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Sistemas Orgânicos Integrados III
Parkinson
Curso: Medicina Semestre: 2023.2 Data: 08/09/2023
Aluno: Eduardo Vinicius Lins Pereira
 
Revisar a Morfofisiologia dos núcleos da base
Estas estruturas são responsáveis pela execução de padrões da atividade motora, controle cognitivo das sequências de padrões motores e auxiliam na alteração da cronologia e gradação da intensidade de movimentos. Eles incluem o núcleo caudado, o putâmen, o globo pálido, o subtálamo e a substância negra. Vamos revisar a morfofisiologia dessas estruturas e compreender os distúrbios extrapiramidais relacionados a elas:
· Núcleo Caudado e Putâmen:
· O núcleo caudado e o putâmen são duas estruturas que, juntas, formam o estriado.
· Estas estruturas estão envolvidas no planejamento e na execução de movimentos voluntários.
· Distúrbios que afetam o estriado podem resultar em movimentos anormais, como a coreia (movimentos involuntários e descoordenados) e a discinesia (movimentos involuntários e repetitivos).
· Globo Pálido:
· O globo pálido é uma estrutura que atua como uma via de saída dos núcleos da base.
· Ele regula a inibição dos movimentos indesejados.
· Distúrbios no globo pálido podem levar a hipocinesia (diminuição da atividade motora) e rigidez muscular, características da doença de Parkinson.
· Subtálamo:
· O subtálamo está localizado abaixo do tálamo e é uma parte essencial das vias de comunicação entre os núcleos da base e o córtex.
· Distúrbios no subtálamo podem causar movimentos involuntários e anormais, como hemibalismo (movimentos brutos e involuntários de um lado do corpo).
· Substância Negra:
· A substância negra contém células produtoras de dopamina que desempenham um papel crucial na regulação do movimento.
· A degeneração das células da substância negra está associada à doença de Parkinson, que se caracteriza por tremores, rigidez muscular e bradicinesia (movimentos lentos).
Compreender os distúrbios extrapiramidais
Síndrome Extrapiramidal os sintomas causados por distúrbios nas vias nervosas que são utilizadas para controlar os movimentos voluntários. Entre as condições que apresentam sintomas extrapiramidais temos a Doença de Parkinson, as distonias, ou mesmo, o efeito colateral de medicamentos neurolépticos ou antipsicóticos.
Uma síndrome extrapiramidal pode acontecer como consequência de lesões nos neurônios motores. As lesões talâmicas – principalmente, as vasculares e as tumorais – são as mais frequentes, estando presentes em diversas síndromes clínicas.
A degeneração da substância negra, como ocorre na Doença de Parkinson, é uma das principais causas para sintomas extrapiramidais. Os movimentos involuntários, o sintoma mais comum da patologia, são provocados pela perda dos neurônios motores, que funcionam, principalmente, por ação da dopamina, um neurotransmissor relacionado aos pensamentos, à liberação de prolactina e aos movimentos.
Pacientes que consomem antipsicóticos de primeira geração, como o haloperidol, também podem apresentar esses sintomas. Substâncias como a metoclopramida e a bromoprida, administradas, geralmente, no pronto-socorro em crises de enxaqueca, refluxo e intoxicações alimentares, podem causar a reação extrapiramidal, em que o paciente apresenta os mesmos sintomas.
Diferenciar as síndromes hipocinéticas das hipercinéticas
As disfunções dos gânglios da base podem ser classicamente divididas em dois grupos:
Síndrome hipocinética (parkinsonismo): ocorre comprometimento da substância negra pars compacta, levando a uma redução da atividade do neostriado sobre as vias de saída direta e indireta. Essas alterações promovem intensificação da atividade inibitória do complexo pálido medial/substância negra pars reticulata sobre o tálamo e, conseqüentemente, uma redução da estimulação cortical. O quadro clínico característico compõe-se de bradicinesia, hipertonia plástica, tremor de repouso de baixa freqüência e elevada amplitude, além de instabilidade postural
Síndromes hipercinéticas (Coréia, balismo, distonia e atetose): ocorre comprometimento dos neurônios do neostriado que tem o GABA e a encefalina como neurotransmissores, levando a uma diminuição da atividade inibitória do complexo pálido medial/substância negra pars reticulata sobre o tálamo e conseqüente hiperatividade das projeções do tálamo sobe o córtex.
Estudar o tratamento farmacológico e não farmacológico para o Parkinson
Como a Doença de Parkinson é uma enfermidade incurável e degenerativa, todo o tratamento visa a melhorar seus sintomas e retardar sua progressão. O tratamento estabelecido dependerá da condição em que se encontra o paciente e em que estágio se encontra. Logo de início não são utilizadas medicações, porém o tratamento farmacológico objetiva restabelecer os níveis de dopamina no cérebro, indicado assim que o paciente começa a ter prejuízos com a sintomatologia da doença
Farmacológico:
A levodopa (L-dopa) é a substância mais conhecida e considerada também a terapia medicamentosa mais eficaz no controle dos sintomas, no entanto ela possui reações adversas que variam conforme o paciente.
São várias as drogas que são utilizadas para o tratamento na fase inicial do Parkinson além da levodopa, entre elas: amantadina, anticolinérgicos, inibidores da MAO-B e agonistas dopaminérgicos.
A levodopa funciona da seguinte maneira: quando ingerida em forma de pílula é absorvida no sangue do intestino delgado e viaja pelo sangue até o cérebro, onde é sintetizada e convertida em dopamina, substância necessária para o movimento do corpo. 
O problema é que a levodopa pura produz náuseas e vômitos. Por isso ela é quase sempre administrada em combinação com a droga carbidopa, que previne a náusea. Carbidopa ou Benserazida é também um potenciador de levodopa. Quando adicionada, a carbidopa permite uma dose muito menor de levodopa (80% menos) seja usada, pois ela permite que mais quantidade chegue até o cérebro e ajuda a reduzir os efeitos colaterais de náuseas e vômitos. 
Existe ainda, a opção de tratamento farmacológico de ação local para as distonias. Esta abordagem terapêutica consiste em injeções subcutâneas ou intramusculares de toxina botulínica, que na maioria dos casos, têm apresentado bons resultados.
Quando os sintomas ocorrem devido a uma reação aos medicamentos, a conduta médica consiste em administrar um antídoto, como o biperideno, uma substância antiparkinsoniana que reverte os sintomas rapidamente.
Tratamento Cirúrgico
A intervenção cirúrgica em uma síndrome extrapiramidal é indicada para os pacientes com distonias, Doença de Parkinson e tremores involuntários que não respondem às intervenções farmacológicas.
Entre os procedimentos cirúrgicos, a Estimulação Cerebral Profunda tem sido utilizada com bons resultados. A técnica consiste em estimulação elétrica de alta frequência no cérebro, por meio de eletrodos implantados em regiões específicas, proporcionando alívio imediato ao paciente.
Algumas pessoas não possuem indicação cirúrgica para a Estimulação Cerebral Profunda. Dessa forma, uma avaliação cuidadosa do médico neurocirurgião deve ser realizada para que o procedimento possa beneficiar o paciente, com o alívio de sua sintomatologia e o mínimo de 20 complicações.
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