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ENFERMAGEM-EM-ORTOPEDIA-2 POS GRADUAÇAO

Manual de enfermagem em ortopedia e traumatologia: trata da assistência de enfermagem, cuidados específicos (preparo do paciente, colocação e secagem de aparelho gessado), fraturas, dor e controle, infecção e osteomielite, tratamento e complicações, pré e pós‑operatório, alta e bibliografia.

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1 
SUMÁRIO 
 ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM VOLTADA A ORTOPEDIA E 
TRAUMATOLOGIA ..................................................................................................... 3 
 CUIDADOS ESPECÍFICOS ........................................................................ 9 
 Preparo do paciente .................................................................................. 10 
3.1 Providências anteriores à colocação do aparelho gessado ................ 11 
 SECAGEM DO APARELHO GESSADO................................................... 12 
 Fratura ...................................................................................................... 15 
 FRATURAS E LESÕES ............................................................................ 17 
 DOR E SEU CONTROLE ......................................................................... 18 
 História da Dor .......................................................................................... 18 
8.1 Grau de Gravidade e Contaminação da Fratura Exposta................... 19 
8.2 Infecção .............................................................................................. 19 
8.3 Tratamento Inicial ............................................................................... 20 
8.4 Exames .............................................................................................. 20 
8.5 Antibióticos e Tétano .......................................................................... 21 
8.6 Testes ................................................................................................. 21 
8.7 Tratamento ......................................................................................... 22 
8.8 Desbridamento e irrigação ................................................................. 22 
8.9 Tratamento da Fratura........................................................................ 24 
8.10 A fixação externa ............................................................................ 24 
8.11 Complicações .................................................................................. 25 
8.12 Raio-x do osso do braço com osteomielite...................................... 27 
8.13 Como tratar a osteomielite .............................................................. 28 
8.14 Amputação para osteomielite .......................................................... 28 
8.15 Outras complicações da osteomielite .............................................. 28 
8.16 Sintomas de osteomielite ................................................................ 28 
 
2 
 PRÉ-OPERATÓRIO ................................................................................. 29 
 PÓS-OPERATÓRIO .............................................................................. 31 
 PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE ........................................................... 36 
 ALTA HOSPITALAR .............................................................................. 36 
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 38 
 
 
 
3 
 ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM VOLTADA A ORTOPEDIA E 
TRAUMATOLOGIA 
 
Fonte: www.einstein.br 
 
...” Todos nós temos problemas que não gostamos de lembrar, que achamos 
feios, doloridos, sujos, e os escondemos dos outros como feridas feias e infectadas. 
Alguns colocam ataduras que envolvem as estruturas vizinhas para camuflá-las, tal 
como um tornozelo enfaixado...” 
“.... Também estas feridas necessitam de tratamento, embora o tempo se 
comprometa, na maioria das vezes, a cicatrizá-las por segunda intenção. Se 
expusermos nossas feridas, realizaremos as limpezas necessárias em nossas mentes 
se em nosso interior, poderemos abreviar o tempo do sofrimento. Algumas vezes 
ficarão cicatrizes, que irão para sempre nos lembrar as lições que a vida nos 
ofertou...”Para o tratamento de feridas alguns requisitos básicos são necessários: 
conhecimento, dedicação, paciência, determinação, carinho e amor...” (SILVEIRA, 
2006) 
 
http://www.einstein.br/
 
4 
Ortopedia é a especialidade médica que utiliza métodos clínicos, físicos e 
cirúrgicos para tratar, corrigir enfermidades, lesões e deformidades ósseas, dos 
músculos, dos tendões, articulações e ligamentos, e tudo o que relaciona-se ao 
aparelho locomotor, ao sistema esquelético e estruturas associadas. (TEIXEIRA, 
2014). 
A Ortopedia abrange doentes em todas as idades e todas as patologias, desde 
crianças recém-nascidas com o pé boto ou luxação congênita da anca, até fraturas do 
colo do fêmur em idosos. Por isso, os enfermeiros em Ortopedia devem estar 
preparados para responder eficazmente a todas as situações que lhes são 
apresentadas. Parece haver, no entanto, uma tendência para desvalorizar a inclusão 
de temas relacionados com a Ortopedia, sobretudo, as técnicas de execução dos 
vários cuidados de enfermagem. 
O objetivo principal da atuação do Enfermeiro de Ortopedia e Traumatologia é 
prevenir, promover e restabelecer a saúde dos indivíduos que podem vir a 
desenvolver ou já desenvolveram alterações musculoesqueléticas. O Curso de Pós-
Graduação em Enfermagem de Ortopedia e Traumatologia proporciona ao Enfermeiro 
competências para atuar na prevenção e correção de alterações no âmbito do sistema 
musculoesquelético, orientando o exercício dos cuidados, no sentido de trabalhar em 
colaboração e articulação numa equipe multidisciplinar, assegurando a partilha, 
reciprocidade e complementaridade de conhecimentos e práticas de trabalho eficazes, 
assim como incorpora, na sua prática, os conhecimentos e técnicas adequados à 
prestação de Cuidados de Enfermagem em Ortopedia e Traumatologia.As duas 
vertentes principais da ortopedia são concentradas na prevenção e correção das 
lesões que poderá ser abordada com o tratamento não cirúrgico ou cirúrgico. 
Inicialmente a Ortopedia era focada no cuidado com crianças que 
apresentavam deformidades dos membros e problemas na coluna. Atualmente, 
pessoas com diversas faixas etárias são encaminhadas para acompanhamento e 
tratamento ortopédico principalmente devido ao aumento do número de praticantes 
de alguma atividade física e envelhecimento populacional progressivo. 
A doença ortopédica tem evolução lenta, geralmente dolorosa, e compromete 
as atividades diárias e a qualidade de vida do seu portador. Os traumas ortopédicos 
têm surgimento súbito e podem trazer grandes comprometimentos físicos, emocionais 
e sociais. Essas injúrias ao sistema musculoesquelético podem desencadear eventos 
 
5 
que comprometem direta ou indiretamente outros sistemas e, por isso, devem sofrer 
intervenção imediata. 
Conhecer os aspectos que podem influenciar a aprendizagem e a qualidade da 
assistência de enfermagem traumato-ortopédica permitirá reavaliação do processo 
ensino-aprendizagem no curso de graduação, a partir das reais necessidades do 
estudante e da assistência na especialidade. 
A enfermagem tráumato-ortopédica é uma área especializada, relacionada à 
assistência em situações de doenças, processos congênitos e do desenvolvimento, 
traumas, distúrbios metabólicos, doenças degenerativas, infecções e outros 
comprometimentos que atingem o sistema musculoesquelético, articular e o tecido 
conjuntivo de suporte. Essa área compreende problemas de saúde clínicos, cirúrgicos 
e de reabilitação, que podem ser classificados em agudos, crônicos ou inabilitantes 
(CAMERON; ARAÚJO, 2011) 
 O estudo em enfermagem traumato-ortopédica foi apontado como tendo 
importância significativa na formação do futuro enfermeiro. Entre os diversos aspectos 
da aprendizagem do estudante universitário destacam-se o desenvolvimento de suas 
capacidades intelectuais, de suas habilidades humanas e profissionais, bem como e 
atitudes e valores integrantes à vida profissional. Assim, se estabelece que uma base 
bem estruturada de conhecimento é fundamental para cuidar,com segurança e 
eficiência, em enfermagem traumato-ortopédica, significando que não é possível o 
desempenho do cuidado a esse tipo de clientela, sem preparação prévia. 
O encontro dos estudantes de Enfermagem com as diversas faces do cuidar 
permite a inserção do novo, pela aquisição de conhecimentos, até nos momentos de 
apreensão e medo relacionados ao seu enfrentamento. Sem que eles percebam, as 
experiências boas e as ruins os enriquecem como pessoas e futuros profissionais. A 
internalização do cuidado como valor requer progresso sequencial que se desenvolve 
com o tempo, enquanto os estudantes evoluem na sua formação, de prática guiada a 
uma prática de cuidado independente. 
É bastante frequente, ouvir-se comentários de enfermeiras e de estudantes de 
enfermagem, de que sua atuação nas unidades de Ortopedia e Traumatologia é 
limitada e se resume numa rotina a ser obedecida. Diante desta conceituação, 
achamos oportuno tecer algumas considerações sobre a atuação dos enfermeiros 
nesta especialidade, tendo em vista que este campo está ainda pouco explorado. 
Julgamos que uma das causas do desconhecimento deste campo por parte dos 
 
