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Prezado aluno,
Desenvolvemos uma apostila interativa para 
oferecer um material inovador e, ainda melhor, 
focado na metodologia Aristo.
Para uma experiência completa, sugerimos 
que realize os seus estudos pelo computador, 
possibilitando abrir os comentários das 
questões, respondê-las de forma interativa 
e até mesmo pular o conteúdo da questão 
respondida, em caso de acerto, para o tópico 
seguinte, de forma opcional.
A interatividade traz novas possibilidades, mas 
você continua podendo abrir os seus materiais 
em tablets e celulares, além de poder imprimi-lo 
para usar em seus estudos e revisões.
3
Ciclo menstrual
1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠ 4
1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠ 5
Questão 01 5
2. Os ovários 7
Questão 02 9
2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠ 9
2.2 Fase folicular ⚠ 10
Questão 03 11
Questão 04 12
2.3 Fase ovulatória ⚠ 13
2.4 Fase lútea 14
2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual 14
3. O ciclo uterino ⚠ 15
3.1 Fase menstrual 16
3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio 17
3.3 Fase secretora: a fase da progesterona 18
4. Os efeitos do ciclo no muco cervical 20
Questão 05 21
5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal 23
6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal 24
7. O ciclo menstrual normal 24
8. Síndrome pré-menstrual (SPM) 26
9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) 27
TOP FIVE 29
4
Ciclo menstrual
O organismo da mulher funciona de forma cíclica, ou seja, apresenta mudanças regulares que 
podem ser consideradas uma preparação periódica para a gestação. Ciclo menstrual é um 
tema que pode confundir muita gente, já que vários acontecimentos ocorrem simultaneamente. 
O conhecimento da fisiologia, especialmente do controle neuroendócrino do ciclo menstrual, 
é de extrema importância, porque monta uma excelente base para compreender muitos 
outros temas da Ginecologia e Obstetrícia. Vamos nessa? 
Do ponto de vista biológico, a mulher, a partir da menarca (data da sua primeira menstruação), 
passa por uma fase cíclica em que os hormônios oscilam e se equilibram de forma dinâmica 
em pulsos, numa sintonia fina de feedbacks que preparam o útero para uma possível gestação.
Esse período é chamado menacme e dura até a menopausa (data da última menstruação). 
Aqui, o diagnóstico é feito de modo retrógrado, após um ano sem menstruar. Lembre-se 
de que um ciclo menstrual é contado a partir do primeiro dia da menstruação até o dia anterior 
à próxima menstruação.
1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠
A compreensão do funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é o primeiro passo 
para conseguir acertar as questões sobre ciclo menstrual. A ativação do eixo HHO é responsável 
pelo início da vida reprodutiva da mulher, ou seja, sua ativação leva ao início da puberdade.
É importante saber que o padrão de atividade desse eixo é variável durante as diferentes 
fases da vida, comandado pela secreção pulsátil do hormônio liberador das gonadotrofinas 
(GnRH) pelo hipotálamo. Sabe-se que a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano é 
influenciada por uma interação complexa entre fatores genéticos, nutricionais, ambientais e 
socioeconômicos, que reduzem o tônus inibitório e aumentam o tônus estimulatório sobre a 
secreção pulsátil do GnRH, levando ao início da puberdade.
Útero
Ovário
Estrogênio
Progesterona
Hipófise anterior
FSH
LH
Hipotálamo
GnRH
Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO)
5
Ciclo menstrual
1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠
O hipotálamo é responsável por secretar de forma pulsátil (esse é um conceito muito 
importante, não o esqueça!) o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) que vai 
atuar na hipófise anterior, controlando simultaneamente a secreção de dois hormônios: 
o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH).
Mas para que servem esses hormônios?
• Hormônio folículo estimulante (FSH): promove o recrutamento e crescimento folicular 
ovariano, além de selecionar o folículo dominante.
• Hormônio luteinizante (LH): promove a luteinização das células da teca e granulosa, induz 
a maturação do óvulo e promove a ovulação. 
Na primeira fase do ciclo menstrual, temos uma predominância da secreção de FSH e, 
por isso, recebe o nome de fase folicular. Já na segunda fase do ciclo menstrual, predomina 
a secreção de LH e, por isso, recebe o nome de fase lútea. 
Na fase folicular, a pulsatilidade da GnRH é caracterizada por uma alta frequência de pulso 
e menor amplitude, levando à maior liberação de FSH; enquanto, na fase lútea, temos uma 
baixa frequência e maior amplitude, favorecendo a secreção de LH. 
Questão 01 
(HST - RJ - 2019) Sobre a fisiologia menstrual e o controle neuroendócrino do ciclo, 
assinale a alternativa CORRETA:
a) Altos níveis de estrogênio aumentam a síntese e armazenamento de FSH e LH, 
tendo, portanto, importante efeito na regulação de LH e FSH.
b) O pulso de secreção de GnRH deve estar dentro de um patamar crítico de 
frequência, e não de concentração, para manter a função reprodutiva normal.
c) O aumento da frequência de pulso de GnRH aumenta a secreção de FSH; já a 
diminuição do pulso de GnRH aumenta a secreção de LH.
d) O GnRH tem ação na glândula hipófise anterior, atuando na síntese, 
armazenamento, ativação e secreção de gonadotropinas.
