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ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 163 WWW.PORTALCICLO.COM.BR Noções de arquivologia 67% Gestão de documentos 33% Arquivística: princípios e conceitos 1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA 1.1. Conceito de arquivo, documento e suporte Baseado na LEI No 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8159.htm Bem, se você ainda não estudou esta disciplina, é importante começarmos por alguns conceitos básicos a respeito da matéria. Nos editais, inclusive, este costuma ser o primeiro tópico e nos livros de Arquivologia também. O primeiro conceito importante é justamente o conceito de arquivo, que inclusive é um dos mais cobrados em prova, como te mostrarei por meio de uma bateria de questões já aplicadas. A bibliografia apresenta diversas definições para a palavra arquivo. Ela pode designar, por exemplo, o móvel utilizado para a guarda dos documentos (você pode até ter um na sua casa). Pode designar, ainda, o setor da empresa responsável pela guarda dos documentos ou até mesmo a instituição criada para guardar e organizar documentos acumulados por outras entidades (como o Arquivo Nacional, por exemplo). Você encontrará questões com todas estas definições, mas a grande maioria trará como conceito de arquivo o “conjunto de documentos acumulados por uma pessoa, física ou jurídica, nos mais diversos suportes, ao longo de sua existência, que servirão de prova de suas transações ou atividades”. Esta definição varia de autor para autor, mas a ideia é sempre a mesma, como podemos verificar a seguir: “Arquivo é a acumulação ordenada dos documentos, em sua maioria textuais, criados por uma instituição ou pessoa, no curso de sua atividade, e preservado para a consecução de seus objetivos, visando à utilidade que poderão oferecer no futuro” Marilena Leite Paes “Dá-se o nome de arquivo não só ao lugar onde se guarda a documentação, como à reunião de documentos guardados. Portanto arquivar é guardar qualquer espécie de documento, visando à facilidade de encontrá-lo, quando procurado”. Heloísa Almeida Prado “Arquivo é o Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do suporte”. Dicionário de terminologia Arquivística. Arquivo Nacional Você reparou que o conceito apresenta uma palavra estranha àqueles que ainda não estudaram Arquivologia, que é a palavra suporte, e isto pode complicar a vida do candidato na hora da prova. Não se assuste, a coisa é mais simples do que parece. Suporte nada mais é do que o material em que a informação foi gravada no momento de se criar o documento, ou seja, é a parte física do documento. A coisa fica mais clara quando buscamos alguns exemplos... Sua certidão de nascimento foi confeccionada no suporte papel, o mesmo utilizado para a confecção do seu diploma de ensino médio ou da escritura do seu imóvel. Podemos dizer, então, que o papel é um suporte encontrado nos arquivos. Na prática, quando pensamos em arquivo, imaginamos uma sala repleta de papel e muitos chegam a afirmar que, quando não há papel, não há arquivo, o que não é verdade. O conjunto de documentos acumulados por um indivíduo ou instituição pode se apresentar nos mais diversos suportes, como mídias digitais, fitas de vídeo ou fitas cassete (sim, ainda há este tipo de coisa nos arquivos, afinal, muitos documentos são guardados por vários anos, como veremos na sequência do curso). Em arquivos históricos você poderá encontrar documentos em papiro, pergaminho, argila, pedra e outros. Perceba que, quando a bibliografia diz que o arquivo é formado por documentos acumulados pelas pessoas, independentemente do suporte, ela está afirmando que não há apenas papel no arquivo, e que documentos gravados em meio digital também fazem parte do arquivo da pessoa ou da instituição. Este inclusive é um tema recorrente nas provas das mais diversas bancas. Viu? Não é tão difícil como parece no primeiro momento. Podemos destacar ainda que os documentos de arquivo comprovam as atividades ou transações que a pessoa/instituição acumuladora realizou ao longo de sua existência. Esta é uma característica dos documentos de arquivo. Cada documento que você arquiva, serve para provar algo que você realizou. Sua certidão de nascimento serve, nada mais nada menos, para provar que você nasceu, seu diploma de graduação serve para provar que você concluiu aquele curso superior ou, por exemplo, um recibo serve para provar um pagamento realizado. Portanto, se considerarmos o conceito apresentado, chegamos às seguintes conclusões: 1. Arquivo é um conjunto de documentos; 2. Não apenas as empresas têm arquivos. As pessoas físicas também acumulam documento ao longo de sua vida e formam seus arquivos; 3. Cada documento comprova alguma atividade realizada pela entidade acumuladora; 4. Os documentos são registrados nos mais diversos suportes (ou materiais), e não apenas em papel. Normalmente, na prova, são estes os detalhes que costumam abordar nas questões. Muitas vezes, o examinador complica bastante para apresentar a afirmação, e faz com que http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.159-1991?OpenDocument ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 164 WWW.PORTALCICLO.COM.BR o candidato não entenda o que está sendo cobrado, mas se você prestar atenção vai perceber