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C ic lo m en st ru al Prezado aluno, Desenvolvemos uma apostila interativa para oferecer um material inovador e, ainda melhor, focado na metodologia Aristo. Para uma experiência completa, sugerimos que realize os seus estudos pelo computador, possibilitando abrir os comentários das questões, respondê-las de forma interativa e até mesmo pular o conteúdo da questão respondida, em caso de acerto, para o tópico seguinte, de forma opcional. A interatividade traz novas possibilidades, mas você continua podendo abrir os seus materiais em tablets e celulares, além de poder imprimi-lo para usar em seus estudos e revisões. 3 Ciclo menstrual 1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠ 4 1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠ 5 Questão 01 5 2. Os ovários 7 Questão 02 9 2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠ 9 2.2 Fase folicular ⚠ 10 Questão 03 11 Questão 04 12 2.3 Fase ovulatória ⚠ 13 2.4 Fase lútea 14 2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual 14 3. O ciclo uterino ⚠ 15 3.1 Fase menstrual 16 3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio 17 3.3 Fase secretora: a fase da progesterona 18 4. Os efeitos do ciclo no muco cervical 20 Questão 05 21 5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal 23 6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal 24 7. O ciclo menstrual normal 24 8. Síndrome pré-menstrual (SPM) 26 9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) 27 TOP FIVE 29 4 Ciclo menstrual O organismo da mulher funciona de forma cíclica, ou seja, apresenta mudanças regulares que podem ser consideradas uma preparação periódica para a gestação. Ciclo menstrual é um tema que pode confundir muita gente, já que vários acontecimentos ocorrem simultaneamente. O conhecimento da fisiologia, especialmente do controle neuroendócrino do ciclo menstrual, é de extrema importância, porque monta uma excelente base para compreender muitos outros temas da Ginecologia e Obstetrícia. Vamos nessa? Do ponto de vista biológico, a mulher, a partir da menarca (data da sua primeira menstruação), passa por uma fase cíclica em que os hormônios oscilam e se equilibram de forma dinâmica em pulsos, numa sintonia fina de feedbacks que preparam o útero para uma possível gestação. Esse período é chamado menacme e dura até a menopausa (data da última menstruação). Aqui, o diagnóstico é feito de modo retrógrado, após um ano sem menstruar. Lembre-se de que um ciclo menstrual é contado a partir do primeiro dia da menstruação até o dia anterior à próxima menstruação. 1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠ A compreensão do funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é o primeiro passo para conseguir acertar as questões sobre ciclo menstrual. A ativação do eixo HHO é responsável pelo início da vida reprodutiva da mulher, ou seja, sua ativação leva ao início da puberdade. É importante saber que o padrão de atividade desse eixo é variável durante as diferentes fases da vida, comandado pela secreção pulsátil do hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH) pelo hipotálamo. Sabe-se que a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é influenciada por uma interação complexa entre fatores genéticos, nutricionais, ambientais e socioeconômicos, que reduzem o tônus inibitório e aumentam o tônus estimulatório sobre a secreção pulsátil do GnRH, levando ao início da puberdade. Útero Ovário Estrogênio Progesterona Hipófise anterior FSH LH Hipotálamo GnRH Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) 5 Ciclo menstrual 1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠ O hipotálamo é responsável por secretar de forma pulsátil (esse é um conceito muito importante, não o esqueça!) o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) que vai atuar na hipófise anterior, controlando simultaneamente a secreção de dois hormônios: o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). Mas para que servem esses hormônios? • Hormônio folículo estimulante (FSH): promove o recrutamento e crescimento folicular ovariano, além de selecionar o folículo dominante. • Hormônio luteinizante (LH): promove a luteinização das células da teca e granulosa, induz a maturação do óvulo e promove a ovulação. Na primeira fase do ciclo menstrual, temos uma predominância da secreção de FSH e, por isso, recebe o nome de fase folicular. Já na segunda fase do ciclo menstrual, predomina a secreção de LH e, por isso, recebe o nome de fase lútea. Na fase folicular, a pulsatilidade da GnRH é caracterizada por uma alta frequência de pulso e menor amplitude, levando à maior liberação de FSH; enquanto, na fase lútea, temos uma baixa frequência e maior amplitude, favorecendo a secreção de LH. Questão 01 (HST - RJ - 2019) Sobre a fisiologia menstrual e o controle neuroendócrino do ciclo, assinale a alternativa CORRETA: a) Altos níveis de