Comentário
CCQ: Saber que GnRH atua na síntese, armazenamento e ativação das gonadotrofinas
Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim
6
Ciclo menstrual
Os ovários, em resposta ao eixo hipotálamo-hipófise, produzem os esteroides sexuais: 
estrogênio e progesterona. O hipotálamo sofre retroação (o feedback, assim como outros 
eixos hormonais do nosso corpo) dos esteroides ovarianos (estrógeno e progesterona) de 
forma variável ao longo do ciclo. 
• O estrogênio atua sobre a hipófise estimulando a produção e o armazenamento das 
gonadotrofinas (FSH e LH) - guarde esse conceito.
• A progesterona, no entanto, tem um papel importante no estímulo à liberação das 
gonadotrofinas armazenadas. 
Folicular Lútea
Ovulação
HIPOTÁLAMO
LIBERA
FSH
ALTA
FREQUÊNCIA
+
BAIXA
AMPLITUDE
“FAST”
FASE FOLICULAR
HIPOTÁLAMO
LIBERA
LH
BAIXA
FREQUÊNCIA
+
ALTA
AMPLITUDE
“LENTO”
FASE LÚTEA
 Variação em frequência e amplitude do GnRH ao longo do ciclo
Lembre-se:
Fase Folicular Frequência ALTA amplitude baixa
Fase lúteA frequência baixa Amplitude ALTA
E como o LH e o FSH agem no ovário?
A partir de agora, é preciso muita atenção. Iremos dividir o ciclo menstrual sob duas ópticas: 
do ciclo ovariano e do ciclo uterino. Essas ópticas são muito importantes, pois dentro 
de cada uma delas há CCQ’s significativos que, além de aparecerem na sua prova, ajudam 
a entender vários outros temas na GO.
7
Ciclo menstrual
2. Os ovários
Os ovários têm basicamente duas funções: produzir os óvulos para serem fecundados por 
espermatozoides e produzir hormônios que controlam o organismo feminino. Eles também 
possuem diversas ações além do preparo do corpo da mulher para uma possível gestação. 
Ou seja, possuem funções reprodutivas e endócrinas.
Antes de começarmos a falar propriamente do ciclo ovariano, vamos relembrar um 
pouco o desenvolvimento das células germinativas nos ovários?
O desenvolvimento folicular ovariano começa ainda no intraútero. Durante a quinta 
semana de gestação, o ovário de um feto feminino contém cerca de 500 a 1.300 células 
germinativas primordiais. As células germinativas primordiais sofrem mitose e, por volta 
da vigésima semana de gravidez, o feto feminino tem aproximadamente 6 a 8 milhões 
de células germinativas. Uma vez que a mitose está completa, as células germinativas 
entram em meiose e param na prófase I meiótica. Durante a vida intrauterina, por volta 
de ¾ dessas células são perdidas e, ao nascimento, temos cerca de 1 a 2 milhões de 
óvulos.
No periparto, cada óvulo dá origem a um folículo primordial contendo um oócito primário 
e uma única camada de células da granulosa.Durante a infância, ocorre um processo de atresia dos folículos primordiais e, quando 
se atinge a puberdade, permanecem aproximadamente 400.000 a 500.000 folículos 
primordiais. Após a menarca, aproximadamente 1.000 folículos são perdidos mensalmente.
A cada mês, os folículos recrutados pelo estímulo do FSH reiniciam a progressão meiótica 
e a meiose I é completada no oócito destinado à ovulação, em resposta ao estímulo do 
pico de LH. A meiose II irá ser completada após o processo de fertilização.
1
2
3
4
4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 Puberdade
Nascimento
Idade gestacional
N
úm
er
o 
(m
ilh
õe
s)
Início da 
Oogênese
Oogônia
Oócitos
Início do 
desenvolvimento 
folicular
Menopausa
5
6
Número de células germinativas nos ovários 
8
Ciclo menstrual
As duas funções ovarianas, foliculogênese e esteroidogênese, são intimamente relacionadas, 
uma vez que a produção dos esteroides gonadais depende do recrutamento e desenvolvimento 
folicular. 
Primeiro, vamos lembrar que o folículo ovariano é formado por um óvulo central e duas 
camadas de células ao redor: a granulosa, interna, e a teca, externa.
Folículo ovariano
A foliculogênese pode ser dividida em duas fases: uma primeira fase independente de 
gonadotrofinas, e uma segunda fase, que depende do estímulo do FSH. Durante a fase 
inicial, um pool de folículos ovarianos é recrutado e inicia seu desenvolvimento por meio 
da proliferação das células da granulosa e diferenciação das células da teca. A partir 
daí, o desenvolvimento folicular se torna dependente de FSH. Com o desenvolvimento 
das células da teca e da granulosa, começa a produção dos esteroides ovarianos na tão 
famosa Teoria das duas células, duas gonadotrofinas!