que lá estará apresentado exatamente o que vimos até agora. Observe, por exemplo, a questão a seguir, cobrada em uma prova do Cespe: (Cespe/DPF/2014) A função de prova do documento de arquivo evidencia-se não só pelo fato de o documento poder ser levado a juízo para comprovar determinada informação, mas, também, pela capacidade desse material de testemunhar as atividades que lhe deram origem. O que a questão diz é simplesmente que o documento de arquivo serve para comprovar as atividades da entidade que acumulou o documento, apesar de o examinador ter utilizado termos que fazem com que a questão pareça mais complicada do que realmente é. Resumo importante: Suporte → o material no qual são registradas as informações. Pode ser chamado de carregador físico de documentos. Ex. Papel. Informação → um termo bastante amplo, para para sermos objetivos, fiquemos com a definição do Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, que chamarei agora de DBTA. Informação: “Elemento referencial, noção, ideia ou mensagem contidos em um documento.” Documento → Registro de uma informação independentemente da natureza do suporte que a contém. Documento → Registro de uma informação independentemente da natureza do material no qual são registradas as informações. Pedra, metal, madeira... muito antigamente as informações eram registradas nesses tipos de suportes. E em épocas antigas, contudo mais recentes que o período acima, usava-se o papiro, pergaminho e o nosso bom e velho papel. Atualmente, temos, como exemplos de suporte: • microfilme (imagem acima) • CD • DVD • Pen drive • HD • Outros 1.2. Função e finalidade do arquivo ➢ Servir de apoio à administração. ➢ Servir de base para a história. Avançando mais um pouco, podemos falar da função e das finalidades do arquivo, sendo que arquivo aqui é entendido como o setor da empresa responsável pela guarda dos documentos. A bibliografia adotada pela maioria das bancas para concurso considera: “A função básica do arquivo é tornar disponível as informações contidas no acervo documental sob sua guarda”. Marilena Leite Paes “A principal finalidade do arquivo é servir à administração, constituindo-se, com o decorrer do tempo, em base do conhecimento da história”. Marilena Leite Paes Não se surpreenda se encontrar uma questão rigorosamente idêntica a estas definições177 WWW.PORTALCICLO.COM.BR QUESTÕES PARA TREINAR Classificação dos documentos 1. (Cespe/SEE-DF/2017) Documentos informáticos, filmográficos e sonoros são modalidades de classificação quanto à natureza do assunto. 2. (Cespe/SEE-DF/2017) As plantas arquitetônicas de um edifício mantidas em arquivo são consideradas documentos cartográficos de acordo com a classificação quanto ao gênero. 3. (Cespe/DPU/2016) O gênero documental iconográfico é aquele que reúne documentos eletrônicos e digitais. 4. (Cespe/FUB/2016) Os mapas e as plantas arquitetônicas ou de engenharia fazem parte do arquivo da instituição. 5. (Cespe/Anatel/2014) Os mapas e plantas encontrados nos arquivos da ANATEL pertencem ao gênero documental iconográfico, sendo classificados e avaliados de forma diferenciada e específica, conforme esse gênero documental. 6. (Cespe/MTE/2014) Os microfilmes fazem parte do gênero documental conhecido como filmográfico. 7. (Cespe/ANP/2013) O gênero de documentos iconográficos é formado por documentos em suportes sintéticos, em papel emulsionado ou não, contendo imagens estáticas. 8. (Cespe/STF/2013) Fotografias, diapositivos, desenhos e gravuras fazem parte do gênero documental conhecido como iconográfico. 9. (Cespe/TJ-RR/2012) Entre os gêneros documentais considerados documentos de arquivo se incluem documentos tridimensionais, textuais, audiovisuais e cartográficos. 10. (Cespe/TJ-RR/2012) Fazem parte do gênero textual os documentos manuscritos, datilografados ou impressos. 11. (Cespe/TRE-RJ/2012) Os arquivos de uma organização podem conter diversos gêneros documentais, como o textual, o audiovisual e o cartográfico. 12. (Cespe/Abin/2010) Documentos com dimensões e rotações variáveis caracterizam o gênero documental iconográfico. 13. (Cespe/Abin/2010) Mapas e plantas fazem parte do gênero documental conhecido como cartográfico. 14. (Cespe/MPU/2010) Os documentos do gênero iconográfico têm suporte sintético, em papel emulsionado ou não, e contêm imagens estáticas, tais como ampliações fotográficas, slides, diapositivos e gravuras. 15. (Cespe/TRE-BA/2010) Os ofícios datilografados ou impressos, os mapas e as plantas fazem parte do gênero de documentos escritos ou textuais e são muito comuns nos arquivos permanentes. 16. (Cespe/TRE-GO/2009) A legislação brasileira define arquivo como sendo o conjunto formado exclusivamente por documentos textuais. 17. (Cespe/TRE-MA/2009) Os documentos textuais, audiovisuais e cartográficos são gêneros documentais encontrados nos arquivos. 18. (Cespe/TRE-MA/2009) A documentação escrita ou textual apresenta inúmeras espécies documentais criadas para produzir determinada ação específica, tais como relatórios, convênios, formulários e cartas. 19. (Cespe/DFTrans/2008) Ofícios impressos, plantas de quadras residenciais e fotografias de pistas de circulação de veículos são classificados, quanto ao gênero, como documentos textuais, cartográficos e filmográficos, respectivamente. 20. (Cespe/MS/2008) O dossiê é um documento do gênero iconográfico. 