6 
enfermeiros e estudantes seja a reformulação do Currículo Mínimo nas escolas de 
enfermagem, que incluiu a Enfermagem em Ortopedia dentro da disciplina de 
enfermagem Médico-Cirúrgica. 
Por outro lado, as escolas de enfermagem para atingirem seus objetivos 
precisam oferecer ao estudante, oportunidade para estágio em todas as 
especialidades. Isto nos parece natural, uma vez que o enfermeiro precisa 
acompanhar o progresso científico. Em consequência da atual distribuição, é comum 
verificar-se que o período de experiência na unidade de Ortopedia fica representado 
na vida do estudante, apenas como "uma passagem", um "estágio de observação”. É 
do conhecimento geral, que atualmente os acidentes de trânsito são muito mais 
numerosos e violentos, fazendo um número elevado de vítimas que necessitam de 
cuidados especiais incluindo os recebidos na unidade de Traumatologia e Ortopedia. 
 E, como assistir esse paciente e sua família, em tais circunstâncias? Estamos 
preparados para oferecer o que o paciente e sua família esperam receber do Hospital? 
As informações e oportunidades oferecidas pelas escolas de enfermagem durante o 
estudo da disciplina Médico-Cirúrgica são suficientes para dar à enfermeira (o) 
segurança para atuar junto ao paciente? Poderão ser estas informações, 
fundamentais para a escolha do campo de trabalho, pelo profissional recém-formado? 
Um dos primeiros aspectos a ser considerado numa unidade de Traumatologia, é que 
o indivíduo que ocupa o leito hospitalar era salvo algumas exceções, sadio e ativo, até 
o momento em que ocorreu o acidente. 
As consequências podem ser mais ou menos graves para o indivíduo, 
dependendo da violência do impacto. O diagnóstico médico pode variar desde fraturas 
simples até fraturas complicadas de membros, coluna, bacia ou costelas, sem 
esquecer-se de mencionar os extensos e graves ferimentos descolantes e as 
amputações traumáticas. 
 
 
7 
 
Fonte: www.congregar.acsc.org.br 
Numa lógica de parceria terapêutica estabelecida, sempre que possível, com a 
pessoa doente ou cuidadores, o Enfermeiro planeja de forma sistemática os cuidados, 
enfatizando os seguintes aspectos: 
- Alívio da dor; 
- Alterações da mobilidade; 
- Integridade cutânea; 
- Estado nutricional; 
- Variações dos sinais neurovasculares dos segmentos; 
- Autonomia; 
- Identificação e controlo de risco; 
- Apoio familiar e social; 
- Educação para a saúde; 
- Estratégias de coping. 
O grande Risco de infecção, Integridade da pele prejudicada e Integridade 
tissular prejudicada, associados, devem ser motivo de atenção especial para a equipe 
de enfermagem. A avaliação periódica de lesões, incisões cirúrgicas, inserção de 
drenos e trações, seguida da prescrição adequada de curativos de acordo com a 
evolução do paciente deve ser prioridade para o enfermeiro. Na busca de melhor 
atender esta clientela, o enfermeiro deve utilizar-se diagnósticos de enfermagem em 
pacientes internados pela clínica ortopédica em unidade médica-cirúrgica, com o 
 
8 
objetivo de melhorar cada vez mais a qualidade do seu trabalho, fundamentado em 
conhecimentos científicos, uma vez que os diagnósticos de enfermagem permitem a 
identificação das necessidades de cuidados sobre os quais é preciso intervir. 
Merece atenção especial, os pacientes politraumatizados que além de fraturas 
múltiplas, estão sujeitos a apresentar comprometimento neurológico - pelo trauma 
craniano; urológico - pelo trauma da pelve; respiratória pelo trauma de tórax, 
circulatório - em consequência da própria fratura e/ou deslocamento, ou ainda lesão 
dos órgãos internos - pela violência do choque. 
Sabe-se que o paciente traumatizado, apesar de apresentar fraturas 
aparentemente simples, está sujeito a complicações tardias no seu funcionamento 
geral e, o que dizer dos politraumatizados? 
Ambos necessitam receber, por parte do enfermeiro, uma atuação efetiva e 
segura que, através de observação acurada, poderá detectar sinais e sintomas que 
exijam ação imediata do médico assistente. Nesta fase, muitas vezes o tratamento 
traumatológico se limita à aplicação de medidas de urgência, que permitem uma 
imobilização provisória do membro ou região afetada, tendo como objetivos reduzir a 
dor e favorecer a melhoria do estado geral. É aqui, junto ao paciente, que o enfermeiro 
precisa aplicar seus conhecimentos de enfermagem geral, que, concomitantemente 
aos recursos terapêuticos poderão decidir sobre o futuro daquele indivíduo sadio, que 
assumiu bruscamente o papel de paciente. 
Ultrapassada a fase crítica, o paciente é submetido ao tratamento 
traumatológico específico, sob forma de tração trans-esquelética, cirurgia ou 
colocação de aparelho de gesso, ou ainda, de dois ou mais tratamentos combinados. 
É nossa intenção, proceder a uma abordagem de enfermagem em relação aos 
tratamentos acima mencionados, procurando dessa forma, contribuir para 
complementar as informações recebidas nos cursos de Enfermagem. 
Nesta oportunidade, abordaremos aspectos da assistência de enfermagem a 
ser prestada aos pacientes com aparelho gessado, tendo em vista a identificação das 
suas necessidades. 
 