9
Ciclo menstrual
2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠
A teoria das duas células e duas gonadotrofinas traz o conceito de que a produção de 
estrogênio pelos ovários depende da ação do LH e FSH sobre as células da teca e da 
granulosa. As células da teca, mais externas no folículo ovariano, são vascularizadas e 
expressam receptores de LH. Já as células da granulosa, avasculares, expressam receptores 
de FSH. O colesterol chega até as células da teca, onde, por estímulo do LH, é convertido 
em progesterona e androgênios, os quais atingem as células da granulosa por difusão e, 
por meio do estímulo do FSH e ação da aromatase, são convertidos em estradiol. 
Resumindo…
• Células da teca do folículo ovariano: colesterol é convertido em androstenediona e 
testosterona por estímulo de LH.
• Células da granulosa do folículo ovariano: androstenediona e testosterona são convertidas em 
estrona e estradiol pelo processo de aromatização, via enzima aromatase e estímulo do FSH.
Questão 02 
(UFMT-Revalida - MT - 2019) Em relação ao ciclo menstrual, marque V para as afirmativas 
verdadeiras e F para as falsas.
( ) Nas células da granulosa, os androgênios produzidos na teca são convertidos em 
estrogênios pela ação da enzima aromatase, mecanismo das duas células.
( ) Os estrogênios têm a propriedade de reduzir os receptores de FSH na granulosa.
( ) Na metade da fase folicular sob a influência do estrogênio, os níveis de LH se elevam 
juntamente com seus receptores nas células da teca.
( ) O LH estimulará a produção de estrogênio nas células da teca que inibirá a liberação 
de FSH pela hipófise. Assinale a sequência correta.
a) V, V, F, F.
b) V, F, V, F.
c) F, F, V, V.
d) F, V, F, V.
Comentário
CCQ: Teca + LH produzem androgênios ⟶ granulosa + FSH via aromatase geram 
estrogênio / FSH é inibido na adeno-hipófise pelo estrogênio
Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim
10
Ciclo menstrual
O estradiol é o estrogênio mais potente e será o principal da menacme. A estrona, menos 
potente e produzida principalmente pelo processo de aromatização periférica no tecido 
adiposo, será a principal da pós-menopausa.
As bancas adoram cobrar essa cascata e é importante que você saiba quais são os metabólitos 
e os precursores de cada tipo de célula. Atenção especial à enzima aromatase.
Para lembrar: TELHADO - a teca é o telhado do folículo e sofre ação do LH. Nela, ocorre 
a produção de androstenediona.
2.2 Fase folicular ⚠
Mecanismo de duas células e duas gonadotrofinas
11
Ciclo menstrual
Questão 03 
(AMRIGS - RS - 2017) Analise o gráfico abaixo do ciclo menstrual de uma mulher. Em relação 
à dinâmica hormonal no ciclo menstrual normal, está CORRETO afirmar que o hormônio 
representado na curva:
a) “B” é responsável pelo desenvolvimento folicular.
b) “D” é produzido pelo corpo lúteo e apresenta ação secretora sobre o endométrio.
c) “A” estimula a produção hormonal do corpo lúteo. 
d) “C” faz retrocontrole positivo sobre a secreção de FSH.
e) “A” é a inibina B e o da curva “C” é o estradiol.
Comentário
CCQ: Conhecer as curvas hormonais do ciclo menstrual
Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim
12
Ciclo menstrual
Questão 04 
(AMRIGS - RS - 2017) Ao final da fase lútea do ciclo anterior, com o (a)******__******do 
estradiol, da progesterona e da inibina A, um (a) ******___******dos níveis de FSH é 
observado, permitindo o (a) _ folicular. Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do trecho acima.
a) Redução - aumento - recrutamento.
b) Aumento - redução - recrutamento.
c) Redução- aumento- seleção.
d) Aumento - aumento - dominância.
e) Redução - redução - seleção.
Comentário
CCQ: Saber que, durante o período menstrual, a queda da progesterona e do estradiol 
possibilitam o aumento do FSH, permitindo o recrutamento folicular
Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim
Agora que já comentamos sobre o processo de formação dos folículos ovarianos e sobre 
a teoria das duas células duas gonadotrofinas, podemos voltar ao ciclo ovariano. 
O ciclo ovariano é dividido em três fases no ciclo menstrual:
1. Folicular
2. Ovulatória*
3. Lútea
*Alguns autores colocam a fase ovulatória como incluída na fase folicular. Nesses casos, 
o ciclo fica dividido em apenas 2 fases (folicular e lútea).
Ao final do ciclo menstrual anterior, o corpo lúteo começa a regredir e, com isso, existe uma 
diminuição da secreção de progesterona juntamente com a diminuição dos níveis de estradiol 
e inibina A. Assim, o estímulo inibitório que existia sobre o FSH diminui e seus níveis 
começam a aumentar antes do início do novo ciclo. 
A fase folicular é marcada pelo aumento progressivo do FSH, quando temos maior estímulo 
à produção de estrogênio e inibina B (feedback positivo). Os folículos ovarianos possuem 
receptores para FSH que sofrem autorregulação positiva; isso significa que, quanto maior for 
o estímulo pelo FSH, mais receptores serão expressos. 
13
Ciclo menstrual
O folículo dominante, ou seja, aquele que irá se destacar entre o pool de folículos recrutados, é o que 
apresenta maior expressão de receptores de FSH. Assim, quando a produção de estradiol e inibina 
B for máxima, por feedback negativo, existirá uma diminuição da liberação de FSH, sendo que o seu 
desenvolvimento não será afetado, enquanto os demais folículos involuem e sofrem atresia. 