estrogênio aumentam a síntese e armazenamento de FSH e LH, tendo, portanto, importante efeito na regulação de LH e FSH. b) O pulso de secreção de GnRH deve estar dentro de um patamar crítico de frequência, e não de concentração, para manter a função reprodutiva normal. c) O aumento da frequência de pulso de GnRH aumenta a secreção de FSH; já a diminuição do pulso de GnRH aumenta a secreção de LH. d) O GnRH tem ação na glândula hipófise anterior, atuando na síntese, armazenamento, ativação e secreção de gonadotropinas. Comentário CCQ: Saber que GnRH atua na síntese, armazenamento e ativação das gonadotrofinas Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim 6 Ciclo menstrual Os ovários, em resposta ao eixo hipotálamo-hipófise, produzem os esteroides sexuais: estrogênio e progesterona. O hipotálamo sofre retroação (o feedback, assim como outros eixos hormonais do nosso corpo) dos esteroides ovarianos (estrógeno e progesterona) de forma variável ao longo do ciclo. • O estrogênio atua sobre a hipófise estimulando a produção e o armazenamento das gonadotrofinas (FSH e LH) - guarde esse conceito. • A progesterona, no entanto, tem um papel importante no estímulo à liberação das gonadotrofinas armazenadas. Folicular Lútea Ovulação HIPOTÁLAMO LIBERA FSH ALTA FREQUÊNCIA + BAIXA AMPLITUDE “FAST” FASE FOLICULAR HIPOTÁLAMO LIBERA LH BAIXA FREQUÊNCIA + ALTA AMPLITUDE “LENTO” FASE LÚTEA Variação em frequência e amplitude do GnRH ao longo do ciclo Lembre-se: Fase Folicular Frequência ALTA amplitude baixa Fase lúteA frequência baixa Amplitude ALTA E como o LH e o FSH agem no ovário? A partir de agora, é preciso muita atenção. Iremos dividir o ciclo menstrual sob duas ópticas: do ciclo ovariano e do ciclo uterino. Essas ópticas são muito importantes, pois dentro de cada uma delas há CCQ’s significativos que, além de aparecerem na sua prova, ajudam a entender vários outros temas na GO. 7 Ciclo menstrual 2. Os ovários Os ovários têm basicamente duas funções: produzir os óvulos para serem fecundados por espermatozoides e produzir hormônios que controlam o organismo feminino. Eles também possuem diversas ações além do preparo do corpo da mulher para uma possível gestação. Ou seja, possuem funções reprodutivas e endócrinas. Antes de começarmos a falar propriamente do ciclo ovariano, vamos relembrar um pouco o desenvolvimento das células germinativas nos ovários? O desenvolvimento folicular ovariano começa ainda no intraútero. Durante a quinta semana de gestação, o ovário de um feto feminino contém cerca de 500 a 1.300 células germinativas primordiais. As células germinativas primordiais sofrem mitose e, por volta da vigésima semana de gravidez, o feto feminino tem aproximadamente 6 a 8 milhões de células germinativas. Uma vez que a mitose está completa, as células germinativas entram em meiose e param na prófase I meiótica. Durante a vida intrauterina, por volta de ¾ dessas células são perdidas e, ao nascimento, temos cerca de 1 a 2 milhões de óvulos. No periparto, cada óvulo dá origem a um folículo primordial contendo um oócito primário e uma única camada de células da granulosa.Durante a infância, ocorre um processo de atresia dos folículos primordiais e, quando se atinge a puberdade, permanecem aproximadamente 400.000 a 500.000 folículos primordiais. Após a menarca, aproximadamente 1.000 folículos são perdidos mensalmente. A cada mês, os folículos recrutados pelo estímulo do FSH reiniciam a progressão meiótica e a meiose I é completada no oócito destinado à ovulação, em resposta ao estímulo do pico de LH. A meiose II irá ser completada após o processo de fertilização. 1 2 3 4 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 Puberdade Nascimento Idade gestacional N úm er o (m ilh õe s) Início da Oogênese Oogônia Oócitos Início do desenvolvimento folicular Menopausa 5 6 Número de células germinativas nos ovários 8 Ciclo menstrual As duas funções ovarianas, foliculogênese e esteroidogênese, são intimamente relacionadas, uma vez que a produção dos esteroides gonadais depende do recrutamento e desenvolvimento folicular. Primeiro, vamos lembrar que o folículo ovariano é formado por um óvulo central e duas camadas de células ao redor: a granulosa, interna, e a teca, externa. Folículo ovariano A foliculogênese pode ser dividida em duas fases: uma primeira fase independente de gonadotrofinas, e uma segunda fase, que depende do estímulo do FSH. Durante a fase inicial, um pool de folículos ovarianos é recrutado e inicia seu desenvolvimento por meio da proliferação das células da granulosa e diferenciação das células da teca. A partir daí, o desenvolvimento folicular se torna dependente de FSH. Com o desenvolvimento das células da teca e da granulosa, começa a produção dos esteroides ovarianos na tão famosa Teoria das duas células, duas gonadotrofinas! 