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Antônio, Laianne, Laio, Laís, Rebecka, Roberto, Sávio Portugal e Vitória. Surgiu como uma interligação dos computadores militares estadunidenses; Começou a ser comercializada nos EUA em 1987; Foi oficializada no Brasil em 1995 através de norma do Ministério das Comunicações. Os avanços da Internet Presente em quase todas as áreas das relações sociais; Impacto na gramática - verbo “tuitar”; E-learning – cursos EAD. Os avanços da Internet Gestão digital de documentos em empresas; Pregão eletrônico, urna eletrônica e biometria na administração pública; Os avanços da Internet Aspectos Positivos Comodidade; Democratização da informação; Desburocratização; Aspectos Negativos Dependência; Falta de privacidade de dados; Algoritmos; Violação a direitos autorais; Os avanços da Internet Apanhado geral x Desmaterialização dos bens e serviços Redução em custos operacionais, de deslocamento, de uso de papel e de burocracia; Livros x E-books; CD’s x Mídia digital; Desmaterialização de processos judiciais. Rumo a uma sociedade sem papel Redes sociais na formação da convicção social; Muitos focos de emissão das informações; Conteúdo fortemente colaborativo. Rumo a uma sociedade sem papel Construção coletiva do conhecimento; Levantes de junho de 2013 no Brasil; Primavera Árabe; Memória social – ‘’Nuvem’’. Mundo digital como meio de colaboração Quem responde pelos riscos oriundos dos negócios jurídicos praticados pela internet? Crescimento de negócios jurídicos praticados via internet O risco da atividade é do fornecedor de produtos ou serviços, que deve responder pelos danos conexos à atividade, ainda que provindos de atos de terceiros. As empresas que fornecem produtos ou serviços pela internet respondem sem culpa (CDC, art. 14; art. 18); Poderá haver inversão do ônus da prova (CDC, art. 6º, VIII); Há solidariedade entre todos os participantes da cadeia de fornecimento de produtos ou serviços (CDC, art. 7º . parágrafo único); O CDC e o comércio eletrônico Os sites de compra coletivos respondem pelos danos sofridos no uso do produto ou serviço adquirido através deles (ex.: Mercado Livre); Se houver quebra do equilíbrio substancial entre as prestações, as cláusulas são nulas e o consumidor poderá solicitar a modificação das prestações desproporcionais (CDC, art. 4º, III; art. 6º, V; art. 51, IV; art. 51, § 1º, III); São nulas as cláusulas que exonerem ou mesmo atenuem a responsabilidade das empresas do comercio eletrônico (CDC art 51, I); O CDC e o comércio eletrônico A publicidade feita pela internet tem força vinculante desde que “suficientemente precisa“ (CDC art 30). Nas compras feitas pela internet, consumidor tem um prazo de sete dias para desistir da compra. E um direito de desistência que não precisa ser motivado (CDC. art. 49). O CDC e o comércio eletrônico Ao ser comunicado de que determinado texto ou imagem possui conteúdo ilícito, o provedor deve retirar o material do ar imediatamente, sob pena de responder solidariamente com o autor direto do dano, em virtude da omissão praticada; Em caso de anúncio falso publicado na internet, em site de classificados, com danos à honra, respondem solidariamente todos aqueles que participam da cadeia de consumo, todos respondem sem culpa; O olhar jurisprudencial para a internet CIVIL E CONSUMIDOR. INTERNET. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCIDÊNCIA DO CDC.GRATUIDADE DO SERVIÇO. INDIFERENÇA. PROVEDOR DE CONTEÚDO.FISCALIZAÇÃO PRÉVIA DO TEOR DAS INFORMAÇÕES POSTADAS NO SITE PELOSUSUÁRIOS. DESNECESSIDADE. MENSAGEM DE CONTEÚDO OFENSIVO. DANO MORAL.RISCO INERENTE AO NEGÓCIO. INEXISTÊNCIA. CIÊNCIA DA EXISTÊNCIA DECONTEÚDO ILÍCITO. RETIRADA IMEDIATA DO AR. DEVER. DISPONIBILIZAÇÃODE MEIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE CADA USUÁRIO. DEVER. REGISTRO DONÚMERO DE IP. SUFICIÊNCIA. 1. A exploração comercial da internet sujeita as relações de consumo daí advindas à Lei nº 8.078/90. 2. O fato de o serviço prestado pelo provedor de serviço de internet ser gratuito não desvirtua a relação de consumo, pois o termo "mediante remuneração", contido no art. 3º, § 2º, do CDC, deve ser interpretado de forma ampla, de modo a incluir o ganho indireto do fornecedor. 3. A fiscalização prévia, pelo provedor de conteúdo, do teor desinformações postadas na web por cada usuário não é atividade intrínseca ao serviço prestado, de modo que não se pode reputar defeituoso, nos termos do art. 14 do CDC, o site que não examina filtra os dados e imagens nele inseridos. 