Lembre-se que, por apresentar mais receptores de FSH, o folículo dominante tem maior 
atividade da enzima aromatase e, por isso, produz mais estrogênio que os demais. 
A inibina B secretada pelas células da granulosa promove um feedback negativo na hipófise inibindo 
a liberação de FSH. Este é um método importante para garantir a dominância de um dos folículos. 
Saiba que essa fase tem duração variável, sendo decisiva para a duração do ciclo menstrual. 
Para ficar fácil de lembrar:
• Inibina A: after ovulation (secretada pelas células do corpo lúteo sob controle do LH).
• Inibina B: before ovulation (secretada pelas células da granulosa na fase folicular sob 
controle do FSH).
2.3 Fase ovulatória ⚠
O marcador mais importante aqui é o pico de LH, precedido pelo 
aumento rápido dos níveis de estradiol (> 200 pg/ml por ± 50horas). 
O resultado é a ovulação.
Atenção: o CCQ que você deve saber para sua prova é:
• Tempo entre o início da elevação dos níveis de LH e ovulação: 
32 a 36 horas (algumas referências apontam entre 24h e 36h).
• Tempo entre o pico de LH e a ovulação: 10 a 12 horas. 
• Tempo entre o pico de estradiol e o pico de LH: 14 a 24 horas.
• Tempo entre o pico de estradiol e a ovulação: 24 a 36 horas.
O
vu
la
çã
o
14 - 24 
horas
10 - 12 
horas
LH
E2
Pico de estrogênio e pico de LH
14
Ciclo menstrual
Aqui, nesta fase, o pico de LH tem importância, pois:
• Prepara o oócito para a fertilização.
• Estimula a síntese de prostaglandinas.
• Luteiniza as células da granulosa (forma o corpo lúteo), que passam a produzir progesterona 
(que auxilia o processo de expulsão do oócito).
Após a expulsão, entramos na última fase.
2.4 Fase lútea
Essa fase é fixa, com duração de 14 dias para a maioria das mulheres. As células da 
granulosa acumulam luteína, um pigmento amarelo que dá o nome à fase. O corpo lúteo 
é responsável pela produção principalmente de progesterona. É importante que você 
conheça o efeito termorregulador do corpo lúteo, já que a progesterona possui efeito no 
hipotálamo, aumentando a temperatura corporal em média de 0,4 °C nessa fase. 
Há um aumento da progesterona que, junto ao estradiol e inibina A, suprime as gonadotrofinas. 
Dessa forma, a fase é marcada pela progesterona e inibina A. A regressão do corpo lúteo 
leva à queda dos níveis dessas substâncias e, com a parada da inibição pela inibina A, o FSH 
volta a se elevar alguns dias antes da menstruação. A queda do estradiol e progesterona 
reajusta os pulsos de GnRH pelo hipotálamo, em que:
• Maior frequência e menor amplitude: FSH é liberado.
• Aumento de FSH: seleção de um novo folículo dominante.
O ciclo então se reinicia. 
2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual 
Abaixo temos um gráfico importante, com a variação dos quatro principais hormônios ao 
longo do ciclo menstrual. É essencial que você decore essa variação, pois tanto a descrição 
quanto a imagem são fundamentais para a sua prova. Os principais links mentais são:
• Hormônio hipofisário que começa mais alto: FSH.
• Hormônio hipofisário que se eleva antes da ovulação: LH.
• Hormônio gonadal que se eleva antes da ovulação: estrogênio (E2).
• Hormônio gonadal que se eleva depois da ovulação: progesterona (P4).
15
Ciclo menstrual
Tempo
C
on
ce
nt
ra
çã
o 
sa
ng
uí
ne
a
FSH
E
LH
P
Dinamica hormonal do ciclo ovariano
3. O ciclo uterino ⚠
A variação hormonal também promove, paralelamente, alterações específicas no útero, e 
também vamos dividir em três as fases deste ciclo. É importante lembrar que o endométrio 
é, ao microscópio, dividido em três camadas:
Camada basal: é aquela mais próxima ao miométrio. Ela é responsável pela regeneração 
endometrial após cada ciclo de descamação e não sofre grande influência com as variações 
hormonais.
Camada funcional: é aquela mais próxima à cavidade uterina. Essa camada sofre influência 
direta das alterações hormonais do ciclo menstrual. Além disso, pode ser dividida em uma 
camada superficial, chamada estrato compacto, composta por diversas glândulas e estroma 
denso, e uma camada mais profunda, chamada estrato esponjoso, onde se encontram o colo 
das glândulas endometriais e estroma frouxo. 
As alterações que ocorrem no endométrio durante o ciclo menstrual tem como objetivo 
preparar o útero para a implantação de um possível embrião.
16
Ciclo menstrual
Representação esquemática das camadas endometriais
3.1 Fase menstrual
Representa o término da vida funcional do corpo lúteo quando não ocorre uma gestação, 
com redução dos níveis de estrogênio e progesterona. A queda nos níveis de progesterona 
dá início à liberação de enzimas líticas e prostaglandinas que estimulam vasoespasmos dos 
vasos endometriais, levando a camada funcional à isquemia e necrose. Ocorre, portanto, 
a descamação, a qual chamamos de menstruação. 
