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0 Marina Teixeira Rosalem 1 Sumário Avaliação do Paciente crítico 2 a 6 RX e TC de tórax 7 e 9 Vias aéreas arti ciais e cuidados clínicos 10 Oxigenoterapia 11 a 13 Técnicas de remoção de secreção / reexpansão 13 a 16 Ventilação Mecânica Não-invasiva 17 a 19 Ventilação Mecânica Invasiva 19 a 22 Exames Laboratoriais 23 a 26 Escalas de funcionalidade (PERME/ FSS / MRC) 26 a 29 Urgência / emergência 30 Terminalidade / paliativo 31 Roteiro de Estudo Respondido e Gasometrias 32 a 40 2 Avaliação Anamnese: QP, HMA, HMP, AP, Motivo de ainda estar internado Avaliação Neurológica e Motora: Avaliação de Pupilas Escala Glasgow 3 Escala RASS Escala Ramsay Avaliação Hemodinâmica Sinais Vitais Cianose Icterícia Edema Dispositivos: drenos, oxigenoterapia, VM, TQT, COT, acesso venoso (central, periférico), sonda enteral, sonda naso - gástrica, sonda vesical (urina), Bomba de Infusão (soro, medicamentos, nutrição) DVA 4 Avaliação Respiratória Mantenha o tórax do paciente totalmente exposto Inspecione, palpe percuta e ausculte (comparativamente) Sinais de desconforto respiratório Tosse Percussão Av. Secreção Expansão respiratória Padrão respiratório Frêmito tátil/toracovocal – Trinta e Três (obstrução diminui e pneumonia lobar aumenta) Posição da traquéia Formato do tórax: o Tonel o Escavatum ou funil 5 o Pectus carinatum ou Pombo o Ampulheta o Traumático o Cifoescoliótico Ângulo de Charpy: Normolíneo – = 90 graus Brevilíneo – >90 graus 6 Longilíneo -Cardiorrespiratória → O estado nutricional afeta diretamente a e ciência do coração e pulmões. → Baixo peso pode levar à falta de energia; sobrepeso exige mais esforço do organismo. Técnicas de remoção de secreção pulmonar / reexpansão pulmonar Técnicas de Remoção de Secreção e Reexpansão Pulmonar As técnicas de remoção de secreção e reexpansão pulmonar são intervenções essenciais na sioterapia respiratória, visando otimizar a ventilação, melhorar as trocas gasosas e prevenir complicações como atelectasias e infecções pulmonares. Objetivo Geral: Mobilizar, depurar e eliminar secreções brônquicas, promovendo a desobstrução das vias aéreas e melhorando a ventilação alveolar. Características do Muco Quantidade, Cor, Espessura 14 Reologia: Propriedades viscoelásticas do muco permitem seu escoamento e deformação sob aplicação de forças. Tixotropismo: O muco se uidi ca quando submetido a agitação constante. Umidi cação e Aquecimento: Essenciais para evitar ressecamento e promover a atividade ciliar. Técnicas Principais 1. Tosse: Voluntária: Ensina-se a técnica de expulsão do ar. Assistida: com compressões torácicas ou abdominais. Provocada: Re exo induzido mecanicamente em pacientes não colaborativos. 2. Drenagem Postural: Utiliza a gravidade para mobilizar secreções das vias distais para centrais. É mais e caz quando associada a outras técnicas. Contraindicações: pneumotórax, hemoptise ativa, instabilidade hemodinâmica, entre outros. 3. Drenagem Autógena: Inspirações e expirações controladas, realizadas em diferentes volumes pulmonares para mobilizar secreções. Indicada para pacientes colaborativos. 4. Expiração Lenta Total com Glote Aberta em Decúbito Infralateral (ELTGOL) Paciente em decúbito lateral realiza expirações lentas, com pressão manual auxiliando o deslocamento das secreções das vias distais para a traqueia. Movimento de torção 5. Oscilação Oral de Alta Frequência (OOAF) 15 Dispositivos como Flutter, Shaker e Acapella geram vibrações durante a expiração, promovendo o deslocamento de secreções. Flutter e Shaker: Pressão expiratória de 5 a 19 cmH₂O; frequência de 15 a 29 Hz. Acapella: Indicado para pacientes com baixos uxos expiratórios (≤15 L/min). 