9 
 CUIDADOS ESPECÍFICOS 
 
Fonte:irp-cdn.multiscreensite.com 
A Ortopedia e Traumatologia foi dentre os diversos ramos da medicina um dos 
que mais precocemente surgiu na evolução histórica. A imobilização dos segmentos 
corpóreos comprometidos passou por diversas fases até que Antonius Mathijsen, em 
1852, introduziu a atadura gessada, método este que se mostrou de tal maneira 
eficiente que ainda não encontrou substituto ideal até nossos dias. 
 O gesso é constituído por sulfato de cálcio, retirado da natureza, que por 
processo especial o gesso em pó é distribuído entre as ataduras de malha que serve 
de suporte. A água aquecida é ainda o processo acelerador de melhor resultado. 
(CAMPOS, 2016) 
 
 
 
10 
 PREPARO DO PACIENTE 
 O período de imobilização com um aparelho de gesso, em geral é longo e é 
necessário que o paciente seja ajudado pela enfermeira, a compreender e suportar 
esta modalidade de tratamento. O sentimento de aprisionamento, a impossibilidade 
de locomoção quando são mobilizados os membros inferiores e/ou bacia, levando a 
uma situação de dependência para atendimento de algumas necessidades 
fisiológicas, são os fatores que mais assustam o paciente. Na fase que antecede a 
colocação do aparelho de gesso a enfermeira precisa interpretar para o paciente e 
família a importância do tratamento, com vistas na recuperação do seu funcionamento 
efetivo. Uma atitude serena e compreensiva pode encorajar o paciente a expor suas 
ansiedades relativas ao tratamento e possibilitar à enfermeira, melhores condições 
para ajudá-lo nas suas dificuldades futuras.- Preparo da pele - a limpeza rigorosa e cuidadosa da região que vai ser 
imobilizada com aparelho de gesso, é a próxima etapa do trabalho. Somente após a 
remoção da sujeira, com água e sabão, é que o paciente está pronto para receber o 
aparelho gessado. 
No caso de imobilização de membro inferior, as unhas dos pés devem ser 
aparadas e limpas. Merecem atenção específica, a limpeza e secagem dos espaços 
interdigitais evidência de qualquer ferimento ou de lesão dermatológica localizada na 
região a ser imobilizada, assim como de lesão sistêmica, o médico deverá ser 
informado, antes da confecção do aparelho de gesso. 
 
As principais indicações dos aparelhos gessados podem ser resumidas em: 
 
 1. Imobilizar provisoriamente uma fratura. 
 2. Imobilizar uma fratura reduzida. 
 3. Imobilizar membro com traumatismo mesmo sem fratura. 
 4. Imobilizar articulação com processo infeccioso. 
 5. Imobilizar mantendo correção de deformidades. 
 6. Imobilizar uma região operada. 
 
 
11 
3.1 Providências anteriores à colocação do aparelho gessado 
- Antecedendo a aplicação das ataduras gessadas, é necessário proteger a 
pele da região a ser imobilizada, contra possíveis lesões posteriores. Utiliza-se malha 
tubular e algodão ortopédico bem distribuído, para revestir a região. As proeminências 
ósseas merecem atenção especial por estarem mais sujeitas à compressão; o 
acolchoamento com algodão ortopédico ou feltro poroso oferece a proteção desejada. 
O acabamento das bordas do aparelho gessado merece cuidado especial, com 
o propósito de prevenir escoriações na pele e enfraquecimento do gesso. Rebate-se 
a extremidade da malha tubular sobre as bordas do gesso e passa-se nova camada 
de atadura gessada, para fixar as extremidades da malha. 
- Transporte e acomodação do paciente, as condições do leito no qual vai ser 
acomodado um paciente com aparelho gessado, são de relevante importância no seu 
tratamento. Em se tratando de paciente com aparelho que envolve grande área 
corporal-pelvi-podálico, calção gessado, colete gessado, minerva gessada - é de se 
esperar que o peso do seu corpo acrescido do peso do aparelho exerça grande 
pressão sobre o colchão. Este deve ser firme e estar apoiado sobre estrado também 
firme, para prevenir afundamento das áreas mais pesadas. 
A cama deve ser do tipo ortopédico - alta e com trapézio - de modo a facilitar o 
trabalho executado pelo pessoal de enfermagem. 
Uma vez selecionada a cama e o colchão, é necessário reservar travesseiros 
revestidos de plástico, para ajudar a manter a forma do aparelho gessado e apoiar o 
corpo do paciente. 
O aparelho gessado, quando molhado, está sujeito a sofrer alteração na sua 
modelagem, portanto, a manipulação do paciente com aparelho recentemente 
confeccionado precisa ser bastante cuidadosa, para evitar áreas de compressão. 
Estas, produzindo deformidades no gesso, podem levar a consequências às vezes 
gravíssimas, tais como lesões vasculares, neurológicos e de pele. Recomenda-se, 
portanto, que ao recebermos um paciente com aparelho molhado, se solicite a 
participação de outras pessoas para acomodá-lo no leito; estas devem suportar a 
região envolvida pelo aparelho de gesso, com as mãos espalmadas e os dedos 
levemente fletidos; assim procedendo, o peso do paciente é distribuído entre as 
pessoas, sem haver excesso de solicitação de força, o que poderia levar a flexão dos 
 
12 
dedos; além disto, proporciona-se segurança ao paciente e protege-se as pessoas 
que o manipulam. 
Uma vez acamado o paciente, deve-se apoiá-lo com travesseiros, procurando 
sempre manter as posições exigidas pela modelagem do aparelho. É necessário 
reconhecer, que na maioria das vezes, as posições exigidas pelo tratamento podem 
levar o paciente a um enorme desconforto, como no caso de colete ou aparelho 
minerca em posição de hiperextensão. As manifestações de ansiedade, inquietação 
ou irritabilidade exigem da enfermeira: compreensão, solicitude e observação 
acurada. 
Quando é colocado aparelho gessado nos membros, as extremidades devem 
permanecer elevadas, de forma a favorecer a circulação de retorno e reduzir as 
possibilidades de edema e compressão. 
 SECAGEM DO APARELHO GESSADO 
Para favorecer a evaporação da água e ajudar a secagem do aparelho, é 
necessário deixá-lo descoberto. As partes do corpo não incluídas no aparelho, pelo 
contrário, deverão estar protegidas ou cobertas, incluindo os artelhos, que podem ser 
envolvidos com algodão ortopédico. Assim procedendo, estamos prevenindo perda 
de calor corporal. 
Além da aeração, o calor ambiente favorece a secagem mais rápida do 
aparelho, portanto, sempre que possível, deve-se levar o paciente ao sol. 
Uma vez terminada a secagem de uma das faces do aparelho, deve-se mudar 
a posição do paciente, para completar a evaporação da água na outra face. 
- Mudanças de posição - Sabe-se que a permanência contínua numa mesma 
posição pode ocasionar uma série de distúrbios. Estes podem ser mais sérios no 
paciente imobilizado com aparelho gessado; apesar do seu revestimento interno ser 
de algodão, é possível a formação de escaras nas regiões encobertas pelo aparelho. 
Por vezes o paciente recusa-se a mudar de decúbito, por receio de cansar-se mais 
facilmente. Para oferecer-lhe maior segurança, devem-se planejar com ele mudanças 
frequentes de decúbito, de forma a alternar a compressão das áreas corporais. O 
conforto do paciente depende da utilização de travesseiros e coxins que servem para 
 
13 
suportar as várias regiões do corpo, independente do tipo de aparelho para ele 
indicado. 
 
