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Avaliação de Interface Humano- Computador Uma abordagem sistemática para garantir que sistemas interativos atendam às necessidades dos usuários, identificando e corrigindo problemas de usabilidade antes da implementação final. Por Bruno Mateus Barbosa Santos | Engenharia de Software - Estácio Propósito da Avaliação de IHC Por que avaliar interfaces? A avaliação de interface humano-computador permite identificar e corrigir problemas de usabilidade, garantindo que os sistemas sejam eficientes, intuitivos e proporcionem uma experiência positiva aos usuários. Além de melhorar a qualidade do software, ela acelera o processo de desenvolvimento, identificando problemas antes que o produto entre em operação. A avaliação de IHC é fundamental para garantir que o sistema atenda às necessidades do público-alvo em contextos específicos de uso. Objetivos de Aprendizagem 1 Reconhecer a importância da avaliação de usabilidade Compreender como a avaliação contribui para o desenvolvimento de sistemas interativos de qualidade, atendendo às necessidades dos usuários. 2 Aplicar técnicas de avaliação heurística Identificar problemas de usabilidade durante o projeto de interface, utilizando princípios estabelecidos por especialistas. 3 Aplicar técnicas de inspeção por lista de verificação Utilizar checklists predefinidos para avaliar sistematicamente aspectos da interface humano-computador. 4 Aplicar técnicas de ensaio de interação Observar usuários reais interagindo com o sistema para identificar problemas de usabilidade em contextos específicos. Benefícios da Avaliação de Interface A avaliação de interfaces traz múltiplos benefícios para o processo de desenvolvimento: 1 Correção antecipada de problemas Os problemas podem ser identificados e corrigidos antes do produto entrar em operação, reduzindo custos de retrabalho. 2 Foco em problemas reais A equipe de desenvolvimento pode se concentrar na solução de problemas concretos identificados durante a avaliação. 3 Redução do tempo de lançamento O tempo para colocar o produto no mercado diminui, pois os problemas são corrigidos no início do processo de desenvolvimento. 4 Entrega de produtos mais robustos Identificar e corrigir problemas na interface permite entregar um produto com maior qualidade de uso. Problemas de Comunicação em Projetos Durante o desenvolvimento de sistemas interativos, é comum ocorrerem problemas na coleta, interpretação, processamento e compartilhamento de informações entre stakeholders e desenvolvedores. Barbosa e Silva (2010) afirmam que mesmo na fase de implementação podem ocorrer problemas de comunicação. Um programador pode, por exemplo, codificar informações incorretas sobre o domínio que o software deve tratar. A imagem ilustra como falhas na comunicação podem afetar negativamente um projeto de desenvolvimento de software. O Papel do Avaliador de IHC O avaliador tem como responsabilidades: Identificar problemas na interação entre o sistema e o usuário Reconhecer elementos que possam contribuir negativamente para a experiência do usuário Atribuir um valor sobre a qualidade de uso da interface Propor melhorias que garantam uma experiência positiva aos usuários Seja para um sistema novo ou uma atualização, a avaliação ajuda a corrigir problemas de qualidade de uso antes do sistema ser colocado em operação. Objeto da Avaliação de IHC Um sistema interativo deve ser avaliado sob as perspectivas de todos os envolvidos, garantindo que ele não apenas funcione corretamente, mas também proporcione uma boa experiência de uso. Perspectiva do Projetista Quem concebe o sistema avalia se as soluções de design atendem às necessidades e objetivos dos usuários. Perspectiva do Desenvolvedor Quem constrói o sistema utiliza técnicas de avaliação e testes para verificar o funcionamento correto do software. Perspectiva do Usuário Quem utiliza o sistema avalia se ele é intuitivo, eficiente e atende adequadamente às suas necessidades. Tipos de Testes de Software 1Testes de Unidade Verificam o funcionamento de cada item do programa isoladamente. 