6. Pressão Expiratória Positiva (PEP) Máscara ou dispositivo que oferece resistência ao uxo expiratório, prevenindo o colapso das vias aéreas e auxiliando na remoção de secreções. PEP e EPAP: Oferecem resistência durante a expiração, prevenindo colapsos alveolares e promovendo ventilação em áreas hipoventiladas. Manobra PEEP: Alternância entre pressão positiva e zero para mobilizar secreções e expandir áreas pulmonares. 7. Aspiração Técnica invasiva para pacientes incapazes de expectorar. Realizada com sonda acoplada a sistema de vácuo. 8. Exercícios de Expansão Pulmonar Respirações profundas e lentas para estimular a ventilação alveolar e colateral. Podem ser acompanhados de compressões torácicas para otimizar a expansão. 9. Bag Squeezing Hiperinsu ação manual com Ambu, aumentando o volume pulmonar e promovendo ventilação colateral. Deve ser realizada com cautela devido ao risco de barotrauma. 10. Ventilação Não Invasiva (VNI) 16 Dispositivos como BiPAP e CPAP mantêm vias aéreas abertas, prevenindo colapsos e melhorando a oxigenação. 11. Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE): Pressão intra-abdominal e torácica Mãos terapêuticas se aproximam Podendo ser rápida ou lenta (mais indicada em casos de broncoespasmo) Realizada no início da espiração Posição do paciente em DD elevado ou sedestação Indicado para hipersecreção brônquica, fraqueza ou distro a muscular. Contraindicado para plaquetopenia, fragilidade óssea, re uxo gastroesofágico e cirurgia abdominal alta recente. 12. Percurssão: Contraindicado para fraturas de costela, hemoptise e pneumotórax não drenado Precauções: lesões de pele, drenos torácicos, osteopneia, hiper-reatividade de vias aéreas, arritmias, en sema subcutâneo, bradicardia e apneia Indicado para bronquite e brose cística 13. Vibração: Entre 13 a 17 Hz de vibração Facilita mobilização de secreção Contraindicado para arritmias, instabilidade hemodinâmica e lesões em tórax 17 Ventilação Mecânica Não-invasiva A VMNI é a administração de pressão inspiratória e/ou expiratória por meio de uma máscara acoplada à face, sem necessidade de prótese traqueal. Utiliza ventiladores ou sistemas geradores de uxo. Tempo para garantir que vai dar certo 30 min a 2h. Falha de VNI = intubação Objetivos da VMNI Aumentar a ventilação alveolar. Melhorar as trocas gasosas pulmonares. Reduzir o trabalho respiratório. Proporcionar repouso parcial da musculatura respiratória. Manter e melhorar os volumes pulmonares. Diminuir a dispneia. Garantir sincronia paciente-ventilador. Evitar intubação traqueal (IOT). Indicações: 3 tipos de Insu ciência respiratória: o 1. Respiratória Hipoxêmica (Indicada) o 2. Respiratória Hipercápnica (Indicada) o 3. Respiratória Mista (VM) Dispneia moderada a severa com uso de musculatura acessória. Manejo de edema agudo de pulmão – CPAP com PEEP a partir de 10 cmH2O, sem antecedentes de problemas pulmonares Indicação para DPOC e Doenças obstrutivas – BIPAP 18 Sindro resp aguda grave e SARA com PEEPs maiores Pins garante ventilação alveolar PEEP deixa alvéolo aberto Contraindicações: Rebaixamento do nível de consciência sem proteção de vias aéreas Risco de aspiração Distensão gástrica – se respirar pela boca Ferimentos faciais Cirurgias recentes em vias aéreas superiores, face e abdominal alta Instabilidade hemodinâmica ou arritmias graves. Pneumotórax não drenado Hemorragia Pulmonar. Vantagens: Preserva vias aéreas superiores. Reduz lesões