9 Ciclo menstrual 2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠ A teoria das duas células e duas gonadotrofinas traz o conceito de que a produção de estrogênio pelos ovários depende da ação do LH e FSH sobre as células da teca e da granulosa. As células da teca, mais externas no folículo ovariano, são vascularizadas e expressam receptores de LH. Já as células da granulosa, avasculares, expressam receptores de FSH. O colesterol chega até as células da teca, onde, por estímulo do LH, é convertido em progesterona e androgênios, os quais atingem as células da granulosa por difusão e, por meio do estímulo do FSH e ação da aromatase, são convertidos em estradiol. Resumindo… • Células da teca do folículo ovariano: colesterol é convertido em androstenediona e testosterona por estímulo de LH. • Células da granulosa do folículo ovariano: androstenediona e testosterona são convertidas em estrona e estradiol pelo processo de aromatização, via enzima aromatase e estímulo do FSH. Questão 02 (UFMT-Revalida - MT - 2019) Em relação ao ciclo menstrual, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Nas células da granulosa, os androgênios produzidos na teca são convertidos em estrogênios pela ação da enzima aromatase, mecanismo das duas células. ( ) Os estrogênios têm a propriedade de reduzir os receptores de FSH na granulosa. ( ) Na metade da fase folicular sob a influência do estrogênio, os níveis de LH se elevam juntamente com seus receptores nas células da teca. ( ) O LH estimulará a produção de estrogênio nas células da teca que inibirá a liberação de FSH pela hipófise. Assinale a sequência correta. a) V, V, F, F. b) V, F, V, F. c) F, F, V, V. d) F, V, F, V. Comentário CCQ: Teca + LH produzem androgênios ⟶ granulosa + FSH via aromatase geram estrogênio / FSH é inibido na adeno-hipófise pelo estrogênio Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim 10 Ciclo menstrual O estradiol é o estrogênio mais potente e será o principal da menacme. A estrona, menos potente e produzida principalmente pelo processo de aromatização periférica no tecido adiposo, será a principal da pós-menopausa. As bancas adoram cobrar essa cascata e é importante que você saiba quais são os metabólitos e os precursores de cada tipo de célula. Atenção especial à enzima aromatase. Para lembrar: TELHADO - a teca é o telhado do folículo e sofre ação do LH. Nela, ocorre a produção de androstenediona. 2.2 Fase folicular ⚠ Mecanismo de duas células e duas gonadotrofinas 11 Ciclo menstrual Questão 03 (AMRIGS - RS - 2017) Analise o gráfico abaixo do ciclo menstrual de uma mulher. Em relação à dinâmica hormonal no ciclo menstrual normal, está CORRETO afirmar que o hormônio representado na curva: a) “B” é responsável pelo desenvolvimento folicular. b) “D” é produzido pelo corpo lúteo e apresenta ação secretora sobre o endométrio. c) “A” estimula a produção hormonal do corpo lúteo. d) “C” faz retrocontrole positivo sobre a secreção de FSH. e) “A” é a inibina B e o da curva “C” é o estradiol. Comentário CCQ: Conhecer as curvas hormonais do ciclo menstrual Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim 12 Ciclo menstrual Questão 04 (AMRIGS - RS - 2017) Ao final da fase lútea do ciclo anterior, com o (a)******__******do estradiol, da progesterona e da inibina A, um (a) ******___******dos níveis de FSH é observado, permitindo o (a) _ folicular. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. a) Redução - aumento - recrutamento. b) Aumento - redução - recrutamento. c) Redução- aumento- seleção. d) Aumento - aumento - dominância. e) Redução - redução - seleção. Comentário CCQ: Saber que, durante o período menstrual, a queda da progesterona e do estradiol possibilitam o aumento do FSH, permitindo o recrutamento folicular Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim Agora que já comentamos sobre o processo de formação dos folículos ovarianos e sobre a teoria das duas células duas gonadotrofinas, podemos voltar ao ciclo ovariano. O ciclo ovariano é dividido em três fases no ciclo menstrual: 1. Folicular 2. Ovulatória* 3. Lútea *Alguns autores colocam a fase ovulatória como incluída na fase folicular. Nesses casos, o ciclo fica dividido em apenas 2 fases (folicular e lútea). Ao final do ciclo menstrual anterior, o corpo lúteo começa a regredir e, com isso, existe uma diminuição da secreção de progesterona juntamente com a diminuição dos níveis de estradiol e inibina A. Assim, o estímulo inibitório que existia sobre o FSH diminui e seus níveis começam a aumentar antes do início do novo ciclo. A fase folicular é marcada pelo aumento progressivo do FSH, quando temos maior estímulo à produção de estrogênio e inibina B (feedback positivo). Os folículos ovarianos possuem receptores para FSH que sofrem autorregulação positiva; isso significa que, quanto maior for o estímulo pelo FSH, mais receptores serão expressos. 