2 Testes de Integração Verificam se todos os itens do programa se comunicam corretamente entre si. 3Testes de Sistema Avaliam o funcionamento do sistema como um todo, verificando se ele atende aos requisitos especificados. 4 Testes de Operação Testam o sistema com usuários reais para verificar sua usabilidade e aceitação. Os testes são classificados como testes de caixa-branca (onde o código é testado) ou caixa-preta (onde o sistema é testado sem acesso ao código). Além da Funcionalidade Mesmo que todas as funcionalidades de um sistema estejam operando corretamente, ainda podem existir problemas relacionados diretamente com a interface humano-computador. É essencial avaliar o sistema na perspectiva do usuário, verificando se ele apoia adequadamente as pessoas a atingirem seus objetivos em um contexto específico de uso. O foco da avaliação está no que o usuário realiza ou deseja realizar a partir da interface, não apenas no funcionamento técnico do sistema. Critérios de Qualidade na Perspectiva do Usuário Usabilidade Facilidade de aprendizado e uso, eficiência nas tarefas, memorabilidade, baixa taxa de erros e satisfação subjetiva. Experiência do Usuário Aspectos emocionais, hedônicos e estéticos da interação, incluindo prazer, engajamento e satisfação geral. Acessibilidade Capacidade do sistema de ser usado por pessoas com diferentes habilidades e limitações, garantindo inclusão digital. Comunicabilidade Clareza com que o designer comunica ao usuário a lógica e as intenções de design através da interface. Perguntas para Definição de Objetivos Apropriação de Tecnologia De que maneira os usuários utilizam o sistema? Quanto os usuários consideram que o sistema apoia na realização de suas tarefas? Como o sistema se integra ao fluxo de trabalho dos usuários? Avaliação de Design Qual alternativa de design os usuários preferem? Qual alternativa pode ser construída em menos tempo? Qual design proporciona melhor experiência ao usuário? Aspectos Cognitivos e Funcionais O sistema é rápido? É de fácil aprendizado? É confiável? Permite reverter erros com facilidade? Considera aspectos socioculturais em seu uso? É agradável para o usuário? Contextos de Avaliação de IHC Quando Avaliar Avaliação Formativa Conduzida ao longo de todo o processo de desenvolvimento, com o objetivo de garantir o entendimento sobre o que os usuários querem e precisam. Permite identificar problemas na interação e na interface o mais cedo possível. Avaliação Somativa Realizada sobre a solução completa ou parcial, apenas no final do processo de desenvolvimento. Julga a qualidade de uso de uma interface, buscando evidências de que os objetivos foram atingidos. Onde Avaliar Contexto Real de Uso A avaliação no ambiente real do usuário permite: Observar casos típicos de uso Identificar problemas em situações reais Entender como o sistema se integra ao trabalho diário Limitação: não é possível controlar todas as variáveis que podem influenciar o uso do sistema. Laboratório A avaliação em laboratório oferece: Maior controle sobre o ambiente Possibilidade de definir experiências específicas Comparação sistemática entre diferentes usuários Geralmente possui duas salas: uma sala de uso (onde o participante interage com o sistema) e uma sala de observação (onde o avaliador acompanha através de um vidro espelhado). Tipos de Dados Coletados Dados Qualitativos Representam conceitos que não são representados numericamente: Expectativas dos usuários Explicações sobre comportamentos Críticas e sugestões Opiniões sobre a interface Comentários gerais sobre a experiência Dados Quantitativos Representam numericamente uma quantidade ou grandeza: Tempo necessário para realizar tarefas Número de passos para alcançar um objetivo Quantidade de erros cometidos Frequência de consulta àajuda Percentual de usuários que completaram tarefas Tipos de Técnicas de Avaliação de IHC Técnicas de Investigação Envolvem questionários, entrevistas, grupos focais e estudos de campo. Permitem acessar, interpretar e analisar concepções, opiniões e comportamentos dos usuários relacionados aos sistemas