traqueais e infecções respiratórias. Diminui a necessidade de sedação e o tempo de UTI. Melhora a sobrevida. Modos Ventilatórios: 1. CPAP (Pressão Contínua) o Único nível de pressão. o Melhora oxigenação e capacidade residual funcional. o Indicado para doenças restritivas o PEEP previne colapso alveolar e auxilia na reexpansão pulmonar, sendo a PEEP siológica de 5 19 o Parametros: FiO2, PEEP o Fluxo contínuo com resistência 2. BIPAP (Suporte Pressórico Bi-Nível) o Possui duas pressões o IPAP/ Pins: reduz trabalho respiratório, pressão de suporte/ Volume Corrente o EPAP/ PEEP: melhora hipoxemia e promove recrutamento alveolar. o Indicado para doenças obstrutivas: asma, pneumonia e broncoespasmo (aumenta CO2), onde há hipoventilação. Ventilação Mecânica Invasiva A VMI é um suporte arti cial para manter ventilação e oxigenação em pacientes com insu ciência respiratória grave, utilizando uma via aérea arti cial. Gera pressões positivas, ou seja, não siológicas. Fases do Ciclo Ventilatório 1. Inspiratória: Insu ação pulmonar. 2. Ciclagem: Transição para a fase expiratória. 3. Expiratória: Esvaziamento pulmonar (completo ou parcial, dependendo do uso de PEEP). 4. Disparo: Início de um novo ciclo respiratório. Modos de Ventilação 1. Volume-Controlado (VCV): 20 o Ciclagem por volume. o Volume corrente prede nido, pressão variável. 2. Pressão-Controlada (PCV): o Ciclagem por pressão. o Pressão inspiratória xa, volume variável. 3. Assistido-Controlada (AC): o Ciclos disparados pelo paciente ou pelo ventilador. o SIMV (Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada): Combina ciclos controlados e espontâneos. o PSV (Pressão de Suporte): Ventilação espontânea assistida por pressão durante a inspiração. Parâmetros: 1. PEEP (Pressão Positiva Expiratória Final): o Mantém os alvéolos abertos, melhorando oxigenação e capacidaderesidual funcional. 2. Volume Corrente (VC): o Ajustado entre 6-8 mL/kg para minimizar risco de barotrauma. o Neonatos é de 4 a 6 mL/Kg 3. Pressões Ventilatórias: o Pico: Re ete resistência das vias aéreas. o Platô: Indicador de complacência pulmonar. o Média: Relacionada à oxigenação. 4. Frequência Respiratória (FR): o Ajustada de acordo com as necessidades metabólicas e gasométricas. Ou seja, 21 PC VC PS PEEP FiO2 Pressão Sensibilidade PEEP FiO2 Pressão Sensibilidade PEEP FiO2 Pressão Sensibilidade Freq (só em assito- controlado) Freq - Tins Vol Fluxo - → Ajustar parâmetros conforme a Gasometria, Peso predito e Volume min ideal. Monitorização 1. Indicadores Importantes: o Volume Minuto (VE): VC x FR. o Relação I:E: Geralmente ajustada em 1:2 para pacientes sem restrições especí cas. o Sensibilidade: Regulada para facilitar o disparo do ciclo pelo paciente sem esforço excessivo. 2. Complicações Potenciais: o Barotrauma: Evitar altas pressões. o Auto-PEEP: Monitorar expiração incompleta. o Infecções: Garantir assepsia no manuseio do circuito. o Toxicidade de Oxigênio: Manter frações de O2 no mínimo necessário ( 10 mg/dL: Elevação considerável. (Indicam infecções virais ou bacterianas agudas, vasculites ou um trauma) o > 50 mg/dL: Elevação severa. (Infecção bacteriana aguda.) Plaquetas: 25 São fragmentos celulares produzidos pela medula óssea que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular. Valor de referência: 50.000 a 450.000 uL Aumento: trombose, neoplasias, TEP Diminuição: plaquetopenia, leucemia. Trombocitose e Trombopenia Velocidade de hemossedimentação: Mede velocidade da separação de glóbulos vermelhos e o plasma. Quando há processo in amatório, a velocidade é alta. Valores