13 Ciclo menstrual O folículo dominante, ou seja, aquele que irá se destacar entre o pool de folículos recrutados, é o que apresenta maior expressão de receptores de FSH. Assim, quando a produção de estradiol e inibina B for máxima, por feedback negativo, existirá uma diminuição da liberação de FSH, sendo que o seu desenvolvimento não será afetado, enquanto os demais folículos involuem e sofrem atresia. Lembre-se que, por apresentar mais receptores de FSH, o folículo dominante tem maior atividade da enzima aromatase e, por isso, produz mais estrogênio que os demais. A inibina B secretada pelas células da granulosa promove um feedback negativo na hipófise inibindo a liberação de FSH. Este é um método importante para garantir a dominância de um dos folículos. Saiba que essa fase tem duração variável, sendo decisiva para a duração do ciclo menstrual. Para ficar fácil de lembrar: • Inibina A: after ovulation (secretada pelas células do corpo lúteo sob controle do LH). • Inibina B: before ovulation (secretada pelas células da granulosa na fase folicular sob controle do FSH). 2.3 Fase ovulatória ⚠ O marcador mais importante aqui é o pico de LH, precedido pelo aumento rápido dos níveis de estradiol (> 200 pg/ml por ± 50horas). O resultado é a ovulação. Atenção: o CCQ que você deve saber para sua prova é: • Tempo entre o início da elevação dos níveis de LH e ovulação: 32 a 36 horas (algumas referências apontam entre 24h e 36h). • Tempo entre o pico de LH e a ovulação: 10 a 12 horas. • Tempo entre o pico de estradiol e o pico de LH: 14 a 24 horas. • Tempo entre o pico de estradiol e a ovulação: 24 a 36 horas. O vu la çã o 14 - 24 horas 10 - 12 horas LH E2 Pico de estrogênio e pico de LH 14 Ciclo menstrual Aqui, nesta fase, o pico de LH tem importância, pois: • Prepara o oócito para a fertilização. • Estimula a síntese de prostaglandinas. • Luteiniza as células da granulosa (forma o corpo lúteo), que passam a produzir progesterona (que auxilia o processo de expulsão do oócito). Após a expulsão, entramos na última fase. 2.4 Fase lútea Essa fase é fixa, com duração de 14 dias para a maioria das mulheres. As células da granulosa acumulam luteína, um pigmento amarelo que dá o nome à fase. O corpo lúteo é responsável pela produção principalmente de progesterona. É importante que você conheça o efeito termorregulador do corpo lúteo, já que a progesterona possui efeito no hipotálamo, aumentando a temperatura corporal em média de 0,4 °C nessa fase. Há um aumento da progesterona que, junto ao estradiol e inibina A, suprime as gonadotrofinas. Dessa forma, a fase é marcada pela progesterona e inibina A. A regressão do corpo lúteo leva à queda dos níveis dessas substâncias e, com a parada da inibição pela inibina A, o FSH volta a se elevar alguns dias antes da menstruação. A queda do estradiol e progesterona reajusta os pulsos de GnRH pelo hipotálamo, em que: • Maior frequência e menor amplitude: FSH é liberado. • Aumento de FSH: seleção de um novo folículo dominante. O ciclo então se reinicia. 2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual Abaixo temos um gráfico importante, com a variação dos quatro principais hormônios ao longo do ciclo menstrual. É essencial que você decore essa variação, pois tanto a descrição quanto a imagem são fundamentais para a sua prova. Os principais links mentais são: • Hormônio hipofisário que começa mais alto: FSH. • Hormônio hipofisário que se eleva antes da ovulação: LH. • Hormônio gonadal que se eleva antes da ovulação: estrogênio (E2). • Hormônio gonadal que se eleva depois da ovulação: progesterona (P4). 15 Ciclo menstrual Tempo C on ce nt ra çã o sa ng uí ne a FSH E LH P Dinamica hormonal do ciclo ovariano 3. O ciclo uterino ⚠ A variação hormonal também promove, paralelamente, alterações específicas no útero, e também vamos dividir em três as fases deste ciclo. É importante lembrar que o endométrio é, ao microscópio, dividido em três camadas: Camada basal: é aquela mais próxima ao miométrio. Ela é responsável pela regeneração endometrial após cada ciclo de descamação e não sofre grande influência com as variações hormonais. Camada funcional: é aquela mais próxima à cavidade uterina. Essa camada sofre influência direta das alterações hormonais do ciclo menstrual. Além disso, pode ser dividida em uma camada superficial, chamada estrato compacto, composta por diversas glândulas e estroma denso, e uma camada mais profunda, chamada estrato esponjoso, onde se encontram o colo das glândulas endometriais e estroma frouxo. As alterações que ocorrem no endométrio durante o ciclo menstrual tem como objetivo preparar o útero para a implantação de um possível embrião. 16 Ciclo menstrual Representação esquemática das camadas endometriais 3.1 Fase menstrual Representa o término da vida funcional do corpo lúteo quando não ocorre uma gestação, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona. A queda nos níveis de progesterona dá início à liberação de enzimas líticas e prostaglandinas que estimulam vasoespasmos dos vasos endometriais, levando a camada funcional à isquemia e necrose. Ocorre, portanto, a descamação, a qual chamamos de menstruação. Repare na imagem abaixo como, neste momento, no ultrassom, o endométrio é visto como uma faixa fina e ecogênica composta pela camada basal. 