Prévia do material em texto
Introdução Cominuição ou Fragmentação é o conjunto de operações de redução de tamanhos de partículas minerais. Isto inclui as exigências de controlar: o tamanho máximo dos produtos; o evitar a geração de quantidades excessivas de finos; o alcançar os tamanhos mínimos exigidos para a liberação. Introdução Estágios aplicados: o Desmonte de rochas; o Britagem primária, secundária, terciária, etc; o Moagem. Importâncias especiais: De modo geral, a maior parte da energia gasta no processamento de minérios é absorvida pela fragmentação! Introdução Exemplo: OPERAÇÃO kWh/t Fragmentação 17,2 Concentração 1,5 Eliminação de rejeito 1,2 Abastecimento de água 1,5 TOTAL 21,4 Distribuição do consumo de energia na Erie Mining Co. – Minnesota - EUA 80% da energia é consumida pela fragmentação! Princípios da fragmentação Um material ideal se rompe quando se rompem todos as ligações atômicas de um certo plano. As Rochas e os Minerais são materiais heterogêneos, anisotrópicos e contém falhas, fraturas, tanto em escala micro como macroscópica. As forças externas: Princípios da fragmentação A energia mecânica necessária à fragmentação é aplicada por meio dos seguintes mecanismos: o Esmagamento ou compressão, o Impacto; o Atrição ou cisalhamento. Em relação ao trabalho envolvido, o fraturamento do mineral se dá pelo rompimento de suas forças de coesão ao longo das superfícies que se formam; portanto o fraturamento importa na realização de certo trabalho de fraturamento, ou seja, a aplicação de certa quantidade de energia em proporção a energia de coesão rompida. Leis da Fragmentação Lei de Rittinger - 1867 “O trabalho necessário para realizar a fragmentação é proporcional à superfície nova nela gerada” E = k1 (1/P – 1/F ) E = Energia gasta em kWh/t; k1 = constante dependente do tipo de minério; P = tamanho máximo das partículas geradas no produto; F = tamanho máximo das partículas da alimentação; Leis da Fragmentação Lei de Kick - 1885 “O trabalho necessário para produzir mudanças análogas na configuração de corpos geometricamente semelhantes e do mesmo estado tecnológico é proporcional ao volume ou peso dos corpos.” E = k2 log [ F/P ] E = Energia gasta em kWh/t; k2 = constante dependente do tipo de minério; P = tamanho máximo das partículas geradas no produto; F = tamanho máximo das partículas da alimentação; Leis da Fragmentação Lei de Bond - 1952 “ O trabalho despedido por unidade de volume ou de peso é inversamente proporcional à raiz quadrada do tamanho”. E = k3 [ 1/√P – 1/√F ] E = Energia gasta em kWh/t; k3 = constante dependente do tipo de minério; P = tamanho máximo das partículas geradas no produto; F = tamanho máximo das partículas da alimentação; Existem diversos métodos de dimensionamento de moinhos: - Fabricantes; - Simulação; - Bond e Rowland O método a ser analisado aqui será o de Bond e Rowland. Work Index – WI Trabalho necessário (em kWh) para reduzir a unidade de peso, (tonelada curta = 907 kg) do material considerado, desde o tamanho inicial infinito (D =∞) até o tamanho final (d=100 µm). 1. WI = k3 x [1/√100 – 1/√ ∞] 2. WI = k3 x 1/√100 3. k3 = 10xWI Substituindo-se a eq. 3 na equação de Bond tem-se: Onde P é o d80 do produto (µm) e F o d80 da alimentação (µm). E = 10 WI [1/√P – 1/√F ] A energia na Lei de Bond foi determinada para as seguintes condições especificas: - Moinho de barras: a úmido, circuito aberto, num moinho de 2.44 m de diâmetro interno ao revestimento; tamanho da alimentação de 13.200 μm. - Moinho de bolas: a úmido, circuito fechado com classificador espiral, num moinho de 2,44 metros de diámetro interno ao revestimento e carga circulante de 250%; tamanho da alimentação de 3.350 µm. - Energia calculada é a energia requerida no eixo do pinhão do moinho, a qual inclui as perdas nos mancais e nas engrenagens do pinhão. Não inclui as perdas no motor ou em qualquer outro componente, tais como redutor e embreagens. Qualquer situação diferente dessas, é necessário fazer correções com fatores. E = 10 WI [1/√P – 1/√F ] EF1 - Moagem a seco: deve-se usar o valor de EF1 =1,3 que exprime o fato que a moagem a seco é 30% menos eficiente. EF2 - Circuito aberto em moinho de bolas: requer uma energia extra quando comparada ao circuito fechado. Tabela - Fator de ineficiência em circuito aberto. O moinho de bolas foi concebido para trabalhar e circuito fechado, diferentemente do moinho de barras. Para seu uso, messas circunstâncias, será necessário trabalhar com um potência maior. EF3 - Diâmetro interno do moinho: Assume maior eficiência energética em função do maior diâmetro do moinho. Esse fator só pode ser calculado após a escolha prévia do moinho. Se D≠8 ft, então: EF3 = (8/D)0,2,se D [ft] EF3 = (2,44/D)0,2 , se D [m] Fatores de correção EF4 - Fator de alimentação com tamanho excessivo: Assume perda de eficiência energética por causa do sobre-tamanho da alimentação acima de 4000 µm. EF5 - Fator de finura: Assume perda de eficiência energética para o produto na faixa granulométrica abaixo de 75 µm. Fatores de correção EF6 - Relação de redução no moinho de barras: Este fator deve ser aplicado a moinho de barra, em circuito aberto, sempre que RR estiver fora do intervalo (RRO -2)da carcaça em ft; K = fator variável com o tipo de moagem (ver tabela). As expressões abaixo permitem o cálculo do diâmetro máximo de bolas ou barras: Cargas de corpos moedores - bolas Cargas de corpos moedores Cargas de corpos moedores - bolas Cargas de corpos moedores Cargas de corpos moedores - barras Cargas de corpos moedores Fornecedoresde moinhos de bolas e barras Metso, FLSmith; KHD; Polysius; Furlan, MDE, Cytic, Lipu, Kefid, Joyal, SBM, Henan; MOAGEM AUTÓGENA É o processo de redução de tamanho cujo efeito é produzido pelo mesmo minério a moer. No processo autógeno de moagem é utilizado um moinho cilíndrico, normalmente de diâmetro maior que o comprimento, no qual o "meio de moagem" são partículas de maior tamanho do mesmo minério. O fenômeno de moagem é devido fundamentalmente ao mecanismo de atrição mais do que por D impacto; Os moinhos completamente autógenos são normalmente utilizados na etapa de moagem primaria, e podem ser do tipo seco ou úmido. A alimentação para um moinho autógeno deve ser contínua, e consiste num material cuja granulometria flutue entre tamanhos muito grossos e outros muito finos, como acontece correntemente com a descarga do britador primário. O moinho autógeno, então, viria a substituir as etapas secundária e terciária de britagem. A Moagem Semi-Autógena consiste numa derivação da moagem autógena, que utiliza uma porcentagem (entre 4 a 10% de volume interno do moinho), de bolas de aço como meio adicional de moagem. Tabelas do fabricante Metso – moinho de barras Tabelas do fabricante Metso – moinho de bolas Exemplo Determinar o moinho de barras necessário para moer, a úmido, 250 t/h em circuito fechado, com um WI = 13,2 KWh/st e cujo F = 18.000µm e P = 1.200 μm. Sabe-se que a alimentação do moinho será preparada em britadores com circuito fechado. ρs = 3g/cm³