interativos. Técnicas de Inspeção Permitem ao avaliador examinar uma solução de IHC para prever possíveis consequências de decisões de design. Não envolvem diretamente usuários e tratam de experiências de uso potenciais. Técnicas de Observação Fornecem dados sobre situações reais em que os usuários realizam suas atividades. Permitem identificar problemas reais enfrentados durante a experiência de uso com o sistema. Escolha da Técnica de Avaliação Para decidir qual técnica adotar, o avaliador deve considerar: Limite de prazo disponível Orçamento previsto para a avaliação Equipamentos necessários e disponíveis Número de usuários que podem participar Número de avaliadores capacitados em cada técnica Participação direta ou não dos usuários Questões éticas envolvidas Outros recursos necessários É fundamental observar se a avaliação poderá contar com a participação dos usuários ou se deverá ser realizada apenas por inspeção da interface. Etapas das Técnicas de Avaliação 1Preparação Entender a situação atual, definir objetivos, escolher técnicas, selecionar participantes (se necessário) e preparar o ambiente. 2 Execução ou Coleta de Dados Realizar a avaliação conforme o planejamento e a técnica selecionada, registrando os dados relevantes. 3Análise e Interpretação dos Dados Analisar o material coletado de acordo com os focos definidos durante a preparação, identificando padrões e problemas. 4 Consolidação e Relato dos Resultados Consolidar os resultados, retomar os objetivos iniciais da avaliação e elaborar um relatório com as descobertas e recomendações. Framework DECIDE O framework DECIDE, proposto por Preece, Sharp e Rogers (2013), orienta o planejamento, a execução e a análise de uma avaliação de IHC: Determinar (Determine) Determinar as metas e os objetivos da avaliação. Definir o escopo respondendo a perguntas como "Quais são os objetivos da avaliação?" e "Quem deseja o sistema e por quê?" Explorar (Explore) Explorar as questões específicas que a avaliação pretende responder, transformando os objetivos iniciais em perguntas operacionais. Escolher (Choose) Escolher os métodos e técnicas mais adequados para responder às questões da avaliação, considerando prazo, orçamento e recursos disponíveis. Framework DECIDE (continuação) Identificar (Identify) Identificar questões práticas a serem abordadas pela avaliação, como convite aos participantes, preparação do ambiente, equipamentos necessários, prazos e orçamento. Decidir (Decide) Decidir como lidar com as questões éticas envolvidas quando usuários participam da avaliação, garantindo consentimento e privacidade. Avaliar (Evaluate) Avaliar, interpretar e apresentar os dados coletados, com atenção à confiabilidade, repetibilidade, validade e possíveis distorções. É importante ressaltar que os resultados de uma avaliação de interface normalmente indicam tendências de problemas, e não uma certeza de que eles vão ocorrer durante o uso do sistema. Avaliação Heurística A avaliação heurística é uma técnica de inspeção que busca encontrar problemas de usabilidade durante o projeto de interface de um sistema interativo. O termo "heurística" remete à resolução de problemas por aproximação progressiva. Esta técnica orienta os avaliadores a inspecionarem sistematicamente a interface em busca de problemas que possam prejudicar a usabilidade e a experiência do usuário. A avaliação heurística foi proposta por Jakob Nielsen como uma alternativa rápida e de baixo custo comparada a técnicas que envolvem usuários diretamente. As Heurísticas de Nielsen Visibilidade do estado do sistema O sistema deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo, fornecendo feedback adequado e no tempo certo. Correspondência entre o sistema e o mundo real O sistema deve utilizar palavras, expressões e conceitos familiares aos usuários, em vez de termos técnicos ou jargão dos desenvolvedores. Controle e liberdade do usuário Os usuários frequentemente realizam ações equivocadas e precisam de uma "saída de emergência" claramente marcada para sair do estado indesejado. As Heurísticas de Nielsen (continuação) Consistência