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1 T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s SISTEMA MOTOR Responsável por conectar o SNC com a periferia Manda as funções para a motricidade dos nossos membros Liga o córtex aos nervos cranianos e consequentemente à musculatura ou branquiomérica ou estriada esquelética Na medula, liga o córtex a medula e aos músculos esqueléticos É um sistema de grande complexidade porque envolve muitas estruturas no meio do caminho GRUPO LATERAL Responsável pela motricidade fina dos membros, motricidade distal tanto do membro superior quanto do membro inferior Trato corticoespinhal lateral Se origina no córtex cerebral. 1/3 dos neurônios vem da área motora primária, 1/3 vem da área motora secundária e 1/3 vem da área sensitiva Para a motricidade funcionar bem ela precisa da informação sensitiva retroalimentação As fibras saem do córtex cerebral caem na coroa radiada confluem para a cápsula interna (parte posterior da perna posterior) desce pela porção mais anterior do tronco cerebral (base do pedúnculo cerebral no mesencéfalo, base da ponte (vários fascículos) e 2 T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s pirâmide no bulbo) a maior parte das fibras cruza a linha média na decussação das pirâmides e vão para o funículo lateral formar o trato corticoespinhal lateral. A menor quantidade de fibras continua no funículo anterior da medula ipsilateral e formam o trato corticoespinhal anterior, mas no final das contas elas também vão cruzar a linha média para acabar nos músculos contralaterais Inerva a musculatura distal dos membros --> movimentação fina do braço e da perna Sempre acaba contralateral em interneurônios para depois fazer sinapse com os neurônios da coluna anterior da medula Lesão do trato corticoespinhal não é uma lesão motora completa, porque os tratos rubroespinhal e reticuloespinhal ainda estão funcionando e ajudam a manter a motricidade Plegia perda completa de movimento Paresia perda parcial de movimento EX: Derrame que pegue um pouco mais a área do braço do que da perna hemiparesia desproporcionada de predomínio braquial Síndrome do neurônio motor superior espasticidade, hiperreflexia, hipertonia, sinal de Babinski, sinal de Hoffman, perda de força perda da inibição sobre o nervo periférico Trato rubroespinhal Origem no núcleo rubro, que recebe fibras do córtex motor e do cerebelo para fazer o controle do movimento distal Sempre está junto com o corticoespinhal correm juntos no funículo lateral da medula Trato corticonuclear Exatamente igual ao corticoespinhal, só que ao invés de acabar na medula acaba no tronco cerebral Acaba nos interneurônios da formação reticular do tronco cerebral que vão mandar axônios até os núcleos dos nervos cranianos (III, IV, V, VI, IX, X, XI, XII núcleos motores) Também possui fibras sensitivas mandam para o núcleo sensitivo do trigêmeo, trato solitário e grácil e cuneiforme Sai da porção inferior do córtex motor coroa radiada joelho da cápsula interna porção anterior do tronco cerebral a medida em que vai alcançando os núcleos dos nervos cranianos cruza a linha média e acaba no núcleo respectivo Principal diferença em relação ao corticoespinhal pode ser cruzado e não cruzado situações reflexas (mastigação, piscar, deglutição) CÁPSULA INTERNA Perna anterior Perna posterior Parte anterior passa o trato corticoespinhal Parte posterior radiações talâmicas (fibras sensitivas) Joelho passa o trato corticonuclear GRUPO MEDIAL Tem fibras relacionadas com a motricidade da musculatura axial e da musculatura proximal. Esse grupo nos permite realizar os movimentos finos das extremidades com maior qualidade. Trato corticoespinhal anterior Inerva a musculatura de tronco e proximal de membros Acaba na altura da medula torácica 3 T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s Cruza a linha média na comissura branca e acaba nas células do corno anterior da medula (interneurônios) Trato tetoespinhal Se origina no colículo superior (teto do mesencéfalo) Faz o movimento do cabeça baseado na visão Trato vestibuloespinhal Faz o movimento da cabeça baseado no movimento dos olhos junto com o fascículo longitudinal medial (III, IV e VIII) Também faz a parte de equilíbrio fibras que saem dos núcleos medial e lateral e vão formar os tratos medial e lateral que recebem influência do vestibulocerebelo e mandam fibras para a musculatura axial, principalmente a musculatura extensora que é antigravitacional, para fazer a nossa postura enquanto a gente realiza outros movimentos Trato reticuloespinhal Sai da formação reticular do tronco cerebral e vai para a medula Pode sair tanto da formação reticular da ponte (inerva a musculatura extensora) quanto do bulbo (relaxa a musculatura flexão do tronco) Tem a função importante de manter a atividade da musculatura proximal para que a gente consiga realizar a musculatura distal Acredita-se que seja o principal trato responsável pela manutenção dos tônus musculares Na lesão do neurônio motor superior, a espasticidade se dá principalmente por lesão do rubroespinhal VIAS MOTORAS SOMÁTICAS O córtex cerebral, núcleos da base e cerebelo formam o plano motor O córtex manda fibras para o estriado (+pálido, substância negra, subtalâmico), que definem um plano comum e volta pelo tálamo ao córtex cerebral O córtex também manda fibras para o cerebrocerebelo através das fibras corticopontocerebelares. O cerebrocerebelo formula um plano motor que volta pelo tálamo até o córtex cerebral Depois de formulado, esse plano motor será executado Vem pelo córtex até a medula através do trato corticoespinhal, mas para que isso seja executado de forma ideal, outras estruturas também auxiliam Núcleo rubro que recebe fibras do córtex e do cerebelo e ajuda na musculatura distal através do rubroespinhal Formação reticular que ajuda na postura junto com o córtex e o cerebelo e forma o trato reticuloespinhal Trato tetoespinhal ajudando na movimentação da cabeça e da visão Núcleos vestibulares que junto com o cerebelo ajudam a manter a postura e ajuda a manter a movimentação da cabeça com o movimento dos olhos 4 T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO VOLUNTÁRIO EX: atravessando a rua coisa retangular baixa e vermelha vindo na sua direção área visual primária área visual secundária - Ferrari área terciária (nem sensitiva nem motora), vai tomar a decisão - área pré-frontal decidiu que vai sair correndo área motora secundária, planeja como vamos sair correndo manda fibras pontocerebelares para o cerebrocerebelo (núcleo denteado), dá a sua opinião sobre o plano motor manda fibras do denteado para o tálamo de volta para o córtex motor ao mesmo tempo o cérebro manda fibras para o estriado, globo pálido, subtalâmico e substancia negra que voltam através do tálamo para o cérebro para ajudar no planejamento motor uma vez definido o planejamento motor esse plano é enviado a área motoraprimária que manda para a medula quando o plano motor está sendo enviado a medula o trato espinocerebelar anterior capta esse plano motor e leva para o espinocerebelo (núcleo interpósito) a medida que o movimento começou a acontecer, os fusos musculares e órgãos neurotendinosos são ativados e o trato espinocerebelar posterior manda informações de como o movimento está sendo realizado para o núcleo interpósito compara o plano motor com o que está sendo realizado e manda fibras para o tálamo que depois vai para o 5 T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s T a i s e C a l i x t o G o n ç a l v e s trato corticoespinhal e para o núcleo rubro, para que os tratos possam corrigir o movimento em andamento Enquanto tudo isso acontece, os núcleos vestibulares e o vestibulocerebelo junto com o núcleo fastigial mandam fibras para a medula através dos núcleos vestibulares (tratos vestibuloespinhais) para que você possa manter a postura Ao mesmo tempo o trato reticuloespinhal, tanto o pontino quanto o bulbar, ajudam a manter a postura e a motricidade da musculatura proximal, para que a musculatura distal consiga realizar sua função de forma adequada MOVIMENTO OCULAR A maior parte das pessoas não consegue fazer movimentos oculares isolados e sim conjugados. Isso acontece porque existem centros que fazem esse movimento. O centro cortical fica exatamente na porção anterior do sulco frontal superior e a faz o movimento conjugado horizontal O centro do mesencéfalo fica na área pré-tectal e faz o movimento vertical do olhar O centro da ponte fica junto com o fascículo longitudinal medial e faz o movimento conjugado do olhar Lesão de qualquer um desses centros perda da capacidade de fazer o movimento conjugado do olhar LOCOMOÇÃO A marcha teoricamente é um movimento reflexo. A partir do momento que você coloca o pé no chão, a outra perna tende a continuar em movimento Acredita-se que exista um centro da marcha no ser humano, localizado no mesencéfalo