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Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa 
(organizadora)
Amanda Gea Del Trejo | Ana Carolina Ruiz de Lima
Beatriz Bech Carvalho | Fabiana Quelho Witzler Ribeiro
Fernanda Lopes de Carvalho | Gabrielly Del Valle Martins Ribeiro
Nickson Robert de Sousa | Tainah Samecima Alvarenga
Vitoria Pelegrin Dias Rantin
Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa 
(organizadora)
Amanda Gea Del Trejo
Ana Carolina Ruiz de Lima
Beatriz Bech Carvalho
Fabiana Quelho Witzler Ribeiro
Fernanda Lopes de Carvalho
Gabrielly Del Valle Martins Ribeiro
Nickson Robert de Sousa
Tainah Samecima Alvarenga
Vitoria Pelegrin Dias Rantin
1ª. Edição 
Como citar:
HIGA, R. C. B. L. (org.). Da pergunta ao aprendizado em Medicina LegalDa pergunta ao aprendizado em Medicina Legal. 
Presidente Prudente: Unoeste – Universidade do Oeste Paulista, 2021. 268 p. 
ISBN. 978-65-88185-09-4 
Presidente Prudente-SP
Unoeste – Universidade do Oeste Paulista
2021
Da pergunta ao aprendizado em Medicina Legal 
ISBN: 978-65-88185-02-5  (recurso eletrônico)
Capa (criação/arte) | Dennis Pereira | Departamento de Marketing Unoeste
Diagramação | Adalberto Camargo | Adalbacom (www.adalba.com.br)
Revisores
Dr. João Roberto Oba
Dr. Luís Antônio Gilberti Panucci
Catalogação na Publicação
D111p Da pergunta ao aprendizado em Medicina Legal / organização Rita 
de Cassia Bomfim Leitão Higa. -- 1.ed. – Presidente Prudente: 
Unoeste – Universidade do Oeste Paulista, 2021.
 232 p.: il. color.
 Vários colaboradores.
 ISBN: 978-65-88185-02-5  (recurso eletrônico)
 1. Medicina Legal. 2. Ensino - aprendizagem. 3. Medicina Forense. 
4. Universidade do Oeste Paulista. I. Higa, Rita de Cassia Bomfim 
Leitão, organização. II. Del Trejo, Amanda Gea. III. Lima, Ana Carolina 
Ruiz de. IV. Carvalho, Beatriz Bech. V. Ribeiro, Fabiana Quelho 
Witzler. VI. Carvalho, Fernanda Lopes de. VII. Ribeiro, Gabrielly Del 
Valle Martins. VII. Sousa, Nickson Robert de. VIII. Alvarenga, Tainah 
Samecima. IX. Rantin, Vitoria Pelegrin Dias. X. Título.
CDD 340.7 /23ª ed.
Bibliotecária: Jakeline Queiroz Ortega – CRB 8/6246
DIREITOS DESSA PUBLICAÇÃO AOS AUTORES:
É proibida a duplicação ou reprodução desta obra, no todo ou em parte, sob 
quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, 
fotocopia, distribuição na Web e outros), sem permissão expressa dos autores.
APOIO 
Associação dos Médicos Legistas do Estado de São Paulo 
Celso Domene 
PRESIDENTE
João Roberto Oba 
VICE-PRESIDENTE
Marcus Vinicius Baptista
Primeiro Secretário
Luiz Frederico Hoppe
Segundo Secretário
Hideaki Kawata
Primeiro Tesoureiro
Nilton José Soares
Segundo Tesoureiro
Rita de Cássia Gava
Diretor Social e Científico
Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa
Diretor Representante do Interior
TITULARES DO CONSELHO FISCAL
Ricardo Kirche Cristofi
José Claudio Sartorelli
Diogo Crevatin Sheldon
SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
Carlos Alberto de Souza Coelho
Antonio Carlos de Pádua Milagres
Arnaldo Teixeira Ribeiro
APRESENTAÇÃO DOS COLABORADORES
Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa (organizadora)
 https://orcid.org/0000-0002-7960-4119
Graduada em Medicina pela Universidade Estadual de 
Londrina (UEL). 
Residência Médica em Medicina Preventiva e Social (UEL).
Especialista em Medicina do Trabalho, Medicina Legal e 
Perícias Médicas.
Pós-Graduação em Toxicologia Forense pela FEEVALE e 
University of Florida.
Doutorado em Ciências – Área de Concentração: Patologia – 
Universidade de São Paulo (USP).
Delegada do Conselho Regional de Medicina de São Paulo – 
período: 2008-2010.
Membro da Câmara Técnica de Medicina Legal – período: 
2007-2018.
Delegada superintendente da Delegacia regional de 
Presidente Prudente da Associação Brasileira de Medicina 
Legal – período: 2015-2017.
Médica Legista aposentada do IML de Presidente Prudente. 
Professora Responsável de Medicina Legal e Toxicologia da 
Faculdade de Medicina da Unoeste.
Coordenadora do Centro de Assistência Toxicológica de 
Presidente Prudente.
Diretora do Interior da Associação dos Médicos Legistas de 
Presidente Prudente.
Amanda Gea Del Trejo
 https://orcid.org/0000-0002-9141-2566
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista (Unoeste), Presidente Prudente. 
Tesoureira da Liga Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia 
Forense. Formada em Engenharia Química e com Pós-
Graduação MBA em Gestão Empresarial. 
Ana Carolina Ruiz de Lima
 https://orcid.org/0000-0003-0466-0981
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista, Presidente Prudente. Diretora de Atividades 
práticas da Liga Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia 
Forense. 
Beatriz Bech Carvalho 
 https://orcid.org/0000-0001-6799-7982
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade 
do Oeste Paulista, Presidente Prudente. Membro da Liga 
Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense.
 
Fabiana Quelho Witzler Ribeiro
 https://orcid.org/0000-0002-6833-7502 
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste 
Paulista, Presidente Prudente. Vice-presidente da Liga Acadêmica 
de Medicina Legal e Toxicologia Forense. Advogada graduada 
em Direito pela Unesp, campus de Franca-SP.
Fernanda Lopes de Carvalho
 https://orcid.org/0000-0001-9109-6260
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista, Presidente Prudente. Secretária da Liga 
Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense.
Gabrielly Del Valle Martins Ribeiro
 https://orcid.org/0000-0003-2145-7723 
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista, Presidente Prudente. Diretora de Atividades 
Práticas da Liga Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia 
Forense. 
Nickson Robert de Sousa
 https://orcid.org/0000-0002-2996-7886
Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista, Presidente Prudente. Diretor Científico da 
Liga Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense. 
Tainah Samecima Alvarenga
 https://orcid.org/0000-0001-8212-4004
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade do 
Oeste Paulista, Presidente Prudente. Presidente da Liga 
Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense.
Vitoria Pelegrin Dias Rantin
 https://orcid.org/0000-0002-7569-6765
Acadêmica da Faculdade de Medicina da Universidade 
do Oeste Paulista, Presidente Prudente. Membro da Liga 
Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense.
 REVISORES
 
Dr. João Roberto Oba
 https://orcid.org/0000-0002-336-2822
Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências 
Médicas da Unicamp (1990). Especialista em Medicina 
Legal e Perícias Médicas pela Associação Brasileira 
de Medicina Legal e Perícias Médicas. MBA em Gestão 
Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) do 
Rio de Janeiro. Médico Concursado do Instituto Médico-
Legal de São Paulo e do Serviço de Verificação de Óbito 
de Diadema-SP. Médico-Chefe do Instituto Médico-
Legal de Diadema e do Serviço de Verificação de Óbito 
de Diadema-SP. Professor da Faculdade de Direito de 
Diadema. Professor da Faculdade de Medicina Santa 
Marcelina. Ex-Membro da Câmara Técnica de Medicina 
Legal do CREMESP. Ex-Membro da Câmara Técnica de 
Assédio Sexual do CREMESP. Ex-Delegado do CREMESP 
Vila Mariana. Vice-Presidente da Associação dos 
Médicos Legistas do Estado de São Paulo. Tesoureiro 
da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias 
Médicas (subseção São Paulo). Tesoureiro da Rede de 
Professores de Bioética.
 
Dr. Luís Antônio Gilberti Panucci
 https://orcid.org/0000-0002-3539-7189
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina 
de Vassouras (1995). Especialista em Ginecologia e 
Obstetrícia pelo Hospital e Maternidade Leonor Mendes 
de Barros-SP (2 anos de residência reconhecida pelo 
MEC), e 1 ano de especialização em Patologia Cervical e 
Mastologia pelo Hospital Brigadeiro-SP. Especialista em 
Ginecologia e Obstetrícia em 1998 (TEGO 373/98). Atua 
em Presidente Prudente-SP, em clínica privada, serviço 
público estadual e leciona na Unoeste (Universidade 
do Oeste Paulista), Presidente Prudente, curso de 
Medicina, disciplina de Ginecologia esuturas cranianas da face externa e 
interna, assim como a mandíbula (VANRELL, 2002).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 51
59 | Apresentar nos ossos outros elementos que podem ser 
avaliados para o estudo da idade.
RESPOSTA: O fechamento das epífises é um aspecto que deve ser 
avaliado. A avaliação radiológica dos ossos com o estudo dos núcleos 
de ossificação e consolidação das epífises a diáfises permite uma 
estimativa da idade óssea (FRANÇA, 2017).
60 | Listar os ossos que devem ser mensurados para avaliar 
estatura.
RESPOSTA: Os ossos usados na estimativa de estatura são: fêmur, 
úmero e fíbula. Após mensuração do comprimento desses ossos, 
aplicam-se os valores na fórmula de regressão de Trotter e Gleser ou 
em outras escalas para estimar a altura (FRANÇA, 2017; VANRELL, 
2002).
61 | Definir identificação judiciária.
RESPOSTA: A identificação judiciária ou policial se dá no âmbito 
civil ou criminal mediante coleta das características e informações 
antropométricas e antropológicas (FRANÇA, 2017; PEREIRA; 
GUSMÃO, 2001).
62 | Citar alguns tipos de identificação judiciária.
RESPOSTA: Esses tipos são: fotografia simples, retrato falado, 
sistema de Bertillon, assinalamento sucinto e sistema datiloscópico 
de Vucetich (FRANKLIN, 2019; FRANÇA, 2017).
63 | Descrever o método fotografia simples.
RESPOSTA: Esse método é a documentação fotográfica, frente e 
perfil à frente de um quadro antropométrico (FRANKLIN, 2019).
64 | Descrever o sistema de Bertillon. 
RESPOSTA: O sistema de Bertillon determina 11 aspectos importantes 
para a execução do método. São eles: “diâmetro anteroposterior da 
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 52
cabeça, diâmetro transversal da cabeça, comprimento da orelha 
direita, diâmetro bizigomático, comprimento do pé esquerdo, 
comprimento do dedo médio esquerdo, comprimento do dedo 
mínimo, comprimento do antebraço, estatura, comprimento dos 
braços abertos e altura do busto” (FRANÇA, 2017, p. 94).
Os dados obtidos são anotados, em milímetros, em fichas com outras 
características do indivíduo avaliado, como altura, cor do cabelo, da 
pele e dos olhos, deformidades, além de marcas, manchas, cicatrizes 
e amputações. O arquivamento das fichas também segue uma ordem 
específica, a qual faz uma relação entre atributos idênticos de pessoas 
distintas (FRANÇA, 2017; FERRARI; GALEANO, 2016).
65 | Definir o assinalamento sucinto. 
RESPOSTA: É o método utilizado para identificação em que são 
observadas e descritos aspectos físicos, como altura, cor de cabelos 
e de olhos, idade, raça e outras características que chamem a atenção 
e possam ser utilizadas para o reconhecimento. Um exemplo de 
utilização desse método de identificação é na descrição de pessoas 
desaparecidas (FRANÇA, 2017).
Imagem 7 – Tatuagem pode ser útil na identificação
 
Foto de Ligia Fascioni | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/photo/
tattoo-1-1492390. Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 53
66 | Definir o sistema datiloscópico de Vucetich. 
RESPOSTA: Na atualidade, o sistema datiloscópico de Vucetich 
é utilizado para identificação e arquivamento de impressões 
digitais, que são individuais, cujos desenhos são formados pelas 
cristas papilares dermais. É considerado decadactilar, portanto são 
colhidas as impressões digitais dos dez dedos de um indivíduo, as 
quais são registradas em ficha datiloscópica. A avaliação prática das 
linhas papilares considera 3 sistemas na impressão digital – basilar, 
marginal e nuclear ou central. As linhas se organizam em torno do 
núcleo, formando o delta. O delta é primordial no sistema de Vucetich 
para identificar os 4 tipos fundamentais (FRANÇA, 2017; SILVA, 
2016; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
Imagem 8 – Desenho digital – conjunto de cristas e sulcos 
 
Foto de Eljefe79 | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/photo/that-s-
me-1436549. Acesso em: 31 mar. 2021.
67 | Listar os tipos fundamentais do sistema datiloscópico de 
Vucetich. 
RESPOSTA: Os tipos fundamentais são: verticilo, presilha externa, 
presilha interna e arco (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 54
Imagem 9 – Impressão digital – presilha interna – presença 
de núcleo e delta à direita do observador 
Foto de Kort Kramer | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/photo/
bloody-thumbprint-1151588. Acesso em: 31 mar. 2021.
68 | Descrever as características de cada tipo fundamental do 
sistema datiloscópico de Vucetich.
RESPOSTA:
• Verticilo: contém dois deltas e um núcleo no centro.
• Presilha externa: o delta está à esquerda do observante; 
• Presilha interna: o delta está à direita do observante.
• Arco: sem núcleo e delta, possui somente os sistemas de linhas 
marginais e basilares (FRANÇA, 2017).
69 | Listar os números atribuídos pela fórmula datiloscópica a 
cada tipo. 
RESPOSTA: No polegar, as configurações são identificadas por meio 
de letras, sendo elas: V (verticilo), E (presilha externa), I (presilha 
interna) e A (arco). Os outros dedos são representados por números, 
sendo eles: 4 (verticilo), 3 (presilha externa), 2 (presilha interna) e 
1 (arco). Caso o dedo tenha sido amputado, é atribuído o número 0 
(zero). Se houver cicatrizes ou defeitos que impeçam a classificação, 
é atribuído um X (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 55
70 | Apresentar os datilogramas das mãos referentes ao 
numerador e ao denominador, respectivamente, segundo a 
fórmula datiloscópica. 
RESPOSTA: Os datilogramas dos dedos da mão direita são 
representados no numerador. No denominador, aqueles dos dedos da 
mão esquerda (VANRELL, 2002).
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO IV
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FERRARI, M. G.; GALEANO, D. Polícia, antropometria e datiloscopia: 
história transnacional dos sistemas de identificação, do rio da Prata 
ao Brasil. Hist. Cienc. Saúde-Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 23, 
(supl. 1), p. 171-194, dez. 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702016000900171&ln
g=en&nrm=iso. Acesso em: 25 maio 2020.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janeiro: Rubio, 
2019. 
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. 2. ed. São Paulo: 
Atheneu, 2014. 
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. São Paulo: Atheneu, 
2011.
IŞCAN, M. Y.; LOTH, S. R.; WRIGHT, R. K. Racial variation in the sternal 
extremity of the rib and its effect on age determination. Journal of 
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IŞCAN, M. Y.; LOTH, S. R. Determination of age from the sternal rib 
in white males: a test of the phase method. Journal of Forensic 
Science, v. 31, n. 1, p. 122-132, 1986.
IŞCAN, M. Y.; LOTH, S. R.; WRIGHT, R. K. Age estimation from the rib 
by phase analysis: white females. J. Forensic Sci., v. 30, p. 853-863, 
1985.
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 56
IŞCAN, M. Y.; LOTH, S. R.; WRIGHT, R. K. Age estimation from the rib 
by phase analysis: white males. J. Forensic Sci., v. 29, n. 4, p. 1094-
1104, 1984a.
IŞCAN, M. Y.; LOTH, S. R.; WRIGHT, R. K. Metamorphosis at the sternal 
rib end: a new method to estimate age at death in white males. Am. 
J. Phys. Anthropol., v. 65, n. 2, p. 147-156, 1984b.
MOORE, K. L.; DALLEY, A. A. Anatomia orientada para a clínica. 8. 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
PEREIRA, G. O.; GUSMÃO, L. C. B. Medicina Legal. 2001. Disponível em: 
http://www.malthus.com.br/rw/forense/Medicina_Legal_2004_
gerson.pdf. Acesso em: 5 jun. 2020. 
SARAJLIĆ, N.; GRADAŠČEVIĆ, A. Morphological characteristics of 
pubic symphysis for age estimation of exhumed persons. Bosn. J. 
Basic. Med. Sci., v. 12, n. 1, p. 51-54, 2012.
SATURNINO, A. R. A importância pericial do estudo comparativo 
histomorfológico do osso humano e de outros gêneros. 2000. 
Tese (Doutorado em OdontologiaLegal e Deontologia) – Universidade 
Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, 
Piracicaba-SP, 2000. 
SILVA, U. S. Arquivo criminal e o Sistema de Classificação 
Vucetich: representação e identificação por impressão digital. João 
Pessoa, 2016.
TORTORA, G. J. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e 
fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 
VANRELL, J. P. Odontologia Legal e Antropologia Forense. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, 
TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 58
CAPÍTULO V
TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E 
TAXONOMIA FORENSES
71 | Definir Tanatologia Médico-legal. 
RESPOSTA: É o capítulo da Medicina Legal que trata sobre a morte, 
suas circunstâncias, consequências jurídicas e ocorrências a ela 
relacionadas (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
72 | Conceituar morte.
RESPOSTA: Segundo França, morte é a extinção dos eventos vitais 
em decorrência de parada circulatória, respiratória e cerebral 
(FRANÇA, 2017).
73 | Citar os três critérios fundamentais para o diagnóstico de 
morte encefálica de acordo com a Resolução CFM 2173/2017. 
RESPOSTA: Segundo a Resolução CFM 1480/1997: “Os parâmetros 
clínicos a serem observados para constatação de morte encefálica são: 
coma aperceptivo com ausência de atividade motora supraespinal e 
apneia” (BRASIL, 2017).
74 | Listar, conforme a Resolução CFM 2173/2017, os 
sinais, critérios e pré-requisitos para que sejam iniciados os 
procedimentos de diagnóstico de morte encefálica. 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 59
RESPOSTA: De acordo com a Resolução CFM 2173/2017: “Os 
procedimentos para determinação de morte encefálica (ME) 
devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma 
não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia 
persistente, e que atendam a todos os seguintes pré-requisitos: 
a) presença de lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e 
capaz de causar morte encefálica; 
b) ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico 
de morte encefálica; 
c) tratamento e observação em hospital pelo período mínimo de seis 
horas. Quando a causa primária do quadro for encefalopatia hipóxico-
isquêmica, esse período de tratamento e observação deverá ser de, 
no mínimo, 24 horas; 
d) temperatura corporal (esofagiana, vesical ou retal) superior a 
35°C, saturação arterial de oxigênio acima de 94% e pressão arterial 
sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou pressão arterial média maior 
ou igual a 65mmHg para adultos, ou conforme a tabela a seguir para 
menores de 16 anos” (BRASIL, 2017).
Pressão Arterial
Idade Sistólica (mmHg) PAM (mmHg)
Até 5 meses 
incompletos 60 43
De 5 meses a 2 anos 
incompletos 80 60
De 2 anos a 7 anos 
incompletos 85 62
De 7 a 15 anos 90 65
Fonte: Brasil (2017).
75 | Listar os procedimentos mínimos para a determinação de 
morte encefálica, segundo a Resolução CFM 2173/2017. 
RESPOSTA: Conforme a Resolução 2173/2017: “É obrigatória a 
realização mínima dos seguintes procedimentos para determinação 
da morte encefálica:
a) dois exames clínicos que confirmem coma não perceptivo e 
ausência de função do tronco encefálico;
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 60
b) teste de apneia que confirme ausência de movimentos respiratórios 
após estimulação máxima dos centros respiratórios;
c) exame complementar que comprove ausência de atividade 
encefálica” (BRASIL, 2017).
76 | Listar as condições que devem ser demonstradas de 
forma inequívoca no exame físico, conforme a Resolução CFM 
2173/2017. 
RESPOSTA:
Segundo a Resolução CFM 2173/2017: “Art. 3º O exame clínico 
deve demonstrar de forma inequívoca a existência das seguintes 
condições:
a) coma não perceptivo;
b) ausência de reatividade supraespinhal manifestada pela ausência 
dos reflexos fotomotor, córneo-palpebral, oculocefálico, vestíbulo-
calórico e de tosse.
§ 1º Serão realizados dois exames clínicos, cada um deles por um 
médico diferente, especificamente capacitado a realizar esses 
procedimentos para a determinação de morte encefálica.
§ 2º Serão considerados especificamente capacitados médicos com 
no mínimo um ano de experiência no atendimento de pacientes 
em coma e que tenham acompanhado ou realizado pelo menos dez 
determinações de ME ou curso de capacitação para determinação 
em ME, conforme anexo III desta Resolução.
§ 3º Um dos médicos especificamente capacitados deverá ser 
especialista em uma das seguintes especialidades: medicina intensiva, 
medicina intensiva pediátrica, neurologia, neurologia pediátrica, 
neurocirurgia ou medicina de emergência. Na indisponibilidade de 
qualquer um dos especialistas anteriormente citados, o procedimento 
deverá ser concluído por outro médico especificamente capacitado.
§ 4º Em crianças com menos de 2 (dois) anos o intervalo mínimo 
de tempo entre os dois exames clínicos variará conforme a faixa 
etária: dos sete dias completos (recém-nato a termo) até dois meses 
incompletos será de 24 horas; de dois a 24 meses incompletos será 
de doze horas. Acima de 2 (dois) anos de idade o intervalo mínimo 
será de 1 (uma) hora” (BRASIL, 2017).
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 61
77 | Listar os sinais integrados ao tronco cerebral que podem 
ser verificados no exame físico dos pares cranianos.
RESPOSTA: Os sinais são: “reflexo pupilar, reflexo corneano, reflexo 
vestibulocalórico e tosse” (FRANKLIN, 2019, p. 284).
78 | Listar as condições que devem ser demonstradas de forma 
inequívoca pelo exame complementar. 
RESPOSTA: Segundo a Resolução 2173/2017: “Art. 5º O exame 
complementar deve comprovar de forma inequívoca uma das 
condições:
a) ausência de perfusão sanguínea encefálica ou
b) ausência de atividade metabólica encefálica ou
c) ausência de atividade elétrica encefálica.
§ 1º A escolha do exame complementar levará em consideração 
situação clínica e disponibilidades locais.
§ 2º Na realização do exame complementar escolhido deverá ser 
utilizada a metodologia específica para determinação de morte 
encefálica.
§ 3º O laudo do exame complementar deverá ser elaborado e assinado 
por médico especialista no método em situações de morte encefálica” 
(BRASIL, 2017).
79 | Listar os destinos que podem ser dados ao cadáver.
RESPOSTA: Os destinos dados aos cadáveres podem ser: “Inumação 
simples, Inumação com necropsia, Imersão, Destruição, Cremação, 
Liquefação do cadáver e/ou manutenção dos cadáveres no IML” 
(FRANÇA, 2017, p. 444; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
80 | Descrever a finalidade da declaração de óbito. 
RESPOSTA: A finalidade da declaração de óbito é certificar a morte, 
determinar a causa e atender as necessidades médica, sanitária e 
social (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 62
81 | Listar as partes que constituem o atestado de óbito. 
RESPOSTA: O atestado de óbito apresenta dois segmentos. O segmento 
I é composto de Causa direta, Causa antecedente intercorrente e 
Causa antecedente básica. O segmento II contém os outros estados 
significativos da doença que cooperaram para a morte, mas não 
estavam relacionados com a patologia que a estabeleceu (FRANÇA, 
2017).
82 | Citar o responsável pelo preenchimento da declaração de 
óbito em caso de morte natural com assistência médica. 
RESPOSTA: No caso de morte natural em que ocorreu a assistência 
médica, a declaração de óbito deve ser preenchida de preferência 
pelo médico assistente. 
Nos casos de pacientes hospitalares, a declaração de óbito deve ser 
realizada pelo médico assistente ou, em sua ausência, pelo médico 
substituto da própria instituição.
Nos casos de pacientes em tratamento ambulatorial, é de 
responsabilidade da instituição que prestava a assistência designar 
médico para o preenchimento. Caso contrário, a declaração de óbito 
será preenchida pelo médico do Serviço de Verificaçãode Óbito.
Se o paciente estava no domicílio, a declaração de óbito será 
preenchida pelo médico do programa no qual o paciente estava 
cadastrado ou, em casos de dúvida da causa da morte, será realizado 
pelo Sistema de Verificação de Óbitos (FRANÇA, 2017).
83 | Citar o responsável pelo preenchimento da declaração de 
óbito em caso de morte natural sem assistência médica. 
RESPOSTA: Nos casos de morte natural em que não ocorreu o 
atendimento médico, o preenchimento da declaração será realizado 
pelos profissionais médicos do Sistema de Verificação de Óbito ou, se 
não houver disponibilidade desse serviço, pelos médicos designados 
pelo mais próximo serviço público de saúde, ou, ainda eventualmente 
na falta dessa condição, por um outro médico da região da ocorrência 
(FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 63
84 | Citar o responsável pelo preenchimento da declaração de 
óbito em caso de morte de causa externa. 
RESPOSTA: As vítimas de mortes de causas externas são 
encaminhadas ao Instituto Médico Legal, em que o médico legista, 
considerado perito oficial, é o responsável pelo preenchimento do 
documento. Em locais em que não exista IML, a responsabilidade do 
preenchimento da declaração de óbito é de qualquer outro médico 
local ou profissional designado pelo juiz ou por outra autoridade 
como a policial, para a função de médico legista Ad hoc.
Se tão somente houver um médico na região, este deverá preencher 
a declaração de óbito.
Em locais sem médicos, a solicitação da declaração deve ser feita ao 
Cartório do Registro Civil por um responsável do finado, que deverá 
estar com duas testemunhas. 
Finalmente, quando ainda restarem dúvidas, fica ao encargo das 
secretarias municipais de saúde indicarem o profissional médico 
para essa atribuição (FRANÇA, 2017).
85 | Listar as causas jurídicas de morte. 
RESPOSTA: As causas jurídicas de morte são suicídio, homicídio, 
acidente ou “morte por decisão judicial”, quando houver 
impossibilidade de enquadrar nas primeiras 3 opções (FRANÇA, 
2017).
86 | Conceituar eutanásia, distanásia e ortotanásia. 
RESPOSTA: Eutanásia é o ato de prematurar a morte de um paciente 
com doença terminal por benevolência.
A ortotanásia diz respeito à interrupção da disponibilização de meios 
artificiais ou medicamentosos a paciente em coma não reversível e 
com morte encefálica definida. 
Por fim, a distanásia pode ser conceituada como o prolongamento do 
processo da morte por meio de um tratamento fútil que prolonga a 
vida do paciente sem promover qualidade e dignidade
 (FELIX et al., 2013).
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 64
87 | Listar os fenômenos abióticos imediatos. 
RESPOSTA: Os fenômenos abióticos imediatos (cessação dos sinais 
vitais) surgem no corpo a partir da morte. São eles: “perda da 
consciência, perda da sensibilidade, abolição da motilidade e do tônus 
muscular, cessação de respiração, cessação de circulação, cessação 
de atividade cerebral” (FRANÇA, 2017, p. 470).
88 | Listar os fenômenos abióticos consecutivos. 
RESPOSTA: Com relação aos fenômenos abióticos consecutivos (ou 
mediatos), deve-se ressaltar que estão relacionados à instalação dos 
fenômenos cadavéricos, como: desidratação cadavérica; esfriamento 
cadavérico (algor mortis); marcas de hipóstase cutâneas (livor 
mortis); rigidez cadavérica; espasmo cadavérico (FRANÇA, 2017).
89 | Listar os fenômenos transformativos. 
RESPOSTA: Os fenômenos transformativos são: “destrutivos 
(autólise, putrefação e maceração) e conservadores (mumificação, 
saponificação, calcificação, corificação, congelação, fossilização)” 
(FRANÇA, 2017, p. 473; BANDARRA; SEQUEIRA, 1999).
90 | Apresentar os fenômenos transformativos destrutivos. 
RESPOSTA: Os fenômenos transformativos destrutivos são: autólise, 
putrefação e maceração. A autólise é um evento de destruição 
celular decorrente de fermentação anaeróbia. Essa fase acontece em 
duas etapas: latente (comprometimento do citoplasma) e necrótica 
(comprometimento nuclear). A putrefação está relacionada à 
transformação do material orgânico pela ação fermentativa de 
microrganismos que ultrapassam a parede do intestino, chegando 
aos vasos e tecidos, ocasionando uma produção de gases, pressão e 
outros demais eventos. O curso putrefativo apresenta quatro fases: 
período cromático ou de coloração; período gasoso ou enfisematoso; 
período coliquativo ou de liquefação; período de esqueletização. De 
outro modo, a maceração é um processo transformativo sofrido pelo 
feto morto ainda no útero materno no último trimestre da gestação. 
Nesse processo há a soltura dos ossos dos tecidos e a perda da 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 65
contextura corporal com achatamento do abdome (FRANÇA, 2017; 
BANDARRA; SEQUEIRA, 1999).
Imagem 10 – Esqueletização – Fenômeno transformativo destrutivo
 
