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PRINCIPIOS DE INTERPRETAÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO
PONTOS DE DISCUSSÃO
Conceitos de Bioestatística
Análise Estatística
Estudos Científicos
Conceitos de bioestatística
Conceitos de bioestatística
População e amostra
Tipos de variáveis
Hipóteses nula
Medidas de dispersão e Medidas de tendência central
Testes estatísticos
População: conjunto da totalidade de 			indivíduos que apresenta 			uma característica comum
Amostra: conjunto de dados coletados 		e/ou selecionados de uma 	população estatística por um 	procedimento definido.
Variáveis: características ou atributos 	que se deseja mensurar em 	uma amostra, tais como 	qualidades, quantidades, 	faixa etária, gêneros ou tipos.
Tipos de VARIAVEIS
Quantitativas
Contínuas (Ex: peso, altura)
Discretas (Ex: número de filhos)
Qualitativas
Ordinais (Ex: grau de escolaridade, classe social)
Nominais (Ex: sexo, grupo sanguíneo)
MEDIDAS DE TENDENCIA CENTRAL
MÉDIA:
Utilizada quando os dados estão dispostos de forma homogênea. 
Sofre com os valores extremos
MEDIANA:
Valor do meio que separa a metade maior da metade menor no conjunto de dados.
MODA:
Resultado mais recorrente no conjunto, ou seja, com maior frequência absoluta.
MÉDIA:
A = {28, 30, 29, 31, 32, 33, 34}
MEDIDAS DE TENDENCIA CENTRAL
MEDIANA:
Ex: B = { 1, 2, 2, 3, 6, 10, 15, 16,16, 20}
5º “6” e 6º “10” ---> 6 + 10 = 16 ÷ 2 = 8
MODA:
Ex: C: {1, 0, 2, 3, 1, 4, 5, 1, 2, 3, 0, 7, 8, 9}
“1” e “0”
MEDIDAS DE TENDENCIA CENTRAL
Distribuição normal
Moda 
Média
Mediana
MEDIDAS DE dispersão
VARIANCIA:
O quanto a amostra é dispersa
Determina o afastamento da média que os dados de um conjunto analisado apresentam
Quanto maior a amostra menor a variancia
DESVIO-PADRÃO:
Distancia média entre cada observação e a média
Quanto em média, cada observação está distanciando da média
MEDIDAS DE dispersão
Quanto menor amostra ----------> mais heterogênea 
Maior a variância e o desvio-padrão
Quanto maior amostra -----------> menos heterogênea 
Menor a variância e o desvio-padrão
Amostra homogênea
Amostra heterogenea
Quanto maior a amostra, menor o desvio padrão
Amostra mais homogenea
Amostra azul é maior que amostra verde
Intervalo de Confiança
Intervalo de valores do verdadeiro parâmetro da população compatíveis com os dados da amostra
Nível de Confiança
Frequência com a qual o intervalo observado contém o parâmetro real de interesse quando o experimento é repetido várias vezes
IC ENTRE 7,2 – 12,8
IC ENTRE 8,2 – 11,6
Quanto maior a amostra, menor o INTERVALO DE CONFIANÇA
Nível de Confiança:
Indica a porcentagem da confiança do intervalo possuir o parâmetro a ser estudado quando comparado com a população
Nível de Confiança = 1 - Alpha
Alpha = P (5%)
Nível de Confiança = 95%
Análise estatística
Principio da hipótese nula
Quando comparado dois grupos, A e B:
Se A = B ----------- Hipótese Nula é aceita (H0)
Se A ≠ B ----------- Hipótese Nula é rejeitada, ou a H1 	é aceita
Principio da hipótese nula
 Devendo o p 
A = B
A ÷ B = 1,0
95%
2,5%
2,5%
INTERVALO DE CONFIANÇA
p ≥ 0,05
Cálculo do PODER depende da incidência da doença
Tipos de testes
Estudos científicos
Critérios de Bradford-hill
Critérios de causalidade
	Temporalidade	A causa deve sempre preceder o efeito
	Reprodutibilidade	Resultados semelhantes são demonstrados em diversos estudos, em tempos e locais diferentes e em diferentes populações
	Força da associação	Forte associação (expressa por um alto valor numérico de risco relativo ou risco absoluto) é mais provável ser causal que uma fraca associação (baixo valor numérico do risco), que pode ser influenciada por viés ou fator de confusão 
	Especificidade	Uma causa deve estar relacionada com um efeito, mas há muitas causas para o mesmo efeito ou muitos efeitos relativos à mesma causa
	Relação dose–resposta	Variações na quantidade de exposição estão associadas com variações na incidência do efeito
	Reversibilidade	A remoção de uma possível causa reduz o efeito ou risco da doença
	Plausibilidade biológica	Os resultados devem ser coerentes com os conhecimentos existentes na época e validados em pesquisas anteriores;
	Analogia	Relação de causa e efeito já estabelecida em outros exemplos semelhantes
TIPOS DE ESTUDO
Relato de Caso e Série de Casos
Estudos Transversais e Caso-controle
Estudos de Coorte
Ensaios Clínicos Randomizados
Meta-análise
Diminuição da chance de viés
RELATO DE CASO
Observação inicial de um fenômeno
Publicação de doença rara
Limitado para gerar conclusões
Não há comparação
Ex: relato do primeiro caso de COVID-19
ESTUDOS TRANSVERSAIS
Análise de dados qualitativos ​​coletados ao longo de um determinado período de tempo.
