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Marina Teixeira Rosalem 
 
1 
 
Sumário 
 
Avaliação do Paciente crítico 2 a 6 
RX e TC de tórax 7 e 9 
Vias aéreas arti ciais e cuidados clínicos 10 
Oxigenoterapia 11 a 13 
Técnicas de remoção de secreção / reexpansão 13 a 16 
Ventilação Mecânica Não-invasiva 17 a 19 
Ventilação Mecânica Invasiva 19 a 22 
Exames Laboratoriais 23 a 26 
Escalas de funcionalidade (PERME/ FSS / MRC) 26 a 29 
Urgência / emergência 30 
Terminalidade / paliativo 31 
Roteiro de Estudo Respondido e Gasometrias 32 a 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
Avaliação 
Anamnese: QP, HMA, HMP, AP, Motivo de ainda estar internado 
Avaliação Neurológica e Motora: 
Avaliação de Pupilas 
 
Escala Glasgow 
 
3 
 
Escala RASS 
 
Escala Ramsay 
 
 
Avaliação Hemodinâmica 
 Sinais Vitais 
 Cianose 
 Icterícia 
 Edema 
 Dispositivos: drenos, oxigenoterapia, VM, TQT, COT, acesso 
venoso (central, periférico), sonda enteral, sonda naso - 
gástrica, sonda vesical (urina), Bomba de Infusão (soro, 
medicamentos, nutrição) 
 DVA 
 
4 
 
Avaliação Respiratória 
 Mantenha o tórax do paciente totalmente exposto 
 Inspecione, palpe percuta e ausculte (comparativamente) 
 Sinais de desconforto respiratório 
 Tosse 
 Percussão 
 
 Av. Secreção 
 Expansão respiratória 
 Padrão respiratório 
 Frêmito tátil/toracovocal – Trinta e Três (obstrução 
diminui e pneumonia lobar aumenta) 
 Posição da traquéia 
 Formato do tórax: 
o Tonel 
 
o Escavatum ou funil 
5 
 
 
o Pectus carinatum ou Pombo 
 
o Ampulheta 
o Traumático 
o Cifoescoliótico 
 
 Ângulo de Charpy: 
 Normolíneo – = 90 graus 
 Brevilíneo – >90 graus 
6 
 
 Longilíneo -Cardiorrespiratória 
→ O estado nutricional afeta diretamente a e ciência do 
coração e pulmões. 
→ Baixo peso pode levar à falta de energia; sobrepeso exige 
mais esforço do organismo. 
 
 
Técnicas de remoção de secreção pulmonar / reexpansão 
pulmonar 
 
Técnicas de Remoção de Secreção e Reexpansão Pulmonar 
As técnicas de remoção de secreção e reexpansão 
pulmonar são intervenções essenciais na sioterapia 
respiratória, visando otimizar a ventilação, melhorar as trocas 
gasosas e prevenir complicações como atelectasias e infecções 
pulmonares. 
 
Objetivo Geral: Mobilizar, depurar e eliminar secreções 
brônquicas, promovendo a desobstrução das vias aéreas e 
melhorando a ventilação alveolar. 
 
Características do Muco 
 Quantidade, Cor, Espessura 
14 
 
 Reologia: Propriedades viscoelásticas do muco permitem 
seu escoamento e deformação sob aplicação de forças. 
 Tixotropismo: O muco se uidi ca quando submetido a 
agitação constante. 
 Umidi cação e Aquecimento: Essenciais para evitar 
ressecamento e promover a atividade ciliar. 
 
Técnicas Principais 
1. Tosse: 
 Voluntária: Ensina-se a técnica de expulsão do ar. 
 Assistida: com compressões torácicas ou 
abdominais. 
 Provocada: Re exo induzido mecanicamente em 
pacientes não colaborativos. 
 2. Drenagem Postural: 
 Utiliza a gravidade para mobilizar secreções das vias 
distais para centrais. 
 É mais e caz quando associada a outras técnicas. 
 Contraindicações: pneumotórax, hemoptise ativa, 
instabilidade hemodinâmica, entre outros. 
 3. Drenagem Autógena: 
 Inspirações e expirações controladas, realizadas em 
diferentes volumes pulmonares para mobilizar 
secreções. 
 Indicada para pacientes colaborativos. 
4. Expiração Lenta Total com Glote Aberta em Decúbito 
Infralateral (ELTGOL) 
 Paciente em decúbito lateral realiza expirações 
lentas, com pressão manual auxiliando o 
deslocamento das secreções das vias distais para a 
traqueia. 
 Movimento de torção 
 5. Oscilação Oral de Alta Frequência (OOAF) 
15 
 
 Dispositivos como Flutter, Shaker e Acapella geram 
vibrações durante a expiração, promovendo o 
deslocamento de secreções. 
 Flutter e Shaker: Pressão expiratória de 5 a 19 
cmH₂O; frequência de 15 a 29 Hz. 
 Acapella: Indicado para pacientes com baixos uxos 
expiratórios (≤15 L/min). 
6. Pressão Expiratória Positiva (PEP) 
 Máscara ou dispositivo que oferece resistência ao 
uxo expiratório, prevenindo o colapso das vias 
aéreas e auxiliando na remoção de secreções. 
 PEP e EPAP: Oferecem resistência durante a 
expiração, prevenindo colapsos alveolares e 
promovendo ventilação em áreas hipoventiladas. 
 Manobra PEEP: Alternância entre pressão positiva 
e zero para mobilizar secreções e expandir áreas 
pulmonares. 
7. Aspiração 
 Técnica invasiva para pacientes incapazes de 
expectorar. 
 Realizada com sonda acoplada a sistema de vácuo. 
8. Exercícios de Expansão Pulmonar 
 Respirações profundas e lentas para estimular a 
ventilação alveolar e colateral. 
 Podem ser acompanhados de compressões torácicas 
para otimizar a expansão. 
9. Bag Squeezing 
 Hiperinsu ação manual com Ambu, aumentando o 
volume pulmonar e promovendo ventilação 
colateral. 
 Deve ser realizada com cautela devido ao risco de 
barotrauma. 
10. Ventilação Não Invasiva (VNI) 
16 
 
 Dispositivos como BiPAP e CPAP mantêm vias 
aéreas abertas, prevenindo colapsos e melhorando 
a oxigenação. 
11. Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE): 
 Pressão intra-abdominal e torácica 
 Mãos terapêuticas se aproximam 
 Podendo ser rápida ou lenta (mais indicada em 
casos de broncoespasmo) 
 Realizada no início da espiração 
 Posição do paciente em DD elevado ou sedestação 
 Indicado para hipersecreção brônquica, fraqueza 
ou distro a muscular. 
 Contraindicado para plaquetopenia, fragilidade 
óssea, re uxo gastroesofágico e cirurgia 
abdominal alta recente. 
12. Percurssão: 
 Contraindicado para fraturas de costela, hemoptise e 
pneumotórax não drenado 
 Precauções: lesões de pele, drenos torácicos, 
osteopneia, hiper-reatividade de vias aéreas, 
arritmias, en sema subcutâneo, bradicardia e apneia 
 Indicado para bronquite e brose cística 
13. Vibração: 
 Entre 13 a 17 Hz de vibração 
 Facilita mobilização de secreção 
 Contraindicado para arritmias, instabilidade 
hemodinâmica e lesões em tórax 
 
 
 
 
 
 
17 
 
Ventilação Mecânica Não-invasiva 
 
A VMNI é a administração de pressão inspiratória e/ou 
expiratória por meio de uma máscara acoplada à face, sem 
necessidade de prótese traqueal. Utiliza ventiladores ou 
sistemas geradores de uxo. 
 Tempo para garantir que vai dar certo 30 min a 2h. 
Falha de VNI = intubação 
 
Objetivos da VMNI 
 Aumentar a ventilação alveolar. 
 Melhorar as trocas gasosas pulmonares. 
 Reduzir o trabalho respiratório. 
 Proporcionar repouso parcial da musculatura respiratória. 
 Manter e melhorar os volumes pulmonares. 
 Diminuir a dispneia. 
 Garantir sincronia paciente-ventilador. 
 Evitar intubação traqueal (IOT). 
 
Indicações: 
 3 tipos de Insu ciência respiratória: 
o 1. Respiratória Hipoxêmica (Indicada) 
o 2. Respiratória Hipercápnica (Indicada) 
o 3. Respiratória Mista (VM) 
 Dispneia moderada a severa com uso de musculatura 
acessória. 
 Manejo de edema agudo de pulmão – CPAP com PEEP a 
partir de 10 cmH2O, sem antecedentes de problemas 
pulmonares 
 Indicação para DPOC e Doenças obstrutivas – BIPAP 
18 
 
 Sindro resp aguda grave e SARA com PEEPs maiores 
 Pins garante ventilação alveolar 
 PEEP deixa alvéolo aberto 
 
Contraindicações: 
 Rebaixamento do nível de consciência sem proteção de 
vias aéreas 
 Risco de aspiração 
 Distensão gástrica – se respirar pela boca 
 Ferimentos faciais 
 Cirurgias recentes em vias aéreas superiores, face e 
abdominal alta 
 Instabilidade hemodinâmica ou arritmias graves. 
 Pneumotórax não drenado 
 Hemorragia Pulmonar. 
Vantagens: 
 Preserva vias aéreas superiores. 
 Reduz lesões traqueais e infecções respiratórias. 
 Diminui a necessidade de sedação e o tempo de UTI. 
 Melhora a sobrevida. 
 
Modos Ventilatórios: 
1. CPAP (Pressão Contínua) 
o Único nível de pressão. 
o Melhora oxigenação e capacidade residual funcional. 
o Indicado para doenças restritivas 
o PEEP previne colapso alveolar e auxilia na 
reexpansão pulmonar, sendo a PEEP siológica de 5 
19 
 
o Parametros: FiO2, PEEP 
o Fluxo contínuo com resistência 
2. BIPAP (Suporte Pressórico Bi-Nível) 
o Possui duas pressões 
o IPAP/ Pins: reduz trabalho respiratório, pressão de 
suporte/ Volume Corrente 
o EPAP/ PEEP: melhora hipoxemia e promove 
recrutamento alveolar. 
o Indicado para doenças obstrutivas: asma, pneumonia 
e broncoespasmo (aumenta CO2), onde há 
hipoventilação. 
 
 
Ventilação Mecânica Invasiva 
 
A VMI é um suporte arti cial para manter ventilação e 
oxigenação em pacientes com insu ciência respiratória grave, 
utilizando uma via aérea arti cial. Gera pressões positivas, ou 
seja, não siológicas. 
 
Fases do Ciclo Ventilatório 
1. Inspiratória: Insu ação pulmonar. 
2. Ciclagem: Transição para a fase expiratória. 
3. Expiratória: Esvaziamento pulmonar (completo ou parcial, 
dependendo do uso de PEEP). 
4. Disparo: Início de um novo ciclo respiratório. 
 
Modos de Ventilação 
1. Volume-Controlado (VCV): 
20 
 
o Ciclagem por volume. 
o Volume corrente prede nido, pressão variável. 
2. Pressão-Controlada (PCV): 
o Ciclagem por pressão. 
o Pressão inspiratória xa, volume variável. 
3. Assistido-Controlada (AC): 
o Ciclos disparados pelo paciente ou pelo ventilador. 
o SIMV (Ventilação Mandatória Intermitente 
Sincronizada): Combina ciclos controlados e 
espontâneos. 
o PSV (Pressão de Suporte): Ventilação espontânea 
assistida por pressão durante a inspiração. 
 
Parâmetros: 
1. PEEP (Pressão Positiva Expiratória Final): 
o Mantém os alvéolos abertos, melhorando oxigenação 
e capacidaderesidual funcional. 
2. Volume Corrente (VC): 
o Ajustado entre 6-8 mL/kg para minimizar risco de 
barotrauma. 
o Neonatos é de 4 a 6 mL/Kg 
3. Pressões Ventilatórias: 
o Pico: Re ete resistência das vias aéreas. 
o Platô: Indicador de complacência pulmonar. 
o Média: Relacionada à oxigenação. 
4. Frequência Respiratória (FR): 
o Ajustada de acordo com as necessidades metabólicas 
e gasométricas. 
Ou seja, 
21 
 
PC VC PS 
PEEP 
FiO2 
Pressão 
Sensibilidade 
PEEP 
FiO2 
Pressão 
Sensibilidade 
PEEP 
FiO2 
Pressão 
Sensibilidade 
Freq (só em assito-
controlado) 
Freq - 
Tins Vol 
Fluxo 
 - 
 
→ Ajustar parâmetros conforme a Gasometria, Peso predito 
e Volume min ideal. 
 
Monitorização 
1. Indicadores Importantes: 
o Volume Minuto (VE): VC x FR. 
o Relação I:E: Geralmente ajustada em 1:2 para 
pacientes sem restrições especí cas. 
o Sensibilidade: Regulada para facilitar o disparo do 
ciclo pelo paciente sem esforço excessivo. 
2. Complicações Potenciais: 
o Barotrauma: Evitar altas pressões. 
o Auto-PEEP: Monitorar expiração incompleta. 
o Infecções: Garantir assepsia no manuseio do 
circuito. 
o Toxicidade de Oxigênio: Manter frações de O2 no 
mínimo necessário ( 10 mg/dL: Elevação considerável. (Indicam 
infecções virais ou bacterianas agudas, vasculites ou 
um trauma) 
o > 50 mg/dL: Elevação severa. (Infecção bacteriana 
aguda.) 
Plaquetas: 
25 
 
 São fragmentos celulares produzidos pela medula óssea 
que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a 
coagular. 
 Valor de referência: 50.000 a 450.000 uL 
 Aumento: trombose, neoplasias, TEP 
 Diminuição: plaquetopenia, leucemia. 
 Trombocitose e Trombopenia 
Velocidade de hemossedimentação: 
 Mede velocidade da separação de glóbulos vermelhos e o 
plasma. Quando há processo in amatório, a velocidade é 
alta. 
 Valores de referência: até 15 mm para homens e até 20 
mm para mulheres 
Eusinó lo – Alergia 
Basó lo – infecção ou in amação fúngica, parasitária 
Cálcio – Inicia o potencial de ação (bomba de sódio e potássio), 
ocasionando em ATP e gás carbônico 
Troponina: 
 Alta = IAM, exercício físico intenso e atv. sexual recente. 
 Valores de referência: Troponina I até 0,04 ng/mL e 
Troponina T até 0,01 ng/mL 
Gasometria: 
 Valores de Referência: 
o PH: 7,35 a 7,45 
o PCo2: 35 a 45 
o BE: -2 a +2 
o Hco3: 23 a 26 
o Pao2: 80 a 100 
o SP02 ≥ 90 
 PH normal: completamente compensada 
 PH baixo: acidose 
 PH alto: alcalose 
 PCo2 = respiratório 
 BE ou Hco3 = metabólico 
26 
 
 Pensando em Gaso Mista ou compensada, quando BE 
maior que 5 é distúrbio repiratório e menor que 5 é 
metabólico 
 PH alterado olhar sistemas (metabólico e respiratório) e 
compensações 
 Compensação = PH normal sistemas se compensando 
 
- Paciente com IC com alteração renal, risco de Edema Agudo 
de Pulmão 
 
 
Escalas de funcionalidade (PERME/ FSS / MRC) 
 
Escala PERME (Escala de Avaliação da Mobilidade): 
 Protocolo de Avaliação da Mobilidade em Pacientes 
Críticos é utilizada para avaliar a mobilidade funcional de 
pacientes em UTI. 
 Avaliação da capacidade de sentar-se na beira da cama. 
 Capacidade de transferir-se da cama para a cadeira. 
 Habilidade para caminhar com ou sem auxílio. 
 Utilizada para identi car o nível de dependência do 
paciente e orientar intervenções de sioterapia. 
 Permite a de nição de metas de reabilitação e 
acompanhamento da progressão funcional. 
27 
 
 
Escala FSS (Functional Status Scale): 
 Avalia o status funcional global do paciente, considerando 
a capacidade de realizar atividades básicas e 
instrumentais da vida diária. 
28 
 
 Avaliação de atividades como alimentação, higiene 
pessoal, vestir-se, e mobilidade. 
 Classi cação em níveis que vão de totalmente 
dependente a independente. 
 Usada em ambientes hospitalares e ambulatoriais para 
monitorar a recuperação funcional. 
 Ajuda na identi cação de pacientes que necessitam de 
suporte adicional ou reabilitação. 
 
 
Escala MRC (Medical Research Council): 
 Avalia a força muscular em diferentes grupos musculares, 
sendo frequentemente utilizada em pacientes críticos 
para detectar fraqueza muscular. 
29 
 
 Avaliação da força muscular em membros superiores e 
inferiores. 
 Classi cação em uma escala de 0 (sem contração) a 5 
(força normal). 
 Fundamental para identi car a presença de síndrome da 
fragilidade ou fraqueza adquirida em pacientes críticos. 
 Auxilia na formulação de estratégias de reabilitação e no 
planejamento de alta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
Urgência / emergência 
A distinção entre urgência e emergência é fundamental na 
prática clínica, pois orienta a priorização do atendimento e a 
abordagem terapêutica. A seguir, apresento uma análise 
detalhada sobre cada um desses conceitos. 
Urgência: 
Refere-se a situações que requerem atenção médica 
rápida, mas não imediata. O paciente pode apresentar risco à 
saúde, mas a condição não é imediatamente ameaçadora à 
vida. Exemplos incluem: Fraturas sem comprometimento 
vascular, Crises hipertensivas sem sinais de lesão de órgão-alvo 
e Infecções leves 
Emergência: 
Trata-se de condições que representam risco iminente à 
vida ouà integridade física do paciente, exigindo intervenção 
médica imediata. Exemplos incluem: Parada cardiorrespiratória, 
Acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico e 
Choque ana lático 
Abordagem Fisioterapêutica na Emergência: 
 Cuidados com as Vias áreas, 
 Parte clínica, 
 Músculo esquelética 
 Insu ciência rep e cardio 
 Parada Cardiorrespiratória (PCR) 
 Auxiliar na Intubacao 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Terminalidade / paliativo 
A terminalidade refere-se ao estágio nal de uma doença, 
onde a expectativa de vida é limitada e o foco do tratamento 
muda de curativo para paliativo. Este conceito é 
frequentemente associado a condições como câncer avançado, 
doenças neurodegenerativas (como esclerose lateral 
amiotró ca), insu ciência cardíaca congestiva em estágio 
terminal, entre outras. 
Os cuidados paliativos são uma abordagem 
multidisciplinar que visa melhorar a qualidade de vida de 
pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados 
a doenças potencialmente fatais. O objetivo é prevenir e aliviar 
o sofrimento por meio da identi cação precoce, avaliação e 
tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e 
espirituais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
Estudo Dirigido respondido 
 
1) Paciente eupneico 75 anos em ar ambiente, consciente chega 
ao PS para a realização de uma gasometria que mostrou o 
seguinte resultado: pH= 7,40 PaCO2= 40 PaO2= 72 HCO3= 24 BE= 
2 SaO2= 91% AP= MV+ sem RA. Qual seria a sua conduta? 
Justi que 
Analisando a gasometria: PH, PaCo2, HCO3, BE e SPO2 
dentro dos valores de referência, como o paciente se encontra 
em ar ambiente e sua PaO2 está relativamente fora dos valores 
de referência é necessário realizar o 
Cálculo de PaO2 ideal: 
96 – (75 anos x 0,4) = 
96 – 30 = 66 mmHg 
Logo a conduta seria alta, já que o paciente não 
apresenta alterações na sua gasometria que justi quem a 
necessidade de intervenções. 
 
2)Considerando um paciente mantendo saturação de oxigênio 
de 88%, MV+ diminuído em base E com roncos esparsos e o Rx 
apresenta hipotransparência em base de HtxE com pinçamento 
intercostal: 
A- O que o RX sugere? 
Levando em consideração a presença do pinçamento 
intercostal e da área de hipotransparência, pode se concluir que 
há uma área de atelectasia 
 
33 
 
B- Qual sua conduta e qual o melhor posicionamento para a 
melhora do quadro? 
 
Inicialmente técnicas de remoção de secreção, em seguida 
técnicas de reexpansão pulmonar. Levando em consideração 
que o posicionamento in uência na expansão e ventilação dos 
alvéolos, pois quanto mais a área sofre com a gravidade, maior 
a ventilação e menor a expansão alveolar, logo, este paciente 
deve ser posicionado em decúbito lateral direito. 
 
3) Leia o texto “VENTILAÇÃO MECÂNICA BÁSICA” e responda: 
a) Quais os princípios da ventilação mecânica? 
Fornecimento de pressão positiva para insu ar os 
pulmões. Sendo dividida em quatro fases: inspiratória, 
transição inspiratória-expiratória (ciclagem), expiratória e 
transição expiratória-inspiratória (disparo) 
 
b) De na “ciclagem” do ventilador. 
A mudança da fase inspiratória para a expiratória, que 
pode ser baseada em tempo, volume, pressão ou uxo. 
 
34 
 
c) Como podemos aumentar a CRF durante a ventilação 
mecânica? 
A CRF (Capacidade Residual Funcional) é o volume de ar 
que permanece nos pulmões ao nal de uma expiração normal. 
Utilizando a PEEP é possível aumentar a CRF. 
 
d) Qual a função da PEEP? 
Manter os alvéolos abertos durante a expiração, pois 
aumenta o contato entre o alvéolo e o capilar, otimizando a 
oxigenação, reduzindo o esforço respiratório (reduz a 
necessidade de altas frações de oxigênio) e evitando o colapso 
alveolar. 
 
e) Qual a função da “sensibilidade” do aparelho? 
Facilitar o início do ciclo inspiratório pelo esforço do 
paciente, reduzindo o trabalho respiratório, não tornando a 
ventilação siológica e a mecânica con itante. 
 
f ) Quais os modos de ventilação mecânica? 
 Controlado (ventilador assume total controle do ciclo 
respiratório), Assistido (ventilador inicia o ciclo respiratório 
apenas quando detecta o esforço inspiratório do paciente), 
Assistido-Controlado (Combinação dos modos assistido e 
controlado), Mandatório Intermitente (Combina ciclos de 
ventilação controlada/assistida com períodos em que o 
paciente respira espontaneamente. Ventilação Mandatória 
Intermitente - ciclos controlados ou assistidos ocorrem em 
intervalos xos de tempo, independentemente da respiração 
espontânea do paciente. Ventilação Mandatória Intermitente 
Sincronizada - ciclos controlados/assistidos com os esforços 
respiratórios espontâneos do paciente). 
 
 
35 
 
g) De na: 
1. Ciclagem a tempo: 
A transição ocorre após um tempo predeterminado, 
independentemente do volume ou pressão. 
2. Ciclagem a volume: 
Baseada no volume corrente alcançado; a pressão não é 
controlada. 
3. Ciclagem a pressão: 
O ciclo termina ao atingir uma pressão especí ca, sem 
garantir volume corrente. 
4. Ciclagem a uxo: 
A inspiração é interrompida quando o uxo inspiratório 
cai abaixo de um valor ajustado. 
 
4) MONTE AS GASOMETRIAS ABAIXO: 
 Valores de Referência: 
o PH: 7,35 a 7,45 
o PCo2: 35 a 45 
o BE: -2 a +2 
o Hco3: 23 a 26 
o Pao2: 80 a 100 
o SP02 ≥ 90 
 
Acidose 
respiratória 
Alcalose 
metabólica 
Gasometria 
com 
hipoxemia 
Acidose 
mista 
Gasometria 
compensada 
pH: 
 7,45 
pH: 
Normal 
pH: 
 45 mmHg 
PaCO2: 
Normal 
PaCO2: 
Normal 
PaCO2: 
> 45 
mmHg 
PaCO2: 
baixo ou 
alto 
PaO2: 
Normal ou 
reduzido 
PaO2: 
Normal 
PaO2: 
 26 
mEq/L) 
HCO3: 
Normal 
HCO3: 
Diminuindo a retenção de CO2 e revertendo a 
acidose respiratória. 
 
7) Paciente, sexo masculino com 1,72m de altura, 38 anos em 
VM com VC=380, PPICO: 26, f=16, PEEP= 6, FiO2= 55%. 
Gasometria: pH: 7,30 PaCO2: 50 PaO2: 72 HCO3: 24 BE: +2 SatO2: 
86%. Analise a gasometria e descreva sua conduta justi cando 
cada ítem. 
Analisando a gasometria: acidose respiratória com 
hipoxemia, pois pH baixo, PaCO2 alto e SPO2 baixo. 
Analisando a VM: Ao mexer na PEEP, aumenta também 
PPico podendo gerar um barotrauma, logo pode ser interessante 
para esse paciente aumentar a FiO2. Para veri car se VC esta 
adequado é necessário calcular o Peso Predito. 
38 
 
Peso Predito sex masc: 50 + 0,91 (altura – 152,4) 
 50 + 0,91 (172 – 152,4) 
 50 + 0,91 (19,6) 
 50 + 17,8 18 = 68 
 68 x 6 = 408 
 68 x 8 = 544 
Logo para evitar a toxidade do FiO2 acima de 60% e 
prevenir o barotrauma, deve se ajustar o VC para valores entre 
408 e 544. Deste modo revertendo a acidose respiratória e 
hipoxemia reduzindo a retenção de CO2. 
 
8) Paciente, sexo feminino com 1,65m de altura, 52 anos em VM 
com PC=16, VC= 400ml, f=14, Tinsp= 1.2, PEEP= 8, FiO2= 50%. 
Gasometria: pH: 7,38 PaCO2: 52 PaO2: 96 HCO3: 24 BE: +2 SatO2: 
98%. Analise a gasometria e descreva sua conduta justi cando 
cada ítem. 
Analisando a gasometria: acidose respiratória compensada 
por uma hiperóxia 
Analisando a VM: 
Peso Predito sex fem: 45,5 + 0,91 (altura – 152,4) 
 45,5 + 0,91 (165 – 152,4) 
 45,5 + 0,91 (12,6) 
 45,5 + 11,5 = 57 
 57 x 6 = 342 
57 x 8 = 456 
VC adequado, gasometria compensada, logo, a paciente 
está estável, sem necessidades de ajustes ventilatórios. 
 
 
 
39 
 
Lista de Gasometrias para Análise 
 
 
 
 
 
40 
 
Respostas: 
1. Acidose Respiratória 
2. Acidose Metabólica 
3. Alcalose Respiratória 
4. Acidose Respiratória com Hipoxemia 
5. Acidose Metabólica com Hipoxemia 
6. Alcalose Metabólica com Hipoxemia 
7. Alcalose Metabólica 
8. Acidose Metabólica 
9. Acidose Respiratória com Hipoxemia 
10. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 
11. Acidose Mista com Hipoxemia 
12. Acidose Resp. Compensada por Alcalose Metab. 
13. Alcalose Mista 
14. Alcalose Mista 
15. Alcalose Metab. Compensada por Acidose Resp. 
16. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 
17. Acidose Mista com Hipoxemia 
18. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 
19. Acidose Mista com Hipoxemia 
20. Gasometria Normal

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