Imagem de Felipe Hueb | Fonte: Pexels. Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/pilha-
de-cranios-humanos-2747893/. Acesso em: 29 mar. 2021.
91 | Listar e descrever os métodos de determinação de acidez 
dos tecidos para diagnosticar a morte. 
RESPOSTA:
Sinal de Labord: coloca-se uma agulha polida de aço no tecido e 
aguarda-se 30 minutos para retirá-la; após a retirada, se seu brilho 
permanecer, é confirmada a morte. 
Sinal de Brissemoret e Ambard: coletam-se fragmentos hepáticos 
e esplênicos através de um trocarte para analisar o pH do tecido 
com auxílio do papel de tornassol; o pH é ácido em mortos e alcalino 
em vivos.
Sinal de Lecha-Marzo: coloca-se o papel de tornassol azul no globo 
ocular e aguarda-se de 2 a 3 minutos; depois retira-se o papel é 
observa-se a mudança da coloração, que adquire uma tonalidade 
vermelha em mortos devido à acidez. 
Sinal de De-Dominices: é o mesmo processo realizado no sinal de 
Lecha-Marzo, porém coloca-se o papel na escarificação da região 
abdominal, local em que a acidez aparece mais antecipadamente. 
Sinal de Silvio Rebelo: é o sinal adquirido pela colocação de uma 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 66
agulha corada em azul de tornassol entre um dobra de pele do 
indivíduo; se a região do tecido que estiver em contato com a agulha 
adquirir uma coloração amarelada, é comprovada a acidificação 
devido à morte.
Sinal de Forcipressão química de Icard: ao pinçar a pele, observa-
se a saída de uma serosidade que com o papel de tornassol é possível 
identificar a acidez; o papel adquire uma cor avermelhada em mortos 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
92 | Apresentar os fenômenos transformativos conservadores. 
RESPOSTA: Os fenômenos transformativos conservadores são: 
“mumificação, saponificação ou adipocera, calcificação, corificação, 
congelação e fossilização” (FRANÇA, 2017, p. 473). 
O processo de mumificação pode ser realizado de forma natural, 
artificial ou mista. A forma artificial era uma prática comumente 
realizada por egípcios, enquanto a mumificação natural acontece 
devido a algumas particularidades, como: pessoas do sexo feminino, 
recém-nascidos e algumas causas de morte, como desidratação ou 
hemorragias. Porém, os fatores mais importantes são as condições 
climáticas nas quais o cadáver se encontra, sendo necessário um 
ambiente bem arejado, seco e quente, pois dessa maneira a água 
evapora do corpo, causando um ressecamento e impedindo a ação 
microbiana, o que provoca uma diminuição do peso e conservação dos 
traços físicos, mas com pele dura, seca, enrugada e um enegrecimento 
da tonalidade. 
A saponificação, também denominada adipocera, ocorre após estágios 
mais avançados de putrefação e, ao contrário da mumificação, é 
favorecido por ambientes com pouca entrada de oxigênio e úmido, 
que aceleram a ação microbiana que hidrolisa os triglicerídeos, 
liberando os ácidos graxos, que dão o aspecto amarelo-escuro, mole, 
quebradiço, untuoso, com odor rançoso e com aparência de sabão 
ao corpo. Esse processo pode ser encontradoem algumas áreas do 
corpo, principalmente nas que possuem mais gordura, sendo rara a 
presença dessa característica no cadáver inteiro. 
A calcificação é comumente encontrada em fetos mortos retidos no 
útero. O corpo adquire uma aparência pétrea.
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 67
A congelação é o processo decorrente da submissão do cadáver a 
temperaturas muito baixas por muito tempo, fazendo com que o 
corpo seja conservado. Isso facilita a identificação do indivíduo e 
preserva espermatozoides, ossos e tecidos.
A fossilização é um fenômeno muito raro, uma vez que precisa de 
muitos anos para acontecer. É caracterizado pela conservação da 
forma do indivíduo, mas sem componentes orgânicos. 
A corificação é a conservação do corpo em urnas fechadas de metal, 
inibindo o processo de decomposição. Também é um processo muito 
raro. Quando o corpo é encontrado dessa forma, possui o aspecto 
de couro curtido, tem abdome achatado e musculatura, tecido 
subcutâneo e órgãos preservados. O processo dificulta a aproximação 
do tempo de morte, contudo auxilia a identificar a causa (FRANÇA, 
2017, p. 473; HERCULES, 2014; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
Imagem 11 – Mumificação – fenômeno transformativo conservador
 
Imagem de Owe Sleman | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/moe-the-mummy-1526274. Acesso em: 29 mar. 2021.
93 | Conceituar Cronotanatognose. 
RESPOSTA: Cronotanatognose é definida como o intervalo temporal 
observado nas diversas etapas do cadáver em relação ao momento 
que se verificou a morte (FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 68
94 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando o esfriamento do cadáver. 
RESPOSTA: O esfriamento do cadáver é um dos fatores mais 
importantes para a identificação do tempo de morte quando analisado 
nas horas iniciais. Sem a ação metabólica, o organismo começa a 
perder calor para o meio externo, igualando a temperatura do corpo 
à do ambiente. Após as 3 horas iniciais depois da morte ocorre uma 
perda de 0,5ºC por hora; depois desse tempo, 1°C por hora, até a 
temperatura se igualar à externa, contudo, devido às condições que 
o cadáver se encontra, pode acontecer erro até no limite de 2 horas. 
Por isso, aplica-se uma fórmula para uma precisão maior:
 
5n x 2cH = 
 1,5
N: temperatura retal normal (37,2°C)
C: temperatura atual.
Porém, essa fórmula só se aplica até as primeiras 15 horas post 
mortem (FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014).
95 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando a perda de peso. 
RESPOSTA: A perda de peso de um cadáver tem valor relativo para 
estimar o tempo de morte por sofrer inúmeras influências, sendo 
necessário saber com exatidão o peso do indivíduo no momento da 
morte. A perda de peso em cadáveres de crianças e recém-natos é 
em torno de 8g/kg de peso/dia nas 24 horas iniciais após a morte 
(FRANÇA, 2017).
96 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando a rigidez cadavérica. 
RESPOSTA: A rigidez do cadáver é um processo que surge, após 
a morte, em diferentes momentos e partes do corpo: iniciando-
se após a morte com distribuição pela sequência craniocaudal: 
nuca e mandíbula (1 a 2 horas); membros superiores (2 a 4 horas); 
tórax e abdome (4 a 6 horas); e membros inferiores (6 a 8 horas). 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 69
É importante ressaltar que a manipulação do cadáver pode levar à 
perda permanente da rigidez. Já a flacidez muscular surge na mesma 
sequência após 36 a 48 horas da morte, mas em recém-nascidos é 
mais precoce (FRANÇA, 2017; COSTA, 1998).
97 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando os livores hipostásticos. 
RESPOSTA:
Os livores hipostáticos surgem pela ação da gravidade no sangue, 
levando-o a se depositar nas regiões de declive. Entretanto, esse 
fenômeno pode sofrer diversas interferências, como no caso de 
desnutrição, de anemia aguda ou de mudança da posição do cadáver. 
De forma geral, as manchas surgem após 2 a 3 horas da morte, 
tornando-se permanentes depois de 12 horas (FRANÇA, 2017; 
PORTO; MIZIARA, 2019; COSTA, 1998).
98 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando a mancha verde abdominal. 
RESPOSTA:
A mancha verde abdominal surge na fossa ilíaca de 18 a 36 horas 
após a morte, de acordo com a temperatura do ambiente; nos lugares 
de clima mais quente, ela aparece precocemente. 
A mancha é estendida às demais regiões corporais entre 3 e 5 dias 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
99 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de morte 
considerando o conteúdo gástrico. 
RESPOSTA: Se houver alimentos passíveis de reconhecimento 
no estômago, podemos afirmar que a vítima morreu em torno de 
1 a 2 horas após sua última refeição. Se os alimentos estiverem 
digeridos em uma fase adiantada, pode-se apontar que o falecimento 
ocorreu entre 4 e 7 horas após sua última refeição. Se a digestão 
estiver completa, a morte ocorreu após 7 horas ou mais da última 
alimentação.
O uso de drogas, álcool ou medicamentos, além da presença de úlceras 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 70
pépticas, diabetes ou outras condições, pode modificar o tempo 
médio de esvaziamento gástrico. Os dados do conteúdo estomacal 
combinados com outros fenômenos podem auxiliar a avaliação do 
tempo de morte (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
100 | Descrever os aspectos importantes na estimativa de 
morte considerando o conteúdo vesical.
RESPOSTA:
Nos casos de mortes ocorridas durante a noite, a avaliação de 
conteúdo vesical pode ser utilizada; isso quando se pode imaginar a 
hora na qual o indivíduo foi dormir. Dessa forma, se a bexiga estiver 
vazia, estima-se que a morte ocorreu até 2 horas antes. Se estiver 
repleta, a morte pode ter acontecido no período de 4 a 8 horas antes. 
Se houver repleção vesical, deve-se averiguar a possibilidade de 
intoxicações determinadas por drogas que deprimem o SNC e coma 
(FRANÇA, 2017).
101 | Definir comoriência e premoriência. 
RESPOSTA:
A comoriência é definida pela morte de dois ou mais indivíduos no 
mesmo instante, sem que se possa definir se a morte acometeu algum 
anteriormente aos demais. Caso haja a viabilidade de estabelecer que 
um deles faleceu antes, a essa condição se dá o nome de premoriência, 
podendo haver a sucessão de bens do primeiro falecido para o 
segundo (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
102 | Conceituar Tafonomia Forense.
RESPOSTA: Tafonomia Forense é a ciência que estuda a ação 
externa na transformação cadavérica de interesse médico-legal 
(FRANKLIN, 2019).
103 | Citar o objetivo da Taxonomia Forense. 
RESPOSTA: A Taxonomia Forense objetiva avaliar as regiões de 
conservação e destruição do cadáver que se distinguem do rito 
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 71
tanatológico para a definição do ambiente do óbito e o tempo 
decorrido dele e possibilitar a reconstituição de situações pre e post 
mortem para orientar os peritos (FRANKLIN, 2019).
104 | Listar os tipos de ações externas avaliadas pela Taxonomia 
Forense.
RESPOSTA: As ações externas podem ser físicas, biológicas, climáticas 
e geológicas (FRANKLIN, 2019).
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO V
BANDARRA, E. P.; SEQUEIRA, J. L. Tanatologia: fenômenos cadavéricos 
transformativos. Rev. Educ. Cont. Vet. Med. CRMV-SP, v. 2, n. 3, p. 
72-76, 1999.
BRASIL. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2173, de 
23 de novembro de 2017. Define os critérios do diagnóstico de morte 
encefálica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 dez. 2017, p. 274-
276.
COSTA, L. R. S. Estimativa do tempo decorrido de morte através 
da análise do Esfriamento corporal. 1998. Dissertação (Mestrado) 
– Universidade Estadual de Campinas,Faculdade de Odontologia de 
Piracicaba, Piracicaba, SP, 1998.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012. 
FELIX, Z. C. et al. Eutanásia, distanásia e ortotanásia: revisão 
integrativa da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, p. 2733-
2746, 2013. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/
csc/2013.v18n9/2733-2746/. Acesso em: 5 ago. 2020.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janiero: Rubio, 
2019.
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. 2. ed. São Paulo: 
Atheneu, 2014.
CAPÍTULO V – TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E TAXONOMIA FORENSES 72
PEREIRA, G. O.; GUSMÃO, L. C. B. Medicina Legal. 2001. Disponível em: 
http://www.malthus.com.br/rw/forense/Medicina_Legal_2004_
gerson.pdf. Acesso em: 5 jun. 2020.
PORTO, A. C. A. R. S.; MIZIARA, I. D. Dificuldades diagnósticas da 
causa mortis em cadáveres decompostos. Saúde, Ética & Justiça, 
v. 24, n. 2, p. 57-66, 2019. Disponível em: http://dx.doi.org/10.11606/
issn.2317-2770.v24i2p57-66. Acesso em: 8 ago. 2020. 
CAPÍTULO VI – GENÉTICA FORENSE
CAPÍTULO VI – GENÉTICA FORENSE 74
CAPÍTULO VI
GENÉTICA FORENSE
Imagem 12 – Tecnologia genética
 
Fonte: Designed by Creativeart / Freepik. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-gratis/doutor-
concentrado-que-trabalha-com-uma-tela-virtual_973636.htm#page=1&query=Tecnologia%20
gen%C3%A9tica&position=1. Acesso em: 29 mar. 2021.
105 | Citar o principal objetivo da Genética Forense.
RESPOSTA: A Genética Forense tem por objetivo estudar o material 
biológico analisando os marcadores genéticos a fim de realizar 
a identificação, especialmente em restos cadavéricos, além de 
investigação de parentesco e criminalística biológica (PINHEIRO, 
2015).
CAPÍTULO VI – GENÉTICA FORENSE 75
106 | No processo de análise de DNA, apesar da disponibilidade 
de muitos protocolos laboratoriais efetivos, outras etapas 
merecem atenção e cuidado. Listar essas etapas.
RESPOSTA: As etapas são: coleta da amostra; preservação; transporte; 
armazenamento; cadeia de custódia; dispositivos laboratoriais seguros; 
protocolo de melhores práticas; extração do DNA; interpretação dos 
resultados; automação; uso de software para seguimento da amostra 
e manejo da informação (NATIONAL INSTITUTE OF JUSTICE, 2006).
107 | Citar os tipos de DNA nas células nucleadas humanas. 
RESPOSTA: As células humanas com núcleo apresentam o DNA 
mitocondrial (DNAmt) e o DNA nuclear (DNAnu) (PINHEIRO; 2015).
108 | Descrever a organização do DNA no núcleo das células. 
RESPOSTA: O DNA nuclear encontra-se organizado em cromossomos 
e fica compactado e protegido por proteínas, histonas. Cerca de 3.200 
milhões de pares de bases (pb) estão presentes em uma cópia do 
genoma humano, em que cada célula somática possui “22 pares de 
autossomas e dois cromossomos sexuais (XY homem e XX mulher)” 
(PINHEIRO, 2015, p. 44). Portanto, cada célula somática humana sem 
alteração possui 46 cromossomos (23 pares de cromossomos), tendo 
a designação de diploide. As células germinais ou gametas (ovócitos 
e espermatozoides) apresentam-se na forma haploide, por terem 
somente um conjunto de 23 cromossomos (PINHEIRO, 2015).
109 | Citar a base da identificação genética das amostras 
biológicas.
RESPOSTA: A identificação genética das amostras biológicas 
fundamenta-se na caracterização dos polimorfismos de DNA ou 
marcadores genéticos das regiões não codificantes do genoma 
humano (PINHEIRO, 2015).
110 | Citar os tipos de DNA para conclusão nas perícias forenses. 
RESPOSTA: Os tipos de DNA são preferencialmente o DNA nuclear 
(DNAnu) e, em algumas circunstâncias especiais, o DNA mitocondrial 
(DNAmt) (PINHEIRO, 2015).
CAPÍTULO VI – GENÉTICA FORENSE 76
111 | Citar as formas de herança do DNAnu e do DNAmt
RESPOSTA: O DNAnu é herdado dos pais. Já o DNAmt é herdado 
apenas da mãe (PINHEIRO, 2015).
112 | Listar os marcadores mais utilizados nas rotinas forenses. 
RESPOSTA: Os STRs (Short Tandem Repeats) são marcadores 
usados na perícia forense. Os STRs são: cromossomo X (X-STRs) e 
cromossomo Y (Y-STRs). Os X-STRs têm sido aplicados nos ensaios 
de identificação humana (MARTINS, 2008). 
113 | Definir STRs.
RESPOSTA: STRs (Short Tandem Repeats) são as regiões 
microssatélites do genoma que constituem o fundamento da 
identificação genética (MARTINS, 2008).
114 | Definir PCR.
RESPOSTA: PCR é a técnica de reação da polimerase por meio da qual 
é feito o estudo dos marcadores STRs (BONACCORSO, 2010).
115 | Citar a importância do estudo dos STRs autossômicos. 
RESPOSTA: O estudo dos STRs autossômicos pode ser realizado na 
resolução das mais variadas perícias em Genética médico-legal, ou 
quando há escasso material genético ou apresenta-se em degradação, 
não havendo a possibilidade de alcançar resultados (PINHEIRO, 2015).
116 | Definir CODIS.
RESPOSTA: CODIS é o Sistema de Dados de DNA do FBI norte-
americano (Combined DNA Index System) (CODIS).
117 | Definir Sistema Fênix. 
RESPOSTA: Fênix é o sistema europeu que contém o perfil genético 
de milhares de desaparecidos (CASTRO, 2013).
CAPÍTULO VI – GENÉTICA FORENSE 77
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO VI
BONACCORSO, N. S. Aspectos técnicos, éticos e jurídicos 
relacionados com a criação de bancos de dados criminais 
de DNA no Brasil. 2010. Tese (Doutorado em Direito Penal) 
– Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 
2010. Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/f2d0/
b3aa4dc7140bab074d0091fa493d6904ad6e.pdf. Acesso em: 28 out. 
2020.
CASTRO, S. G. Estudo de frequências alélicas de 15 STRs 
autossômicos na população paraibana. 2013. Dissertação 
(Mestrado) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2013. 
Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/
tede/3657/1/arquivototal.pdf. Acesso em: 2 ago. 2020.
CODIS. Disponível em: https://www.fbi.gov/services/laboratory/
biometric-analysis/codis. Acesso em: 8 ago. 2020.
MARTINS, J. A. Estudo de frequências alélicas de STRs do 
cromossomo X na população brasileira de Araraquara-SP. 2008. 
122 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista, 
Faculdade de Ciências Farmacêuticas, 2008. Disponível em: http://
hdl.handle.net/11449/87821. Acesso em: 8 ago. 2020.
NATIONAL INSTITUTE OF JUSTICE. Lessons Learned from 9/11: 
DNA Identification in Mass Fatalaty Incidents. 2006. Disponível em: 
https://www.ncjrs.gov/pdffiles1/nij/214781.pdf. Acesso em: 12 ago. 
2020.
PINHEIRO, M. F. Criminalística biológica. In: CORTE-REAL, F.; 
VIEIRA, D. N. (coord.). Princípios de Genética Forense. Coimbra: 
[s. n.], 2015. Disponível em: https://https://digitalis-dsp.uc.pt/
bitstream/10316.2/38492/3/Princ%C3%ADpios%20de%20
Gen%C3%A9tica%20Forense.preview.pdf Acesso em: 12 ago. 2020. 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 79
CAPÍTULO VII
TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL
118 | Definir Traumatologia Médico-Legal. 
RESPOSTA: A Traumatologia Médico-Legal visa estudar as lesões 
resultantes de ações violentas, suas respectivas energias causadoras, 
além dos impactos legais e socioeconômicos resultantes (FRANÇA, 
2017).
119 | Listar os tipos de energia que podem causar lesões ao 
corpo. 
RESPOSTA: Os tipos de energia que podem causar lesões ao corpo 
são de ordem: “mecânica, física, química, físico-química, bioquímica, 
biodinâmica, e mista” (FRANÇA, 2017, p. 101).
120 | Definir as energias de ordem mecânica.
RESPOSTA: As energias de ordem mecânica causam lesões 
internas e externas, que são resultado do impacto entre o objeto 
e o corpo humano. Esse impacto pode acontecer em uma ação 
mista (movimento do corpo e instrumento), em meio ativo (apenas 
o movimento do instrumento) e meio passivo (o instrumento em 
repouso, mas o corpo em movimento). 
Tais energias são resultantes de “pressão, explosão, deslizamento, 
percussão, compressão, descompressão, distensão, torção, fricção, 
por contragolpe ou de forma mista” (FRANÇA,2017, p. 106). 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 80
121 | Listar os meios ou instrumentos mecânicos que podem 
causar lesões corporais.
RESPOSTA: Os meios ou instrumentos mecânicos são divididos 
em: “perfurantes, cortantes, contundentes, perfurocortantes, 
perfurocontundentes e cortocontundentes” (FRANÇA, 2017, p. 101).
122 | Listar os tipos de lesões causadas por instrumentos 
mecânicos. 
RESPOSTA: Os agentes mecânicos podem causar lesões contusas, 
incisas ou cortantes, punctórias ou puntiformes, perfurocontusas, 
perfurocortantes e cortocontusas (FRANÇA, 2017).
Imagem 13 – Fratura de fíbula com grampos cirúrgicos 
e equimose – instrumento contundente
 
Imagem de Stan Chavez | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/compound-fracture-1-1557281. Acesso em: 29 mar. 2021.
123 | Descrever o mecanismo de ação do instrumento contundente. 
RESPOSTA: Os instrumentos contundentes possuem volume e forma 
precisos, e são capazes de ocasionar lesão por meio da transferência 
de energia cinética para uma superfície corporal (HERCULES, 2014).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 81
Imagem 14 – Escoriação terceiro dia
 
Fonte: arquivo próprio.
Imagem 15 – Ferida contusa com sutura – instrumento contundente
 
Imagem de Skarlyt | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/photo/
cut-2-1549635. Acesso em: 29 mar. 2021.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 82
Imagem 16 – Radiografia – fratura completa de quinto 
metacarpo – instrumento contundente
 
Imagem de Nick Campnell | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/ouch-1554339. Acesso em: 29 mar. 2021.
Imagem 17 – Lesão por ação contundente (martelo) na calota craniana
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 83
Imagem 18 – Ferimento por ação contundente – martelo
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 19 – Hemorragia intraventricular
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 84
124 | Citar exemplos de instrumentos contundentes.
RESPOSTA: Há um grande número de instrumentos considerados 
contundentes e que, quando ocorre movimento ativo sobre o 
corpo, podem determinar lesões, como: punhos fechados, pneus 
de automóveis, fivelas de cintos, cassetete, soco inglês, bengala, 
explosões, desabamentos, entre outros. Ademais, algumas lesões 
podem ser causadas de forma passiva como resultado do corpo indo 
de encontro ao solo ou pavimento (FRANÇA, 2017; RODRIGUES, 
2015).
125 | Descrever o espectro equimótico de Legrand du Saulle.
RESPOSTA: O espectro equimótico de Legrand du Saulle é baseado 
no processo de fagocitação das hemácias extravasadas no tecido 
que inicialmente apresenta-se de cor avermelhada. Os macrófagos 
degradam a parte heme da hemoglobina, em que o ferro liberado 
faz um complexo com a ferritina e forma a hemossiderina, também 
transformam o heme em biliverdina e posteriormente em bilirrubina, 
dando o aspecto esverdeado e amarelado consecutivamente. O 
decorrer do processo pode ser variado, dependendo da equimose. 
Em geral, demora cerca de 15 a 20 dias para que a pele volte à sua 
coloração normal. 
Uma exceção da formação do espectro equimótico é a conjuntiva 
ocular, que permanecerá vermelha do início ao fim, devido à 
oxigenação da hemoglobina nesta região (FRANÇA, 2017; HERCULES, 
2014).
Quadro 2 – Evolução do espectro equimótico
DIAS COLORAÇÃO
1º dia Vermelha
2º e 3º dias Violácea
4º a 6º dia Azul
7º a 10º dia Verde
11º a 15º dia Amarela
15º a 20º dia pele normal
 Fonte: França (2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 85
Imagem 20 – Equimose infraorbital direita
Imagem de Cottonbro | Fonte: Pexels. Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/adulto-
conselhos-orientacoes-assistencia-4100481/. Acesso em: 29 mar. 2021.
126 | Definir empalamento. 
RESPOSTA: Empalamento é o ato de penetrar um instrumento de 
grande eixo longitudinal na região anal ou perianal (FRANÇA, 2017; 
GRECO; DOUGLAS, 2016; SILVEIRA, 2015).
127 | Definir encravamento. 
RESPOSTA: Encravamento é o ato de penetrar um instrumento 
agudo, com fio e espesso em qualquer região corporal, geralmente 
de forma acidental (FRANÇA, 2017; GRECO; DOUGLAS, 2016).
128 | Definir lesões por precipitação.
RESPOSTA: As lesões por precipitação são descritas por Leon Thoinot 
como aquelas que apresentam “pele intacta ou pouco afetada, 
rupturas internas e graves das vísceras maciças e fraturas ósseas de 
características variáveis” (FRANÇA, 2017, p. 116). 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 86
Imagem 21 – Precipitação – caso 1
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 22 – Lesão por precipitação – caso 1
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 87
Imagem 23 – Lesão por precipitação – caso 1
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 24 – Precipitação – caso 2
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 88
Imagem 25 – Impressão do pavimento – precipitação – caso 2
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
129 | Descrever as lesões por atropelamento ferroviário.
RESPOSTA: O atropelamento ferroviário pode reduzir o corpo 
a pedaços de tamanhos variados e irregulares. A perícia deverá 
considerar outras possibilidades, que podem ser desde acidente, 
homicídio, suicídio a um atropelamento ferroviário para a 
dissimulação de outras causas, como homicídio e morte natural 
(FRANÇA, 2017). 
Imagem 26 – Lesão por atropelamento ferroviário
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 89
130 | Descrever o mecanismo de ação do instrumento cortante.
RESPOSTA: Esse mecanismo de ação acontece por deslizamento e 
pressão em um sentido linear realizado por um objeto com gume, 
produzindo secção uniforme dos tecidos (FRANÇA, 2017; HERCULES, 
2011; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
131 | Citar exemplos de instrumentos cortantes.
RESPOSTA: Exemplos de instrumentos cortantes são: navalha, 
lâmina, bisturi, canivete, cacos de vidros e pedaços de folhas metálicas 
(FRANÇA, 2017; HERCULES, 2011; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
Imagem 27 – Instrumento cortante
 
Imagem de Raven3k | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/photo/
scalpel-1442573. Acesso em: 29 mar. 2021.
132 | Descrever as lesões causadas por ação dos instrumentos 
cortantes.
RESPOSTA: As feridas ocasionadas por instrumentos cortantes 
são geradas por meio de um gume que desliza sobre a superfície 
corporal separando as bordas do tecido. Essas lesões apresentam 
como características: lineares, regularidade do fundo e de suas 
bordas, ausência de sinais traumáticos, hemorragia geralmente 
abundante, estando, no término da ação, a cauda de escoriação. Se o 
corte é oblíquo, apresenta a área central da lesão mais profunda que 
as extremidade (FRANÇA, 2017; FRÓES, 2015).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 90
Imagem 28A – Ferida incisa com sutura – instrumento com ação cortante
 
Foto de Sharon Mccutcheon | Fonte: Unsplash. Disponível em https://images.unsplash.com/photo-
1552328371-831062d07ba1?ixlib=rb-1.2.1&ixid=eyJhcHBfaWQiOjEyMDd9&auto=format&fit=crop&
w=634&q=80. Acesso em: 29 mar. 2021.
Imagem 28B – Cicatriz de ferida incisa
 
Foto de Shane | Fonte: Unsplash. Disponível em: 
https://images.unsplash.com/photo-1583966821154-ba58ea660f69?ixlib=rb-1.2.1&auto=format&fit
=crop&w=750&q=80. Acesso em: 29 mar. 2021.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 91
133 | Definir esgorjamento. 
RESPOSTA: Esgorjamento é a ação que seciona a parte “anterior, 
lateral, anterolateral ou laterolateral do pescoço” por instrumento 
cortante (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012, p. 301; 
FRANÇA, 2011; DEL-CAMPO, 2009; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
134 | Definirdecapitação. 
RESPOSTA: Decapitação é a ação que separa totalmente a cabeça do 
corpo. Pode ser realizada por meio de ação cortante, entre outras 
(FRANÇA, 2017; DEL-CAMPO, 2009).
135 | Definir esquartejamento. 
RESPOSTA: Esquartejamento é a ação que seciona o corpo em partes 
(FRANÇA, 2017).
136 | Descrever o mecanismo de ação do instrumento perfurante.
RESPOSTA: O ferimento por instrumento perfurante segue a Lei de 
Filhos e Langer: as fibras elásticas ou musculares do local atingido, 
ao serem afastadas pela passagem do instrumento, dão lugar a um 
desenho fusiforme, e este afastamento fusiforme se dá, em cada 
local, conforme a direção que essas fibras tomam nessa área; se a 
esse nível há a possibilidade de cruzamento ou entrelaçamento de 
fibras, o aspecto fusiforme pode ser substituído por um desenho 
em seta, em triângulo, etc. O mecanismo de ação do instrumento 
perfurante ocorre por pressão. Há uma transferência da energia 
cinética do instrumento para a ponta, que penetra a superfície e 
leva ao afastamento do tecido (FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014; 
PEREIRA; GUSMÃO, 2001; CARVALHO, 1992).
137 | Citar exemplos de instrumentos perfurantes. 
RESPOSTA: Exemplos de instrumentos perfurantes são: agulha, 
espinhos, prego, estilete, alfinete, sovela, florete e furador de gelo 
(FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 92
Imagem 29 – Instrumento perfurante – atua por pressão ou percussão
 
Imagem de Hannah Chapman | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/
pt/photo/pins-and-needles-1185236. Acesso em: 29 mar. 2021.
138 | Descrever as lesões causadas por ação do instrumento 
perfurante. 
RESPOSTA: Os instrumentos perfurantes produzem lesões punctórias 
ou puntiformes. Elas apresentam como características típicas: 
abertura reduzida, sangramento raro, pouco dano na superfície, 
podendo, em algumas ocasiões, pela profundidade, resultar em 
lesões graves apesar de na superfície demonstrar uma abertura 
menor que o instrumento utilizado, já que a pele é retrátil e elástica 
(FRANÇA, 2017; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
139 | Descrever o mecanismo de ação dos instrumentos 
perfurocontundentes.
RESPOSTA: A ação dos instrumentos perfurocontundentes depende 
do tipo de instrumento utilizado e da intensidade de sua pressão nos 
tecidos por ação de sua ponta. As lesões resultantes são causadas por 
mecanismo composto, que no mesmo momento perfura e contunde. 
Essas são causadas por: projéteis de arma de fogo, ponta de guarda-
chuva e chave de fenda (TOCCHETTO, 2013).
140 | Citar exemplos de instrumentos perfurocontundentes. 
RESPOSTA: Os instrumentos considerados perfurocontundentes 
quase sempre são os projéteis de arma de fogo, mas podem ser 
incluídos neste grupo também a chave de fenda e a ponta do guarda-
chuva (TOCCHETTO, 2013).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 93
Imagem 30 – Revólver 
 
Imagem de Pixabay | Fonte: Pexels. Disponível 
em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/
revolver-cinza-53351/. Acesso em: 29 mar. 2021.
Imagem 31 – Pistola 
 
Imagem de Steve Woods | Fonte: Unsplash. 
Disponível em: https://unsplash.com/photos/
cD2eM-TkE68. Acesso em: 29 mar. 2021.
magem 32 – Fuzil
 
Fonte: Unsplash. Disponível em: https://unsplash.com/photos/EhhJ5ptNp7k.
Acesso em: 29 mar. 2021. 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 94
Imagem 33 – Projétil de arma de fogo (PAF)
 
Imagem de Bexar Arms | Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 34 – Radiografia – PAF1
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 95
Imagem 35 – Radiografia – PAF2 
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
141 | Citar as lesões causadas por instrumentos perfuro-
contundentes. 
RESPOSTA: As lesões produzidas por instrumentos 
perfurocontundentes são: ferimento de entrada, trajeto e 
ferimento de saída (FRANÇA, 2017).
142 | Descrever a ferida de entrada de tiro encostado. 
RESPOSTA: O conceito de tiro encostado é: ação de disparo que 
acontece quando a boca do cano da arma dispõe-se recostada no 
alvo. A lesão é caracterizada por um orifício de entrada assimétrico, 
irregular e maior do que a amplitude do projétil. Quando existe 
plano ósseo adjacente, os gases alinhados ao projétil volvem, 
determinando mina de Hoffman. Ainda pode ser encontrada, 
quando a superfície óssea é plana, uma área ao redor do ferimento 
de entrada, com crepitação devido ao acúmulo de gases proveniente 
do cano encostado. Não há presença de orla de esfumaçamento e de 
tatuagem (TOCCHETTO, 2013).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 96
143 | Citar a denominação dada em tiros encostados na fronte 
em que há a presença de crepitação gasosa na tela subcutânea.
RESPOSTA: Esse sinal é denominado câmara de mina de Hoffmann 
(FRANÇA, 2017).
144 | Citar o sinal em que existe a presença de fuligem no 
halo na camada externa do osso quando o tiro é dado no crânio, 
escápula ou costela, especialmente quando a arma está sobre 
a pele. 
RESPOSTA: Esse sinal denomina-se sinal de Benassi (FRANÇA, 2017).
145 | Citar o sinal nos tiros encostados em que a marca do 
cano fica impresso na pele.
RESPOSTA: Esse sinal denomina-se sinal de Werkgaertner (FRANÇA, 
2017).
146 | Descrever a ferida de entrada de tiro a curta distância.
RESPOSTA: A ferida de entrada do tiro a curta distância apresenta 
formato arredondado ou ovalar; margens invertidas, orla escoriativa 
pela retirada da epiderme durante a penetração giratória na fase 
anterior do projétil; halo de enxugo determinado pela passagem 
do projétil pelos tecidos; zona de tatuagem resultado da infiltração 
de partículas incombustas de pólvora; orla de esfumaçamento da 
fuligem circundando a ferida de entrada; zona de queimadura; orla 
equimótica pelo rompimento de vasos de pequeno calibre; e área de 
compressão de gases pela atuação mecânica desses (FRANÇA, 2017; 
TOCCHETTO, 2013).
147 | Citar outras denominações dadas à orla de escoriação.
RESPOSTA: Outras denominações da orla de escoriação são: zona de 
contusão de Thoinot, orla desepitelizada de França, zona inflamatória 
de Hoffmann, entre outras (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 97
148 | Descrever a ferida de entrada de tiro a distância. 
RESPOSTA: A ferida de entrada de tiro a distância apresenta: 
formato arredondado, podendo também ser ovalar; presença de orla 
de escoriação, orla equimótica; halo de enxugo; orifício menor que 
a amplitude do projétil; e bordas invertidas e ausência dos efeitos 
acessórios do disparo. A orla de contusão em conjunto com o enxugo 
leva o nome de anel de Fisch (FRANÇA, 2017).
Imagem 36 – Ferimento de entrada – tiro a distância
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
149 | Descrever o sinal de funil de Bonnet. 
RESPOSTA: O sinal de funil de Bonnet ou cone truncado de Pousold 
oportuniza a verificação do ferimento de entrada ou saída na região 
óssea. Na área externa do ferimento de entrada, apresenta-se 
circular, regular e com formato de “saca bocado”. De outro modo, na 
área interna, o ferimento apresenta contornos irregulares e possui 
maior diâmetro que o da porção externa, levando à formação de um 
funil. No ferimento de saída, por outro lado, o funil está posicionado 
de forma invertida (FRANÇA, 2017).
150 | Descrever a diferença entre trajeto e trajetória. 
RESPOSTA: A definição de trajeto é o percurso feito pelo projétil no 
corpo. Já a trajetória se refere ao percurso percorrido pelo projétil 
desde o momento que deixou a arma até o local da parada final 
(FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 98
151 | Descrever o ferimento de saída. 
RESPOSTA: O ferimento de saída não apresenta sinais de pólvora, 
enxugo ou orla de escoriação. Apresenta bordas evertidas com 
formato irregular, às vezes com aspecto estrelado, geralmente de 
dimensão maior que o orifício de entrada e maior sangramento 
(FRANÇA, 2017; DI MAIO, 1999).152 | Descrever o mecanismo de ação do instrumento 
perfurocortante.
RESPOSTA: Os instrumentos perfurocortantes detêm ponta e gume 
com corte e atuam por pressão e secção. Eles penetram com a ponta e 
seccionam com o gume afiado a área corporal superficial e profunda 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
153 | Citar exemplos de instrumentos perfurocortantes.
RESPOSTA: Alguns exemplos de instrumentos perfurocortantes são: 
faca-peixeira, canivete, espada, punhal, lima, baioneta, florete, estile 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
Imagem 37 – Instrumento perfurocortante – instrumento de ponta e gume 
 
Imagem de Lynn Lopez | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.
freeimages.com/pt/photo/knife-1417852. Acesso em: 29 mar. 2021.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 99
Imagem 38 – Instrumento perfurocortante – instrumento de ponta e gume
 
Imagem de Mario Alberto Magallanes Trejo | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.
freeimages.com/pt/photo/knife-in-hand-2-1314424. Acesso em: 29 mar. 2021.
154 | Descrever as lesões causadas por ação dos instrumentos 
perfurocortantes. 
RESPOSTA: Essas lesões são resultado da ação de instrumentos 
perfurocortantes que têm ponta e gume, cuja atuação mista se faz 
por perfuração e secção das camadas superficiais e profundas. 
Geralmente, instrumentos perfurocortantes que apresentam 
apenas um gume provocam ferimento em forma de sulco lineal e 
uniforme, com uma angulação aguda e outra arredondada (forma de 
botoeira). Os instrumentos com dois gumes determinam ferimento 
com ângulos agudos e bordas iguais. As feridas produzidas por 
instrumentos de três gumes apresentam um formato triangular ou 
estrelado (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 100
Imagem 39 – Ferimento por ação perfurocortante
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
155 | Descrever as lesões causadas por instrumentos 
cortocontundentes. 
RESPOSTA: As lesões cortocontusas causadas por instrumentos 
cortocontundentes geralmente são mais graves, com comprimentos 
menores e de maior profundidade, não apresentam cauda de abrasão, 
além de possuírem bordas irregulares e poderem apresentar fraturas 
(FRANÇA, 2017; RODRIGUES, 2015).
156 | Descrever o mecanismo de ação do instrumento 
cortocontundente.
RESPOSTA: O mecanismo de ação dos instrumentos cortocontundentes 
– mesmo tendo gume – sofre a influência do peso, força, pressão do 
próprio objeto ou externa, além do deslocamento e percussão do 
objeto utilizado (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; FRANÇA, 2017).
157 | Citar exemplos de instrumentos cortocontundentes. 
RESPOSTA: Exemplos de instrumentos cortucontundentes são: as 
rodas de um trem, a foice, o facão, a guilhotina, o machado, os dentes, 
entre outros (CROCE JÚNIOR; CROCE, 2012; FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 101
Imagem 40 – Instrumento cortocontundente 
 
Foto de Tania Matvienko | Fonte: Freeimages. Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/axe-and-firefoods-1408708 Acesso em: 29 mar. 2021.
158 | Citar o tipo de lesão da mordedura humana.
RESPOSTA: A mordedura humana provoca uma lesão cortocontudente 
(FRANÇA, 2017).
159 | Citar as energias de ordem física mais comuns. 
RESPOSTA: “As energias de ordem física mais comuns são 
temperatura, pressão atmosférica, eletricidade, radioatividade, luz e 
som” (FRANÇA, 2017, p. 135).
160 | Descrever a classificação em graus das geladuras. 
RESPOSTA: As geladuras, determinadas pelo frio, são distribuídas 
em 3 graus. As consideradas de primeiro grau são representadas 
pelos eritemas com presença de prurido, hipossensibilidade, dor 
e pele com aspecto de pele anserina. No segundo grau, podem-se 
observar as flictenas de conteúdo claro ou mesmo hemorrágico. 
Gangrena e necrose estão presentes em geladuras de terceiro grau 
e são resultantes da morte tecidual por coagulação nos capilares 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 102
161 | Definir insolação. 
RESPOSTA: A insolação provém do calor do ambiente nos locais 
abertos ou excepcionalmente em ambientes confinados. Os elementos 
contribuintes para essa ocorrência são a atuação dos raios solares, 
temperaturas elevadas, falta de renovamento do ar e elevada umidade 
relativa (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
162 | Determinar em quais locais pode ocorrer a intermação. 
RESPOSTA: A intermação ocorre em ambientes fechados, abertos 
ou mal ventilados, o que provoca o aumento da radiação presente 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
163 | Descrever a graduação das queimaduras. 
RESPOSTA: As queimaduras de primeiro grau apresentam um eritema 
simples, ocorrendo uma vasodilatação fugaz sem dano dérmico 
(sinal de Christinson). A presença de flictenas de conteúdo amarelo-
claro, além do eritema (sinal de Chambert), caracteriza uma lesão de 
segundo grau. Nesse caso, as queimaduras podem ser um pouco mais 
profundas e apenas partes da derme podem ser conservadas, já sendo 
necessário um tratamento mais específico. Naquelas de terceiro 
grau, há a morte de toda a camada da pele, o que explica o porquê de 
serem menos dolorosas (há também a morte dos nervos) e o motivo 
do surgimento de escaras. A cicatrização é ainda mais lenta e pode 
levar ao surgimento de queloides, cicatrizes retrateis ou de tecido de 
granulação não elástico. As queimaduras de quarto grau apresentam 
também carbonização, inclusive óssea, de modo que geralmente são 
letais (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
164 | Descrever as perturbações definidas como mal das 
montanhas. 
RESPOSTA: O mal das montanhas está relacionado à diminuição da 
pressão parcial de oxigênio que acontece com o aumento da altitude 
local. Ocorre então uma diminuição da hematose, e o paciente passa 
a apresentar sintomas como fadiga, cefaleia, escotomas, náuseas, 
anorexia e insônia. Esse quadro é ampliado quando é concomitante ao 
esforço físico e é proporcional ao aumento da altitude. A reversão do 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 103
quadro acontece após alguns dias, quando o indivíduo, já aclimatado, 
passa a produzir mais hemácias, proporcionando um incremento da 
oxigenação (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
165 | Descrever a patologia de compressão. 
RESPOSTA: Essa patologia, também denominada “doença dos 
caixões”, é determinada pelo aumento da pressão atmosférica. 
Ela acontece por uma intoxicação por oxigênio, nitrogênio e gás 
carbônico, podendo causar dor, perfuração timpânica, hipoacusia, 
etc. Essa situação pode ser resultante tanto da compressão quanto 
da descompressão (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
166 | Citar os tipos de eletricidade que podem causar dano e/
ou morte.
RESPOSTA: Os tipos de eletricidade que podem causar dano e/ou 
morte são: a eletricidade natural (raios), a eletricidade artificial e 
a eletricidade biológica (proveniente de alguns tipos de peixes) 
(FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
167 | Definir fulminação. 
RESPOSTA: A eletricidade natural pode determinar dano ao corpo 
que resulta em morte definido por fulminação (FRANÇA, 2017; 
VANRELL, 2002).
168 | Definir fulguração.
RESPOSTA: A fulguração é a presença de lesões arborizantes 
localizadas e não letais produzidas quando a eletricidade natural 
age sobre o homem, caracterizando o sinal de Lichtenberg (FRANÇA, 
2017; VANRELL, 2002).
169 | Definir sinal de Lichtenberg. 
RESPOSTA: O sinal de Lichtenberg, também referido como marcas 
queraunográficas, tem uma apresentação arboriforme que pode 
ser arroxeada ou avermelhada decorrente de ações vasomotoras 
ocasionadas pela fulguração. A marca surge em média uma hora 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 104
após o evento e desaparece gradualmente nas 24 horas seguintes 
aproximadamente (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
170 | Definir eletroplessão.
RESPOSTA: Define-se eletroplessão como os efeitos provocados por 
descarga elétrica não natural, podendo ser letais ou não (FRANÇA, 
2017).171 | Listar as lesões causadas por efeito da radioatividade.
RESPOSTA: A radiação pode provocar lesões locais (radiodermites) ou 
gerais (acometendo órgãos profundos – gônadas). As radiodermites 
são as mais incidentes e podem se apresentar nas formas aguda ou 
crônica. Os achados na pele têm variações distintas, como eritema 
e prurido, descamação, podendo chegar ao estágio de necrose do 
tecido. Ademais, pode apresentar dor, aumento da sensibilidade 
tópica e maior exposição a infecções secundárias (FRANÇA, 2017; 
LENHANI et al., 2014; BLECHA; GUEDES, 2006; VANRELL, 2002).
172 | Apresentar a classificação das radiodermites agudas 
considerando o grau de acometimento. 
RESPOSTA: As radiodermites agudas podem manifestar-se durante 
o tratamento ou até 3 meses após o término. São classificadas em:
• 1º grau: temporária, apresenta-se como uma “lesão eritematosa 
ou depilatória”, apresentando um eritema leve e uma descamação 
seca que dura cerca de dois meses e deixa no local uma mancha 
escurecida que sumirá gradativamente; 
• 2º grau “papuloeritematosa: ulceração muito dolorosa e revestida 
por crosta seropurulenta”, com descamação localizada e moderado 
edema, difícil cicatrização, restando no local uma lâmina de pele 
atípica áspera com tonalidade alva;
• 3º grau “ulcerosa ou úlceras de Röentgen”: áreas necróticas 
podem surgir em trabalhadores que manipulam equipamentos de 
raio-X sem equipamento de segurança adequado (FRANÇA, 2017, 
p. 141; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 105
173 | Listar os tipos de lesões crônicas causadas por 
radioatividade.
RESPOSTA: As lesões crônicas resultantes de ação radioativa 
manifestam-se depois de um período do tratamento que pode 
levar meses ou anos. São lesões locais de forma “úlcero-atrófica, 
telangiectásicas ou neoplásicas” (epitelioma pavimentoso). Podem 
exibir isquemia, espessamento e fibrose. Além disso, algumas 
síndromes podem se desenvolver, como: “digestivas, cardíacas, 
oculares – úlcera de córnea e cataratas –, ginecológicas, esterilizantes, 
cancerígenas, sanguíneas e mortes precoces” (FRANÇA, 2017, p. 141).
174 | Listar os danos corporais que podem ser causados pela 
energia física luz.
RESPOSTA: Quando fachos de luzes com grande intensidade 
incidem em órgãos vulneráveis, como a córnea e o cristalino dos 
globos oculares, pode levar a perturbações neurossensoriais – 
defeitos de refração, dificuldade ou incapacidade de acomodação 
do cristalino, disfunções da retina, perda irreparável da visão e 
cegueira total. As radiações de infravermelho e de ultravioleta 
também podem desencadear lesões no cristalino e nas conjuntivas. 
O raio laser também apresenta efeitos fotoquímico e fototérmico 
muito superiores, ocasionando danos mais intensos (FRANÇA, 2017; 
CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
175 | Listar os danos corporais que podem ser causados pela 
energia física som.
RESPOSTA: A perda auditiva permanente pode ser paulatinamente 
instalada e desencadeada pela exposição contínua a muito ruído. 
Apresenta-se, predominantemente, em ambos os lados, perene, de 
modo lento e progressivo (perda auditiva variando de 3000-6000 
Hz em um período de 10-15 anos). 
A PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) começa com distúrbios 
discretos no audiograma, levando à perda da discriminação da fala, 
dificultando o estabelecimento do nível da voz e criando obstáculos 
à comunicação. Ruídos crônicos (geralmente decorrentes do 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 106
trabalho, como os atendentes de telemarketing) podem levar ao 
desenvolvimento de hipoacusia e evoluir para a surdez, podendo 
ainda apresentar alterações psíquicas e comportamentais, 
inclusive alterando a qualidade do sono. Já os intensos e contínuos 
podem produzir neurastenia, emagrecimento, hipotensão arterial, 
alterações e danos no ouvido interno e acometimento do sistema 
nervoso.
A exposição a ruídos moderadamente acentuados com uma 
larga série de frequência pode produzir vasoconstrição cutânea, 
comprometimento da visão, além de afetar o sistema metabólico 
aumentando a atividade das suprarrenais (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
176 | Descrever as lesões causadas por cáusticos e citar os 
respectivos agentes. 
RESPOSTA: As lesões causadas por cáusticos podem produzir duas 
ações: coagulantes ou liquefacientes. As lesões por ação coagulante 
são descritas como escaras endurecidas com diversas graduações 
de cores, a depender do agente. Já as lesões por ação liquefaciente 
são descritas como escaras úmidas, amolecidas e hialinas. Exemplos 
de agentes coagulantes: acetato de cobre e nitrato de prata. Os 
liquefacientes: soda cáustica e amônia (FRANÇA, 2017; SILVEIRA, 
2015; DEL-CAMPO, 2009).
177 | Listar os sinais externos das asfixias. 
RESPOSTA: A compressão torácica dificulta o retorno venoso, 
principalmente da veia cava superior. Dessa forma, o sangue passa a 
se acumular no sistema venoso, gerando vários pontos equimóticos 
tão próximos que deixam a face e o pescoço da vítima com coloração 
roxo-escura, denominada máscara equimótica de Morestin. A 
pressão aumentada pelo sangue acumulado pode determinar 
entumescimento de língua, lábios, olhos e gengivorragias (MEDRADO, 
2015; HERCULES, 2014).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 107
178 | Listar os sinais internos das asfixias. 
RESPOSTA: Devido ao processo de asfixia, é possível encontrar 
sinais de congestão e distensão pulmonar, petéquias de Tardieu na 
pleura, e o sangue é escuro e líquido. Nessa congestão polivisceral, 
o fígado apresenta-se pletórico (FRANÇA, 2017; MEDRADO, 2015; 
HERCULES, 2014).
179 | Apresentar a divisão das asfixias mecânicas. 
RESPOSTA: As asfixias mecânicas se dividem em puras, complexas e 
mistas (FRANÇA, 2017).
180 | Apresentar as causas e a divisão das asfixias puras. 
RESPOSTA: As causas das asfixias puras são hipercapnia e anoxemia. 
Essas são classificadas em: 
• Asfixias em decorrência de gases não respiráveis, como em 
confinamentos, presença de monóxido de carbono ou outros vícios 
de ambiente;
• Asfixia por obstáculos que impeçam a penetração adequada do 
oxigênio pelo sistema respiratório. Esse grupo é subdividido em:
Sufocação direta: obstrução das vias superiores (como 
tampar com a mão ou um travesseiro o nariz e a boca) ou das 
vias inferiores; 
Sufocação indireta: pode decorrer de constrição do tórax 
que impeça a adequada expansão torácica no momento da 
respiração ou por uma substituição do meio gasoso por um meio 
líquido (afogamento) ou por um meio sólido (soterramento) 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 108
Imagem 41 – Aspiração
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 42 – Edema pulmonar
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
181 | Apresentar as causas de asfixias complexas. 
RESPOSTA: Asfixia complexa ocorre quando há uma contrição 
do pescoço da vítima, impedindo-a de respirar e dificultando a 
circulação cerebral, gerando anoxemia e hipercapnia, seja ela por 
enforcamento (de forma ativa utilizando o peso corporal), seja 
por estrangulamento (de forma ativa utilizando a força muscular) 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 109
182 | Citar os eventos envolvidos nas asfixias mistas. 
RESPOSTA: Os eventos respiratórios, circulatórios e nervosos estão 
envolvidos nas asfixias mistas (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
183 | Citar as asfixias em espécie. 
RESPOSTA: As asfixias em espécies são classificadas em:
• Afogamento;
• Confinamento; 
• Enforcamento;
• Esganadura;
• Estrangulamento;
• Soterramento;
• Sufocação;
• Monóxido de Carbono (FRANÇA, 2017; MEDRADO, 2015).
184 | Definir afogamento. 
RESPOSTA: Afogamento é um modo de asfixia mecânica determinado 
quando acontece a penetração de líquidos ou semilíquidos na árvore 
respiratória, impedindo a passagem livre do ar aos pulmões e a 
adequada hematose (FRANÇA, 2017). 
185| Citar as fases do mecanismo de morte por afogamento. 
RESPOSTA: A morte por afogamento é constituída de 3 (três) fases. 
A primeira compreende surpresa e dispneia. Na segunda, ocorre 
parada dos movimentos respiratórios por defesa do organismo. Já a 
terceira é caracterizada pela perda da resistência devido à exaustão, 
iniciando-se um modo de asfixia que determina inconsciência e 
perda da sensibilidade, culminando na morte (FRANÇA, 2017).
186 | Relatar os sinais cadavéricos externos do afogado.
RESPOSTA: Os principais sinais externos encontrados em um 
afogado são: pele fria com aspecto anserino; maceração da epiderme, 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 110
especialmente das mãos e pés; cogumelo de espuma de coloração 
branca a rósea que se estende do nariz-boca até a traqueia; retração 
do sacro escrotal, pênis e mamilo; livores cadavéricos mais claros; 
presença de corpos estranhos, como areia sob as unhas; erosão dos 
dedos; equimose da face das conjuntivas; a localização da mancha 
verde na região cervical inferior; possíveis ferimentos ocasionados 
por animais; alteração do processo de rigidez e de desidratação pelo 
encharcamento do cadáver; dentes e unhas róseos (FRANÇA, 2017).
187 | Relatar os sinais cadavéricos internos do afogado. 
RESPOSTA: Entre os sinais internos encontrados nas vítimas de 
afogamento, podemos citar: presença de líquidos e elementos 
estranhos no sistema respiratório; lesões pulmonares (enfisema 
aquoso subpleural ou sinal de Brouardel, equimoses subpleurais 
ou manchas de Tardieu e manchas de Paltaulf); aumento do peso 
e do tamanho dos pulmões; marcas das costelas nos pulmões; 
hiperaeria ou sinal de Casper; diluição do sangue; líquidos presentes 
nas cavidades pleurais, ouvido médio, sistema digestório; aumento 
cardíaco; sangramentos musculares; congestão de vísceras torácicas, 
abdominais etc. Além desses sinais, podemos citar outros, como 
congestão das vísceras e presença de equimoses na região cervical e 
torácica (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
188 | Definir soterramento. 
RESPOSTA: Um dos tipos de asfixia mecânica é o soterramento, no 
qual ocorre oclusão das vias respiratórias por terra ou poeiras, na 
maior parte dos casos devido a acidentes. O diagnóstico é baseado 
na análise dos fatos, do local e da presença de substâncias sólidas 
dentro das vias respiratórias e digestivas (FRANÇA, 2017).
189 | Definir confinamento.
RESPOSTA: O confinamento é o enclausuramento de um indivíduo 
em um ambiente sem a possibilidade de renovação dos gases, o 
que faz com que o estoque de oxigênio se esgote lentamente, com 
consequente acúmulo de gás carbônico (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 111
190 | Definir sufocação. 
RESPOSTA: Sufocação é uma asfixia mecânica que impede o livre 
trânsito do ar nas vias respiratórias de maneira direta, por obstrução 
das vias aéreas, ou indireta, quando há constrição torácica e sufocação 
por posicionamento (FRANÇA, 2017).
191 | Definir enforcamento. 
RESPOSTA: O enforcamento é uma forma de asfixia mecânica 
causada pela compressão cervical por um laço em um ponto fixo, 
com a força atuante sendo ocasionada pelo peso da própria vítima. O 
enforcamento típico é a asfixia decorrente do posicionamento do nó 
na região occipital, enquanto o enforcamento atípico é aquele que há 
asfixia e o local do nó pode estar em qualquer outra posição, exceto 
na região occipital (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
192 | Listar as modalidades de enforcamento.
RESPOSTA: As modalidades de enforcamento são: típico, atípico, 
completo e incompleto (ZARZUELA, 1993).
Imagem 43 – Ilustração – Enforcado
 
Fonte: Pixabay. Disponível em: https://pixabay.com/pt/vectors/execu%C3%A7%C3%A3o-enforcado-
mortos-silhueta-29644/#_=. Acesso em: 15 set. 2020.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 112
193 | Citar os fenômenos apresentados no enforcamento. 
RESPOSTA: Os fenômenos do enforcamento apresentam três fases: 
a primeira ocorre logo após a compressão cervical, levando a uma 
percepção de calor, escotomas luminosos, zumbidos, inconsciência por 
ausência de oxigenação no cérebro; na fase subsequente, a presença 
de ação excitatória corporal e convulsões devido à hipoxemia e 
hipercapnia, provocadas pela impossibilidade de trocas e compressão 
do nervo vago; na terceira e última, ocorre a morte de fato, com a 
parada cardiorrespiratória (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
194 | Descrever o aspecto geral do morto por enforcamento. 
RESPOSTA: Quando há morte por enforcamento, a cabeça da vítima 
estará voltada para o lado contrário ao nó e a face encontra-se 
com coloração alva ou violácea devido à intensidade de constrição 
dos vasos, e com presença de secreção ou espuma com aspecto 
sanguinolento nas vias aéreas. A língua estará cianótica e projetada 
para fora das arcadas dentárias e olhos exoftálmicos. Nos casos de 
enforcamento completo, a vítima apresentará os membros inferiores 
suspendidos e os superiores adjuntos ao corpo; no incompleto, os 
membros adquirirão posições variadas.
O corpo apresentará a rigidez cadavérica tardiamente e as hipóstases 
estarão localizadas mais intensamente nos extremos dos membros 
superiores e inferiores, apresentando púrpuras hipostáticas na região 
devido ao tempo de suspensão. Cadáveres com um grande tempo de 
suspensão apresentarão putrefação úmida na parte inferior do corpo 
e putrefação seca na parte superior (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
Imagem 44 – Enforcamento
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 113
Imagem 45 – Enforcado - sinal de Friedberg
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 46 – Sinal de Friedberg
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrer.
Imagem 47 – Corrente – enforcamento atípico
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 114
Imagem 48 – Enforcamento atípico 
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 49 – Enforcamento atípico
 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
195 | Descrever os sinais externos do enforcado.
RESPOSTA: O sulco é o elemento mais significativo do enforcamento. 
Na maioria dos casos ele está presente, exceto quando o tempo de 
enforcamento é muito curto ou quando os laços são bem macios ou 
se for colocado um elemento macio no espaço entre o laço e a região 
cervical. Se o material utilizado para o laço for fino e/ou duro, a 
marca será profunda, diferentemente de outros, que deixam sulcos 
menos profundos e de menor intensidade. O sulco estará posicionado 
de forma oblíqua, da região inferior para a superior e da alça para 
o nó. Caso o nó esteja muito apertado, o sulco pode apresentar-se 
contínuo.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 115
Os sinais de reação vital são importantes para determinar se a 
vítima morreu devido ao enforcamento ou se foi pendurada após 
a morte. Podemos ter: sinal de Ponsold (livores em placas acima e 
abaixo da margem do sulco), sinal de Thoinot (área arroxeada nas 
margens do sulco), sinal de Azevedo-Neves (livores no formato de 
pontos acima e abaixo da margem do sulco), sinal de Ambroise Paré 
(base do sulco com pele rugosa e escoriada), sinal de Neyding (base 
do sulco com infiltração hemorrágica puntiforme), sinal de Bonnet 
(sinal deixado pela textura do laço), sinal de Schuz (margem cranial 
do sulco protuberante e violácea) e sinal de Lesser (fundo do sulco 
com pequenas bolhas hemorrágicas) (FRANÇA, 2017; VANRELL, 
2002).
196 | Descrever os sinais internos locais do enforcado.
RESPOSTA: Entre os sinais internos locais no enforcamento, 
observamos áreas lesivas na região dérmica profunda e do tecido 
celular subcutâneo com sufusões hemorrágicas; lesões dos vasos; 
nas carótidas, pode haver secção transversal da camada externa 
(sinal de Etienne-Martin) e/ou camada interna (sinal de Amussat); já 
nas veias jugulares, pode ocorrer o descolamento da camada íntima 
(sinal deObstetrícia, desde 
2005. Desde 2016 atua como Médico-Legista no IML do 
Estado de São Paulo.
 
DEDICATÓRIA
Aos peritos, médicos-legistas entre 
outros, que, todos os dias, por meio 
de seu trabalho honram a arte da 
Medicina Legal, aos professores 
desta disciplina e aos estudantes 
que com suas perguntas estimulam 
a renovação dessa ciência.
AGRADECIMENTOS
O momento de agradecer é o mais difícil. Como expressar 
gratidão pelas pessoas que tornaram possível a realização desta 
obra? Não há como traduzir apenas em palavras esse sentimento, 
portanto esse espaço é insuficiente para este propósito.
Agradeço à Universidade do Oeste Paulista, em especial à 
Faculdade de Medicina, que, por meio de sua direção e coordenação, 
sempre ofertou todas as condições estruturais e o apoio completo 
às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Registramos o nosso 
mais profundo agradecimento ao ex-diretor Prof. Dr. Gabriel de 
Oliveira Lima Carapeba e ao atual diretor, Dr. Murilo de Oliveira Lima 
Carapeba, assim como aos coordenadores Dra. Nilva Galli, Prof. Dr. 
Fernando Antônio Mourão Valejo e Dra. Ilza Martha de Souza.
À Profa. Dra. Claudia Alvares Calvo Alessi, coordenadora de 
extensão da FAMEPP, sempre presente em todas as atividades.
Ao Dr. João Roberto Oba e ao Dr. Luís Antônio Gilberti Panucci, 
que disponibilizaram tempo e conhecimento para a revisão deste 
trabalho.
Ao Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero pela gentil cessão de imagens 
de seu arquivo para a ilustração.
À Associação dos Médicos Legistas do Estado de São Paulo 
(AMLESP) pelo seu usual apoio às iniciativas de propagação da 
Medicina Legal.
À bibliotecária Jakeline Queiroz Ortega, que trabalhou 
arduamente em cada etapa deste livro para organizá-lo e editá-lo, 
tornando possível sua finalização.
Ao Dennis Luiz Gomes Pereira e sua equipe do Departamento de 
Marketing da Unoeste pela criatividade e realização da arte da capa.
Por fim, é importante agradecer aos acadêmicos da LAMELT - 
Liga Acadêmica de Medicina Legal e Toxicologia Forense da Unoeste 
que aceitaram o grande desafio de escrever esta obra. Sua dedicação 
e esmero na busca das respostas, assim como sua resiliência em 
vencer as dificuldades de cada fase foi fundamental para a conclusão 
desta obra. Este é um livro feito por estudantes para estudantes da 
ciência que ilumina a justiça: a Medicina Legal.
Com imensa alegria manifesto profunda gratidão a todos, 
reiterando meu respeito e admiração.
A organizadora 
“As pessoas que não fazem perguntas 
permanecem ignorantes para o resto 
de suas vidas.”
(Neil deGrasse Tyson)
 
APRESENTAÇÃO 
É com imensa felicidade que vemos mais um projeto 
da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente 
da Unoeste tomando forma. Que esse livro sobre 
Medicina Legal possa abrilhantar os estudos de 
profissionais de saúde e do Direito com seus capítulos 
recheados de conteúdos atuais e essenciais para 
formação e atuação na área. 
Que seu conhecimento cresça a cada página virada.
Que sua fome pelo saber aumente a cada novo desafio 
vencido.
Prof. Dr. Gabriel de Oliveira Lima Carapeba
NOTA 
A Faculdade de Medicina de Presidente Prudente-SP 
da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) prima 
por um ensino médico de qualidade e apoia sua 
pesquisa e seus projetos de extensão, além de oferecer 
incentivo ao docente em suas criações. Portanto, 
parabenizo a Profa. Dra. Rita de Cassia Bomfim 
Leitão Higa pelo seu excelente trabalho: um livro de Medicina Legal 
que muito contribuirá para o ensino dos nossos discentes.
Dra. Nilva Galli
Coordenadora do Curso de Medicina, Presidente Prudente-SP
Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)
PREFÁCIO
Todos os profissionais que trabalham no âmbito da atividade 
médico-legal sabem: que esta área envolve o contato quase diário 
com situações dramáticas e implica tocar nos corpos de existências 
subitamente interrompidas e o contatar com pessoas que carregam 
com elas os traumas de uma vida afetada pela tragédia e pelo 
infortúnio, por vezes até com o cheiro da morte colado ao corpo; 
e que ser especialista em Medicina Legal significa saber “escutar” 
o que um corpo tem para contar e ouvir as vozes das vítimas e das 
suas famílias, quantas vezes feita de gritos mudos de desespero e 
angústia, de dor e raiva.
Com a sua intervenção, quem trabalha nesta área assegura que 
a Medicina Legal continue a atuar como ciência guardiã da justiça, 
a constituir um elemento fundamental para uma melhor e mais 
adequada aplicação desta, a ser elemento essencial na defesa de 
valores tão fundamentais quanto a honra, o bom nome, a liberdade 
e a dignidade da pessoa humana. O especialista em Medicina Legal 
esforça-se diariamente por ajudar, por não desistir deste mundo que 
nos coube. 
Trabalhar no âmbito da Medicina Legal exige um esforço 
constante de revisão e atualização do conhecimento. Essa é uma 
área do saber em permanente evolução, uma área na qual todo 
progresso – científico, tecnológico, social, legislativo ou qualquer 
outro – tem sempre repercussões. É uma área com a qual os futuros 
profissionais de saúde e do direito devem contatar logo na sua fase de 
formação pré-graduada para que entendam o seu alcance e as suas 
limitações, para que comecem a interiorizar e a absorver o que dela 
vão inevitavelmente precisar de dominar, independentemente da 
área de especialidade e de exercício profissional pela qual venham a 
optar. Daí a necessidade: de livros de estudo e consulta elaborados a 
pensar essencialmente nos estudantes, a pensar naqueles que estão 
a dar os primeiros passos na descoberta do fascinante universo 
médico-legal; de obras que sejam simples e claras, com a leveza que 
um conhecimento inicial exige, mas simultaneamente com o rigor e a 
seriedade de que não podem transigir. Este livro é, indiscutivelmente, 
uma dessas obras e tem a vantagem de ser proporcionado em acesso 
aberto, garantindo a todos a possibilidade de o consultarem.
Estamos perante obra que, por meio da resposta de um amplo 
leque de perguntas, nos proporciona uma viagem pela Medicina Legal, 
partindo da sua história e evolução para chegar à realidade prática 
pericial quotidiana, nas diversas áreas de atuação desta ciência 
guardiã da justiça, que sempre foi – e que sempre será – essencial 
para a aplicação desta, para a defesa de valores tão fundamentais 
quanto a honra, o bom nome, a liberdade e a dignidade da pessoa 
humana. Proporciona, assim, uma introdução ao conhecimento 
médico-legal, oferecendo diálogos entre a teoria e a realidade, entre 
o pensamento e a ação, entre o saber e a dúvida, sabendo estimular 
o debate produtivo de ideias e a reflexão individual. Podemos não 
concordar com algumas das perspectivas e reflexões expostas, mas 
é seguramente um proveitoso ensaio de inventividade e criatividade, 
muito útil para o estudante, com um enorme potencial como elemento 
de estímulo para uma iniciação devidamente fundamentada na 
atividade médico-legal e na sua realidade.
Para além do conhecimento teórico, este livro oferece ainda 
ao leitor um interessante acervo de imagens da realidade prática 
médico-legal. Ora, a Medicina Legal é uma das áreas médicas em 
que a imagem tem uma particular relevância, até porque contextos 
traumáticos similares podem proporcionar aspectos por vezes 
bastante diversos. Daí a enorme importância também dos atlas 
de Medicina Legal como elementos essenciais para a difusão e 
consolidação do conhecimento científico neste domínio. Atlas 
estes que decisões judiciais relativamente recentes terão posto 
genericamente em causa no Brasil, sem que tal faça qualquer sentido, 
desde que devidamente assegurados os princípios éticos e legais que 
devem nortear a publicação de imagens (e desde logo o anonimato 
relativamente à sua proveniência), como sucede com as publicadas 
nesta obra.
Elaborado por um jovem grupo de entusiastas e dinâmicos 
acadêmicos da LAMELT (Liga de Medicina Legal e Toxicologia 
Forense) da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), atuandoOtto); lesões da laringe, rupturas das cartilagens cricoide, 
tireoide e do osso hioide são frequentes, além de fraturas, luxações 
e/ou ruptura de ligamentos da coluna vertebral (FRANÇA, 2017; 
VANRELL, 2002).
197 | Relatar os sinais apresentados dos planos profundos do 
pescoço do enforcado. 
RESPOSTA: 1 - Nos músculos, são denominados de: sinal de Hoffmann-
Haberda, quando ocorre infiltração hemorrágica no músculo 
cervical; sinal de Lesser, quando há rotura transversal e hemorragia 
no músculo tireo-hióideo;
2 - Nas cartilagens e ossos: sinal de Morgagni-Valsalva-Orfila-
Röemmer, na rotura do corpo do hioide;
3 - Na tireoide: sinal de Hoffmann (fraturas das apófises superiores) 
e sinal de Helwig (fratura do corpo da tireoide);
4 - Na cricoide: sinal de Morgagni-Valsava-Deprez (fratura do corpo);
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 116
5 - Nos ligamentos: sinal de Bonnet, quando ocorre ruptura ligamentar 
crocóideo e tireóideo;
6 - Nos vasos: sinal de Amussat-Divergie-Hoffmann (solução de 
continuidade da camada interna da carótida comum, próximo a 
sua divisão); sinal de Friedberg (infiltração hemorrágica de túnica 
adventícia das carótidas internas e externas); sinal de Lesser (rotura 
das camadas adventícias das carótidas internas e externas); sinal de 
Ziemke (rotura da camada interna das jugulares interna e externa) 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
198 | Descrever os sinais diferenciais do sulco, segundo Bonnet, 
no estrangulamento e enforcamento. 
RESPOSTA: Os sinais diferenciais do sulco no enforcamento e 
estrangulamento são: no enforcamento, o sulco é oblíquo ascendente, 
variável, dependendo da região cervical, apresentando interrupção 
ao nível do nó, em geral único, estando acima da cartilagem tireóidea 
com profundidade e coloração variáveis; no estrangulamento, o 
sulco está horizontalizado, homogêneo em toda a área cervical e é 
frequentemente múltiplo e localizado abaixo da cartilagem tireóidea 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
199 | Descrever o mecanismo de morte por enforcamento. 
RESPOSTA: O mecanismo de morte por enforcamento apresenta 
três causas: morte por bloqueio da circulação, especialmente pelo 
impedimento do acesso de sangue arterial pelas carótidas; morte por 
asfixia mecânica decorrente da obstrução da passagem de ar para a 
região pulmonar pela presença do laço no pescoço; morte por inibição 
resultante da compressão dos nervos cervicais (FRANÇA, 2017).
200 | Definir estrangulamento. 
RESPOSTA: O estrangulamento é definido pela pressão feita no 
pescoço por ação externa podendo ser gerada por dispositivo como 
um cinto em conjunto com a força utilizada pelo agente. Esse golpe 
é popularmente conhecido como mata-leão (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 117
201 | Relatar os sinais externos do estrangulamento.
RESPOSTA: Os sinais externos do estrangulamento são: face 
intumescida e arroxeada determinada pela compressão venosa e 
arterial; lábios e orelhas violáceos, apresentando ou não secreção 
espumosa sanguinolenta ou rósea expelida pela boca e narinas; já 
com a língua ocorre o tensionamento e posicionamento mais à frente 
das arcadas dentárias, que ficam bem escuras; o sulco apresenta-
se horizontalizado, único ou múltiplo, com profundidade uniforme 
preservando a continuidade e localizado descensionalmente a 
cartilagem da tireoide. Não é raro o achado de rastros e estrias ungueais 
próximos ao sulco (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
202 | Relatar os sinais internos do estrangulamento.
RESPOSTA: Ao se avaliar a região cervical profunda, podem-se 
observar alguns sinais, entre eles: infusões de sangue no subcutâneo 
e da musculatura cervical; lesões da cartilagem tireóidea, cricóidea e 
do osso hioide; sinal de Friedberg (presença de infusões hemorrágicas 
da camada adventícia das carótidas); sinal de Amussat (roturas 
transversais abaixo das bifurcações) (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
203 | Descrever a fisiopatologia da morte por estrangulamento. 
RESPOSTA: A asfixia e ação compressiva de nervos e vasos são os 
principais fatores determinantes de morte no estrangulamento. 
O bloqueio da traqueia impede o transporte de ar aos pulmões, e 
esse consequente processo asfíxico determina a rápida perda da 
consciência. A circulação sanguínea nas veias jugulares e artérias 
carótidas é dificultada, de modo que não ocorre irrigação do 
segmento cefálico, levando à morte. A compressão nervosa ainda 
provoca inibição do sistema nervoso central, colaborando para uma 
evolução letal (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
204 | Definir esganadura. 
RESPOSTA: Esganadura é a constrição do pescoço que provoque 
um processo mecânico de asfixia, impedindo a passagem de ar até 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 118
os pulmões, sendo esse um ato homicida (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
205 | Relatar os sinais externos da esganadura. 
RESPOSTA: Esses sinais são palidez/cianose da face, “pontilhado 
escarlatiniforme de Lacassagne” (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012, 
p. 403) em face e pescoço e congestão conjuntiva. A vítima pode 
apresentar ainda espuma com presença de sangue nas narinas, 
otorragia, quando houver lesão de tímpano, e equimoses elípticas 
causadas pela pressão das polpas digitais do agressor. Escoriações 
causadas, por exemplo, pelas unhas do ofensor podem estar ausentes 
quando a constrição for realizada em cima de tecidos (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
206 | Relatar os sinais locais profundos da esganadura. 
RESPOSTA: Na esganadura, esses sinais são: infiltrados hemorrágicos 
nas áreas profundas do pescoço; lesões da laringe; fraturas dos ossos 
hioide e estiloide e das cartilagens cricóidea e tireóidea. Lesões nos 
vasos cervicais, no entanto, não são comuns (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
207 | Descrever a fisiopatologia da morte por esganadura. 
RESPOSTA: Esse tipo de morte apresenta 3 mecanismos: asfixia, 
compressão dos nervos cervicais e, em menor relevância, a obstrução 
vascular do pescoço. No primeiro, há oclusão da traqueia e da 
fenda glótica, impedindo a passagem de oxigênio para os pulmões, 
levando a anóxia e perda de consciência. No segundo, ocorre inibição 
reflexa devido à compressão dos nervos carotídeos. Por último, há 
comprometimento encefálico por falta de sangue arterial, já que 
há obliteração das artérias vertebrais e carótidas comuns (CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
208 | Citar as energias de ordem bioquímica. 
RESPOSTA: As energias de ordem bioquímica se apresentam como 
uma combinação entre as ações química e biológica, que atuam 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 119
nocivamente sobre a saúde. Como exemplos podem ser referidos: 
distúrbios nutricionais e infecções (FRANÇA, 2017).
209 | Citar e descrever as energias de ordem biodinâmica. 
RESPOSTA: As energias de ordem biodinâmica são ocorrências 
oriundas externa ou internamente que culminam em respostas 
orgânicas fisiopatológicas e altamente fatais, como choque, 
coagulopatia de consumo ou coagulação intravascular disseminada 
e síndrome de disfunção de múltiplos órgãos; 
• A coagulação intravascular disseminada é definida por um 
distúrbio, tipo trombo-hemorrágico, com antecedentes de 
patologias do sistema hematológico e desenvolvida consequente 
a distúrbios posteriores; 
• A síndrome de disfunção de múltiplos órgãos caracteriza-se pela 
danificação progressiva das funções de diferentes órgãos nos 
indivíduos que estão com quadro de gravidade;
• O choque é a resposta do organismo a uma agressão de um agente 
e se manifesta por meio de uma modalidade de defesa dos efeitos 
nocivos do trauma. Entre os tipos de choque estão: cardiogênico, 
obstrutivo, hipovolêmico e periférico (FRANÇA, 2017).
210 | Citar as energias de ordem mista.
RESPOSTA: “As energias de ordem mista compreendem: síndrome 
da alienação parental, síndrome da criança maltratada, síndrome 
do ancião maltratado, violênciacontra a mulher, tortura, fadiga e 
doenças por parasitas” (FRANÇA, 2017, p. 172-173).
211 | Definir a síndrome de alienação parental. 
RESPOSTA: A síndrome de alienação parental é um transtorno 
psiquiátrico infantil caracterizado por acometer especialmente 
crianças envolvidas em situações de litígio da guarda entre os 
progenitores. Há uma programação do menor para que odeie o outro 
genitor sem justificativa (FRANÇA, 2017; SOUSA; BRITO, 2011).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 120
212 | Definir síndrome de Munchausen.
RESPOSTA: A síndrome de Munchausen é um transtorno mental no 
qual a pessoa busca simular patologias ou mesmo causá-las com o 
objetivo de obter diligências médicas ou auxiliares. Pode ocorrer 
por transferência, como no caso de mães que submetem seus filhos a 
esse quadro, no qual as crianças são submetidas a diversas consultas 
e hospitalizações desnecessárias, além de apresentar incoerência 
anatomopatológica e resposta terapêutica ineficaz (FRANÇA, 2017).
213 | Citar a divisão das lesões corporais dolosas. 
RESPOSTA: As lesões corporais dolosas se classificam em leves, 
graves e gravíssimas. 
214 | Definir lesão corporal leve.
RESPOSTA: Lesão corporal leve são lesões superficiais que 
comprometem pele, tecido subcutâneo e vasos sanguíneos pequenos. 
São lesões de pouco impacto orgânico e de restauração rápida, sendo 
seu conceito estabelecido pela exclusão do que está tipificado nos 
parágrafos 1o e 2o do Art. 129 do Código Penal (FRANÇA, 2017; 
SILVEIRA, 2015; MONTEIRO, 2001).
215 | Definir lesão corporal grave.
RESPOSTA: Lesão corporal grave são lesões dolosas que apresentam 
um dos eventos: “incapacidade para as ocupações habituais por 
mais de 30 dias, perigo de vida, debilidade permanente de membro, 
sentido ou função e aceleração do parto” (FRANÇA, 2017, p. 198).
216 | Definir a condição “incapacidade para as ocupações 
habituais por mais de 30 dias”.
RESPOSTA: A incapacidade para as ocupações por mais de 30 dias 
consiste na perda da habilidade da vítima de executar as ocupações 
que executava antes do ocorrido, não necessariamente de forma total, 
mas também parcialmente, causando risco ou prejuízo no período 
de 30 dias. Essas ocupações não estão limitadas às de natureza 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 121
trabalhista ou lucrativa, mas envolvem todas as atividades habituais 
realizadas pelo indivíduo, sendo elas físicas ou mentais. 
Após 30 dias, é feita a reavaliação do indivíduo com exame 
complementar para verificação de melhora ou não da sua condição, 
sendo importante ressaltar que o retorno às atividades habituais 
não necessariamente indica a cura total. O término da incapacidade 
acontece quando a pessoa está capacitada ao retorno das atividades 
de maneira razoável e segura, uma vez que a cura é funcional, não 
anatômica. Nessa avaliação, caso o indivíduo seja considerado inapto 
a retomar suas ocupações habituais, a lesão é considerada lesão 
corporal grave, de acordo com o Art. 129 do Código Penal (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
217 | Definir a condição “perigo de vida”.
RESPOSTA: O perigo de vida é considerado de fato uma ameaça real 
de morte decorrente de uma lesão em até 30 dias. Não deve estar 
correlacionado a prognósticos, mas a eventos do presente ou do 
passado. É uma série de eventos que podem levar a vítima a óbito, se 
ela não receber atendimento imediato para reversão do quadro, como 
em casos de hemorragia abundante de vaso calibroso, traumatismo 
cranioencefálico, pneumotórax, queimaduras extensas, etc. Para a 
existência de perigo de vida, o grau de gravidade deve realmente 
ameaçar a vida e sinalizar a possibilidade da ocorrência de morte 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
218 | Definir a condição “debilidade permanente de membro, 
sentido ou função”.
RESPOSTA: A debilidade permanente de membro, sentido ou função 
inclui a diminuição/enfraquecimento permanente da aptidão do uso, 
sentido ou função de um membro. Para tal, faz-se primordial uma 
perícia com critérios de avalição do membro, do sentido e da função 
bem definidos, os quais avaliam a capacidade fisiológica, não anatômica. 
A saber, para tal, “membros são os quatro apêndices do corpo, os 
superiores e os inferiores; sentido é a faculdade pela qual percebemos 
as manifestações da vida de relação; e função, o mecanismo de 
atuação dos órgãos, aparelhos e sistemas” (FRANÇA, 2017, p. 200).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 122
Algumas lesões são tão acentuadas que se equiparam à perda ou 
inutilização e são classificadas como lesões gravíssimas. Exemplo: 
perda do primeiro quirodáctilo. Devido ao fato de ser o único dedo 
que se opõe aos demais dedos da mão, sua perda pode ser considerada 
como inutilização do membro superior, haja vista que a função de pinça 
não existirá mais (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
219 | Definir a condição “aceleração do parto”.
RESPOSTA: Aceleração do parto é um termo usado na Medicina 
forense para referir-se à expulsão antecipada do feto com vida, de 
forma precoce ao termo da gestação em decorrência de agressão 
física ou psíquica à mãe. É uma conduta de difícil perícia, tendo em 
vista que, se o bebê estiver vivo e bem, não haverá dano configurado 
da prematuridade, porém, dependendo da maturação, ainda que o 
bebê tenha nascido vivo e continuado a viver, pode constituir lesão 
grave. Se óbito fetal pode representar lesão corporal seguida de 
aborto, entre outras situações que poderiam ser cogitadas diante de 
outros desfechos (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
220 | Definir e exemplificar lesão corporal gravíssima. 
RESPOSTA: Uma lesão corporal gravíssima é caracterizada por um 
dano irreparável a uma estrutura física ou à saúde do indivíduo, 
sendo uma perturbação para a qual não há restauração ou cura, 
podendo levar assim à perda permanente da função (CAPEZ, 2007).
221 | Definir a condição “incapacidade permanente para o 
trabalho”.
RESPOSTA: Trata-se da inabilitação para desenvolver atividade 
laborativa, em caso de lesões gravíssimas em que não há condições 
de recuperação e retorno ao trabalho de forma permanente 
(MIRABETE, 2012).
222 | Definir a condição “enfermidade incurável”.
RESPOSTA: A enfermidade incurável é uma condição grave e de 
caráter incurável tendo uma ou mais funções com seu exercício 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 123
incompleto ou defeituoso. Usualmente ocorre devido a ato doloso e 
requer manejo especial. Para que a doença seja considerada incurável, 
são necessários documentos que comprovem a impossibilidade de 
cura. As enfermidades que têm cura, mas cujo processo seria muito 
longo ou impossibilitado pela falta de recursos da vítima, também 
podem ser consideradas incuráveis (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
223 | Exemplificar a condição “perda ou inutilização de membro, 
sentido ou função”.
RESPOSTA: As vítimas que sofreram amputação ou perda de função 
de mais de 80% de algum órgão ou membro se enquadram no 
conceito de perda ou inutilização. A cegueira ou a paralisia de um 
membro como consequência de um processo de agressão podem 
ser considerados exemplos deste conceito (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
Imagem 50 – Ilustração de amputação
 
Imagem de Miguel Henriques | Fonte: Disponível em: https://images.unsplash.com/
photo-1544531664-12a4ea82b7d4?ixlib=rb- -1.2.1&ixid=eyJhcHBfaWQiOjEyMDd9&auto= 
format&fit=crop&w=750&q=80. Acesso em: 10 set. 2020.
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 124
224 | Definir a condição “deformidade permanente”.
RESPOSTA: A avaliação das deformidades permanentes é discutida 
até os dias de hoje, pois ainda não há um consenso médico-legal 
para definir essas lesões. Essas são consideradas como todas as 
deformidades que causarem incômodo e constrangimento à pessoa 
afetada, podendo estar localizada em qualquer região do corpo, não 
só na face, e que tenha caráter permanente ou que não desapareça 
com algum artefato, levandoa uma desarmonia estética. Os fatores 
como idade, sexo, profissão ou meio social não podem definir a 
caracterização da deformidade, nem mesmo o olhar que a vítima 
tem de si própria, mas exclusivamente a desarmonia da lesão e o 
seu poder de despertar repúdio ao outro (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
225 | Definir lesões corporais seguidas de morte.
RESPOSTA: A lesão corporal seguida de morte, também conhecida 
como homicídio preterintencional, caracteriza-se quando o autor do 
crime causa um dano físico a outrem sem a intenção de provocar-lhe 
a morte, mas a morte acontece. Dessa forma, nesses casos, o desfecho 
fatal é um resultado inesperado, portanto a morte é qualificada como 
uma ação culposa, e o ato em si, doloso (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
226 | Definir lesões corporais culposas. 
RESPOSTA: As lesões corporais são classificadas em culposas quando 
são causadas por imperícia, imprudência ou negligência, cabendo ao 
legista observar e descrever as lesões e tentar estabelecer a relação de 
causalidade, seja pela realização de uma ação, seja pela sua omissão, 
e a previsibilidade dos possíveis danos decorrentes. Não compete 
ao perito médico legista realizar a apreciação sobre negligência, 
imperícia ou imprudência médica, sendo essa pertencente aos 
Conselhos de Medicina e juízes (FRANÇA, 2017).
227 | Definir Infortunística.
RESPOSTA: A Infortunística é a área da Medicina Legal que se dedica 
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 125
aos estudos das doenças vinculadas ao trabalho, dos acidentes 
laborais e patologias ocupacionais. É, portanto, o estudo dos danos 
causados ao trabalhador que ocasionem uma lesão corporal ou 
perturbação funcional desencadeada pelo exercício do trabalho 
(FRANÇA, 2017).
228 | Definir acidente de trabalho.
RESPOSTA: É o acidente ocorrido no período da atividade laboral 
autônoma ou empresarial, podendo causar dano, morte, distúrbio 
funcional e perda ou redução – de forma provisória ou definitiva – 
da capacidade de trabalhar. Podem ainda ser consideradas acidentes 
de trabalho as doenças ocupacionais vinculadas ao ato laboral, além 
dos acidentes que podem ocorrer no percurso que a pessoa faz da 
residência ao trabalho e do trabalho para a residência (FRANÇA, 
2017; VANRELL, 2002).
229 | Citar os constituintes que caracterizam o acidente do trabalho. 
RESPOSTA: Esses são: presença de lesão pessoal, incapacidade 
laboral, nexo de causalidade e algumas condições temporais e locais 
(FRANÇA, 2017).
230 | Definir doença profissional. 
RESPOSTA: As doenças profissionais são aquelas adquiridas devido 
ao desempenho de certa atividade laboral, sendo comuns em 
trabalhadores com a mesma função e sem a presença de um fator 
conhecido. Elas estão descritas em ato do Ministério da Previdência 
Social (FRANÇA, 2017; VANRELL, 2002).
231 | Definir simulação.
RESPOSTA: Simulação é o ato de mentir propositalmente sobre a 
existência de sintomas físicos e/ou psíquicos, como manifestações 
subjetivas (dores, cegueira, anestesias, etc.) e objetivas sem coerência 
de causa e efeito (hérnias, tumores, traumatismos por acidentes, 
etc.), na busca de gratificação ou fuga do dever (RODRIGUES et al., 
2016; DURÃO; LUCAS, 2015).
CAPÍTULO VII – TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 126
232 | Definir metassimulação.
RESPOSTA: O indivíduo possui ou possuiu uma lesão ou doença, 
porém relata os sintomas de maneira supervalorizada em 
comparação com a realidade (FRANÇA, 2017; RODRIGUES et al., 
2016; DURÃO; LUCAS, 2015).
233 | Definir dissimulação. 
RESPOSTA: Dissimulação é o ato de ocultar um dano corporal, 
alteração na função ou a existência de patologia (FRANÇA, 2017; 
BRUNO, 1941).
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CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 130
CAPÍTULO VIII
SEXOLOGIA FORENSE
234 | Definir Sexologia forense. 
RESPOSTA: Sexologia forense é a área que estuda os assuntos 
médico-legais e periciais que envolvem o comportamento sexual, e 
as implicações legais quando ultrajadas a liberdade e a dignidade no 
âmbito sexual (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
235 | Citar os artigos do Código Penal que versam sobre os 
crimes sexuais (dos crimes contra a liberdade sexual). 
RESPOSTA: “CAPÍTULO I (dos crimes contra a liberdade sexual)
Estupro
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, 
a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se 
pratique outro ato libidinoso. 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. 
§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a 
vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: 
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
§ 2o Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. 
Violação sexual mediante fraude
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com 
alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a 
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 131
livre manifestação de vontade da vítima:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem 
econômica, aplica-se também multa. 
Importunação sexual
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso 
com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui 
crime mais grave. 
Assédio sexual
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem 
ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição 
de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de 
emprego, cargo ou função. 
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. 
 § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 
(dezoito) anos.
CAPÍTULO I-A (da exposição da intimidade sexual)
Registro não autorizado da intimidade sexual 
Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer 
meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de 
caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem 
em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim 
de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de 
caráter íntimo” (BRASIL, 1940).
236 | Citar o artigo 217-A do Código Penal. 
RESPOSTA: “Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato 
libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 
12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 
12.015, de 2009)
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 132
§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no 
caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não 
tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por 
qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. (Incluído pela 
Lei nº 12.015, de 2009)
§ 2º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 3º Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: (Incluído 
pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 
12.015, de 2009)
§ 4º Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 
2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. (Incluído pela Lei nº 
12.015, de 2009)
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo 
aplicam-se independentemente do consentimento da vítima ou do 
fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime. 
(Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)” (BRASIL, 1940; BRASIL, 2009).
237 | Definir ato libidinoso. 
RESPOSTA: Atos libidinosos são definidos por outras práticas 
distintas da conjunção carnal que têm como objetivo alcançar 
satisfação sexual completamente ou incompletamente. Nessas estão 
englobadas ações como: carícias e/ou tocamento nas mamas, vagina 
e nádegas (FRANÇA, 2017; SILVEIRA, 2015; PEREIRA; GUSMÃO, 
2001).
238 | Definir conjunção carnal. 
RESPOSTA: “Conjunção carnal consiste na introdução completa 
ou incompleta do pênis na cavidade vaginal, ocorrendo ou não 
ejaculação” (FRANÇA, 2017, p. 277; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012). 
239 | Definir estupro.
RESPOSTA: De acordo com o artigo 213 do Código Penal, estupro é o 
ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a 
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 133
ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique 
outro ato libidinoso”. Não se faz mais distinção do gênero da vítima 
ou do autor do crime (BRASIL, 2009; FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
240 | Definir violência efetiva. 
RESPOSTA: Violência efetiva é a utilização de diferentes meios, 
incluindo a força física, que impeçam ou debilitem a reação, defesa 
e o entendimento da vítima. Pode ser física e psíquica, podendo ser 
essa última resultado do uso de drogas que causem a alteração do 
estado psíquico da vítima (FRANÇA, 2017).
241 | Definir violência presumida. 
RESPOSTA: A violência presumida é a violência praticada contra 
aqueles que não têm discernimento legal, cível e mental para 
responder pelos seus atos, como: “menores de 14 anos, alienados 
ou débeis mentais e por outra causa qualquer que impeça a vítima 
de resistir” (FRANÇA, 2017, p. 278). Esse crime seria tipificado 
pelo estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do Código Penal 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
242 | Comentar sobre as violências efetivas física e psíquica. 
RESPOSTA: A violência efetiva física é a conduta que deixa marcas 
corporais, como hematomas, contusões, equimoses, escoriações, etc. 
Já a violência psíquica não há como ser provada fisicamente. Seriam 
atitudes de manipulação, chantagem, ameaça, constrangimento, 
humilhação, exploração, isolamento ou qualquer outra que determine 
a perturbação das emoções, autoestima e comportamentos (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
243 | Definir a importância do hímen nas perícias sexológicas.
RESPOSTA: A importância do hímen nas perícias sexológicas é 
oferecer elementos para perceber a conjunção carnal pela inserção 
do pênis ereto na vagina a fim de verificar possível estupro. 
Contudo, para afirmar ou negar a cópula, a perícia médico-legal 
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 134
deve avaliar desde a completude do hímen, roturas, positividade 
para espermatozoides no canal vaginal e/ou constatação de 
glicoproteína P30, antígeno prostático específico (PSA), fosfatase 
ácida, além da existência de possível patologia venérea (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
244 | Citar os principais tipos de himens, segundo a classificação 
de Afrânio Peixoto. 
RESPOSTA: Segundo a classificação de Afrânio Peixoto, existem 3 
grupos de himens:
Quadro 3 – Grupos de himens, segundo Afrânio Peixoto
Hímen acomissurado Hímen comissurado Hímen atípico
Imperfurado Bilabiados Fenestrados
Anulares Trilabiados Com apêndices
Semilunares Quadrilabiados salientes
Helicoidais Multilabiados Com apêndices
Septados pendentes
Cribriformes
Fonte: França (2017) e Croce e Croce Júnior (2012).
245 | Explicar a importância do hímen complacente em Medicina 
Legal. 
RESPOSTA: 
O hímen complacente é um tema muito discutido na Medicina Legal, 
pois cada perito tem uma visão diferente sobre isso devido ao óstio 
ter um diâmetro amplo e alta complacência, o que possibilita que 
a mulher tenha penetração vaginal sem rompê-lo. Caso o perito 
que realizará o exame da genitália consiga identificar que a mulher 
realmente tinha um hímen complacente e que não havia outras 
provas que comprovassem a conjugação carnal, deverá concluirque 
não é possível afirmar se houve ou não penetração, declarando o 
motivo (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 135
246 | Descrever as alterações que podem ser encontradas 
no hímen nas perícias sexológicas, tanto as normais como as 
anormais. 
RESPOSTA: No exame ginecológico realizado pelo perito, é possível 
observar diversas alterações. As mulheres podem ter características 
consideradas normais, como seu tipo de hímen, ruptura e cicatrização, 
além de carúnculas mirtiformes de himens rotos.
Elas podem ainda ter alterações anormais, como criptas, presença 
de ninhos e divertículos, sulcos na face vestibular himenal, união de 
pequenos lábios com aparência de hímen imperfurado, entre outras 
diversas anomalias (FRANÇA, 2017).
247 | Descrever os aspectos a serem observados no processo 
de rotura/cicatrização himenal.
RESPOSTA: A cicatrização acontece, em média, em 20 dias. Há os 
períodos de sangramento, que dura em torno de 3 dias; de equimose 
e presença de gotículas sanguinolentas, com duração de 2 a 6 dias; de 
margens supuradas ou exsudadas e esbranquiçadas, de 6 a 12 dias; e 
cicatriz rósea recente, de 10 a 20 dias. As margens das roturas com 
mais de 20 dias estão completamente cicatrizadas (FRANÇA, 2017; 
CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012). 
248 | Comentar sobre o exame, os testes e demais 
complementares solicitados nas perícias sexológicas. 
RESPOSTA: A perícia investiga para confirmar ou negar a conjunção 
carnal. Para isso, verifica a presença de roturas himenais, 
espermatozoides no canal vaginal, além de glicoproteína P30, 
fosfatase ácida e outros vestígios de atos libidinosos e de doenças 
venéreas. A fosfatase e o PSA são importantes quando o agente é 
vasectomizado. A pesquisa de MHS-5, anticorpo monoclonal, também 
tem importância. 
Outros exames laboratoriais utilizados são: coleta de sangue para 
análise de DNA, dosagem alcoólica, realização de beta HCG para 
mulheres em idade fértil; coleta de urina para análise toxicológica; 
swab para pesquisa de sangue, espermatozoide e PSA nas seguintes 
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 136
regiões: boca, vulva, vagina, anus e pênis, podendo ser realizado 
em outras superfícies corporais, conforme o relato de agressão. 
As reações microquímicas são importantes no caso de indivíduos 
azoospérmicos: Reação de Florence (positividade no achado de 
cristais romboédricos castanho-avermelhados); Reação Barbério 
(positividade com achado de cristais de morfologia variadas, como 
agulhas, cones unidos pela base, agrupados ou não); Reação de Baecchi 
depois da Reação de Florence pela periferia com aparecimento 
de cristais arredondados de tonalidade mais escura; Cristais de 
Bokarius (presença de cristais semilunares após tratamento com 
fosfotunguístico) (FRANKLIN, 2019; FRANÇA, 2017).
249 | Descrever a utilidade da lâmpada de Wood. 
RESPOSTA: A lâmpada de Wood é utilizada para distinguir rotura 
e entalhe himenal, bem como para identificar a presença de sêmen 
devido a sua ação fluorescente, podendo ser utilizada até 72 horas 
após o ato de violência (FRANÇA, 2017).
250 | Listar os testes utilizados para pesquisa de estupro 
quando o agressor é vasectomizado.
RESPOSTA: No caso de ofensor vasectomizado, “a ejaculação é 
constatada no fluido vaginal através da dosagem de fosfatase ácida 
(acima de 200 UI) ou pela presença de glicoproteína P30” (FRANÇA, 
2017, p. 281).
251 | Listar os quesitos que poderão ser respondidos pelo perito 
médico-legal nas perícias de conjunção carnal. 
RESPOSTA: Um guia de modelo de quesitos pode ser exemplificado 
pelo SSP-SPTC do Maranhão:
“1º Houve conjunção carnal que possa ser relacionada ao delito em 
apuração?
2º Houve outro ato libidinoso que possa ser relacionado ao delito em 
apuração?
3º Houve violência para esta prática?
4º Qual o meio dessa violência?
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 137
5º Resultou incapacidade para ocupações habituais por mais de trinta 
dias, perigo de vida, debilidade permanente de membro, sentido ou 
função, ou aceleração do parto, ou incapacidade permanente para 
o trabalho, ou enfermidade incurável, ou perda ou inutilização de 
membro, sentido ou função, ou deformidade permanente ou aborto?
6º Tem o(a) periciando(a) idade menor de 18 anos e maior de 14 anos?
7º É o(a) periciando(a) menor de 14 anos?
8º Tem o(a) periciando(a) enfermidade ou deficiência mental?
9º O(A) periciando(a), por qualquer outra causa, não pode oferecer 
resistência?
10º Da conduta resultou gravidez?
11º O agente transmitiu para o(a) periciando(a) doença sexualmente 
transmissível?” (GUIA DE QUESITOS DA PERÍCIA OFICIAL, 2017).
252 | Definir vítima vulnerável. 
RESPOSTA: Vítimas vulneráveis, segundo o Código de Processo 
Penal, são aquelas que: “têm menos de 14 anos, enfermidades ou 
deficiência mental que impeçam o discernimento para a prática 
do ato libidinoso ou que por qualquer outro motivo não ofereçam 
resistência ao agressor” (BRASIL, 2009; FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2011).
253 | Citar os quadrantes himenais em que as roturas ocorrem 
comumente. 
RESPOSTA: As roturas completas ou incompletas ocorrem mais 
frequentemente nos quadrantes posteriores do hímen (COSTA 
FILHO, 2015).
254 | Citar o tempo de cicatrização completa após a ruptura 
himenal.
RESPOSTA: O tempo de cicatrização completa após ruptura himenal 
varia de autor para autor, podendo ir de 6 a 20 dias. Quando totalmente 
cicatrizada, é considerada uma ruptura antiga (ANDRADE; PAVIONE, 
2013; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 138
255 | Citar aspectos a serem avaliados na suspeita de criança 
vítima de abuso sexual. 
RESPOSTA: Esses são comportamento modificado bruscamente, 
medo em relação a lugares e pessoas, rejeição ao exame, entre outros 
(FRANÇA, 2017).
256 | Descrever o sinal de Wilson Johnston. 
RESPOSTA: O sinal de Wilson Johnston está presente em vítimas 
de coito anal violento, sendo definido pela “ruptura triangular com 
base na margem do ânus, e vértice no períneo ao nível da união dos 
quadrantes inferiores” (FRANÇA, 2017, p. 287).
257 | Diferenciar rágades de fissuras anais. 
RESPOSTA: As rágades não têm local preferencial, são lineares, de 
disposição radial, agudas, resultantes de processos traumáticos. As 
fissuras anais, no entanto, são lesões únicas e crônicas cujas causas 
são desconhecidas (FRANÇA, 2017; HERCULES, 2008).
258 | Definir violência sexual mediante fraude. 
RESPOSTA: A violência sexual mediante fraude deve conter os 
seguintes elementos: presença de conjunção carnal ou ato libidinoso, 
fraude (maneira de condução ao erro ou enganar alguém) ou 
mecanismo “que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade 
da vítima” (PASSOS et al., 2018; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; 
BRASIL, 2009).
259 | Definir assédio sexual. 
RESPOSTA: Assédio sexual é caracterizado por atos realizados 
por indivíduos que estão em situação de superioridade, ou seja, 
na condição de intimidar a vítima, que podem ser expressos por 
palavras ou atos com o objetivo de vantagem sexual (FRANÇA, 2017; 
SILVEIRA, 2015).
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 139
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO VIII
ANDRADE, F. C. M.; PAVIONE, L. S. (coord.). Delegado de Polícia 
Civil: questões comentadas. São Paulo: Saraiva, 2013.
BRASIL. Palácio do Planalto. Casa Civil. Lei nº 12.015, de 7 de agosto 
de 2009. Altera o Título VI da Parte Especial do Decreto-Lei no 2.848, 
de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal... Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 10 ago. 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm#art3. Acesso 
em: 8 ago. 2020.
BRASIL. Palácio do Planalto. Casa Civil. Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 
31 dez. 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 8 ago. 2020.
CAPEZ, F.; PRADO, S. Código penal comentado. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2012.
COSTA FILHO, P. E. G. MedicinaLegal e Criminalística. 2. ed. revista. 
São Paulo: Alumnus, 2015.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012. 
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017. 
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janeiro: Rubio, 
2019. 
GUIA DE QUESITOS DA PERÍCIA OFICIAL – 2017 SSP - SPTC – MA. 
2017. Disponível em: http://www.mpce.mp.br/wp-content/uploads/ 
2016/03/INFORMATIVO-GUIA-DE-QUESITOS-DA-PER%C3%8DCIA-
OFICIAL_v2.pdf. Acesso em: 8 ago. 2020.
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. São Paulo: Atheneu, 
2008.
NUCCI, G. S. Crimes contra a dignidade sexual: de acordo com a Lei 
12.015/2009. 2. ed. rev. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010.
PASSOS, A. I. M. et al. Perfil do atendimento de vítimas de violência 
sexual em Campinas. Rev. Bioét., Brasília, v. 26, n. 1, p. 67-76, jan. 
2018. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S1983-80422018000100067&lng=pt&tlng=pt. Acesso 
em: 25 jul. 2020.
CAPÍTULO VIII – SEXOLOGIA FORENSE 140
PEREIRA, G. O.; GUSMÃO, L. C. B. Medicina Legal. 2001. Disponível em: 
http://www.malthus.com.br/rw/forense/Medicina_Legal_2004_
gerson.pdf. Acesso em: 5 jun. 2020.
SILVEIRA, P. R. Fundamentos da Medicina Legal. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Lumen Juris, 2015. 
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 142
CAPÍTULO IX 
ASPECTOS DA SEXUALIDADE
Estudo da sexualidade no âmbito médico-legal
260 | Listar as modalidades sexuais.
RESPOSTA: As modalidades sexuais são: sexo genético, sexo gonadal, 
sexo endócrino, sexo morfológico, sexo psicológico e sexo jurídico 
(ZARZUELA, 1993; FRANKLIN, 2019).
261 | Citar os tipos de sexo genético.
RESPOSTA: Os tipos de sexo genético são: sexo cromatínico e sexo 
cromossômico (ZARZUELA, 1993).
262 | Descrever o sexo cromossômico normal do homem e da 
mulher.
RESPOSTA: No homem, 22 pares de cromossomos homólogos 
denominados de autossomos e um par de cromossomo sexual (XY), 
e, na mulher, 22 pares de autossomos e um par de cromossomo 
sexual (XX) (FRANÇA, 2017; SANDRI, 2017).
263 | Listar exemplos de anomalias do sexo cromossômico.
RESPOSTA: Exemplos de anomalias são: Síndrome de Klinefelter 
(47XXY) e Síndrome de Turner (45X) (SOUZA et al., 2010).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 143
264 | Definir sexo cromatínico.
RESPOSTA: Sexo cromatínico se refere à presença de corpúsculos 
de Barr ou cromatina sexual. A presença desses corpúsculos é 
um critério relativo na avaliação do sexo, em que acontece em 
porcentagem menor que 5% dos homens e em mais de 50% das 
mulheres (ZARZUELA, 1993).
265 | Definir sexo gonadal e sexo endócrino.
RESPOSTA: Conjunto formado pelo sexo gonádico (formado 
pelas gônadas masculinas e femininas – testículos e ovários) e 
extragonádico, em que o sexo endócrino se relaciona à produção de 
testosterona e estrógenos (ZARZUELA, 1993).
266 | Definir sexo morfológico.
RESPOSTA: Sexo morfológico se refere ao fenótipo, à genitália externa 
(FRANKLIN, 2019).
267 | Definir sexo psicológico.
RESPOSTA: Sexo psicológico é a forma como o indivíduo percebe a si 
mesmo, a identidade subjetiva (FRANKLIN, 2019).
268 | Definir sexo jurídico.
RESPOSTA: Sexo jurídico é o sexo registrado no Cartório de Registro 
Civil (FRANKLIN, 2019).
269 | Definir caracteres sexuais primários. 
RESPOSTA: Esses são referentes aos órgãos concernentes à 
reprodução, envolvendo as genitálias externas masculina e feminina, 
assim como as gônadas – nos homens os testículos e nas mulheres os 
ovários (MARIEB; WILHELM; MALLATT, 2014; DUARTE, 1993).
270 | Definir caracteres sexuais secundários. 
RESPOSTA: Os caracteres sexuais secundários estão relacionados ao 
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 144
desenvolvimento sexual externo, ou seja, ao crescimento das mamas 
no sexo feminino e do pênis no sexo masculino, além do aparecimento 
da pilosidade pubiana em ambos os sexos (LOURENÇO; QUEIROZ, 
2010; DUARTE, 1993).
271 | Definir erotomania. 
RESPOSTA: Erotomania é um delírio de amor, uma paixão platônica 
na qual o indivíduo (na maioria das vezes casto e virgem) fica 
obcecado pelo amante. Não existe desejo sexual, mas uma adoração 
à alma querida. Às vezes somente uma breve interatividade, seja um 
olhar, seja um gesto de aceno, pode desencadear o delírio, na forma 
de paixão descontrolada (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 
2012).
272 | Definir anafrodisia.
RESPOSTA: Anafrodisia é “a redução do instinto sexual em homens 
resultante de uma patologia glandular ou nervosa ou de um sintoma 
da pré-impotência, podendo atingir jovens aparentemente sadios” 
(FRANÇA, 2017, p. 294).
273 | Definir autoerotismo. 
RESPOSTA: Autoerotismo diz respeito ao gozo sexual, 
independentemente da presença de parceiro ou de toque 
(estimulação). Pode se manifestar pela simples contemplação de uma 
foto ou imaginação de atos eróticos. É conhecido como coito psíquico 
de Hammond (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
274 | Definir fetichismo. 
RESPOSTA: No fetichismo a pessoa desenvolve um apego por 
determinada parte do corpo, função ou emanação orgânica ou até 
mesmo por algum objeto pertencente ao ser querido, que passa a 
ser fundamental para que a pessoa obtenha um estágio de excitação 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 145
275 | Definir mixoscopia. 
RESPOSTA: A mixoscopia, também conhecida como escoptofilia é 
definida pelo prazer sexual do indivíduo em observar a cópula de 
outras pessoas, porém não é de tamanha significância na Medicina 
Legal, a não ser que afete a pessoa que esteja sendo observada 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
276 | Definir dolismo. 
RESPOSTA: Dolismo é a atração sexual por bonecas ou manequins, 
admirando-as e até mesmo buscando ter relações sexuais com elas 
(FRANÇA, 2017).
277 | Definir gerontofilia. 
RESPOSTA: Gerontofilia é a inclinação sexual e/ou romântica jovens 
por parceiros bem mais velhos que elas (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
278 | Definir coprofilia. 
RESPOSTA: Coprofilia, chamada também de escatofilia, é o desvio 
sexual em que o prazer está ligado à defecação ou ao contato com 
as fezes de outros ou as próprias (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
279 | Definir urolagnia.
RESPOSTA: Urolagnia refere-se ao prazer sexual decorrente da 
interação com a micção, ou seja, o desejo do indivíduo é despertado 
ao ver urina, ao ver alguém urinando, ao ouvir o ruído do jato da 
micção ou da micção sobre o parceiro ou de um parceiro sobre o 
outro (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012)
280 | Definir riparofilia. 
RESPOSTA: Riparofilia é a atração por pessoas sem asseio, sujas, que 
não possuem muita higiene. É um tipo de perversão mais comum no 
sexo masculino. Alguns homens preferem ter relações sexuais com 
mulheres em seu período menstrual (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 146
281 | Definir coprolalia. 
RESPOSTA: Coprolalia é a pronúncia de palavras obscenas a fim de 
excitar alguém. Esta ação pode ocorrer antes do coito, com o objetivo 
de estimulação sexual, ou durante, para que ocorra o orgasmo 
(FRANÇA, 2017).
282 | Definir clismafilia. 
RESPOSTA: Clismafilia é o prazer sexual em decorrência de inserir 
líquidos no reto, por enema, lavagem ou clister (FRANÇA, 2017). 
283 | Definir onanismo.
RESPOSTA: Onanismo é o ato oriundo da estimulação dos órgãos 
sexuais com o intuito de provocar prazer a si mesmo (comum na 
puberdade), definido, assim, como masturbação (MICHAELIS, 2020; 
FRANÇA, 2017).
284 | Definir sadismo. 
RESPOSTA: Sadismo é o prazer sexual alcançado por meio da 
percepção da outra pessoa em estado de sofrimento físico ou mental 
ou em condição humilhante (MICHAELIS, 2020; FRANÇA, 2017).
285 | Definir masoquismo.
RESPOSTA: Masoquismo é o prazer sexual obtido por meio do 
sofrimento moral ou físico. Nesse caso, o masoquista obtém excitação 
quando é humilhado ou quando recebe golpes doloridosno corpo 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
286 | Definir vampirismo. 
RESPOSTA: O vampirismo é o prazer sexual relacionado à presença 
de sangue durante o ato sexual e muitas vezes o indivíduo ingere o 
sangue do parceiro sexual (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 
2012).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 147
287 | Definir necrofilia. 
RESPOSTA: Necrofilia é a obsessão sexual por cadáveres, seja para 
copular, seja para praticar atos libidinosos (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
288 | Definir zoofilismo.
RESPOSTA: Zoofilismo, também chamado de bestialismo, consiste 
na realização sexual com animais (galinhas, cavalos, vacas, cabras, 
etc.), tanto atos libidinosos como a relação sexual em si (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
289 | Definir edipismo. 
RESPOSTA: Edipismo é uma tendência ao incesto, ou seja, o desejo 
sexual por parentes próximos (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
290 | Definir pedofilia. 
RESPOSTA: Pedofilia é um transtorno sexual no qual o indivíduo 
prefere se relacionar sexualmente com crianças e pré-púberes, 
caracterizando-se desde atos libidinosos e podendo chegar ao 
estupro. É ainda acompanhada por distúrbios morais e mentais 
dos envolvidos, geralmente do sexo masculino e portadores de 
comprometimento grave no relacionamento sexual (FRANÇA, 2017).
291 | Definir transexualidade. 
RESPOSTA: Transexualidade é definida como incongruência de 
gênero, ou seja, quando o indivíduo não concilia sua identidade 
psicossocial e os órgãos sexuais com os quais nasceu. Homem 
transexual/transgênero é aquele nascido no sexo feminino, mas que se 
identifica como sexo masculino. Já a mulher transexual/transgênero 
é aquela nascida no sexo masculino, mas que se identifica como do 
sexo feminino (FRANÇA, 2017; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 
2020).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 148
292 | Definir travestismo.
RESPOSTA: O travestismo está relacionado à identidade sexual 
na qual a pessoa se identifica e se apresenta como o gênero oposto, 
porém aceita os órgãos sexuais de nascimento (CONSELHO FEDERAL 
DE MEDICINA, 2020).
293 | Definir transtorno de desejo por aversão sexual.
RESPOSTA: O transtorno de desejo por aversão sexual é “a aversão à 
prática sexual” (FRANKLIN, 2019, p. 81).
294 | Definir transtorno de orgasmo.
RESPOSTA: Transtorno de orgasmo é a “alteração ou ausência do 
pico orgástico” (FRANKLIN, 2019, p. 81).
295 | Definir transtorno de excitação sexual. 
RESPOSTA: Transtorno de excitação sexual é “a diminuição ou 
a incapacidade de alcançar ou manter o desempenho sexual” 
(FRANKLIN, 2019, p. 81).
296 | Definir transtorno de desejo sexual hipoativo.
RESPOSTA: Transtorno de desejo sexual hipoativo é a “diminuição 
do interesse pela atividade sexual” (FRANKLIN, 2019, p. 81).
297 | Listar exemplos de substâncias que podem provocar 
disfunção sexual.
RESPOSTA: Exemplos de substâncias que podem provocar disfunção 
sexual: “álcool etílico, anticonvulsivantes, antidepressivos tricíclicos, 
etc.” (FRANKLIN, 2019, p. 81).
CAPÍTULO IX – ASPECTOS DA SEXUALIDADE 149
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO IX
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. CFM atualiza regras para 
aperfeiçoar o atendimento médico às pessoas com incongruência 
de gênero. 9 jan. 2020. Disponível em: http://portal.cfm.org.br/
index.php?option=com_content&view=article&id=28561:2020-01-
09-15-52-08&catid=3. Acesso em: 8 ago. 2020.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
DUARTE, M. F. S. Maturação física: uma revisão da literatura, com 
especial atenção à criança brasileira. Cad. Saúde Pública, Rio de 
Janeiro, v. 9, supl. 1, p. S71-S84, 1993. Disponível em: http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X199300050
0008&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 22 ago. 2020. 
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janiero: Rubio, 
2019.
LOURENÇO, B.; QUEIROZ, L. Crescimento e desenvolvimento puberal 
na adolescência. Revista de Medicina, v. 89, n. 2, p. 70-75, jun. 2010.
MARIEB, E.; WILHELM, P.; MALLATT, J. Anatomia humana. 7. ed. 
São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014. 
MICHAELIS, Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: 
Melhoramentos, 2020.
SANDRI, R. M. C. S. Introdução à genética humana. Bauru: Secretaria 
de Educação de Bauru, 2017.
SOUZA, J. C. M. Síndromes cromossômicas: uma revisão. Cadernos 
da Escola de Saúde, v. 1, n. 3, p. 1-12, 2010. Disponível em: https://
portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernossaude/
article/view/2296. Acesso em: 31 mar. 2021.
ZARZUELA, J. L. Medicina Legal. São Paulo: Angelotti, 1993. 
CAPÍTULO X – ABORTO
CAPÍTULO X – ABORTO 151
CAPÍTULO X 
ABORTO
298 | Definir aborto.
RESPOSTA: Segundo França (2017), “a codificação penal ao 
incriminar o aborto não distingue entre ovo, embrião ou feto. Sempre 
que ocorrer intencionalmente a morte do concepto ou sua expulsão 
violenta seguida de morte está configurado o crime de aborto” 
(FRANÇA, 2017, p. 25).
Imagem 51A – Ilustração de feto 
com 7 semanas 
Imagem de Bill Davenport | Fonte: 
Freeimages. Disponível em: https://www.
freeimages.com/pt/photo/life-7-weeks-1439883. 
Acesso em: 31 mar. 2021.
Imagem 51B – Ilustração de feto 
com 10 semanas
Imagem de Bill Davenport | Fonte: 
Freeimages. Disponível em: https://
www.freeimages.com/pt/photo/life-10-
weeks-1439841. Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO X – ABORTO 152
299 | Citar o artigo 124 do Código Penal.
RESPOSTA: “Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir 
que outrem lho provoque:
Pena - detenção, de um a três anos” (BRASIL, 1940).
300 | Citar o artigo 125 do Código Penal. 
RESPOSTA: “Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da 
gestante:
Pena - reclusão, de três a dez anos” (BRASIL, 1940).
301 | Citar o artigo 126 do Código Penal. 
RESPOSTA: “Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da 
gestante: Pena - reclusão, de um a quatro anos.
Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante 
não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o 
consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência” 
(BRASIL, 1940).
302 | Citar o artigo 128 do Código Penal.
RESPOSTA: “Art. 128. Não se pune o aborto praticado por médico: 
Aborto necessário I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante; 
Imagem 51C – Ilustração de feto 
com 12 semanas 
Imagem de Bill Davnport | Fonte: Freeimages. 
Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/life-12-weeks-1439836.
Acesso em: 31 mar. 2021.
Imagem 51D – Ilustração de fetos 
com 7 a 12 semanas
Imagem de Bill Davenport | Fonte: Freeimages. 
Disponível em: https://www.freeimages.com/pt/
photo/life-7-to-12-weeks-1316897.
Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO X – ABORTO 153
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro II - se a gravidez 
resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante 
ou, quando incapaz, de seu representante legal” (BRASIL, 1940).
303 | Destacar as condições em que o médico não é punido se 
praticar o aborto. 
RESPOSTA: O artigo 128 declara que não há punibilidade do médico 
que praticar o aborto nos casos de perigo de vida da gestante ou 
em gravidez resultado de estupro. Em casos em que existe risco 
à vida da mãe, o consentimento materno para a prática do aborto 
é desnecessário, mas, no caso de estupro, há necessidade do 
assentimento da gestante. Nos dois casos, o médico deve realizar um 
relatório do procedimento (BRASIL, 1940). 
Nos casos de gravidez resultante de feto anencéfalo, pode ocorrer 
a interrupção da gravidez, também chamada de “Antecipação 
Terapêutica do Parto (ATP)”. A gestante que tiver o diagnóstico de 
feto anencéfalo poderá decidir se dará continuidade à gestação ou 
interromperá a gravidez por meio da ATP, não havendo a necessidade 
de autorização judicial. Nesse caso, não há aborto, já que, no caso 
dos anencéfalos, não se considera a existência devida com potencial, 
sendo assim não culmina em crime. O aborto continua permitido 
apenas nos casos de estupro e de risco de vida da gestante (FRANÇA, 
2017, p. 338; ITO; ITO, 2017; HERCULES, 2014).
304 | Definir, segundo França, abortos terapêutico e sentimental. 
RESPOSTA: O terapêutico objetiva preservar a vida da gestante 
quando ela se encontra em risco iminente. Para que se possa realizar 
esse tipo de aborto, deve-se observar se a gestante se apresenta em 
perigo e se tal situação é resultado direto da gravidez. O aborto pode 
ser conduzido quando se conclui que esse método é o único modo de 
salvar a vida da gestante. Deve-se obter a concordância de outros 
dois médicos, porque, em momentos de emergência, a autorização da 
gestante não é necessária.
O aborto é considerado sentimental quando realizado em grávidas 
por consequência de estupro (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO X – ABORTO 154
305 | Citar exemplos de meios abortivos. 
RESPOSTA: Podemos citar entre os vários meios abortivos: os de ações 
tóxicas, como chás de ervas, medicamentos, hormônios e ocitócicos; 
e os de ações mecânicas: lesões traumáticas no colo uterino, colo 
uterino dilatado, curetagem (PEREIRA; GUSMÃO, 2001; SILVEIRA, 
2015; FRANÇA, 2017).
306 | Listar exemplos de complicações de aborto provocado. 
RESPOSTA: As complicações do aborto dependem do meio utilizado 
para provocá-lo. Exemplos são: no caso de utilização de produtos 
químicos para provocação do aborto, resultando em intoxicação 
exógena da gestante, além de outros, como embolias, ferimentos na 
região vaginal e uterina, podendo haver perfurações do útero e das 
alças intestinais, com infecções secundárias, peritonite, septicemia 
e podendo culminar em esterilidade (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012).
307 | Listar os possíveis vestígios em pessoa viva na perícia de 
aborto criminoso. 
RESPOSTA: Na perícia de aborto criminoso de mulher viva, os 
possíveis vestígios analisados são distintos no caso de aborto 
considerado recente ou antigo. No recente, analisam-se a mucosa 
uterina (vilosidades coriais); seios (pigmentação da aréola, presença 
de secreção, tubérculos de Montgomery, rede venosa de Haller); linha 
nigra; cloasma; genitálias (escurecimento vulvar, pequenos e grandes 
lábios edemaciados, presença de lóquios); pode haver traumatismos 
no períneo e/ou colo uterino, bem como a presença do objeto usado. 
A histopatologia examina restos ovulares e membranosos. Quanto ao 
aborto antigo, os vestígios são dificilmente encontrados. A avaliação 
morfológica e anatomopatológica das lesões é necessária para a 
realização de um diagnóstico diferencial. Pode ocorrer infecções 
como salpingites, endometrite e complicações como septicemia e 
embolias (FRANÇA, 2017; ABRAHÃO, 2014).
308 | Citar os fatores que devem ser considerados na suspeita 
de morte precedida pela provocação de aborto.
CAPÍTULO X – ABORTO 155
RESPOSTA: Devem ser consideradas a presença de prenhez anterior 
e a indicação de intervenção delituosa.
Nos casos de: 
• Aborto recente: avaliar a presença de lesões, formato e tamanho 
do colo do útero, assim como o tamanho e formato do corpo do 
útero e da cavidade uterina;
• Aborto antigo: difícil de verificar porque os achados não 
evidenciam um diagnóstico de certeza; pode-se lançar mão do 
prontuário médico, se ocorreu atendimento médico (FRANÇA, 
2017). 
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO X
ABRAHÃO, P. J. A perícia no aborto criminoso. Conteúdo Jurídico, 
2014. Disponível em: https://conteudojuridico.com.br/consulta/
artigos/41677/a-pericia-no-aborto-criminoso. Acesso em: 1 ago. 
2020.
BRASIL. Palácio do Planalto. Casa Civil. Decreto-Lei nº 2.848, de 
7 de dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 31 dez. 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 8 ago. 
2020.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017. 
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. 2. ed. São Paulo: 
Atheneu, 2014.
ITO, M.; ITO, L. C. Do aborto de anencéfalo. Jus.com.br, 2017. 
Disponível em: https://jus.com.br/artigos/59864/do-aborto-de-
anencefalo. Acesso em: 8 ago. 2020.
PEREIRA, G. O.; GUSMÃO, L. C. B. Medicina Legal. 2001. Disponível em: 
http://www.malthus.com.br/rw/forense/Medicina_Legal_2004_
gerson.pdf. Acesso em: 5 jun. 2020.
SILVEIRA, P. R. Fundamentos da Medicina Legal. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Lumen Juris, 2015. 
CAPÍTULO X – ABORTO 156
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO 157
CAPÍTULO XI
INFANTICÍDIO
309 | Definir natimorto. 
RESPOSTA: Natimorto é um feto morto no período perinatal, 
com início na 22ª semana gestacional completa, quando já havia 
capacidade vital extrauterina, podendo a morte ter causas natural 
ou violenta (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
310 | Definir feticídio.
RESPOSTA: Feticídio é uma modalidade de crime com morte 
que ocorre no estágio de feto. “O feto nascente apresenta todas 
as características do infante nascido, menos a faculdade de ter 
respirado” (FRANÇA, 2017, p. 362).
311 | Definir e apresentar as características do infante nascido.
RESPOSTA: O infante nascido é o recém-nato a termo que não 
apresenta sinais de ter recebido qualquer tipo de cuidado e apresenta 
as seguintes características: presença de sangue no corpo, vérnix 
caseoso presente principalmente em pescoço, pregas inguinais, 
poplíteas e axilas, caput succedaneum, saliência de cor violácea 
presente no couro cabeludo por ação pressora do colo uterino 
durante o parto que desaparece, em geral, até 36 horas após o parto; 
cordão umbilical com cerca de 50 cm e tonalidade branco-azulada 
e brilhante, apresentando tendência para secar e cair por volta 
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO 158
do sétimo dia, mecônio presente nos intestinos delgado e grosso 
de tonalidade verde-escura, o qual pode ser liberado em casos de 
sofrimento fetal e respiração autônoma (FRANÇA, 2017).
312 | Definir recém-nascido. 
RESPOSTA: A denominação de recém-nascido se refere ao tempo 
que inicia na natividade até completar os 7 dias de vida, sendo 
característico o fato de que ainda não tenha ocorrido a total 
cicatrização da ferida umbilical. A Pediatria estabelece um período 
diferente por estender esse tempo até o trigésimo dia de vida 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
313 | Definir docimásia. 
RESPOSTA: As docimásias são provas que avaliam a existência 
da respiração e seus efeitos. Ao respirar pela primeira vez ao sair 
do útero da mãe, o corpo do bebê fisiologicamente sofre algumas 
alterações pulmonares e extrapulmonares que são capazes de 
serem identificadas por exames e testes periciais (FRANÇA, 2017; 
HERCULES, 2014).
314 | Descrever a docimásia hidrostática pulmonar de Galeno. 
RESPOSTA: A docimásia hidrostática pulmonar de Galeno é a prova 
que se baseia na consistência pulmonar daquele que respirou 
ativamente ou daquele que não apresentou respiração. O pulmão 
fetal apresenta consistência maior que a água, porém, quando há 
respiração ativa, ocorre um aumento do seu volume e, como há 
conservação do peso do órgão, consequentemente ocorre uma 
diminuição da sua densidade, ou seja, o pulmão do feto ou do recém-
nascido que não respirou apresenta uma densidade maior que o 
recém-nato que apresentou uma respiração dinâmica. 
A prova utiliza um reservatório cilíndrico de boca larga e profundo. 
Coloca-se, em 2/3 da capacidade do reservatório, água em 
temperatura do ambiente. A partir daí, o procedimento é feito em 4 
etapas:
1ª etapa – deposita-se no frasco o sistema respiratório (pulmões, 
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO 159
traqueia e laringe), incluindo a língua, o coração e o timo. Caso o 
conjunto flutue totalmente ou à meia-água, considera-se a fase 
positiva e finaliza-se o teste. Caso não, segue-se para a próxima 
etapa.
2ª etapa – mantendo o conjunto submerso, apartam-se os pulmões 
por meio da regiãohilar das outras vísceras. Caso os pulmões 
permaneçam no fundo, há o prosseguimento para a próxima etapa; 
se flutuarem, encerra-se o teste.
3ª etapa – mantendo os pulmões submersos, seccionam-se pequenos 
fragmentos deles e verifica-se seu comportamento. Caso todos 
permaneçam no fundo, segue-se para a próxima etapa. Caso alguns 
desses fragmentos venham à superfície, a etapa é considerada 
positiva e finaliza-se o teste.
4ª etapa – nessa última etapa, os fragmentos que permaneceram no 
fundo do reservatório devem ser comprimidos contra a parede de 
próprio reservatório. No caso de liberação de bolhas gasosas, a fase 
é considerada positiva. Caso contrário, é considerada negativa. 
Considerações: em casos de positivação da primeira etapa, considera-
se respiração ativa abundante; quando positivas as etapas 2 e 3, 
significa que a respiração foi deficitária; e, finalmente, se a quarta 
etapa se mostrar positiva, deve ser considerada a prova duvidosa 
ou questionar a probabilidade de raros movimentos respiratórios. 
Se as quatro fases forem negativas, isso indica que não ocorreu a 
respiração, ou seja, não houve a existência de vida autônoma.
É importante considerar que esse teste tem valor apenas nas 
primeiras 24 horas após a morte do infante, pois, depois desse 
período, pode haver formação de gases resultantes dos fenômenos 
transformativos de putrefação. É necessário considerar as possíveis 
tentativas de reanimação (FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014).
315 | Apresentar as docimásias hidrostáticas de Icard. 
RESPOSTA: Para complementar a docimásia hidrostática de Galeno 
quando apenas a 4ª fase positivou ou em casos duvidosos. Pode ser 
feita por aspiração ou por submersão em água aquecida. Na docimásia 
por aspiração é utilizada água fria, que completa a capacidade do 
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO 160
reservatório tampado com uma rolha de borracha na qual está 
adaptada a cânula de uma seringa de metal; dessa forma, ao se 
puxar o êmbolo da seringa, ocorre a diminuição da pressão interna, 
proporcionando o incremento de volume pulmonar e diminuição 
da consistência, de modo que o pulmão sobrenada. Com isso, resta 
evidente que houve respiração. Já para a imersão em água quente, 
utiliza-se o pedaço do pulmão que não flutuou, e, após algum tempo 
nesse reservatório, pela dilatação do ar pelo calor, se o fragmento 
sobrenadar, indicará respiração autônoma (FRANÇA, 2017; CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012).
316 | Descrever a docimásia histológica de Balthazard e 
comentar a sua importância.
RESPOSTA: A docimásia histológica de Balthazar consiste no estudo 
dos tecidos pulmonares feitos por meio de cortes histológicos e sua 
observação, sendo considerada a prova mais perfeita, já que pode ser 
realizada inclusive em pulmões putrefeitos. Ela determina se o feto 
respirou após o nascimento ou não e se houve putrefação dos pulmões. 
No feto que respirou, pode-se observar uma dilatação alveolar 
uniforme, achatamento de células epiteliais, desdobramentos dos 
ramos brônquicos e volume capilar aumentado; porém, no pulmão 
que não apresentou respiração se observa o colabamento alveolar. 
Na fase de putrefação, no interstício se identificam a presença de 
bolhas gasosas e os alvéolos colabados; no caso de destruição dos 
alvéolos, deverá ser utilizado o método de Weigert para a avaliação 
das fibras elásticas ou, na impossibilidade, fazer uma impregnação 
do retículo fibrilar aplicando a metodologia de Levi-Bielschowsky 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
317 | Conceituar a docimásia gastrointestinal de Breslau. 
RESPOSTA: Essa docimásia baseia-se na presença de ar no tubo 
digestório, uma vez que ocorre a penetração do ar nos primeiros 
movimentos respiratórios. Retira-se o aparelho gastrointestinal, do 
esôfago abdominal ao reto, com ligaduras duplas nas extremidades 
e região final do intestino delgado e do piloro. Depois, depositam-se 
esses elementos em compartimento com água para que seja possível 
CAPÍTULO XI – INFANTICÍDIO 161
observar se flutuam ou afundam. Depois disso, corta-se entre as duas 
ligaduras e, em seguida, as várias porções do tubo digestório; caso 
flutuem, é considerada positiva. O resultado deve ser avaliado com 
critério, devendo o ensaio ser realizado somente se for disponível o 
abdome do infante (FRANÇA, 2017; SILVEIRA, 2009).
318 | Listar alguns outros exemplos de docimásias. 
RESPOSTA: Outros exemplos de docimásias são: óptica de Bouchut; 
diafragmática de Plocquet; radiológica de Bordas; epimicroscópica 
pneumoarquitetônica de Hilário Veiga de Carvalho; química de 
Icard; táctil de Nerio Rojas; auricular de Vreden-Wendt-Gelé; 
hematopneumo-hepática de Severi; plêurica de Placzek, etc. 
(FRANÇA, 2017; HERCULES, 2014).
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO XI
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012. 
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017. 
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. 2. ed. São Paulo: 
Atheneu, 2014.
SILVEIRA, P. R. Fundamentos da Medicina Legal. Rio de Janeiro: 
Recanto das Letras, 2009. 
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 163
CAPÍTULO XII
TOXICOLOGIA FORENSE
319 | Definir xenobiótico. 
RESPOSTA: Xenobióticos são substâncias desconhecidas ao 
organismo (CEBRID, 2012).
Imagem 52 – Intoxicação medicamentosa
Fonte: Freepik. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mao-de-mulher-derrama-as-
pilulas-de-medicamento-fora-da-garrafa_5096873.htm#page=1&query=p%C3%ADlulas&positi
on=15. Acesso em: 31 mar. 2021.
320 | Indicar as fases do percurso do xenobiótico no corpo. 
RESPOSTA: As fases do percurso do xenobiótico são: entrada, 
absorção, distribuição, transformação e excreção (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 164
321 | Citar as vias de penetração de um xenobiótico.
RESPOSTA: Vias de penetração: “oral, gástrica, inalatória, cutânea, 
subcutânea, intramuscular, intraperitoneal, intravenosa, intra-
arterial e intratecal” (FRANÇA, 2017, p. 143).
322 | Definir droga psicotrópica.
RESPOSTA: Os psicotrópicos são substâncias químicas que atuam 
no Sistema Nervoso Central provocando alterações no psiquismo do 
usuário. Podem ser divididas em três grupos: depressores do Sistema 
Nervoso Central (SNC) ou psicolépticos; estimulantes do SNC ou 
psicoanalépticos, noanalépticos, timolépticos, etc.; perturbadores 
do SNC ou psicoticomiméticos, psicodislépticos, psicodélicos, 
alucinógenos, etc. (CEBRID, 2012).
323 | Definir drogas psicolépticas e citar exemplos. 
RESPOSTA: As drogas psicolépticas são as drogas depressoras da 
atividade do SNC, deixando a pessoa mais lenta. Exemplos de drogas 
psicolépticas: álcool, barbitúricos, benzodiazepínicos (Diazepam, 
lorazepam), opiáceos (morfina, codeína), solventes (colas, tintas, 
removedores) (CEBRID, 2012).
Imagem 53 – Formas farmacêuticas sólidas
Imagem de Freestocks.org | Fonte: Pexels. Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/
abstrato-resumo-abstrair-negocio-140123/. Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 165
Imagem 54 – Intoxicação por benzodiazepínicos – cavidade oral
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 55 – Intoxicação por benzodiazepínicos – conteúdo gástrico 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
Imagem 56 – Intoxicação por benzodiazepínicos – cianose ungueal 
Fonte: arquivo do Prof. Dr. Jose Luis Prieto Carrero.
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 166
Imagem 57 – Droga Psicoléptica – Ópio
Foto de Iva Balk | Fonte: Pixabay. Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/poppyhead-
campo-da-papoila-flora%C3%A7%C3%A3o-2654518/. Acesso em 29 mar. 2021.
324 | Definir drogas psicoanalépticas e citar exemplos. 
RESPOSTA: As drogas psicoanalépticas são drogas estimulantes 
do SNC, aumentando sua atividade. Exemplos: anorexígenos 
(principalmente as anfetaminas) e cocaína (CEBRID, 2012).
Imagem 58 – Cigarro
Imagem de Cottonbro | Fonte: Pexels. Disponívelem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/
anonimo-borrao-mancha-nevoa-5932301/. Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 167
Imagem 59 – Droga Psicoanaléptica – Cocaína
 
Foto de Stevepb | Fonte: Pixabay. Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/drogas-
coca%C3%ADna-usu%C3%A1rio-v%C3%ADcio-908533/. Acesso em: 29 mar. 2021. 
Imagem 60 – Bolsas contendo cocaína – body packer 
Fonte: arquivo próprio.
325 | Definir drogas psicodislépticas e citar exemplos. 
RESPOSTA: As drogas psicodislépticas apresentam uma ação 
perturbadora das atividades do Sistema Nervoso Central (SNC), que 
modifica a qualidade da atividade cerebral, não quantitativamente, 
como as drogas anteriores (que aumentam e diminuem a 
atividade). Exemplos: THC (maconha), mescalina, LSD-25, êxtase e 
anticolinérgicos (CEBRID, 2012).
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 168
Imagem 61 – Maconha 
Fonte: Freepik. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-gratis/brotos-de-maconha-com-juntas-
de-maconha-e-oleo-de-cannabis_7365453.htm#page=1&query=maconha&position=1. Acesso em: 31 
mar. 2021.
Imagem 62 – Droga psicodisléptica – Psilocybe cubensis 
Imagem de Pretty drugthings | Fonte: Unsplash. Disponível em: https://images.unsplash.com/
photo-1590487586575-9295d720cad2?ixlib=rb-1.2.1&ixid=eyJhcHBfaWQiOjEyMDd9&auto=format&f
it=crop&w=746&q=80. Acesso em: 29 mar. 2021.
326 | Com relação ao consumo de drogas, definir tolerância. 
RESPOSTA: Tolerância diz respeito à necessidade de aumentar as 
doses para se alcançar determinado efeito em razão de exposição 
prévia (FRANÇA, 2017; KLAASSEN, 2012; FIDALGO; PAN NETO; 
SILVEIRA, [2012]).
327 | Definir dependência. 
RESPOSTA: Dependência diz respeito à interação entre o consumo 
de determinada droga e o metabolismo dependente desse efeito. Ou 
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 169
seja, o indivíduo deseja tanto o efeito de certa substância química que 
acaba por ter seu comportamento e estado psíquico alterados com o 
fito de evitar o desconforto da privação (FRANÇA, 2017; FIDALGO; 
PAN NETO; SILVEIRA, [2012]).
328 | Definir crise de abstinência. 
RESPOSTA: A abstinência é uma síndrome com sinais e sintomas 
decorrentes da ausência de determinada interação entre indivíduo e 
substância que é aliviada com o consumo (FRANÇA, 2017; FIDALGO; 
PAN NETO; SILVEIRA, [2012]).
329 | Citar e descrever as fases da embriaguez. 
RESPOSTA: A embriaguez, na maioria doutrinária, apresenta três 
fases: excitação, confusão e sono. Na primeira, o indivíduo está 
na fase eufórica, em que fica mais animado, humorado, podendo 
passar a impressão de capacidade intelectual aumentada. Na fase de 
confusão (pode ser chamada fase médico-legal), o indivíduo passa 
da fase eufórica e começa a apresentar dificuldades neurológicas 
e psíquicas, além de alteração da marcha. Na última, como o nome 
mesmo diz, o indivíduo mergulha em sono profundo. Teorias que 
aceitam outras fases (cinco) admitem que a embriaguez se inicia na 
fase subclínica (leve excitação decorrente do pequeno teor de álcool) 
e pode terminar em morte (FRANÇA, 2017).
Imagem 63 – Ilustração de bebida com álcool etílico
 
Imagem de Picography | Fonte: Pexels. Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/alcool-
aperitivo-balada-bar-4784/. Acesso em: 31 mar. 2021.
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 170
330 | Citar e descrever as formas de embriaguez. 
RESPOSTA: As formas de embriaguez são: culposa – negligência 
ou imprudência por falta de conhecimento dos efeitos do álcool; 
preterdolosa – indivíduo não deseja o resultado, mas detém o 
conhecimento de que ao estar embriagado pode vir a produzi-lo; 
fortuita – ocasional decorrente de erro compreensível e não de 
conduta imprudente, podendo isentar pena; acidental – indivíduo 
bebe alguma bebida alcoólica sem saber que é alcoólica (pode ter o 
benefício de isenção de responsabilidade); por força maior – incapaz de 
um ser humano prever ou resistir (pode reduzir pena); preordenada 
– indivíduo busca se embriagar com o objetivo de cometer delitos 
(agravante de pena); habitual – indivíduos que estão sob efeito etílico 
cotidianamente, patológica – desproporção entre pequenas doses e 
intensidade de efeitos (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
331 | Listar as matrizes biológicas para as análises toxicológicas.
RESPOSTA: As amostras coletadas in vivo são: sangue, urina, cabelo 
e conteúdo gástrico. Já nos casos post mortem, podem-se coletar: 
sangue cardíaco e femoral, urina, material gástrico, humor vítreo e 
amostras de: fígado, rim, pulmão, cérebro, baço, músculo esquelético 
(PROENÇA, [2019?]).
332 | Avaliar se nos cadáveres putrefeitos o resultado da 
análise de etanol pode estar prejudicada.
RESPOSTA: Sim. Nos corpos putrefeitos, ocorre a produção de etanol 
no fenômeno transformativo destrutivo do corpo (FRANÇA, 2017).
333 | Comentar sobre a síndrome “Body Packer”. 
RESPOSTA: A síndrome Body Packer refere-se àqueles indivíduos 
que trabalham como “mula”, ou seja, transportam drogas ilícitas no 
interior de ser organismo (estômago e intestino). Diverge do “body 
pusher”, que são aqueles indivíduos “que transportam pequenas 
quantidades de droga nos orifícios naturais (ânus e vagina)” 
(FRANÇA, 2017, p. 144; CAMPOLINA, 2010). 
CAPÍTULO XII – TOXICOLOGIA FORENSE 171
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO XII
CAMPOLINA, D. et al. Diagnóstico por imagem de Body Packers: 
relato de caso. Rev. Med. Minas Gerais, v. 20, n. 3, (supl. 4), p. S50-S54, 
2010. Disponível em: http://rmmg.org/artigo/detalhes/981. Acesso 
em: 3 jul. 2020.
CEBRID - CENTRO BRASILEIRO DE INFROMAÇÕES SOBRE 
DROGAS PSICOTRÓPICAS. Livreto informativo sobre Drogas 
psicotrópicas. 2012. Disponível em: https://www.cebrid.com.br/
wp-content/uploads/2012/12/Livreto-Informativo-sobre-Drogas-
Psicotr%C3%B3picas.pdf. Acesso em: 3 jul. 2020.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FIDALGO, T. M.; PAN NETO, P. M.; SILVEIRA, D. X. Abordagem da 
dependência química. São Paulo: UNA-SUS, [2012]. Disponível 
em: https://www.unasus.unifesp.br/biblioteca_virtual/pab/4/
unidades_casos_complexos/unidade20/unidade20_ft_dependencia.
pdf. Acesso em: 3 jul. 2020.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017. 
KLAASSEN, C. D. Fundamentos em toxicologia de Casarett e 
Doull. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.
PROENÇA, V. Toxicologia Forense: detecção de drogas em amostras 
biológicas. [S. l.]: IBRAP, [2019?]. Disponível em: https://ibapcursos.
com.br/toxicologia-forense-deteccao-de-drogas-em-amostras-
biologicas/. Acesso em: 2 jun. 2020. 
CAPÍTULO XIII – IMPUTABILIDADE PENAL
CAPÍTULO XIII – IMPUTABILIDADE PENAL 173
CAPÍTULO XIII
IMPUTABILIDADE PENAL
334 | Conceituar imputabilidade. 
RESPOSTA: Imputabilidade é “a capacidade de entender o caráter 
ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento” 
(CAPEZ, 2004 apud CLARA, [2018]).
335 | Definir capacidade civil. 
RESPOSTA: Capacidade civil é a propriedade que o indivíduo possui 
de exercer seus direitos que legalmente lhe são atribuídos, bem como 
usufruir deles (GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2017).
336 | Listar os modificadores de imputabilidade biológicos.
RESPOSTA: Os modificadores de imputabilidade biológicos são: 
“idade, sexo, emoção, paixão e agonia” (FRANKLIN, 2019, p. 40).
337 | Citar exemplos de modificadores de imputabilidade 
mesológicos. 
RESPOSTA: Exemplos de modificadores de imputabilidade 
mesológicos são: “silvícolas e multidões” (FRANKLIN, 2019, p. 40).
338 | Listar os modificadores de imputabilidade biopsicológicos.
RESPOSTA: Os modificadores de imputabilidade biopsicológicos são: 
CAPÍTULO XIII – IMPUTABILIDADE PENAL 174
embriaguez, afasia, sonambulismo, surdo-mudez, etc. (FRANKLIN, 
2019).
339 | Listar os modificadores de imputabilidade psiquiátricos.
RESPOSTA: Os modificadores de imputabilidade psiquiátricos são: 
doenças mentais, epilepsia, drogadição, etc. (FRANKLIN, 2019).
340 | Citar os modificadores de imputabilidadesob 
a organização e coordenação atenta de uma profissional médico-
legal muito experiente e competente, a Professora Rita Higa, e 
concretizado com o apoio da Associação dos Médicos Legistas do 
Estado de São Paulo, este livro honra a Medicina Legal de São Paulo 
e do Brasil, testemunhando o trabalho empenhado, dedicado e sério 
desenvolvido no seio da universidade brasileira. Assegura-nos que 
a Medicina Legal deste país está a saber concretizar a renovação 
necessária, que lhe permitirá continuar a olhar o futuro com 
otimismo e confiança.
Trata-se de um livro que, como se refere no seu prefácio, foi feito 
por estudantes e para estudantes, mas cujas análise e leitura serão 
também relevantes para os profissionais experientes, permitindo 
nomeadamente rever conceitos, comparar situações práticas, assim 
como ampliar ou consolidar conhecimentos e perspectivas. 
Este é um livro cuja qualidade surge também assegurada pela 
atenta revisão de dois respeitados profissionais e docentes, os 
Professores João Roberto Oba e Luís Antônio Panucci, e que se 
distingue ainda pela forma abrangente e completa da abordagem 
dos temas, pelo didatismo que o caracteriza, pela visão fresca que 
proporciona, pela acessibilidade que oferece.
É um livro cuja leitura nos apraz recomendar, na certeza de 
que nele encontrará o estudante elementos fundamentais para 
iniciar o conhecimento das múltiplas problemáticas inerentes à 
atividade médico-legal, para iniciar uma aprendizagem médico-
legal concretizada com sensibilidade e bom senso, correta, eficaz e 
humanizada.
Coimbra, Outubro de 2020.
Duarte Nuno Vieira
Professor catedrático da Faculdade de Medicina de 
Coimbra e Diretor do Coimbra University Centre for 
Humanitarian and Human Rights Forensic Research and 
Training. Presidente do Conselho Científico Consultivo 
do Procurador do Tribunal Penal Internacional e da 
Rede Ibero-americana de Instituições de Medicina Legal 
e Ciências Forenses e Vice-Presidente da Confederação 
Europeia de Especialistas em Avaliação e Reparação do 
Dano Corporal. Presidiu a Academia Internacional de 
Medicina Legal, a Associação Internacional de Ciências 
Forenses, a Associação Mundial de Médicos de Polícia, a 
Academia Mediterrânea de Ciências Forenses, o Conselho 
Europeu de Medicina Legal, a Associação Latino-
Americana de Direito Médico, a Thematic Federation 
on Legal and Forensic Medicine da União Europeia 
de Médicos Especialistas, a Associação Portuguesa 
de Avaliação do Dano Corporal, entre outras. Tem 
exercido funções como Consultor Forense Temporário 
no âmbito do Alto Comissariado dos Direitos Humanos 
das Nações Unidas e é membro do grupo internacional 
de peritos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha 
e do Conselho Internacional de Reabilitação de Vítimas 
de Tortura, tendo participado em dezenas de missões 
internacionais. Foi Diretor do Instituto de Medicina 
Legal de Coimbra, Presidente do Instituto Nacional 
de Medicina Legal e Ciências Forenses, do Conselho 
Médico-Legal, do Conselho Superior de Medicina Legal e 
do Colégio da Especialidade de Medicina Legal e Diretor 
da Faculdade de Medicina de Coimbra, entre numerosas 
outras funções. Publicou mais de 300 artigos científicos 
e é autor ou coautor de 13 livros. É Editor-Chefe da 
revista Forensic Science Research e integra os conselhos 
editoriais de revistas científicas de 18 países europeus, 
asiáticos, africanos e americanos. Recebeu 15 prêmios 
científicos, entre eles a Douglas Medal Award (em 2014), 
o Clyde Snow e o Milton Helpern Awards (em 2020), 
da Academia Americana de Ciências Forenses, assim 
como 18 distinções honoríficas de diferentes governos, 
municípios, universidades e sociedades científicas. 
Exerce também atualmente funções como professor 
visitante das Universidades de Belgrado (Sérvia), Xi’an 
Jiaotong (China) e Kasturba Medical College (Índia).
LISTA DE IMAGENS
Imagem 1 – Ilustração do pai da Medicina Legal – Ambroise Paré . . . . . . . . . . . . 30
Imagem 2 – Ilustração de cena de crime . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Imagem 3 – Ilustração de Cena de Crime . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Imagem 4 – Modelos das diferentes fases (masculino e feminino) da
extremidade esternal da costela, segundo Işcan, Loth e Wright 
(1993) – France Casting – Determinação de faixa etária . . . . . . . . . 59
Imagem 5 – Modelos de sínfise pubiana masculina Suchey-Brooks para
determinação de faixa etária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Imagem 6 – Modelos de sínfise pubiana feminina Suchey-Brooks para
determinação de faixa etária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Imagem 7 – Tatuagem pode ser útil na identificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Imagem 8 – Desenho digital – conjunto de cristas e sulcos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
Imagem 9 – Impressão digital – presilha interna – presença de núcleo e delta à
direita do observador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
Imagem 10 – Esqueletização – Fenômeno transformativo destrutivo . . . . . . . . . . 76
Imagem 11 – Mumificação – fenômeno transformativo conservador . . . . . . . . . . 78
Imagem 12 – Tecnologia genética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
Imagem 13 – Fratura de fíbula com grampos cirúrgicos e equimose – 
instrumento contundente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Imagem 14 – Escoriação terceiro dia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
Imagem 15 – Ferida contusa com sutura – instrumento contundente . . . . . . . . . . 95
Imagem 16 – Radiografia – fratura completa de quinto metacarpo – instrumento 
contundente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
. . . . . . . 96
97
97
99
100
100
101
101
Imagem 17 – Lesão por ação contundente (martelo) na calota craniana 
Imagem 18 – Ferimento por ação contundente – martelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 19 – Hemorragia intraventricular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 20 – Equimose infraorbital direita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 21 – Precipitação – caso 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 22 – Lesão por precipitação – caso 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 23 – Lesão por precipitação – caso 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 24 – Precipitação – caso 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Imagem 25 – Impressão do pavimento – precipitação – caso 2 . . . . . . . . . . . . . . . 102
Imagem 26 – Lesão por atropelamento ferroviário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
Imagem 27 – Instrumento cortante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
Imagem 28A – Ferida incisa com sutura – instrumento com ação cortante . . . . 104
Imagem 28B – Cicatriz de ferida incisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
Imagem 29 – Instrumento perfurante – atua por pressão ou percussão . . . . . . 106
Imagem 30 – Revólver . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Imagem 31 – Pistola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Imagem 32 – Fuzil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Imagem 33 – Projétil de arma de fogo (PAF) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .legais.
RESPOSTA: Os modificadores de imputabilidade legais são as “causas 
circunstanciais do crime” (FRANKLIN, 2019, p. 40).
341 | Citar o artigo 26 do Código Penal. 
RESPOSTA: Segundo o Código Penal (CP) – Decreto-Lei nº 2.848, de 
7 de dezembro de 1940:
“Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo 
da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, 
se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou 
por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era 
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada 
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)” (BRASIL, 1940).
342 | Conceituar desenvolvimento mental incompleto. 
RESPOSTA: Desenvolvimento mental incompleto é o estado de 
indivíduos que ainda não obtiveram a maturidade psíquica, como: 
crianças e adolescentes; ou àqueles que de forma congênita ou 
resultante de algum processo (trauma, doença, fatores psicossociais) 
tiveram uma parada no processo do desenvolvimento mental 
(ZAFFARONI, 2015; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO XIII – IMPUTABILIDADE PENAL 175
343 | Citar o artigo 27 do Código Penal. 
RESPOSTA: “Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente 
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação 
especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)” (BRASIL, 1940).
344 | Citar o artigo 28 do Código Penal. 
RESPOSTA: “Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de 
efeitos análogos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação 
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do 
fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, 
por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não 
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com 
esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)” 
(BRASIL, 1940).
345 | Conceituar Criminologia
RESPOSTA: Segundo Gonzaga (2020), “Criminologia é uma ciência 
autônoma que estuda o criminoso, o crime, a vítima, os controles 
sociais formais e informais que atuam na sociedade, bem como a 
forma de prevenção da criminalidade” (GONZAGA, 2020, p. 12).
346 | Conceituar Vitimologia. 
RESPOSTA: Vitimologia é o estudo da vítima como integrante na 
geração e na causa do delito (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012). Observa 
a vítima como elo que não se desprende da ocorrência e dos motivos 
delituosos (FRANÇA, 2017).
CAPÍTULO XIII – IMPUTABILIDADE PENAL 176
347 | Definir os elementos para que ocorra a configuração de 
crime.
RESPOSTA: Há a necessidade do fenômeno tripartide para a existência 
do crime, a saber: fato tipificado, contrário à ordenação jurídica e 
culpável (FRANKLIN, 2019).
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO XIII
BRASIL. Palácio do Planalto. Casa Civil. Decreto-Lei nº 2.848, de 
7 de dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 31 dez. 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 8 ago. 
2020.
CLARA, T. A definição da imputabilidade no Direito Penal Brasileiro. 
JusBrasil, [2018]. Disponível em: https://thaysclara.jusbrasil.
com.br/artigos/537150848/a-definicao-da-imputabilidade-no-
direito-penal-brasileiro#:~:text=Para%20Capez%20(2013)%20
a%20imputabilidade,est%C3%A1%20realizando%20um%20
il%C3%ADcito%20penal. Acesso em: 8 ago. 2020.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janiero: Rubio, 
2019.
GAGLIANO, P. S.; PAMPLONA FILHO, R. Manual de Direito Civil. São 
Paulo: Saraiva, 2017.
GONZAGA, C. Manual de criminologia. 2. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2020. 344 p.
ZAFFARONI, E. R. et al. Inimputabilidade e semi-imputabilidade 
por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado. Rev. Epos, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 141-154, dez. 2015. 
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S2178-700X2015000200008&lng=pt&nrm=iso. Acesso 
em: 8 ago. 2020.
 
POSFÁCIO
POSFÁCIO 178
POSFÁCIO
Me complace extraordinariamente el encargo de redactar el 
epílogo de esta obra de mi buena amiga y colega, la Profesora Rita 
Higa, obra que no necesita de ningún elogio por mi parte, porque 
los estudiantes de medicina a quienes va dirigida encontrarán al 
leerla sobrados motivos para reconocer el mérito de saber combinar 
de una forma original, sencilla y directa el enfoque didáctico con 
el rigor científico al acometer los temas principales de la Medicina 
Legal, lo que con seguridad despertará el interés del alumno por 
esta especialidad.
El acertado título, ‘de la pregunta al aprendizaje en Medicina 
Legal’ nos indica claramente la doble aspiración de este texto creado 
por y para estudiantes bajo la coordinación y revisión de prestigiosos 
profesores. El de la necesidad de preguntar y de preguntarse para 
aprender, para adquirir conocimientos - en palabras del escritor 
Haruki Murakami ‘preguntar es vergüenza de un día, pero no 
preguntar es vergüenza de una vida’ – y el de resaltar la propia 
función de la Medicina Legal en su papel de dar respuesta a los 
numerosos interrogantes que desde la aplicación del Derecho se le 
plantean a la ciencia médica. 
Los primeros dos capítulos recogen los aspectos relativos a la 
definición y evolución histórica de la Medicina Legal a partir de sus 
profesionales más destacados, así como un repaso de los elementos 
básicos de prueba, incluyendo el examen de la escena, y de la propia 
actividad pericial.
A continuación, el capítulo tres desarrolla un tema que considero 
esencial en la formación de los futuros médicos, los documentos 
médico-legales que todo profesional debe conocer con detalle y 
POSFÁCIO 179
saber cumplimentar, ya que formarán parte de su tarea cotidiana en 
la actividad clínica.
A partir de aquí, el texto se va dirigiendo hacia aspectos más 
específicos de la Medicina Legal, aunque siempre conservando la 
perspectiva que cualquier médico debe tener, independientemente 
de su especialidad, tanto en relación con el cadáver, como con el vivo.
Los capítulos cuatro a seis se centran en la evolución cadavérica, 
los problemas relativos a la data de la muerte y las técnicas de 
identificación, incluyendo conceptos básicos de la dactiloscopia, la 
antropología y la genética forense.
El amplio territorio de la Traumatología forense se expone en el 
capítulo siete. Los tipos de lesiones, su origen, evolución y mecanismo 
de producción, así como las características de la caída y precipitación, 
el atropello ferroviario, las lesiones por arma blanca y por arma de 
fuego, asfixias y lesiones por agentes físicos todo ello acompañado 
de documentación gráfica esencial para su adecuada comprensión.
Los capítulos ocho a once desarrollan los aspectos relativos a la 
sexología forense, incluyendo la violencia sexual, parafilias, aborto e 
infanticidio.
El capítulo doce introduce al estudiante en otro tema de especial 
interés para todo médico, la Toxicología referida a la problemática 
médico legal de las drogas de abuso y los conceptos de dependencia, 
abstinencia y embriaguez.Finalmente, el capítulo trece afronta la temática de los elementos 
modificadores de la imputabilidad y la capacidad, ambas de 
extraordinario interés legal en las respectivas jurisdicciones penal 
y civil.
No es habitual, al menos es España, que los libros científicos 
cuenten con un epílogo. El epílogo de una obra narrativa trata de 
cerrar el relato, describiendo hechos producidos tras el desenlace 
de la trama principal, como el destino de los protagonistas. En este 
caso, el destino de esta obra, como el de la propia Medicina Legal es, 
sin embargo, un destino abierto que seguirá necesitado de nuevas 
preguntas lo que, con certeza, demandará nuevas y ampliadas 
ediciones del presente libro.
Dr. José L. Prieto
Médico Forense
POSFÁCIO 180
Médico e Odontólogo
Especialista em Medicina Legal e Forense
Membro do Corpo Nacional de Médicos Forenses de 
Espanha, com mais de 30 anos de experiência como 
médico forense atuando no IML de Madri
Professor do Departamento de Medicina Legal da 
Universidade Complutense de Madri há mais de 20 
anos.
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Recanto das Letras, 2009.
SOUSA, A. M.; BRITO, L. M. T. Síndrome de alienação parental: da teoria 
Norte-Americana à nova lei brasileira. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, 
v. 31, n. 2, p. 268-283, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932011000200006&ln
g=pt&nrm=iso. Acesso em: 3 ago. 2020.
SOUZA, J. C. M. Síndromes cromossômicas: uma revisão. Cadernos 
da Escola de Saúde, v. 1, n. 3, p. 1-12, 2010. Disponível em: https://
portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php/cadernossaude/
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TOCCHETTO, D. Balística Forense: aspectos técnicos e jurídicos. 7. 
ed. Campinas: Millennium, 2013.
TORTORA, G. J. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e 
fisiologia. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 
VANRELL, J. P. Odontologia Legal e Antropologia Forense. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
VASCONCELLOS, M. M.; GRIBEL, E. B.; MORAES, I. H. S. Registros em 
saúde: avaliação da qualidade do prontuário do paciente na atenção 
básica, Rio de Janeiro, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 
24, (supl. 1), p. s173-s182, 2008. Disponível em: https://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008001300021
&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 8 maio 2020.
REFERÊNCIAS 189
ZAFFARONI, E. R. et al. Inimputabilidade e semi-imputabilidade 
por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou 
retardado. Rev. Epos, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 141-154, dez. 2015. 
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S2178-700X2015000200008&lng=pt&nrm=iso. Acesso 
em: 8 ago. 2020.
ZARZUELA, J. L. Medicina Legal. São Paulo: Angelotti, 1993.
Este livro foi composto em tipos 
Cambria e Zurich, na versão digital 
para dispositivos eletrônicos por 
Adalbacom em maio de 2021.
http://www.adalba.com.br
“Estamos perante uma obra que, por meio da resposta de um amplo 
leque de perguntas, nos proporciona uma viagem pela Medicina Legal, 
partindo da sua história e evolução para chegar à realidade prática 
pericial quotidiana, nas diversas áreas de atuação desta ciência guardiã 
da justiça, que sempre foi – e que sempre será – essencial para a 
aplicação desta, para a defesa de valores tão fundamentais quanto a 
honra, o bom nome, a liberdade e a dignidade da pessoa humana [...]”.
“Este é um livro que se distingue pela forma abrangente e completa 
da abordagem dos temas, pelo didatismo que o caracteriza, pela visão 
fresca que proporciona, pela acessibilidade que oferece [...]”.
Prof. Dr. Duarte Nuno Vieira.. . . 108
Imagem 34 – Radiografia – PAF1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
Imagem 35 – Radiografia – PAF2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
Imagem 36 – Ferimento de entrada – tiro a distância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
Imagem 37 – Instrumento perfurocortante – instrumento de ponta e gume . 112
Imagem 38 – Instrumento perfurocortante – instrumento de ponta e gume . 113
Imagem 39 – Ferimento por ação perfurocortante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
Imagem 40 – Instrumento cortocontundente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
Imagem 41 – Aspiração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
Imagem 42 – Edema pulmonar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
Imagem 43 – Ilustração – Enforcado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
Imagem 44 – Enforcamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
Imagem 45 – Enforcado - sinal de Friedberg . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
Imagem 46 – Sinal de Friedberg . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
Imagem 47 – Corrente – enforcamento atípico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
Imagem 48 – Enforcamento atípico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
Imagem 49 – Enforcamento atípico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
Imagem 50 – Ilustração de amputação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
Imagem 51A – Ilustração de feto com 7 semanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Imagem 51B – Ilustração de feto com 10 semanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Imagem 51C – Ilustração de feto com 12 semanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Imagem 51D – Ilustração de fetos com 7 a 12 semanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Imagem 52 – Intoxicação medicamentosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185
Imagem 53 – Formas farmacêuticas sólidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186
Imagem 54 – Intoxicação por benzodiazepínicos – cavidade oral . . . . . . . . . . . . 187
Imagem 55 – Intoxicação por benzodiazepínicos – conteúdo gástrico . . . . . . . . 187
Imagem 56 – Intoxicação por benzodiazepínicos – cianose ungueal . . . . . . . . . . 187
Imagem 57 – Droga Psicoléptica – Ópio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188
Imagem 58 – Cigarro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188
Imagem 59 – Droga Psicoanaléptica – Cocaína . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189
Imagem 60 – Bolsas contendo cocaína – body packer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189
Imagem 61 – Maconha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190
Imagem 62 – Droga psicodisléptica – Psilocybe cubensis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 190
Imagem 63 – Ilustração de bebida com álcool etílico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO | Gabriel de Oliveira Lima Carapeba
NOTA | Nilva Galli
PREFÁCIO | Duarte Nuno Vieira
INTRODUÇÃO | Rita de Cassia Bom im Leitão Higa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
CAPÍTULO I | EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL . . . . . . . . . . . . . . . 24
CAPÍTULO II | VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS . . . . .31
CAPÍTULO III | DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
CAPÍTULO IV | ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
CAPÍTULO V | TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL, TAFONOMIA E
TAXONOMIA FORENSES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
CAPÍTULO VI | GENÉTICA FORENSE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
CAPÍTULO VII | TRAUMATOLOGIA MÉDICO-LEGAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
CAPÍTULO VIII | SEXOLOGIA FORENSE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
CAPÍTULO IX | ASPECTOS DA SEXUALIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
CAPÍTULO X | ABORTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .152
CAPÍTULO XI | INFANTICÍDIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .158
CAPÍTULO XII | TOXICOLOGIA FORENSE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .164
CAPÍTULO XIII | IMPUTABILIDADE PENAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .174
POSFÁCIO | José L. Prieto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .179
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .181
INTRODUÇÃO 20
INTRODUÇÃO
Os encontros da LAMELT Liga Acadêmica de Medicina Legal 
e Toxicologia Forense da Faculdade de Medicina da Unoeste são 
momentos de reflexão e aprendizado da Medicina Legal. Dessa 
maneira, muitas atividades são desenhadas a fim de propagar o 
ensino, a pesquisa e a extensão nesta área. 
Em um desses eventos, no final de 2019, a ideia de construir um livro 
baseado em perguntas foi aclamada pelos participantes. O processo de 
construção do livro foi organizado em etapas. O primeiro passo foi a 
elaboração das perguntas e envio delas aos acadêmicos. O segundo passo 
foi a pesquisa e a elaboração das respostas por parte dos acadêmicos, 
que, ao terminarem, enviaram esse material à organizadora, que o 
distribuiu também para os revisores interno e externo. O terceiro passo 
foi a análise da organizadora e dos revisores. Dependendo da situação, 
o texto voltou ao acadêmico para que ele fizesse alterações, assim 
como houve inserções, exclusões e implantação de novos textos pela 
organizadora e revisores. O quarto passo foi encaminhar o livro para a 
bibliotecária, que organizou as citações e remeteu à avaliação e correção 
da organizadora. Os últimos passos incluíram as revisões ortográfica, 
referencial e diagramação da obra, que finalmente disponibilizaram o 
conteúdo deste exemplar em 13 capítulos. 
O capítulo I, Exórdio ao Estudo de Medicina Legal, apresenta uma 
introdução à Medicina Legal, sua história e os cientistas que tiveram 
atuações internacional e nacional destacadas.
O capítulo II, Vestígios, Corpo de Delito, Peritos e Perícias, demonstra 
esses elementos e sua importância para a elucidação dos eventos.
INTRODUÇÃO 21
O capítulo III, Documentos Médico-Legais, descreve os 
documentos e suas peculiaridades. 
O capítulo IV, Antropologia Médico-Legal, visa discorrer sobre as 
técnicas de identificação do vivo e do morto. 
O capítulo V, Tanatologia Médico-Legal, Tafonomia e Taxonomia 
Forenses, define, respectivamente, a morte, os tipos de morte e 
aspectos técnicos da cronotanatognose; estuda a ação externa na 
evolução cadavérica de interesse médico-legal; e avalia os pontos 
de conservação e destruição do cadáver que se distinguem do rito 
tanatológico. 
O capítulo VI, Genética Forense, apresenta os conhecimentos das 
técnicas moleculares na identificação humana.
O capítulo VII, Traumatologia Médico-Legal, é o capítulo mais 
extenso. Nele são descritos os diferentes tipos de lesões causadas 
por energias de ordens mecânica, física, química, físico-química, 
bioquímica, biodinâmica e mista.
O capítulo VIII, SexologiaForense, traz uma abordagem aos 
crimes sexuais. 
O capítulo IX, Aspectos da Sexualidade, expõe os diferentes 
tópicos relacionados à sexualidade. 
O capítulo X, Aborto, apresenta a definição, tipos, complicações e 
outros aspectos médico-legais sobre o tema. 
O capítulo XI, Infanticídio, aborda o crime, objetivos da perícia, 
provas de vida extrauterinas e demais tópicos afins.
O capítulo XII, Toxicologia Forense, discorre sobre drogas, 
conceituação, classificação e visão médico-legal sobre o tema. 
O capítulo XIII, Imputabilidade Penal, define o termo, apresenta os 
respectivos modificadores, conceitua capacidade civil e apresenta as 
leis e tópicos referentes ao tema, finalizando o conteúdo desta obra.
Estamos cônscios de que, apesar de todo o esforço para buscar 
informações atualizadas, um livro sempre será uma obra em 
construção. Dessa forma, o livro apresenta imperfeições, posto 
que resulta de ação humana. No entanto, esperamos que seja uma 
fonte de informações relevantes para os estudos de estudantes e 
profissionais que pretendam prestar concursos e procurem uma 
revisão sumarizada. 
Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa
Organizadora 
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 23
CAPÍTULO I
EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL
1 | Conceituar Medicina Legal. 
RESPOSTA: Medicina Legal é a ciência que utiliza os saberes médicos 
em prol da Justiça. Fundamenta a elaboração de leis, que é uma atividade 
da administração judiciária, e consolida a doutrina, com o intuito de 
resguardar os direitos e interesses do homem e da sociedade (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
2 | Citar as disciplinas da Medicina Legal.
RESPOSTA: Antropologia forense, Traumatologia médico-legal, 
Sexologia forense, Tanatologia forense, Toxicologia forense, 
Asfixiologia médico-legal, Psicologia forense, Psiquiatria forense, 
Genética forense, Criminalística, Criminologia, Infortunística e 
Vitimologia (FRANÇA, 2017).
3 | Listar exemplos de professores renomados de Medicina Forense.
RESPOSTA: Ambroise Paré (1517-1590), reputado como o pai da 
Medicina Legal; Alphonse Devergie (1798-1879) foi um dos pioneiros 
da Medicina Forense na França; Júlio Afrânio Peixoto (1876-1947) 
e sua grande importância na história do IML do Rio de Janeiro; 
Agostinho José de Souza Lima (1842-1921) foi um professor da 
cadeira de Medicina Legal e Toxicologia na Faculdade de Medicina 
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 24
e de Direito do Rio de Janeiro; Oscar Freire de Carvalho (1882-1923) 
foi discípulo de Nina Rodrigues; Flamínio Fávero (1895-1982) foi 
professor catedrático de Medicina Legal na Universidade de São 
Paulo; entre outros (FRANKLIN, 2019).
Imagem 1 – Ilustração do pai da Medicina Legal – Ambroise Paré
Foto de Chantal Mure | Fonte: Pixabay. Disponível em:
https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A9dico-idade-m%C3%A9dia-ambroise-
par%C3%A9-1242603/. Acesso em: 7 ago. 2020. 
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 25
4 | Apresentar a divisão histórica da Medicina Legal. 
RESPOSTA: A história da Medicina Legal se apresenta dividida 
em: “Antiga, Romana, Média, Canônica e Moderna ou Científica” 
(FRANKLIN, 2019 p. 4-5).
5 | Descrever o período histórico Antigo da Medicina Legal.
RESPOSTA: Já nos tempos de Hipócrates e Aristóteles havia anotações 
sobre prematuridade e a vida do feto. O Código Penal mais antigo foi o 
Código de Hamurabi, do século XVIII a.C. A prática de embalsamento 
de corpos também era utilizada no Egito Antigo. No Código de Manu, 
do século V a.C., e na Lei das XII Tábuas, no Império Romano de 449 
a.C., já se dispunha sobre as testemunhas. 
Parece que a primeira notificação de um trabalho médico-legal foi o 
Hsi Yuan Lu, escrito na China, no qual foi abordado o exame após a 
morte. O trabalho abordava os venenos e os antídotos, como também 
as orientações acerca da respiração artificial (FRANKLIN, 2019; 
HERCULES, 2011; PEREIRA; GUSMÃO, 2001; RIVAS, [201?]).
6 | Descrever o período histórico Romano da Medicina Legal. 
RESPOSTA: O período histórico Romano é dividido em duas fases: 
Pré-Reforma de Justiniano e Pós-Reforma de Justiniano. A Lex Regia 
(por Numa Pompílio) foi a referência histórica da primeira fase, que 
determinava a histerotomia quando ocorria a morte de mulheres 
grávidas. Nesse período, também houve a implantação do exame 
externo dos corpos com o objetivo de examinar os ferimentos letais, 
já que as necropsias não eram permitidas. 
Houve, na reforma justiniana, a determinação de que não deveria 
haver testemunho, mas, sim, ajuizamento. Por fim, o Digesto 
determina a intervenção de parteiras para examinação de gravidez 
e a Lei Aquila dispõe sobre a letalidade dos ferimentos (FRANKLIN, 
2019; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
7 | Descrever o período histórico Médio da Medicina Legal. 
RESPOSTA: Esse intervalo de tempo foi aquele no qual a contribuição 
foi mais objetiva do médico à Justiça por meio do parecer médico 
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 26
em alguns julgamentos (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; PEREIRA; 
GUSMÃO, 2001).
8 | Descrever o período histórico Canônico da Medicina Legal. 
RESPOSTA: O período histórico Canônico foi marcado pela 
proclamação do Código Criminal de Carlos V e durou por volta de 
400 anos (1200-1600 d.C.). Durante esse período foi restabelecida 
a obrigatoriedade das perícias médico-legais, que deveriam ser 
apresentadas antes das deliberações judiciais, em casos de gravidez, 
aborto, partos na clandestinidade, lesões ou assassinatos (CROCE; 
CROCE JÚNIOR, 2012; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
9 | Descrever o período histórico Científico da Medicina Legal. 
RESPOSTA: O período histórico Científico da Medicina Legal teve seu 
início no ano de 1602 com o lançamento do livro De Relationibus 
Libri Quatuor in Quibus et Omnia quae in Forensibus ac Publicis 
Causis Medici Preferre Solent Plenissime Traduntur, de Fortunatus 
Fidelis. Esse foi o primeiro tratado que discorria sobre Medicina 
Legal de uma maneira vasta e íntegra. No mesmo período histórico, 
Paolo Zacchias publicou a obra Quaestiones Medico-Legales Opus 
Jurisperitis Maxime Necessarium Medicis Perutilis, em que não 
relacionou a Medicina Legal à Saúde Pública, como fazia a maioria 
dos autores da época. Zacchias foi considerado por alguns o pai da 
Medicina Legal. 
O desenvolvimento da Medicina Legal continuou no século XVIII, 
no entanto, na metade inicial do século XIX foi que aconteceu a sua 
consolidação. Nesse período, foi lançada na Alemanha a primeira 
magazine especializada em Medicina Legal e criado o primeiro 
Instituto Médico Legal em Viena. Na segunda parte do século XIX, a 
Medicina Legal foi confirmada como ciência e passou a ser estudada 
em diferentes universidades na Europa, América e no Brasil 
(FRANÇA, 2017; COÊLHO, 2010).
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 27
10 | Descrever sucintamente as fases históricas da Medicina 
Legal no Brasil. 
RESPOSTA: A fase inicial da Medicina Legal brasileira ocorreu 
ainda durante a época colonial. Nessa época, a Medicina Legal teve 
influência francesa e um pouco menos italiana e alemã, tendo o foco 
na área da Toxicologia.
A segunda fase ocorreu no século XIX, quando surgiu Agostinho de 
Souza Lima (1842-1921), responsável por dar início à instrução prática 
da Medicina Forense e desenvolver ensaios laboratoriais ligadas à 
Toxicologia. Nesse período, também houve uma tentativa leiga de 
interpretação e comentários médico-legais sobre as leis brasileiras. 
Já a terceira fase se iniciou com a criação de uma escola especializada em 
Medicina Legal na Bahia por Raymundo Nina Rodrigues, determinando 
a expansão do ensino e estímulo à fundação de novos institutos no 
país (CROCE; CROCE JÚNIOR, 2011; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
11 | Classificar a Medicina Legal com relação ao aspecto 
histórico. 
RESPOSTA: A Medicina Legal é classificada, no aspecto histórico, em 
suas fases de evolução:“Pericial, Legislativa, Doutrinária e Filosófica” 
(FRANÇA, 2017, p. 7).
12 | Classificar a Medicina Legal com relação ao aspecto 
profissional. 
RESPOSTA: A Medicina Legal, no aspecto profissional, divide-se em: 
“Pericial, Criminalística e Antropologia Médico-Legal” (FRANÇA, 
2017, p. 7).
13 | Classificar a Medicina Legal com relação ao aspecto 
doutrinário. 
RESPOSTA: A Medicina Legal, no aspecto doutrinário, divide-se em: 
“Penal, Civil, Canônica, Trabalhista e Administrativa” (FRANÇA, 
2017, p. 8).
CAPÍTULO I – EXÓRDIO AO ESTUDO DE MEDICINA LEGAL 28
14 | Classificar a Medicina Legal da perspectiva didática. 
RESPOSTA: A Medicina Legal, da perspectiva didática, segundo 
França (2017), é dividida em: Geral e Especial. 
A Medicinal Legal Geral, denominada de Jurisprudência Médica, 
diz respeito às obrigações e deveres e aos direitos dos médicos, 
referentes à deontologia e à diceologia, respectivamente. Elenca 
tópicos que norteiam o médico em seu exercício profissional, como 
Ética Médica, Sigilo Profissional, Honorários, entre outros.
A Medicina Legal Especial apresenta em sua divisão as seguintes 
disciplinas: Antropologia médico-legal, Traumatologia médico-legal, 
Toxicologia forense, Tanatologia médico-legal, Asfixiologia médico-
legal, Sexologia forense, Psiquiatria forense, Psicologia forense, 
Infortunística, Criminalística, Criminologia, Vitimologia, Genética 
forense e Medicina Desportiva (FRANÇA, 2017).
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO I 
COÊLHO, B. F. Histórico da Medicina Legal. R. Fac. Dir. Univ. SP, v. 
105, p. 355-362, jan./dez. 2010.
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
FRANKLIN, R. Medicina Forense aplicada. Rio de Janeiro: Rubio, 
2019.
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. São Paulo: Atheneu, 
2011.
PEREIRA, G. O.; GUSMÃO, L. C. B. Medicina Legal. 2001. Disponível em: 
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CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS 
E PERÍCIAS
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 30
CAPÍTULO II
VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS
15 | Citar o artigo 6º. do Código de Processo Penal. 
RESPOSTA: “Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da 
infração penal, a autoridade policial deverá:
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o 
estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais; 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após 
liberados pelos peritos criminais; 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do 
fato e suas circunstâncias;
IV - ouvir o ofendido;
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do 
disposto no Capítulo III do Título VII, [...], devendo o respectivo 
termo ser assinado por duas testemunhas que lhe tenham ouvido a 
leitura;
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações;
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de 
delito e a quaisquer outras perícias;
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, 
se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes;
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista 
individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e 
estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer 
outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu 
temperamento e caráter;
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 31
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades 
e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual 
responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa” 
(BRASIL, 1941).
Imagem 2 – Ilustração de cena de crime
Fonte: Designed by freepik. Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-gratis/cena-do-crime-
local-do-crime-com-fita-amarela-da policia_6362807.htm#page=1&query=cena%20de%20crime%20
&position=40. Acesso em: 29 mar. 2021.
Imagem 3 – Ilustração de Cena de Crime
Fonte: Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-estilo-simples-de-cena-
de-crime_4278189.htm#query=crime%20scene%20ambul%C3%A2ncia&position=0. Acesso em: 29 
mar. 2021.
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 32
16 | Definir prova. 
RESPOSTA: Prova é o componente que comprova o fato, e a perícia 
busca a obtenção da prova (FRANÇA, 2017).
17 | Definir corpo de delito, corpo de delito direto e indireto.
RESPOSTA: O corpo de delito fornece tipicidade e materialidade ao 
crime, sendo, portanto, o elenco de marcas ou sinais restados pelo 
delito, materiais ou não. O corpo de delito pode ser: direto ou indireto. 
Corpo de delito direto é o grupo de vestígios materiais que podem ser 
comprovados pelos peritos, como em lesões corporais e homicídios. 
Entende-se como corpo de delito indireto quando essas provas não 
são materiais, sendo então substituídas por prova testemunhal, 
como nos casos de injúria, desacato, e/ou prova documental. 
A ausência da análise do corpo de delito pode levar à anulação 
processual (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
18 | Definir, listar e descrever as modalidades de peritos. 
RESPOSTA: Peritos são profissionais habilitados pelo tribunal 
e autoridades competentes a esclarecerem argumentos em um 
processo. Podem ser: perito judicial, perito oficial de âmbito criminal, 
perito criminal não oficial (Ad hoc) e perito arbitral. O perito judicial 
é o experto que tem inscrição em seu Conselho de classe, integrante 
da área de atuação e mantido pelo próprio tribunal. O perito oficial 
na área criminal é um servidor público com titularidade acadêmica, 
concursado em exame público. O perito criminal não oficial (Ad hoc) 
é nomeado quando há falta de perito criminal oficial, podendo ser os 
policiais civis que estão no local, profissionais liberais, servidores 
públicos de outros órgãos, professores universitários, entre outros, 
desde que atendam aos requisitos necessários. O perito arbitral é o 
profissional liberal designado pelo juiz, devendo estar inscrito em 
seu Conselho de classe e com o objetivo de esclarecer as questões 
duvidosas que prescindem da apreciação do experto (CAMARA E 
SILVA, 2018; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 33
19 | Diferenciar a atuação do médico assistente da atuação do 
médico perito.
RESPOSTA: O médico assistente trata o paciente. Dessa maneira, 
está impedido de atuar como perito de processo do qual este faça 
parte. O médico assistente deve preservar o sigilo médico. Assim 
as atividades de médico assistente são incompatíveis com as 
atividades periciais envolvendo seu paciente. Resumindo, o médico 
assistente atende o paciente, enquanto o médico perito ao periciando 
(ZARZUELA, 1993).
20 | Definir assistente técnico. 
RESPOSTA: É facultado ao assistente técnico pela lei processual 
civil o acompanhamento do profissional na elaboração de provas, 
ficando responsável por supervisioná-las e descrevê-las em um 
documento, assim como as suas conclusões após o perito realizar a 
entrega do laudo pericial (FRANÇA, 2017).
21 | Citar o artigo 156 do CPP. 
RESPOSTA: “Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, 
sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: 
I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção 
antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando 
a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida; 
II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a 
realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante” 
(BRASIL, 1941).
22| Citar o artigo 158 do CPP. 
RESPOSTA: “Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será 
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não 
podendo supri-lo a confissão do acusado.
Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo 
de delito quando se tratar de crime que envolva: 
I - violência doméstica e familiar contra mulher;
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 34
II - violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com 
deficiência” (BRASIL, 1941).
23 | Citar o artigo 159 do CPP. 
RESPOSTA: “Art. 159. O exame de corpo de delito e outras perícias 
serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso 
superior.
§ 1º Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 
(duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior 
preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem 
habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.
§ 2º Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e 
fielmente desempenhar o encargo.
§ 3º Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, 
ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e 
indicação de assistente técnico. 
§ 4º O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz 
e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos 
oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão.
§ 5º Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes, 
quanto à perícia: 
I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para 
responderem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os 
quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados 
com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as 
respostas em laudo complementar;
II – indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres 
em prazo a ser fixado pelo juiz ou ser inquiridos em audiência. 
§ 6º Havendo requerimento das partes, o material probatório que 
serviu de base à perícia será disponibilizado no ambiente do órgão 
oficial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito oficial, 
para exame pelos assistentes, salvo se for impossível a sua conservação.
§ 7º Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área 
de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação de 
mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente 
técnico” (BRASIL, 1941).
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 35
24 | Listar os quesitos oficiais da lesão corporal. 
RESPOSTA: “PRIMEIRO – Se há ofensa à integridade corporal ou 
à saúde do paciente; SEGUNDO – Qual o instrumento ou meio que 
produziu a ofensa?; TERCEIRO – Se resultou incapacidade para as 
ocupações habituais por mais de 30 dias; QUARTO – Se resultou 
perigo de morte; QUINTO – Se resultou debilidade permanente de 
membro, sentido ou função; SEXTO – Se resultou aceleração do parto; 
SÉTIMO – Se resultou perda ou inutilização do membro, sentido 
ou função; OITAVO – Se resultou incapacidade permanente para o 
trabalho, ou enfermidade incurável; NONO – Se resultou deformidade 
permanente; DÉCIMO – Se resultou aborto” (FRANÇA, 2017, p. 40).
25 | Listar os quesitos de aborto.
RESPOSTA: 
Os quesitos oficiais de aborto são:
“Primeiro – Houve aborto?
Segundo – Foi ele provocado?
Terceiro – Qual foi o meio de provocação?
Quarto – Em consequência do aborto ou do meio empregado para 
provocá-lo, sofreu a gestante: incapacidade para as ocupações 
habituais por mais de 30 dias, perigo de morte, debilidade permanente 
de membro, sentido ou função, incapacidade permanente para o 
trabalho, enfermidade incurável, perda ou inutilização de membro, 
sentido ou função ou deformidade permanente?
Quinto – Era a provocação do aborto o único meio de salvar a vida 
da gestante?
Sexto – A gestante é alienada ou débil mental?” (RIBEIRO; ALENCAR 
JÚNIOR, 2013; COELHO; JORGE JÚNIOR, 2008; LEOPOLDO E SILVA; 
2008).
26 | Listar os quesitos de exame necroscópico.
RESPOSTA: “1) Se houve morte; 2) Qual a causa da morte; 3) Qual o 
instrumento ou meio que produziu a morte; 4) Se foi produzida por 
meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura, ou por outro meio 
insidioso ou cruel” (FRANÇA, 2017, p. 41).
CAPÍTULO II – VESTÍGIOS, CORPO DE DELITO, PERITOS E PERÍCIAS 36
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO II 
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto-Lei nº 3.689, 
de 3 de outubro de 1941. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 
out. 1941. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
decreto-lei/del3689.htm. Acesso em: 10 jul. 2020.
CAMARA E SILVA, E. S. Direito Processual Civil. Revista Âmbito 
Jurídico, 170, ano XXI, mar. 2018. Disponível em: https://
ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-processual-civil/a-
atuacao-profissional-na-pericia/. Acesso em: 22 jul. 2020.
COELHO, C. A. S.; JORGE JÚNIOR, J. J. Manual técnico-operacional 
para os Médicos-Legistas do Estado de São Paulo. São Paulo: 
CREMESP, 2008. 
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012. 
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017.
LEOPOLDO E SILVA, Fernando Duarte. Fundamentos médicos 
e jurídicos do atendimento ao aborto. 2008. Monografia 
(Especialização) – Escola Paulista de Direito, SP, 2008.
RIBEIRO, G. G.; ALENCAR JÚNIOR, C. A. Abortamento [Internet]. 
2013. Disponível em: http://www.meac.ufc.br/arquivos/
biblioteca_cientif ica/File/PROTOCOLOS%20OBSTETRICIA/
obstetriciaabril2013/obstetriciacap1.pdf. Acesso em: 2 set. 2020.
ZARZUELA, J. L. Medicina Legal. São Paulo: Angelotti, 1993. 
CAPÍTULO III – DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS
CAPÍTULO III – DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS 38
CAPÍTULO III
DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS
27 | Definir e listar os documentos médico-legais. 
RESPOSTA: Os documentos médico-legais são as assertivas 
firmadas pela atuação médica que podem ter propósito legal. Estes 
documentos são, tradicionalmente, classificados em três tipos: 
relatórios, pareceres e atestados (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE 
JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
28 | Definir relatório médico-legal. 
RESPOSTA: O relatório médico-legal, sempre requisitado por 
autoridade competente, seja judicial, seja policial, é um relato 
detalhado e criterioso de uma ocorrência factual médica, bem como 
de suas consequências em relação ao inquérito (peritia percipiendi) 
(FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
29 | Descrever a diferença entre auto e laudo.
RESPOSTA: O auto é executado conforme o perito dita ao escrivão. 
Quando redigido pelo próprio perito, o documento é denominado 
laudo (FRANÇA, 2017).
30 | Listar as partes que constituem o relatório médico-legal. 
RESPOSTA: As partes que constituem um relatório médico-legal são: 
CAPÍTULO III – DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS 39
1- Preâmbulo: contém a qualificação do perito, do examinando e das 
autoridades requerentes; dados referentes à realização da perícia 
como dia, horário e local; assim como o objetivo dela. 2- Quesitos: 
formulados por advogados das partes, autoridade judicial ou policial. 
3- Histórico: motivação da perícia ou esclarecimentos norteadores 
para a orientação pericial. 4- Descrição: contém o detalhamento da 
descrição de forma clara, minuciosa e com metodologia, apresentando 
todos os fatos verificados diretamente pelo perito. É considerada 
a parte primordial do documento, em que se realiza o visum et 
repertum. 5- Discussão: distingue-se pela análise criteriosa do 
material obtido pelo exame e consignado na descrição e histórico. 
6- Conclusão: considera-se a síntese de todos os elementos objetivos 
analisados e debatidos pelo perito. 7- Resposta aos Quesitos: no final 
dão-se as respostas dos quesitos de forma clara, direta e sucinta 
(FRANÇA, 2017; HERCULES, 2011).
31 | Definir parecer médico-legal.
RESPOSTA: Trata-se de resposta documentada pelas partes 
realizada por autoridade médica, comissão de profissionais ou por 
uma sociedade científica objetivando esclarecer questionamentosoriundos da interpretação da perícia para esclarecer questões de 
interesse jurídico (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; 
HERCULES, 2011).
32 | Definir atestado.
RESPOSTA: O atestado é uma declaração por escrito que firma 
a veracidade de uma ocorrência médica e de suas possíveis 
consequências, resumindo de forma simples o resultado do exame 
de um paciente, seu estado de sanidade ou de doença (FRANÇA, 
2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
33 | Apresentar a classificação dos atestados. 
RESPOSTA: Os atestados podem ser classificados em: oficiosos 
(solicitados por pacientes para atender a interesses particulares); 
administrativos (requeridos por autoridade administrativa para fins 
CAPÍTULO III – DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS 40
de licença, aposentadoria, vacinação e declaração de sanidade física 
e mental para acesso a repartições públicas e escolas); e judiciários 
(solicitados por órgão judicante, justificando a ausência de um jurado 
no Tribunal do Júri). 
Outra possível classificação considera o fato médico a ser firmado. 
Esses atestados são classificados em três tipos: sanidade, enfermidade 
e óbito (FRANÇA, 2017).
34 | Definir prontuário. 
RESPOSTA: O prontuário é definido pela totalidade dos documentos 
com os respectivos registros do exame clínico do paciente, dos 
cuidados e da assistência prestada, incluindo: as fichas de ocorrência; 
prescrições terapêuticas; registros dos demais profissionais, como 
enfermeiros e anestesistas; dados da cirurgia; e o registro do laudo 
de exames complementares (FRANÇA, 2017; VASCONCELLOS; 
GRIBEL; MORAES, 2008).
35 | Definir notificação.
RESPOSTA: As notificações são informes compulsórios às devidas 
autoridades sobre um evento médico, devido a causas de cunho 
social ou sanitário. É importante ressaltar que em sua omissão 
ocorre a transgressão do Art. 269 do Código Penal – “Deixar o 
médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é 
compulsória”. 
Não podem ser esquecidas as violências sexuais, domésticas, contra 
a criança e contra o idoso (BRASIL, 1940; CROCE; CROCE JÚNIOR, 
2012; LAGUARDIA et al., 2004).
36 | Definir depoimento oral. 
RESPOSTA: É a elucidação pericial oral de um relatório anteriormente 
apresentado. O objetivo é expor as respostas às perguntas formuladas 
e os aspectos científicos do assunto, em tribunais ou audiências de 
fatos não compreendidos ou conflitantes. 
É vedado ao perito participar como testemunha (FRANÇA, 2017; 
CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
CAPÍTULO III – DOCUMENTOS MÉDICO-LEGAIS 41
REFERÊNCIAS – CAPÍTULO III
CROCE, D.; CROCE JÚNIOR, D. Manual de Medicina Legal. 8. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2012.
FRANÇA, G. V. Medicina Legal. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017. 
HERCULES, H. C. Medicina Legal: texto e atlas. São Paulo: Atheneu, 
2011.
LAGUARDIA, J. et al. Sistema de informação de agravos de notificação 
em saúde (Sinan): desafios no desenvolvimento de um sistema de 
informação em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 13, n. 3, 
p. 135-146, set. 2004. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742004000300002&lng=pt&
nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 8 maio 2020.
VASCONCELLOS, M. M.; GRIBEL, E. B.; MORAES, I. H. S. Registros em 
saúde: avaliação da qualidade do prontuário do paciente na atenção 
básica, Rio de Janeiro, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 
24, (supl. 1), p. s173-s182, 2008. Disponível em: https://www.scielo.
br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008001300021
&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 8 maio 2020. 
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 43
CAPÍTULO IV
 ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL
37 | Conceituar identidade. 
RESPOSTA: É o conjunto de atributos como: marcas, sinais, presença 
ou ausência de elementos que diferenciam uma pessoa ou coisa, 
individualizando-a das outras. É de grande valor tanto no foro civil 
quanto no criminal (FRANÇA, 2017; CROCE, CROCE JÚNIOR; 2012; 
HERCULES, 2011).
38 | Conceituar identificação. 
RESPOSTA: É a definição da identidade mediante um elenco de 
caracteres: sinais físicos e aspectos funcionais e/ou psíquicos que 
tornam um indivíduo diferente dos demais. Necessita de métodos 
claros e concretos que resistam a interpretações controversas 
(FRANÇA, 2017; CROCE, CROCE JÚNIOR, 2012; HERCULES, 2011).
39 | Listar os fundamentos técnicos e biológicos necessários à 
metodologia de identificação.
RESPOSTA: Na metodologia de identificação, os fundamentos 
técnicos e biológicos são: unicidade, imutabilidade, perenidade, 
praticabilidade e classificabilidade (FRANÇA, 2017; CROCE, CROCE 
JÚNIOR, 2012).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 44
40 | Definir unicidade. 
RESPOSTA: É a qualidade de ser único, de apresentar elementos que, 
isolados ou em conjunto, individualizam e distinguem um indivíduo 
dos outros (FRANÇA, 2017; CROCE, CROCE JÚNIOR, 2012).
41 | Definir imutabilidade.
RESPOSTA: Consiste na qualidade de certas características não se 
modificarem ao longo do tempo, mesmo por influência de fatores 
como faixa etária, patologias ou outros (FRANÇA, 2017; CROCE, 
CROCE JÚNIOR, 2012).
42 | Definir perenidade.
RESPOSTA: É a característica que certos elementos possuem de 
suportar a ação temporal, permanecendo inalterados durante toda 
a vida e/ou post mortem. Alguns exemplos são: o esqueleto e as 
impressões digitais (FRANÇA, 2017; CROCE, CROCE JÚNIOR, 2012).
43 | Definir praticabilidade.
RESPOSTA: Refere-se a uma metodologia sem complexidade em 
seu registro de dados, a qual não demanda trabalho qualificado ou 
custoso (FRANÇA, 2017; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
 
44 | Definir classificabilidade. 
RESPOSTA: Requisito que exige uma metodologia de arquivamento 
simplificada para facilitar a pesquisa de registros (FRANÇA, 2017; 
CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
45 | Descrever a distinção entre ossos humanos e de animais.
RESPOSTA: A diferenciação morfológica entre ossos humanos e 
de animais é realizada mediante a avaliação dimensional e das 
características de cada um e dos caracteres que os distinguem em 
uma abordagem inicial. Segundo França (2017, p. 62), a diferença 
microscópica é “dada pela análise da disposição do tamanho dos 
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 45
canais de Havers, que são em menor número e mais largos no homem, 
com até 8 por mm2. Nos animais, são mais estreitos, redondos e mais 
numerosos, chegando a 40 por mm2”. Com relação à macroscopia, 
os animais apresentam ossos longos com conformidade cilíndrica 
e extremos alargados. Outrossim, a diferença no número de ossos 
designa diferentes espécies, podendo ser um método assessor na 
identificação.
Alguns ensaios biológicos também podem ser aplicados na metodologia 
de identificação, como soroprecipitação, teste de anafilaxia e fixação 
de complemento (SATURNINO, 2000; FRANÇA, 2017).
46 | Descrever a determinação da presença de sangue. 
RESPOSTA: A fim de determinar se o material encontrado é sangue, 
pode-se utilizar a pesquisa de cristais de Teichmann. Nessa avaliação, 
o material é disposto sobre uma lâmina e recebe gotas de ácido acético. 
A lâmina então é exposta a calor ameno, induzindo uma evaporação 
lenta. Posteriormente, ela é levada ao microscópio e procura-se a 
presença de cristais rombos, longos, agrupados, dispostos em cruz, 
roseta, ou isolados, cor de chocolate.
A metodologia mais eficiente é o processo de Uhlenhuth ou de 
albuminorreação ou que se baseia na reação antígeno-anticorpo. É 
realizado após positivação da prova de Teichmann. Nesse processo, 
coloca-se o material encontrado (sangue) em contato com soro 
aprestado de animais. À análise morfológica das células sanguíneas, 
observa-se que, no homem, as hemácias são anucleadas e globulares, 
medindo aproximadamente sete micra. Já nos demais animais, as 
hemácias são nucleadas e oblongas. 
A técnica de Adler é realizada com a aplicação de uma “solução 
saturada de benzidina em álcool a 96° ou em ácidoacético”. A 
mancha é triturada “em água destilada e 2 ml desse material deve 
ser colocado em tubo de ensaio. Então lhe são acrescentadas 3 gotas 
de água oxigenada de 12 volumes e 1 ml do reagente benzidínico”. 
Em caso positivo, surge uma cor azul-esverdeada que se modifica 
para um intenso azul-anil. 
Outras reações também podem ser observadas quando o mesmo 
processo é realizado com reagentes diferentes. Entretanto, o 
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 46
resultado dessas reações pode ser errôneo (falso-positivo), ao 
reagirem com outros componentes presentes no material (FRANÇA, 
2017, p. 63; CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012).
47 | Listar os tipos étnicos fundamentais. 
RESPOSTA: Segundo França (2017, p. 63), “Ottolenghi classifica em 
cinco os tipos étnicos fundamentais.
• Tipo caucásico. Pele branca ou trigueira; cabelos lisos ou crespos, 
louros ou castanhos; íris azuis ou castanhas; contorno craniofacial 
anterior ovoide ou ovoide-poligonal; perfil facial ortognata e 
ligeiramente prognata;
• Tipo mongólico. Pele amarela; cabelos lisos; face achatada de 
diante para trás; fronte larga e baixa; espaço interorbital largo; 
maxilares pequenos e mento saliente;
• Tipo negroide. Pele negra; cabelos crespos, em tufos; crânio 
pequeno; perfil facial prognata; fronte alta e saliente; íris 
castanhas; nariz pequeno, largo e achatado; perfil côncavo e curto; 
narinas espessas e afastadas, visíveis de frente e circulares;
• Tipo indiano. Não se afigura como um tipo racial definido. Estatura 
alta; pele amarelo-trigueira, tendente ao avermelhado; cabelos 
pretos, lisos, espessos e luzidios; íris castanhas; crânio mesocéfalo; 
supercílios espessos; orelhas pequenas; nariz saliente, estreito e 
longo; barba escassa; fronte vertical: zigomas salientes e largos;
• Tipo australoide. Estatura alta; pele trigueira; nariz curto e 
largo; arcadas zigomáticas largas e volumosas; prognatismo 
maxilar e alveolar; cinturas escapular larga e pélvica estreita; 
dentes fortes; mento retraído; arcadas superciliares salientes e 
crânio dolicocéfalo” (FRANÇA, 2017, p. 63).
48 | Listar os aspectos que podem ser avaliados na identificação 
da raça.
RESPOSTA: Os aspectos são: “forma do crânio, índice cefálico, índice 
tíbio-femural, índice radioumeral, ângulo facial” (FRANKLIN, 2019, 
p. 105; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 47
49 | Listar os aspectos a serem avaliados na identificação do 
sexo em vivos. 
RESPOSTA: A identificação do sexo em vivos é feita mediante 
inspeção das genitálias e das características sexuais secundárias 
(CROCE; CROCE JÚNIOR, 2012; PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
50 | Listar as características a serem avaliadas na identificação 
do sexo em esqueletos. 
RESPOSTA: Os ossos mais importantes para que se faça a 
diferenciação sexual em esqueletos são: crânio, mandíbula, tórax e 
pelve (FRANKLIN, 2019).
51 | Descrever os elementos que diferenciam o crânio masculino 
do feminino.
RESPOSTA: Os elementos podem ser descritos: 
Quadro 1 – Diferenças entre crânios de homens e mulheres
a) HOMEM b) MULHER
- crânio maior (1.400 cm3 ou mais) e 
mais pesado
- crânio menor (até 1.300 cm3) e 
mais leve
- fronte mais inclinada para trás - fronte mais vertical
- glabela mais pronunciada - glabela menos pronunciada 
(continuando c/ o perfil nasal)
- arcos superciliares mais salientes - arcos superciliares menos salientes
- rebordos supraorbitários rombos - rebordos supraorbitários cortantes
- articulação frontonasal angulada - articulação frontonasal curva
- apófises mastoides proeminentes, 
servindo de pontos de apoio, 
tornando o crânio mais estável 
quando colocado sobre um plano
- apófises mastoides menos 
desenvolvidas. Quando o crânio é 
colocado sobre um plano, ele apoia-
se no maxilar e no occipital com 
menor estabilidade
- côndilos occipitais longos e 
delgados; forma de sola de sapato; 
crista occipital
- côndilos occipitais curtos e largos. 
Forma de rim. Superfície lisa, com 
mínima projeção
- apófises mastoides e estiloides 
maiores
- apófises mastoides e estiloides 
menores
Fonte: adaptado de França (2017) e Hercules (2014).
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 48
52 | Descrever os elementos que diferenciam a mandíbula 
masculina da feminina. 
RESPOSTA: A mandíbula masculina apresenta-se robusta, com arco 
dental no formato triangular ou retangular, ângulo mandibular 
mais ocluso e áreas rugosas ásperas das insertações musculares. A 
feminina é mais delicada, com arco dental em formato arredondado 
ou triangular, com ângulo mais amplo e áreas rugosas planas ou 
discretas das insertações musculares (FRANÇA, 2017).
53 | Descrever os elementos que diferenciam o tórax masculino 
do feminino. 
RESPOSTA: O tórax feminino tem menor capacidade, é mais curto, 
tem aspecto ovoide, possui osso esterno mais curto, com margem 
cranial ao nível do corpo da terceira vértebra, além de apresentar 
apófises transversais das vértebras torácicas que se encontram mais 
anteriormente. No tórax masculino, porém: há predominância da 
cintura escapular, com aspecto de cone invertido; a clavícula é maior 
e mais pesada; e o osso esterno apresenta margem caudal ao nível da 
segunda vértebra torácica (MOORE; DALLEY, 2019; TORTORA, 2016).
54 | Descrever os elementos que diferenciam a pelve masculina 
da feminina. 
RESPOSTA: Em uma análise qualitativa, pode-se observar que, na 
pelve masculina, o osso ilíaco é maior e mais pesado, a crista ilíaca 
é mais rugosa, a incisura isquiática é mais profunda, em forma de 
“V”, além de o forame obturador ser mais largo e ovalado quando 
comparado ao feminino. Nesse tipo de análise, observam-se três tipos 
de pelve: androide (tipicamente masculina), ginecoide (tipicamente 
feminina) e platiploide (aquela que apresenta características mistas).
Já na análise morfológica, percebe-se que a pelve masculina possui 
seu estreito superior em formato de coração, o ângulo subpúbico 
mais agudo, a sínfise pubiana mais alta e o sacro mais comprido, 
mais estreito e côncavo em toda a sua extensão.
Em uma análise quantitativa, no entanto, destaca-se que a pelve 
masculina tem dimensões verticais, com ângulo subpúbico de 60°, 
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 49
enquanto a pelve feminina possui dimensões horizontais, com ângulo 
subpúbico de 90º.
De modo geral, a pelve masculina possui forma alta e estreita, é 
menor em formato de coração, tem ângulo subpúbico e agudo em 
forma de “A” e crista ilíaca em forma acentuada de “S”. A feminina 
tem formato largo e baixo, com pelve menos larga e oval, ângulo 
subpúbico obtuso e arrendondado, além da crista ilíaca de formato 
plano (MOORE; DALLEY, 2019; TORTORA, 2016).
55 | Listar os elementos a serem considerados no estudo da 
idade. 
RESPOSTA: Devem ser considerados, no estudo da idade, os elementos 
morfológicos como aparência, pele, pelos, peso, estatura, olhos, 
dentes, órgãos genitais e ossos (PEREIRA; GUSMÃO, 2001).
56 | Citar, segundo Işcan, Loth, Wright, um osso que pode ser 
utilizado para a realização da análise comparativa da idade.
RESPOSTA: Pode ser usada, na análise comparativa da idade, a 
extremidade esternal da costela, segundo os autores (IŞCAN; LOTH; 
WRIGHT, 1984a, 1984b, 1985, 1986, 1987).
Imagem 4 – Modelos das diferentes fases (masculino e feminino) da extremidade 
esternal da costela, segundo Işcan, Loth e Wright (1993) – France Casting – 
Determinação de faixa etária
Fonte: arquivo próprio.
CAPÍTULO IV – ANTROPOLOGIA MÉDICO-LEGAL 50
57 | Citar o método que estima a idade baseado nos aspectos 
morfológicos da sínfise pubiana.
RESPOSTA: Método Suchey-Brooks (SARAJLIĆ; GRADAŠČEVIĆ, 2012).
Imagem 5 – Modelos de sínfise pubiana masculina Suchey-Brooks para 
determinação de faixa etária
Foto: arquivo próprio.
Imagem 6 – Modelos de sínfise pubiana feminina Suchey-Brooks 
para determinação de faixa etária
 
Fonte: arquivo próprio.
58 | Listar os aspectos que devem ser avaliados na estimativa 
de idade no crânio.
RESPOSTA: O fechamento de

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