4. O dano moral decorrente de mensagens com conteúdo ofensivo inseridas no site pelo usuário não constitui risco inerente atividade dos provedores de conteúdo, de modo que não se lhes aplica a responsabilidade objetiva prevista no art. 927, parágrafo único, do CC/02.5. Ao ser comunicado de que determinado texto ou imagem possui conteúdo ilícito, deve o provedor agir de forma enérgica, retirando o material do ar imediatamente, sob pena de responder solidariamente com o autor direto do dano, em virtude da omissão praticada.6. Ao oferecer um serviço por meio do qual se possibilita que os usuários externem livremente sua opinião, deve o provedor de conteúdo ter o cuidado de propiciar meios para que se possa identificar cada um desses usuários, coibindo o anonimato atribuindo a cada manifestação uma autoria certa e determinada. Soba ótica da diligência média que se espera do provedor, deve este adotar as providências que, conforme as circunstâncias específicas de cada caso, estiverem ao seu alcance para a individualização dos usuários do site, sob pena de responsabilização subjetiva por culpai omittendo.7. Ainda que não exija os dados pessoais dos seus usuários, provedor de conteúdo que registra o número de protocolo (IP) na internet dos computadores utilizados para o cadastramento de cada conta mantém um meio razoavelmente eficiente de rastreamento dos seus usuários, medida de segurança que corresponde à diligência média esperada dessa modalidade de provedor de serviço de internet.8. Recurso especial provido. (STJ - REsp: 1186616 MG 2010/0051226-3, Relator: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento: 23/08/2011, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 31/08/2011) O olhar jurisprudencial para a internet Configurando ou não crime, a responsabilidade civil se impõe, se houver dano conectado em nexo causal à ação ou omissão de alguém; Configurado o dano, poderá haver indenização ; Uso não autorizado de imagem alheia com ou sem violação a honra. O mundo virtual e seus danos Covardias, violências, ataques gratuitos pela internet; Tanto o bullying quanto o cyberbullying buscam desestabilizar psicologicamente o ofendido. Aumento dos suicídios oriundos dessa prática; O mundo virtual e seus danos: O cyberbullying QUEM DEVE SER RESPONSABILIZADO? A jurisprudência já teve oportunidade de condenar civilmente a mãe pelo cyberbullying praticado pelo filho menor, que criou página na internet exclusivamente para ofender colega de classe, com fatos e imagens extremamente agressivas (TJRJ, AC 7003750094, 6' Câmara Cível, Rel. liege Puricelli Pires, j. 30.6.2010). O mundo virtual e seus danos: O cyberbullying É como um portal, um modo de entrar e sair da internet, administrado por uma empresa específica; Alguns disponibilizam também, conteúdos como hospedagens de sites, servidor de e-mails, mecanismos de busca, armazenamento em nuvem, portais de notícia etc; São exemplos de provedores: UOL, Terra, iG, GVT, Live Tim etc; O que é um provedor? Aos provedores de internet se aplica o CDC; As vítimas dos danos, não importa quem sejam, são consumidores por equiparação (CDC, art. 17); O fato do serviço prestado pelo provedor ser gratuito não desvirtua a relação de consumo. Responsabilidade civil dos provedores Não é dever do provedor de conteúdo fiscalizar previamente o teor das informaçõespostadas por cada usuário, porém deve agir de modo enérgico diante dessas situações sob pena de responder solidariamente com o autor do dano, em virtude da sua omissão; Se houver dano à hora, em decorrência de falta de cuidado em mensagem publicitária, todos os envolvidos respondem solidariamente e objetivamente; O provedor, uma vez comunicado, tem o prazo de 24 horas para retirar preventivamente a página supostamente ofensiva do ar. Caso não o faça, responde solidariamente pelos danos. Depois da retirada, o provedor analisara se de fato, há ofensa. Caso não haja, quem denunciou abusivamente poderá responder civilmente, se tiver havido dano. Responsabilidade civil dos provedores O STJ decidiu que no caso de ofensas a terceiros, postadas no campo destinado aos comentários, em portal de notícias da internet, a empresa responsável por este portal responde solidariamente pelos danos, se estes ocorreram anteriormente à entrada em vigor do marco civil da internet (Lei n. 12.965/2014); O Google não é responsável pelos prejuízos decorrentes de violações de direito autoral praticadas por usuários de rede social. Responsabilidade civil dos provedores A jurisprudência tem precedentes no sentido de que, no caso de serviços que possibilitam a livre divulgação de opiniões, é dever do fornecedor propiciar meios de registro dos usuários, coibindo o anonimato. Caso não o faça, assume os riscos dos danos causados a terceiros; Vedação ao anonimato (Constituição Federal. art. 5º, IV) e do dever de informação e transparência do fornecedor de serviço (CDC. art. 6º, III); Art 193. CPC- Atos processuais eletrônicos. Responsabilidade civil dos provedores CIVIL E CONSUMIDOR. INTERNET. RELAÇÃO DE CONSUMO. INCIDÊNCIA DO CDC.GRATUIDADE DO SERVIÇO. INDIFERENÇA. PROVEDOR DE PESQUISA. FILTRAGEMPRÉVIA DAS BUSCAS. DESNECESSIDADE. RESTRIÇÃO DOS RESULTADOS.NÃO-CABIMENTO. CONTEÚDO PÚBLICO. DIREITO À INFORMAÇÃO. 