17 Ciclo menstrual Endométrio no ultrassom: fase menstrual (imagem do Dr. Praveen Jha, Radiopaedia.org, rID: 30611) 3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio Corresponde à fase folicular no ovário. Inicialmente temos glândulas curtas e pequenas que, por estímulo estrogênico, vão se desenvolvendo. Para você conseguir imaginar o quanto há de crescimento, o endométrio passa de 2 mm de espessura na fase inicial para cerca de 10 mm no período pré-ovulatório. Há intensa atividade mitótica, e, ao fim da fase proliferativa, teremos o famoso endométrio trilaminar, momento perfeito para a nidação. 18 Ciclo menstrual Endométrio no ultrassom: fase proliferativa tardia - trilaminar (imagem da Dra. Alexandra Stanislavsky, Radiopaedia.org, rID: 30417) 3.3 Fase secretora: a fase da progesterona Corresponde à fase lútea no ovário. Aqui, as glândulas endometriais ficam mais longas e dilatadas e surgem vacúolos contendo glicogênio no citoplasma. Além disso, as arteríolas se tornam mais enrodilhadas, preparando-se para a invasão trofoblástica. Repare na imagem abaixo como, no ultrassom, o endométrio se torna mais espesso e uniformemente ecogênico. 19 Ciclo menstrual Endométrio no ultrassom: fase secretora (case courtesy of Dr. Alexandra Stanislavsky, Radiopaedia.org, rID: 30415) 20 Ciclo menstrual 4. Os efeitos do ciclo no muco cervical Representação esquemática ao longo do ciclo 21 Ciclo menstrual Questão 05 (INEP-Revalida - DF - 2013) Mulher, com 25 anos, vem ao Ambulatório de Ginecologia para fazer o seu “preventivo” (sic). Relata ciclos menstruais regulares a cada 28 - 30 dias. Refere que nos dias que antecedem a menstruação sente-se mais inchada, com mastalgia e que, nos dois primeiros dias de fluxo menstrual, sente cólicas. Ao realizar o exame especular na paciente, o médico visualiza o achado mostrado na figura acima, que é clinicamente compatível com: a) Uso de contracepção hormonal combinada. b) Diagnóstico de uma cervicite inespecífica. c) Existência de baixos níveis estrogênicos. d) Período pré-ovulatório imediato. e) Fase lútea do ciclo menstrual. Comentário Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim CCQ: Saber que o muco cervical na fase folicular do ciclo é mais fino, filante e se cristaliza 22 Ciclo menstrual Filância do muco cervical na fase folicular Na fase folicular (atente-se aos “F”), o muco se torna mais fino, com capacidade de filância (forma fios) e se cristaliza. Ao microscópio, possui aspecto de folha de samambaia. Como o líquido amniótico é rico em estrogênio, temos essa mesma cristalização em casos de ruptura prematura de membranas ovulares. Na fase lútea, regida pela progesterona, o muco perde tais características e se torna espesso e viscoso. Filância do muco cervical na fase lútea 23 Ciclo menstrual À esquerda, não há cristalização em folha de samambaia do muco cervical, como se espera na fase lútea (muco espesso, viscoso, em grumos); à direita, cristalização em folha de samambaia típica do momento final da fase folicular (pré-ovulatória) 5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal Na fase reprodutiva, o epitélio escamoso estratificado da vagina apresenta as seguintes camadas: basal, parabasal, intermediária e superficial, que sofrem alterações com o ciclo menstrual. Durante a fase folicular, em resposta aos níveis elevados de estrogênio, as células epiteliais vaginais produzem e acumulam glicogênio. As células superficiais são as mais comuns nos esfregaços vaginais no período ovulatório do ciclo menstrual, e as questões podem trazer sua descrição como células poligonais, com o citoplasma geralmente eosinofílico e o núcleo picnótico. Já durante no período pós-ovulatório do ciclo menstrual, durante a gravidez e na menopausa precoce, as células intermediárias são as mais comuns nos esfregaços vaginais. O seu predomínioé relacionado à ação da progesterona. Diferentemente da célula superficial, a célula intermediária possui o núcleo vesicular e não picnótico. O citoplasma das células intermediárias habitualmente se cora em azul ou verde (cianofílico). Apesar de o epitélio vaginal sofrer descamação contínua, na fase secretora essa descamação pode ser acentuada. 24 Ciclo menstrual Esfregaço vaginal contendo células intermediárias (azul) e uma única célula superficial (rosa) 6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal A temperatura corporal, normalmente medida no início da manhã ao acordar, antes de qualquer atividade, é de 0,3 °C a 0,7 °C mais alta na fase lútea em comparação com a fase folicular. Esse aumento da temperatura corporal pode ser atribuído ao efeito termogênico da progesterona. 