 
Fonte: .researchgate 
 
Um paciente com pelvipodálico (imagem acima) ou calção gessado poderá 
permanecer em posição ventral, desde que sejam mantidas as curvaturas do aparelho 
e seu corpo fique relaxado no leito. Isto se consegue, colocando-se um travesseiro 
sob o tronco e outro apoiando os membros inferiores, deixando os artelhos livres do 
contato com o colchão. 
Sempre que se vai mudar o decúbito do paciente com aparelho pelvipodálico 
ou calção, deve-se fazê-lo girar, sobre o lado não afetado. Este critério deve também 
ser adotado, quando se coloca o paciente em decúbito lateral. 
- Conservação do aparelho - A eficiência do tratamento através do uso de 
aparelho gessado depende dos cuidados que devem ser dispensados para manter a 
sua dureza e integridade. Um aparelho amolecido ou quebrado pode alterar 
totalmente o curso do tratamento. É importante que, ao serem atendidas as 
necessidades de higiene e eliminação do paciente, seu aparelho seja protegido contra 
a umidade. Proporciona-se melhor proteção, nos pacientes com aparelhos que 
incluam a pelve, colocando-se um impermeável e papel absorvente na parte posterior 
do recorte do aparelho, quando há necessidade de usar a comadre. Nesta ocasião, 
eleva-se a cabeceira da cama e apoia-se a região dorso-lombar com um travesseiro 
 
14 
colocado no sentido longitudinal. Este recurso, além de reduzir o desconforto pelo uso 
da comadre, favorece a eliminação, através da ação da gravidade e evita que o 
aparelho entre em contato com fezes e urina. Caso o aparelho fique molhado ou sujo, 
a secagem e redução dos odores são conseguidas através das mudanças de decúbito 
e exposição do paciente ao sol. 
Quando não é utilizada malha tubular para confecção do aparelho, deve-se 
aplicar nas suas bordas tiras justapostas de esparadrapo. Estas, pelo fato de fixarem 
também o algodão interno, impedem o enfraquecimento dos bordos, pela fricção 
contínua do aparelho no leito. 
Para proporcionar uma assistência eficiente ao paciente em Ortopedia, é 
indispensável que o enfermeiro desenvolva habilidade para identificar sinais e 
sintomas das complicações a que os mesmos estão sujeitos. A manipulação das 
partes do corpo do paciente, durante o preparo do aparelho gessado, pode 
condicionar a dor, no entanto, não é suficiente conhecer este aspecto,é necessário 
que as reações globais do paciente sejam acompanhadas pela enfermeira. A 
presença de dor pode estar relacionada também a compressão ou garroteamento que 
talvez tenha ocorrido no momento de aplicar o algodão e as ataduras. É indispensável, 
portanto, verificar nos pacientes cujos membros estão inclusos no aparelho, a 
coloração das extremidades - cianose ou palidez, possível alteração de temperatura 
local em relação ao outro membro, alteração da sensibilidade, presença de edema, 
possibilidade de movimentação dos artelhos e possíveis manchas de sangue no 
aparelho gessado. Uma vez que se identifique qualquer sinal de alteração, embora o 
paciente não se queixe de dor, o médico precisa ser imediatamente informado, pois 
pode estar ocorrendo alguma complicação, cuja consequência pode ser lesão nervosa 
ou vascular. 
É desnecessário comentar sobre a importância das anotações completas e 
precisas que devem ser feitas no prontuário, sobre as observações realizadas e as 
providências tomadas. Com muita frequência, a intervenção médica se limita a um 
período inicial de observação, quando todos os controles mencionados devem ser 
rigorosamente registrados, de forma a seguir a evolução do problema. A partir de 
então, o médico decide sobre a próxima conduta. 
 
 
15 
 
Fonte: www.brasil.gov.br 
 FRATURA 
A Fratura é uma condição caracterizada pela solução de continuidade e do 
tecido ósseo. A característica morfológica de uma fratura depende da energia 
envolvida no trauma. A fórmula da energia cinética é o que melhor permite 
entender as variáveis envolvidas na magnitude de um trauma. A velocidade 
com que ocorre o impacto é mais relevante do que a massa do objeto que 
colide com o osso. isso é o que explica traumas de alta energia 
proporcionados por projéteis de arma de fogo, que apresentam baixa massa 
e alta velocidade. (MOTA; apud BARROS, 2017) 
Conforme dito acima,uma fratura exposta em geral ocorre devido a um trauma 
de alta energia, isso provoca além da fratura uma intensa lesão nas partes moles, em 
alguns casos a lesão de partes moles é tão grave que mesmo com a cura do osso o 
membro não volta ao seu status, ou seja, não volta exatamente o que era antes e o 
paciente fica com uma sequela. E toda fratura onde ocorre comunicação dos 
fragmentos dos ossos quebrados com o meio externo. No caso das fraturas de bacia 
a perfuração do Reto, da Vagina e do intestino também são consideradas fraturas 
expostas. Não há a necessidade do osso ficar aparecendo, basta que o fragmento 
ósseo tenha perfurado a pele já é uma fratura exposta. Podemos dizer que os maiores 
problemas são dois. Primeiro o risco de infecção, importantíssimo e a lesão de partes 
moles. As fraturas expostas frequentemente envolvem mais danos aos músculos, 
tendões e ligamentos que as fraturas fechadas, eles têm um maior risco de 
complicações e levam mais tempo para curar. Este tipo de fratura é particularmente 
http://www.brasil.gov.br/
 
16 
grave, porque uma vez que a pele é lesada, uma infecção da ferida ou osso pode 
ocorrer. As fraturas expostas são causadas por trauma de alta energia, geralmente a 
partir de um trauma direto, como a de uma colisão de automóveis ou queda de uma 
moto ao mesmo um acidente no esporte. Na fratura exposta, a extremidade quebrada 
do osso rasga os tecidos moles e sai através da pele. Por causa da energia necessária 
para causar esses tipos de fraturas, os pacientes muitas vezes têm lesões adicionais 
- alguns com potencial risco de vida - e que necessitam de tratamento. Há uma taxa 
de 40% a 70% de trauma associado em outras partes do corpo, quando existe uma 
fratura exposta. As fraturas expostas podem variar significativamente em termos de 
gravidade. Por exemplo, uma fratura exposta pode ser uma ferida pequena, um 
pontinho apenas alguns milímetros de diâmetro. O osso pode ou não ser visível na 
ferida. Outras fraturas expostas podem expor ossos e músculos e pode danificar 
seriamente os nervos e os vasos sanguíneos circundantes. As fraturas expostas 
representam um espectro de lesões: Em primeiro lugar, o problema subjacente básico 
de uma fratura; em segundo lugar, a exposição do osso quebrado e exposto no 
ambiente e, por conseguinte, a contaminação do local da fratura. 
 
