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1)EXERCÍCIOS OBRIGAÇÕES: DIREITO CIVIL II – TEORIA DA OBRIGAÇÃO – Prof. Cristiano Heineck Schmitt 1)A respeito das obrigações de dar e de fazer ou não fazer no Código Civil de 2002, analise as afirmativas abaixo. I. Na obrigação de dar coisa certa, deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu. II. Na obrigação da dar coisa certa, os frutos percebidos, entendidos como aqueles já colhidos e separados do principal, são do credor, cabendo ao devedor os pendentes. III. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. Estão corretas as afirmativas: a)I e II apenas b)I e III apenas c)II e III apenas d)II apenas 2)No caso de obrigações de dar coisa certa, é correto afirmar: a)Se a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, este responderá pelo equivalente. b)A obrigação de dar coisa certa só abrange os acessórios dela se expressamente mencionados. c)A coisa pertence ao devedor até a tradição, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço. d)Se a coisa se perder por culpa do devedor, o credor poderá exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, no primeiro caso, indenização das perdas e danos. e)Os frutos percebidos e os pendentes pertencem ao devedor. 3)MARIA é credora de uma dívida de cem mil reais; PAULA, a parte devedora, pretende apresentar uma proposta visando quitar a dívida em parcelas. Caso MARIA não aceite, pretende entregar a ela uma fazenda avaliada em trezentos mil reais. O negócio, originalmente, consistia no pagamento à vista, sem a faculdade de substituição do bem por outro, ainda que de valor superior. Com base no Código Civil, considerando o caso hipotético narrado, é correto afirmar que depende(m) da aceitação do credor: a)A substituição do bem original pela fazenda, apenas. b)A proposta de pagamento parcelado da dívida, apenas. c)Ambas as propostas; parcelamento e entrega do bem mais valioso. d)Nenhuma das propostas, pois, pelo princípio da boa-fé objetiva, o devedor com intenção de quitar a dívida tem a faculdade de negociá-la como melhor lhe aprouver. 4)Sobre as obrigações propter rem, assinale a alternativa INCORRETA: a)O que torna uma pessoa devedora de uma obrigação propter rem é a circunstância de titularidade, de sorte que aquele que figurou como proprietário anteriormente se livra da obrigação ao alienar o bem imóvel, se em nada dispuser o instrumento celebrado. b)O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomínio, inclusive multas e juros moratórios. c)Os débitos decorrentes do fornecimento de energia elétrica, água e esgoto constituem obrigação propter rem, visto estarem vinculadas ao imóvel. d)A obrigação propter rem grava o próprio bem, de modo que este pode ser penhorado, já que a natureza da dívida recai sobre o imóvel e não sobre o indivíduo. 5)O contrato de propaganda que uma empresa faz com uma agência de publicidade, anunciando certo produto, constitui: a)obrigação de garantia; b)obrigação de resultado; c)obrigação de meio; d)obrigação de risco. 6)Com relação à classificação das obrigações civis, assinale a alternativa correta. a)A obrigação de não fazer é a única negativa com previsão no ordenamento civil brasileiro. b)A obrigação de entrega de coisa pressupõe que esta seja necessariamente certa. c)A entrega de um quadro já pintado classifica-se como obrigação de fazer. d)A obrigação de não fazer é geralmente fungível. e)A obrigação de não fazer é geralmente divisível. 8)Tício é credor de Túlio em uma relação obrigacional de dar coisa certa, regulada pelo Código Civil. Chegado o tempo do adimplemento, Tício verificou não apenas a deterioração da coisa, o que se deu em razão do precário armazenamento a que foi submetida por Túlio, como constatou que Túlio retirou da coisa seus acessórios, sem que nada dispusesse o título sobre a matéria, não resultando das circunstâncias do negócio qualquer indicação de que estas poderiam ser retiradas. Diante de tal situação, é INCORRETO afirmar que: a)Deteriorada a coisa, e sendo culpado Túlio, poderá Tício exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar, em um ou em outro caso, indenização das perdas e danos. b)Os acessórios não estavam abrangidos no negócio, uma vez não mencionados, razão pela qual era lícito a Túlio retirá-los. c)Até a tradição pertence Túlio a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se Tício não anuir, poderá Túlio resolver a obrigação. d)Se a coisa tivesse se perdido por culpa de Túlio, responderia este pelo equivalente, mais perdas e danos. 10)Anacleto viu no quadro de avisos do condomínio que sua vizinha Ofélia estava vendendo seu automóvel usado por R$50.000,00 (cinquenta mil reais). Ele procurou Ofélia, examinou o carro na garagem e fechou negócio nos termos ofertados. Anacleto pagou imediatamente o valor acertado, mas Ofélia pediu para entregar o veículo somente no dia seguinte, já que, naquela noite, ela precisaria dele para visitar uma amiga, o que foi autorizado pelo comprador. Ocorre que, retornando da casa da amiga naquela noite, Ofélia causou um acidente por estar dirigindo embriagada, provocando a perda total do carro. Sobre a hipótese narrada, assinale a opção que apresenta o que Anacleto pode exigir de Ofélia. a)O equivalente pecuniário (valor de mercado) do automóvel perdido, mais perdas e danos. b)O equivalente pecuniário (valor de mercado) do automóvel perdido. c)O preço pago, R$50.000,00 (cinquenta mil reais), mais perdas e danos. d)Apenas o preço pago, R$50.000,00 (cinquenta mil reais). e)Outro automóvel da mesma espécie e qualidade. 11)Em relação às obrigações de fazer e não fazer, observando o preconizado pelo Código Civil, Lei nº10.406/2002, assinale a alternativa INCORRETA. a)Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível. b)Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível. c)Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, desde que autorizado judicialmente, sem prejuízo do ressarcimento devido. d)Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. e)Se a prestação do fato se tornar impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.