Repare na imagem abaixo como, neste momento, no ultrassom, o endométrio é visto como 
uma faixa fina e ecogênica composta pela camada basal.
17
Ciclo menstrual
Endométrio no ultrassom: fase menstrual (imagem do Dr. Praveen Jha, Radiopaedia.org, rID: 30611)
3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio
Corresponde à fase folicular no ovário. Inicialmente temos glândulas curtas e pequenas que, 
por estímulo estrogênico, vão se desenvolvendo. Para você conseguir imaginar o quanto 
há de crescimento, o endométrio passa de 2 mm de espessura na fase inicial para cerca de 
10 mm no período pré-ovulatório. Há intensa atividade mitótica, e, ao fim da fase proliferativa, 
teremos o famoso endométrio trilaminar, momento perfeito para a nidação.
18
Ciclo menstrual
Endométrio no ultrassom: fase proliferativa tardia - trilaminar 
(imagem da Dra. Alexandra Stanislavsky, Radiopaedia.org, rID: 30417)
3.3 Fase secretora: a fase da progesterona
Corresponde à fase lútea no ovário. Aqui, as glândulas endometriais ficam mais longas e 
dilatadas e surgem vacúolos contendo glicogênio no citoplasma. Além disso, as arteríolas 
se tornam mais enrodilhadas, preparando-se para a invasão trofoblástica.
Repare na imagem abaixo como, no ultrassom, o endométrio se torna mais espesso e 
uniformemente ecogênico.
19
Ciclo menstrual
Endométrio no ultrassom: fase secretora (case courtesy of Dr. Alexandra Stanislavsky, Radiopaedia.org, rID: 30415)
20
Ciclo menstrual
4. Os efeitos do ciclo no muco cervical
Representação esquemática ao longo do ciclo
21
Ciclo menstrual
Questão 05 
(INEP-Revalida - DF - 2013) Mulher, com 25 anos, vem ao Ambulatório de Ginecologia para 
fazer o seu “preventivo” (sic). Relata ciclos menstruais regulares a cada 28 - 30 dias. Refere que 
nos dias que antecedem a menstruação sente-se mais inchada, com mastalgia e que, nos dois 
primeiros dias de fluxo menstrual, sente cólicas. Ao realizar o exame especular na paciente, o 
médico visualiza o achado mostrado na figura acima, que é clinicamente compatível com:
a) Uso de contracepção hormonal combinada.
b) Diagnóstico de uma cervicite inespecífica.
c) Existência de baixos níveis estrogênicos.
d) Período pré-ovulatório imediato.
e) Fase lútea do ciclo menstrual.
Comentário Caso tenha acertado, gostaria de pular para o próximo tópico? NãoSim
CCQ: Saber que o muco cervical na fase folicular do ciclo é mais fino, filante e se cristaliza
22
Ciclo menstrual
Filância do muco cervical na fase folicular
Na fase folicular (atente-se aos “F”), o muco se torna mais fino, com capacidade de 
filância (forma fios) e se cristaliza. Ao microscópio, possui aspecto de folha de samambaia. 
Como o líquido amniótico é rico em estrogênio, temos essa mesma cristalização em casos de 
ruptura prematura de membranas ovulares.
Na fase lútea, regida pela progesterona, o muco perde tais características e se torna espesso 
e viscoso.
Filância do muco cervical na fase lútea
23
Ciclo menstrual
À esquerda, não há cristalização em folha de samambaia do muco cervical, 
como se espera na fase lútea (muco espesso, viscoso, em grumos); 
à direita, cristalização em folha de samambaia típica do momento final da fase folicular (pré-ovulatória)
5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal
Na fase reprodutiva, o epitélio escamoso estratificado da vagina apresenta as seguintes 
camadas: basal, parabasal, intermediária e superficial, que sofrem alterações com o ciclo 
menstrual. Durante a fase folicular, em resposta aos níveis elevados de estrogênio, as 
células epiteliais vaginais produzem e acumulam glicogênio. As células superficiais são 
as mais comuns nos esfregaços vaginais no período ovulatório do ciclo menstrual, e as 
questões podem trazer sua descrição como células poligonais, com o citoplasma geralmente 
eosinofílico e o núcleo picnótico. 
Já durante no período pós-ovulatório do ciclo menstrual, durante a gravidez e na 
menopausa precoce, as células intermediárias são as mais comuns nos esfregaços vaginais. 
O seu predomínioé relacionado à ação da progesterona. Diferentemente da célula 
superficial, a célula intermediária possui o núcleo vesicular e não picnótico. O citoplasma 
das células intermediárias habitualmente se cora em azul ou verde (cianofílico). Apesar de 
o epitélio vaginal sofrer descamação contínua, na fase secretora essa descamação pode 
ser acentuada. 
24
Ciclo menstrual
Esfregaço vaginal contendo células intermediárias (azul) e uma única célula superficial (rosa)
6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal
A temperatura corporal, normalmente medida no início da manhã ao acordar, antes de 
qualquer atividade, é de 0,3 °C a 0,7 °C mais alta na fase lútea em comparação com a fase 
folicular. Esse aumento da temperatura corporal pode ser atribuído ao efeito termogênico 
da progesterona.
