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Roteiro 8 - Perícia civil

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE CIENCIAS DA SAÚDE
ODONTOLOGIA LEGAL 2
Roteiro 8 – Perícia Traumatológica no Ambito Civil.
Código Processo Civil
Art. 139. São auxiliares do juízo, além de outros, cujas atribuições são determinadas pelas normas de organização judiciária, o escrivão, o oficial de justiça, O PERITO, o depositário, o administrador e o intérprete.
Art. 145. Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz será assistido por perito(...).
§1º. Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário, devidamente inscritos no órgão de classe competente, competente, respeitado o disposto no capítulo VII, seção VII, deste Código.
§2º. Os peritos comprovarão sua especialidade na matéria sobre que deverão opinar, mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos.
§3º. Nas localidades onde não houver profissionais qualificados que preencham os requisitos dos parágrafos anteriores, a indicação dos peritos será de livre escolha do juiz. 
Art. 147. O perito que, por dolo ou culpa prestar informações inverídicas, responderá pelos prejuízos que causar à parte, ficará inabilitado por 02 anos a funcionar em outras perícias e incorrerá na sanção que a lei penal estabelecer.
Art. 421 CPC O juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para entrega do laudo.
§1º Incumbe às partes, dentro em 5 (cinco) dias, contados da intimação do despacho de nomeação do perito:
I- indicar o assistente técnico;
II- apresentar quesitos. 
Art. 424. O perito pode ser substituído quando:
I- carecer de conhecimento técnico ou científico;
II- sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
§único: No caso previsto no início II, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo.
Art. 425. Poderão as partes apresentar, durante a diligência, quesitos suplementares. Da juntada dos quesitos aos autos dará o escrivão ciência à parte contrária. 
Art. 426. Compete ao juiz:
I- indeferir quesitos impertinentes;
II- formular os que entender necessários ao esclarecimento da causa.
Código Civil - Dos atos jurídicos ilícitos
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art. 188 Não constituem atos ilícitos:
I – os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;
II – a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.
Responsabilidade Civil
Da obrigação de indenizar
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito, (art. 186 e 187) causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
Indenização
Art. 948.No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:
I- No pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;
II- Na prestação de alimentos às pessoas a que o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima.
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou ou da depreciação que ele sofreu.
Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez.
Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que, no exercício da atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.
Segundo Cardozo (1997) os prejuízos sofridos pela vítima de trauma podem ser assim dispostos:
Despesas de cura;
Incapacidade temporária parcial ou total;
Incapacidade parcial permanente;
Pretium doloris;
Prejuízo estético.