de referência: até 15 mm para homens e até 20 mm para mulheres Eusinó lo – Alergia Basó lo – infecção ou in amação fúngica, parasitária Cálcio – Inicia o potencial de ação (bomba de sódio e potássio), ocasionando em ATP e gás carbônico Troponina: Alta = IAM, exercício físico intenso e atv. sexual recente. Valores de referência: Troponina I até 0,04 ng/mL e Troponina T até 0,01 ng/mL Gasometria: Valores de Referência: o PH: 7,35 a 7,45 o PCo2: 35 a 45 o BE: -2 a +2 o Hco3: 23 a 26 o Pao2: 80 a 100 o SP02 ≥ 90 PH normal: completamente compensada PH baixo: acidose PH alto: alcalose PCo2 = respiratório BE ou Hco3 = metabólico 26 Pensando em Gaso Mista ou compensada, quando BE maior que 5 é distúrbio repiratório e menor que 5 é metabólico PH alterado olhar sistemas (metabólico e respiratório) e compensações Compensação = PH normal sistemas se compensando - Paciente com IC com alteração renal, risco de Edema Agudo de Pulmão Escalas de funcionalidade (PERME/ FSS / MRC) Escala PERME (Escala de Avaliação da Mobilidade): Protocolo de Avaliação da Mobilidade em Pacientes Críticos é utilizada para avaliar a mobilidade funcional de pacientes em UTI. Avaliação da capacidade de sentar-se na beira da cama. Capacidade de transferir-se da cama para a cadeira. Habilidade para caminhar com ou sem auxílio. Utilizada para identi car o nível de dependência do paciente e orientar intervenções de sioterapia. Permite a de nição de metas de reabilitação e acompanhamento da progressão funcional. 27 Escala FSS (Functional Status Scale): Avalia o status funcional global do paciente, considerando a capacidade de realizar atividades básicas e instrumentais da vida diária. 28 Avaliação de atividades como alimentação, higiene pessoal, vestir-se, e mobilidade. Classi cação em níveis que vão de totalmente dependente a independente. Usada em ambientes hospitalares e ambulatoriais para monitorar a recuperação funcional. Ajuda na identi cação de pacientes que necessitam de suporte adicional ou reabilitação. Escala MRC (Medical Research Council): Avalia a força muscular em diferentes grupos musculares, sendo frequentemente utilizada em pacientes críticos para detectar fraqueza muscular. 29 Avaliação da força muscular em membros superiores e inferiores. Classi cação em uma escala de 0 (sem contração) a 5 (força normal). Fundamental para identi car a presença de síndrome da fragilidade ou fraqueza adquirida em pacientes críticos. Auxilia na formulação de estratégias de reabilitação e no planejamento de alta. 30 Urgência / emergência A distinção entre urgência e emergência é fundamental na prática clínica, pois orienta a priorização do atendimento e a abordagem terapêutica. A seguir, apresento uma análise detalhada sobre cada um desses conceitos. Urgência: Refere-se a situações que requerem atenção médica rápida, mas não imediata. O paciente pode apresentar risco à saúde, mas a condição não é imediatamente ameaçadora à vida. Exemplos incluem: Fraturas sem comprometimento vascular, Crises hipertensivas sem sinais de lesão de órgão-alvo e Infecções leves Emergência: Trata-se de condições que representam risco iminente à vida ouà integridade física do paciente, exigindo intervenção médica imediata. Exemplos incluem: Parada cardiorrespiratória, Acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico e Choque ana lático Abordagem Fisioterapêutica na Emergência: Cuidados com as Vias áreas, Parte clínica, Músculo esquelética Insu ciência rep e cardio Parada Cardiorrespiratória (PCR) Auxiliar na Intubacao 31 Terminalidade / paliativo A terminalidade