7. O ciclo menstrual normal Apesar de a literatura médica divergir sobre os parâmetros que classificariam um ciclo menstrual normal, os mais recentes adotados pela FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) consideram o seguinte: 25 Ciclo menstrual Padrões de normalidade do sangramento de acordo com a Figo (2018) Frequência Infrequente: > 38 dias Normal: entre 24 e 38 dias Frequente: 8 dias Regularidade Normal: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos inferior a 7 a 9 dias* Irregular: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos superior a 8 a 10 dias Volume sanguíneo (referido pela mulher) Leve Normal Intenso * ≤ 7 dias entre 26 e 41 anos e ≤ 9 dias entre 18 e 25 anos e entre 42 e 45 anos. A seguir, temos um resumo esquemático de tudo o que vimos até aqui. 26 Ciclo menstrual Ciclo menstrual, em suas distintas fases e perspectivas 8. Síndrome pré-menstrual (SPM) Ao conjunto de sintomas emocionais, comportamentais e físicos que surgem de forma recorrente na fase lútea do ciclo menstrual e que desaparecem com o início da menstruação damos o nome de síndrome pré-menstrual. Trata-se de uma condição comum, que pode afetar até 80% das mulheres. Entre os sintomas mais comuns temos: irritabilidade, tensão, depressão, inchaço, mastalgia e cefaleia. Não se sabe ainda a etiologia do surgimento desses sintomas. 27 Ciclo menstrual Uma das definições da síndrome pré-menstrual é a presença de sintomas que surgem na fase lútea do ciclo menstrual e que interferem nas atividades diárias da mulher, durando pelo menos cinco dias antes da menstruação nos últimos três ciclos consecutivos. O tratamento da SPM deve ser multidisciplinar e individualizado, abrangendo desde mudanças de estilo de vida, até o uso de medicações. Atividade física regular e dieta saudável, com diminuição do consumo de alimentos com cafeína, açúcar, carne vermelha e o consumo de álcool fazem parte dessas mudanças. Intervenções psicossociais são recomendadas. Mas, o que as questões mais costumam cobrar, é o tratamento farmacológico. No entanto, nas pacientes que apresentam sintomas pré-menstruais associados a sofrimento clinicamente significativo ou que interferem no trabalho, na escola, em atividades sociais ou nas relações com outras pessoas, ou seja, naquelas pacientes cuja a gravidade dos sintomas é maior e debilitante, diagnosticamos o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). 9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) pode ser diferenciado da síndrome pré-menstrual pela presença de sintomas incapacitantes e por, necessariamente, precisar de ao menos cinco sintomas para o diagnóstico. Aqui, é importante excluir outros distúrbios psiquiátricos. Entre os sintomas, temos: • Labilidade afetiva acentuada. • Irritabilidade ou raiva acentuadas, ou aumento nos conflitos interpessoais. • Humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos. • Ansiedade acentuada, tensão e/ou sentimentos de estar nervosa, ou no limite. • Interesse diminuído pelas atividades habituais (por exemplo, trabalho, escola, amigos, passatempos). • Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar. Opções de tratamento da síndrome pré-menstrual Anticoncepcionais hormonais (preferencialmente contraceptivos combinados orais) Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) Fitoterápicos Diuréticos Análogos de GnRH (nos casos refratários) 28 Ciclo menstrual • Letargia, fadiga fácil ou falta de energia acentuada. • Alteração acentuada do apetite; comer em demasia; ou avidez por alimentos específicos. • Hipersonia ou insônia. • Sentir-se sobrecarregada ou fora de controle. • Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de peso. 29 Ciclo menstrual Referências: FERNANDES, Cesar Eduardo. Tratado de Ginecologia Febrasgo. 1.ª edição, Revinter: 2019. SCHORGE & Col. Ginecologia de Williams. Ed. AMGH LTDA, 4ª edição, 2020. PAL, Lubna; TAYLOR. Hugh S.; SELL Emre. Speroff´s Clinical Gynecologic Endocrinology and Inferlity. Edição: 9ª ed. Ano: 2019. Resolva as questões na plataforma Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 Questão 5 Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou clique sobre ele para abrir a questão na plataforma. TOP FIVE ➀ Fisiologia do ciclo menstrual: o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano ➁ Fisiologia do ciclo menstrual: a fase folicular ➂ Fisiologia do ciclo menstrual: mecanismo de ovulação ➃ Mecanismo duas células e duas gonadotrofinas ➄ Fisiologia do ciclo menstrual: alterações endometriais https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=5f5fa62a8c17db9f3a8c5459 https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=5f5fa62a8c17db9f3a8d0d35 https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=5f5fa62a8c17db9f3a8cfc5a https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=5f5fa62a8c17db9f3a8dacdc https://aristoclass.com.br/viewer/questao?id=5f5fa62a8c17db9f3a8da751 30 Ciclo menstrual Comentário da Questão 01 Arister, questões sobre ciclo menstrual certamente aparecerão