7. O ciclo menstrual normal
Apesar de a literatura médica divergir sobre os parâmetros que classificariam um ciclo menstrual 
normal, os mais recentes adotados pela FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e 
Obstetrícia) consideram o seguinte:
25
Ciclo menstrual
Padrões de normalidade do sangramento de acordo com a Figo (2018)
Frequência
Infrequente: > 38 dias
Normal: entre 24 e 38 dias
Frequente: 8 dias
Regularidade
Normal: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos 
inferior a 7 a 9 dias*
Irregular: variação entre o mais curto e o mais longo dos ciclos 
superior a 8 a 10 dias
Volume sanguíneo 
(referido pela mulher)
Leve
Normal
Intenso
* ≤ 7 dias entre 26 e 41 anos e ≤ 9 dias entre 18 e 25 anos e entre 42 e 45 anos.
A seguir, temos um resumo esquemático de tudo o que vimos até aqui.
26
Ciclo menstrual
Ciclo menstrual, em suas distintas fases e perspectivas
8. Síndrome pré-menstrual (SPM) 
Ao conjunto de sintomas emocionais, comportamentais e físicos que surgem de forma 
recorrente na fase lútea do ciclo menstrual e que desaparecem com o início da menstruação 
damos o nome de síndrome pré-menstrual. Trata-se de uma condição comum, que pode 
afetar até 80% das mulheres. Entre os sintomas mais comuns temos: irritabilidade, tensão, 
depressão, inchaço, mastalgia e cefaleia. Não se sabe ainda a etiologia do surgimento desses 
sintomas. 
27
Ciclo menstrual
Uma das definições da síndrome pré-menstrual é a presença de sintomas que surgem na 
fase lútea do ciclo menstrual e que interferem nas atividades diárias da mulher, durando 
pelo menos cinco dias antes da menstruação nos últimos três ciclos consecutivos. 
O tratamento da SPM deve ser multidisciplinar e individualizado, abrangendo desde mudanças 
de estilo de vida, até o uso de medicações. Atividade física regular e dieta saudável, com 
diminuição do consumo de alimentos com cafeína, açúcar, carne vermelha e o consumo 
de álcool fazem parte dessas mudanças. Intervenções psicossociais são recomendadas. 
Mas, o que as questões mais costumam cobrar, é o tratamento farmacológico. 
No entanto, nas pacientes que apresentam sintomas pré-menstruais associados a sofrimento 
clinicamente significativo ou que interferem no trabalho, na escola, em atividades sociais ou 
nas relações com outras pessoas, ou seja, naquelas pacientes cuja a gravidade dos sintomas 
é maior e debilitante, diagnosticamos o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). 
9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)
O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) pode ser diferenciado da síndrome pré-menstrual 
pela presença de sintomas incapacitantes e por, necessariamente, precisar de ao menos 
cinco sintomas para o diagnóstico. Aqui, é importante excluir outros distúrbios psiquiátricos. 
Entre os sintomas, temos:
• Labilidade afetiva acentuada.
• Irritabilidade ou raiva acentuadas, ou aumento nos conflitos interpessoais.
• Humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos.
• Ansiedade acentuada, tensão e/ou sentimentos de estar nervosa, ou no limite.
• Interesse diminuído pelas atividades habituais (por exemplo, trabalho, escola, amigos, 
passatempos).
• Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar.
Opções de tratamento da síndrome pré-menstrual
Anticoncepcionais hormonais (preferencialmente contraceptivos combinados orais)
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)
Fitoterápicos
Diuréticos
Análogos de GnRH (nos casos refratários)
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Ciclo menstrual
• Letargia, fadiga fácil ou falta de energia acentuada.
• Alteração acentuada do apetite; comer em demasia; ou avidez por alimentos específicos.
• Hipersonia ou insônia.
• Sentir-se sobrecarregada ou fora de controle.
• Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, 
sensação de “inchaço” ou ganho de peso.
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Ciclo menstrual
Referências: 
FERNANDES, Cesar Eduardo. Tratado de Ginecologia Febrasgo. 1.ª edição, Revinter: 2019.
SCHORGE & Col. Ginecologia de Williams. Ed. AMGH LTDA, 4ª edição, 2020. 
PAL, Lubna; TAYLOR. Hugh S.; SELL Emre. Speroff´s Clinical Gynecologic Endocrinology and Inferlity. 
Edição: 9ª ed. Ano: 2019.
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TOP FIVE
➀ Fisiologia do ciclo menstrual: o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano
➁ Fisiologia do ciclo menstrual: a fase folicular
➂ Fisiologia do ciclo menstrual: mecanismo de ovulação 
➃ Mecanismo duas células e duas gonadotrofinas
➄ Fisiologia do ciclo menstrual: alterações endometriais
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Ciclo menstrual
Comentário da Questão 01
Arister, questões sobre ciclo menstrual certamente aparecerão nas suas provas. Essa, em 
específico, aborda a fisiologia do GnRH, hormônio hipotalâmico essencial para síntese, 
armazenamento e ativação do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo estimulante 
(FSH), as gonadotrofinas hipofisárias. Sobre o GnRH, lembre que:
• GnRH alta frequência e baixa amplitude no hipotálamo = fase folicular do ciclo ovariano.