21. (Cespe/MPE-RR/2008) As fotografias em um arquivo são classificadas, quanto ao gênero, em documentos iconográficos. 22. (Cespe/Pref. Vitória-ES/2008) Documentos do gênero iconográfico são aqueles que contêm imagens estáticas. 23. (Cespe/Pref. Vila Velha-ES/2008) Os tapes, isto é, fitas magnéticas de imagem, fazem parte do gênero iconográfico. 24. (Cespe/Sebrae/2008) O gênero de documentos é a designação dos documentos de acordo com o aspecto de sua representação nos diferentes suportes: textuais, audiovisuais, iconográficos e cartográficos. 25. (Cespe/Secad-TO/2008) Papel, microfilme e papel fotográfico são gêneros documentais. 26. (Cespe/SEE-DF/2017) Todos têm direito à informação, desde que ela não esteja classificada em um dos graus de sigilo: ultrassecreto, secreto e reservado. 27. (Cespe/SEE-DF/2017) Documentos de um acervo que podem ser amplamente divulgados à sociedade são considerados ostensivos quanto à natureza do assunto. 28. (Cespe/Anvisa/2016) De acordo com a Lei de Acesso à Informação, o acesso a dados contidos em documento classificado como reservado poderá ser restringido por até cinco anos. 29. (Cespe/DPU/2016) Os documentos de arquivo, quanto à natureza do assunto, podem ser ostensivos ou sigilosos. GABARITO 01. Errado 02. Certo 03. Errado 04. Certo 05. Errado 06. Errado 07. Certo 08. Certo 09. Errado 10. Certo 11. Certo 12. Certo 13. Certo 14. Certo 15. Errado 16. Errado 17. Certo 18. Certo 19. Errado 20. Errado 21. Certo 22. Certo 23. Errado 24. Certo 25. Errado 26. Certo 27. Certo 28. Certo 29. Certo ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 178 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 4. CICLO VITAL DOS DOCUMENTOS 4.1. Teoria das três idades documentais Este é, seguramente, o assunto mais importante desta disciplina. É também o mais cobrado em provas de concurso. Você poderá confirmar isso quando for perceber o número de questões disponibilizadas ao final do módulo para você treinar. Primeiramente, vejamos do que trata o assunto. Você já deve ter percebido a importância de se manter o arquivo organizado permitindo que a informação esteja disponível no momento em que o usuário necessite dela. Ocorre que, além de manter os documentos organizados, o arquivo também deve controlar o prazo que cada documento deve ser mantido, após o qual ocorrerá sua eliminação. Sim, os documentos podem ser eliminados após um período! Isso é o que garante espaço para a guarda de novos documentos que irão surgir no dia a dia da instituição. Perceba que isso não é nenhuma novidade para você, pois tenho certeza de que você já se deparou com esta situação em sua própria residência, naquele momento que você tirou um dia para fazer uma “faxina” em seu arquivo. É comum identificar diversos documentos que já podem ser eliminados, o que é bastante saudável para o arquivo, desde que haja um controle do que já pode ser descartado sem trazer problemas futuros. Nos órgãos públicos não é diferente: o arquivo deve realizar, periodicamente, eliminações em seu acervo, desde que haja um controle rigoroso para que não sejam descartados documentos indevidamente. Tudo isso é controlado a partir do entendimento do que chamamos de ciclo vital dos documentos. Este conceito, básico na Arquivologia, define que os documentos cumprem, durante sua existência, um ciclo composto por três momentos bem distintos, que estariam assim distribuídos: 1º momento: período em que o documento é criado até ser resolvido; 2º momento: período em que o documento é guardado para possíveis questionamentos administrativos e jurídicos acerca do assunto que foi resolvido; 3º momento: período em que o documento terá sua destinação final, ou seja, eliminação ou, em alguns casos, a guarda permanente (não poderá ser eliminado). Com base nesta lógica, foi criada, na Arquivologia, o que chamamos de Teoria das três idades, uma metodologia aplicada nos arquivos fundamentada no ciclo vital dos documentos. Lembra da classificação dos arquivos com relação aos estágios de evolução? É aqui que vamos detalhar melhor este assunto. Segundo esta metodologia, que por sinal é obrigatório nos órgãos públicos brasileiros (com base na Lei nº 8.159/1991), os arquivos são divididos em três fases ou três idades, assim distribuídas: corrente (1ª idade), intermediária (2ª idade) ou permanente (3ª idade). ATENÇÃO Os arquivos corrente, intermediário e permanente são também chamados de ativo, semiativo e inativo, por suas características. Tecnicamente, no entanto, os termos mais corretos são aqueles que caracterizam as idades. O termo arquivo morto não é bem aceito pela arquivologia e não pode ser considerado nas provas, embora muito adotado em algumas empresas. É preciso, a partir daqui,entender como esta teoria será implementada na instituição. Vamos começar então pela definição de critérios para definir quais documentos serão guardados e quais documentos poderão ser eliminados quando da seleção para descarte nos arquivos. 4.2. Valoração dos documentos Basicamente, quando da definição do que devemos guardar ou eliminar, o que vale é a importância que a informação contida nos documentos tem para a entidade acumuladora. A coisa é simples: se a informação tem importância, deve ser preservada. Se já não tem importância, deve ser descartada. Tecnicamente, chamamos esta “importância” de valor dos documentos. Em resumo, o documento deve ser guardado, se tiver valor, e enquanto mantiver este valor. Uma vez desprovido de valor, ele deve ser descartado. Simples, não? Remeta isso para os seus documentos do dia a dia e você verá que não é diferente no seu arquivo pessoal. Quando daquela faxina no seu arquivo, você identifica aquilo que tem valor (tem importância para você) e mantém guardado. O que deixou de ter valor (não tem mais importância) é separado para descarte. A lógica é a mesma nas empresas e, no nosso caso em particular, nos arquivos dos órgãos públicos. É preciso ter um controle para identificar o que tem valor e o que não tem mais valor, a fim de definir o que já pode ser descartado. Para isso, teremos que trabalhar com dois tipos de valor que os documentos arquivísticos podem ter: valor primário e valor secundário. 4.2.1 Valor primário Documentos com valor primário são aqueles que ainda estão sendo resolvidos (que são os documentos de primeira idade ou correntes) ou aqueles que já foram resolvidos, mas que ainda podem ser questionados administrativa ou juridicamente (que são os documentos de segunda idade ou intermediários). Também é chamado, na bibliografia, de valor administrativo, pela sua característica. Na prática, todo documento nasce com este valor e, depois de algum tempo, ele é perdido. Portanto, é um valor prescritível, que acaba com o tempo. Alguns demoram mais outros menos, mas todo documento prescreve, no que se refere ao valor primário ou administrativo. Vejamos alguns exemplos: as contas que você recebe, por exemplo, você as guarda até efetuar o pagamento (seria a primeira idade), guarda por um tempo, para o caso de algum questionamento a respeito do pagamento (seria a segunda idade), e depois de algum tempo (veremos como controlar isso mais adiante), você não poderá mais ser cobrado. Ocorreu aí a prescrição do valor primário deste documento. Imagino que você não tenha guardado em sua casa suas contas de 10, 15 ou 20 anos atrás, certo? E isto está correto, porque tais documentos já prescreveram administrativamente. Muitos questionam sobre determinados documentos que eles não conseguem perceber a prescrição. É provável que você esteja pensando em algum caso deste neste momento. Os exemplos mais comuns que escuto são: carteira de identidade, diploma e escritura de imóvel. Tais documentos têm sim um prazo de prescrição. Sua carteira de identidade e seu diploma prescreverão no momento em que você vier a falecer, pois ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 179 WWW.PORTALCICLO.COM.BR ninguém poderá utilizá-los a partir deste momento. Note que você os guardará por toda a vida, mas isso não significa guardá- los para sempre. Há uma eliminação esperando por eles no final. A questão da escritura do imóvel parece mais complexa, mas na verdade é até mais simples: enquanto você é dono do imóvel, ele é um documento corrente para você, pois está em uso. Quando você vende o imóvel, é gerada uma nova escritura, que será um documento corrente no arquivo do novo proprietário. No seu arquivo, sua escritura, agora não mais em uso, entrará no prazo de questionamento da transação imobiliária. Neste momento, este documento entrou na fase intermediária. Após um prazo de questionamento jurídico, este documento irá prescrever, sendo que, neste momento, você provavelmente eliminará este documento. Percebe que o ciclo aconteceu naturalmente? Pois é, nos órgãos públicos é assim também. Uma vez prescritos administrativamente (findo o valor primário), é preciso, no entanto, estar atento a uma segunda importância: é o chamado valor secundário ou histórico dos documentos. 4.2.2 Valor secundário O valor secundário (assim chamado porque é o segundo valor que o documento pode ter) é aquele em que o documento deve ser guardado pelo potencial histórico que apresenta para a instituição e para a sociedade em que está inserido. São documentos que, uma vez perdido o interesse administrativo, devem ser conservados para que os fatos nele narrados sejam preservados para a posteridade. Nem todo documento apresentará este valor, mas uma vez identificados como históricos, os documentos jamais prescreverão, ou seja, os documentos deverão ser guardados de forma permanente. É na terceira idade que estarão preservados estes documentos (não é à toa que a esta idade é chamada de permanente). Vejamos um exemplo, para fins de ilustração: o termo de posse do presidente da república. Ele é criado para que o presidente possa exercer suas funções no órgão. Enquanto ele estiver no cargo, é um documento arquivado administrativamente. Depois de sair do cargo, o documento ainda será guardado para garantir direitos trabalhistas (ainda o interesse administrativo, agora na segunda idade). Imagine agora o termo de posse de Juscelino Kubitschek ou de Getúlio Vargas. É claro que estes documentos devem ser preservados, não mais pelo interesse administrativo, que já tiveram um dia, mas pelo valor histórico que apresentam para ao país. Não há como imaginar tais documentos perdendo este valor. Todo documento nasce com valor primário ou administrativo, mas nem todo documento atingirá o valor secundário ou histórico. Por enquanto, o que interessa é que os documentos nascem com valor administrativo, são guardados na fase corrente até serem resolvidos, passam um tempo no arquivo intermediário aguardando o prazo de prescrição e possíveis questionamentos e, ao final, são eliminados, exceto os de documentos históricos, que são enviados para terceira idade a fim de serem preservados permanentemente. Os valores primário e secundário também são encontrados na bibliografia arquivística como valores imediato (primário) e mediato (secundário), no entanto, estes termos não são tão utilizados em provas que não sejam para o nível superior em arquivologia (o que não impede que, eventualmente, possam aparecer). Em alguns casos, o valor secundário também é encontrado como “histórico, probatório e informativo”, ou seja, aquele que prova e informa como fatos históricos aconteceram. 4.3 Arquivo de 1° idade ou corrente “Arquivo de primeira idade ou corrente é aquele constituído de documentos em curso ou consultados frequentemente, conservados nos escritórios ou nas repartições que os receberam e os produziram ou em dependências próximas de fácil acesso.” Marilena Leite Paes “Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas frequentes”. Lei nº 8.159/1991 – Art. 8º É comum encontrar nas provas questões que simplesmente copiam estes conceitos, mas é importante entender o que está por trás deles, primeiro porque isso facilita bastante a memorização, e segundo porque, em alguns casos, a banca é menos preguiçosa e cria questões mais elaboradas, e aí o candidato que apenas “decorou” os conceitos terá mais dificuldades para resolver o que foi apresentado. Vejamos: a fase ou idade corrente é aquela que apresenta as seguintes características: 1) É formada pelos documentos mais novos da instituição; 2) Seus documentos estão em curso ou em andamento, ou seja, estão sendo resolvidos; 3) Seus documentos têm uma frequência de uso elevada; 4) Por serem documentosmais novos e mais utilizados, devem estar localizados junto às áreas onde estão sendo resolvidos, ou seja, nos próprios setores, ou em locais próximos e de fácil acesso. O próprio nome “corrente” dá a ideia de uma coisa nova, atual. Em uma escola, por exemplo, os documentos do ano letivo atual é a documentação corrente, ou seja, das turmas que estão em andamento. Em um tribunal, os processos correntes seriam os que estão sendo julgados e que não foram concluídos. Em um hospital, os documentos correntes são aqueles dos pacientes que estão em tratamento. Em suma, documentos correntes são aqueles que estão em uso e que, por isso, são bastante utilizados e devem estar próximos do usuário. 4.4 Arquivo de 2° idade ou intermediário “Arquivo de segunda idade ou intermediário é aquele constituído de documentos que deixaram de ser frequentemente consultados, mas cujos órgãos que os receberam e os produziram podem ainda solicitá-los, para tratar de assuntos idênticos ou retomar um problema novamente focalizado. Não há necessidade de serem ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 180 WWW.PORTALCICLO.COM.BR conservados próximos aos escritórios. A permanência nesses arquivos é transitória. Por isso, são também chamados de ´lilmbo´ou ´purgatório´.” Marilena Leite Paes “Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente”. Lei nº 8.159/1991 – Art. 8º Depois de resolvidos, é normal que os documentos permaneçam um tempo guardados, a fim de que seja cumprido o período de questionamento administrativo, fiscal ou legal do assunto que foi resolvido. É aí que entra período de guarda intermediária. Entendemos então o arquivo intermediário como aquele que tem as seguintes características: 1) Guarda documentos menos utilizados e que já foram resolvidos. 2) Este arquivo, enquanto local para guarda dos documentos, é criado a partir da necessidade de liberar espaço nos setores de trabalho (que normalmente mal conseguem guardar no próprio ambiente a documentação corrente). 3) Não há a necessidade de estar próximo aos usuários, em virtude da baixa frequência de consulta aos documentos. Em geral, são instalados em locais afastados da instituição, em áreas de baixo custo, buscando assim um espaço mais barato para o grande volume de documentos acumulado nesta idade. 4) O documento permanece acessível à área que o encaminhou (que mantém a propriedade do documento, ou seja, só ela pode desarquivar o documento ou autorizar outra área a ter acesso). 5) Os documentos nesta idade aguardam a sua destinação final, ou seja, sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente, que vai depender da existência ou não do valor secundário (histórico) dos documentos. No arquivo intermediário, os documentos ainda possuem valor primário, como tinham na idade corrente. Para fins de diferenciação, alguns autores afirmam que, nos arquivos correntes, os documentos possuem alto valor primário (com maior chance de uso), e, nos arquivos intermediários, os documentos têm baixo valor primário (menor chance de uso). Portanto, dentro desta lógica, os documentos são encaminhados para o arquivo intermediário quando o valor primário diminui. 4.5 Arquivo de 3° idade ou permanente “Arquivo de terceira idade ou permanente é aquele constituído de documentos que perderam todo valor de natureza administrativa, que se conservam em razão de seu valor histórico ou documental e que constituem os meios de conhecer o passado e sua evolução. Esses são os arquivos propriamente ditos.” Marilena Leite Paes “Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos e valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados”. Lei nº 8.159/1991 – Art. 8º Pelo que vimos até agora, fica até fácil deduzir o que é o arquivo permanente. Podemos entendê-lo a partir das seguintes características: 1) Guarda documentos que, após perder o valor primário/administrativo, são conservados em virtude do valor secundário/histórico para a instituição; 2) Não admite a eliminação de seus documentos, uma vez que o valor histórico não prescreve; 3) Nesta fase, os documentos passam a estar abertos ao público em geral, em virtude de sua finalidade histórica. Seu público alvo são os pesquisadores. Portanto, o arquivo permanente, em função de sua característica, guarda documentos de valor histórico e deve ter como público alvo toda a sociedade (nas fases anteriores o acesso é restrito à área acumuladora ou outra área desde que autorizada por ela). Com relação aos documentos restritos (com sigilo), também estariam abertos ao público em geral no arquivo permanente? Simples, o grau de sigilo é um interesse administrativo e, portanto, documentos sigilosos não são encaminhados ao arquivo permanente até que percam completamente o sigilo (veremos isso quando estudarmos a Lei de acesso à informação). Ou seja, o arquivo permanente é formado por documentos que estão completamente acessíveis à sociedade em geral. A Lei nº 8.159/1991, em seu artigo 8º visto acima, afirma que os documentos permanentes são aqueles de valor histórico, probatório e informativo (que provam e informam como os fatos históricos ocorreram). Em resumo, o arquivo permanente deve organizar os documentos, de forma que melhor atenda ao pesquisador (atividade de arranjo), criar instrumentos de pesquisa, como guias e catálogos, para facilitar a identificação e a busca de documentos em seu acervo (descrição e publicação), conservar da melhor forma possível seu acervo, e tornar esta informação disponível ao usuário (referência). 4.6 Avaliação do documento Cada documento deve ser analisado, a fim de definir o tempo que deverá ser guardado e se terá ou não importância histórica. Esta análise é o que chamamos de avaliação dos documentos. Avaliação é, portanto, o trabalho de análise de cada tipo de documento produzido/ recebido pela instituição, a fim de definir seus prazos de guarda e sua destinação final, com base nos seus valores primário (administrativo) e secundário (histórico). O próprio nome “avaliação” já remete ao seu significado. Avaliação quer dizer estabelecer valor. Você pode ter seu carro ou seu imóvel avaliado, ou seja, alguém terá de analisá-lo para atribuir seu valor. Este trabalho deve ser feito por especialista no assunto, para que a avaliação esteja em conformidade com a realidade. Nos arquivos, não é diferente. Uma vez que os documentos são guardados em função de seu valor, deve ser realizada uma avaliação que determine o tempo que cada um terá valor administrativo e quais terão valor histórico ao final de seu ciclo de vida. Mas, e então, quem realizará esta avaliação? Como a instituição, independentemente de sua área de atuação, acumula documentos de diversas áreas diferentes (financeira, jurídica, médica...) não há como indicar um profissional que conheça todas as áreas e suas particularidades, o que exige a necessidade de se formar uma comissão multidisciplinar (formada por profissionais de todas as áreas ligadas à produção documental na instituição) que fará esta análise. Esta comissão é chamada de Comissão Permanente de Análise ou Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, mais conhecidas como CPAD´s. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 181 WWW.PORTALCICLO.COM.BR “A eliminação não pode ser feita indiscriminadamente, nem deve basear-se simplesmente em datas ou períodos rígidos, ao fim dos quais possa destruir tudo. Há que se proceder criteriosamente, estabelecendo prazos sim, mas baseados nos valores atribuídos aos diversos documentos, de acordo com o seu conteúdo, com as informações nele contidas e jamais em razão da espécie documental ou apresentação física. Assim, os estudospara determinação da caducidade dos documentos devem ser feitos por comissão idônea, usualmente denominada Comissão de Análise de Documentos.” Marilena Leite Paes Os órgãos públicos brasileiros seguem orientações emanadas pelo Conarq (Conselho Nacional de Arquivos), como veremos em módulo específico. Uma das resoluções do Conarq se refere ao trabalho de avaliação: “Art. 1º A eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e entidades integrantes do SINAR ocorrerá depois de concluído o processo de avaliação e seleção conduzido pelas respectivas Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos - CPAD e será efetivada quando cumpridos os procedimentos estabelecidos nesta Resolução”. Parágrafo único. Os órgãos e entidades só poderão eliminar documentos caso possuam Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos constituídas e com autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. Resolução 30 do Conarq, de 09/12/2014 Marilena Leite Paes destaca alguns critérios que devem ser observados pelas comissões de avaliação, a fim de determinar o prazo de guarda e a destinação final dos documentos: “Devem ser conservados documentos que provem como a instituição foi organizada e como funciona (origem, programas de trabalho, diretrizes, relatórios de atividades, normas, documentos fiscais etc.). Devem ser conservados documentos que possam responder a questões técnicas relativas às operações da organização (pesquisas, projetos, material didático ou publicações produzidas etc.). Em geral, devem ser eliminados: - documentos cujos textos estiverem reproduzidos em outros ou que tenham sido impressos em sua totalidade; - cópias cujos originais sejam conservados; - documentos cujos elementos essenciais se achem reproduzidos em outros; - documentos de pura formalidade, como convites, cartas de agradecimento e outros; - documentos que se tornarem obsoletos e não mais representarem interesse para a administração”. Marilena Leite Paes Arquivo: Teoria e Prática. Ed. FGV Uma vez realizado o trabalho de avaliação, onde todos os documentos são avaliados, estará criada a tabela de temporalidade da instituição. 4.7 Tabela de temporalidade “Tabela de temporalidade é o instrumento de destinação que determina os prazos em que os documentos devem ser mantidos nos arquivos correntes e/ou intermediários, ou recolhidos aos arquivos permanentes, estabelecendo critérios para microfilmagem e eliminação”. Marilena Leite Paes A tabela de temporalidade é, portanto, o instrumento que vai relacionar todos os tipos de documento da instituição, estabelecendo, para cada um, seus prazos de guarda nas idades corrente e intermediária e sua destinação final (eliminação ou guarda permanente). Poderá também estabelecer se o documento será ou não microfilmado (veremos este assunto em momento oportuno, não se preocupe com isso agora). Segue a estrutura da tabela de temporalidade para fins de entendimento: OBS: Não é necessário memorizar os prazos, pois cada comissão determina um prazo diferente, conforme consideram necessário. OBS2: Os prazos estão relacionados não somente a documentos de papel, mas também digitais, etc.. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 182 WWW.PORTALCICLO.COM.BR O Conarq publicou, em uma de suas resoluções, uma tabela com a relação de documentos da área-meio (atividades administrativas, comuns às instituições, como recursos humanos, financeiro, almoxarifado...), que deve ser seguida pelos órgãos do Poder Executivo Federal (veremos melhor isso na parte de legislação arquivística), que assim não tem o trabalho de avaliar estes documentos, se preocupando apenas com os documentos da área-fim da instituição (que variam de órgão para órgão). 4.8 Vantagens da avaliação O que ganha uma instituição ao desenvolver sua tabela de temporalidade e passar a eliminar documentos prescritos e separar o que se torna histórico? Vantagens: 1) Ganho de espaço físico nos arquivos; 2) Maior facilidade na organização dos documentos nos arquivos uma vez que o volume de documentos a organizar diminui; 3) Maior agilidade na localização das informações, que agora são mais facilmente organizadas; 4) Economia de recursos na guarda dos documentos (pessoas, espaço, pastas, estantes, caixas...); 5) Preservação da história da instituição e da sociedade, a partir da identificação dos documentos permanentes. Que tal aplicar estes conceitos em seu arquivo pessoal? Pode parecer brincadeira, mas o maior problema em nossos arquivos é justamente a falta de critérios para a eliminação, o que faz com que eliminemos documentos que ainda não deveriam ser eliminados e, principalmente, guardemos documentos desnecessariamente simplesmente porque não sabemos que tais documentos já prescreveram e não são mais úteis, o que faz com que nosso arquivo esteja sempre “abarrotado” de documentos inúteis, dificultando a organização e dificultando a busca no dia a dia. 4.9 Cumprimento do ciclo vital dos documentos Agora que você entendeu a lógica do ciclo vital dos documentos, precisamos analisar como cada documento vai cumprir o seu prazo de permanência dos arquivos. Podemos afirmar que o ciclo vital é composto por três idades, mas NEM TODO DOCUMENTO passa pelas três idades, como você deve ter percebido. Na verdade, apenas a idade corrente é obrigatória, afinal, corresponde ao período em que o documento é criado e está sendo resolvido. O normal é que, após sua conclusão, o documento seja encaminhado ao arquivo intermediário, para ser guardado por um período de garantia administrativa e jurídica, só que, em alguns casos, isto pode não ocorrer. O fato é que alguns documentos podem ter seu destino final a partir da fase corrente. Por exemplo, alguns documentos, após serem resolvidos, o próprio setor pode eliminar. É o exemplo da escala de férias que vimos na tabela apresentada. Observe que, após 7 anos na fase corrente, este documento já pode ser eliminado sem passar pelo arquivo intermediário. Em alguns casos, o documento poderá ser encaminhado, a partir do arquivo corrente, direto para o arquivo permanente (é o caso das normas internas apresentadas nesta tabela). Ou seja, o documento não é obrigado, em algumas situações, a passar pela fase intermediária. Tudo isto estará prevista na tabela de temporalidade, definida pela Comissão de Avaliação de Documentos. É importante estar atento para alguns termos técnicos que utilizaremos neste cumprimento do ciclo vital. São eles: transferência e