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Diabetes - do Ambulatório à Emergência 2 Opa, que bom te ver por aqui! É muito provável que você já tenha se deparado com um paciente cirrótico ao longo da sua carreira médica. Isso porque a cirrose hepática é muito prevalente, seja em contexto de emergência, ambulatorial ou até mesmo de questões na prova de residência médica! Sabemos que o manejo desses pacientes não é nada fácil, principalmente daqueles que têm todas as complicações possíveis decorrentes da cirrose hepática. Por isso, juntamos as principais informações que você precisa saber na hora de diagnosticar e manejar um paciente hepatopata. Esperamos que aproveite! Boa leitura! Equipe Medway Diabetes - do Ambulatório à Emergência Índice Quem somos 5 O que nossos alunos estão falando? 6 Introdução 7 Anatomia e histologia do fígado 8 Fibrose hepática e hipertensão por tal 10 Avaliação Inicial 13 Causas de hepatopatia crônica 17 Complicações da cirrose hepática 27 Ascite 27 Pernoite Bacteriana Espontânea (PBE) 30 Hemorragia Digestiva Alta Varicosa (HDA) 32 Encefalopatia Hepática (EH) 36 Síndrome Hepatorrenal (SHR) 38 Síndrome Hepatopulmonar 38 Insuficiência Hepática Crônica Agudizada (ACLF) 39 Diabetes - do Ambulatório à Emergência Carcinoma Hepatocelular (CHC) 39 Referências bibliográficas 42 Conclusão 43 Nossos cursos 44 Acesse também 48 Ficou com alguma dúvida? 49 Diabetes - do Ambulatório à Emergência 5 Quem somos A Medway é muito mais do que um preparatório para a residência médica. Estamos com você em cada etapa dessa jornada. Afinal, a Medicina é uma escolha diária — e nem sempre fácil. Desde o vestibular, os desafios são enormes, e talvez você já tenha se perguntado se deveria desistir. A gente entende. E é justamente nesses momentos que estamos aqui para te apoiar. Se você já se perguntou como enfrentar as provas mais concorridas ou equilibrar o internato com os estudos, você está no lugar certo. Nossa preparação é padrão-ouro porque une dois pilares essenciais: um time de médicos especialistas na aprovação e uma plataforma inteligente que entende as suas necessidades e personaliza o seu caminho até a residência. A gente não acredita em um único método que funcione para todos. Por isso, oferecemos um plano de estudo adaptado ao seu ritmo, suas dificuldades e os editais das instituições que você quer conquistar. Já passamos por isso. Começamos como residentes de Clínica Médica no Hospital das Clínicas da USP (HC-FMUSP), entre 2016 e 2018, vivendo na pele todas as dificuldades da preparação. E foi desse percurso que nasceu a Medway: com o propósito de ajudar futuros residentes a chegarem lá com mais segurança e eficiência. Desde 2020-2021, focamos em uma preparação única para as provas de São Paulo, por meio dos nossos cursos Extensivos e Intensivos. Fomos pioneiros no preparo específico por instituição e nos tornamos especialistas em aprovação nas residências médicas mais concorridas. O sucesso foi tanto que percebemos que não fazia sentido parar por aí. Expandimos para todo o Brasil para levar essa mesma qualidade e precisão a mais médicos que querem conquistar a tão sonhada vaga. Muita gente nos chama de professores ou mentores, mas preferimos nos ver como colegas de caminhada. Já estivemos no seu lugar e sabemos que, além de conhecimento técnico, você precisa de estratégia, organização e apoio. Se você chegou até aqui, saiba que já nos orgulhamos da sua trajetória. Obrigado por confiar na Medway. Vamos juntos até a aprovação! Diabetes - do Ambulatório à Emergência 6 O que nossos alunos estão falando? “Quero agradecer à Medway por todo o suporte nessa fase preparatória de R3, enaltecer a dinâmica, a leveza das aulas, a variedade do banco de questões e, em especial, o MedBrain, que me ajudou a identificar deficiências no meu estudo e traçar um plano estratégico mais certeiro, que me ajudasse na minha aprovação. Não poderia deixar de agradecer toda a atenção dos professores da Medway, sempre tão solícitos em esclarecer as minhas dúvidas e sanar todas elas, tanto pelo aplicativo quanto também pelo Whatsapp. Vocês sempre me trataram de uma forma pessoal, individual, carinhosa e positiva.” Vanessa Batista, aprovada em Pneumologia em 2º lugar pela UFMG Assista ao depoimento completo aqui! “O que eu tive contato todos os dias e que foi, literalmente, a minha rotina, foi a plataforma da Medway e o acesso a questões de tudo quanto é prova que eu poderia querer — pelo celular, pelo computador, em qualquer canto (...). Eu acho que não só na plataforma, a disponibilidade de todos os professores da Medway pelo Instagram, em que você pode mandar mensagem… E eu acho que isso libera muitas aflições que você tem.” Lucas Posoli, aprovado em Cirurgia Cardiovascular pela USP-RP e Santa Casa de Porto Alegre Assista ao depoimento completo aqui! “A Medway me ajudou bastante com suas Trilhas de Ouro, com seu MedBrain e trilhas e com suas personalizadas. A Medway não é um curso preparatório, é um parceiro de vida e metas pra gente nessa jornada médica. Então faça uma boa escolha de um bom curso que te olhe para além de números e metas, que te esteja dando suporte 24 horas, te aconselhando, te direcionando de uma forma bacana e fazendo você chegar ao único