FATOR DE RISCO
SEM FATOR DE RISCO
SEM DOENÇA
SEM DOENÇA
DOENÇA
DOENÇA
Prevalência nos obesos: 78/160 = 0,4875 ou 48,75%
Prevalência nos não obesos: 236/1107=0,2132 ou 21,32%
Razão de prevalências: 0,4875/0,2132 = 2,3
RP = 1,0 Não há associação
RP >1 Associação positiva
RPde acompanhamento dos participantes por migração, falta de aderência, desistência, morte;
Ineficiente para avaliar doenças raras com longo período de latência;
Os expostos podem ter acompanhamento diferenciado dos não-expostos.
Tipo de coorte em que a exposição é gerada pelo estudo
Próximo ao topo da pirâmide
Tipo de estudo que mais modifica as diretrizes
Ensaio clínico
Diminuição da chance de viés
Ensaio clínico
Randomização
Balanceia as características - inclusive as que não são medidas/conhecidas
Melhor chance de definir a causalidade
Princípio do Equipoise: 
O estudo só deve ser feito quando houver entendimento pela sociedade médica que os dois tratamentos em questão são possíveis/razoáveis
Fase 1: 
Número de participantes é pequeno e são selecionadas pessoas sadias;
Frequentemente, não possuem grupo controle.
Principal objetivo é testar a segurança da intervenção proposta:
 Identificar uma dose tolerável
 Fornecer informações sobre o metabolismo e excreção da drogas
 Informações sobre toxicidades.
Ensaio clínico
Fase 2: 
Principal objetivo: 
 Verificar a eficácia
 Eventos adversos
 Segurança da intervenção
O número de participantes é maior, e só tem seguimento para a fase 3 se os resultados forem satisfatórios;
Pode ou não ser randomizado. 
Ensaio clínico
Fase 3: 
Geralmente, é a fase dos ensaios clínicos randomizados mais publicados;
Necessariamente randomizado;
Compara-se a substância a ser testada com a droga padrão para a patologia ou com placebo. 
Ensaio clínico
Fase 4:
Verifica com maior precisão o poder de generalização da substância ou intervenção testada;
Verificar como a intervenção funciona no mundo real e examinar a segurança a longo prazo;
O tratamento já está aprovado. 
Ensaio clínico
Critérios de Qualidade:
Princípio da Alocação Sigilosa: 
Ao randomizar, não é possível prever em qual grupo o paciente pertencerá.
Análise por intenção de tratar: 
Ao randomizar, os pacientes devem ser analisados independente do desfecho.
Mascaramento:
Duplo cego
Nem todo estudo é duplo cego (Ex: cirurgia VS Angioplastia) – precisa garantir que saber do tratamento não influenciará o resultado.
Ensaio clínico
Desvantagens:
Complexidade
Custo
Critérios de inclusão e exclusão
Ex: Estudo de medicação uma nova medicação anti-plaquetária, deve-se excluir quem já teve AVE hemorrágico, DRC dialítico, Neoplasia avançada.
Ensaio clínico
desfechos
Primário:
Principal resultado que é medido no final de um estudo para determinar se um tratamento específico funcionou (por exemplo, o número de mortes ou a diferença na sobrevida entre o grupo do tratamento e o grupo de controle);
Ele remete ao objetivo geral;
Ex: redução de mortalidade.
desfechos
Secundários:
Resultado ou evento clínico monitorado por um estudo clínico, mas que é de menor importância do que o desfecho primário;
São medidas de suporte relacionadas ao objetivo primário ou medidas de efeitos relacionados aos objetivos secundários
Ex.: redução de internação, melhora da classe funcional
Erro tipo I (5%)
Erro tipo II (10-20%) ------------ Poder 80-90%
Quanto maior a amostra, menor o erro tipo II -----> Melhor qualidade
Ensaio clínico
H0: A = B – NÃO REJEITA-SE A HIPÓTESE NULA
H1: A ≠ B – REJEITA-SE A HIPÓTESE NULA
Cálculo do PODER depende da incidência da doença
Conclusão:
Resultado da análise do Desfecho Primário;
Resultado da análise do Desfecho Secundário;
Caso Erro tipo I  Resultado se deu pelo a caso (não é 	significativamente estatístico)
Caso Erro tipo II  há enfraquecimento do peso do 	resultado
Análise de subgrupo - Gerador de hipótese
Ensaio clínico
Nnt e nnh
NNT:
Medida usada para descrever a eficácia de uma intervenção;
Número de participantes que precisarão de ser tratados para que uma pessoa recupere, ou mostre a redução dos sintomas, ou qualquer resultado que seja medido no estudo
Nnt e nnh
NNH:
Medida de quantos pacientes sofrem eventos adversos pelo medicamento;
Se o NNH for

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