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Questões resolvidas

Assinale a alternativa que trata corretamente do sistema recursal trabalhista nos termos da CLT.
a) No Tribunal Superior do Trabalho, o Ministro Relator denegará seguimento aos embargos se a decisão recorrida estiver em discordância com súmula da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho ou do Supremo Tribunal Federal.
b) No Tribunal Superior do Trabalho cabem embargos de decisão unânime de julgamento que conciliar, julgar ou homologar conciliação em dissídios coletivos que excedam a competência territorial dos Tribunais Regionais do Trabalho e estender ou rever as sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho.
c) Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
d) Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em execução de sentença, exceto em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.
e) A decisão firmada em recurso repetitivo será aplicada aos casos em que se demonstrar que a situação de fato ou de direito é distinta das presentes no processo julgado sob o rito dos recursos repetitivos.

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Questões resolvidas

Assinale a alternativa que trata corretamente do sistema recursal trabalhista nos termos da CLT.
a) No Tribunal Superior do Trabalho, o Ministro Relator denegará seguimento aos embargos se a decisão recorrida estiver em discordância com súmula da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho ou do Supremo Tribunal Federal.
b) No Tribunal Superior do Trabalho cabem embargos de decisão unânime de julgamento que conciliar, julgar ou homologar conciliação em dissídios coletivos que excedam a competência territorial dos Tribunais Regionais do Trabalho e estender ou rever as sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho.
c) Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
d) Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em execução de sentença, exceto em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá Recurso de Revista, salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.
e) A decisão firmada em recurso repetitivo será aplicada aos casos em que se demonstrar que a situação de fato ou de direito é distinta das presentes no processo julgado sob o rito dos recursos repetitivos.

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Recursos em espécie no processo do
trabalho
Os recursos trabalhistas em espécie no processo do trabalho.
Prof.ª Carolina Tupinambá
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer o leque de recursos cabíveis no direito processual do trabalho é importante para se optar pelo
melhor caminho a fim de alcançar a decisão favorável ao seu pleito.
Preparação
Tenha em mãos a Consolidação das Leis do Trabalho e o Código de Processo Civil.
Objetivos
Reconhecer os principais aspectos concernentes ao recurso ordinário.
Analisar as diferentes aplicações de embargos e agravos.
Reconhecer os principais aspectos concernentes ao recurso de revista.
Introdução
Os recursos em espécie são a maneira pela qual as partes demonstram a sua insatisfação e discordância em
relação a uma decisão proferida. Eles podem ser conceituados como remédio jurídico necessário e suficiente
para provocar o reexame de determinada decisão.
Neste conteúdo, vamos compreender como a causa deve ser levada a uma nova apreciação. Em geral, após
uma decisão desfavorável do pleito, é preciso ingressar com o recurso cabível para a modificação pretendida,
tenha ela a finalidade de anular a decisão ou apenas reformá-la. O recurso interposto deverá ser apreciado
por um órgão diferente e de nível hierárquico superior ao que proferiu a decisão.
• 
• 
• 
1. Recurso ordinário
Aspectos gerais sobre o recurso ordinário
Neste vídeo, falaremos sobre o que é o recurso ordinário, apontando suas hipóteses de cabimento e os
principais aspectos procedimentais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O recurso ordinário é o meio pelo qual se pode rediscutir amplamente a matéria decidida na 1ª instância, seja
de direito, seja de fato. Ele vem previsto no art. 895 da CLT, devendo ser interposto no prazo de 8 dias úteis,
tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. A Fazenda Pública, o Ministério Público do Trabalho e a
Defensoria Pública têm o prazo em dobro, ou seja, 16 dias (CPC/2015, arts. 180, 183 e 186), inclusive para as
contrarrazões.
Trata-se de recurso que tem efeito meramente devolutivo. No entanto, para que possa obter o efeito
suspensivo, o recorrente poderá requerê-lo ao tribunal ou ai relator por meio de simples petição (CPC/2015,
art. 1.012, §§3º e 4º e Súmula nº 414, 1, do TST).
Hipóteses de cabimento
O recurso ordinário é cabível: 
(i)
Das decisões definitivas ou terminativas das
varas do trabalho;
(ii)
Das decisões definitivas ou terminativas dos
Tribunais Regionais em processos de sua
competência originária, quer nos dissídios
individuais, quer nos dissídios coletivos (CLT,
art. 895).
Em regra, o recurso ordinário tem cabimento das decisões definitivas (com resolução do mérito) ou
terminativas (sem resolução do mérito) das Varas do Trabalho. No entanto, ele também é cabível das decisões
de competência originária dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), como é o caso, por exemplo, do
dissídio coletivo, do mandado de segurança e da ação rescisória.
Nesse caso, sendo recurso ordinário de dissídio coletivo, a competência para julgamento é do Tribunal
Superior do Trabalho (TST) por meio da Seção de Dissídios Coletivos (SDC). Por outro lado, no caso de
mandado de segurança, ação rescisória e demais ações individuais de competência originária do TRT, o
julgamento desse recurso é de competência da Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-II) do
TST.
O que precisa ficar claro é que o recurso ordinário caberá das decisões tomadas em primeira
instância, sejam elas tomadas pela Vara do Trabalho ou pelo Tribunal Regional.
Cabimento do recurso ordinário (MIESSA, 2019, p. 1057).
Juízo de retratação
Como regra, após proferida a decisão, o juiz não poderá alterá-la, salvo se interpostos os embargos de
declaração. No entanto, será possível a ele se retratar em três hipóteses. São elas: 
(i)
Indeferimento da petição inicial.
(ii)
Extinção do processo sem resolução do mérito.
(iii)
Improcedência liminar.
Julgamento do mérito diretamente pelo Tribunal
O recurso ordinário pode almejar a reforma ou a anulação da decisão impugnada.
Reforma
Na reforma, invoca-se o erro de julgamento, um
erro substancial que parte de uma noção
inexata, buscando que seja proferida uma 
decisão de mérito que substitua a decisão
anterior.
Anulação
Na anulação, visa-se ao erro de procedimento.
Sendo provido o recurso, a decisão impugnada
será anulada; em regra, se postula o retorno
dos autos ao juízo de origem para uma nova
decisão.
A intenção dessa sistemática é não suprir as instâncias, preservando-se o duplo grau de jurisdição. No
entanto, o art. 1.013, parágrafo 3º, do CPC/2015, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho, alterou
sistematicamente a ideologia de supressão de instância ao estabelecer que, se o processo estiver em
condições de imediato julgamento, o Tribunal deverá decidir desde logo o mérito quando: 
(i)
Reformar sentença fundada no art. 485.
(ii)
Decretar a nulidade da sentença por ela não ser congruente com os limites do pedido ou da causa de
pedir.
(iii)
Constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo.
(iv)
Decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
Com base nos princípios da economia, celeridade processual, duração razoável do processo e primazia da
decisão de mérito, o referido parágrafo passou a permitir que, quando o processo estiver em condições de
imediato julgamento e se enquadrar em alguma das hipóteses mencionadas, o Tribunal possa entrar
diretamente na análise do mérito da causa, não necessitando retornar ao juízo de origem. É o que se
denomina de teoria da causa madura. 
O Tribunal também poderá julgar o mérito quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a 
prescrição, examinando as demais questões, sem que haja necessidade de determinar o retorno do processo
ao juízo de primeiro grau (art.1.013, §4º; TST-IN nº 39/2016, art. 3º, XXVIII). 
Recurso ordinário no rito sumaríssimo
No rito sumaríssimo, o recurso ordinário é cabível nas mesmas hipóteses e no mesmo prazo do rito ordinário.
Difere, porém, quanto ao processamento do recurso, o qual, nos termos do art. 895, §1º, da CLT, terá as
seguintes peculiaridades: 
(i)
Recebido no Tribunal, o recurso ordinário será imediatamente distribuído;
(ii)
O relator precisa liberá-lo no prazo máximo de dez dias, devendo a Secretaria do Tribunal ou Turma
colocá-lo imediatamente em pauta para julgamento;
(iii)
Não terá revisor;
(iv)
Terá parecer oral do representante do Ministério Público presente à sessão de julgamento, se ele
entender necessário o parecer, com registro na certidão.
(v)
Terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamento com a indicação suficiente do
processo e parte dispositiva e das razões de decidir do voto prevalente.
(vi)
Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a certidão de julgamento registrando tal
circunstância servirá de acórdão.
Ademais, divididos em Turmas, os tribunais regionais poderão designar uma Turma para o julgamento dos
recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento
sumaríssimo (CLT, art. 895, §2º).
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Julgamento do mérito diretamente pelo Tribunal
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Recurso ordinário no rito sumaríssimo
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
De acordo com o processo do trabalho, assinale a alternativa que indica corretamente hipóteses de cabimento
do recurso ordinário em razão de decisão proferida por Tribunal Regional do Trabalho em matéria de
competência originaria.
A
Decisão definitiva das Varas do Trabalho.
B
Decisão terminativa proferida pelos órgãos colegiados em sede de cumprimento de sentença.
C
Decisão terminativa proferida em ação rescisória ou em mandado de segurança.
D
Decisão não terminativacujo objetivo seja analisar exclusivamente questão processual.
E
Decisão não definitiva proferida em dissídio coletivo para o reexame de matéria de fato ou de prova.
A alternativa C está correta.
Justificativa: Art. 895 – Cabe recurso ordinário para a instância superior:
I – das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias; e
II – das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência
originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos.
Súmula 158, TST:
AÇÃO RESCISÓRIA (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho, em ação rescisória, é cabível recurso ordinário para o Tribunal
Superior do Trabalho, em face da organização judiciária trabalhista (ex-Prejulgado nº 35).
Súmula 201, TST:
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo
de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação para o recorrido e interessados
apresentarem razões de contrariedade.
Questão 2
Assinale a alternativa que apresenta o recurso admissível das decisões definitivas e terminativas das varas e
dos juízos investidos de jurisdição trabalhista.
A
Agravo de petição.
B
Recurso extraordinário.
C
Recurso especial.
D
Recurso de revista.
E
Recurso ordinário.
A alternativa E está correta.
Justificativa: Art. 895 – Cabe recurso ordinário para a instância superior:
I – das decisões definitivas ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias.
2. Embargos e agravos
Embargos de declaração
Competência: embargos de declaração
Nos embargos de declaração, a competência para julgamento é do próprio juízo que prolatou a decisão
embargada. 
É diferente, portanto, dos demais recursos em que os autos são encaminhados para outro juízo, em
regra, de grau superior.
Desse modo, a competência é do mesmo órgão jurisdicional que proferiu a decisão embargada, e não
necessariamente do mesmo magistrado que prolatou a decisão.
Prazo para interposição: embargos de declaração
Os embargos de declaração fogem à regra dos prazos recursais do processo trabalhista, tendo o prazo de 5
dias úteis para interposição. A Fazenda Pública, o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública têm o
prazo em dobro, ou seja, 10 dias.
Ademais, sua interposição não produz efeito suspensivo, mas gera o efeito de interromper os prazos dos 
recursos posteriores. No entanto, esse efeito não ocorrerá quando se tratar de embargos de declaração (CLT,
art. 897-A, §3º):
 