lugar que você merece: pra cima!” Rawanderson Santos, aprovado em Medicina Paliativa em 1° lugar pela USP-RP, Surce e Enare Assista ao depoimento completo aqui! http://https://youtu.be/--uvtCrVD8w https://drive.google.com/file/d/1SYfL1hyzX_hc9z4_P2pHumrYP0iB4p7_/view?usp=sharing http://drive.google.com/file/d/1BQIoQEn4yzUuYtjmPXBe-tQmm1vYu-1N/view?usp=sharing Diabetes - do Ambulatório à Emergência 7 Introdução Fala, galera! Animados para entrarmos em um mundo da hepatologia? A cirrose e as complicações relacionadas são situações muito frequentes do dia a dia do médico, seja um generalista atendendo no pronto-socorro ou o especialista atendendo no consultório. Calma! Vamos destrinchar ao longo deste material a etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e falar do manejo. Temos certeza de que essas informações serão úteis na sua vida como estudante e como profissional. Deixaremos tudo bem prático para você conseguir se lembrar do assunto na prova e, principalmente, quando estiver atendendo um paciente! Diabetes - do Ambulatório à Emergência 8 Anatomia e histologia do fígado O fígado participa na digestão de lipídeos através da bile, regula diferentes vias metabólicas, produz diferentes fatores de coagulação e é responsável pela metabolização de diferentes drogas e toxinas. Pesa entre 1,3 e 3,0 quilogramas e é um órgão macio marrom-rosado. É o segundo maior órgão do corpo e está localizado no lado direito do abdome. É composto por lobos anatômicos (D e E) separados pelo ligamento falciforme. Cirurgicamente, esta divisão é feita ao nível do porta-hepatis. Figura 1. Anatomia Macroscópica do Fígado. Fonte: Netter. Atlas de anatomia humana. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 9 A unidade funcional do fígado é o lóbulo hepático. Cada lóbulo é hexagonal e uma tríade portal (ramo da veia porta, ramo da artéria hepática e o ducto biliar) fica em cada canto do hexágono. No espaço entre os hepatócitos é onde a bile produzida é depositada, seguindo na direção contrária ao sangue sinusoidal, ou seja, do centro para a periferia, dos canalículos biliares para os ductos biliares interlobulares até os ductos hepáticos e colédoco. Junto à parede dos sinusóides hepáticos encontramos as células de defesa do fígado, as células de Kupffer (macrófagos sinusoidais) conhecidas também como células estreladas. São estas células que após um estímulo crônico começam a produzir fibrose e “estancar” os buracos dos sinusoides hepáticos,comprometendo as trocas e levando à hipertensão portal. É preciso um trabalho em conjunto dos lóbulos hepáticos para que o fígado, como um todo, consiga realizar suas funções no organismo. Note que os lóbulos hepáticos são interligados, e após cada um fazer o seu trabalho, o sangue agora purificado cai nas veias centrolobulares que são tributárias da veia hepática. O fígado consegue sobreviver com um número muito menor de lóbulos hepáticos, tanto que não é incomum cirurgias para retirada de um grande pedaço do fígado devido a tumor ou cisto. No entanto, o fígado não consegue exercer sua função quando a comunicação entre os lóbulos hepáticos é prejudicada. E é isso que ocorre na cirrose hepática. Figura 2. Lóbulo hepático e tríade portal. Fonte: Mescher AL. Junqueira’s basic histology: text and atlas. 2010. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 10 Quando vocês lerem o termo cirrose hepática, traduzam mentalmente como fibrose hepática. A cirrose nada mais é que o processo generalizado de fibrose das unidades funcionais do fígado, que ocorre de forma irreversível em resposta a um insulto crônico, gerando inflamação crônica e levando à fibrose dos sinusoides hepáticos. As células estreladas vão responder ao insulto hepático (álcool, outras toxinas, autoimune, gordura), formando fibrose, que irá comprometer a troca nos sinusoides hepáticos, aumentando a pressão do sistema porta. Com a persistência da agressão (quando o estímulo lesivo não é interrompido), ocorre fibrose que se espalha tanto no sentido centro-periferia (da veia centrolobular à tríade portal) quanto entre as tríades portais, conectando os vértices dos lóbulos hepáticos. Esse processo leva à formação de uma estrutura nodular, isolando os lóbulos hepáticos em pequenas unidades que já não conseguem desempenhar adequadamente as funções do fígado. Nesse estágio, com múltiplas ilhotas de lóbulos hepáticos isolados, a fibrose hepática atinge seu grau mais avançado, resultando em um comprometimento significativo do fígado. É nesse momento que o risco de complicações da cirrose se torna mais elevado. Como podemos perceber neste capítulo sobre fisiologia do fígado, em se tratando de cirrose hepática, “a culpa é das estrelas”! Fibrose hepática e hipertensão por tal A fibrose dos lóbulos hepáticos e o comprometimento dos sinusoides levam a um aumento retrógrado na pressão da veia porta, responsável pela drenagem do sangue proveniente do trato gastrointestinal abaixo do diafragma. Como mencionado anteriormente, à medida que a fibrose avança, as células estreladas tapam os “buracos” dos sinusoides, e os lóbulos hepáticos se isolam em pequenas ilhotas (nódulos). Esse processo dificulta a passagem do sangue que entra pela tríade portal até a veia centrolobular. Isso