e padronização Os usuários não devem ter de se perguntar se termos, situações ou ações diferentes significam a mesma coisa. Manter padrões consistentes. Reconhecimento em vez de memorização O projetista deve tornar os objetos, ações e opções visíveis. O usuário não deve precisar memorizar informações. Flexibilidade e eficiência de uso Elementos aceleradores melhoram a interação, atendendo tanto usuários experientes quanto inexperientes de forma eficiente. As Heurísticas de Nielsen (final) Projeto estético e minimalista A interface não deve conter informação irrelevante ou raramente necessária. Cada elemento extra compete por atenção. Prevenção de erros Melhor do que uma boa mensagem de erro é um projeto cuidadoso que evite que problemas ocorram desde o início. Ajuda para reconhecer, diagnosticar e se recuperar de erros Mensagens de erro devem ser expressas em linguagem simples, indicar precisamente o problema e sugerir uma solução. Ajuda e documentação Embora seja melhor que um sistema possa ser utilizado sem documentação, é necessário oferecer ajuda e documentação de alta qualidade. Escala de Severidade em Avaliação Heurística Problema cosmético Não é necessário consertá-lo, a menos que se tenha tempo extra no projeto. Causa pouco ou nenhum impacto na experiência do usuário. Problema pequeno Deverá ser dada baixa prioridade ao reparo desse tipo de problema. Causa algum impacto, mas não é crítico para a usabilidade. Problema grande Deverá ser dada alta prioridade ao conserto desse problema. Afeta significativamente a usabilidade e experiência do usuário. Problema catastrófico É obrigatório consertá-lo antes de o produto ser colocado em operação. Impede o uso adequado do sistema e compromete totalmente a experiência. Procedimento da Avaliação Heurística A avaliação heurística envolve um pequeno grupo de avaliadores (3 a 5) que examinam a interface em busca de violações das heurísticas estabelecidas. Cada avaliador trabalha independentemente e depois os resultados são combinados. O processo pode ser aplicado sobre o produto final, protótipos ou partes do sistema, em qualquer fase do desenvolvimento desde que haja uma representação da interface. As etapas da avaliação heurística incluem preparação, coleta de dados, interpretação, consolidação dos resultados e relato final. Etapas da Avaliação Heurística 1Preparação Os avaliadores organizam as telas a serem analisadas e definem a lista de heurísticas ou diretrizes a serem consideradas, podendo incluir heurísticas específicas para o sistema. 2 Coleta de dados Cada avaliador inspeciona individualmente as telas, observando se as diretrizes foram respeitadas ou violadas. Recomenda-se navegar pela interface pelo menos duas vezes. 3Interpretação Para cada violação, o avaliador registra qual diretriz foi violada, em que tela, atribui a severidade do problema e justifica por que considera aquilo uma violação. 4 Consolidação dos resultados Os avaliadores se reúnem, compartilham suas anotações e chegam a um consenso sobre os problemas encontrados e sua severidade.5Relato dos resultados Elaboração do relatório final com objetivos, escopo, descrição da técnica, lista de problemas encontrados e sugestões de solução. Exemplo de Avaliação Heurística Tela de Login - Restaurante Comida Saudável Problemas identificados: Prevenção de erros: O elemento "Quero me cadastrar" tem menos destaque que "Entrar" Controle/liberdadedo usuário: Ausência de opção para lembrar email/login Severidade: Problemas grandes Sugestões: Dar mais ênfase ao botão secundário e incluir opção de lembrar do email Tela de Confirmação de Pedido Problemas identificados: Consistência e padronização: Descrição do item e observação com mesma cor dos botões Prevenção de erros: Usuário tem duas ações (incluir observações e adicionar ao carrinho/cancelar) que podem causar confusão Severidade: Problema pequeno e problema catastrófico Sugestões: Alterar cor dos textos e separar as duas ações de forma clara Avaliação por Inspeção por Lista de Verificação A avaliação por inspeção por lista de verificação é baseada na verificação