Intempestivos;
Com irregularidade na representação da parte;
Ausente de assinatura
• 
• 
• 
Hipóteses de cabimento: embargos de declaração
(i)
Omissão: quando a decisão deixar de apreciar ponto ou questão (ponto controvertido) sobre o qual
devia pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento (CPC/2015, art. 1.022, caput). 
(ii)
Contradição: quando houver incoerência interna na decisão.
A contradição poderá ocorrer na fundamentação, no dispositivo ou entre a fundamentação e o
dispositivo, bem como entre a ementa e o corpo do acórdão. 
(iii)
Obscuridade: quando a decisão não for clara. Embora esse vício não esteja presente no art. 897-A da
CLT, é majoritariamente aceita a sua incidência no processo do trabalho.
(iv)
Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso: não é um vício elencado no
art. 1.022 do CPC/2015, tendo previsão apenas no processo do trabalho por força do art. 897-A da
CLT. 
Nesse caso, serão cabíveis os embargos de declaração quando houver dois requisitos cumulativos: 
a)
Possuir manifesto equívoco;
b)
Tratar-se de pressupostos extrínsecos
(tempestividade, representação, preparo,
depósito recursal e regularidade formal).
Embargos de divergência e embargos infringentes
Analisando a competência do TST, é possível concluir que ele a possui para julgar duas modalidades de
embargos: 
Os embargos infringentes Os embargos de divergência
Embargos de divergência
Competência: embargos de divergência
A competência para julgar os embargos de divergência é da Subseção de Dissídios Individuais I do TST
(SDI-1), nos termos do art. 3°, III, "b", da Lei nº 7.701/1988. 
Prazo para interposição: embargos de divergência
O prazo do recurso é de oito dias úteis, de acordo com o artigo 894, II, da CLT. 
Hipóteses de cabimento: embargos de divergência
Apesar de tal recurso não estar mais presente com essa nomenclatura no Código de Processo Civil, sua
previsão na CLT continua mantida tanto no artigo 894 quanto no artigo 232 do Regimento Interno do Tribunal
Superior do Trabalho. Seu objetivo é estimular o consenso da jurisprudência do Tribunal e sua natureza é
extraordinária.
Havendo divergência entre Tribunais Regionais diferentes, é cabível o recurso de revista com o
objetivo de unificar o entendimento em âmbito nacional. Ele será adequado quando houver decisões
conflitantes entre as turmas do TST. 
Os embargos de divergência, também denominados embargos para a SDI, têm a finalidade de acabar com a
divergência interna do TST (CLT, art. 894, II; Lei nº 7.701/1988, art. 3º, lll, "b").
Embargos infringentes
Competência: embargos infringentes
A competência para julgamento dos embargos infringentes é da Seção Especializada em Dissídios Coletivos
(SDC) no TST. 
Prazo para interposição: embargos infringentes
O prazo é de oito dias úteis, de acordo com o art. 894, I, alínea a, da CLT, e o art. 2°, II, da Lei n° 7. 701/1988.
Hipóteses de cabimento: embargos infringentes
Diferentemente dos embargos de divergência, os infringentes têm natureza ordinária apesar de serem de
competência do Tribunal Superior do Trabalho. Isso ocorre em razão de se tratar de uma espécie de duplo
grau interno de jurisdição em casos de dissídios coletivos cuja extensão territorial ultrapasse mais de um TRT,
sendo, portanto, de competência originária do TST. Nesse caso, como a decisão é proferida em primeira
instância pelo TST, o recurso cabível são os embargos infringentes. 
Sede do Tribunal Superior do Trabalho em Brasília-DF.
O cabimento do recurso será em face de decisão não unânime em dissídio coletivo de competência do TST,
sendo de competência originária desse tribunal. A intenção é levar ao colegiado o voto minoritário a fim de ele
que o reanalise. Isso pressupõe os seguintes requisitos cumulativos:
 