Fonte: www.idoctor.com.br 
 
17 
 FRATURAS E LESÕES 
 
Fonte:www.alongamento-osseo.med.br 
Vários fatores podem influenciar a gravidade da fratura exposta. Por exemplo, 
os ossos podem ser quebrados transversalmente, longitudinalmente, e em vários 
pedaços (Fratura cominutiva). Quanto maior a energia cinética, mais a quantidade de 
fragmentos se torna maior a lesão de partes moles associada. Um trauma direto pode 
rasgar e esmagar pele e os tecidos moles, bem como osso. Se o osso quebra, pode 
haver um grande número de fragmentos que podem penetrar nos tecidos 
neurovasculares e tecidos moles circundantes causando uma lesão ainda mais grave 
e propagando a contaminação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 DOR E SEU CONTROLE 
 
 
Fonte: pilates.com.br/tratamentodador 
A dor é uma experiência universal. Todos os seres humanos, exceto os 
portadores de insensibilidade congênita a dor, um raro distúrbio genético, 
experimentam tal sensação uma infinidade de vezes durante sua existência. A 
Internacional Association for the Study of Pain (IASP) define a dor como uma 
experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão real ou 
potencial dos tecidos. Na ausência de sensibilidade dolorosa, estímulos nocivos 
evoluem com danos para o organismo, ou seja, a dor exerce uma função protetora 
fundamental para os seres vivos. (MOTA; apud BARROS, 2017) 
 HISTÓRIA DA DOR 
Segundo Mota, a dor era entendida, nas culturas mais remotas, como 
manifestação de uma invasão do corpo por forças sobrenaturais como demônios e 
espíritos. Provavelmente, o fenômeno transcultural da trepanação craniana era 
realizado nesse contexto histórico, e há, inclusive, evidências do uso de folhas de coca 
como anestésico local durante o procedimento em culturas peruanas. No Egito antigo, 
várias invocações a Horus e outras divindades eram feitas para aliviar cefaleias 
 
19 
unilaterais. Egípcios, gregos, romanos e asiáticos utilizavam ópio, um derivado da 
semente de papoula, como analgésico. Gregos e romanos promoviam terapias 
elétricas com enguias em membros dolorosos, submersas ou acopladas a um ponto 
dolorosos de cefaleia. 
8.1 Grau de Gravidade e Contaminação da Fratura Exposta 
O ambiente onde ocorre a fratura exposta afetará o grau de contaminação - 
sujeira, cacos de vidro ou tecido, pode ser conduzido para dentro da ferida. Saber 
onde ocorreu a lesão - um curral, local industrial, rua da cidade, campo de batalha - 
dá ao seu médico uma visão sobre quais os tipos de contaminantes a fratura pode ter 
sido exposta. 
8.2 Infecção 
Embora fraturas abertas estejam associados com um aumento da taxa de 
infecção, este depende de muitas variáveis. Em geral, quanto maior o dano ao osso, 
tecidos moles, nervos e vasos sanguíneos, maior o risco de infecção. 
Uma infecção óssea pode ser difícil de eliminar. Ele pode requerer tratamento 
com antibióticos a longo prazo, bem como várias cirurgias. Em alguns casos graves, 
amputar o membro infectado é a única maneira de parar a infecção. A prevenção da 
infecção é o foco do tratamento precoce para as fraturas expostas. 
 
 
20 
 
Fonte: www.clinicaecirurgiadope.com.br 
8.3 Tratamento Inicial 
Na sala de emergência, um médico irá avaliar e estabilizar todos os sinais vitais 
e verificar se há lesões adicionais. O médico irá perguntar como ocorreu o acidente e 
como era o local, além de questionar sobre outros problemas médicos, tais como 
diabetes. O seu médico também necessita saber se o paciente toma qualquer 
medicação. 
8.4 Exames 
A maioria das fraturas abertas são óbvias porque o osso é visível - ou saliente 
através da pele ou dentro de uma ferida.Algumas fraturas expostas são mais sutis. 
Portanto, quando há qualquer ferida na mesma área do que uma fratura, presume-se 
ser uma fratura exposta, a saída de sangue com gotículas de gordura confirma o 
diagnóstico. 
Uma fratura exposta deve ser tratada o mais breve possível. O objetivo de seu 
médico é evitar a infecção, pois a infecção pode impedir ou atrasar a cicatrização da 
fratura. 
 
http://www.clinicaecirurgiadope.com.br/artigos/20
 
21 
 
8.5 Antibióticos e Tétano 
Os antibióticos são iniciados o mais cedo possível na sala de emergência. A 
gravidade da lesão determina quais os antibióticos são administrados. A vacinação 
contra o tétano também deverá ser checada. 
 
 
Fonte: www.vivamelhoronline.com 
8.6 Testes 
Raios-X vai mostrar o seu médico o quão complexo é a fratura. Estas 
imagens mostram quantos pedaços de osso existem, assim como a extensão do 
deslocamento (lacunas entre as peças quebradas). 
 
22 
 
Fonte: www.quadrilcirurgia.com.br 
 
 
8.7 Tratamento 
Os objetivos do tratamento para fraturas expostas são para prevenir a infecção, 
colar os ossos quebrados e restaurar a função. 
8.8 Desbridamento e irrigação 
 
http://www.quadrilcirurgia.com.br/
 
23 
 
Fonte: gramhane 
Os primeiros passos para controlar o risco de infecção é o desbridamento e a 
irrigação. 
Desbridamento. Durante este procedimento, o cirurgião irá remover toda a 
sujeira, bem como toda a pele contaminada e morta, músculos e outros tecidos moles 
conforme ilustração acima. O osso também é limpo de toda a sujeira e outros materiais 
estranhos. Quaisquer peças soltas de osso são removidas. Fragmentos ósseos 
severamente contaminados também são descartados. Esta perda de massa óssea 
pode ser corrigida mais tarde com cirurgias adicionais. 
Irrigação. Após desbridamento, a ferida é lavada e irrigada com vários litros de 
solução salina. 
 
24 
8.9 Tratamento da Fratura 
É importante estabilizar os ossos quebrados, logo que possível para evitar mais 
danos nos tecidos moles. Os ossos quebrados em uma fratura exposta normalmente 
são mantidos no lugar através de métodos de fixação externa ou interna. Estes 
métodos necessitam de cirurgia. 
A fixação interna. Durante a operação, os fragmentos do osso são 
reposicionados primeiro (reduzida) para o seu alinhamento normal, e, em seguida, 
realizada uma osteossintese com os parafusos especiais ligando placas de metal com 
superfície externa do osso. Os fragmentos também podem ser mantidos juntos 
através da inserção de hastes da medula do osso, no centro do osso. Este método de 
tratamento pode reposicionar os fragmentos da fratura. Fraturas expostas podem 
incluir danos nos tecidos e ser acompanhada de lesões adicionais, pode demorar 
algum tempo antes que possamos realizar a cirurgia de fixação interna com 
segurança. 
8.10 A fixação externa 
Dependendo da lesão, o ortopedista pode usar a fixação externa para prender 
osso em um alinhamento geral. Na fixação externa, pinos ou parafusos são colocados 
no osso partido acima e abaixo do local da fatura. Em seguida, o cirurgião ortopédico 
reposiciona os fragmentos ósseos. Os pinos ou parafusos estão ligados a uma barra 
de metal ou barras de fora da pele. Este dispositivo é um quadro de estabilização que 
mantém os ossos na posição adequada. 
 