1. A exploração comercial da Internet sujeita as relações de consumo daí advindas à Lei nº 8.078/90. 2. O fato de o serviço prestado pelo provedor de serviço de Internet ser gratuito não desvirtua a relação de consumo, pois o termo "mediante remuneração", contido no art. 3º, § 2º, do CDC, deve ser interpretado de forma ampla, de modo a incluir o ganho indireto do fornecedor. 3. O provedor de pesquisa é uma espécie do gênero provedor de conteúdo, pois não inclui, hospeda, organiza ou de qualquer outra forma gerencia as páginas virtuais indicadas nos resultados disponibilizados, se limitando a indicar links onde podem ser encontrados os termos ou expressões de busca fornecidos pelo próprio usuário. 4. A filtragem do conteúdo das pesquisas feitas por cada usuário não constitui atividade intrínseca ao serviço prestado pelos provedores de pesquisa, de modo que não se pode reputar defeituoso, nos termos do art. 14 do CDC, o site que não exerce esse controle sobre os resultados das buscas. 5. Os provedores de pesquisa realizam suas buscas dentro de um universo virtual, cujo acesso é público e irrestrito, ou seja, seu papel se restringe à identificação de páginas na web onde determinado dado ou informação, ainda que ilícito, estão sendo livremente veiculados. Dessa forma, ainda que seus mecanismos de busca facilitem o acesso e a consequente divulgação de páginas cujo conteúdo seja potencialmente ilegal, fato é que essas páginas são públicas e compõem a rede mundial de computadores e, por isso, aparecem no resultado dos sites de pesquisa. 6. Os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar do seu sistema os resultados derivados da busca de determinado termo ou expressão, tampouco os resultados que apontem para uma foto ou texto específico, independentemente da indicação do URL da página onde este estiver inserido. 7. Não se pode, sob o pretexto de dificultar a propagação de conteúdo ilícito ou ofensivo na web, reprimir o direito da coletividade à informação. Sopesados os direitos envolvidos e risco potencial de violação de cada um deles, o fiel da balança deve pender para a garantia da liberdade de informação assegurada pelo art. 220, § 1º, da CF/88, sobretudo considerando que a Internet representa, hoje, importante veículo de comunicação social de massa. 8. Preenchidos os requisitos indispensáveis à exclusão, da web, de uma determinada página virtual, sob a alegação de veicular conteúdo ilícito ou ofensivo - notadamente a identificação do URL dessa página - a vítima carecerá de interesse de agir contra o provedor de pesquisa, por absoluta falta de utilidade da jurisdição. Se a vítima identificou, via URL, o autor do ato ilícito, não tem motivo para demandar contra aquele que apenas facilita o acesso a esse ato que, até então, se encontra publicamente disponível na rede para divulgação. 9. Recurso especial provido. (STJ - REsp: 1316921 RJ 2011/0307909-6, Relator: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento: 26/06/2012, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 29/06/2012 Responsabilidade civil dos provedores O STJ que "não se pode, sob o pretexto de dificultar a propagação de conteúdo ilícito ou ofensivo na web, reprimir o direito da coletividade à informação. Sopesados os direitos envolvidos e o risco potencial de violação de cada um deles, o fiel da balança deve pender para a garantia da liberdade de informação assegurada pelo art. 220, § 1', da CF/88, sobretudo considerando que a Internet representa, hoje, importante veículo de comunicação social de massa" (STJ, REsp 1.407.271, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3' T., DJ 2911.2013). Responsabilidade civil dos provedores Escândalo da Epionagem – 2013; As Manifestações de Junho de 2013; ‘’Rolêzinhos’’. Marco civil da internet Contexto histórico; Usuários desprotegidos; Lei Carolina Dieckmann – 2012. Aprovado em caráter de urgência – 2014. Marco civil da internet Princípio da Liberdade de Expressão; Princípio do Direito a Privacidade; Princípio da Neutralidade da Lide. Marco civil da internet FARIAS. Cristiano Chaves de. Curso de Direito Civil, Responsabilidade Civil, e.4. 2017 TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. Volume Único, 2017. Referências