nas suas provas. Essa, em específico, aborda a fisiologia do GnRH, hormônio hipotalâmico essencial para síntese, armazenamento e ativação do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo estimulante (FSH), as gonadotrofinas hipofisárias. Sobre o GnRH, lembre que: • GnRH alta frequência e baixa amplitude no hipotálamo = fase folicular do ciclo ovariano. • GnRH baixa frequência e alta amplitude hipotálamo = fase lútea do ciclo ovariano. Folicular Lútea Ovulação HIPOTÁLAMO LIBERA FSH ALTA FREQUÊNCIA + BAIXA AMPLITUDE “FAST” FASE FOLICULAR HIPOTÁLAMO LIBERA LH BAIXA FREQUÊNCIA + ALTA AMPLITUDE “LENTO” FASE LÚTEA Variação em frequência e amplitude do GnRH ao longo do ciclo Saiba também que os níveis de GnRH não podem estar estáveis, sendo sempre necessária essa pulsatilidade para estímulo de FSH ou LH. Vamos às alternativas: Alternativa A - Incorreta: Lembre-se que o FSH estimula o aumento de estrogênio e inibina B, sendo que ambos fazem feedback negativo na secreção de FSH. Alternativa B - Incorreta: O pulso de secreção de GnRH deve estar no patamar correto de frequência e amplitude para o funcionamento reprodutivo adequado. Logo, a frequência e amplitude são os parâmetros e, juntos, vão promover também a concentração correta. 31 Ciclo menstrual Comentário da Questão 01 Alternativa C - Incorreta: Esse item pode ter confundido um pouco, mas o que ele pergunta é: a secreção pulsátil (sobe e desce) aumenta o FSH, e a redução dessa pulsatilidade (manutenção de níveis estáveis) leva à secreção de LH? A resposta é: NÃO! Ambas as gonadotrofinas precisam de uma secreção pulsátil do GnRH. Alternativa D - Correta: Como explicado, o GnRH atua na hipófise anterior e tem todos esses efeitos na regulação do FSH e LH. Portanto, o gabarito é a alternativa D. 32 Ciclo menstrual Comentário da Questão 02 Questão super comum dentro do tema, abordando a ação dos hormônios envolvidos no ciclo menstrual nas células ovarianas da teca e da granulosa. De acordo com ateoria das duas células, temos no ovário as células da teca, que transformam colesterol em androgênio através do estímulo de LH; e as células da granulosa, que transformam androgênios em estrogênio através do estímulo de FSH. A seguir temos um esquema bem ilustrativo do que falamos. Não deixe de conferir! Teca Colesterol Androstenediona Testosterona FSH LH Androstenediona Testosterona Granulosa Aromatização EstradiolEstrona Sistema das Duas Células Vamos analisar as afirmativas da questão: Assertiva I - Verdadeiro: Os androgênios produzidos na teca são transportados por difusão até a granulosa, onde são convertidos em estrogênios pela ação da enzima aromatase. Assertiva II - Falso: O estrogênio causa feedback negativo na produção hipofisária de FSH. Aí você se pergunta: se o FSH diminui com o aumento progressivo de estrogênio, como o folículo se desenvolve sem ele? Porque o estrogênio produzido pelo folículo dominante produz mais receptores de FSH, assim, mesmo com a sua redução, ele continua se desenvolvendo. Assertiva III - Verdadeiro: O estrogênio causa feedback positivo na hipófise para produção de LH. Na metade do ciclo, o estrogênio já está no seu pico, causando elevação dos níveis de LH e de seus receptores nas células da teca. O pico de LH antecede a ovulação. Assertiva IV - Falso: O LH estimula a produção de androgênios nas células da teca. O estrogênio é quem inibe o FSH na hipófise. Portanto, o gabarito é letra B! 33 Ciclo menstrual Comentário da Questão 03 Esse é um tema bem comum nas provas, então é interessante ficar ligado, pois pode estar caindo em sua próxima prova de Revalida! Então vamos ver qual seria a correta associação de hormônios para depois pensar sobre eles. A: FSH - percebe que ele é o hormônio que começa mais alto no início de um novo ciclo menstrual. Efeito FSH: desenvolvimento folicular. B: LH - repare que seu pico é próximo ao 14° dia, o dia da ovulação para ciclos regulares de 28 dias. Efeito LH: ovulação. C: estrogênio - perceba que ele acompanha o LH no início, aumentando na primeira fase do ciclo, depois diminuindo, e depois, aumentando novamente. Ação estrogênio: proliferação no endométrio. D: progesterona - a única que só sobe na segunda fase do ciclo, que é quando temos o corpo lúteo para produzi-la. Ação progesterona: secreção no endométrio. Agora, vamos às alternativas analisar o efeito de cada um. Alternativa A - Incorreta: “B” é o LH que não é responsável pelo desenvolvimento folicular. Esse seria o “A”, até por seu nome, folículo estimulante. Alternativa B - Correta: “D” é a progesterona, realmente produzida pelo corpo lúteo e com ação secretora do endométrio. Alternativa C - Incorreta: “A” é o FSH, que não estimula a produção hormonal do corpo lúteo. Alternativa D - Incorreta: “C” é o estrogênio, que tem papel de feedback negativo (junto com a inibina B) no FSH. Alternativa E - Incorreta: Essas curvas tipicamente não mostram inibina A ou B, nem GnRh. E, como