25 
 
Fonte: www.rbcp.org.br 
Fraturas expostas menores. Para lesões menos graves com contaminação 
mínima, a fratura pode ser estabilizada com fixação interna uma vez que a ferida foi 
completamente debridado. 
Fraturas expostas graves. Fraturas expostas mais graves são normalmente 
primeiro estabilizadas usando fixação externa. Este tratamento vai manter os ossos 
no lugar até que a ferida possa tolerar um procedimento de fixação interna. 
Feridas complexas. Em alguns casos de fraturas abertas, uma grande 
quantidade de tecidos moles é lesada e a ferida é demasiada grande para ser fechado. 
Esta fratura exposta não pode ser fechada com pontos. Dependendo da quantidade 
de partes moles perdidas, estas feridas complexas podem ser cobertas por meio 
externos e de locais distantes. 
8.11 Complicações 
As fraturas expostas são lesões graves e, portanto, complicações graves estão 
associadas com elas. A infecção é a complicação mais comum de fraturas expostas. 
A infecção pode ocorrer mais cedo, durante a fase de cicatrização da fratura, ou 
mesmo mais tarde. Em geral, quanto maior a extensão dos danos no tecido mole, 
 
26 
maior é o risco de infecção. Se uma infecção se torna crônica (osteomielite), pode 
levar a novas cirurgias e amputações. 
As fraturas expostas podem ter dificuldade de cicatrização. Se a sua fratura não 
cicatriza, uma nova cirurgia pode ser necessária. Cirurgia para promover a cura 
normalmente inclui a colocação de um enxerto de osso ao longo da fatura, bem como 
novos componentes de fixação interna 
Síndrome compartimental aguda pode se desenvolver. Esta é uma condição 
dolorosa que ocorre quando a pressão no interior dos músculos constrói a níveis 
perigosos. A não ser que a pressão é aliviada mais rapidamente, invalidez e morte do 
tecido pode ocorrer. 
O sucesso do tratamento de uma fratura também depende muito da 
cooperação do paciente. Exercícios durante o processo de cura e, após a cura de 
ossos são essenciais para ajudar a restaurar a força muscular normal, mobilidade 
articular e flexibilidade. O seu médico irá fornecer-lhe um plano de exercícios de 
reabilitação, ou recomendar visitas de fisioterapia, não aceite sugestões de leigos e 
de pessoas que não lhe estão acompanhando. O seu médico irá conversar com você 
sobre as suas preocupações e expectativas razoáveis e também poderá discutir o 
impacto que sua lesão pode ter sobre as atividades da vida diária, trabalho, 
responsabilidades familiares, e realidades recreativas. 
 
 
Fonte: www.gazetadopovo.com.br 
 
27 
Abordar a assistência de enfermagem no pré e pós-operatório pode parecer 
desnecessário e até repetitivo, pelo fato de ser um dos primeiros assuntos enfatizados 
na disciplina de Enfermagem Médica Cirúrgica, além de ser um dos problemas do 
nosso dia a dia de trabalho. Da mesma forma que há uma série de aspectos 
invariáveis na assistência ao paciente cirúrgico, há também uma gama de 
particularidades a serem consideradas. Ao mesmo tempo em que estamos atentas 
para os quatro obstáculos mais sérios que podem ocorrer e que devem ser vencidas 
pelo paciente - ansiedade, dor, hemorragia e infecção - devemos também estar 
atentas para os objetivos a serem estabelecidos, a fim de ajudá-lo nessa fase. 
Como vamos discorrer sobre Ortopedia, é necessário lembrar que um dos mais 
importantes, senão o mais importante objetivo da assistência de enfermagem é o que 
se refere à prevenção de infecção; a importância se fundamenta no fato de que o 
tratamento das infecções ósseas é demorado, podendo facilmente levar à cronicidade, 
instalando-se um quadro secundário - a osteomielite. 
A osteomielite é uma infecção no osso causada por uma bactéria, vírus ou 
fungo, que pode afetar crianças, mais frequentemente nos ossos das pernas ou 
braços, ou adultos, afetando geralmente os ossos da coluna, quadril e pés. A 
osteomielite tem cura quando o tratamento é feito o mais rapidamente possível e 
corretamente. O tratamento pode ser feito com antibióticos para combater a infeção 
ou cirurgia para drenar a área afetada ou remover as partes do osso que estão 
infectadas. 
Dependendo do tempo de desenvolvimento, a doença pode ser classificada em 
osteomielite aguda, quando dura cerca de 4 semanas, ou osteomielite crônica, quando 
se desenvolve por mais de 6 semanas. 
8.12 Raio-x do osso do braço com osteomielite 
A osteomielite, geralmente, é causada por uma infecção de uma ferida ou parte 
do corpo que se espalha pelo sangue até ao osso, por fraturas expostas, utilização de 
próteses metálicas ou no pós-operatório de cirurgia aos ossos, não sendo,por isso, 
hereditária, ou seja, não passando de pais para filhos. 
 
28 
8.13 Como tratar a osteomielite 
O tratamento para osteomielite pode ser feito em casa com a ingestão de 
antibióticos orais, como Oxacilina ou Clindamicina, por exemplo, por cerca de 4 a 6 
semanas. No entanto, em alguns casos, o médico pode recomendar o internamento 
para o paciente receber os antibióticos pela veia, até poder iniciar o tratamento oral, 
que geralmente acontece por volta das 2 semanas. 
Nos casos mais graves de osteomielite, pode ser utilizada cirurgia para drenar 
o local afetado ou retirar as partes do osso infectadas, substituindo com excertos ou 
próteses. 
8.14 Amputação para osteomielite 
A amputação para osteomielite só é feita quando ocorre morte do osso, que 
acontece quando o tratamento não é feito e a infecção agrava-se, impedindo a 
circulação de sangue dentro do osso, que acaba por morrer. 
Caso a morte do osso só afete pequenas partes do osso, pode ser possível 
removê-las através da cirurgia, evitando uma amputação. Porém, quando uma grande 
área do osso morreu, a amputação é recomendada para a infecção não se espalhar. 
8.15 Outras complicações da osteomielite 
Além da morte do osso, podem ocorrer outras complicações da osteomielite, 
que ocorrem quando o tratamento não é feito, como a artrite séptica, por exemplo, em 
que a infecção se espalha para as articulações ou restrição de crescimento nas 
crianças. Saiba mais sobre a artrite séptica em: Artrite séptica. 
Além disso, e embora raro, a osteomielite pode causar câncer de pele, quando 
a infecção óssea resultou de uma ferida aberta com pus, que afetou a pele. 
8.16 Sintomas de osteomielite 
Os sintomas de osteomielite incluem: 
 Dor nos ossos; 
 Febre acima de 38º; 
 
29 
 Inchaço e vermelhidão do local afetado; 
 Calafrios. 
O diagnóstico da osteomielite pode ser feito através de exame de sangue, raio 
X, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou biópsia do osso para 
identificar qual o microrganismo causador da infeção óssea. Considerados esses 
fatores para a determinação dos objetivos da enfermeira, outros fatores devem ser 
lembrados, independentemente do tratamento médico indicado. 
 PRÉ-OPERATÓRIO 
 
Fonte: www.felipepatrus.com.br 
Em traumatologia, o preparo do paciente depende muito do espaço de tempo 
entre o diagnóstico e o ato cirúrgico. Muitas vezes esse espaço é apenas o suficiente 
para o preparo da área operatória e o imediato encaminhamento do paciente à sala 
cirúrgica. 
Embora seja necessário executar o trabalho rapidamente, se o paciente estiver 
em condições, deve-se, ao mesmo tempo em que se procede a limpeza e tricotomia 
da região, informá-lo sobre a cirurgia a que vai ser submetido. Entretanto, se o 
paciente permanece alguns dias internado, antes que seja realizado o tratamento 
 
30 
cirúrgico, algumas medidas, se adotadas, poderão contribuir grandemente para o bom 
êxito do tratamento. 
Qualquer cirurgia, geralmente, causa apreensão ao paciente, ainda que 
represente o restabelecimento desejado. Ouvi-lo, procurar conhecer as suas 
preocupações e tentar esclarecê-lo, pode contribuir para aumentar a sua confiança no 
tratamento proposto. Vários estudos têm demonstrado que o paciente reage mais 
cooperativamente após a cirurgia, quando é antecipadamente esclarecido e tem 
oportunidade de expressar suas preocupações relativas a ela. É de fundamental 
importância que o paciente esteja consciente de que o sucesso da cirurgia depende 
em grande parte da sua participação ativa no momento adequado. 
Embora a perda de líquidos possa ser compensada terapeuticamente, deve-se 
estimular a hidratação, oferecendo-se maior quantidade de sucos nos dias que 
precedem o ato cirúrgico. Se o paciente se apresenta em condições físicas 
satisfatórias, é de se esperar que sua recuperação se processe de forma rápida e 
natural. Quando há indicação de fleet Enema, a sua administração deve ser feita cerca 
de 12 horas antes da cirurgia. 
Preparo da área operatória: - O preparo da área operatória deve ser 
cuidadosamente executado, pois este é um dos fatores que contribui para a prevenção 
de infecção. O procedimento pode variar de um serviço para outro, entretanto, a 
limpeza rigorosa e a remoção dos pelos é parte inerente do preparo. Água, esfregão 
e sabão, provavelmente são os melhores agentes para a remoção de gorduras e 
detritos da pele. Depois da limpeza, procede-se a tricotomia, atendendo-se a dois 
aspectos fundamentais: remoção completa dos pelos e manutenção da integridade da 
pele. A pele íntegra, sem lesão, é considerada como uma barreira mecânica, que 
impede a penetração de bactérias; este procedimento deve, portanto, ser executado 
sem pressa e com material de boa qualidade. As unhas devem ser aparadas e 
rigorosamente limpas; o esmalte deve ser removido, porque impede a verificação de 
cianose, se esta ocorrer. 
Para o preparo específico dos pés, devemos colocá-los em solução morna de 
água e sabão, para facilitar a remoção das células mortas; o uso de "ralinho" próprio 
proporciona segurança no preparo da região, ao contrário da lâmina, que pode vir a 
provocar lesões locais. O preparo dos pés deve ser iniciado alguns dias antes da 
cirurgia, pois desta forma é possível tratar alguma lesão micótica porventura existente. 
 
31 
A área a ser preparada é designada pelo médico. As mais comumente 
indicadas para as intervenções cirúrgicas traumatológicas, apresentam cada uma, 
suas peculiaridades: a cirurgia de pé requer preparo a partir do joelho; a de tornozelo, 
estende-se do pé até a metade da coxa; para cirurgia de joelho prepara-se a pele 
desde os artelhos até a raiz da coxa; nas cirurgias de fêmur e bacia, o preparo 
estende-se do joelho (inclusive), até à borda da costela inferior e, lateralmente, vai da 
coluna à linha umbilical. Quando se faz necessária a retirada de material para enxerto, 
- pele ou osso - a área doadora deve ser igualmente preparada. Para as cirurgias 
articulares, recomenda-se incluir no preparo, as articulações mais próximas, para o 
caso de haver necessidade de ampliação da área operatória. Alguns ortopedistas 
poderão indicar, como parte do preparo da área, a aplicação de compressas 
esterilizadas embebidas com solução antisséptica. 
 PÓS-OPERATÓRIO 
 
Fonte: www.paraiba.pb.gov.br 
Com as facilidades oferecidas por alguns hospitais mais modernos, através das 
suas unidades pós-operatórias, a assistência do paciente nesta fase é mais 
individualizada e, certamente, mais eficiente. Muitas complicações pós-operatórias 
 
32 
podem ser prevenidas, quando o paciente recebe assistência adequada neste 
período. 
Em qualquer circunstância, com ou sem sinais de alarme, é fundamental que 
se observe e se registre todos os dados identificados, para que se tenha um parâmetro 
progressivo. Ê conveniente lembrar, que a expressão "observar" em ortopedia tem 
valor decisivo na conduta médica posterior à verificação. 
Quando, por exemplo, a conduta for “ofender o gesso”, ou "abrir o 
enfaixamento", a atuação da enfermeira deverá estar estritamente dentro dos limites 
predeterminados; solicita-se ao médico que, com um lápis comum ou caneta, delimite 
no gesso ou no enfaixamento, a área a ser fendida, além de registrar a ordem no 
prontuário. O passo seguinte é o cumprimento imediato da ordem, sob o risco de 
agravar os efeitos da compressão. Após fender o aparelho gessado, cuidadosamente 
e com o auxílio de uma tesoura de Lister (ponta achatada), cortam-se e afastam as 
ataduras e o algodão ortopédico, até que se visualize a pele, em toda a extensão da 
fenda. 
Esta recomendação é de importância fundamental, pois é a forma de eliminar 
o possível garroteamento existente. Feito isto, o médico deve ser prontamente 
informado e devem ser registrados os dados identificados - coloração da pele. 
Sangramento, edema, flictenas íntegras ou não, odor, e outros possíveissinais. 
Evidentemente temos que oferecer as mais seguras condições para prevenir 
contaminações da área operada; uma das recomendações é que seja passada uma 
atadura de crepe sobre a área fendida do aparelho de gesso, evitando-se desta forma, 
a manipulação por parte do paciente e a exposição da região operada. 
Durante todo o período de permanência com aparelho gessado ou com 
enfaixamento compressivo - reforçamos - é necessário manter o membro elevado, 
como prevenção de problemas, e, caso estes existam, como parte do tratamento dos 
referidos problemas; neste caso, recomenda-se aumentar o grau de elevação do 
segmento corporal comprometido, através do uso de outros travesseiros. 
 
33 
 
Fonte: www.tecimobortopedica.blogspot.com.br 
Transporte do paciente: - O procedimento de acamar o paciente adulto 
O prontuário é instrumento de defesa e de acusação. É muito lembrada a frase: 
“O que não está escrito no prontuário não aconteceu”. Por conseguinte, é pertinente 
anotar as dificuldades no atendimento ao doente, seja pela demora com que a 
medicação é feita, seja pelo plantão tumultuado, que atinge psicologicamente o 
médico assistente. A falta de condições hospitalares, a ausência de infraestrutura de 
atendimento, a privação de material apropriado para procedimentos e o consequente 
uso de substitutos inadequados, a carência de medicamentos e outras anormalidades 
devem ser anotadas. Tal iniciativa não desobriga o profissional a comunicar as 
irregularidades à chefia imediata. Para evitar aborrecimentos e questionamentos no 
ambiente judicial, descrever com precisão, clareza e localização anatômica lesões 
subsequentes à violência em pacientes atendidos em serviço de pronto-socorro, não 
é raro e exige a participação de três ou mais elementos do Serviço de Enfermagem 
(BACELAR, 2017) 
Justifica-se isto, pelo fato de ser necessário transportá-lo como um todo. Nas 
cirurgias de membros inferiores, uma das pessoas deverá segurar o segmento 
operado, com as mãos espalmadas suportando as grandes articulações; nas cirurgias 
de membros superiores, estes devem ser mantidos junto ao corpo. Nas cirurgias de 
 
