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Avaliação Final (Discursiva) - Individual 01

Prova discursiva com gabarito sobre fitopatologia. Contém duas questões: ciclo das relações patógeno‑hospedeiro (infecção, colonização, reprodução, disseminação, sobrevivência) e motivos do sucesso do controle biológico; inclui respostas esperadas, resposta do aluno e retorno da correção.

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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação Final (Discursiva) - Individual
(Cod.:1023254)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 100747247
Qtd. de Questões 2
Nota 9,00
O desenvolvimento de doenças infecciosas é caracterizado pela ocorrência de uma série de eventos 
sucessivos e ordenados. Trata-se de um processo cíclico designado ciclo das relações patógeno-
hospedeiro. Processos cíclicos são comuns em fitopatologia (KIMATI et al., 2005).
Disserte sobre as etapas que contemplam o ciclo das relações patógeno-hospedeiro, explicando o que 
ocorre em cada etapa.
Fonte: KIMATI, H. et al. Manual de fitopatologia: doenças das plantas cultivadas. 4. ed. São Paulo: 
Agronômica Ceres, v. 2, 639 p., 2005. 
Resposta esperada
O ciclo da doença pode ser dividido em cinco etapas: infecção, colonização, reprodução,
disseminação e sobrevivência. A infecção diz respeito aos primeiros momentos de contato do
esporo com a planta e vai até o seu estabelecimento como parasita. A colonização é a etapa em
que o patógeno consegue avançar no tecido vegetal e tornam-se visíveis os sintomas. Na fase de
reprodução o patógeno produz novos esporos, que podem ser de um ou mais tipos dependendo da
doença. A disseminação diz respeito a como os esporos são dispersos no ambiente e a
sobrevivência refere-se ao que ocorre com o patógeno em condições climáticas adversas ou falta
do hospedeiro.
Minha resposta
O ciclo de uma enfermidade vegetal é um processo que ocorre de maneira dinâmica e contínua,
envolvendo cinco etapas essenciais: infecção, colonização, reprodução, disseminação e
sobrevivência. A infecção é o ponto de partida da interação entre o patógeno e a planta
hospedeira. Nesse estágio inicial, os esporos germinam e invadem os tecidos vegetais ao
encontrarem condições ambientais adequadas, como temperatura, umidade e a presença de lesões
ou estômatos abertos. A partir desse momento, o patógeno se estabelece como um parasita,
iniciando uma interação direta com a fisiologia da planta. Posteriormente, ocorre a colonização,
fase em que o microrganismo penetra e se expande pelos tecidos internos do vegetal, afetando o
funcionamento normal da planta. É durante esta fase que os primeiros sinais da doença se tornam
evidentes, manifestando-se através de manchas, murchas ou necrose, que variam de acordo com
a espécie do patógeno e da planta afetada. A etapa de reprodução é caracterizada pela
multiplicação do patógeno tanto na superfície quanto no interior da planta. Neste momento,
novos esporos são produzidos, estruturas que asseguram a continuidade do ciclo da doença. A
diversidade e quantidade desses esporos podem variar de acordo com a linhagem do patógeno e a
enfermidade em questão, apresentando diferentes formas reprodutivas adequadas a condições
específicas. A disseminação acontece quando esses esporos são levados para novas localidades
ou plantas hospedeiras, através de vetores naturais, como vento, chuva e insetos, além da
intervenção humana, como o uso inadequado de ferramentas agrícolas. Este processo é vital para
a propagação da doença em lavouras ou regiões produtivas. Finalmente, a fase de sobrevivência
assegura que o patógeno mantenha sua viabilidade mesmo na ausência de hospedeiros ou em
condições ambientais desfavoráveis. Diversos microrganismos têm a capacidade de formar
estruturas de resistência, como escleródios ou clamidósporos, que possibilitam que permaneçam
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inativos por longos períodos, aguardando a ocorrência de condições propícias para reiniciar o
ciclo infeccioso.
Retorno da correção
Parabéns acadêmico, sua resposta se aproximou dos objetivos da questão, poderia apenas ter
apresentado mais argumentos acerca dos conteúdos disponibilizados nos materiais didáticos e
estudos.
O controle biológico das doenças consiste no uso de um microrganismo não patogênico para controle 
de outro microrganismo patogênico. Assim, qualquer mudança negativa no crescimento, na infecção, 
na virulência, na agressividade, na reprodução ou em outros atributos do patógeno por outro 
microrganismo resulta no controle biológico de doenças.
Disserte sobre os motivos que ocasionaram o sucesso do controle biológico nos últimos anos.
Resposta esperada
- Maior compreensão do produtor rural da necessidade de diversificação das ferramentas para
manejar as doenças.
- Disponibilidade de produtos com eficácia e qualidade.
- Investimento de empresas para produtos com posicionamento técnico para as doenças de
importantes culturas nacionais etc.
- Os mecanismos envolvidos no controle de patógenos pelos microrganismos são antibiose,
indução de resistência nas plantas, competição, parasitismo e predação, e promoção de
crescimento.
Minha resposta
O controle biológico se firmou como uma alternativa promissora e popular na administração de
doenças em plantas. Essa abordagem se destaca em meio às crescentes preocupações sobre os
efeitos negativos relacionados ao uso excessivo de pesticidas químicos, que envolvem riscos à
saúde das pessoas, poluição do meio ambiente e desequilíbrios nos ecossistemas agrícolas. Além
do mais, o surgimento de cepas de patógenos resistentes aos defensivos químicos tradicionais
tem colocado à prova sua eficácia, enfatizando a urgência de estratégias de manejo mais
sustentáveis e duradouras. Entre os principais benefícios do controle biológico está sua alta
especificidade. Os microrganismos benéficos utilizados nesse método, como bactérias, fungos e
vírus, atuam diretamente nos patógenos-alvo, sem causar danos a outras espécies presentes no
solo ou a organismos que não são o alvo. Essa seletividade diminui consideravelmente os efeitos
adversos e ajuda a preservar a biodiversidade local. Outro ponto importante é a possibilidade de
combinar o controle biológico com outras estratégias de manejo integrado de doenças, como a
rotação de culturas, a utilização de variedades resistentes e a implementação de boas práticas
agrícolas. Essa sinergia entre diferentes abordagens otimiza os resultados no campo, ao mesmo
tempo em que reduz a dependência de insumos químicos. Além disso, o controle biológico se
revela economicamente viável para os agricultores. Muitos dos agentes biológicos aplicados
podem ser facilmente produzidos em larga escala e têm custos de produção menores em
comparação aos pesticidas convencionais. Essa característica torna a metodologia acessível e
atrativa, especialmente para sistemas agrícolas sustentáveis ou agroecológicos.
Retorno da correção
2
Parabéns acadêmico, sua resposta se aproximou dos objetivos da questão, poderia apenas ter
apresentado mais argumentos acerca dos conteúdos disponibilizados nos materiais didáticos e
estudos.
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