da usabilidade do sistema com base em uma lista predefinida (checklist) percorrida por todos os avaliadores. O resultado da avaliação está mais relacionado com a qualidade da lista elaborada do que com a experiência do avaliador em IHC, permitindo que profissionais sem especialização em usabilidade possam realizar avaliações eficazes. Checklists bem elaborados produzem resultados mais uniformes e abrangentes na identificação de problemas de usabilidade. Vantagens da Avaliação por Lista de Verificação Incorporação do conhecimento O conhecimento em IHC é embutido na lista de verificação, não sendo necessários profissionais especializados para realizar a avaliação. Estabilidade dos resultados Os resultados são geralmente mais estáveis porque os itens da lista são inspecionados por todos os avaliadores da mesma forma. Especificidade na detecção As especificidades dos itens da lista fazem com que problemas de usabilidade sejam mais facilmente encontrados. Redução da subjetividade A subjetividade dos processos de avaliação tende a ser reduzida com o uso de critérios bem definidos. Custos reduzidos Os custos da avaliação são menores do que de outras técnicas que exigem especialistas ou laboratórios. Critérios Ergonômicos para Listas de Verificação Bastien e Scapin (1993) definiram um conjunto de critérios ergonômicos para a avaliação de sistemas, que podem ser usados como base para a construção de listas de verificação: Estes critérios visam minimizar ambiguidades na identificação e classificação das qualidades e problemas ergonômicos das interfaces gráficas, servindo como base para a elaboração de questões objetivas em listas de verificação. Aplicação da Avaliação por Lista de Verificação Definir objetivos da avaliação Estabelecer claramente o que se deseja avaliar na interface humano-computador. Escolher a técnica e planejar Decidir pela técnica de inspeção por lista de verificação e preparar sua execução. Selecionar critérios de avaliação Escolher quais critérios ergonômicos serão utilizados na avaliação. Elaborar ou escolher checklist Criar uma lista de verificação específica ou utilizar uma existente, como as disponíveis pelo ErgoList. Realizar a avaliação Cada avaliador marca as respostas para as questões da lista que considere adequadas. Gerar laudo final Organizar e comparar as respostas, gerando um relatório sobre conformidades e não-conformidades. Exemplo de Lista de Verificação Critério: Presteza Questões exemplo: Os títulos de telas, janelas e caixas de diálogo estão no alto, centrados ou justificados à esquerda? 1. Todos os campos e mostradores de dados possuem rótulos identificativos? 2. Caso o dado a entrar possua um formato particular, esse formato encontra-se descrito na tela? 3. Critério: Consistência Questões exemplo: A identificação das caixas, telas ou janelas são únicas?1. A organização em termos da localização das várias características das janelas é mantida consistente de uma tela para outra? 2. A posição inicial do cursor é mantida consistente ao longo de todas as apresentações de formulários? 3. As respostas são normalmente "Sim", "Não" ou "Não aplicável", com espaço para comentários adicionais do avaliador. Avaliação por Ensaio de Interação A avaliação por ensaio de interação é uma técnica de observação que propõe o uso simulado de um sistema em sessões planejadas, onde potenciais usuários tentam realizar suas tarefas diárias utilizando uma versão do sistema. Durante as experiências observadas, são coletados dados sobre o desempenho dos participantes e suas opiniões e sentimentos decorrentes da experiência de uso. Os participantes de um ensaio de interação são representantes do público-alvo do sistema, ou seja, seus possíveis usuários reais. Tipos de Dados Coletados em Ensaios de Interação Dados Quantitativos Exemplos: Tempo para completar uma tarefa Número de erros cometidos Taxa de sucesso na conclusão de tarefas Número de vezes que o usuário consultou a ajuda Quantidade de cliques para realizar uma ação Dados Qualitativos Exemplos: Opiniões dos usuários sobre elementos da interface Percepção sobre a facilidade de uso Comentários espontâneos durante a interação Sugestões de melhorias Expressões de frustração ou satisfação Benefícios do Ensaio de Interação Observação de usuários reais Permite observar atitudes e reações dos usuários reais em relação à interface, revelando aspectos que não seriam percebidos em análises teóricas. Testes sem especialistas em IHC Não necessita de especialistas em IHC para os ensaios, pois o foco está na interação natural dos usuários com o sistema. Identificação de problemas sérios Pode ajudar a identificar problemas graves que não seriam percebidos apenas com técnicas de inspeção, revelando dificuldades reais de uso. Confirmação de predições Possibilita verificar se os problemas previstos nas avaliações por inspeção realmente ocorrem durante o uso real do sistema. Procedimento do Ensaio de Interação O ensaio de interação segue um processo estruturado que começa com uma análise preliminar do sistema, seguida pela definição de cenários e da amostra de usuários, e culmina na realização dos ensaios e análise dos resultados. Cada fase contribui para garantir que a avaliação seja representativa e produza insights valiosos sobre a usabilidade real do sistema. Fases do Ensaio de Interação 1Análise preliminar Preparação do ensaio, estabelecimento do escopo e pré- diagnóstico dos problemas de ergonomia da interface por meio de entrevistas com os responsáveis pelo projeto e inspeções iniciais. 2 Definição dos cenários e da amostra Elaboração de cenários para cada perfil de usuário, seleção de tarefas representativas e definição da amostra de participantes com base no público-alvo do sistema.3Realização dos ensaios Execução das sessões de teste, com coleta de dados sobre o desempenho e opiniões dos usuários, usando técnicas como verbalização simultânea ou consecutiva. 4 Análise dos resultados Revisão das gravações, análise dos dados coletados e elaboração de um relatório detalhando os problemas encontrados e recomendações de melhorias. Aspectos Importantes dos Ensaios de Interação Métricas Quantitativas Tempo de execução de tarefas Número de tarefas completadas corretamente Razão entre acertos e erros Tempo de recuperação de erros Frequência de uso de mecanismos de ajuda Número de expressões de frustração/satisfação Métricas Qualitativas Adequação das funcionalidades às tarefas Atendimento das expectativas do usuário Facilidade de aprendizado do produto Facilidade de uso em geral Utilidade da documentação e ajuda Preferências em comparação com outros sistemas Aspectos Éticos em Ensaios de Interação 1 Transparência com os participantes Explicar claramente aos participantes os objetivos e todos os detalhes sobre o estudo, garantindo que entendam o propósito da avaliação. 2 Privacidade e anonimato Deixar claro como as informações serão usadas e garantir o anonimato dos participantes nos relatórios e análises resultantes. 3 Direito de desistência Garantir que os usuários entendam que podem interromper o teste em qualquer momento, sem consequências negativas. 4 Consentimento formal Adotar umdocumento de consentimento por escrito, assinado pelo participante, detalhando como os dados serão coletados e utilizados. Os aspectos éticos são fundamentais em qualquer processo de avaliação que envolva participantes humanos, garantindo respeito e transparência. Considerações Finais Importância da avaliação de IHC A avaliação de interfaces é essencial para garantir a usabilidade e satisfação do usuário, permitindo a identificação e correção de problemas antes do lançamento do sistema. Complementaridade das técnicas As diferentes técnicas de avaliação são complementares e podem ser combinadas para uma análise mais completa: Avaliação heurística: rápida e econômica Inspeção por checklists: sistemática e acessível Ensaio de interação: detalhada e realista Resultados práticos A aplicação adequada das técnicas de avaliação resulta em: Sistemas mais intuitivos e eficientes Maior satisfação dos usuários Redução de custos de suporte e treinamento Vantagem competitiva no mercado Experiências de uso mais agradáveis e produtivas