• GnRH baixa frequência e alta amplitude hipotálamo = fase lútea do ciclo ovariano.
Folicular Lútea
Ovulação
HIPOTÁLAMO
LIBERA
FSH
ALTA
FREQUÊNCIA
+
BAIXA
AMPLITUDE
“FAST”
FASE FOLICULAR
HIPOTÁLAMO
LIBERA
LH
BAIXA
FREQUÊNCIA
+
ALTA
AMPLITUDE
“LENTO”
FASE LÚTEA
Variação em frequência e amplitude do GnRH ao longo do ciclo
Saiba também que os níveis de GnRH não podem estar estáveis, sendo sempre necessária 
essa pulsatilidade para estímulo de FSH ou LH.
Vamos às alternativas:
Alternativa A - Incorreta: Lembre-se que o FSH estimula o aumento de estrogênio e inibina 
B, sendo que ambos fazem feedback negativo na secreção de FSH.
Alternativa B - Incorreta: O pulso de secreção de GnRH deve estar no patamar correto de 
frequência e amplitude para o funcionamento reprodutivo adequado. Logo, a frequência e 
amplitude são os parâmetros e, juntos, vão promover também a concentração correta.
31
Ciclo menstrual
Comentário da Questão 01
Alternativa C - Incorreta: Esse item pode ter confundido um pouco, mas o que ele pergunta 
é: a secreção pulsátil (sobe e desce) aumenta o FSH, e a redução dessa pulsatilidade 
(manutenção de níveis estáveis) leva à secreção de LH? A resposta é: NÃO! Ambas as 
gonadotrofinas precisam de uma secreção pulsátil do GnRH.
Alternativa D - Correta: Como explicado, o GnRH atua na hipófise anterior e tem todos 
esses efeitos na regulação do FSH e LH.
Portanto, o gabarito é a alternativa D.
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Ciclo menstrual
Comentário da Questão 02
Questão super comum dentro do tema, abordando a ação dos hormônios envolvidos no 
ciclo menstrual nas células ovarianas da teca e da granulosa. De acordo com ateoria das 
duas células, temos no ovário as células da teca, que transformam colesterol em androgênio 
através do estímulo de LH; e as células da granulosa, que transformam androgênios em 
estrogênio através do estímulo de FSH. A seguir temos um esquema bem ilustrativo do que 
falamos. Não deixe de conferir!
Teca
Colesterol
Androstenediona Testosterona
FSH
LH
Androstenediona Testosterona
Granulosa
Aromatização
EstradiolEstrona
Sistema das Duas Células
Vamos analisar as afirmativas da questão:
Assertiva I - Verdadeiro: Os androgênios produzidos na teca são transportados por difusão 
até a granulosa, onde são convertidos em estrogênios pela ação da enzima aromatase.
Assertiva II - Falso: O estrogênio causa feedback negativo na produção hipofisária de FSH. 
Aí você se pergunta: se o FSH diminui com o aumento progressivo de estrogênio, como o 
folículo se desenvolve sem ele? Porque o estrogênio produzido pelo folículo dominante produz 
mais receptores de FSH, assim, mesmo com a sua redução, ele continua se desenvolvendo.
Assertiva III - Verdadeiro: O estrogênio causa feedback positivo na hipófise para produção 
de LH. Na metade do ciclo, o estrogênio já está no seu pico, causando elevação dos níveis 
de LH e de seus receptores nas células da teca. O pico de LH antecede a ovulação.
Assertiva IV - Falso: O LH estimula a produção de androgênios nas células da teca. O 
estrogênio é quem inibe o FSH na hipófise.
Portanto, o gabarito é letra B!
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Ciclo menstrual
Comentário da Questão 03
Esse é um tema bem comum nas provas, então é interessante ficar ligado, pois pode estar 
caindo em sua próxima prova de Revalida! Então vamos ver qual seria a correta associação 
de hormônios para depois pensar sobre eles.
A: FSH - percebe que ele é o hormônio que começa mais alto no início de um novo ciclo 
menstrual. Efeito FSH: desenvolvimento folicular.
B: LH - repare que seu pico é próximo ao 14° dia, o dia da ovulação para ciclos regulares de 
28 dias. Efeito LH: ovulação.
C: estrogênio - perceba que ele acompanha o LH no início, aumentando na primeira fase do 
ciclo, depois diminuindo, e depois, aumentando novamente. Ação estrogênio: proliferação 
no endométrio.
D: progesterona - a única que só sobe na segunda fase do ciclo, que é quando temos o 
corpo lúteo para produzi-la. Ação progesterona: secreção no endométrio.
Agora, vamos às alternativas analisar o efeito de cada um.
Alternativa A - Incorreta: “B” é o LH que não é responsável pelo desenvolvimento folicular. 
Esse seria o “A”, até por seu nome, folículo estimulante.
Alternativa B - Correta: “D” é a progesterona, realmente produzida pelo corpo lúteo e com 
ação secretora do endométrio.