falado, “A” é o FSH, e “C”, realmente, o estradiol. Portanto, o gabarito é a alternativa B. 34 Ciclo menstrual Comentário da Questão 04 O ciclo menstrual pode parecer confuso para muitos alunos, mas é um tema extremamente importante, e claro que vamos garantir nosso pontinho na Revalidação, não é mesmo?! Inicialmente, lembre-se que o ciclo é dividido em duas fases: • Fase folicular: vai do primeiro dia da menstruação até o pico de LH. Nessa fase, os hormônios que se elevam são o estrogênio e a inibina B. O aumento do estradiol culmina em maior liberação de LH, até que o pico de LH possibilita a ovulação. • Fase lútea: caracterizada pelo aumento dos níveis de progesterona e inibina A, e possui duração fixa de 14 dias, que é o tempo de vida do corpo lúteo. Ao final deste período, a regressão do corpo lúteo leva à queda dos níveis dessas substâncias, e, com a parada da inibição pela inibina A, o FSH volta a se elevar. Consequentemente, o aumento do FSH possibilitará a escolha de um novo folículo dominante para iniciar novamente a fase folicular. Portanto, completaremos as lacunas da seguinte forma: • Ao final da fase lútea do ciclo anterior, com a REDUÇÃO do estradiol, da progesterona e da inibina A, um AUMENTO dos níveis de FSH é observado, permitindo o RECRUTAMENTO folicular. Portanto, o gabarito é a alternativa A. 35 Ciclo menstrual Comentário da Questão 05 Vamos aprender a diferenciar as características do muco de acordo com suas fases? Pelos dados dessa questão, temos uma paciente jovem-adulta com ciclos menstruais regulares, associados a alterações pré-menstruais como mastalgia, inchaço e cólica nos primeiros dias. Além disso, ela não apresenta quaisquer outras queixas! No exame especular da imagem, observa-se um colo uterino de coloração habitual, com presença de secreção ativa em grande quantidade e transparente. A partir do exame especular, a questão é saber qual seria o quadro clínico compatível. Alternativa A - Incorreta: O uso de contraceptivos hormonais combinados modifica o muco cervical, tornando-o espesso e, consequentemente, hostil ao espermatozoide, com a finalidade de se evitar a fecundação. Alternativa B - Incorreta: Primeiramente, não se trata de uma cervicite, pois nesses casos seria visualizado um colo edemaciado, hiperemiado, friável e sangrante, além de secreção mucopurulenta ao redor do OE (teste do cotonete positivo). Além disso, seriam descritos sintomas sugestivos, como corrimento, disúria e dispareunia. Alternativa C - Incorreta: Essa fase decorre com altos níveis de estrogênio. Alternativa D - Correta: A secreção apresentada se trata apenas de MUCO! Temos um muco fino, fluido e filante (bem semelhante à clara de um ovo), característico da fase folicular do ciclo menstrual. Tais características são ainda mais evidentes no período pré-ovulatório imediato. Alternativa E - Incorreta: Na fase lútea, o muco cervical sofre ação da progesterona, tornando-se bem espesso. Portanto, o gabarito é a letra D. 2. Os ovários 2.2 Fase folicular ⚠ 2.4 Fase lútea 4. Os efeitos do ciclo no muco cervical Sumário 1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠ 1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠ Questão 01 2. Os ovários Questão 02 2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠ 2.2 Fase folicular ⚠ Questão 03 Questão 04 2.3 Fase ovulatória ⚠ 2.4 Fase lútea 2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual 3. O ciclo uterino ⚠ 3.1 Fase menstrual 3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio 3.3 Fase secretora: a fase da progesterona 4. Os efeitos do ciclo no muco cervical Questão 05 5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal 6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal 7. O ciclo menstrual normal 8. Síndrome pré-menstrual (SPM) 9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) TOP FIVE Botão 60: Página 3: Página 4: Página 5: Página 6: Página 7: Página 8: Página 9: Página 10: Página 11: Página 12: Página 13: Página 14: Página 15: Página 16: Página 17: Página 18: Página 19: Página 20: Página 21: Página 22: Página 23: Página 24: Página 25: Página 26: Página 27: Página 28: Página 29: Tesoura 1 A 28: Tesoura 1 C 30: A 29: Botão de rádio 16: Off Tesoura 1 D 28: Tesoura 1 B 28: B 29: C 30: D 32: Resposta 29: Respostas 15: Tesoura 1 A 27: Tesoura 1 C 29: A 28: Tesoura 1 D 27: Tesoura 1 B 27: B 28: C 29: D 31: Resposta 28: Respostas 14: Tesoura 1 A 29: Tesoura 1 C 31: A 30: Tesoura 1 D 29: Tesoura 1 E 28: Tesoura 1 B 29: B 30: C 31: D 33: E 30: Resposta 30: Respostas 16: Tesoura 1 A 26: Tesoura 1 C 28: A 27: Tesoura 1 D 26: Tesoura 1 E 27: Tesoura 1 B 26: B 27: C 28: D 30: E 29: Resposta 27: Respostas 13: Tesoura 1 A 30: Tesoura 1 C 32: A 31: Tesoura 1 D 30: Tesoura 1 E 29: Tesoura 1 B 30: B 31: C 32: D 34: E 31: Resposta 31: Respostas 17: Botão 185: Página 30: Página 31:Botão 194: Página 32: Botão 203: Página 33: Botão 2012: Página 34: Botão 2021: Página 35: