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Instituição: Escola Estadual Monsenhor Mendes Município: Chapada do Norte – Minas Gerais 2 SUMÁRIO Apresentação --------------------------------------------------------------------------------------------4 Identificação do Estabelecimento------------------------------------------------------------------ 6 Organização da Entidade Escolar ----------------------------------------------------------------10 Caracterização da Comunidade -------------------------------------------------------------------11 Recursos Comunitários ------------------------------------------------------------------------------12 Objetivos Gerais--------------------------------------------------------------------------------------- 13 Objetivos Específicos---------------------------------------------------------------------------------14 Regime Escolar ----------------------------------------------------------------------------------------15 Marco Situacional -------------------------------------------------------------------------------------16 Marco Conceitual -------------------------------------------------------------------------------------22 Marco Operacional -----------------------------------------------------------------------------------26 Proposta Pedagógica -------------------------------------------------------------------------------29 Fundamentação ---------------------------------------------------------------------------------------30 Justificativa Legal -------------------------------------------------------------------------------------32 Plano de Trabalho das Instâncias Escolares---------------------------------------------------35 Direção---------------------------------------------------------------------------------------------35 Equipe Pedagógica------------------------------------------------------------------------------35 Biblioteca-------------------------------------------------------------------------------------------36 Laboratório de Química, Física e Biologia-------------------------------------------------37 Laboratório de Informática---------------------------------------------------------------------38 Secretaria----------------------------------------------------------------------------------------- 38 Serviços Gerais----------------------------------------------------------------------------------38 Plano de Trabalho das Instâncias Colegiadas------------------------------------------------40 Da Associação de Pais------------------------------------------------------------------------40 Do Colegiado Escolar--------------------------------------------------------------------------40 Do Conselho de Classe------------------------------------------------------------------------40 Do Grêmio Estudantil---------------------------------------------------------------------------41 Objetivos e Metodologias dos Cursos Ofertados ---------------------------------------------42 Planejamento-------------------------------------------------------------------------------------------43 Avaliação ------------------------------------------------------------------------------------------------44 Proposta Curricular -----------------------------------------------------------------------------------46 Organização Curricular ------------------------------------------------------------------------------48 Estrutura dos Cursos Ofertados pela Escola---------------------------------------------------49 Ensino Fundamental---------------------------------------------------------------------------49 Ensino Médio-------------------------------------------------------------------------------------49 Referências Bibliográficas---------------------------------------------------------------------------50 3 APRESENTAÇÃO “Compreender é inventar ou reconstruir através da reinvenção, e será preciso curvar-se ante tais necessidades se o que se pretende, para o futuro, é moldar indivíduos capazes de produzir ou de criar, e não apenas de repetir”. (Piaget J. op. Cit.). As relações sociais do homem em constante transformação exigem da educação escolar uma flexibilidade pedagógica que atenda às individualidades culturais dos alunos, seus anseios afetivos, pessoais e profissionais, priorizando o processo de aprendizagem como veículo significativo de evolução intelectual gradual e permanente, que venha de encontro aos interesses de cada educando. Diante disso as metas aqui propostas se efetivarão em parcerias com toda a comunidade escolar e com real comprometimento dos profissionais que o elaboraram. Considerando que o sucesso de um projeto educativo depende do convívio em grupo produtivo e cooperativo, os objetivos propostos dependem de uma prática educativa que vise à formação de um cidadão pleno. Essa prática pressupõe que os alunos façam parte de seu processo de aprendizagem e construam significado para o que aprendem. Sendo a gestão participativa e democrática, exige-se em primeiro plano, uma mudança de mentalidade de todos os membros da comunidade escolar, deixando de lado o preconceito de que a escola pública é apenas um aparelho burocrático, e sim, uma conquista da comunidade, onde essa comunidade e todos os usuários da escola sejam os dirigentes e gestores, e não apenas fiscalizadores ou meros receptores dos serviços educacionais. Na gestão democrática, pais, alunos, professores e funcionários assumem sua parte de responsabilidade pelo projeto da escola. Assim, este projeto Pedagógico se propõe a abordar toda a ação escolar seguindo as necessidades e as oportunidades surgidas no processo ensino-aprendizagem. É fundamental que a escola seja vista como um espaço vivo, onde a cidadania possa ser exercida a todo o momento, fazendo com que os jovens se apropriem dos espaços e reforcem sua identificação com a escola. Assim, o Projeto Pedagógico da Escola Estadual Monsenhor Mendes, para ser eficaz, preocupar-se-á em abranger as atividades, os valores e os processos formativos que se desenvolvem na família, na convivência em sociedade, nos movimentos culturais e sociais, no mundo do trabalho e nas diversas organizações institucionais da sociedade, levando todas as pessoas envolvidas a praticar com unicidade as atividades formais e informais existentes dentro da educação escolar, conduzindo com sensibilidade e investigação diagnóstica todos os processos educativos desenvolvidos na escola e fora dela (extraclasse), para que possam ser realimentados e reformulados sempre que as mudanças do mundo de hoje, tão exigente e tecnologicamente instrumentalizado exigir, não deixando de centralizar as necessidades e realidade dos educandos. 4 O Projeto Pedagógico, trabalhando com tantas diferenças e variações, deve estar em constante avaliação e reformulação, sendo assim, uma fonte inovadora da aprendizagem educacional, é instrumento para uma educação eficaz, comprometida com a sociedade regional e mundial. É importante salientar que este projeto não tem a preocupação de apresentar soluções definitivas, mas é o compromisso do grupo que a partir de um processo de trocas e buscas comuns, participa da construção do futuro da comunidade na qual está inserido. O presente Projeto Pedagógico está sendo desenvolvido na Escola Estadual Monsenhor Mendes, Código 31023434 -Tipologia P.0.4.5.C.3, situada à Rua Alvorada, 40- Centro- Chapada do Norte- MG. Perdurará durante o ano letivo, podendo ter informações reformuladas e/ou acrescidas de acordo com as necessidades desta Unidade de Ensino que consta com 35 Professores em seu corpo docente, muitos assumem cargos em 02(dois) turnos de trabalho, 918(novecentos e dezoito) Alunos em seu corpo discente, 01(uma) Secretária, 04(quatro) Auxiliares Técnicos de Educação Básica, 13(treze) Auxiliaresliberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino, gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; valorização dos profissionais do ensino garantido na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurando regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União; gestão democrática do ensino público, na forma da lei, garantia de padrão de qualidade (artigo nº 206 da Constituição Federal). Os conteúdos serão selecionados para que assegurem a formação básica comum, respeitando os valores culturais, artísticos nacionais e regionais. A escola enquanto instituição educacional, amparada pela Constituição, deve estar organizada de maneira a levar o educando, a buscar conhecimentos e estratégias que o preparem para atuar com competência e dignidade na sociedade. Assim, a escola respeitará as peculiaridades da cultura de cada aluno, preocupando-se com a elevação da sua auto-estima, para que ele possa integrar-se ao meio em que vive, interagindo com esse meio, transformando-o, superando dificuldades, conquistando a autonomia intelectual e moral, encontrando segurança para engajar-se de modo produtivo na sociedade. O indivíduo alfabetizado é capaz de, usando novos e infindáveis esquemas mentais, estimular toda a sua inteligência, criando soluções para os desafios que a vida lhe apresenta. O desenvolvimento de sua sociabilidade no contato escolar é o primeiro passo de um processo para a formação democrática, onde, de alguma forma, ele encontra condições de múltiplas e diferentes oportunidades de convivência, de trocas e de desafios. Muitas crianças e adolescentes têm, no ingresso à escola, sua primeira oportunidade de absorver princípios de cidadania, com possibilidades de viver as mesmas experiências dos demais, onde todos enfrentam limitações e usufruem sucessos e benefícios convivendo com a desigualdade da sociedade, que pretende ser igualitária e que deve respeitar a dignidade de cada um. É no processo educacional que a criança vai conviver com a tomada de decisões sobre o que pode o que deve, o quando e como deve fazer para construir sua dignidade e conquistar sua autonomia e, consequentemente, sua liberdade. “Daí a importância de assegurar a todos o direito à educação e a permanência da criança e do adolescente na escola, como medida mais segura para a construção de uma sociedade formada por indivíduos conscientes e com capacidade para enfrentar os desafios individuais e sociais”, (O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Instituição Escolar, cap. – III, nº 2). 32 A Lei 9394/96, trouxe uma importante flexibilidade na educação escolar, onde os valores e costumes regionais são considerados para que a formação das competências e habilidades a serem desenvolvidas seja coerente com as peculiaridades da sociedade em que cada escola do país está inserida. O indivíduo faz parte de modo integral e dinâmico do processo educacional em diversas ações e momentos do convívio social formal e informal, interagindo intimamente na construção da cidadania. Assim, a importância da Proposta Pedagógica está em abranger os processos, atividades, ações e valores formativos que se desenvolvem na família, na convivência em sociedade, nos movimentos culturais e sociais, no mundo do trabalho e nas diversas organizações institucionais da sociedade, compondo uma base segura onde as práticas pedagógicas no interior da escola desenvolvam as potencialidades globais do educando, respeitando suas diferenças e igualdades, buscando a unidade dos princípios e ações em todos os seguimentos do currículo, para que o aluno tenha confiança e subsídios para prosseguir em busca de seus ideais pessoais e sociais, de forma digna e produtiva, colaborando com a construção de uma cidadania plena, onde os indivíduos estejam realmente comprometidos com o bem comum. A Lei nº 10639/03 – Normas Complementares às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, trouxe segurança pedagógica, para melhor atuar e desenvolver a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, não só em uma, duas ou três disciplinas, mas sim, dentro da escola toda, nas ações do dia a dia escolar, ultrapassando seus muros, elevando significativamente a autoestima tanto dos alunos como também dos funcionários e professores afro-descendentes. Ao assumir a inclusão a escola requer a implicação de toda a comunidade, a ampliação das práticas pedagógicas e a revisão dos tempos e dos espaços escolares. A escola deve oferecer ao aluno portador de necessidades especiais, que não tenha comprometimento mental, a possibilidade de frequentar a escola regular do ensino, com as mesmas oportunidades que recebem os demais alunos. Somente a inclusão em classes regulares não significa que o portador de necessidades especiais terá um bom atendimento. “O simples acesso não resulta em benefícios de aprendizagem. É necessário proporcionar apoio educacional especializado adequado para todos os alunos.” Reconhece a Secretária de Educação Especial do MEC, Cláudia Pereira Dutra. 33 PLANO DE TRABALHO DAS INSTÂNCIAS ESCOLARES 1 – DA DIREÇÃO A gestão participativa e democrática se constitui em uma condição imprescindível para promoção da excelência da educação, uma vez que a mesma está centrada no trabalho de pessoas que devem organizar-se coletivamente, em torno de objetivos comuns. Eis porque nos propomos a realizar uma gestão marcada pelo compromisso coletivo com a promoção de resultados que eleve a competência da população e consequentemente o alcance da cidadania. Essa gestão orienta-se pela valorização da escola e de seu professor, de modo que assuma, no seu contexto, um trabalho dinâmico e eficaz, que possibilite cada vez mais 34 a permanência do aluno com êxito no sistema, marcado, por um sentido amplo de trabalho colegiado, envolvendo a comunidade externa à escola. Apoiar a escola para que realize a sua verdadeira missão educacional e se transforme em uma força viva de desenvolvimento cultural, na sua comunidade, é a tarefa a que nos propomos. Este é o momento, portanto, de fazermos acontecer tudo aquilo que desejamos e acreditamos. Nosso plano de ação é apenas um instrumento a ser perseguido, um recurso constante e permanente que acompanhará nossos esforços, nossos desempenhos, nossos resultados, permitindo a possibilidade de avaliar o quanto já conseguimos fazer acontecer e o que poderemos realizar de melhor no futuro. O que importa é sabermos quais metas desejamos atingir, para contribuir na construção de uma sociedade mais fraterna, sem preconceitos e sempre pluralista, comprometida com a justiça e a produção do conhecimento, cumulativo e compartilhado entre todos. 2 – DA EQUIPE PEDAGÓGICA A escola é sem dúvida, uma das instâncias mais importantes da sociedade, onde sua função básica é ensinar. A educação tem uma função muito mais ampla, o que significa que não podemos limitá-la a simples aquisição de conteúdos, uma vez que o conteúdo, por si só, não desenvolve as habilidades mentais necessárias à formação de um raciocínio flexível e criativo, tão necessário ao homem do nosso tempo. Para atender a essas funções, há que se terem objetivos bem definidos, contar especialmente com a participação e o comprometimento de todos. É fundamental que todos trabalhem juntos e que os objetivos a serem definidos coletivamente, sejam compreendidos por todos. Dentro desta perspectiva a equipe pedagógica terá como meta: Acompanhar o rendimento escolar do aluno; atendendo aos casos de indisciplina e dificuldades de aprendizagem maisurgentes; Fazer reuniões bimestrais com os pais para entrega de notas. Nessas reuniões serão abordados assuntos de conduta e hábitos familiares que ajudarão no desenvolvimento escolar do aluno; Organizar encontros particulares com os pais dos alunos que apresentarem dificuldades de comportamento e de aprendizagem; Reunir periodicamente os professores para analisar as práticas pedagógicas, revendo e analisando os casos dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem e de condutas comportamentais; Observar os cadernos dos alunos e as avaliações para que sejam bem trabalhadas e dosadas; Subsidiar a equipe de professores em suas dificuldades no desenvolvimento de seus respectivos conteúdos; Acompanhar os alunos, colaborando para que desenvolvam um trabalho dinâmico e significativo em sala de aula; Encaminhar os casos que necessitam de assistência social e saúde; 35 Encaminhar os casos extremos ao Colegiado Escolar; Subsidiar a Direção com critérios para definição do Calendário Escolar, organização das classes, do horário semanal e distribuição de aulas; Elaborar com o corpo docente, propostas pedagógicas do estabelecimento de ensino; Assessorar e avaliar a implantação dos programas de ensino e dos projetos pedagógicos desenvolvidos pelo estabelecimento; Orientar o funcionamento da Biblioteca escolar; Acompanhar o processo de ensino, atuando junto aos pais, no sentido de analisar os resultados da aprendizagem com vistas a sua melhoria; Subsidiar o Diretor e o Colegiado Escolar com dados e informações relativas aos serviços de ensino prestados pelo estabelecimento e o rendimento do trabalho escolar; Promover e coordenar reuniões sistemáticas de estudo e trabalho para o aperfeiçoamento constante de todo o pessoal envolvido no processo educacional da escola; Elaborar com os professores propostas de recuperação para os alunos com dificuldades; Acompanhar e apoiar o trabalho realizado nas Salas de Aula e Sala de Recursos; Subsidiar o professor capacitado a atuar junto aos alunos com dificuldades especiais,(surdez); Analisar planos de adaptações de estudos nos casos que se fizerem necessário; Proporcionar sempre que possível, projetos de enriquecimento curricular envolvendo a escola e toda a comunidade; Coordenar o processo de seleção dos livros didáticos; Analisar sistematicamente a implantação da Proposta Pedagógica; Participar sempre que possível de cursos, reuniões e grupos de estudos. 3 – DA BIBLIOTECA A Biblioteca tem por finalidade a prestação de serviço de leitura e informação à clientela escolar e à comunidade, promovendo o acesso ao acervo de que dispõe de forma ampla e democrática, contribuindo assim, para o desenvolvimento cultural e intelectual de nossa comunidade escolar. Para cumprir suas finalidades, a Biblioteca é aberta a todos os professores, especialistas da educação, funcionários e alunos apresentando-se como um espaço vivo e dinâmico de atividades informativas e culturais. O atendimento à Biblioteca Escolar é feito por três funcionários, cujas atribuições são em conformidade com a Resolução vigente e orientado pela equipe pedagógica. O Bibliotecário cumprirá as seguintes atribuições: Responsabilizar-se pelo bom funcionamento da Biblioteca; Observar, cumprir e fazer cumprir as normas estabelecidas em seu regulamento; Manter em ordem adequada os materiais sob sua responsabilidade; Encaminhar sugestão para a renovação e atualização do acervo; 36 Participar de forma crítica e responsável do aperfeiçoamento contínuo dos serviços; Buscar o aprimoramento constante de seu desempenho profissional e da sua produtividade, atualizando-se e reciclando-se; Colaborar para a harmonia do ambiente de trabalho; exigir silêncio; Vestir-se adequadamente; Ser cordial e atencioso com os usuários e visitantes da Biblioteca; Não executar trabalhos que fujam de suas funções específicas; Contribuir de forma ativa junto aos alunos, sanando suas dificuldades nas pesquisas. 4 – DO LABORATÓRIO DE QUÍMICA, FÍSICA E BIOLOGIA Este plano foi elaborado, considerando-se o fato de que a escola possui muitos equipamentos e peças de laboratório inclusive um laboratório móvel com muitos recursos didáticos, embora não há um espaço exclusivo para o trabalho. Todavia há que se levar em conta a necessidade da articulação entre a teoria e a prática no desenvolvimento do conteúdo curricular, bem como para agilizar os recursos humanos, a fim de que se assegure, as práticas de laboratório no Ensino Fundamental de, 6º ao 9º Anos e Ensino Médio mesmo que de forma adaptada tomando os devidos cuidados com a segurança dos alunos e funcionários. As aulas práticas e materiais utilizados serão preparados antecipadamente, a fim de que haja maior aproveitamento de tempo durante as aulas práticas com os alunos. Conteúdos das aulas práticas a serem desenvolvidos: Verificação de alguns seres vivos em água; Idéia de fracionamento de misturas (catação, filtração e decantação); Apresentação de utensílios usados num laboratório para identificação; Observação de células animal e vegetal; Cromatografia (tirar as cores de flores e folhas com álcool e éter); Observação de fungos, bactérias no microscópio; Uso e manuseio de utensílios do laboratório; Confecção de aparelhos para testes de coordenação motora; Confecção e exploração do disco de Newton; Identificação de ácidos e bases; O uso de máquinas simples facilitando o trabalho do homem; Condutibilidade elétrica. Metodologia Os assuntos serão apostilados para cada grupo de alunos que serão divididos em equipes, onde desenvolverão a prática, após leitura e explicação dos procedimentos, pelo professor. Os alunos apresentarão relatórios, individualmente, de cada prática concluída. De acordo com o procedimento prático deverão os alunos e professor utilizar luvas, máscara cirúrgica descartável, jaleco ou avental. Material a ser utilizado Lâminas, lamínulas, óleo de imersão, tubo de ensaio, suporte, bico de busens, funil, papel de filtro, copo de becker, fenolftaleina, papel tomapsol, 37 nutilorange, cal, cinza, ácido acético, ácido clorídrico, sal, açúcar, lâmpada com soquete, espátula, cápsula de porcelana, bastão de vidro e microscópio. Observação Este plano está sujeito a modificações, dependendo da disponibilidade de material necessário às experiências. 5 – DO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA No intuito de cumprir os objetivos do laboratório a escola vem integrar o aluno no mundo da informática, utilizando o computador na construção do conhecimento como uma ferramenta a mais no processo pedagógico, promovendo a integração escola- comunidade e oferecendo espaço, computadores e internet para que os professores promovam aulas com os alunos e para que os mesmos realize suas pesquisas. Objetivos: Desenvolver atividades com professores e alunos, no sentido de incrementar esta tecnologia no ensino aprendizagem, utilizando o computador como elemento facilitador de práticas didáticas e motivador da aprendizagem. Familiarizar e instrumentalizar professores, alunos e comunidade com a informática de modo geral, como uma alternativa a mais na tentativa de diminuir os índices de evasão e repetência. 6 – DA SECRETARIA A secretaria é o setor que tem o seu encargo todo serviço de escrituração escolar e correspondência do estabelecimento. Este setor, pela sua função organizadora das leis, regulamentos, diretrizes, transferências, matrículas, arquivo escolar, resoluções e demais documentos, tem contato direto com todos os setores da escola, e, portanto, participação significativa neste projeto e deve atender todo o público envolvido com eficiência. 7 – DOS AUXILIARES DE SERVIÇOS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Os serviços gerais têm a seu encargo o serviço de manutenção, preservação, segurança e merenda escolar do estabelecimento de ensino. Além de suas funções básicas, dentro do que está sendo proposto neste projeto,será feito um trabalho de conscientização no sentido de embutir às funções normais, conceitos que vão interagir com a dinâmica escolar. Os profissionais do Setor de Serviços Gerais possuem contato direto com os alunos, nos pátios, refeitório, etc. Portanto, possuem em sua dinâmica de trabalho a tarefa de educar e dar exemplos de boa conduta e higiene, conversando muitas vezes também sobre a importância dos estudos. Assim, todos os funcionários do Setor de Serviços Gerais, participarão de reuniões pedagógicas e administrativas, para que atuem com maior envolvimento das decisões e procedimentos do estabelecimento. 38 PLANO DE TRABALHO DAS INSTÂNCIAS COLEGIADAS 1 – DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS É um órgão de representação dos pais, professores e funcionários do estabelecimento e não tem caráter político, religioso, social e nem fins lucrativos. Tem por objetivo geral colaborar na assistência ao educando, no aprimoramento do ensino e na integração familia-escola-comunidade, mediante ação integrada. Prestar assistência aos educandos, assegurando-lhes condições de eficiência escolar, e integrar a comunidade no contexto escolar, discutindo a política educacional, visando sempre à realidade dessa mesma comunidade. 39 2 – DO COLEGIADO ESCOLAR O Colegiado Escolar é um órgão de natureza consultiva, deliberativa e fiscal. As atribuições do Colegiado Escolar são definidas em função das condições reais da escola, da organicidade do próprio Colegiado e das competências dos profissionais em exercício na unidade escolar. Tem como objetivos principais, democratizar as relações no âmbito da escola, visando a qualidade de ensino através de uma educação transformadora, que prepare o indivíduo para o exercício da plena cidadania. Promover a articulação entre os seguimentos da comunidade escolar e os setores da escola, a fim de garantir o cumprimento da sua função que é ensinar e também estabelecer diretrizes e critérios gerais relativos à sua organização, funcionamento e articulação com a comunidade. 3 – DO CONSELHO DE CLASSE É um órgão de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, com atuação restritiva a cada classe do estabelecimento de ensino, tendo por objetivo avaliar o processo ensino-aprendizagem na relação professor-aluno e os procedimentos adequados a cada caso. O Conselho de Classe reunir-se-á ordinariamente em cada bimestre, em datas previstas no calendário escolar, ou extraordinariamente sempre que necessário. A prática do Conselho de Classe bimestral é momento importante para os procedimentos escolares, pois reúne todos os professores, direção e equipe pedagógica com o objetivo de expor as atividades pedagógicas empregadas, as dificuldades encontradas pelos alunos e professores no processo ensino- aprendizagem. Conhecer o aluno, sua história de vida e sua realidade social, é uma das trocas realizadas em Conselho, ficando aí melhor direcionadas as dimensões das ações realizadas em sala de aula. É no Conselho de Classe, também, que se verifica o rendimento qualitativo e quantitativo do educando. Porém, esse momento de avaliar deve ser levado mais adiante, refletindo sobre a história de vida de cada aluno e suas reais possibilidades. Pois alguns desses alunos possuem limites de aprendizagem significativos, que os impedem de avançar satisfatoriamente; alunos com idade avançada, alunos que sofreram de desnutrição, de abusos, de abandono, etc. Desta forma, é preciso olhar diferente para eles, para que não sejam excluídos, para que retomem a auto-estima. Para esses alunos deve ser traçado, objetivos e ações que contemplem suas facilidades, para que possam superar as dificuldades sem atropelos. Muitas vezes, o tempo para isso ultrapassa a organização escolar (séries, disciplinas, currículos, etc.). E, esses alunos, se forem avaliados friamente pela nota, e pelos conteúdos próprios da série/ano que estão frequentando, serão reprovados muitas e muitas vezes. É aí que a ação do Conselho de Classe se impõe, planejando didáticas e metodologias, dando segurança aos professores, para que, “sem medo de errar”, aprovem esses alunos para a vida e não somente para a nota ou para a escola. 40 4- DO GRÊMIO ESTUDANTIL O Grêmio Estudantil é o órgão representativo dos alunos, regido por Estatuto próprio, cuja finalidade é a aprendizagem e o aprimoramento do exercício de cidadania e canal de comunicação entre o corpo discente e os demais órgãos da Escola. O “Grêmio Estudantil (...)”, da Escola Estadual Monsenhor Mendes é entidade representativa dos interesses dos alunos e tem finalidades educacionais, culturais, cívicas. A organização e o funcionamento do “Grêmio Estudantil (...)” serão estabelecidos em estatuto próprio, em conformidade com o Regimento Escolar e aprovado em assembléia geral do núcleo discente. OBJETIVOS E METODOLOGIAS OBJETIVOS E METODOLOGIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE 6º ao 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL E 1ª AO 3ª ANO DO ENSINO MÉDIO. O trabalho pedagógico nas modalidades de ensino supramencionadas preocupar-se- á em zelar pela aprendizagem significativa e constante de todos os alunos, independente das condições sociais, econômicas e culturais, valorizando as diferenças individuais, garantindo o acesso e permanência de todos os alunos em idade escolar. O ensino em todas as etapas tem a preocupação de levar o aluno a perceber e refletir sobre sua importância na construção de uma sociedade mais justa, tendo a consciência de que é um ser transformador de si e do grupo social do qual participa. Buscando atingir os objetivos amplos, os professores e profissionais que atuam na escola, desenvolverão ações específicas dentro da sala de aula e no dia a dia escolar, tais como: promover a interação social entre todos os alunos, professores e 41 funcionários; desenvolver o potencial de aprendizagem e apreensão dos conteúdos pelos alunos; oportunizar momentos de reflexão sobre os conteúdos trabalhados, criando condições para que os educandos ampliem sua leitura de mundo, vencendo obstáculos e redescobrindo a paixão pelo conhecimento; desenvolver a observação e a reflexão da realidade, propiciando aos alunos interação e compreensão crítica da mesma. A ação de avaliar a aprendizagem será feita de várias maneiras, e em diferentes momentos, com o intuito de combater a reprovação, a desistência e a exclusão. O desenvolvimento das ações pedagógicas terá como ponto a realidade social e histórica do aluno, onde os métodos utilizados serão contextualizados e significativos, correspondendo com a dinâmica curricular expressa. As tarefas pedagógicas devem deixar claro para o aluno a vinculação do que se faz em sala de aula com o mundo exterior, e para isso o professor deve decidir por metodologias diferenciadas e arrojadas, com a finalidade de despertar no aluno uma visão crítica da realidade, lembrando-se sempre de ser pesquisador, inovador e instigador do conhecimento. 42 PLANEJAMENTO O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia a dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas de ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Porém usamos muitos processos racionais para alcançarmos o que desejamos. As idéias que envolvem o planejamento são amplamente discutidas nos dias atuais, mas um dos complicadores para o exercício da prática de planejar parece ser a compreensão segundo Padilha. (2001, pg. 30, 63,33). Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho,organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre ação; o processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, determinados por prazos e etapas definidas. Planejar, em sentido amplo, é um processo que “visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro”, mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem planeja e com quem se planeja. Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interação entre professor e alunos e entre os próprios alunos. AVALIAÇÃO 43 A formação de conceitos faz parte da natureza histórica do ser humano. Em todas as situações de nossas vidas, julgamos e traçamos valores, sejam na família, no clube, na rua, selecionando o que é bom, o que é ruim, o que é difícil, o que é fácil, etc. Julgar torna-se uma função bastante delicada quando o fazemos ao analisar atitudes, trabalhos, experiências e ações de um indivíduo em constante crescimento físico e cognitivo. E é com muito cuidado que a Proposta Pedagógica aqui desenhada trata desse assunto, que no caso da educação escolar recebe o nome de: Avaliação da Aprendizagem. Avaliar implica em questões morais, éticas e sociais, portanto, deve ser vista como um dos instrumentos de diagnosticar falha no processo pedagógico, ajudando a escola no aperfeiçoamento do desempenho global de seus professores e alunos. Ao longo dos vários processos educacionais existentes, o aluno constrói sua identidade, conquistando autonomia pessoal e social. As Reuniões Pedagógicas e os Conselhos de Classe bimestrais acontecem em todas as modalidades de ensino, ajudando a verificar o rendimento dos alunos em todas as disciplinas. As notas devem ser lançadas bimestralmente pelo professor no diário eletrônico e o boletim escolar do 6º ao 9º Ano e 1ª a 3ª Ano do Ensino Médio deverá ser impresso pela secretaria e entregue aos pais em reunião com a direção e equipe pedagógica.. Os alunos que obtiverem todas as notas na média ou acima da média e até mesmo os que não a obtiverem, seja em uma disciplina ou mais, levarão o boletim e para casa bimestralmente, mas antes os pais serão convidados a comparecer na Escola em dia e hora pré-estabelecidos para que possam receber e analisar o rendimento dos filhos. Nesse momento, a Direção, professores e Equipe Pedagógica estarão presentes, esclarecendo dúvidas, explicando e trocando idéias com os pais, quanto às atitudes, rendimento e estudos dos filhos. Sabemos que a exclusão (alunos com dificuldades de aprendizagem, capazes, incapazes...), está sendo inaugurada e repensada pelo sistema escolar, onde é urgente refletirmos sobre o papel da escola e seu processo avaliativo quanto ao desempenho no sentido de conferir aos alunos o direito à cidadania. Afinal, o mundo do trabalho, da cultura, das diferentes formas de comunicação, exige cada vez mais a compreensão e o domínio de novos conhecimentos científicos e tecnológicos, além da construção de valores éticos renovados, para que todos possam compartilhar de uma vida plena. São essas as exigências do mundo atual às quais a escola é chamada a responder. Esta escola, com papel insubstituível na sociedade democrática, tem função relevante: colocar os seus alunos nas melhores condições para interagir com este mundo cheio de contradições e desafios. Voltada para a transformação, a avaliação é muito mais do que a expressão de determinados conceitos para os alunos, ela expressa, a postura do educador 44 comprometido com a construção de conhecimentos e valores numa escola democrática. Assim, uma escola comprometida com um novo perfil de sociedade democrática, solidária e participativa, fundada em valores que possibilitem o exercício da cidadania, reconhecendo a singularidade das pessoas e a sua própria, considerando que a avaliação, é apenas um meio para diagnosticar as necessidades, as dificuldades e os desvios da caminhada escolar, de forma a redefinir as ações pedagógicas para o êxito da construção dos saberes escolares pelos alunos. A avaliação será um processo diagnóstico, contínuo, permanente e cumulativo, facilitando a interação entre aluno e professor, onde ambos possam verificar o que pode e deve ser melhorado nesse processo, eliminando traumas e constrangimentos tão comuns quando a avaliação não é tratada com seriedade. Critérios bem definidos são fundamentais, permitindo conduzir ao longo da vida do aluno, a aprendizagem formal, numa continuidade do saber. São tarefas da avaliação: # Verificação: coleta de dados sobre o aproveitamento dos alunos, através de provas, exercícios e tarefas ou de meios auxiliares, como observação de desempenho, entrevista, etc. #Qualificação: comprovação dos resultados alcançados em relação aos objetivos e, conforme o caso, atribuição de notas ou conceitos. #Apreciação qualitativa: avaliação propriamente dita dos resultados, referindo-os a padrões de desempenho esperados. De acordo com essas qualificações, a avaliação não pode ser tomada unicamente como o ato de aplicar provas, atribuir notas e classificar os alunos. Essa atitude ignora a complexidade de fatores que envolvem o ensino, tais como os objetivos de formação, os métodos e procedimentos do professor, a situação social dos alunos, as condições e meios de organização social do ensino, os requisitos prévios que têm os alunos para assimilar a matéria nova, as diferenças individuais, o nível de desenvolvimento intelectual, as dificuldades de assimilação devido a condições sociais, econômicas, culturais adversas dos alunos. A avaliação sempre deve estar a serviço do aluno, acompanhar o caminho que o aluno faz descobrir suas dificuldades e necessidades e alterar os rumos se for preciso. Acontece a cada bimestre e será considerado o resultado obtido durante o ano letivo. Para avaliar, a escola segue o sistema o sistema de notas( de 0,0 a 25,0) do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental e da 1º a 3º Ano do Ensino Médio e utiliza-se de técnicas e instrumentos diversificados: provas escritas, trabalhos extraclasse individuais e em grupos, trabalhos de campo, elaboração de textos, criação de diversas atividades que possam ser um “diagnóstico” do processo pedagógico em desenvolvimento sempre preponderando o aspecto qualitativo da aprendizagem. Há algumas disciplinas às quais são atribuídos conceitos, mesmo do 6º ao 9º Ano quanto da 1ª a 3ª Série do Ensino Médio, como nos casos de Educação Religiosa e Educação Física. Para que a avaliação cumpra sua finalidade educativa, deverá ser contínua, permanente e 45 cumulativa, deverá obedecer à ordenação e a sequência do ensino e da aprendizagem, bem como a orientação do currículo. O resultado da avaliação será registrado em documentos próprios, a fim de ser assegurada a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos. PROPOSTA CURRICULAR FILOSOFIA E OS PRINCÍPIOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS As complexas mudanças em curso na modernidade, marcadas pelo processo de globalização econômica e cultural, exigem novas dinâmicas de interação social sublinhadas por reflexões críticas a cerca dos paradigmas atuais e das práticas sociais. Um dos efeitos desse processo de mudança, ocorrida principalmente no último século e que se intensificaram nas últimas décadas, é a exigência de um reequacionamento do papel da educação, particularmente o da educação escolar. A escola vem assumindo funções cadavez mais complexas, que exigem a participação de toda a comunidade escolar na condição de autores e atores de um Projeto Pedagógico centrado na qualidade das respostas educativas para todos os alunos. Nessa realidade de turbulência onde a única certeza é a incerteza e onde a mudança é a base para garantir uma evolução contínua e permanente, só existe uma forma de sobreviver: tornar-se flexível e aprender a mudar. Diante deste enfoque, faz-se necessário pensar em propostas educacionais, que garantam e assegurem o acesso igualitário de qualquer criança, adolescente ou jovem às instituições públicas de ensino, para que nelas se apropriem dos bens culturais historicamente acumulados, construindo conhecimentos, com competência crítica e reflexiva. Toda prática educativa possui um ou mais objetivos, toda aprendizagem oportuniza um crescimento e consequentemente uma transformação, todo plano educativo possui condutas, ações e atividades determinadas, com finalidades definidas. Todas essas finalidades e objetivos pretendem formar o homem, formar o cidadão ideal. Colocando nossa prática em discussão, percebemos que muitas de nossas ações estão buscando formar um homem independente, competente, responsável, dinâmico, participativo e consciente de suas ações. Não existe uma só linha pedagógica a seguir, mas sim tendências, indicando procedimentos e dimensões para um trabalho educativo embasado em práticas diagnósticas, progressistas e sócioconstrutivistas. Os trabalhos escolares, respeitando e também incorporando culturas, enfatizam a criatividade e a autonomia do aluno em expressar constantemente suas idéias interagindo com os colegas e professores. 46 Para Vygotsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem. É pela aprendizagem nas relações com os outros que construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental “nenhum conhecimento é construído pela pessoa sozinha, mas sim em parceria com os outros, que são os mediadores”. (Maria Tereza Freitas). Portanto, todas as atividades integradas dos alunos são valorizadas, o trabalho em equipe, a produtividade e o lúdico sempre estão sendo estimulados, buscando a satisfação social e pessoal do ser humano em constante transformação afetiva, orgânica, cognitiva e intelectual, para que ele construa com confiança e autonomia sua identidade diante da sociedade a qual pertence. Fica claro nessa instância, a importância de um trabalho cultural integrado, que transponha os muros escolares, para que a construção da cidadania pelos educandos aconteça de forma forte e concreta. A escola, enquanto instrumento capaz de preparar o homem para o pleno exercício da cidadania, deve efetivar a real função de sistematizadora e de socializadora do conhecimento. Por isso a escola deve ser repensada como um todo, buscando a melhoria da qualidade do ensino. É fundamental que a escola veja o ser humano com todas as interferências e influências das relações sociais, cabendo ao educador estimular os alunos a adquirirem uma visão de mundo mais ampla e ao mesmo tempo articulada com o seu mundo familiar. Preconceitos de qualquer instância como: condição social, raça ou religião, serão combatidas dentro da sala de aula e na escola. Estimular o aluno a respeitar as diferenças e aprender com elas, será tarefa do cotidiano escolar entre alunos, professores e funcionários, interferindo assim nas relações e valores sociais da comunidade onde a escola atua. O que se exige do homem moderno é uma formação que lhe permita compreender e atuar na dinamicidade do real, enquanto sujeito político e produtivo, com conhecimento científico e consciência de seus direitos e deveres para se inserir no mundo do trabalho, transformando as relações sociais, protegendo e respeitando os direitos humanos. 47 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR O currículo da escola, apesar de estar organizado em séries e disciplinas específicas é flexível no instante em que trabalha eixos comuns de forma interdisciplinar, centralizando os interesses dos alunos. A organização das relações entre os conteúdos selecionados, alunos, professores e escola serão de maneira a potencializar as capacidades dos educandos, ajustando sua maneira de selecionar e tratar os conteúdos de modo a auxiliá-los a desenvolver suas capacidades de ordem cognitiva, afetiva, física, ética, estética e suas relações interpessoais e de inserção social (ao longo do ensino fundamental). A proposta curricular aqui sistematizada traduz a nossa realidade e justifica-se nos pressupostos teóricos das Diretrizes e Bases Nacionais. Organizada a proposta pelos profissionais e professores, que a partir de seu compromisso com a educação, devem rever e avaliar sua ação pedagógica, elevando sua competência profissional, a fim de garantir ao aluno o acesso ao conhecimento, garantindo-lhe uma formação comum indispensável para o exercício da cidadania. De acordo com as atividades que serão trabalhadas em sala de aula, os professores deverão organizar-se e aproveitar da melhor forma possível o tempo para que suas aulas tenham um melhor aproveitamento, levando professor e aluno a atingirem com êxito seus objetivos, o aluno a aprender e o professor a ensinar. As salas serão organizadas de acordo com as necessidades de cada disciplina no desenvolvimento de suas habilidades. O livro didático utilizado para cada disciplina, é escolhido pelos professores, juntamente com a equipe pedagógica. Representa na escola, um dos principais elementos de difusão do saber sistematizado. Nele, o conhecimento produzido social e historicamente, é organizado para ser trabalhado com o aluno em sala de aula, estendendo-se para as atividades extraclasse. Os acréscimos ao livro didático devem ser feitos pelos professores, mediante sequência e complementação necessária aos estudos desenvolvidos com os alunos. Sabemos que o livro didático não substitui a relação face a face do aluno com o professor, pelo contrário, ele deve ser o elemento que aproxima na medida em que instiga o aluno, a saber, mais, num suporte da relação professor e aluno. Nesta função cabe ao professor indicar ao aluno quando e como recorrer ao livro didático. A quantidade do que se ensina e do que se aprende na sala de aula, não deve depender da qualidade do livro didático, mas ele é sem dúvida, um instrumento que pode exercer uma enorme influência no processo ensino aprendizagem, desencadeando as mais diversas atividades, como projetos de pesquisa, produção de trabalhos, levando o ensino a buscar novas tecnologias como, CD ROM, vídeo, computador, internet e outros. Dessa maneira escola, professores, recursos didáticos e novastecnologias, são elementos mediadores entre o estudante e o objeto de estudo. Com essa mediação, o aluno pode aprender as mais avançadas formas de se relacionar com a realidade, transformando-a. ESTRUTURA DOS CURSOS OFERTADOS PELA ESCOLA 48 1 – Ensino Fundamental O Ensino Fundamental de 6º ao 9º Anos, com duração de 4 anos, terá uma carga horária anual de 800 horas, distribuídas em 200 dias letivos, 25 horas-aulas semanais com aulas de 50 minutos. A carga horária total se distribui em: 90% com as disciplinas da Base Nacional Comum e 10% com a disciplina da parte diversificada. A disciplina de Educação Religiosa é ofertada pela Escola como componente curricular obrigatório no Ensino Fundamental regular e Projetos, de matrícula facultativa para o aluno, com carga horária de uma hora-semanal. No período noturno, a disciplina de Educação Física é obrigatória na educação básica, sendo facultativa ao aluno nas situações estabelecidas na Lei Federal nº. 10.793, de 1º de dezembro de 2003. 2 – Ensino Médio Noturno O Ensino Médio, com duração de três anos, terá a carga horária de 2.500 horas, distribuídas em 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar, com aulas de 40 minutos na 1ª e 2ª Séries e aulas de 50 minutos na 3ª Série. Para as turmas cujas aulas são de 40 minutos serão propostas atividades complementares extra turno. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 49 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS – MINAS GERAIS PLANEJAMENTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – MINAS GERAIS CONSTITUIÇÃO FEDERAL CADERNOS DA TV ESCOLA LDB 9394/96de Serviços da Educação Básica. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO 5 HISTÓRICO DA UNIDADE ESCOLAR A Escola Estadual Monsenhor Mendes iniciou suas atividades como Escolas Combinadas por não ter prédio próprio. Aproximadamente em 1938 cada professora ministrava aula em sua própria residência sendo as professoras: Mestra Corina Nogueira Badaró, Maria da Conceição Oliveira e Maria das Dores Lourenço. Em 1941, aproximadamente, a Escola recebeu o nome de Escolas Reunidas. Em 06/04/74 foi oficializada conforme Resolução nº. 810/74; surgiu impulsionada pela necessidade de atender aos filhos da comunidade chapadense que quisessem ingressar em um estabelecimento de ensino, sem se deslocar para municípios vizinhos para estudar. O nome Monsenhor Mendes foi dado em homenagem ao Padre Antônio Mendes Nogueira (Monsenhor Mendes), já falecido, que morou em nossa cidade. Ele nasceu no Arraial de Piedade, hoje cidade de Turmalina. Após ordenação, veio a ser vigário na paróquia da Santa Cruz de Chapada, em substituição ao padre Adrião de Melo. Toda sua vida foi dedicada à paróquia de Santa Cruz de Chapada, cuja Escola recebeu seu nome ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR MENDES. Era, entretanto, supersticioso, acreditando nos maus olhados e feitiços. Disse que os habitantes de Chapada sabiam fazer feitiços, tradição que levou anos a fio. Faleceu na cidade de Araçuaí. O prédio próprio do Estabelecimento foi construído nos padrões do Estado, em 1974, onde funciona até a data atual. Ocorreram reconstrução e ampliação do mesmo em 1977. Em 1996, houve nova ampliação com construção de outro bloco, com 04(quatro salas) e banheiros de alunos, para atendimento à demanda existente.Atualmente encontra-se em fase de conclusão de obra de reforma, iniciada em 2008. Durante sua vida legal passou pelas alterações: conforme Resolução 1990/76 da Secretaria de Estado da Educação foi autorizada à extensão de Séries na Escola Estadual Monsenhor Mendes- 1º Grau, objetivando atender a demanda na referida escola. 6 Conforme Resolução de nº. 2.800/79, MG 26/01/79, à página 06, coluna 04 foi publicada a classificação Tipológica da Escola Estadual Monsenhor Mendes: 1.4.0. A. De acordo com o Decreto 19.472, de 17/10/78, classificou-se, a contar de 10/03/95, com a Tipologia 1.4.6.B., publicada no MG 28/11/95. De acordo com o Decreto 19.472, de 17/10/78, classificou-se, a contar de 10/03/97, com a Tipologia 0.4.6.B, publicada no MG 20/08/97. Posteriormente, a alteração da Classificação Tipológica se deu nos termos do Decreto 39.406, de 22/01/98, alterada pelo Decreto 39.479, de 09/03/98, como R.0.4.5.C.3. Nos termos do Decreto de 22/01/88, alterado pelo Decreto 39.479, de 09/03/98, foi modificada nova Classificação Tipológica: P.0.4.5.C.3, conforme MG de 29/03/07, à página 11, coluna 02, sendo esta a atual Classificação Tipológica desta Unidade de Ensino. Conforme o Parecer de nº. 138/95, aprovado em 22 de fevereiro, foi implantado o Ensino Médio com habilitação de professor de 1ª a 4ª série. Pela Portaria nº. 1153/95 de 20/10/95 foi autorizado o funcionamento do Ensino Médio com habilitação profissional de Magistério de 1º grau - Professor de 1ª a 4ª série, iniciando em 03/03/95. Em 1998 foi autorizado o Ensino Geral do Ensino Médio, em conformidade com Portaria 379/97 e em 2000 foi autorizada uma turma de Pós - Médio. Ainda em 1998, no segundo semestre, passou a funcionar o Projeto Acertando o Passo. Em 1999 foi implantado o PAA - Projeto de Aceleração da Aprendizagem que foi concluído no mesmo ano. Em 1999, ainda funcionou na Escola o Projeto a Caminho da Cidadania. Passou a vigorar a partir de 2008 no atendimento para Aceleração de Aprendizagem, em turma do Letramento, PAV - Projeto Acelerar para Vencer- 1º e 2º Períodos, respectivamente. O Projeto apresenta uma metodologia diferenciada para trabalhar com alunos defasados idade/escolaridade, com histórias de fracassos e autoconceito negativo. 7 Em 2007, ocorre autorização para o funcionamento de uma turma de Educação de Jovens e Adultos - EJA-, Ensino Fundamental. Quanto ao Ensino Médio, nesta instituição, a partir de 2008, a SEE passou a oferecer os cursos de Formação Inicial para o Trabalho- FIT- para favorecer a transformação dos recursos de informática em instrumentos de produção e integração e contribuir para a melhoria de qualidade do ensino e da aprendizagem, cujo amparo legal são: Resolução 1255, de 19 de dezembro de 2008- Artigo 3º , parágrafo Único do Art. 12 da Res. 1025/2007, de 26 de dezembro de 2007. Em 2008, foi autorizado o funcionamento de uma Sala de Recursos para atender aos alunos com necessidades especiais, criando condições para a participação e melhoria da aprendizagem de todos os alunos na Escola comum de ensino regular. Em 2009, foi prorrogada a autorização de funcionamento da Sala de Recursos. Ainda em 2009 foi aprovada a Grade Curricular do Ensino Médio proposta pelo estabelecimento, de acordo com a Resolução nº. 1255, de 19 de dezembro de 2008. 