refere-se ao estágio nal de uma doença, onde a expectativa de vida é limitada e o foco do tratamento muda de curativo para paliativo. Este conceito é frequentemente associado a condições como câncer avançado, doenças neurodegenerativas (como esclerose lateral amiotró ca), insu ciência cardíaca congestiva em estágio terminal, entre outras. Os cuidados paliativos são uma abordagem multidisciplinar que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças potencialmente fatais. O objetivo é prevenir e aliviar o sofrimento por meio da identi cação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas físicos, psicossociais e espirituais. 32 Estudo Dirigido respondido 1) Paciente eupneico 75 anos em ar ambiente, consciente chega ao PS para a realização de uma gasometria que mostrou o seguinte resultado: pH= 7,40 PaCO2= 40 PaO2= 72 HCO3= 24 BE= 2 SaO2= 91% AP= MV+ sem RA. Qual seria a sua conduta? Justi que Analisando a gasometria: PH, PaCo2, HCO3, BE e SPO2 dentro dos valores de referência, como o paciente se encontra em ar ambiente e sua PaO2 está relativamente fora dos valores de referência é necessário realizar o Cálculo de PaO2 ideal: 96 – (75 anos x 0,4) = 96 – 30 = 66 mmHg Logo a conduta seria alta, já que o paciente não apresenta alterações na sua gasometria que justi quem a necessidade de intervenções. 2)Considerando um paciente mantendo saturação de oxigênio de 88%, MV+ diminuído em base E com roncos esparsos e o Rx apresenta hipotransparência em base de HtxE com pinçamento intercostal: A- O que o RX sugere? Levando em consideração a presença do pinçamento intercostal e da área de hipotransparência, pode se concluir que há uma área de atelectasia 33 B- Qual sua conduta e qual o melhor posicionamento para a melhora do quadro? Inicialmente técnicas de remoção de secreção, em seguida técnicas de reexpansão pulmonar. Levando em consideração que o posicionamento in uência na expansão e ventilação dos alvéolos, pois quanto mais a área sofre com a gravidade, maior a ventilação e menor a expansão alveolar, logo, este paciente deve ser posicionado em decúbito lateral direito. 3) Leia o texto “VENTILAÇÃO MECÂNICA BÁSICA” e responda: a) Quais os princípios da ventilação mecânica? Fornecimento de pressão positiva para insu ar os pulmões. Sendo dividida em quatro fases: inspiratória, transição inspiratória-expiratória (ciclagem), expiratória e transição expiratória-inspiratória (disparo) b) De na “ciclagem” do ventilador. A mudança da fase inspiratória para a expiratória, que pode ser baseada em tempo, volume, pressão ou uxo. 34 c) Como podemos aumentar a CRF durante a ventilação mecânica? A CRF (Capacidade Residual Funcional) é o volume de ar que permanece nos pulmões ao nal de uma expiração normal. Utilizando a PEEP é possível aumentar a CRF. d) Qual a função da PEEP? Manter os alvéolos abertos durante a expiração, pois aumenta o contato entre o alvéolo e o capilar, otimizando a oxigenação, reduzindo o esforço respiratório (reduz a necessidade de altas frações de oxigênio) e evitando o colapso alveolar. e) Qual a função da “sensibilidade” do aparelho? Facilitar o início do ciclo inspiratório pelo esforço do paciente, reduzindo o trabalho respiratório, não tornando a ventilação siológica e a mecânica con itante. f ) Quais os modos de ventilação mecânica? Controlado (ventilador assume total controle do ciclo respiratório), Assistido (ventilador inicia o ciclo respiratório apenas quando detecta o esforço inspiratório do paciente), Assistido-Controlado (Combinação dos modos assistido e controlado), Mandatório Intermitente (Combina ciclos de ventilação controlada/assistida com períodos em que o paciente respira espontaneamente. Ventilação Mandatória Intermitente - ciclos controlados ou assistidos ocorrem em intervalos xos de tempo, independentemente da respiração espontânea do paciente. Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada - ciclos controlados/assistidos com os esforços respiratórios espontâneos do paciente). 35 g) De na: 1. Ciclagem a tempo: A transição ocorre após um tempo predeterminado, independentemente do volume ou pressão. 2. Ciclagem a volume: Baseada no volume corrente alcançado; a pressão não é controlada. 3. Ciclagem a pressão: O ciclo termina ao atingir uma pressão especí ca, sem garantir volume corrente. 4. Ciclagem a uxo: A inspiração é interrompida quando o uxo inspiratório cai abaixo de um valor ajustado. 4) MONTE AS GASOMETRIAS ABAIXO: Valores de Referência: o PH: 7,35 a 7,45 o PCo2: 35 a 45 o BE: -2 a +2 o Hco3: 23 a 26 o Pao2: 80 a 100 o SP02 ≥ 90 Acidose respiratória Alcalose metabólica Gasometria com hipoxemia Acidose mista Gasometria compensada pH: 7,45 pH: Normal pH: 45 mmHg PaCO2: Normal PaCO2: Normal PaCO2: > 45 mmHg PaCO2: baixo ou alto PaO2: Normal ou reduzido PaO2: Normal PaO2: 26 mEq/L) HCO3: Normal HCO3: Diminuindo a retenção de CO2 e revertendo a acidose respiratória. 7) Paciente, sexo masculino com 1,72m de altura, 38 anos em VM com VC=380, PPICO: 26, f=16, PEEP= 6, FiO2= 55%. Gasometria: pH: 7,30 PaCO2: 50 PaO2: 72 HCO3: 24 BE: +2 SatO2: 86%. Analise a gasometria e descreva sua conduta justi cando cada ítem. Analisando a gasometria: acidose respiratória com hipoxemia, pois pH baixo, PaCO2 alto e SPO2 baixo. Analisando a VM: Ao mexer na PEEP, aumenta também PPico podendo gerar um barotrauma, logo pode ser interessante para esse paciente aumentar a FiO2. Para veri car se VC esta adequado é necessário calcular o Peso Predito. 38 Peso Predito sex masc: 50 + 0,91 (altura – 152,4) 50 + 0,91 (172 – 152,4) 50 + 0,91 (19,6) 50 + 17,8 18 = 68 68 x 6 = 408 68 x 8 = 544 Logo para evitar a toxidade do FiO2 acima de 60% e prevenir o barotrauma, deve se ajustar o VC para valores entre 408 e 544. Deste modo revertendo a acidose respiratória e hipoxemia reduzindo a retenção de CO2. 8) Paciente, sexo feminino com 1,65m de altura, 52 anos em VM com PC=16, VC= 400ml, f=14, Tinsp= 1.2, PEEP= 8, FiO2= 50%. Gasometria: pH: 7,38 PaCO2: 52 PaO2: 96 HCO3: 24 BE: +2 SatO2: 98%. Analise a gasometria e descreva sua conduta justi cando cada ítem. Analisando a gasometria: acidose respiratória compensada por uma hiperóxia Analisando a VM: Peso Predito sex fem: 45,5 + 0,91 (altura – 152,4) 45,5 + 0,91 (165 – 152,4) 45,5 + 0,91 (12,6) 45,5 + 11,5 = 57 57 x 6 = 342 57 x 8 = 456 VC adequado, gasometria compensada, logo, a paciente está estável, sem necessidades de ajustes ventilatórios. 39 Lista de Gasometrias para Análise 40 Respostas: 1. Acidose Respiratória 2. Acidose Metabólica 3. Alcalose Respiratória 4. Acidose Respiratória com Hipoxemia 5. Acidose Metabólica com Hipoxemia 6. Alcalose Metabólica com Hipoxemia 7. Alcalose Metabólica 8. Acidose Metabólica 9. Acidose Respiratória com Hipoxemia 10. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 11. Acidose Mista com Hipoxemia 12. Acidose Resp. Compensada por Alcalose Metab. 13. Alcalose Mista 14. Alcalose Mista 15. Alcalose Metab. Compensada por Acidose Resp. 16. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 17. Acidose Mista com Hipoxemia 18. Alcalose Resp. Compensada por Acidose Metab. 19. Acidose Mista com Hipoxemia 20. Gasometria Normal