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Onde Chegar? 
• Identificar os custos de produção. 
• Minimizar os impactos da precificação dos produtos. 
• Conhecer as ferramentas que auxiliam na produção. 
 
 
 
 
O que Aprender? 
Nesta unidade fecharemos o conteúdo de Administração da 
Produção e Operações comentando sobre a questão dos custos 
nas operações de produção e os mecanismos que nos auxiliam 
nas demandas de produção. 
Administração da Produção e 
Operações 
 
 
 
 
 
 
Classificação de Custos e as 
Operações Acessórias da 
Produção 
Segundo Chiavenato (2009), o mundo contemporâneo é 
caracterizado por rápidas mudanças, derivadas em grande parte 
do avanço da tecnologia e tem impacto direto sobre os sistemas 
produtivos e sobre a sociedade contemporânea. Esta nova 
realidade nos levou a conhecer um cenário competitivo jamais 
visto, gerando uma maior competição entre as empresas tanto no 
âmbito nacional quanto internacional. Competição esta que tem 
imposto às empresas uma nova forma de agir em suas operações 
e na sua gestão, tendo como foco a busca de uma maior 
eficiência e consequente competitividade no mercado. 
Conforme Alcoforado (2006), no período após a Segunda 
Guerra Mundial houve uma reestruturação no mundo e as 
mudanças de ordem estrutural começaram a surgir em diversas 
áreas, principalmente em relação à Economia. O termo usado 
para descrever esta reorganização e estas mudanças é a 
Globalização. Esta globalização pode ser entendida como “um 
processo socioeconômico que estabeleceu uma integração entre 
países e pessoas de forma global, e ela aborda justamente as 
transformações socioeconômicas que o mundo vem passando 
nos últimos tempos. 
 
 
Custos 
 
https://adobe.ly/3aBfILa 
 
 
 
Esta competição nos mostra que um dos fatores principais que 
envolvem este contingente são os custos de produção. Segundo 
Petrônio e Fernando Laugeni, 2005, durante muito tempo, 
associou-se a melhora da qualidade a aumento dos custos dos 
produtos. Deming mostrou que isso não era verdadeiro, citando 
constantemente que ao aumentar a qualidade, aumentaria a 
produtividade. Contudo, não era claro o que se entendia por 
custos relacionados à qualidade do produto. 
Podemos classificar os custos de diversas formas, mas para isso 
necessitamos ter o aval da alta administração e a partir daí 
determinar um plano de atividades que muitas vezes pode mexer 
com a empresa toda, pois os custos nem sempre estão 
direcionados somente à produção. Tudo que se faz numa 
empresa, gera custos e são estes que muitas vezes impactam os 
processos internos. Os principais tipos de custos são: 
https://adobe.ly/3aBfILa
 
 
Custos de prevenção 
Estes custos são decorrentes das atividades que são 
desenvolvidas para que se mantenham os níveis mínimos nas 
falhas de avaliações como: 
• Análises de novos produtos. 
• Planejamento da qualidade. 
• Avaliação da qualidade de um determinado fornecedor. 
• Reuniões de melhorias da qualidade. 
• Treinamento e capacitação interna numa possível 
certificação. 
• Projetos e programas de melhorias. 
• Dentre outros que podem variar de empresa para empresa. 
 
 
Custos de Avaliação 
Estão relacionados às atividades que faremos para avaliar os 
níveis de qualidade, como medições, auditorias externas de 
produtos ou serviços, contratações externas para atender aos 
requisitos específicos como: 
• Inspeções das áreas que podem ser até laboratoriais. 
• Inspeções dos processos. 
• Inspeções dos testes finais do produto ou serviço. 
• Aferições e calibrações de ferramentais. 
• Auditorias da qualidade, serviços ou processos. 
• Visitas técnicas a clientes. 
• Inspeções nos fornecedores. 
• Dentre outros processos que podem variar de empresa para 
empresa. 
 
 
Custos de Falhas internas 
Estes custos estão associados pelas falhas, defeitos ou falta de 
conformidade dos serviços, processos ou especificações de um 
produto, antes que sejam entregues ao cliente, como: 
• Retrabalho, onde muitos clientes não aceitam que suas 
peças ou produtos sejam retrabalhados para seu fim. 
• Refugo (sucata, gera prejuízo quando não esperados). 
• Reparos (manutenção corretiva). 
• Reinspeção de novos testes. 
• Perdas de rendimentos (nível de refugo preestabelecido). 
• Perdas evitáveis de processos. 
• Desvalorização: onde o preço real é diferente do preço 
reduzido por problemas de qualidade. 
 