Dissídio coletivo;
Competência originária do TST;
• 
• 
Decisão não unânime.
A necessidade de decisão não unânime se justifica porque, considerando que o julgamento do dissídio
coletivo e do recurso é feito pela mesma seção, não haverá lógica em admiti-lo quando a decisão for unânime.
Da decisão unânime, são cabíveis, em tese, somente os embargos de declaração e o recurso extraordinário,
desde que preenchidos os requisitos legais.
Os embargos infringentes pressupõem acórdão não unânime proferido pela Seção Especializada em Dissídios
Coletivos (SDC) nas seguintes hipóteses: 
Julgamento do dissídio coletivo Extensão ou revisão de sentença
normativa
Homologação de conciliação
Pressupostos recursais: embargos infringentes
Como um recurso de natureza ordinária, os embargos infringentes devem preencher todos os pressupostos
extrínsecos e intrínsecos típicos de recursos dessa natureza. 
Porém, quanto à representação, nos termos da Súmula 425 do TST, a capacidade postulatória nos
embargos é restrita ao advogado, não se aplicando o jus postulandi por ser de competência do TST.
Não é exigido depósito recursal nesse recurso, já que ele é oriundo de um dissídio coletivo com sentença
normativa. O depósito só é exigido em sentenças condenatórias (Súmula 161 do TST).
Agravo de instrumento
Neste vídeo, falaremos sobre os principais aspectos dos agravos de instrumento e de petição no processo do
trabalho.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Competência: agravo de instrumentoO agravo de instrumento será apreciado pelo órgão competente para julgar o recurso denegado (trancado) de
acordo com o artigo 897, § 4º, da CLT. O agravo deverá ser interposto e processado no órgão recorrido - e
somente após ser remetido ao órgão a que caberá julgar o recurso. 
Nesse tipo de processo, o depósito recursal corresponderá a 50% do valor do depósito do recurso ao qual se
pretenda destrancar. No caso de gratuidade de justiça, são isentos do depósito recursal:
 
Beneficiários da justiça gratuita;
Entidades filantrópicas;
Empresas em recuperação judicial.
• 
• 
• 
• 
Na hipótese de esse agravo ser interposto em decorrência de denegação de seguimento a recurso
extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, o depósito recursal não é devido, pois, para tal recurso,
aplica-se o Código de Processo Civil, e não a CLT.
Prazo para interposição: agravo de instrumento
De acordo com o art. 775 da CLT, o prazo para interposição do agravo de instrumento é de oito dias úteis. 
Hipóteses de cabimento: agravo de instrumento
O agravo de instrumento é usado para destrancar outros recursos denegados por meio de despachos dos
juízos. 
Agravo de petição
Competência: agravo de petição
O § 3º do art. 897 da CLT define que a competência para processar e julgar agravo de petição depende de
quem proferiu a decisão que se busca impugnar. Se a decisão agravada for proferida por um juiz da Vara do
Trabalho de primeiro grau, esse agravo deverá ser dirigido ao TRT e julgado por uma de suas Turmas.
Prazo para interposição: agravo de petição
O prazo para interposição do recurso do agravo de petição trabalhista é de oito dias úteis, sendo o mesmo
para contrarrazões. 
Hipóteses de cabimento: agravo de petição
O agravo de petição trabalhista encontra seu fundamento no artigo 897 da CLT, a qual determina que ele será
cabível nos processos de execuções trabalhistas em face das decisões proferidas por juiz ou presidente.
O agravo de petição trabalhista não depende de depósito recursal.
Esse recurso é cabível em face de:
 
Sentença de embargos de execução;
Sentença de embargos de adjudicação ou embargos à arrematação;
Sentenças em ações de embargos de terceiros;
Incidentes na execução ou decisão que extinga a execução.
Agravo regimental e agravo interno
Tanto o agravo interno quanto o regimental decorrem de decisão monocrática e buscam levar ao
conhecimento do colegiado a decisão proferida pelo relator. Os dois agravos têm prazo de oito dias úteis.
O agravo regimental será cabível quando, mesmo não havendo qualquer outro recurso com previsão legal, ele
estiver disciplinado no regimento interno do Tribunal.
• 
• 
• 
• 
Exemplo
Concessão de efeito suspensivo pelo presidente do TST em recurso ordinário no dissídio coletivo
(TST·RI, art. 235, V). Por outro lado, havendo previsão legal, o agravo será interno (arts. 894, § 3°, da CLT
e 932 do CPC). 
A competência dos dois recursos é do órgão colegiado a que o prolator da decisão monocrática integra,
como, por exemplo, a Turma do Tribunal.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Embargos de divergência
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Embargos infringentes
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Verificando o aprendizado
Questão 1
No processo do trabalho, o recurso de agravo de instrumento:
A
não possui previsão normativa.
B
pode ser interposto em relação às decisões interlocutórias em geral, desde que proferidas em audiência.
C
é cabível para atacar sentença sem julgamento do mérito.
D
é cabível frente à decisão de não recebimento do agravo de petição.
E
é cabível em relação à decisão que indefere a petição inicial.
A alternativa D está correta.
Art. 897 da CLT - Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias:
a) de petição, das decisões do juiz ou presidente, nas execuções;
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos.
§ 1º - O agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar, justificadamente, as matérias e
os valores impugnados, permitida a execução imediata da parte remanescente até o final, nos próprios
autos ou por carta de sentença.
§ 2º - O agravo de instrumento interposto contra o despacho que não receber agravo de petição não
suspende a execução da sentença.
Questão 2
Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica,
nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho:
A
caberá recurso de imediato na fase de cognição.
B
caberá agravo de petição na fase de execução se garantido o juízo.
C
caberá agravo de instrumento na fase de execução independentemente de garantia do juízo.
D
caberá agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no Tribunal.
E
caberá agravo de petição se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no Tribunal.
A alternativa D está correta.
Art. 855-A, § 1º, da CLT. Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente:
III - cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal.
3. Recursos aos Tribunais Superiores
Recurso de revista
Neste vídeo, falaremos acerca do cabimento do recurso de revista e dos aspectos relativos ao juízo de
admissibilidade.
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Conforme já estudamos, os recursos podem ser classificados em ordinários e extraordinários. O que os
diferencia é o direito que buscam tutelar.
Recursos ordinários
Os recursos ordinários visam à tutela do direito
subjetivo, de modo que permitem a rediscussão
ampla da matéria, seja de direito, seja de fato.
Tais recursos podem estar fundamentados no
mero inconformismo com a decisão judicial
(injustiça da decisão), citando-se como
exemplo na seara trabalhista os seguintes
recursos: ordinário, agravo de petição, 
embargos de declaração, agravo interno, 
revisão e agravo de instrumento.
Recursos extraordinários
Os recursos de natureza extraordinária fundam-
se na tutela do direito objetivo, buscando sua
exata aplicação. Por visarem à exata aplicação
do direito, tais recursos impedem a verificação
fática, inclusive o reexame de provas, ficando 
restritos à análise de direito (Súmula nº 126 do
TST). Podemos citar como exemplo de recursos
de natureza extraordinária no processo do
trabalho os recursos de revista e embargos
para a SDI.
Além disso, a doutrina divide os recursos levando em conta a sua fundamentação. Um recurso pode ser de 
fundamentação livre ou vinculada.
Fundamentação livre
Os recursos de fundamentação livre são
aqueles que não se ligam a determinados
defeitos ou vícios das decisões, ou seja, a lei
não exige que, no recurso, seja apontado
especificamente determinado vício, havendo a
necessidade apenas de que a parte não se
conforme com a decisão impugnada. É o que
ocorre, por exemplo, no recurso ordinário.
Recursos extraordinários
Os recursos de fundamentação vinculada são
aqueles em que a lei exige que o recorrente
indique algum vício específico da decisão
impugnada, como ocorre com o recurso de
revista, que está vinculado à demonstração de
divergência ou de violação literal de dispositivo
de lei federal ou afronta direta e literal à
Constituição Federal.
O recurso de revista é, portanto, um recurso de natureza extraordinária com fundamentação vinculada, sendo
disciplinado no art. 896 da CLT..
Prazo
O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas, devendo ser interposto no prazo de 8
dias úteis, tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. A Fazenda Pública, o Ministério Público do Trabalho e
a Defensoria Pública têm o prazo em dobro, ou seja, 16 dias (CPC/2015, arts. 180, 183 e 186), inclusive para as
contrarrazões. 
Preparo
O preparo das custas processuais para fins de interposição de recurso de revista poderá ser alterado em
função do resultado do julgamento do recurso ordinárioem dissídios individuais. Assim, nos termos da Súmula
25 do Tribunal Superior do Trabalho:
CUSTAS PROCESSUAIS. INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA.I – A parte vencedora na primeira
instância, se vencida na segunda, está obrigada, independentemente de intimação, a pagar as custas
fixadas na sentença originária, das quais ficará isenta parte então vencida;II – No caso de inversão do
ônus da sucumbência em segundo grau, sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já
foram devidamente recolhidas, descabe um novo pagamento pela parte vencida, ao recorrer. Deverá ao
final, se sucumbente, reembolsar a quantia;III – Não caracteriza deserção a hipótese em que, acrescido o
valor da condenação, não houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco
intimação da parte para o preparo do recurso, devendo ser as custas pagas ao final;IV – O reembolso
das custas à parte vencedora faz-se necessário mesmo na hipótese em que a parte vencida for pessoa
isenta do seu pagamento, nos termos do art. 790-A, parágrafo único, da CLT.
(Súmula 25, TST)
No que tange ao depósito recursal, o recurso de revista está sujeito às mesmas regras do recurso ordinário. O
valor do teto desse depósito como pressuposto de admissibilidade do recurso de revista é o dobro do fixado
para o recurso ordinário.
Sobre o depósito recursal, é relevante conferir o conteúdo do enunciado de Súmula 128 do TST:
I – É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal, em relação a cada novo recurso interposto, sob pena
de deserção. Atingido o valor da condenação, nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso.
II – Garantido o juízo na fase executória, a exigência de depósito para recorrer de qualquer decisão viola os
incisos II e LV do art. 5º da CF/1988. Havendo, porém, elevação do valor do débito, exige-se a
complementação da garantia do juízo.
III – Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas, o depósito recursal efetuado por uma delas
aproveita as demais quando a empresa que efetuou o depósito pleiteia sua exclusão da lide.
As pessoas jurídicas de direito público, bem como o Ministério Público do Trabalho, são isentas de preparo.
Também são isentos do pagamento das custas e do depósito recursal: 
1
Os beneficiários da justiça gratuita (art. 790-A da CLT)
Destaca-se que o valor do depósito recursal será reduzido pela metade para entidades sem fins lucrativos,
empregadores domésticos, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte,
conforme consignado no artigo 899, §9º, da CLT.
A regularidade formal do recurso de revista
O recurso de revista ilustra via recursal opera de forma extremamente técnica. A Instrução Normativa nº
23/2003 do TST recomenda que sejam indicadas as folhas dos autos nas quais se encontram:
 
A procuração;• 
O depósito recursal e as custas;
Os documentos que comprovam a tempestividade do recurso;
Ademais, é preciso que a peça recursal explicite: 
(i)
qual trecho da decisão recorrida consubstancia
o prequestionamento da controvérsia trazida no
recurso;
(ii)
qual dispositivo de lei, súmula, orientação
jurisprudencial do TST ou ementa (com todos
os dados que permitam identificá-la) que entra
em atrito com a decisão regional.
Para comprovação da divergência justificadora do recurso, é necessário que o recorrente: (i) cite a fonte
oficial ou repositório em que foi publicado; e (ii) transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ ou trechos
dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, demonstrando os conflitos de teses que justifiquem o
conhecimento do recurso.
Rito ordinário Rito sumaríssimo Fase de execução*
Afrontar a Constituição
Federal
Afrontar a Constituição
Federal
Afrontar a Constituição
Federal
Contrariar súmula do TST Contrariar súmula do TST 
Contrariar súmula vinculante
do STF
Contrariar súmula vinculante
do STF
 
Violar lei federal 
Contrariar orientação
jurisprudencial 
Divergência jurisprudencial
 
Tabela: Hipóteses de cabimento do recurso de revista.
Adaptada de Miessa, 2019.
* Apenas nas hipóteses de execução fiscal e controvérsias da fase de execução que envolvam a Certidão
Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), o recurso de revista será cabível quando: violar lei federal, por
divergência jurisprudencial e por ofensa à Constituição Federal (CLT, art. 896, §10).
Competência para julgamento
A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do TST.
• 
• 
Competência para julgamento do recurso de revista.
Pressupostos específicos de admissibilidade
O recurso de revista deve preencher todos os pressupostos genéricos direcionados aos demais recursos,
como, por exemplo, cabimento, tempestividade, representação e preparo, ressaltando-se que, nesse recurso,
não é aplicável o jus postulandi por força da Súmula nº 425 do TST.
Ele deve conter ainda os pressupostos específicos de admissibilidade:
O prequestionamento A transcendência
Além disso, o recurso de revista somente será cabível quando invocar a divergência jurisprudencial ou a 
violação de lei federal ou da Constituição Federal. 
Prequestionamento
Surge aqui o chamado prequestionamento, que consiste na obrigatoriedade de que haja decisão prévia acerca
do direito objetivo supostamente violado ou aplicado de forma divergente. Em outras palavras: 
[...] diz-se prequestionada a matéria ou questão quando na decisão impugnada haja sido adotada,
explicitamente, tese a respeito.
(Súmula nº 297, 1, TST)
Por tese explícita deve-se entender a tese jurídica apreciada e decidida pelo tribunal a quo
independentemente de haver constado, no acórdão impugnado, referência ao dispositivo legal. O que se
impõe, portanto, é juízo de valor proferido expressamente pelo tribunal a quo.
Isso quer dizer que a matéria estará prequestionada se, por exemplo, o acórdão impugnado explanar que não
existe violação ao princípio do contraditório sem que haja a necessidade de especificar o art. 5º, LV, da CF/
1988 (OJ nº 118 da SDI-I do TST).
Somente haverá prequestionamento, portanto, se houver tese jurídica expressamente adotada na
fundamentação do acórdão.
É importante destacar que, com o Novo Código de Processo Civil (CPC), a tese jurídica poderá estar
declarada inclusive no voto vencido, como se depreende do art. 941, 3º, in verbis:
§3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão para
todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.
(Código de Processo Civil, art. 941, 3º, in verbis)
Ademais, atenta-se para o fato de que, no momento da interposição do recurso de revista, o recorrente deve
indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do
recurso de revista, ou seja, o recorrente tem de destacar no seu recurso o trecho da decisão que diz respeito
à sua insurgência (CLT, art. 896, §1-A), sob pena de não conhecimento. 
Desse modo, não há tese jurídica (e, portanto, prequestionamento) se a decisão do TRT simplesmente adota
os fundamentos da decisão de primeiro grau (OJ nº 151 da SDI-I do TST), uma vez que falta juízo de valor
sobre a matéria.
Pode ocorrer de a parte invocar a matéria no seu recurso principal (por exemplo, recurso ordinário), mas o
tribunal não se manifestar sobre ela. Nesse caso, sua incumbência é opor embargosdeclaratórios objetivando
o pronunciamento sobre o tema, sob pena de preclusão (Súmula nº 297, II, do TST). 
Sendo opostos os embargos de declaração, caso o tribunal, ainda assim, não se pronuncie sobre o
tema, a matéria será considerada prequestionada (Súmula nº 297, III, do TST). Ocorre aqui o
chamado prequestionamento ficto.
O CPC/2015 adota a tese do TST, reconhecendo o prequestionamento ficto, conforme se observa em seu art.
1.025 (TST-IN nº 39/2016, art. 90, parágrafo único), in verbis:
Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de
pré-questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o
tribunal superior considere existenteserro, omissão, contradição ou obscuridade.
(TST-IN nº 39/2016, art. 90, parágrafo único)
De qualquer maneira, é de extrema importância atentar para o fato de que o prequestionamento ficto tem
incidência para o Colendo Tribunal Superior do Trabalho (C. TST) apenas na hipótese de questão jurídica,
mantendo a rigidez do prequestionamento no tocante à matéria de fato, já que tal matéria deve ser esgotada
na instância ordinária. Desse modo, se o Tribunal Regional for provocado a se manifestar sobre determinado 
fato por meio de embargos de declaração e negar a existência de omissão, não haverá prequestionamento
ficto, admitindo-se o recurso de revista por negativa de prestação jurisdicional, ou seja, por violação do art.
832 da CLT, do art. 489 do CPC/2015 e do art. 93, IX, da CF/1988 (Súmula nº 459 do TST). 
O art. 896, §1º-A, inciso IV, da CLT, acrescentado pela Lei nº 13.467/2017, trata exatamente dessa
hipótese, isto é, da omissão de pronunciamento do Tribunal referente à matéria de fato ou de prova. 
De acordo com o dispositivo, no caso de suscitar preliminar de nulidade de julgado por negativa de prestação
jurisdicional, o recorrente deverá transcrever na peça recursal o trecho dos embargos declaratórios em que foi
pedido o pronunciamento do Tribunal sobre questão veiculada no recurso ordinário e o trecho da decisão
regional que rejeitou os embargos quanto ao pedido para cotejo e verificação, de plano, da ocorrência da
omissão. 
Em resumo, havendo embargos de declaração para suprir uma omissão do TRT e caso esse Tribunal não se
pronuncie expressamente acerca da matéria impugnada, as consequências serão as seguintes:
1
Tratando-se de matéria de direito (questão jurídica), estará preenchido o
prequestionamento ficto, e o TST poderá examinar a matéria.
2
Sendo matéria de fato ou prova, haverá a possibilidade de conhecimento da nulidade
da prestação jurisdicional pelo TST, determinando-se o retorno dos autos ao TRT para
manifestação acerca de tais matérias.
Consigne ainda que entende o TST que, nascendo a violação na própria decisão recorrida (por exemplo,
julgamento extra petita no TRT), não será exigível o prequestionamento (OJ nº 119 da SDI-I do TST). Na seara
trabalhista, o prequestionamento é exigido nos recursos de revista, sendo extraordinário para o STF. 
Transcendência
O recurso de revista será analisado se oferecer transcendência em relação aos reflexos gerais de (CLT, art.
896-A): 
Natureza econômica Natureza política
Natureza social Natureza jurídica
Isso significa que a causa não pode produzir reflexos apenas para as partes, mas também ultrapassar
(transcender) aquela relação processual.
Aproxima-se da repercussão geral exigida no recurso extraordinário para o STF (CPC/2015, art.
1.035, §1º), sendo um pressuposto intrínseco do recurso de revista. É o último pressuposto a ser
verificado pelo C. TST.
De acordo com o art. 896-A, §1º, da CLT, são indicadores de transcendência:
(i) – econômica:
O elevado valor da causa;
(ii) – política:
O desrespeito da instância recorrida à jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho ou
do Supremo Tribunal Federal;
(iii) – social:
A postulação, por reclamante-recorrente, de direito social constitucionalmente assegurado;
(iv) – jurídica:
A existência de questão nova em torno da interpretação da legislação trabalhista.
A análise da existência ou não da transcendência é exclusiva do TST, vedando sua verificação pelo presidente
do TRT (CLT, art. 896-A, §6º). Nesse contexto, o art. 896-A, 2º, da CLT, declina que o relator do recurso de
revista, de forma monocrática, poderá denegar seguimento ao recurso que não demonstrar transcendência,
cabendo agravo da decisão ao colegiado. O prazo do agravo é de 8 dias úteis (TST-IN nº 39, art. §1º, §2º). 
Mantido o voto do relator quanto à não transcendência do recurso, será lavrado um acórdão com
fundamentação sucinta que constituirá decisão irrecorrível no âmbito do Tribunal (CLT, art. 896-A, §4º). Ele
impede, portanto, a interposição dos embargos de divergência para a SDI.
Esse dispositivo, porém, não obsta a interposição dos embargos de declaração, já que todas as decisões,
inclusive aquela em análise, estão sujeitas aos embargos. Do mesmo modo, caberá recurso extraordinário
para o STF, desde que estejam presentes seus pressupostos. Por fim, o art. 896-A, §5º, da CLT declina que
será irrecorrível a decisão monocrática do relator que, em agravo de instrumento em recurso de revista,
considerar ausente a transcendência da matéria.
Direito intertemporal
O pressuposto recursal da transcendência foi inserido no art. 896-A da CLT por meio da Medida Provisória nº
2.226, de 4/9/2001. Embora já estivesse no ordenamento celetista desde 2001, não havia regulamentação
acerca dos indicadores da transcendência, afastando a necessidade de sua observância até a chegada da Lei
nº 13.467/2017, a qual definiu referidos indicadores. 
Desse modo, o C. TST, no art. 19 da Instrução Normativa nº 41, estabelece que o exame de transcendência
incidirá apenas nos "acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais do Trabalho publicados a partir de 11 de
novembro de 2017, excluídas as decisões proferidas em embargos de declaração".
Vê-se que a Corte Trabalhista excluiu as decisões proferidas nos embargos de declaração. Nesses
casos, o C. TST entende que deverá ser observada a data da publicação da sentença ou do acórdão
embargado, e não da decisão proferida nos embargos, quando eles não tiverem efeito modificativo. 
Por outro lado, sendo acolhidos os embargos de declaração com efeito modificativo, entende o Tribunal
Superior do Trabalho que deve incidir a norma vigente na data da publicação da decisão dos embargos.
Hipóteses de cabimento
O recurso de revista serve para impugnar acórdão dos TRTs proferidos em grau de recurso ordinário. Isso
significa que o recurso de revista somente caberá depois do julgamento desse recurso, impondo, dessa forma,
que a demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho.
 
É por isso que não cabe, como regra, recurso de revista de ação de competência originária dos Tribunais
(exemplos: ação rescisória e dissídio coletivo). Da mesma forma, para o C. TST, não é cabível o recurso de
revista de decisão proferida em agravo de instrumento (Súmula nº 218 do TST).
 
O recurso de revista será cabível quando estiver demonstrada a:
 
Divergência jurisprudencial ou
Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
Divergência jurisprudencial
A divergência jurisprudencial é entendida como a existência de decisões conflitantes, ou seja, na análise de
um dispositivo legal embasado em fatos idênticos ou semelhantes, cada tribunal o interpreta de modo diverso.
A divergência jurisprudencial a legitimar o recurso de revista, nos termos das alíneas "a" e "b" do art. 896 da 
CLT, ocorre quando:
1
1
Os Tribunais Regionais do Trabalho derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa
da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou quando contrariarem súmula de
jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal.
2
2
Os Tribunais Regionais do Trabalho derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, convenção coletiva
de trabalho, acordo coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância
obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do tribunal regional prolator da decisão
recorrida interpretação divergente na forma da alínea “a”.
Nesse ponto, é necessário frisar que a divergência deve se dar entre tribunais regionais diferentes, não
servindo a divergência existente entre Turmas de um mesmo TRT (OJ nº 111 da SDI-I do TST). Isso ocorre
porque o TST tem a função de unificar a jurisprudência nacional em sede de matéria trabalhista, afastando a
dissidência entre os Tribunais Regionais.
 
Já a divergência dentro do mesmo tribunal é resolvida internamente por meio doincidente de uniformização, e
não diretamente pelo recurso de revista. Por outro lado, será cabível o recurso de revista quando ele contrariar
decisões da SDI (I ou II), assim como as súmulas e as orientações jurisprudenciais e precedentes normativos.
Nesse sentido:
• 
• 
OJ nº 219 da SDI — I do TST. Recurso de revista ou de embargos fundamentado em orientação
jurisprudencial do TST.É válida, para efeito de conhecimento do recurso de revista ou de embargos, a
invocação de orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho, desde que, das razões
recursais, conste o seu número ou conteúdo.
TST, OJ nº 219 da SDI - I
Ademais, pode ocorrer de uma empresa estar sediada em mais de um regional, de modo que uma norma
estadual, uma convenção coletiva, um acordo coletivo, uma sentença normativa ou um regulamento de
empresa seja interpretado de forma divergente pelos tribunais regionais.
Somente terá cabimento o recurso de revista por divergência se a norma extrapolar o âmbito de,
pelo menos, um Tribunal Regional (OJ nº 147 da 91-1 do TST).
Portanto, o recurso de revista terá cabimento quando houver divergência de interpretação das seguintes
normas:
Divergências autorizadoras:
Decisão
recorrida Decisão divergente
Decisão do TRT Decisão de outro TRT (pleno ou turma)
Decisão do TRT Decisão da SDI
Decisão do TRT
Súmulas do TST, súmula vinculante do STF e orientações jurisprudenciais
do TST
Divergência jurisprudencial (MIESSA, 2019, p. 1073).
A divergência apta a ensejar o recurso de revista deve ser atual, não se considerando como tal a ultrapassada
por súmula ou superada por iterativa e notória jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (CLT, art. 896,
§7º). Já a comprovação da divergência jurisprudencial vem disposta no §8º do art. 896 da CLT, bem como na 
Súmula nº 337 do TST, in verbis:
I. 
Para comprovação da divergência justificadora do recurso, é necessário que o recorrente:
a. Junte certidão ou cópia autenticada do acórdão paradigma ou cite a fonte oficial ou o repositório
autorizado em que foi publicado; e
b. Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou trechos dos acórdãos trazidos à configuração
do dissídio, demonstrando o conflito de teses que justifique o conhecimento do recurso, ainda que os
acórdãos já se encontrem nos autos ou venham a ser juntados com o recurso;
II
A concessão de registro de publicação como repositório autorizado de jurisprudência do TST torna
válidas todas as suas edições anteriores;
III
A mera indicação da data de publicação, em fonte oficial, de aresto paradigma é inválida para
comprovação de divergência jurisprudencial, nos termos do item I, "a", desta súmula, quando a parte
pretende demonstrar o conflito de teses mediante a transcrição de trechos que integram a
fundamentação do acórdão divergente, uma vez que só se publicam o dispositivo e a ementa dos
acórdãos;
IV
É válida para a comprovação da divergência jurisprudencial justificadora do recurso a indicação de
aresto extraído de repositório oficial na internet, desde que o recorrente: (a) transcreva o trecho
divergente; (b) aponte o sítio de onde foi extraído; e (c) decline o número do processo, o órgão
prolator do acórdão e a data da respectiva publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
V
A existência do código de autenticidade na cópia, em formato PDF, do inteiro teor do aresto
paradigma, juntada aos autos, torna-a equivalente ao documento original e também supre a ausência
de indicação da fonte oficial de publicação.
Por fim, consigne-se que, se a decisão recorrida resolver determinado item do pedido por diversos
fundamentos, a jurisprudência transcrita terá de abranger a todos (Súmula nº 23 do TST).
Incidente de uniformização trabalhista
Os Tribunais são fragmentados em seções especializadas, turmas, câmaras etc. com a finalidade de agilizar a
prestação jurisdicional. Contudo, essa fragmentação pode levar a entendimentos conflitantes, ganhando
relevância o incidente de uniformização consistente em mecanismo de resolução das divergências
jurisprudenciais existentes dentro do Tribunal (interna corporis).
 
Nesse contexto, estabelecia o art. 896, §3º, da CLT que:
 
"§3º Os Tribunais Regionais do Trabalho procederão, obrigatoriamente, à uniformização de sua jurisprudência
e aplicarão, nas causas da competência da Justiça do Trabalho, no que couber, o incidente de uniformização
de jurisprudência previsto nos termos do Capítulo I do Título IX do Livro I da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de
1973 (Código de Processo Civil)."
 
Poderia ocorrer, no entanto, de o Tribunal Regional não realizar espontaneamente tal uniformização. Nesse
caso, ganhavam relevância os 4º e 5º do art. 896 da CLT inseridos pela Lei nº 13.015/2014. Explicando melhor:
antes dessa lei, o incidente de uniformização já era aplicável ao processo do trabalho, de modo que o art. 896,
3º, da CLT contemplava a obrigatoriedade de os Tribunais Regionais uniformizarem seu entendimento, mas,
como não existia um controle superior, a uniformização passava a ser uma "faculdade" dos tribunais.
 
Contudo, após o advento da referida lei, criou-se um mecanismo de imposição da uniformização, além de se
dar origem a um incidente de uniformização diferenciado denominado incidente de uniformização trabalhista.
Assim, estabelecia o art. 896, §§ 4º e 5º, da CLT:
§4º Ao constatar, de ofício ou mediante provocação de qualquer das partes ou do Ministério Público do
Trabalho, a existência de decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do
Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista, o Tribunal Superior do Trabalho determinará o
retorno dos autos à Corte de origem, a fim de que proceda à uniformização da jurisprudência. §5º A
providência a que se refere o 40 deverá ser determinada pelo presidente do Tribunal Regional do
Trabalho, ao emitir juízo de admissibilidade sobre o recurso de revista, ou pelo ministro relator, mediante
decisões irrecorríveis.
CLT, art. 896, §§ 4º e 5º
Caso o TRT não fizesse a uniformização espontaneamente, o TST, de ofício ou a requerimento da parte ou do
Ministério Público do Trabalho, poderia determinar o retorno dos autos à origem para que se procedesse à
uniformização quando existissem decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do
Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista (CLT, art. 896, §4º). Criou-se, assim, um mecanismo de
controle pelo C. TST, impondo a efetivação do §3º do art. 896 da CLT.
 
No retorno dos autos ao Tribunal regional, a sedimentação do entendimento poderia ocorrer de duas formas:
Súmulas
Quando o entendimento decorrer da maioria
absoluta dos membros que integram o Tribunal.
Tese jurídica prevalente
Quando o entendimento decorrer da maioria
simples dos membros que integram o Tribunal.
Após a sedimentação, o §6º do art. 896 declinava que:
§6º Após o julgamento do incidente a que se refere o 30, unicamente a súmula regional ou a tese jurídica
prevalecente no Tribunal Regional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação
jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho servirá como paradigma para viabilizar o conhecimento
do recurso de revista por divergência.
CLT, art. 896, §6º
O referido dispositivo buscava restringir o cabimento do recurso de revista, obstando a utilização de acórdãos
regionais para demonstrar a divergência quando o tema já estivesse pacificado em súmula regional ou tese
jurídica prevalente.
Era, pois, um pressuposto de admissibilidade do recurso de revista. Embora essa sistemática tivesse
sido criada em 2014 pela Lei nº 13.015/2014, o legislador, depois de três anos, simplesmente
revogou os §§3º a 6º do art. 896 da CLT, eliminando esse mecanismo de controle exercido pelo TST,
bem como o referido pressuposto para o cabimento do recurso de revista.
Conquanto a Lei nº 13.467/2017 tenha revogado o incidente de uniformização de jurisprudência trabalhista,
ela evidentemente não afastou o dever de os Tribunais uniformizarem sua jurisprudência, incidindo,
subsidiariamenteao processo trabalho, o art. 926 do CPC/2015, o qual incumbiu os Tribunais de uniformizar
"sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente", como advertiu o TST no art. 18, caput, da IN nº
41/2018.
 
O mecanismo para implementar a uniformização precisa estar contemplado no regimento interno do Tribunal,
o que vem previsto no art. 926, §1º, do CPC/2015, de modo que o incidente de uniformização de
jurisprudência deve observar especialmente as diretrizes dos arts. 926, §2º, e 927, §1º a 5º, ambos do CPC/
2015.
Direito intertemporal
A Lei nº 13.467/2017 revogou os §§3º a 6º do art. 896 da CLT que versavam sobre o incidente de
uniformização trabalhista. Tais regras estavam ligadas, portanto, aos recursos. Na hipótese de recursos, o 
direito intertemporal é aplicado da seguinte forma: todos os pressupostos recursais, inclusive o cabimento,
serão analisados à luz da lei velha (vigente na data da publicação da decisão), mas os trâmites processuais
posteriores de processamento e julgamento seguirão a lei nova em decorrência da aplicação imediata da
norma. Desse modo, como o incidente de uniformização é trâmite processual, a revogação promovida pela Lei
nº 13.467/2017 deveria ter aplicação imediata. No entanto, o C. TST adotou duas sistemáticas diferentes
acerca da aplicação dessa lei no presente caso:
1
Se o incidente de uniformização foi suscitado ou iniciado antes da vigência da Lei nº 13.467/2017 no
âmbito dos Tribunais Regionais do Trabalho ou por iniciativa de decisão do Tribunal Superior do
Trabalho, continuam a ser observados os dispositivos que eram vigentes na data da interposição do
recurso, ou seja, os §§3º a 6º do art. 896 serão aplicados, tendo eficácia obrigatória a tese jurídica
prevalente ou a súmula criada em decorrência do incidente (TST-IN nº 41, art. 18, §§1º e 3º ); A
sistemática idealizada pelo C. TST é que, já tendo sido iniciado ou suscitado o incidente, ele não
perde seu objeto com a chegada da Lei nº 13.467/2017, devendo ser julgado.
2
Caso o recurso de revista ou o agravo de instrumento no âmbito do TST esteja concluso com o relator
e ainda não tenha sido julgado até a entrada em vigor da Lei nº 13.467/17, não se aplicam as
disposições dos §§3º a 6º do art. 896 da CLT.
Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à
Constituição Federal
Além da divergência jurisprudencial, o recurso de revista será cabível quando a decisão do tribunal regional for
proferida em violação literal à disposição de lei federal ou afrontar direta e literalmente a Constituição Federal.
 
No processo do trabalho, o recurso de revista poderá abranger legislação infraconstitucional e norma
constitucional. Ele difere, portanto, do processo civil, em que o recurso é bifurcado, já que as violações à
legislação infraconstitucional são remetidas ao STJ por meio do recurso especial, enquanto as afrontas à
Constituição Federal são encaminhadas ao STF por intermédio do recurso extraordinário.
 
Na seara laboral, porém, primeiramente se exaure toda a jurisdição trabalhista e, somente após, caso persista
a violação à Constituição Federal, é admitido o recurso extraordinário ao STF. Nessa hipótese, o recorrente
tem indicar expressamente o dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado (Súmula nº 221 do TST).
Não se exige, porém, que a parte utilize as expressões "contrariar", "ferir", "violar" etc. (OJ nº 257 da SDI-I do
TST).
É importante destacar que, na violação de norma constitucional, o recorrente precisa demonstrar a
afronta direta ao comando legal, vedando-se a ofensa indireta ou reflexa da norma constitucional.
A ofensa indireta ou reflexa ocorre quando o recorrente tem de invocar uma norma infraconstitucional para
chegar à norma constitucional. Nesse caso, não será admitido o recurso de revista, bem como o extraordinário
(Súmula nº 636 do STF).
 
Portanto, caso ocorra a violação reflexa da norma constitucional, o recorrente deverá invocar o dispositivo
infraconstitucional tido por violado para que seu recurso seja cabível, sendo insuficiente (ou desnecessária) a
indicação do dispositivo constitucional.
Rito sumaríssimo
Nas causas sujeitas ao rito sumaríssimo, somente se admite o recurso de revista por:
 
Contrariedade à súmula do TST;
Contrariedade à súmula vinculante do STF;
Violação direta da Constituição da República (CLT, art. 896, §9º).
Desse modo, não caberá recurso de revista no rito sumaríssimo quando:
 
Violar lei federal;
Houver divergência jurisprudencial;
Contrariar orientação jurisprudencial do TST (Súmula 442 do TST).
Fase de execução
Na fase de execução, o cabimento do recurso de revista é ainda mais restrito, sendo admitido apenas quando
houver ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal (CLT, art. 896, §2º). A Súmula nº 266 do TST
aponta para a mesma direção: 
Súmula nº 266 do TST. Recurso de revista. Admissibilidade. Execução de sentença. A admissibilidade do
recurso de revista interposto de acórdão proferido em agravo de petição, na liquidação de sentença ou
em processo incidente na execução, inclusive os embargos de terceiro, depende de demonstração
inequívoca de violência direta à Constituição Federal.
(TST, Súmula nº 266)
Essa é a regra. No entanto, é importante observar que a Lei nº 13.015/2014 ampliou o cabimento do recurso
de revista na fase de execução em duas hipóteses:
 
Execução fiscal;
Controvérsias da fase de execução que envolvam a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT).
Nesses dois casos, o recurso de revista será cabível:
Por violação à lei federal Divergência jurisprudencial
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
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Prequestionamento
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Transcendência
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Aponte a alternativa correta em relação ao requisito de transcendência que, nos termos da CLT, deve ser
identificado no recurso de revista.
A
Os indicadores de transcendência de natureza econômica, política, social ou jurídica são taxativos.
B
Em relação ao recurso que o relator considerou não ter transcendência, o recorrente poderá realizar
sustentação oral sobre a questão da transcendência durante quinze minutos em sessão.
C
Os indicadores de transcendência de natureza econômica, política, social ou jurídica são cumulativos.
D
Poderá o relator monocraticamente denegar seguimento ao recurso de revista que não demonstrar
transcendência, cabendo agravo dessa decisão para o colegiado.
E
Quanto à transcendência social, o recorrente não poderá postular direito social já garantido pela Constituição
Federal.
A alternativa D está correta.
Art. 896 - A § 2º Poderá o relator monocraticamente denegar seguimento ao recurso de revista que não
demonstrar transcendência, cabendo agravo desta decisão para o colegiado.
Questão 2
Assinale a alternativa que trata corretamente do sistema recursal trabalhista nos termos da CLT.
A
No Tribunal Superior do Trabalho, o ministro relator denegará seguimento aos embargos se a decisão
recorrida estiver em discordância com súmula da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho ou do
Supremo Tribunal Federal.
B
No Tribunal Superior do Trabalho, cabem embargos de decisão unânime de julgamento que conciliar, julgar ou
homologar conciliação em dissídios coletivos que excedam a competência territorial dos Tribunais Regionais
do Trabalho e estender ou rever as sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho.
C
Cabe recurso de revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de
recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando proferidas com
violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
D
Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suasTurmas, em execução de
sentença, exceto em processo incidente de embargos de terceiro, não caberá recurso de revista, salvo na
hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal.
E
A decisão firmada em recurso repetitivo será aplicada aos casos em que se demonstrar que a situação de fato
ou de direito é distinta das presentes no processo julgado sob o rito dos recursos repetitivos.
A alternativa C está correta.
Art. 896 CLT - Cabe recurso de revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões
proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho,
quando: [...]
b) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição
Federal.
4. Conclusão
Considerações finais
O conteúdo trazido neste material orienta acerca da identificação e aplicação dos recursos existentes no
direito processual do trabalho. Os recursos trabalhistas apresentam uma função importantíssima, cujo objetivo
é que a parte possa obter o reexame da matéria já debatida por determinado órgão judicial. Isso possibilita
que a decisão prolatada seja revista (e possivelmente reformada) dentro da mesma relação processual por um
órgão hierarquicamente superior.
Podcast
Neste podcast, vamos abordar os recursos cabíveis aos Tribunais Superiores no processo do trabalho,
explicando o prequestionamento e a transcendência no recurso de revista.
Conteúdo interativo
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Para entender mais sobre os assuntos tratados aqui, sugerimos os seguintes vídeos, ambos disponíveis no
YouTube:
 
Live Embargos à execução, apresentado por Élisson Miessa e Carolina Tupinambá.
 
Jurisprudência do STF em matéria de execução, apresentado por Antonio Umberto e Carolina
Tupinambá.
Referências
BEZERRA LEITE, C. H. Curso de Direito Processual do trabalho.16. ed. São Paulo: Saraiva. 2018.
MIESSA, E. Processo do trabalho. 7. ed. São Paulo: Juspodvim, 2019.
 
TEIXEIRA FILHO, M. A. Sistema dos recursos trabalhistas. São Paulo: LTr, 1991.
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	Recursos em espécie no processo do trabalho
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Recurso ordinário
	Aspectos gerais sobre o recurso ordinário
	Conteúdo interativo
	Hipóteses de cabimento
	(i)
	(ii)
	Juízo de retratação
	(i)
	(ii)
	(iii)
	Julgamento do mérito diretamente pelo Tribunal
	Reforma
	Anulação
	(i)
	(ii)
	(iii)
	(iv)
	Recurso ordinário no rito sumaríssimo
	(i)
	(ii)
	(iii)
	(iv)
	(v)
	(vi)
	Vem que eu te explico!
	Julgamento do mérito diretamente pelo Tribunal
	Conteúdo interativo
	Recurso ordinário no rito sumaríssimo
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Embargos e agravos
	Embargos de declaração
	Competência: embargos de declaração
	Prazo para interposição: embargos de declaração
	Hipóteses de cabimento: embargos de declaração
	(i)
	(ii)
	(iii)
	(iv)
	a)
	b)
	Embargos de divergência e embargos infringentes
	Os embargos infringentes
	Os embargos de divergência
	Embargos de divergência
	Competência: embargos de divergência
	Prazo para interposição: embargos de divergência
	Hipóteses de cabimento: embargos de divergência
	Embargos infringentes
	Competência: embargos infringentes
	Prazo para interposição: embargos infringentes
	Hipóteses de cabimento: embargos infringentes
	Julgamento do dissídio coletivo
	Extensão ou revisão de sentença normativa
	Homologação de conciliação
	Pressupostos recursais: embargos infringentes
	Agravo de instrumento
	Conteúdo interativo
	Competência: agravo de instrumento
	Prazo para interposição: agravo de instrumento
	Hipóteses de cabimento: agravo de instrumento
	Agravo de petição
	Competência: agravo de petição
	Prazo para interposição: agravo de petição
	Hipóteses de cabimento: agravo de petição
	Agravo regimental e agravo interno
	Exemplo
	Vem que eu te explico!
	Embargos de divergência
	Conteúdo interativo
	Embargos infringentes
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Recursos aos Tribunais Superiores
	Recurso de revista
	Conteúdo interativo
	Recursos ordinários
	Recursos extraordinários
	Fundamentação livre
	Recursos extraordinários
	Prazo
	Preparo
	Os beneficiários da justiça gratuita (art. 790-A da CLT)
	A regularidade formal do recurso de revista
	(i)
	(ii)
	Competência para julgamento
	Pressupostos específicos de admissibilidade
	O prequestionamento
	A transcendência
	Prequestionamento
	Tratando-se de matéria de direito (questão jurídica), estará preenchido o prequestionamento ficto, e o TST poderá examinar a matéria.
	Sendo matéria de fato ou prova, haverá a possibilidade de conhecimento da nulidade da prestação jurisdicional pelo TST, determinando-se o retorno dos autos ao TRT para manifestação acerca de tais matérias.
	Transcendência
	Natureza econômica
	Natureza política
	Natureza social
	Natureza jurídica
	(i) – econômica:
	(ii) – política:
	(iii) – social:
	(iv) – jurídica:
	Direito intertemporal
	Hipóteses de cabimento
	Divergência jurisprudencial
	1
	2
	I.
	II
	III
	IV
	V
	Incidente de uniformização trabalhista
	Súmulas
	Tese jurídica prevalente
	Direito intertemporal
	1
	2
	Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal
	Rito sumaríssimo
	Fase de execução
	Por violação à lei federal
	Divergência jurisprudencial
	Vem que eu te explico!
	Prequestionamento
	Conteúdo interativo
	Transcendência
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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