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FISSURAS LABIOPALATINAS Classificado em Outros Problemas de Saúde Bucal no Brasil FISSURAS LABIOPALATAIS • Decorre da falta de fusão entre os processos faciais palatinos, ainda no primeiro trimestre de vida intra-uterina •A prevalência é de 1-2 indivíduo/ 650 - 1.000 nascimentos •Necessita de tratamento especializado e início precoce em que envolve inúmeras especialidades médicas, odontológicas e afins. •Mortalidade de 35% no primeiro ano de vida FISSURAS LABIOPALATAIS • Fissura da lábio = denominada de “lábio leporino” pela semelhança com os dentes incisivos projetados de uma lebre •Fissura de lábio e palato = denominada de “goela de lobo” pela semelhança desse animal • Classificação : Forame incisivo • À frente do forame: Pré-forame incisivo (palato primário) • Atrás do forame: Pós-forame incisivo (palato secundário) • Envolve desde o lábio até a úvula: Transforame incisivo (palato primário + secundário) FISSURAS LABIOPALATAIS FISSURAS LABIOPALATAIS Grupo I Pré-Forame incisivo Unilateral Incompleta Completa Bilateral Incompleta Completa Mediana Incompleta Completa Grupo II Transforame Incisivo Unilateral Bilateral Mediana Grupo III Pós forame incisivo Incompleta Completa Grupo IV Fissuras raras da face Fissuras desinvinculadas do palato primário e secundário Quadro 1- Classificação de Spina et al (1972), modificada por Silva et al (1992) FISSURAS LABIOPALATINAS • Fissuras pré-forame: • Pode ser desde uma fissura cicatricial no lábio até completa – Envolvendo até o assoalho narinário • Alto trespasse horizontal dos incisivos • Geralmente agenesia do incisivo lateral do lado afetado • Nariz assimétrico • Septo nasal desviado FISSURAS LABIOPALATAIS • Todas as fissuras necessitam de cirurgias plásticas reparadoras (reabilitação) • Inicio – reconstrução do lábio (fissuras pré-forame) – queiloplastia • Quando bilateral 2 tempos cirúrgicos • 3-6 meses de idade • 6 anos definitiva FISSURAS LABIOPALATAIS • Transforame incisivo: • São as mais frequentes as unilaterais (33%) – Predileção para o lado esquerdo • As bilaterais (20%) é o que são mais graves e de maior impacto estético, pois divide a maxila em 2 ou 3 segmentos • Apresentam segmentação do lábio até a base do nariz • Assimetria nasal • A diferença está no segmento intrabucal – Segmento maior não fissurado e segmento menor fissurado FISSURAS LABIOPALATAIS • Reconstrução de lábio e palato nas fissuras transforame incisivo. • Tratamento: Cirurgia plástica, Ortodontia e Fonoaudiologia FISSURAS LABIOPALATAIS • Reconstrução do palato (palatoplastia) – Fissuras Pós-forame incisivo • 12 meses de idade FISSURAS LABIOPALATAIS • Fissuras Pós-forame incisivo • Fissuras isoladas de palato (palato secundário) • Sem implicações estéticas • Comum encontrar a úvula bífida semelhante a uma cauda de peixe • Musculatura peribucal íntegra • Distúrbios auditivos e fonoarticulatórios • Tratamento: Otorrinolaringologia e fonoaudiologia FISSURAS LABIOPALATAIS • Não há um fator específico que possa ser responsável pelas fendas labiais e palatinas. • Porem, há um conjunto de aspectos que são co-responsaveis pela alteração embriogênica nos dois primeiros meses de gestação: genes mutantes, aberrações cromossômicas, agentes teratogênicos, herança multifatorial ETIOLOGIA 1. Genes mutantes: associadas a outras síndromes raras, principalmente envolvendo alterações congênitas dos membros (25-30%). 