tudo gera um aumento importante da pressão portal (pois o sangue que chega às vísceras não consegue retornar à veia cava, uma vez que há um “congestionamento” no fígado). Diabetes - do Ambulatório à Emergência 11 A pressão normal no sistema porta é de até 5 mmHg. Consideramos hipertensão portal a pressão portal > 5 mmHg, sendo que, em pressões maiores que 10 mmHg, costumamos observar a formação de varizes esofágicas. Pressões do sistema porta maiores que 12 mmHg sinalizam varizes com grande risco de ruptura. A cirrose é uma das causas de hipertensão portal. De forma didática, costumamos separar a hipertensão porta em causas pré-hepáticas, intra- hepáticas e pós-hepáticas. As causas intra-hepáticas são separadas ainda como causas pré-sinusoidais, sinusoidais e pós-sinusoidais. Parece complicado, mas não é! Veja as principais causas na tabela abaixo. Classificação e causas de hipertensão portal Pré-hepática • Trombose de veia porta • Trombose de veia esplênica • Esplenomegalia maciça Intra-hepática Pré-sinusoidal • Esquistossomose (principal causa de hipertensão por tal não cirrótica) • Sarcoidose • Colangite biliar primária • Colangite esclerosante primária Sinusoidal • Doença hepática alcoólica • Drogas (amiodarona, metotrexato) • Doença hepática gordurosa não alcóolica Pós-sinusoidal • Intoxicação por vitamina A • Síndrome de obstrução sinusoidal • Angiossarcoma • Sarcoidose Pós-hepática • Síndrome de Budd-Chiari • Pericardite constritiva • Cardiomiopatia restritiva Tabela 1. Classificação e causas de hipertensão portal. Fonte: Acervo Medway. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 12 Mas o que acontece quando um paciente desenvolve hipertensão portal? Se o sangue tem dificuldade de retornar à circulação sistêmica pela veia porta, quais as outras alternativas existem? Para responder a essa pergunta, temos que relembrar um pouco a drenagem venosa do aparelho digestivo. Note que o sistema porta é formado pela união da veia mesentérica superior com a veia esplênica (que recebe a mesentérica inferior). Antes de entrar no fígado, a veia porta recebe o sangue proveniente da veia gástrica direita, responsável pela drenagem da região da pequena curvatura gástrica e da transição esofagogástrica, incluindo a porção distal do esôfago. Nesse local, ocorre o primeiro shunt portossistêmico, com anastomoses entre a drenagem do terço inferior do esôfago (que segue para a veia porta) e a do terço médio e superior, que deságua no sistema ázigos e na veia cava superior. Em casos de hipertensão portal, o fluxo sanguíneo aumenta no terço inferior do esôfago na tentativa de contornar o “congestionamento” da veia porta e desviar para o sistema ázigos, chegando à veia cava superior. Esse desvio leva à formação das temidas varizes esofágicas. Figura 3. Drenagem venosa do aparelho digestivo. Fonte: Moore, Anatomia orientada para a clínica, 8 ed. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 13 Avaliação Inicial Todo paciente recém-diagnosticado com cirrose hepática passará por anamnese detalhada, buscando todos os potenciais fatores de risco (exposição a álcool, dieta, fatores de risco para hepatites virais, história familiar e antecedentes pessoais). Os indivíduos são assintomáticos até desenvolverem cirrose hepática. Caso evoluam com hepatite alcoólica aguda em algum momento, terão quadro clínico de icterícia, aumento de transaminases, alargamento do tempo de protrombina e encefalopatia hepática, como vimos agora há pouco. Ao exame físico, são vistos os estigmas da cirrose, que devem ser buscados ativamente: ◊ Telangiectasias ou spiders; ◊ Circulação colateral no abdome (cabeça de medusa); ◊ Contratura palmar de Dupuytren: específica do paciente etilista; ◊ Ginecomastia; ◊ Sarcopenia e caquexia; ◊ Ascite; ◊ Eritema palmar; ◊ Esplenomegalia; ◊ Hepatomegalia, porém nas fases mais avançadas o fígado é reduzido em tamanho • Atrofia testicular; ◊ Rarefação de pelos. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 14 Figura 4. Paciente com ascite volumosa. Fonte: Shutterstock. Figura 5. Contratura Palmar de Dupuytren. Fonte: Bildinhalt: Rechte Männerhand mit Morbus Dupuytren am Ringfinger. Aufnahmeort: Baden-Baden, Deutschlan Diabetes - do Ambulatório à Emergência 15 Além das alterações do exame físico, o paciente pode desenvolver complicações da cirrose, que serão detalhadas adiante. Os exames complementares iniciais incluem avaliação de etiologia: ◊ Sorologias para hepatite B e C; ◊ FAN e autoanticorpos para hepatite autoimune e Colangite biliar primária (CBP); ◊ Biópsia hepática em caso de dúvida diagnóstica. ◊ E também vamos solicitar exames para estratificar o grau de insuficiência hepática do paciente: ◊ Transaminases (TGO e TGP): não avaliam função hepática, mas ajudam a entender a etiologia; ◊ Fosfatase alcalina e gama-GT: também não avaliam função hepática, mas podem estar aumentados em síndromes colestáticas e a GGT aumenta no paciente etilista crônico ◊ Bilirrubinas: há aumento de bilirrubina direta com a progressão da insuficiência hepática; ◊ Tempo de protrombina (TP): também é marcador de função hepática, poisa deficiência de produção de fatores da coagulação pelo fígado alarga o TP; ◊ Albumina: outro marcador de função hepática; é