas, espectros e 
duendes. 
Em 1695, no dia 20 de novembro, Zumbi é delatado por um de seus capitães, 
Antônio Soares, e morto pelo capitão Furtado de Mendonça. O líder de Palmares tinha 40 
anos de idade. Sua cabeça foi cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. 
Foi exposta em praça pública de modo a acabar com o mito da imortalidade de Zumbi 
dos Palmares. 
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A importância de Zumbi dos Palmares é tão grande para o movimento negro que 
escolheram 20 de novembro, data da sua morte, como sendo o dia ideal para a 
valorização da cultura negra. 
Nelson Mandela foi um ativista e político sul-africano que ficou marcado na história 
do mundo como um dos grandes nomes na luta contra o Apartheid, o regime de 
segregação racial que foi estabelecido na África do Sul no final da década de 1940. Por 
sua militância, foi preso, permanecendo na cadeia por 27 anos. O sul-africano graduou-
se em Direito, atuando como advogado durante parte de sua vida. Depois que foi liberto 
da prisão, conduziu o processo de reconstrução da África do Sul, sendo eleito presidente 
do país em 1994. Por seu importante papel na luta contra o Apartheid, recebeu o Prêmio 
Nobel da Paz em 1993. "Em 1939, Nelson Mandela matriculou-se em uma renomada 
universidade sulafricana que era exclusiva para estudantes negros, a Universidade de 
Fort Hare. Lá ele se matriculou em Direito, engajando-se com o movimento estudantil 
dessa universidade e tomando participação em alguns protestos estudantis, o que lhe 
acarretou a expulsão. 
Depois da expulsão, Mandela mudou-se para Joanesburgo, onde se matriculou na 
Universidade de Witwatersrand para o curso de Direito. Além disso, ele também se 
bacharelou em Arte pela Universidade da África do Sul. Em Joanesburgo, Mandela pôde 
presenciar a dura vida que os negros sul-africanos levavam em uma das maiores cidades 
do país. Os estudos de Nelson Mandela resultaram de um forte incentivo de seu tutor, 
que afirmava que a vida dos negros sem estudos era muito mais difícil. A desigualdade 
social e o forte racismo que atingiam os negros da África do Sul motivaram Nelson 
Mandela a aderir ao caminho da militância política. 
É necessário refletir sobre o racismo a partir de uma perspectiva histórica e tendo 
a consciência de que dos quatro autores deste texto, três são brancos e ocupam um 
lugar, que a priori, garante privilégios. Um desses privilégios, em uma sociedade racista, 
é o de não ser vítima de racismo. Conforme Ribeiro (2018) problematiza, não se deve ter 
medo das palavras „branco‟, „negro‟, „racismo‟, „racista‟. Dizer que uma determinada 
atitude foi racista é apenas uma forma de caracterizá-la e definir seu sentido e 
implicações. Torna-se fundamental trazer essas palavras ao campo de discussão para 
definir o locus social de cada um, ou, ainda referenciando Djamila Ribeiro, o lugar de fala 
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que cada pessoa ocupa num sistema que exclui uma boa parte da sociedade, mas que 
envolve a todos. 
Pretendemos,dessa forma, fortalecer o diálogo, o conhecimento, o protagonismo 
no intuito de reconstruir uma escola aberta para as diversas faces e formas do nosso 
povo. Com esse projeto, contamos a História - antes considerada dos “vencidos” -, mas 
que hoje, com conhecimento, voz e compreensão. 
O objetivo deste estudo foi analisar como o projeto pedagógico desenvolvido pela 
escola enfrenta os obstáculos para a implementação da lei e as ações de 
empoderamento dos sujeitos negros da escola, buscando saber, através de 
questionários, como a gestão escolar seleciona essas ações. 
Por tudo isso, entendemos que esse projeto lança sementes valorosas nas mentes 
dos nossos estudantes, permindo-os sair da aridez da alienação e aceitação passiva do 
que é vivenciado e/ou contado e tendo a oportunidade de fecundar reflexões e 
conhecimentos que serão repercudos posivamente em ações e posturas cidadãs. Por tal 
maneira, acreditamos que nosso humilde trabalho como educadores tem a 
responsabilidade de formar seres humanos crícos e acima de tudo melhores a cada dia 
no pensar e principalmente no agir. 
 
PÚBLICO ALVO: 
Alunos, Gestores, Professores, e a Comunidade escolar. 
 