2. Aberrações cromossômicas: quando ocorrem associadas a síndromes como a D-trissomia (apenas fissura). E-Trissomia (retardo mental, polidactilia (6 dedos), doenças cardíacas. 3. Agentes teratogênicos: moléstias, medicamentos, estresse. ETIOLOGIA 4. herança multifatorial (65-70%): - Condições sistêmicas como diabete materna, - Fatores nutricionais ( ácido fólico), - Doenças infecciosas (gripe, rubéola, toxoplasmose, febre alta no primeiro trimestre de gestação), - Fatores psíquicos – estresse e corticosterona, - Idade avançada dos genitores , - Uso de drogas, de fumo e de álcool ETIOLOGIA - Distúrbios endocrinológicos - Medicamentos (drogas anticonvulsivantes –fenobarbital e primidona) – mães epiléticas- redução no nível de ácido fólico - Alterações uterinas Ocorrem em tempos diversos, no período entre a 4º e a 8º semana de gestação. ETIOLOGIA 5. Fatores socioeconômicos: Classe social baixa- alimentação inadequada, falta de saneamento, falta de cultura, gestações sem acompanhamento pré-natal, ausência de recursos financeiros e maior susceptibilidade de contrair doenças infectocontagiosas. ETIOLOGIA • Raça amarela é mais acometida • Sexo masculino – fissuras tipo pré e transforame • Sexo feminino – fissura de palato isolada • Predileção pelo lado esquerdo 2:1 (direito) • Filhos Primogênitos • Comum em bebês de baixo peso (2.500g) EPIDEMIOLOGIA • Psicológicos: Aceitação pela família e sociedade Fases (creche, escola, adolescência) PROBLEMAS • Bucais • Dentes apinhados, mal posicionados, uso obrigatório de próteses e aparelhos ortodônticos tornam-se mais susceptíveis à cárie e doenças gengivais pelos defeitos que promovem retenção de placa bacteriana. • Respiradores bucais - ocorre estimulo da alimentação liquida e pastosa (alto índice de cárie CPOD e ceod) • Problemas periodontais pela composição da baixa crista óssea PROBLEMAS • Fonoaudiológicas • A deficiência articulatória varia muito em função da complexidade da fenda e da atresia do arco dentário • Comum a fala fanhosa • Tratamento deve ser o mais precoce possível PROBLEMAS • Criança fissuradas- apesar da injusta aura de incompetência funcional – TEM PLENA CAPACIDADE MUSCULAR PARA EXECER A AMAMENTAÇÃO – mesmo antes da restauração da fissura. CUIDADOS • Amamentação = IMPORTÂNCIA nutricional, antiinfeccioso, psicológico e desenvolvimento da musculatura peribucal e intrabucal • Não sendo possível a amamentação no peito, utilizar a mamadeira com bico ortodôntico. INICIO COM A CHUQUINHA • Medicação (seringa) CUIDADOS NÃO SE INDICA MAIS O USO DE PLACAS OBTURADORAS DO PALATO. Porquê? Dificuldades atribuídas às fissuras na amamentação: a) Não se estabelece a pressão intrabucal negativa b) Ingestão de ar durante o processo de amamentação c) Regurgitamento freqüente do leite para a cavidade nasal CUIDADOS • Tudo isso é minorados de acordo com a posição da crianças- que consiste deixar a criança confortavelmente sentada com a cabeça num nível mais elevado em relação ao corpo • A criança precisa se alimentar, pois a cirurgias se iniciam ao 3 mês de vida, desde que a criança esteja pesando 5 Kgs. CUIDADOS HIGIENE ORAL • Com uso de cotonetes embebidos com água, antes de cada mamada, para eliminar acúmulos de secreção, e após cada mamada para eliminar restos de leite que se acumulam na proximidade da fissura (pode ser com gaze) • Quando os dentes começarem a erupcionar, a higienização passa a ser com escovas infantins e fio dental da mesma maneira que uma criança sem fissura CUIDADOS