reduzida com o avançar da cirrose; ◊ Função renal (Ur e Cr): podem evidenciar complicação da cirrose, a síndrome hepatorrenal; ◊ Eletrólitos: o cirrótico pode ter hiponatremia dilucional, secundária à hipervolemia, e distúrbios hidroeletrolíticos secundários à doença renal; ◊ Hemograma: a hipertensão portal e o hiperesplenismo acarretam plaquetopenia, em valores que não costumam ser menores que 50.000. Também é comum haver anemia; ◊ Endoscopia digestiva alta: faz parte da avaliação inicial de todo cirrótico! Para detectar varizes de esôfago ou gastropatia hipertensiva portal. Em posse dos exames, já conhecendo melhor nosso paciente, vamos calcular o Escore de Child-Pugh: Diabetes - do Ambulatório à Emergência 16 Escore de Child-Pugh 1 ponto 2 pontos 3 pontos Bilirrubinas (mg∕dL) 3 Encefalopatia hepática Ausente Grau I ou II de West-Haven Grau III ou IV de West-Haven Albumina (g∕dL) > 3,5 3-3,5 6 s ou > 2,3 Ascite Ausente Pequeno volume e de fácil controle Grande volume e de difícil controle Child A: 5 a 6 pontos Child B: 7 a 9 pontos Cild C: 10 a 15 pontos Tabela 2. Escore de Child-Pugh. Fonte: Acervo Medway. É fácil entender por que, quanto maior o Child, maior a mortalidade do paciente! Ele é muito usado na prática clínica para avaliação prognóstica, e todo cirrótico deve ter o escore calculado. Algumas bancas ainda gostam de cobrar o cálculo decorado, mas a maioria exige apenas que você saiba quais são os critérios (ainda bem!). Para ajudar, fica o macete: “BEATA” B - Bilirrubina E - Encefalopatia A - Albumina T - TP A - Ascite Diabetes - do Ambulatório à Emergência 17 Outro escore utilizado é o Escore de MELD. É um cálculo logarítmico e nenhuma banca é doida de cobrar a conta. Mas é importante saber que ele é utilizado para listagem para transplante hepático e, quanto maior, mais grave. Utiliza bilirrubina, INR e creatinina. Também tem macete para decorar os critérios: “BIC” B - Bilirrubina I - INR C - Creatinina Causas de hepatopatia crônica CIRROSE DE ETIOLOGIA ALCOÓLICA A prevalência de dependência de álcool no Brasil é alta, chegando a 13,8% no Nordeste! Não admira, portanto, que essa ainda seja uma das principais causas de cirrose no nosso país. O principal fator de risco é o consumo de álcool, especialmente > 30g por álcool por dia. Fisiopatologia O álcool absorvido no organismo é metabolizado no fígado a acetaldeído, pela enzima álcool desidrogenase. Este, por sua vez, é metabolizado pela enzima acetaldeído desidrogenase a acetato. Os produtos do metabolismo do álcool ativam uma cascata inflamatória e de estresse oxidativo, que culmina na inflamação do fígado e, eventualmente, em cirrose. A história natural da lesão hepática secundária ao etilismo começa pela esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado secundário a essa inflamação, sendo tipicamente macrovesicular. Até 90% dos indivíduos que bebem vão ter algum grau de esteatose hepática. Se eles continuarem a beber, até um terço vai evoluir para esteato-hepatite, em que há maior atividade inflamatória, marcada pelo aumento de transaminases. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 18 Por fim, toda essa inflamação gera fibrose hepática, que evolui com cirrose e suas complicações. Nesse ponto, não é mais reversível, e há dano à arquitetura do fígado, insuficiência hepática e hipertensão portal. Quadro clínico O quadro clínico é comum às outras etiologias de cirrose hepática, com algumas particularidades. O paciente desenvolve os estigmas de cirrose, descritos anteriormente e as complicações da cirrose hepática, que vamos detalhar adiante. No etilista crônico, são sinais específicos, no exame físico, a contratura palmar de Dupuytren, um encurtamento da fáscia palmar que costuma afetar o 4º e 5º dedos e a hipertrofia de parótidas. Exames complementares ◊ Aumento de TGO e TGP com TGO∕TGP > 2; ◊ Gama-GT elevada; ◊ Anemia macrocítica (VCM > 100); ◊ Ultrassonografia: aumento da ecogenicidade hepática, fígado irregular e heterogêneo. Tratamento O principal é a abstinência alcoólica, podendo ser necessário tratamento medicamentoso para sintomas de abstinência e suporte nutricional. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA (DHGNA) É considerada uma epidemia mundial, representando a principal causa de doença hepática nos Estados Unidos. No Brasil, é cada vez mais prevalente e mais diagnosticada, haja vista a intensa relação com dieta industrializada, rica em gordura e carboidratos e o sedentarismo. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 19 Fisiopatologia A presença de resistência à insulina é a base do desenvolvimento de toda a doença! Por isso, ela é relacionada à síndrome metabólica: diabetes, hipertensão arterial, hiperlipidemia e obesidade central costumam estar presentes – mas já se sabe que não são obrigatórios, podendo ocorrer em indivíduos magros. Há acúmulo de gordura no fígado, que leva à inflamação, fibrose... e o resto você já sabe! A história natural da doença é bem semelhante à doença hepática alcoólica. De início, há só acúmulo de gordura no fígado, assintomática, a esteatose hepática não alcoólica. Com a evolução, se não houver redução dos fatores agressores, começa a aumentar a inflamação, marcada pelo aumento das transaminases. Por fim, o paciente evolui com cirrose hepática e suas complicações. Quadro clínico O quadro clínico é semelhante (até indistinguível) ao da doença hepática alcoólica. O paciente se apresenta com estigmas de cirrose e evolui com as complicações, seguindo a história natural da doença. Exames complementares ◊ Aumento de transaminases até 5 vezes o limite superior da normalidade (LSN). Lembrando que as transaminases podem estar normais também; ◊ Relação AST∕ALT 1,5 vezes o LSN; ◊ Ultrassonografia: aumento da ecogenicidade hepática; ◊ NAFLD escore: escore baseado em parâmetros laboratoriais e clínicos para estimar o grau de fibrose; ◊ Elastografia hepática: ultrassonografia especial, que consegue também estimar o grau de fibrose hepática de forma não invasiva; ◊ Biópsia hepática: reservada para casos em que há dúvida diagnóstica. Agora lembrem-se de uma coisa: o diagnóstico de DHGNA, na maioria das vezes, não é realizado por biópsia e, portanto, costuma ser um diagnóstico de EXCLUSÃO. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 20 Apesar da DHGNA ser a causa mais comum de esteatose na população, outras doenças hepáticas podem se apresentar com esteatose (hepatopatia alcoólica, doença de Wilson, esteatose hepática aguda da gravidez, doença hepática por medicamentos - metotrexate, dentre outras). Logo, diante de um paciente com esteatose, é prudente afastarmos o uso nocivo de etanol e outras drogas potencialmente esteatogênicas, hepatites virais e outras doenças que possam causar o quadro. Caso a gente exclua todas e o paciente apresente fatores de risco para DHGNA (diabetes, obesidade, HAS, tabagismo etc.), podemos dar o diagnóstico presuntivo de DHGNA! Tratamento MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA! Atividade física e dieta estão indicadas para todos os pacientes. A perda de peso é o principal tratamento, com maior nível de evidência e que tem maior benefício. Perder 5 a 10% do peso corporal já tem impacto na história natural da DHGNA. É importante o controle de comorbidades, como HAS e DM com tratamento específico. A pioglitazona e vitamina E têm aparente benefício e podem ser usadas, especialmente se paciente diabético. HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA (HH) Pessoal, a hemocromatose é uma das doenças de transmissão hereditária mais comuns. Em algumas regiões (especialmente Europa), aparece como a doença autossômica dominante mais frequente. FisiopatologiaÉ uma doença genética cuja transmissão é autossômica dominante e caracterizada por mutações no gene da hepcidina (proteína envolvida na absorção do ferro no intestino), sendo as mais comuns C282Y, H63D e S65C. A manifestação envolve fatores ambientais, sendo mais comum em homens. As mulheres apresentam maior dificuldade em acumular o ferro, devido à perda menstrual. O acúmulo de ferro nos tecidos é que leva à doença em si, causando fibrose e dano irreversível. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 21 Quadro clínico A hemocromatose pode afetar diversos órgãos e sistemas. É conhecida como a doença dos 6Hs: ◊ Hepatopatia crônica; ◊ Heart – cardiomiopatia; ◊ Hipogonadismo; ◊ Hiperglicemia - Diabetes; ◊ “H”artrite (essa é ruim, mas aceita que ajuda a gravar); ◊ Hiperpigmentação cutânea. A doença também é apelidada de “diabetes bronzeado”, por causa da manifestação de hiperglicemia e hiperpigmentação cutânea. Gostou? Diagnóstico A avaliação do perfil de ferro é essencial para o diagnóstico. Vejam como fica: Perfil de ferro na hemocromatose Perfil de ferro Saturação de transferrina > 45% • Teste de escolha para rastreamento Ferritina > 1000 ng/ml • Baixa especificidade • Alto valor preditivo negativo: 40 anos, chegando a uma relação 9:1. É mais comum em descendentes de europeus. Quadro clínico O quadro clássico, inclusive da prova, é a paciente com fadiga, prurido e elevação de fosfatase alcalina. Claro, casos mais graves e avançados vão evoluir para cirrose e suas complicações. Exames complementares ◊ Autoanticorpo: antimitocôndria; ◊ Biópsia hepática: reservada para casos de dúvida diagnóstica. Tratamento É usado o ácido ursodesoxicólico – o ursacol. A resposta ao tratamento costuma ser boa na maioria dos casos. Pacientes refratários são candidatos a transplante hepático. COLANGITE ESCLEROSANTE PRIMÁRIA (CEP) Doença autoimune que tem maior prevalência em homens. Além disso, tem íntima relação com doença inflamatória intestinal (DII), especialmente a retocolite ulcerativa. Até 85% dos casos de CEP ocorrem em indivíduos com DII. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 26 Quadro clínico Os sintomas são de uma síndrome colestática, com fadiga, prurido, icterícia e hepatoesplenomegalias. Todo paciente com DII que apresenta fosfatase alcalina aumentada em exame de rotina deve ser investigado para CEP. A doença é grave e evolui com cirrose hepática na maioria dos casos. Além disso, está associada a maior risco de câncer colorretal e colangiocarcinoma. Diagnóstico Esse tem uma imagem clássica que as bancas adoram! O diagnóstico da CEP é feito por exame de imagem das vias biliares – preferencialmente a colangiorressonância magnética. Você vai ver as vias biliares alternando áreas de estenose e de dilatação, as famosas “contas de rosário”. Tratamento Infelizmente, responde mal ao ursacol. O melhor tratamento é o transplante hepático, com sobrevida média de 10 anos em pacientes que não são transplantados. CIRROSE CRIPTOGÊNICA Pessoal, até 10 a 15% dos casos de cirrose não têm causa bem definida! É quando chamamos de cirrose criptogênica. É importante avaliar a fundo todos os fatores de risco, exposição ao álcool e síndrome metabólica. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 27 Complicações da cirrose hepática ASCITE A ascite é uma das complicações mais comuns da cirrose (até 50% dos cirróticos vão desenvolvê-la) e é definida como o acúmulo de líquido intra- abdominal. Diagnóstico ◊ Exame físico: aumento do volume abdominal e macicez à percussão. Algumas manobras e achados do exame físico podem ajudar: ◊ Macicez móvel: com o paciente em decúbito dorsal, vamos percutir o abdome da cicatriz umbilical em direção ao flanco. Você vai observar o ponto em que se inicia a macicez e marcá-lo – é onde está o líquido ascítico. A seguir, vamos virar o paciente para decúbito lateral e percutir novamente. Você vai notar que o ponto em que se inicia a macicez ficou mais medial, pois o líquido se moveu na cavidade abdominal com a mudança de decúbito. ◊ Semicírculo de Skoda: no paciente em decúbito dorsal, o líquido ascítico se concentra nas regiões laterais e inferiores do abdome. Na percussão, você vai notar abdome maciço nessas regiões e timpânico no centro, ao redor da cicatriz umbilical. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 28 Figura 7. Manobras semiológicas para avaliação de ascite. Fonte: Semiologia Clínica - HCFMUSP, 1 edição, 2021 ◊ Ultrassonografia de abdome: pode ajudar na detecção de ascite de pequenovolume, não detectável ao exame físico ◊ Paracentese: a maioria das ascites no pronto-socorro deve ser puncionada! Seja porque o paciente ainda não tem o diagnóstico da causa da ascite, seja porque ele está em vigência de descompensação da cirrose e pode ter infecção. Para o diagnóstico da causa da ascite, calculamos o Gradiente Albumina Soro Ascite, o GASA. GASA = albumina sérica – albumina líquido ascítico Diabetes - do Ambulatório à Emergência 29 Este exame vai ser importante para o diagnóstico diferencial das causas de ascite. Dessa forma: Tratamento A primeira medida é adotar uma dieta restrita em sódio: até 2g de sódio por dia. Porém, a maioria dos pacientes irá precisar do uso de diuréticos: ◊ Diuréticos de alça: furosemida (40 – 160 mg por dia); ◊ Poupadores de potássio: espironolactona (100 – 400 mg por dia); ◊ Objetivo: perda de 0,5 kg de peso por dia ou 1 kg por dia se edema de membros inferiores associado; ◊ Prescrição inicial: espironolactona 100 mg + furosemida 40 mg; ◊ Doses máximas: espironolactona 400 mg+ furosemida 160 mg. A paracentese de alívio está indicada para pacientes com ascite muito volumosa, causando desconforto respiratório, que são intolerantes à terapia com diuréticos (pode ocorrer piora da função renal) ou refratários a ela. Caso seja retirado > 5L de líquido ascítico, devemos repor 6 a 8g de albumina para cada líquido retirado, para evitar uma piora de função renal. Exemplo: se retirei 10L de líquido ascítico, vou repor 60 a 80g de albumina. Interpretação do Gasa GASA ≥ 1,1 = hipertensão portal Proteína do líquido ascítico ≥ 2,5 = ascite cardiogênica Proteína do líquido ascítico 250 polimorfonucleares > 250 polimorfonucleares 1,0 ◊ Glicose limite superior da normalidade do LDH sérico ◊ Cultura polimicrobiana Em relação ao tratamento, utilizaremos cefalosporinas de 3ª geração, como a ceftriaxona (2 g EV 1x/dia por 5 - 10 dias) ou cefotaxima (2 g 8/8h por 5 - 10 dias). Diabetes - do Ambulatório à Emergência 32 Além disso, atenção! O risco dos cirróticos com PBE desenvolverem síndrome hepatorrenal (SHR) é de cerca de 40%, sendo a principal causa de morte nesse grupo. Veja um resumo dos diagnósticos diferenciais e conduta na ascite. > 250 POLIMORFONUCLEARES (NEUTRÓFILOS); CRESCIMENTO MONOBACTERIANO PBE > 250 POLIMORFONUCLEARES CULTURA NEGATIVA ASCITE NEUTROFÍLICA TRATAR Geralmente, a cultura demora mais a ser liberada. CONDUTA Pelo risco de PBE, iniciamos o tratamento ate a cultura ser liberada Pode ser apenas contaminação, então devemos repuncionar e tratar se confirmado na segunda punção Exame de imagem do abdome + Antibioticoterapia ampliando para anaeróbios PERITONITE SECUNDÁRIA BACTERASCITE Conduta Conduta Conduta Conduta 1 g/dl 2) GLICOSE QUE O LDH SÉRICO PARACENTESE DIAGNÓSTICA Figura 8: Fluxograma para o diagnóstico e tratamento das infecções do líquido ascítico. Fonte: acervo Medway. HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA VARICOSA (HDA) Galera, a hemorragia digestiva alta (HDA) é uma das complicações mais graves da cirrose, com alta taxa de mortalidade. O risco vem tanto do sangramento agudo, que ameaça a vida, quanto das complicações associadas, como a translocação bacteriana – que favorece o desenvolvimento de PBE – e a hipovolemia, que Diabetes - do Ambulatório à Emergência 33 pode levar à injúria renal, seja de forma aguda ou evoluindo para quadros ainda mais graves. A mortalidade desses pacientes varia de 20 a 30% nas primeiras 4 a 6 semanas! A maioria dos sangramentos no hepatopata são de origem