8 IDENTIFICAÇÃO .1- Escola – Escola Estadual Monsenhor Mendes - Código – 31023434 .2 – Município – Chapada do Norte .3 – Dependência Administrativa – Estadual .4 – S.R. E – Araçuaí Código – 43 .5 – Entidade Mantenedora: Governo do Estado de Minas Gerais .6 – Ato de Oficialização da Escola Resolução – 810/74 de 06/04/74 .7- Data de aprovação de Regimento Escolar 05/06/2009 .8– Distância Escola/ SRE 82 Km .9- Local Urbana .11- Site da Escola E-mail: escola.23434@educacao.mg.gov.br escolamonsmendes@yahoo.com.br A Escola Estadual Monsenhor Mendes, situada na Rua Alvorada, 40, é composta por 10(dez) salas, ocupadas como salas de aulas, 2(duas) adaptadas: uma sala usada para Sala de Recursos, para atender à demanda de alunos com necessidades especiais e o laboratório de Ciências, improvisado como sala de aula; 01(um) laboratório de informática, uma Sala de Supervisão. Contamos ainda com uma pequena sala para a Biblioteca, uma Sala para os Professores, uma pequena Sala para a Secretaria e outra pequena Sala para a Direção. Dispomos ainda de um pequeno almoxarifado - que funciona também como depósito de material de limpeza. Há na Escola sete conjuntos de sanitários - dois deles destinados aos alunos com necessidades educacionais especiais, três mictórios, todos em ótimo funcionamento e um banheiro para os professores, com necessidade de troca de sanitário e pia. Contamos também com uma cozinha com despensa, um pátio coberto, pequeno, que funciona como refeitório e espaço para prática de atividades de Educação Física. mailto:escola.23434@educacao.mg.gov.br 9 ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE ESCOLAR Gestão Participativa e Democrática A Escola Estadual Monsenhor Mendes oferece o Curso do Ensino Fundamental de 6º ao 9º Ano - Regular, o Curso do Ensino Médio Regular – da 1ª à 3ª Série Toda a prática pedagógica da Unidade Escolar está voltada em levar o aluno a desenvolver suas potencialidades, sua autonomia, seu pensamento crítico, tornando- se independente, competente, responsável, participativo e consciente de suas ações, para que tenha condições de atuar na sociedade de forma equilibrada, buscando alcançar seus anseios. As atividades em equipe, integradas com o lúdico, são valorizadas em todos os segmentos do processo ensino-aprendizagem, pois a convivência com o outro, ato importante para formar cidadãos plenos, sabedores de seus direitos e deveres, atuantes na transformação e evolução do ser humano. Contudo, precisam ser intensificadas. Os professores em sua prática partem da realidade social e interesse dos educandos, contextualizando conteúdos, para que sejam significativos. Permitindo dessa forma realizar as propostas planejadas, reformulando-as sempreque necessário, para que condigam com o momento atual vivido pela humanidade, de constantes transformações sociais, descobertas científicas e desenvolvimento tecnológico. Em meio a toda essa dinâmica, não se perderá de vista o lado afetivo da aprendizagem, tão importante para o perfeito entrosamento professor-aluno, direcionando decisões pedagógicas ao longo dos cursos. Conhecer o aluno, sua história de vida e seus desejos, é imprescindível para o bom desenvolvimento de todo esse processo educacional. A gestão participativa e democrática é marcada pelo compromisso coletivo com a promoção de resultados que elevem a auto-estima da população, levando-a a uma atuação efetiva na sociedade da qual faz parte. Essa gestão orienta-se pela construção do social, valorizando a escola e seu professor, de modo que assuma, no seu contexto, um trabalho dinâmico e eficaz, que possibilite cada vez mais a permanência do aluno com êxito no sistema, marcado por um sentido amplo de trabalho colegiado, envolvendo a comunidade externa à escola. É primordial apoiar a escola para que realize a sua verdadeira missão educacional, transformando-se em força viva de desenvolvimento cultural na sua comunidade. 10 CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE Economia Predominante: A economia predominante no município de Chapada do Norte está ligada a Agricultura e Pecuária. Na agricultura destaca-se o plantio de produtos para subsistência e para o comércio - em pequena quantidade-, aos sábados, na feira do Mercado Municipal. O setor industrial e/ou artesanal é bastante rico, destacando-se fabricação de móveis em madeira e peças artesanais, confeccionadas em palha. Há fabricação de rapadura caseira e extração de mel de abelha que além de consumidos são comercializados. No setor comercial, contamos com minimercados, algumas lojas de roupas, duas casas de carnes, duas oficinas mecânicas, três lojas de materiais de construção, um posto de gasolina, duas agropecuárias, escritório de contabilidade e um cartório de registro civil e outros pequenos estabelecimentos diversos. 11 RECURSOS COMUNITÁRIOS Saúde: Um Posto de Saúde municipal, três farmácias, quatro consultórios odontológicos, 01 PSF (na Sede) um posto da Funasa e um aterro sanitário. Social: Entidades esportivas, Clube do Trote, Karatê, uma Quadra Poliesportiva, um Estádio de Futebol, 01 quadra aberta, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Chapada do Norte, Creche Semente Nova, Grupo Teatral Curutuba, Fundação Joaquim Souto, Irmandade de N.Sra. do Rosário, ARCA-Associação dos Artesãos de Chapada do Norte, Creche Municipal, grupos folclóricos. Educação: Contamos com duas Bibliotecas: uma na Escola Estadual Monsenhor Mendes e outra municipal, duas creches, uma pré-escola municipal, uma escola estadual de 6º ao 9º Ano e de Ensino Médio. Quanto ao nível sócio-econômico, nossa comunidade classifica-se de médio para baixo, pois a renda familiar de 80% da população gira em torno de menos de um salário mínimo, onde o grau de instrução da maioria dos pais dos nossos alunos é de 1º grau incompleto. O tempo e as atividades de lazer são restritos para a maioria da população proveniente tanto do meio urbano quanto do meio rural. Há uma diversidade religiosa, mas o que nos contenta é que a comunidade é bastante assídua e integrada entre si nos vários segmentos religiosos, o que muito contribui para auxiliar na orientação dos jovens a adquirirem comportamentos voltados para o bem. Reconhece-se oficialmente a existência de um contingente de alunos que só podem estudar combinando trabalho e escola. É pelo fato de estar trabalhando ou procurando trabalho que ele solicita matrícula na escola noturna. Partindo desta realidade, as disciplinas devem partir de conteúdos que tenham significado para os alunos, tentando relacionar escola, trabalho, profissão e técnica, deve-se evitar um ensino linear e procurar estabelecer rede de conteúdo, de forma que o aluno possa ter uma visão de conjunto do estudo. Há envolvimento da comunidade na vida educacional, mas é preciso que tal envolvimento seja intensificado, mediante estratégias que privilegiem as parcerias entre os diversos segmentos da comunidade para o alcance dos objetivos da escola: a ampliação gradativa da utilização do ambiente da escola pelas famílias dos alunos, e a oferta de oportunidades educacionais e culturais para todos, tanto no âmbito da educação formal quanto da não-formal. 12 OBJETIVOS GERAIS A escola, ferramenta transformadora da sociedade, de elaboração e transmissão do conhecimento científico, tem suas metas centradas no aluno. É para o aluno, para o indivíduo em constante evolução e transformação que traçamos planos de ação, de avaliação, de estudos. Nosso objetivo maior é construir com esse aluno uma boa escola, onde ele se aproprie de conhecimentos elaborados, sem se desqualificar enquanto pessoa que traz experiências e culturas peculiares do meio em que vive. Portanto, faz-se necessário elaborar o referencial teórico norteador das práticas pedagógicas, estudadas e planejadas pelos que atuam na escola (professores, alunos, direção, especialistas, funcionários); sendo documento ativo para consultas, avaliações e restaurações das ações educativas, que têm como condição básica a integração transformadora do indivíduo na sociedade, respeitando seus ideais e sua cultura, levando-o a apropriar-se do conhecimento científico, do saber elaborado, oportunizando a continuidade dos seus estudos, com vista ao ingresso no mercado de trabalho. A escola, com o seu referencial teórico terá o cuidado de privilegiar a qualidade do ensino, respeitando a especificidade da educação enquanto instrumento transformador do homem e da sociedade, conduzindo e proporcionando aos jovens estudantes a livre expressão de idéias e opiniões. Para um primeiro momento do ensinar, a Unidade de Ensino deverá trazer seus conhecimentos culturais regionais já adquiridos, para os conteúdos trabalhados em sala de aula e fora dela, promovendo a reconstrução da sua história, aprimorando seus saberes, para que seu ideal de produção, inato ao homem, tenha campo fértil, transpondo os portões escolares. A Unidade de Ensino ressalta ainda a necessidade de superar o caráter fragmentado dos fazeres da Escola, de racionalizar os esforços e os fins do processo educacional, superar as imposições em disputas de vontades individuais, construindo e assumindo um referencial de geral esperança, solidariedade e parcerias e garantir a participação de todos na gestão democrática. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 13 - Discutir e rever as ações pedagógicas periodicamente para que cumpram sua função socializadora, atuante e significativa no processo ensino-aprendizagem. - Desenvolver princípios de valores e ética, visando o respeito e a solidariedade, dentro de um ambiente de interação. - Participar de cursos e eventos relacionados à educação. - Incentivar e oportunizar palestras educativas, com temas do interesse dos educandos e educadores. - Trazer sempre os pais e familiares do educando para a escola, participando de festas, exposições, torneios, atividades, etc. - Valorizar o diálogo em todos os processos e ação dentro da escola. - Oportunizar a liberdade de expressão de professores, alunos e funcionários, garantindo a autonomia com responsabilidade. - Desenvolver atividades em cada área de conhecimento com o intuito de conscientizar o aluno da sua importância e poder de transformação de si e da sociedade. - Contemplar ações que dêem importância às relações e interações pedagógicas dentro da escola, percebendo o valor da união, do trabalho em equipe e do afeto no desenvolvimento do projeto pedagógico proposto. REGIME ESCOLAR 14 Sabemos que vivemosnuma sociedade de classes, da qual decorre a contradição entre explorador – explorado, opressor – oprimido. Estas contradições apresentam-se em diferentes momentos históricos de formas peculiares. Estes momentos estão inevitavelmente ligados à estrutura social, na educação, e mais precisamente na escola, onde tais contradições influenciam negativamente nos direcionamentos didático-pedagógicos. Na nossa escola, a relação entre as classes acontece de maneira sadia, pois a cidade é pequena, a escola é única. Então, todos crescem e aprendem juntos. Contudo, não deixam de existir discriminações, impedindo muitas vezes um bom e produtivo trabalho pedagógico, gerando assim, indisciplina. Nesses casos o trabalho da Supervisão é muito importante, convocando professores e pais para que juntos solucionem os problemas, tanto disciplinares como de assimilação de conteúdos. O diálogo é passo e ação fundamental para a busca de soluções em todos os problemas que se evidenciam. A partir da definição do Projeto Pedagógico a escola manterá este diálogo com as famílias e com a comunidade escolar, promovendo assim o aprendizado de uma série de conteúdos conceituais, favorecendo o reconhecimento e a compreensão das questões sociais vividas, tanto individuais como privadas, possibilitando que os alunos, em sua vida cotidiana, exerçam seus direitos e responsabilidades, resolvendo problemas que lhes são colocados, identificando, criticando e repudiando atitudes de injustiças e de desigualdade, desenvolvendo práticas que permitam o desenvolvimento de atitudes de respeito, de solidariedade e cooperação. Portanto, alunos, pais, professores e equipe pedagógica devem considerar os conhecimentos, procedimentos e valores, de forma a favorecer a capacidade de pensar compreensivamente sobre eles, criando espaços de trabalho pedagógico na sala de aula, na escola, interagindo com organizações preocupadas com a temática local, trocando experiências que agem e influenciam no processo ensino- aprendizagem. MARCO SITUACIONAL 15 O homem no mundo de hoje está apreensivo, atarefado, estressado. A competitividade profissional e social é uma constatação diária, onde esse homem tenta sobrevier, luta com o que tem e com o que não tem para sustentar sua família e seus sonhos. As crianças estão vivendo esse momento de desespero, de angústias, em que a maioria delas cresce em ambientes violentos, em lugares sem higiene e principalmente não possuem perspectivas de futuro promissor, saudável, feliz. A globalização com a tecnologia avançada e rapidez de informação, nos tece um quadro desumano, que requer atitudes urgentes de “salvação”. A impunidade é insustentável, deseduca, destrói, incentiva ao erro, à violência. É necessário estudar os países, os estados, as cidades, que estão “dando certo”. Ouvimos: “– lá as crianças não ficam nas ruas”. “- Todos trabalham, não vi pedintes.” “ - O governo prioriza a educação, as escolas são bonitas e os professores trabalham felizes.” Ouvindo isso e muitas vezes constatando, sentimo-nos como educadores, na obrigação de buscar o mesmo. E é nesse momento que a frustração chega de mansinho, instalando-se a cada fracasso, a cada tentativa que não segue em frente. Em vários segmentos, percebe-se que as estruturas materiais e filosóficas existentes no sistema, não condizem e não atendem a prática, a ação do aprendizado do aluno, dos anseios dos funcionários, do significado e da essência da educação. Estruturas insuficientes e contraditórias, que não ajudam a combater a gama de dificuldades encontradas e vividas em nossa sociedade, nas famílias, nas escolas, nas instituições. A tecnologia tão avançada, os experimentos científicos galopantes em descobertas especiais e muitas pessoas morrendo de fome, morrendo pelo descaso, pela violência física e moral, morrendo pela falta de afeto, pela falta de bom senso humano mundial. O Brasil é um país grande e também um “grande país”, suas riquezas são imensas e necessárias ao mundo! É só pensar na Amazônia, que se descortina uma das principais riquezas mundiais, sem deixar de lado as reservas de petróleo de Pré-Sal também chamadas de Subsal - grandes reservas de óleo e gás encontradas em áreas profundas dos Oceanos. São consideradas as reservas de petróleo menos exploradas e menos conhecidas do mundo, principalmente por estarem localizadas em áreas de difícil acesso e por serem muito difíceis de serem encontradas. É um país que está aprendendo, é um povo empreendedor. O povo brasileiro vive a crise mundial sentindo-se perdido, sem apoio, deixando-se levar por promessas vazias e impossíveis, gerando insegurança. As famílias brasileiras em sua maioria sobrevivem criando filhos violentos, que vivem em meio a bandidos, traficantes, sujeira e maus tratos. Crianças vendo todos os dias a impunidade governamental, a impunidade para a violência, para o roubo, para o descaso, absorvendo o que a mídia impõe como felicidade, como certo ou errado. Os jovens já não escutam mais seus pais ou professores. Em que estado emocional cresce essa criatura tão valiosa para o mundo? Quais exemplos aprenderá para reger sua vida? E a pergunta que logo vem em nossas mentes! O que podemos fazer aqui e agora? Aqui, onde vivemos, onde trabalhamos, onde diariamente tentamos 16 conquistar nossos sonhos, não é diferente. Moramos em uma cidade pequena do estado de Minas Gerais, em Chapada do Norte, com aproximadamente 14.935 habitantes, que recebe a influência de toda a crise mundial econômica e social. Aqui também existe a desigualdade, a imposição de valores pela mídia, os sonhos e desilusões de cada cidadão. É uma sociedade em que algumas famílias se deslocam à procura de trabalho, pois faltam oportunidades de trabalho, já que o campo de trabalho é restrito aos professores- funcionários públicos- e comércio e boa parte da população migra temporariamente para o corte de cana e lavoura de café. Na Escola Estadual Monsenhor Mendes, há uma diversidade cultural que é fator enriquecedor de práticas pedagógicas, uma vez que a escola atende sujeitos do campo, de áreas de Quilombos e Remanescente de Quilombos e da cidade. Nota-se que alguns obtém maior acesso às tecnologias que facilitam o processo de ensino aprendizagem agregado à pesquisas e trabalhos extra classe. O professor, facilitador e orientador da aprendizagem, construtor juntamente com o aluno do conhecimento científico sistematizado, defronta-se com esses conflitos, que o levam a contradições na sua ação pedagógica mediante a teoria planejada. A teoria que o professor estuda e elabora, precisa ser coerente e cabível a realidade da escola, dos alunos, da sociedade local. As contradições se colocam entre a teoria (o que se pretende fazer / o que se quer fazer) e a prática (as ações / o que se faz), onde uma não bate com a outra. Um dos conflitos que colaboram para que isso ocorra é a falta de um Plano de Ação mais coeso, mais permanente, que dure e perdure por mais tempo. Em um período contemplamos uma tendência pedagógica, em outro contemplamos outra tendência, com novas exigências e ações, e isso em um espaço de tempo muito curto. Outro fator diz respeito às condições físicas de trabalho do professor; salas numerosas, alunos rebeldes, fora da idade da série, alunos portadores de deficiências de aprendizagens sérias, alunos especiais (inclusão). Apesar de garantida na lei, a filosofia da inclusão não se consolidou, ainda, na forma desejada. É necessário preparar, adaptar os professores, a escola e seus funcionários para esse novo processo. Os professores não estão preparados para trabalhar assim, e isso compromete a teoria estabelecida, os projetos planejados, gerando conflitos pessoais (frustrações) e profissionais (da sensação do dever não cumprido). A Escola sente dificuldade em preparar o aluno integralmente para a vida, detendo-se quase que totalmente a conteúdos e notas, pois háainda, uma tendência burocrática que exige do professor registros sob a forma de notas ou conceitos, em tempo predeterminado, contradizendo a idéia de que a avaliação é um processo contínuo, inserido no processo de aprendizagem. O professor ainda encontra dificuldade para avaliar de forma dialógica e democrática, em salas de aulas superlotadas, e ainda com alunos especiais, rebeldes, com déficit de aprendizagem, e a maioria desses professores realizando múltiplas jornadas de trabalho, para sobreviver com maior dignidade. Há funcionários da escola que não estão contentes com a estrutura física da mesma, que apesar da execução da obra de reforma do prédio ainda é inadequada e deficiente. Percebem-se desvalorizados no seu dia-a-dia, integram-se pouco uns com os outros, dificultando o trabalho e a harmonia ente eles. Participam da vida escolar dos alunos de forma direta, no refeitório improvisado, na Biblioteca, no pátio, 17 conscientizando-os de suas responsabilidades quanto ao estudo, quanto aos relacionamentos, quanto à higiene e preservação do patrimônio escolar. Resumindo, a escola atende aos beneficiários, na sua maioria, de baixa renda, com pouca estrutura familiar, com muitos pais ou responsáveis sem instrução escolar. O município oferece poucas oportunidades de trabalho, desestimulando alguns alunos a estarem compromissados com o aprender. A falta de interesse, a desmotivação, a falta de compromisso, implicam na baixa produtividade quando se trata de aprendizagem. Conclusão: temos obstáculos para superar, problemas para sanar; sabemos também que possuímos condições e estrutura para transpor esses obstáculos e hoje, com confiança, estudo, ação e diálogo constante, estamos a caminho de promover uma educação escolar mais significativa e qualitativa, construindo possibilidades a todos, integrando-se e interagindo em sociedade. A educação brasileira, comparada com outros países, mesmo da América Latina, tem um grande atraso, sobretudo na escolaridade dos mais pobres. Pensar em educação é antever e acolher todas as suas esferas, desde aquelas que passam pelo Ensino Fundamental até aquelas que se dedicam à formação em nível de Ensino Médio. A partir de 1996, quando da promulgação da LDB - Lei de Diretrizes e Bases - a educação brasileira tem experimentado e construído passo a passo seus próprios caminhos. Até então, avanços aconteceram, porém a educação ainda está quem das necessidades, como o salário dos professores que não têm sido dos melhores, e também as condições de trabalho. Além disso, a velocidade com que a informação se desloca e de um mundo em constante mudança, seu papel vem se transformando. Dessa forma, o desafio é lidar com jovens que não vêem sentido no que lhes é ensinado. E assim entra o papel do professor: construir sentindo, transformar o obrigatório em prazeroso, selecionar criticamente o que devemos aprender, numa era impregnada de informações. Diante desse quadro, os professores assumem o compromisso de desenvolver suas práticas de forma que estimulem e desafiem os alunos na apreensão dos conhecimentos científico-tecnológico, histórico, filosófico e social, sempre priorizando a formação humana. O princípio de igualdade universal, que garante os saberes e os fazeres a todos, vêm sendo discutidos. Sabe-se que o atendimento às especificidades socioculturais de crianças, adolescentes e jovens demanda de políticas diferenciadas. A igualdade universal permanece como um horizonte. Sendo assim, a direção da Escola Estadual Monsenhor Mendes que atende ao Ensino Fundamental e Médio vê essa questão como uma caminhada cujos atalhos serão construídos enquanto se caminha, e com o envolvimento da comunidade escolar. A questão de evasão e repetência é considerada um dos fatores relevantes para a educação, mas atualmente para Escola Estadual Monsenhor Mendes ainda é um problema a ser resolvido, uma vez que estatisticamente demonstra registros prejudiciais sobre a segunda. 18 Em razão da realidade a qual estamos inseridos há demanda para sala de apoio pedagógico aos alunos. A recuperação é proporcionada pelo estabelecimento, e é um dos aspectos da aprendizagem, no seu desenvolvimento contínuo, pelo qual o aluno com aproveitamento insuficiente dispõe de condições que lhe possibilitem a apreensão de conteúdos básicos. Contudo, nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, após as avaliações de recuperação o resultado na maioria das vezes continua insatisfatório. A recuperação de estudos deverá constituir um conjunto integrado ao processo de ensino, além de se adequar às dificuldades dos alunos, constituindo-se em mais componente do aproveitamento escolar. A aprendizagem do aluno será considerada no decorrer do processo e também com a aferição do bimestre, entre a nota da avaliação e da recuperação, que se dará de forma concomitantemente ao período letivo, sem prejuízo aos demais conteúdos ou disciplinas prevalecerá sempre a maior. Uma recente conquista desta Escola é a oferta da Educação em Tempo Integral-, autorizada pela Secretaria de Estado da Educação, para preparar melhor os alunos para atuarem e interagirem em sociedade. É um curso extraturno promovido pela Secretaria de Estado de Educação oferecido aos alunos do Ensino Fundamental. Sendo assim, com computadores instalados é objetivo da Escola possibilitar aos alunos e também à comunidade, o conhecimento nas diversas áreas, e também explorando o potencial de cada um, buscando uma melhor visão de mundo e motivação para melhorar suas condições de vida. Diferenças culturais e condição de classe social fazem parte da nossa realidade. A Escola Estadual Monsenhor Mendes tem como premissa implementar ações com práticas escolares que favoreçam a aprendizagem a todos aqueles que dela procuram para adquirir os conhecimentos historicamente acumulados. A Sala de Recursos para atender alunos com necessidades especiais é mais uma conquista, pois contempla a oportunidade para pessoas que por qualquer motivo não estão inseridas no contexto social. Com relação à inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais, a escola reconhece a importância do atendimento ao alunado, porém atualmente ainda precisa propiciar estrutura física adequada para o perfeito acesso desses beneficiários, salvo os casos em que os alunos apresentam somente dificuldade de aprendizagem, e para esses a escola prevê atenção individualizada, aulas de recuperação no contraturno e adaptações curriculares significativas que facilitem a aprendizagem e o sucesso de todos os alunos. Entendemos o direito constitucional da pessoa com necessidades educacionais especiais e de sua família, e nos comprometemos a uma educação que melhor se 19 ajuste às suas necessidades, circunstâncias e aspirações, promovendo assim, o ideal de uma Escola de qualidade que acolha a todos. Por fim, considerando que todo Projeto Pedagógico não pode distanciar-se do contexto histórico, torna-se importante levar em consideração a realidade brasileira, em especial a do Estado de Minas Gerais. Neste contexto a Escola Estadual Monsenhor Mendes desenvolve o trabalho em conjunto com a comunidade e outras instâncias governamentais e não governamentais. A sede da Escola pertence ao município de Chapada do Norte e funciona em prédio próprio, que através de melhorias e adaptações executadas durante a obra de reforma do prédio propiciou melhor funcionamento da mesma. Um local apropriado para aulas de Educação Física é um dos maiores anseios da Escola. O ambiente físico, embora acolhedor, ainda requer algumas melhorias e adequações, tais como: secretaria mais ampla, sala de laboratório utilizada para o fim que lhe é devido, biblioteca e mais adaptações para o acesso aos portadores de necessidade educacionais especiais. 20 MARCO CONCEITUALA sociedade, a educação, a escola, tudo é construído, criado, planejado e utilizado pelo homem. Concepções, pensamentos, métodos, são elaborados para sua evolução espiritual, física e psíquica. Sistemas de ensino, de saúde, de proteção, sistema monetário, e tantos outros, integram a organização humana, criada e usadas por esse homem. Sua história é farta de descobertas, de conquistas, de derrotas e de avanços tecnológicos e científicos, de estudos do homem para o homem em sociedade e para si mesmo. A vida do indivíduo é determinada pelas relações sociais e pela força de trabalho dessas relações. O homem é provido de qualidades físicas e psíquicas, move e remove situações de acordo com sua vivência e suas necessidades, é agente transformador, criativo e capaz de solucionar problemas, buscando sobreviver. “(...) na produção social da própria vida, os homens contraem relações determinadas, necessárias e independentes da sua vontade, relações de produção estas que correspondem a uma etapa determinada de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.” “(...) A base da sociedade, assim como a característica fundamental do homem, está no trabalho. É do e pelo trabalho que o homem se faz homem e constrói a sociedade, é pelo trabalho que o homem transforma a sociedade e faz a história.” Karl Marx Pensar o social é estabelecer que o homem demande uma convivência em grupo, convivência esta, permeada por um senso comum, regras comuns e pelas diferentes relações de produção. Cada indivíduo, com suas particularidades, está inserido em determinado grupo social, onde ele adquire a cultura, os interesses e condições de sobrevivência desse grupo, construindo e desenvolvendo sua personalidade, muitas vezes sob a “batuta” de regras estabelecidas e impostas por pequenos grupos alienadores, que despersonalizam seus concretos ideais. Tudo isso acontece, pela busca do homem em satisfazer suas necessidades físicas, culturais e sociais. 21 Para tanto, o homem cria, pela necessidade de se organizar, instituições, leis, ferramentas de cunho coletivo, que norteiam toda a força produtiva social. A principal delas aqui, é a escola. Ferramenta transformadora da sociedade, que constrói o conhecimento científico elaborado. Local onde trabalha-se para que o processo sistematicamente, universal e produzido pelo homem, seja adquirido pelo educando, libertando-o do determinismo e da alienação. As inovações tecnológicas exercem impactos sobre a educação ao exigir: aquisição de possibilidades de pensamento teórico, capacidade de analisar, pensar estrategicamente, planejar e responder com criatividade a novas situações: capacidades sócio-comunicativas para desenvolver trabalhos cooperativos em equipe; conhecimentos ampliados que possibilitem a independência profissional; elevar a escolaridade do trabalhador, articulando-se formação geral e técnica, sendo a escola capaz de produzir transformações em favor de uma sociedade igualitária. Nesse enfoque, o conhecimento não pode advir de um ato de “doação” que o professor faz ao aluno, mas sim, de um processo que se realiza no contexto do homem com o mundo em transformação, dinâmico e vivenciado por esse homem. O que se exige do homem moderno, é uma formação que lhe permita compreender e atuar na dinamicidade do real, enquanto sujeito político e produtivo, com conhecimento científico e consciência de seus direitos e deveres para se inserir no mundo do trabalho, transformando as relações sociais, protegendo e respeitando os direitos humanos. Assim, um dos grandes papéis da educação hoje, é de efetivar-se enquanto instrumento de transformação da sociedade, isto é, a educação por meio de suas ações, pode possibilitar a mudança das pessoas, dos grupos, das instituições em que está inserida. Para tanto, sonhamos com uma sociedade justa e comprometida com a ética, com uma sociedade mais solidária, mais participativa e crítica, que além de apontar os problemas saiba indicar soluções, com uma sociedade que saiba analisar a mídia, não se deixando influenciar tão facilmente. Queremos pensar em uma escola inserida nessa sociedade, que atenda aos anseios da população, que estimule o aluno a ser mais crítico, participativo e ativo em sociedade. Queremos uma escola mais bonita, harmoniosa, com profissionais motivados, competentes, integrados e bem pagos, que ensinem mais pelo exemplo do que pelo discurso, que consiga a participação ativa dos pais na vida escolar de seus filhos, e que esses pais consigam transmitir valores aos filhos, queremos uma escola que faça intercâmbios com outras escolas, de outros municípios, de grandes e pequenos centros. Queremos uma escola que cumpra o seu papel de transformar a sociedade, que acompanhe as mudanças, os avanços tecnológicos e científicos, que pense na realidade de nossos alunos, não deixando que políticos inconseqüentes decidam a vida escolar de nossas crianças. Queremos alunos interessados, críticos, conscientes da sua capacidade de transformação, participativos e responsáveis. Queremos salas de aula com menor números de alunos, para que nosso trabalho tenha maior qualidade. Queremos que os profissionais da escola sejam mais valorizados, mais capacitados, mais estimulados, que os cursos de capacitação sejam realizados nos núcleos regionais, queremos profissionais com maior autonomia, conscientes de seu comprometimento com a educação. Queremos professores abertos às mudanças e ao diálogo. 22 Queremos os funcionários da escola mais integrados com os aspectos pedagógicos, mais motivados, mais valorizados (remuneração adequada), funcionários mais capacitados para interagir com os alunos e professores, funcionários que tenham oportunidades de prosseguir seus estudos. A educação, assim é vista em sua plena função mobilizadora, dinâmica, construtora de uma sociedade mais cidadã, mais ética, em uma perspectiva de democratização de seus espaços. Para Vygotsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem. É pela aprendizagem nas relações com os outros que construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental, “nenhum conhecimento é construído pela pessoa sozinha, mas sim em parceria com os outros, que são os mediadores” (Maria Tereza Freitas). A primeira instituição educativa é a família. É na família que a educação, a aprendizagem do indivíduo começa a se desenvolver, afeto, valores, cultura, linguagem são transmitidos e incorporados pela criança. Quando essa criança entra na escola, ela começa a se apossar de novos conhecimentos, conhecimentos sistematizados, não devendo a escola esquecer que essa criança traz consigo toda a bagagem cultural da família e do grupo social do qual ela faz parte. Todo esse processo requer cuidados especiais e específicos da entidade escolar, as pessoas que irão trabalhar com as crianças, precisam estar aptas a desenvolver atividades de construção do saber em um ambiente propício para esse desenvolvimento. Portanto, todas as atividades integradas dos alunos devem ser valorizadas, o trabalho em equipe, a produtividade e o lúdico estimulados, buscando a satisfação social e pessoal do ser humano em constante evolução afetiva, orgânica, cognitiva e intelectual, para que ele construa com confiança e autonomia sua identidade diante da sociedade a qual pertence. É também na escola, que o indivíduo começa a melhor perceber-se e perceber o outro, perceber e experimentar diferentes culturas, ideologias, costumes e desejos, ele é colocado nessa escola, portanto, defronta-se de forma direta com essas diferenças, interagindo instantaneamente com elas, transformando-se. Com isso, fica claro a importância de um trabalho cultural integrado, que transponha os muros escolares, onde a escola receba apoio de outras instâncias, para que a construção da cidadania pelos educandos aconteça de forma forte e concreta. A escola, enquanto instrumento capaz de preparar o homempara o pleno exercício da cidadania, deve efetivar a real função de sistematizadora, socializadora e construtora do conhecimento. Por isso a escola deve ser repensada como um todo, buscando a melhoria da qualidade do ensino. É fundamental que a escola veja o ser humano como produto das relações sociais, cabendo ao educador estimular os alunos a adquirirem uma visão de mundo mais ampla e ao mesmo tempo mais articulada com o seu mundo familiar. Sabemos que, as dificuldades encontradas são historicamente explicadas, pois o desenvolvimento da sociedade, do homem, não foi e não é pacífico, espontâneo ou 23 harmônico, acontece por conflitos, por contradições, por dúvidas, por erros e acertos, levando o homem a formar conceitos sobre todas as situações vivenciadas. A formação de conceitos faz parte da natureza histórica do ser humano. Em todas as situações de nossas vidas, verificamos, julgamos e traçamos valores, sejam na família, no clube, na rua, selecionando o que é bom, o que é ruim, o que é difícil, o que é fácil, o que é bonito, o que é feio, etc. Verificar, em educação, torna-se uma função bastante delicada quando o fazemos ao analisar atitudes, trabalhos, experiências e ações de um indivíduo em constante crescimento físico e cognitivo. Avaliar, implica em questões éticas e sociais, portanto, deve ser vista como um dos instrumentos de diagnosticar falhas no processo pedagógico, ajudando a escola no aperfeiçoamento do desempenho total de seus professores, alunos e demais funcionários. Nessa atitude de avaliação do aluno, residem muitas dúvidas, muitas incertezas. O sistema de avaliação criado pelo homem e utilizado por ele para medir conhecimento, é uma das principais dificuldades pedagógicas dentro da escola, é o ponto nevrálgico e o mais complexo do processo ensino aprendizagem. Todo esse enfoque fundamenta a crise que enfrentamos nos vários segmentos sociais e entendemos que nada é alcançado sem luta, sem altos e baixos, sem contradições. Instrumentalizar o aluno com conhecimentos científicos significativos e necessários à sua evolução, é tarefa importante da escola, conhecendo e respeitando a história da vida da criança, jovem, adulto ou idoso que busca aprender, sua natureza de espírito, sendo o indivíduo como for, pobre, rico, branco, pardo, negro, surdo, mudo, portador de necessidades físicas especiais ou não, ele tem direito à educação, ao respeito, a dignidade, a oportunidade de acesso ao mundo do trabalho, a afetividade, a amizade, a tolerância e ao amor. Sempre buscando a felicidade, que é condição vital para a sobrevivência pacífica do homem na Terra. 24 MARCO OPERACIONAL A escola vem assumindo funções cada vez mais complexas, que exigem a participação de toda a comunidade escolar na condição de autores e atores de um Projeto Pedagógico centrado na qualidade das respostas educativas para todos os alunos. Na busca desta qualidade, em que a mudança é a base para garantir uma evolução continua e permanente, a flexibilidade deve ser a conduta para aprimorar os conhecimentos e obter resultados satisfatórios à aprendizagem. Assim, faz-se necessário pensar em ações educacionais que garantam e assegurem o acesso igualitário de qualquer criança, adolescente ou jovem às instituições públicas de ensino, para que nelas se apropriem dos bens culturais, historicamente acumulados, construindo conhecimentos, com competência crítica e reflexiva. Para tanto, algumas ações dentro da sociedade e dentro da escola estão sendo buscadas. Na sociedade, essa busca é mais utópica, por não depender unicamente das pessoas da Escola Estadual Monsenhor Mendes, mas iremos apontar e nos aliar aos grupos que demonstram justiça e ética em sociedade, comprometidos com as atividades escolares, comprometidos com a educação, pessoas que nos apontem os problemas, mas também saibam indicar soluções, pessoas que não se deixam influenciar pela mídia como regra de conduta, que sejam colaboradoras com as causas educacionais. Pretendemos atingir esse objetivo por meio de palestras com profissionais da comunidade, com grupos que desenvolvem projetos educacionais como: grupos religiosos, grupos de outras escolas e instituições; através também de programas televisivos, filmes, redes sociais etc. Oportunizar o diálogo com as famílias dos educandos, respeitando opiniões - sendo flexível é uma das metas para o início de boas relações da família / sociedade com a escola-, pois a verdadeira transformação da sociedade se dará em longo prazo, “plantaremos hoje para colher depois.” As ações dentro da nossa escola, já não são tão utópicas, mas algumas delas necessitam de persistência, para que não se percam. Precisamos incorporar na prática do dia a dia escolar a convicção do ensinar com respeito ao processo de aprendizagem, sem rotulações. 25 Os trabalhos escolares respeitam e também incorporam culturas, enfatizam a criatividade e a autonomia do aluno quando ele expressa constantemente suas idéias, interagindo com os colegas e professores. Considerar o aluno como o “centro” do processo educacional, ou seja, conhecer a sua realidade, valorizar suas experiências e direcionar todos os planos para a garantia de um ensino de qualidade é uma das metas que buscamos, adotando a humildade e a ética em todas as nossas ações com os alunos, com os colegas e demais funcionários. Compartilhando problemas e tomando decisões coletivamente, adotando mecanismos interessantes e inovadores para incentivar os alunos para os estudos. Destacando as boas atitudes dos educandos, premiar, fazer algo interessante também em prol dos bons alunos, estimulando-os, elogiando-os. Trabalhando mais o humanismo e a afetividade nas relações dentro da escola, refletindo mais sobre o que queremos e o que fazemos para atingir o que queremos. Praticar o bom senso, trocando ideias, pesando bem as atitudes a tomar, para que não haja injustiça e predomínio de preconceitos, invejas, egoísmo, individualismo e comodismo entre os professores, entre professores e alunos, entre professores e funcionários, entre funcionários e direção, entre funcionários e alunos, entre funcionários e funcionários. Sentimos que é nas relações do dia a dia escolar que conquistamos todos ou quase todos esses objetivos, construindo uma escola que atenda aos anseios dos alunos e seus familiares, uma escola que estimule o aluno a ser mais crítico, participativo e ativo na sociedade. Uma escola com profissionais competentes, motivados e bem pagos, que ensinem mais pelo exemplo do que pelo discurso, portanto, iremos atrás dos nossos direitos, exigindo e mostrando nosso valor aos governantes desse Estado, dessa educação que deve ser prioridade política, não deixando que interesses de poucos decidam aleatoriamente a vida escolar de nossas crianças. Vamos incentivar alunos, funcionários, pais, para cuidar das instalações, das estruturas e dos materiais da Escola, pois queremos vê-lo bonito, tanto no aspecto físico como no convívio harmonioso. Outro ponto importante em nossas metas é a avaliação escolar. Precisamos refletir muito sobre a função que a avaliação tem, como ela ajuda, como é realizada e por quê. É necessário utilizar essa ferramenta de aprendizagem com coerência e equilíbrio, para que cumpra com o papel de transformação, contendo uma lógica de ação, verificando o rendimento e desempenho, tanto do aluno, como do professor, levando este último a refletir sobre as práticas pedagógicas empregadas. A avaliação na nossa escola se propõe a investigar se o conteúdo foi assimilado pelos alunos, lançando uma nota para cada ação e trabalho realizados. A avaliação é diagnóstica, contínua e cumulativa. Aos alunos que não obtiverem a nota esperada, é dada a recuperação paralela, onde terão a oportunidade de rever o conteúdo não assimilado mediante a organização do professor, e assim melhorar a nota,ao final de cada semestre. Em reuniões de Conselho de Classe, onde toda sua importância no ato de avaliar está relatada na Proposta Pedagógica deste Projeto, discutimos e traçamos ações para atingir os alunos com dificuldades de aprendizagem graves, onde não basta uma nota apenas, mas sim um trabalho diferenciado de estratégias e avaliações, que os contemplem para a vida e não somente para o boletim escolar. A avaliação é um ponto a ser sempre refletido e discutido dentro da escola. Avaliar todas 26 as práticas que a escola realiza, faz-se necessário, para que possamos avançar em propostas educacionais significativas e eficientes. Isto acontece em reuniões pedagógicas e nos Conselhos de Classe, onde discutimos as ações realizadas - embora seja necessária mais ênfase a tais discussões e que estas sejam eficazes-, apontando o que foi bom, e o que não trouxe aprendizagem relevante mediante os objetivos propostos, tendo que ser revisto ou mesmo excluído das práticas escolares. Ao aluno que apresenta distúrbios de comportamento (agitado, agressivo, apático, violento, etc.) iremos fazer um trabalho com muito diálogo, buscando a família, encaminhando-o a especialistas, levando o caso ao Conselho Tutelar quando necessário, não desistindo desse aluno, para que aos poucos se construa com ele a aprendizagem sistematizada. Assim a meta principal do professor é conduzir os jovens para que estes, ao saírem da escola, estejam preparados e saibam vencer os desafios que encontrarão em seu meio social. Para que isso se torne factível, o professor precisa ser valorizado profissionalmente, tendo condições de estar sempre em busca do seu aperfeiçoamento, para que possa garantir aos seus alunos, aprendizagens significativas e eficazes, condizentes com as novas mudanças. O professor, quando tem espaço para estudar, para aprender mais, vivenciando novas didáticas, novos e inovadores métodos, consequentemente obterá maiores e mais subsídios em planejar e em ministrar suas aulas. É nesse sentido, que a valorização do professor precisa ser vista e a qualidade da educação só se dará através de um professor estimulado e bem remunerado. Dessa forma, os professores da Escola Estadual Monsenhor Mendes, estando conscientes do quanto é preciso adquirir novas informações e aprender a manejá-las em sala de aula, participam de encontros ofertados pelo Módulo 2, Cursos oferecidos pela SEE, Site do CRV, e grupos de estudos organizados por área, dias de estudos pedagógicos, não deixando de serem atuantes perante as informações veiculadas através de revistas, documentários, Internet, etc. A capacitação de professora para trabalhar com alunos da inclusão (deficientes auditivos, mentais, hiperatividade, transtornos mentais, etc.) foi efetuada e a referida professora que atua na Sala de Recursos possui tanto capacitação quanto especialização para trabalhar com os mesmos e professores de turmas regulares já estão inscritos para participarem de Sistema Braille, Inclusão: Fazendo a Diferença na Educação, Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial do MEC e da Universidade Aberta/UAB; fazemos reuniões para buscar soluções em conjunto, para sanar dificuldades que surgem no dia a dia da sala de aula. As instâncias colegiadas que temos Colegiado Escolar e Conselho de Classe exercem papel importante nesse contexto, desenvolvendo ações e tomando posturas que assegurem as intenções práticas do projeto da escola. Ainda temos a previsão de instituir a Associação de Pais. 27 As contradições e conflitos fazem parte de qualquer trabalho, eles só não podem tornar-se comuns, imbatíveis. A educação está em patamar acima de qualquer suspeita desagradável e degradável - a educação, instrumento transformador da sociedade, necessita de seriedade e compromisso, para que possa cumprir seu papel com eficácia na vida do homem. PROPOSTA PEDAGÓGICA Todo e qualquer projeto requer métodos, reflexões, embasamento legal, muito estudo e capacidade para dinamizar idéias, como também capacidade para mudar, reelaborar, ou ainda, modificar. E é esse o intuito dessa proposta, estar em constante avaliação, para a busca de uma prática educativa consistente e significativa para todos que dela participam. Pensando todo um contexto pedagógico, articulado com a realidade social da comunidade onde está inserido, a prática para o processo ensino-aprendizagem, deverá contemplar o conjunto de diversidades culturais, de maneira que venha contribuir para o crescimento curricular e humano dos educandos, professores e funcionários da Escola. A Proposta Pedagógica deverá relatar toda a gama de ações 28 educacionais e as idéias embutidas na filosofia da educação para a transformação e evolução dos indivíduos. Pois todo um plano educacional possui objetivos a atingir, e que para isso aconteça, é necessário organizar estratégias, que carregam inevitavelmente, os ideais políticos da humanidade historicamente construída. A proposta aqui então, estará em constante relação com as evoluções da humanidade, focando todo o trabalho pedagógico para o aluno, que deverá ter oportunidades diversas de aprendizagem, enquanto estiver estudando nesse estabelecimento de ensino. Buscando dessa maneira aperfeiçoar cada vez mais seus conhecimentos, construindo-os no dia a dia escolar, transpondo barreiras e dificuldades, caminhando para um futuro de realizações pessoais, com a autoestima elevada, com os valores humanos determinados e fortalecidos. As leis, as entidades e ações que farão parte significativa de todo esse processo, estarão a seguir relacionadas, projetadas para garantir o fazer pedagógico e sua integridade. FUNDAMENTAÇÃO “Enquanto sujeito que aprende, Constituído pelo que aprende, O homem não pode desvincular o que faz no mundo daquilo que Faz de si mesmo, por sua capacidade de reflexão. Na articulação dessas duas instâncias - O eu e o mundo – - Consiste a capacidade de reflexão, isto é, - A posse de seu saber sobre si mesmo e seu mundo”. (Autor desconhecido) O indivíduo vem, ao longo dos tempos, aprimorando seus conhecimentos, pesquisando e testando possibilidades para suas necessidades. Assim, o homem 29 enquanto ser transformador, busca soluções para resolver os problemas que surgem no cotidiano, interagindo dessa maneira com a sociedade onde está inserido. As transformações tecnológicas, econômicas e culturais colocam cada vez mais a necessidade do conhecimento ético e da educação do homem em toda a sua multiplicidade. O homem é um ser rico em necessidades e capacidades físicas, econômicas, culturais, espirituais e intelectuais. O desenvolvimento tecnológico e econômico não trouxe, por si só, o desenvolvimento do homem do ponto de vista ético. A sociedade vive crises de valores que a escola não pode ignorar, como a violência, a competição, a corrupção, a mentira, a inveja, a vaidade, as drogas. A escola é um local privilegiado para a construção de novos valores e condutas. Buscar uma educação equilibrada, comprometida com a qualidade e acesso a todos, atendendo a multiplicidade cultural, é fundamental. Educar em sentido mais amplo significa considerar as diversas experiências sociais, culturais e intelectuais do aluno, ou seja, respeitar suas histórias de vida, linguagem e costumes, condições sociais, moradia e lazer. Pensando no indivíduo em sociedade é que essa proposta pedagógica, fundamentada na LDB 9394/96, desenvolve-se. Com a atenção voltada para as finalidades legais que sinalizam que a preparação para o prosseguimento dos estudos não terá como meta o acúmulo de informações, mas sim, a qualidade do ensino, a capacidade de aprender, e a compreensão do mundo físico, social e cultural. O aluno, ser social, necessita de uma pedagogia que venha de encontro aos seus desejos subsidiando-o paraa possibilidade de domínio dos processos produtivos, para a compreensão das condições históricas de produção de conhecimento e tendo juntamente acesso sistemático aos valores humanos e às artes. A escola existe para passar conhecimentos que a humanidade vem produzindo. Esse conhecimento não é individual, é social e historicamente construído, dentro de um contexto social coletivo. “Todo conhecimento é construído socialmente no âmbito das relações humanas. Na ausência do outro, o homem não se constrói homem”. (Vygotsky). Experiência de vida também faz parte do programa. Ter um tempo dentro da sala de aula para a escuta das histórias de vida das crianças, não significa que “a aula foi para o espaço”, pois tais histórias também são aulas, são conteúdos, que darão suporte para a contextualização dos conteúdos programados. A escola e os educadores cumprem o seu papel quando compreendem o drama das condições de vida da população brasileira e, a partir dessa compreensão, reconhecem a necessidade de ajudá-los. A escola tem um papel educativo junto às famílias que é o de ajudá-las na educação de seus filhos. “A escola ideal é aquela que cumpre a sua função. Essa função já está historicamente determinada, não cabendo à escola reinventar a roda. Em qualquer tempo e lugar a escola tem uma base comum, universal: garantir o direito de aprendizagem dos 30 conhecimentos científicos, culturais e éticos a todas as crianças”. (cadernos da TV Escola). Interdisciplinaridade e contextualização são recursos complementares importantes para ampliar as inúmeras possibilidades de interação entre disciplinas e áreas. De forma alguma se espera que uma escola esgote todas as possibilidades, mas se recomenda com veemência que ela exerça o direito de escolher um caminho para alcançar seus ideais e que por mais simples que venham a ser, deverão expressar suas próprias decisões, resultando num cesto generoso para escolher aquilo que a LDB recomenda em seu artigo26: “os currículos do Ensino Fundamental e Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura e da clientela.”. Se toda proposição de áreas ou critérios de agrupamento dos conteúdos curriculares carrega certa dose de arbítrio, todo projeto ou proposta pedagógica traduz um esforço para superar esse arbítrio e adaptar um desenho curricular de base, mandatório e comum, às características de seus alunos e de seu ambiente sócio-econômico. Tornar a escola democrática no Brasil hoje, significa modificá-la a fim de que cada vez maior parcela das camadas populares nela ingresse e permaneça como condição de se apossarem dos conteúdos de ensino que lhes permita proceder à crítica dos mecanismos sociais de dominação, introduzindo nos seus conteúdos e métodos a intenção de desmascarar as desigualdades sociais e explicitar a ligação entre educação e realidade social, de modo a assegurar que os alunos se apropriem ativamente dessas informações, podendo reelaborar novos conhecimentos, processando uma crítica não abstrata, mas embasada na compreensão científica do real, obtendo, dessa forma, condições de ingressar no mundo do trabalho. O trabalho e a cidadania são previstos como os principais contextos nos quais a capacidade de continuar aprendendo deve se aplicar, a fim de que o educando possa adaptar-se às condições em mudança na sociedade, especificamente no mundo das ocupações. A LDB neste sentido é clara: em lugar de estabelecer disciplinas ou conteúdos específicos, destaca competência de caráter geral, das quais a capacidade de aprender é decisiva. O aprimoramento do educando como pessoa humana destaca a ética, a autonomia intelectual e o pensamento crítico. Em outras palavras, convoca a constituição de uma identidade autônoma. JUSTIFICATIVA LEGAL “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa,1gb seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (Art. 205 Constituição Federal) 31 O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;