4. OBJETIVOS: 
Geral: 
Promover uma igualdade racial e construir uma sociedade mais inclusiva, justa e 
respeitosa, como também desenvolver a consciência nos alunos do respeito e da 
valorização dos povos negros, da cultura africana e afro-brasileira na sociedade, 
destacando a importância dos mesmos na construção da identidade do povo brasileiro. 
Específicos: 
 Despertar e adquirir a consciência do respeito da identidade dos povos africanos; 
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 Oferecer aos alunos conhecimentos que lhes permitam buscar a superação do 
racismo e preconceito 
 Conhecer contos e lendas africanas; 
 Conviver com as diferenças étnico-raciais de forma respeitosa através do diálogo; 
 Desenvolver a linguagem oral através de cantigas de origem africana; 
 Levantar suas hipóteses em relação aos principais personagens dos contos 
infantis relacionados com este tema; 
 Conhecer e revisar as cores; 
 Identificar o género masculino e feminino respeitando as diferenças físicas de 
cada um; 
 Proporcionar aos alunos momentos de reflexão sobre a riqueza presente nas 
diferentes culturas; 
 Trazer à tona discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um 
posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos. 
 
6. METODOLOGIA 
 Teatro com fantoche; 
 Cantigas de origem africana; 
 Brincadeiras com brinquedos de origem africana. 
 Pinturas; 
 Contos infantis- diversidade. 
 Cantigas infantil ( escravos de jó, roda pião, boi da cara preta etc.); 
 Painel diversidade ( com fotos dos alunos) e do conto “ Menina Bonita do Laço de 
Fita; 
 DVD infantil relacionado com o tema; 
 Culinária afro-brasileira; 
 Desenhos para colorir- diversidade 
 Pinturas/Colagem 
 Teatro com fantoche ( Menina Bonita do Laço de Fita); 
 Poesias ilustradas- diversidade; 
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 Brincadeiras afro-brasileira ( pião, 
 Leitura de imagens de animais africanos, figurino africano etc. 
 Trava línguas. 
 Apresentação de dança (música "África"- CD Palavra Cantada). 
 
5. RECURSOS 
 
 Revistas; 
 Livros infantis; 
 Jornais; Cola; 
 Sacolinhas de TNT; 
 Fantoches para contação de historinhas; 
 Lápis de cor, para colorir um personagem de uma historinha. 
 
8.CRONOGRAMA: 
 
 
DIA 20 de novembro 2024 
LOCAL Pátio central de nossa escola 
HORARIO A partir dás 15:00 hs 
 
HORARIO PROGRAMAÇÃO RESPONSSAVEL 
15:00hs Abertura dos portões Portaria 
15:30hs Boas vindas Diretor escolar 
15:40hs Apresentação do slide (conciência 
negra) 
Coordenador 
16:15hs Apresentação das turmas Prof. regente 
16:25hs Apresentação turma 01 
(dança, musica waka, waka) 
Prof. regente 
16:35hshs Apresentação turma 02 
(teatro, “a menina do laço de fita” 
Prof. regente 
16:40hs Entrega da lembrancinhas Apoio 
17:00hs Agradecimentos finais e encerramento Diretor escolar 
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9. AVALIAÇÃO/PRODUTO FINAL 
A avaliação será feita através de registro por parte dos professores, através da 
observação e do desenvolvimento da aprendizagem dos alunos frente as atividades 
propostas durante a realização do projeto. 
O relatório final da avaliação da aprendizagem será entregue para a Coordenação 
Geral da Educação Infantil e depois entregue aos pais responsáveis dos alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
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10. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais 
e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Ministério da 
Educação/Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial: Brasília-DF, 
outubro 2004. 
 
BERSANI, Humberto. Racismo estrutural e o direito à educação. Minas Gerais. p.381, 
 
MACHADO, Adilbênia Freire. Filosofia africana e currículo: aproximações. Revista 
Sul-Americana de Filosofia e Educação, n. 18, p. 4-27, maio-out. 2012. 
 
M‟BOKOLO, Elikia. África negra: história e civilizações. Tradução Alfredo Margarido. 
Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa das Áfricas, 2009. (Tomo I: até o século XVIII). 
Gand. 
 
Nilma Lino. Educação e identidade negra. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2017. 
 
SANTOS, Joel Rufino dos. A questão do negro na sala de aula. 2 ed. São Paulo: Global 
editora, pp. 11, 19 2016. 
 
SANTOS, Gislene Aparecida dos. A invenção do “ser negro”: um percurso das 
ideias que naturalizaram a inferioridade dos negros. São Paulo: Educ/Fapesp; Rio 
de Janeiro: Pallas, 2002.

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