varicosa, principalmente varizes esofágicas. Aqui dividiremos nossa abordagem em 2 momentos: o atendimento agudo e as profilaxias. Vamos lá! Primeiramente devemos lembrar que a HDA pode ter etiologia não varicosa (sendo a mais comum devido à doença ulcerosa péptica) e varicosa (responsável por pouco menos de 50% dos casos em cirróticos). O quadro clínico é descrito como enterorragia, melena e/ou hematêmese, podendo estar presentes sinais de choque hipovolêmico em sangramentos volumosos por múltiplas varizes ou varizes de grande calibre. Ao exame físico, devemos estar atentos aos sinais de hepatopatia crônica e conduzir nosso paciente de acordo com a estabilidade clínica naquele momento. Nossa prioridade é manter a estabilidade clínica do nosso paciente, realizando a monitorização hemodinâmica, oxigenoterapia se necessário e acessos venosos periféricos calibrosos. Além disso, avaliamos a necessidade de reanimação com solução cristaloide, hemotransfusão com alvo de hemoglobina > 7 g/dL e transfusão de fatores coagulação. Outra prioridade essencial é realizar a endoscopia em até 12 horas após o início do sangramento. Além disso, para tentar controlar o sangramento agudo, podemos utilizar vasoconstrictores esplâncnicos, como a terlipressina, que deve ser mantida por até 5 dias. Outras opções incluem octreotide e somatostatina. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 34 Manejo da hemorragia digestiva alta Estabilização ABC (via aérea, respiração) Estabilização hemodinâmica • Solução cristaloide • Droga vasoativa • Hemoconcentrados Dieta zero Inibidor de bomba de prótons • Omeprazol 40 mg IV 12h/12h (ou 8h/8h) Transfusão de concentrado de hemácias • Se Hb 1,5 Transfusão de plaquetas • Se plaquetaspneumonia -> ITU; ◊ Má adesão à dieta; ◊ Distúrbios hidroeletrolíticos: hipocalemia e alcalose metabólica; ◊ Desidratação; ◊ Uso de benzodiazepínicos, sedativos ou opioides. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 37 Quadro clínico: Ocorrem alterações da consciência. O quadro vai desde alterações subclínicas, percebidas apenas em testes cognitivos, distúrbios da atenção e inversão do ciclo sono-vigília, ao coma hepático. Ao exame físico, aparece o flapping ou asterix, um tremor de extremidades anteroposterior. Para caracterizar melhor, é usada a classificação de West-Haven para encefalopatia hepática: Critérios de West-Haven para encefalopatia hepática Grau de encefalopatia Manifestação clínica Mínima Nível de consciência e comportamento normal. Testes psicométricos prejudicados Grau I Perda de atenção, inversão do ciclo sono vigília Grau II Letargia, desorientação, comportamento inadequado e flap ping Grau III Sonolência intensa, agitação, hiperreflexia e rigidez muscular Grau IV Coma, pode haver postura de descerebração Tabela 10. Classificação de West-Haven. Fonte: Acervo Medway. Tratamento: O primeiro passo, como já mencionamos, é identificar o fator precipitante. O segundo? Garantir que o paciente evacue! A droga de escolha é a lactulose, administrada via oral (40 a 60 ml/dia), com o objetivo de manter três evacuações pastosas por dia. Nos casos refratários, o tratamento pode incluir neomicina, metronidazol ou rifaximina. Esta última, um antibiótico de ação exclusivamente intestinal, ainda não está disponível no Brasil, mas já é a primeira escolha em alguns países, apresentando bons resultados. Diabetes - do Ambulatório à Emergência 38 SÍNDROME HEPATORRENAL (SHR) É a disfunção renal associada à cirrose avançada e hipertensão portal grave. Pode ser aguda e de rápida instalação (antes chamada de SHR tipo 1) ou de instalação lenta e progressiva (a SHR tipo 2). Geralmente, tem prognóstico ruim. São usados critérios diagnósticos para a definição de SHR. É um diagnóstico de exclusão e todos os abaixo devem estar presentes: ◊ Presença de cirrose com hipertensão portal e ascite; ◊ Aumento de creatinina ≥ 0,3 mg∕dL em 48h ou aumento em ao menos 50% do valor basal em 7 dias; ◊ Ausência de drogas nefrotóxicas; ◊ Ausência de choque; ◊ • Ultrassonografia sem sinais de nefropatia parenquimatosa ou obstrução de vias urinárias; ◊ • Urina 1 com 2 cm na TC ou RM já têm o diagnóstico. Nódulos entre 1 e 2 cm e com AFP > 400 ng∕mL também já têm diagnóstico fechado, não necessitando de biópsia. A B Figura 9. CHC avançado com aspecto em mosaico em TC dinâmica. A: fase arterial conferindo aspecto em mosaico. B: fase tardia demonstrando cápsula. Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-3-CHC-avancado-comaspeto-em- mosaico-em-TC-dinamica-A-fase-arterial-conferindo_fig2_322557528Tratamento: O manejo do hepatocarcinoma depende do tamanho e número de nódulos, classificação de Child e status funcional do paciente. ◊ Até 1 nóduloAulas Flash, com até 10 minutos de duração ◊ 1 ano de preparação para ingressar nas subespecialidades cirúrgicas ◊ IA que personaliza os seus estudos de acordo com seus objetivos (MedBrain) ◊Ultrabanco com +6.500 questões e simulados originais para praticar ◊Aulas com professores subespecialistas que conhecem o padrão das bancas ◊Revisões programadas para rever conteúdos no melhor momento ◊Flashcards e fichas-resumo para memorizar conteúdos ◊ Intensivo R+ de Cirurgia Geral incluso ◊Opção das Aulas Flash com até 10 minutos de duração ◊ 