Alternativa C - Incorreta: “A” é o FSH, que não estimula a produção hormonal do corpo lúteo.
Alternativa D - Incorreta: “C” é o estrogênio, que tem papel de feedback negativo (junto 
com a inibina B) no FSH.
Alternativa E - Incorreta: Essas curvas tipicamente não mostram inibina A ou B, nem GnRh. 
E, como falado, “A” é o FSH, e “C”, realmente, o estradiol.
Portanto, o gabarito é a alternativa B.
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Ciclo menstrual
Comentário da Questão 04
O ciclo menstrual pode parecer confuso para muitos alunos, mas é um tema extremamente 
importante, e claro que vamos garantir nosso pontinho na Revalidação, não é mesmo?! 
Inicialmente, lembre-se que o ciclo é dividido em duas fases:
• Fase folicular: vai do primeiro dia da menstruação até o pico de LH. Nessa fase, os 
hormônios que se elevam são o estrogênio e a inibina B. O aumento do estradiol culmina 
em maior liberação de LH, até que o pico de LH possibilita a ovulação.
• Fase lútea: caracterizada pelo aumento dos níveis de progesterona e inibina A, e possui 
duração fixa de 14 dias, que é o tempo de vida do corpo lúteo. Ao final deste período, a 
regressão do corpo lúteo leva à queda dos níveis dessas substâncias, e, com a parada 
da inibição pela inibina A, o FSH volta a se elevar. Consequentemente, o aumento do FSH 
possibilitará a escolha de um novo folículo dominante para iniciar novamente a fase folicular.
Portanto, completaremos as lacunas da seguinte forma:
• Ao final da fase lútea do ciclo anterior, com a REDUÇÃO do estradiol, da progesterona e da 
inibina A, um AUMENTO dos níveis de FSH é observado, permitindo o RECRUTAMENTO 
folicular.
Portanto, o gabarito é a alternativa A.
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Ciclo menstrual
Comentário da Questão 05
Vamos aprender a diferenciar as características do muco de acordo com suas fases? Pelos 
dados dessa questão, temos uma paciente jovem-adulta com ciclos menstruais regulares, 
associados a alterações pré-menstruais como mastalgia, inchaço e cólica nos primeiros 
dias.
Além disso, ela não apresenta quaisquer outras queixas! No exame especular da imagem, 
observa-se um colo uterino de coloração habitual, com presença de secreção ativa em 
grande quantidade e transparente.
A partir do exame especular, a questão é saber qual seria o quadro clínico compatível.
Alternativa A - Incorreta: O uso de contraceptivos hormonais combinados modifica o 
muco cervical, tornando-o espesso e, consequentemente, hostil ao espermatozoide, com a 
finalidade de se evitar a fecundação.
Alternativa B - Incorreta: Primeiramente, não se trata de uma cervicite, pois nesses casos 
seria visualizado um colo edemaciado, hiperemiado, friável e sangrante, além de secreção 
mucopurulenta ao redor do OE (teste do cotonete positivo). Além disso, seriam descritos 
sintomas sugestivos, como corrimento, disúria e dispareunia.
Alternativa C - Incorreta: Essa fase decorre com altos níveis de estrogênio.
Alternativa D - Correta: A secreção apresentada se trata apenas de MUCO! Temos um muco 
fino, fluido e filante (bem semelhante à clara de um ovo), característico da fase folicular do 
ciclo menstrual. Tais características são ainda mais evidentes no período pré-ovulatório 
imediato.
Alternativa E - Incorreta: Na fase lútea, o muco cervical sofre ação da progesterona, 
tornando-se bem espesso.
Portanto, o gabarito é a letra D.
	2. Os ovários
	2.2 Fase folicular ⚠
	2.4 Fase lútea
	4. Os efeitos do ciclo no muco cervical 
	Sumário
	1. Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) ⚠
	1.1 Secreção pulsátil do GnRH ⚠
	Questão 01	 
	2. Os ovários
	Questão 02	 
	2.1 Teoria das duas células e duas gonadotrofinas ⚠
	2.2 Fase folicular ⚠
	Questão 03	 
	Questão 04	 
	2.3 Fase ovulatória ⚠
	2.4 Fase lútea
	2.4.1 Dinâmica hormonal do ciclo menstrual 
	3. O ciclo uterino ⚠
	3.1 Fase menstrual
	3.2 Fase proliferativa: a fase do estrogênio
	3.3 Fase secretora: a fase da progesterona
	4. Os efeitos do ciclo no muco cervical
	Questão 05	 
	5. Os efeitos do ciclo menstrual no epitélio vaginal
	6. Os efeitos do ciclo menstrual na temperatura basal
	7. O ciclo menstrual normal
	8. Síndrome pré-menstrual (SPM) 
	9. Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)
	TOP FIVE
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	Respostas 14: 
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	Resposta 30: 
	Respostas 16: 
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	Respostas 13: 
	Tesoura 1 A 30: 
	Tesoura 1 C 32: 
	A 31: 
	Tesoura 1 D 30: 
	Tesoura 1 E 29: 
	Tesoura 1 B 30: 
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	C 32: 
	D 34: 
	E 31: 
	Resposta 31: 
	Respostas 17: 
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