 
Custos de Falhas Externas 
Estes custos são decorrentes de falhas nos serviços que foram 
prestados ou falha/defeito de um produto que não funcionou 
direito, ou produto formulado errado, como: 
• Assistência técnica. 
• Garantias e devoluções. 
• Descontos. 
• Substituições. 
• Custos de responsabilidades civis. 
• Retrabalhos. 
• Multas por paradas de linha ou custos de recall. 
Como podemos verificar, estes custos podem ser minimizados 
se um bom trabalho de gestão da qualidade e processos for bem 
implantado dentro da empresa. Muitas vezes o investimento 
pode ser alto, mas o retorno é certo. 
 
 
Gerenciamento da Qualidade Total e suas Ferramentas: 
Vamos conhecer algumas siglas e significados implantadas 
dentro das empresas com a ideia de otimizar os processos e 
garantir a qualidade dos processos. 
• CQ – Controle da qualidade – consiste no desenvolvimento 
dos sistemas que monitoram os processos do projeto de 
fabricação. 
• CEP – Controle estatístico do processo – Controle da 
qualidade utilizando meios estatísticos. 
• CCQ – Circulo de Controle da Qualidade – Método 
Ishikawa, diagrama de paretos. 
• Sistema ISSO 9000 – visava a qualidade do produto ou 
serviço. 
• Excelência empresarial – a empresa recebia uma 
titularização a nível internacional de qualidade. 
Características do Sistema JIT para Manter a Qualidade nas 
Entregas 
JIT – Just In Time ou em língua portuguesa, “na hora certa”, “no 
tempo certo” ou “momento certo”, pode ser utilizada no 
processo de entrega de mercadorias aos clientes no momento em 
que ele estipular que é preciso. O JIT tem a função principal na 
produção de serviços, tarefas na ocasião exata em que eles estão 
sendo solicitados, visando sempre a redução dos custos, 
otimização dos processos, e diminuição dos índices de 
retrabalho e desperdício. A aplicação dos métodos e técnicas 
desse sistema consiste em uma mudança radical nos hábitos e 
costumes (Chiavenato, 2008). 
Ainda segundo Chiavenato (2008), o JIT é um sistema que 
busca minimizar e até eliminar os desperdícios e retrabalhos, 
baseado na qualidade total. Além disso outro objetivo é 
determinar que as tarefas sejam executadas na hora certa, 
procurando anular todos os estoques dispensáveis, buscando 
reduzir os lotes de fabricação, otimizando os processos de 
produção, envolvendo todos os membros que fazem parte da 
cadeia produtiva, como fornecedores e funcionários. 
Você já deve ter visto nas estradas do Brasil um caminhão com 
esta descrição JIT – Just In Time. O que ele estava fazendo? 
Nada mais do entregando a mercadoria a um cliente, no 
momento certo em que este cliente necessitará daquelas peças. O 
JIT evita que o seu cliente fique com estoque de mercadorias 
paradas. No sistema JIT, as peças serão entregues no momento 
exato em que o cliente for utilizar em sua produção. 
Vantagens do JIT 
• Maior controle do que está sendo fabricado. 
• Melhor relacionamento entre fornecedor e cliente. 
• Reduz estoque. 
• Reduz custos. 
• Evita desperdícios. 
• Satisfação do cliente. 
• Kambam constante. 
• Melhora na produtividade. 
 
 
Desvantagens do JIT 
• Deve haver maior controle por parte dos operadores. 
• Inclusão de sistema operacional tipo MRP. 
• Agilidade nos processos. 
• Fatores de ordem externa como engarrafamentos, temporais 
e acidentes. 
 
 
Plano de negócios 
Podemos além de todas estas ferramentas fundamentar o Plano 
de Negócios que é diferente do modelo de negócios da empresa. 
No plano de negócios nós podemos descrever quais os objetivosda indústria e quais os passos necessários para alcançá-los. 
Neste plano poderemos ter os benefícios de diminuir riscos e 
incertezas do negócio que foi proposto, melhorar o 
entendimento das variáveis e invariáveis que a indústria sofre, 
estruturar o funcionamento da empresa, além de facilitar a 
definição de estrutura e auxiliar os responsáveis por cada área. 
 
 
Ciclo PDCA 
 
https://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca- 
conceito-e-aplicacao.html 
 
Esta é também uma ferramenta de gestão que significa Plan, Do, 
Check, Act (em português: Planeje, Faça, Cheque e Aja) e tem 
como principal objetivo a melhoria contínua dos processos da 
empresa, visando a otimização da MO, recursos e MP. 
O Ciclo PDCA é capaz de planejar ações e aplicá-las na prática, 
evita falhas e problemas, soluciona os que podem acontecer 
e após esta verificação analisa os resultados. 
A vantagem deste ciclo é que o método pode ser utilizado em 
qualquer área, tipo de empresa e indústria. 
Seu principal objetivo é a melhoria continua dos processos e 
seus benefícios são da melhora dos processos na indústria, 
fazendo com que sejam mais ágeis e precisos. 
 
 
5W2H 
https://bit.ly/2JsshfV 
https://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca-conceito-e-aplicacao.html
https://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca-conceito-e-aplicacao.html
 
Esta é uma ferramenta de gestão que tem o formato de um 
checklist utilizando perguntas que devem ser importantes sobre 
o projeto que está sendo desenvolvido ou o problema que será 
resolvido. 
Seu significado se refere a cinco palavras que começam com W 
e duas com H em inglês, sendo elas: What, Why, Where, When, 
Who, How, How much. 
Em português, são interpretadas da seguinte forma: 
• What – O quê?  Qual tarefa será realizada. 
• Why – Por quê?  A razão de realizar a tarefa. 
• Where – Onde?  Onde será realizada. 
• When – Quando?  Quando será realizada e o seu 
cronograma. 
• Who – Quem?  Quem serão as pessoas responsáveis pela 
tarefa. 
• How – Como?  Qual será o processo para realizar a tarefa. 
• How much? – Quanto? Quais serão os custos para realizar a 
tarefa. 
Estas 7 perguntas podem definir uma tarefa desde o seu objetivo 
inicial, até os responsáveis e seu cronograma. Seu objetivo é o 
de guia para desenvolver e concluir um projeto de forma 
objetiva, onde os benefícios podem ser considerados em 
melhoria na implementação de projetos e ideias; economia de 
recursos com menos horas de implementação e de ajustes e 
maximização da produtividade. Consiste basicamente em 
perguntar e responder às perguntas para sabermos se os 
interesses e os ideais estão sincronizados e sendo colocados em 
ação. Para o que não estiver alinhado, estuda-se um método de 
ajuste nas ações para definirem os caminhos a serem tomados. 
Concluindo, você pode perceber que os avanços tecnológicos, 
que estão surgindo nas indústrias, visam para as empresas um 
quarteto que vai em prol de toda a instituição quando ela é 
criada. A obtenção do lucro, crescimento, perpetuidade e ser ágil 
no mercado são os objetivos que a empresa tende a não 
acompanhar nas tendências globais. Em dias de crises e 
intempéries, ser competitivo não é uma qualidade mas sim uma 
necessidade mundial. 
 
 
Vá mais Longe 
Custos e Gerenciamento da Qualidade Total Através das 
Ferramentas. 
• Sugestão de leitura: MARTINS, Petrônio G e Laugeni P 
Fernando, Administração da Produção. 2ª edição, São 
Paulo. Ed. Saraiva, 2010. 
Agora é sua Vez 
Junto com sua equipe de trabalho, percorra a sua empresa e 
verifique quais os métodos de controle de qualidade que são 
utilizados para garantir a satisfação do seu produto ao cliente e 
tente inovar os conceitos. 
 
 
Discuta com sua equipe quais destes processos são os mais 
utilizados e qual a aceitação dos clientes e colaboradores para a 
implantação dos sistemas de gestão. 
 
 
Referências 
Alvim Antônio de Oliveira Netto e Wolmer Ricardo Tavares, 
Introdução à Engenharia da Produção, Visual books 
editora, 2006. 
Corrêa, Henrique Luiz, Administração de Produção e 
Operações - O Essencial (Português)  – Editora Atlas, 2017. 
Harmon Roy L. e Peterson Leroy D., Reinventando a Fábrica 
– Conceitos Modernos de Produtividade Aplicados na 
Prática, - tradução Ivo Korytowsky - Editora Campus, 1ª 
Edição 1991. 
MARTINS, Petrônio G e Laugeni P Fernando, Administração 
da Produção. 2ª Edição, São Paulo. Editora Saraiva, 2010 . 
 
 
Bibliografia Complementar 
CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de 
produção e operações - Manufatura e serviços: uma 
abordagem estratégica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2008. 
SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração 
da Produção. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2008. 
 
MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da 
Produção. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 
JACOBS, F. ROBERT. Administração da Produção e 
Operações: o Essencial. Porto Alegre: Bookman, 2009. (livro 
eletrônico)

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