1 ano de preparação para ingressar nas subespecialidades clínicas ◊ IA que personaliza os seus estudos de acordo com seus objetivos (MedBrain) ◊Ultrabanco com +12.000 questões e simulados originais para praticar ◊Aulas com professores subespecialistas que conhecem o padrão de cobrança das bancas ◊Revisões programadas para rever conteúdos no melhor momento ◊Flashcards para memorizar conteúdos e opção das Aulas Flash, com até 10 minutos de duração ◊ Intensivo R3 de Clínica Médica incluso ◊Comunidade com subespecialistas e encontros mensais sobre temas complexos e específicos https://www.medway.com.br/cursos/extensivo-ted/ https://www.medway.com.br/cursos/extensivo-r3-clinica-medica/ https://www.medway.com.br/cursos/extensivo-r-cirurgia/ https://www.medway.com.br/cursos/intensivos/ Diabetes - do Ambulatório à Emergência 47 ◊Curso completo para quem quer ter mais segurança nos plantões ◊Aprenda sobre as principais síndromes e patologias da emergência ◊Simulações realísticas ◊Aulas teóricas e apostilas com conteúdo atualizado ◊Cursos de ECG, IOT e VM ◊Minicurso de USG Point-of-care ◊Curso ideal para quem quer ser capaz de interpretar qualquer ECG ◊Aulas: vá do zero ao especialista ◊Discussões de casos clínicos, questões para treinamento e apostilas completas ◊Flashcards específicos de ECG ◊ECG na prova de residência ◊Para quem quer interpretar qualquer gasometria de forma descomplicada ◊Aulas: vá do zero ao especialista ◊Discussões de casos clínicos, questões para treinamento e apostilas completas ◊Flashcards específicos de Gasometria ◊Gasometria na prova de residência ◊Domine anamnese, preenchimento do prontuário e passagem de visita ◊Exame físico em diversas especialidades e realização de procedimentos ◊Bases do raciocínio clínico e interpretação básica de radiografias ◊Casos clínicos interativos e apostilas para cada aula ◊Ganhe segurança e autonomia na interpretação de radiografias de tórax ◊Aulas ministradas por radiologistas, com correlações com tomografia computadorizada ◊Mais de 100 casos clínicos discutidos ◊Apostilas com casos clínicos e achados de imagem destacados ◊A base para entender como e por que prescrever determinadas drogas ◊Mais segurança para individualizar condutas para seus pacientes ◊Apostilas, trilha de questões de revisão e guia de prescrições https://www.medway.com.br/cursos/psmedway/ https://www.medway.com.br/cursos/gasometria/ https://www.medway.com.br/curso-internato/ https://materiais.medway.com.br/curso-de-radiografia-de-torax https://materiais.medway.com.br/curso-analgesia-e-sedacao-gratuito https://www.medway.com.br/cursos/ecg/ Diabetes - do Ambulatório à Emergência 48 Acesse também: A maneira mais leve e divertida de mandar bem na faculdade de Medicina! Estudo diário com trilhas de estudo, ofensivas, flashcards e questões certeiras. Faça seu desempenho na graduação decolar! Medway Academy Elabore seu currículo de forma rápida e eficiente para aumentar suas chances de conquistar uma vaga na residência médica dos seus sonhos. Tudo de forma 100% gratuita! Medway Currículos A cobertura de concursos e editais das principais residências médicas! Fornece informações essenciais dos editais, notificações de atualizações no processo seletivo e visualização de editais passados. Medway Radar • Finalmente Residente: dicas sobre carreira e entrevistas com especialistas de diversas áreas que mandam o papo reto sobre como é cada residência. • Projeto R1: dicas de estudos, preparação e entrevistas inspiradoras com quem já passou na residência. • Podcast Papo de Clínica: uma parceria entre Papo de Clínica e Medway com o melhor conteúdo sobre hard e soft skills para estudantes e profissionais de Clínica Médica (e de outras áreas também). Medway Podcasts Informe-se com artigos sobre dicas de estudo, instituições de residência médica, atualizações nos processos seletivos, especialidades, carreira, assuntos médicos e muito mais! Blog da Medway https://www.medway.com.br/conteudos/ https://curriculo.medway.com.br/ https://open.spotify.com/show/0ABq7k8gqjnKfMLWAymCYL https://www.medway.com.br/radar-concursos-e-editais https://estude.medway.com.br/academy Diabetes - do Ambulatório à Emergência 49 Ficou com alguma dúvida? Fala com a gente! Garantimos muita atenção e resposta rápida para o que você precisar, seja uma dica de estudos, um desabafo ou uma dúvida em relação aos cursos ou ao conteúdo. Estamos com você até o final, combinado? Grande abraço e sucesso no seu caminho! Queremos fazer parte de cada etapa dele, junto com você até o final. Lembre-se de seguir a Medway nas redes sociais também! Nós adoramos falar com você. 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Introdução Anatomia e histologia do fígado Fibrose hepática e hipertensão por tal Avaliação Inicial Causas de hepatopatia crônica Complicações da cirrose hepática ASCITE PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE) HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA VARICOSA (HDA) ENCEFALOPATIA HEPÁTICA (EH) SÍNDROME HEPATORRENAL (SHR) SÍNDROME HEPATOPULMONAR INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA CRÔNICA AGUDIZADA (ACLF) CARCINOMA HEPATOCELULAR (CHC) Referências bibliográficas Conclusão Nossos cursos Acesse também: Ficou com alguma dúvida?