34 
coluna cervical, uma das pessoas deve suportar a cabeça do paciente, mantendo-a 
no alinhamento predeterminado na sala de cirurgia. Tanto nas cirurgias de segmentos 
como nas de coluna, é sempre mais seguro transportar o paciente como um todo, 
juntamente com o lençol da maca. Para efeito de segurança do paciente e menor 
esforço do pessoal de Enfermagem, é conveniente que trabalhem quatro pessoas, 
duas de cada lado. Caso a altura do leito não corresponda à altura da maca - o que é 
muito comum - aconselha-se reduzir o desnível, colocando-se travesseiros, coxins ou 
cobertor enrolado no sentido do comprimento, sob o lençol da maca e junto ao 
colchão. Desta forma, quando o corpo do paciente for deslocado, não sofrerá o 
impacto com o colchão; evidentemente que todo o procedimento deverá ser feito com 
segurança, delicadeza e coordenação de movimentos. Dependendo da cirurgia e do 
tipo de anestesia, pode-se solicitar alguma ajuda ao paciente. 
Observação e registro de sintomas e sinais: - A observação de sinais de 
choque, de hemorragia, de obstrução das vias aéreas superiores e da expansão 
pulmonar nos pacientes com cirurgias torácica ou cervical é de vital importância. 
Retenção urinaria e distensão abdominal também podem ocorrer, como nas demais 
cirurgias. 
Quando o membro operado é imobilizado com aparelho gessado ou com 
enfaixamento compressivo, deve-se apoiá-lo sobre travesseiros, para facilitar a 
circulação de retorno. Verifica-se, de imediato, se os dedos estão visíveis, para que 
seja possível identificar sinais de complicação que, geralmente são: cianose, palidez, 
edema, perda ou diminuição da sensibilidade. Estes sinais podem representar a 
presença de compressão provocada pelas bordas do algodão ortopédico, ou das 
próprias ataduras - de crepe ou de gesso. A presença de tais sinais pode não ocorrer 
nas primeiras horas após a cirurgia, e sim, mais tardiamente. Nesse caso, pode-se 
tratar de compressão decorrente da aderência na pele, do algodão sujo de sangue já 
desidratado. 
Nas cirurgias que não requerem imobilização posterior, geralmente é feito um 
enfaixamento simples, que mantém o curativo e protege a região. A ocorrência de 
perda de sangue, neste caso, pode ser identificada pelas manchas que aparecem na 
face externa do enfaixamento e no lençol colocado sob o paciente. Em qualquer das 
situações, uma vez identificados sinais de hemorragia, notifica-se o médico. 
 
35 
Posição do paciente no leito: - Nas cirurgias de membros superiores, o decúbito 
do paciente no leito pode ser dorsal ou lateral, desde que não seja exercida pressão 
sobre o membro operado, e que este permaneça ligeiramente elevado. 
Nas cirurgias do membro inferior, o paciente deve permanecer em decúbito 
dorsal, com o membro operado em posição neutra. Quando, nas intervenções da 
articulação coxofemoral, há tendência' para rotação externa ou interna do membro - o 
que não é raro e pode prejudicar a cirurgia- o ortopedista geralmente fixa, no pé, com 
auxílio de atadura, uma trave de madeira em forma de "T" (envolvida em algodão 
ortopédico). Nos casos em que a rotação é necessária, o ortopedista coloca uma trave 
inclinada, para manter o membro na posição desejada. A haste transversal da trave é 
assentada na altura do calcâneo, de forma a impedir a rotação do membro. Para 
prevenir edema e desconforto, pode-se colocar um coxim macio, de cerca de 0,05 cm 
de altura, desde a região poplítea, até o terço inferior da perna, deixando o calcâneo 
livre; as extremidades da haste transversal devem ficar suficientemente apoiadas, de 
forma a manter o membro na posição indicada. 
Os pacientes submetidos a cirurgia de membros inferiores, depois de bem 
despertos, podem ser colocados em posição lateral sobre o lado não operado; o 
membro operado deverá ficar suportado por travesseiros, e mantido em posição 
funcional. 
Quando a cirurgia envolver a articulação coxofemoral, se não houver 
contraindicação médica, no primeiro dia pós-operatório, pode-se também colocar o 
paciente em posição para-lateral, sobre o lado não operado; para mantê-lo em posição 
funcional colocam-se travesseiros que apoiem a região dorso-lombar-sacra e a perna 
correspondente ao quadril operado, tomando-se o cuidado de manter a perna e o 
quadril em alinhamento. Durante a mobilização do paciente, deve-se manter a 
imobilização da articulação operada. 
De acordo com o tipo de cirurgia realizada é possível que o paciente também 
obtenha permissão para, nesse mesmo dia, sentar-se no leito. Aqueles que têm essa 
permissão, podem ter a cabeceira da cama elevada, e podem também ser colocados 
em posição lateral, algumas vezes por dia. 
Sintomas e sinais de complicações: - Uma das complicações que pode ocorrer 
após a cirurgia é a embolia gordurosa. Esta, usualmente, ocorre dentro das primeiras 
24 horas, entretanto, como em geral não ocorre antes das primeiras 12 horas, seus 
sintomas podem ser facilmente diferenciados dos sintomas do choque. 
 
36 
Aos sintomas de aumento da frequência respiratória, taquicardia e palidez, 
seguida de cianose, o médico precisa ser notificado com urgência. Broncopneumonia, 
tromboflebite e embolia pulmonar são complicações imediatas que também podem 
ocorrer no pós-operatório de cirurgias traumatológicas. As medidas de enfermagem 
relativas a essas complicações e às demais, relacionadas com o pós-operatório, são 
as mesmas adotadas nas cirurgias em geral. 
 PARTICIPAÇÃO DO PACIENTE 
 
Fonte:www.blogdomarcogeib.blogspot.com.br 
Para que a fase de dependência decorrente do tratamento cirúrgico não se 
estenda, e o paciente possa reassumir suas atividades o mais precocemente possível, 
a assistência de Enfermagem deve ser dinâmica. Levá-lo a participar 
progressivamente das atividades deenfermagem, para ele programadas, além de 
devolver-lhe a confiança, será uma forma de acelerar a sua recuperação física. 
 ALTA HOSPITALAR 
Antes de deixar o hospital, se o tratamento não se completou, o paciente e seus 
familiares devem ser informados sobre a sua continuidade. Além dessas informações, 
pacientes e familiares devem ser esclarecidos sobre as atividades permitidas e as 
 
37 
limitações impostas pelo tratamento, principalmente nas cirurgias de membro inferior, 
que envolvem deambulação e descarga de peso. Orientar o paciente e familiar quanto 
aos cuidados em domicilio, enfatizando o autocuidado, alimentação, hidratação e 
higiene corporal. (SILVA, 2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
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BACELAR, Simônides da Silva. Enfermagem em Ortopedia. PRONTUÁRIO MÉDICO 
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Editora Atheneu; 2005. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO - 
SOBECC. Recuperação anestésica e centro de material e esterilização. Práticas 
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SILVA, F. S.; VIANA, M. F.; VOLPATO, M. P. Diagnósticos de enfermagem em 
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