recolhimento. Transferência de documentos Denomina-se transferência a entrada de documentos no arquivo intermediário (naturalmente o ponto de partida destes documentos é o arquivo corrente). Ao encaminhar documentos para o arquivo intermediário, devemos preparar uma listagem desta documentação, que receberá o nome de “Termo de transferência”. Portanto, um documento transferido é aquele que foi encaminhado ao arquivo intermediário. Recolhimento de documentos Recolhimento é, por sua vez, a entrada de documentos no arquivo permanente (desta vez, os documentos podem estar vindo tanto dos arquivos correntes como do arquivo intermediário). Um documento recolhido é, portanto, um documento que já está no arquivo permanente e, portanto, possui valor histórico. A listagem contendo a relação do que irá para o arquivo permanente é, portanto, o “Termo de Recolhimento”. QUESTÕES PARA TREINAR Ciclo vital dos documentos – teoria das 3 idades. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 183 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 1. (Cespe/SEE-DF/2017) De Acordo com a teoria das três idades, arquivos podem ser correntes, intermediários ou permanentes. 2. (Cespe/PCDF/2013) De acordo com a legislação arquivística brasileira, o conceito das três idades documentais é um meio de dar sentido à massadocumental acumulada pelas organizações. 3. (Cespe/Ancine/2012) Uma maneira encontrada para resolver vários problemas dos arquivos é dividi-los em arquivos correntes, intermediários e permanentes. 4. (Cespe/EBC/2011) À semelhança do que ocorre com todo sistema de arquivos, o sistema de arquivos da EBC é constituído por três fases: corrente, intermediária e permanente. 5. (Cespe/STM/2011) A teoria das três idades refere-se à sistematização do ciclo de vida dos documentos arquivísticos. 6. (Cespe/TRE-GO/2009) - A teoria das três idades é aquela que afirma que os documentos passam por diferentes fases, determinadas, por um lado, pela frequência de uso dos documentos pela entidade produtora ou acumuladora e, por outro lado, pela identificação dos valores primário e secundário presentes ou não nos documentos. 7. (Cespe/Secad-TO/2008)Os arquivos podem ser divididos em: correntes, semipermanentes e permanentes. 8. (Cespe/Censipam/2006) Ciclo vital dos documentos é nome de uma teoria segundo a qual os documentos produzidos e(ou) recebidos no curso das atividades de uma entidade passam por fases sucessivas, devendo ser reunidos em arquivos correntes ou permanentes de acordo com a frequência de uso, a proveniência e o grau de sigilo dos documentos. 9. (Cespe/IPAJM/2006) Com relação à idade, os arquivos são chamados arquivo corrente, arquivo temporário e arquivo permanente. 10. (Cespe/TCE-AC/2006) As fases do ciclo de vida de um arquivo são duas: corrente e permanente. 11. (Cespe/PRG-DF/2005) Os estágios de vida dos documentos arquivísticos cumprem um ciclo de 3 fases. 12. (Cespe/TRE-PA/2005) O ciclo documental é constituído por somente duas fases básicas: os arquivos correntes e os arquivos intermediários. 13. (Cespe/TRE-TO/2005) Atualmente, com a evolução da arquivística, o ciclo vital dos documentos passa por 4 fases: arquivos setoriais, correntes, inativos e permanentes. 14. (Cespe/MME-CPRM/2004) A terminologia fase mediana é inexistente em arquivística. 15. (Cespe/CNPq/2003) A divisão do arquivo nas fases corrente, intermediária e permanente está vinculada à teoria das três idades. 16. (Cespe/MMA/2003) Os arquivos podem ser divididos em três idades: corrente; intermediária e permanente. 17. (Cespe/TRT 6ª Região/2002) As fases que compõem o ciclo documental, também denominadas idades, incluem a fase média ou mediana. 18. (Cespe/TRT 6ª Região/2002) As fases que compõem o ciclo documental, também denominadas idades, incluem a fase corrente. 19. (Cespe/TRT 6ª Região/2002) As fases que compõem o ciclo documental, também denominadas idades, incluem a fase intermediária. 20. (Cespe/TRT 6ª Região/2002) As fases que compõem o ciclo documental, também denominadas idades, incluem a fase permanente. 21. (Cespe/FEDF/1996) O ciclo vital dos documentos compreende a) arquivos correntes e permanentes. b) arquivos públicos e arquivos privados. c) arquivos correntes, intermediários e permanentes. d) arquivo corrente e arquivo morto. e) arquivo administrativo e arquivo passivo. 22. (Cespe/SEE-DF/2017) Todo documento que tenha esgotado seu valor primário pode ser eliminado. 23. (Cespe/FUB/2016) Um documento de arquivo com valor primário pertence ao arquivo corrente ou arquivo intermediário. 24. (Cespe/Antaq/2014) Os prazos de guarda nos arquivos corrente e intermediário contidos na tabela de temporalidade resultam da identificação do valor primário nos documentos de arquivo. 25. (Cespe/DPF/2014) Por meio do valor primário dos documentos, é possível identificar os prazos de guarda nos arquivos corrente e intermediário. 26. (Cespe/TCDF/2014) O objetivo principal do processo de avaliação de documentos de arquivo é a preservação dos documentos que possuem valor para a sociedade. 27. (Cespe/Fub/2013) A identificação do valor primário dos documentos de arquivo fornece as informações necessárias para a determinação dos prazos de guarda nos arquivos corrente e intermediário. 28. (Cespe/Serpro/2013) O gênero do documento é uma informação relevante para a determinação dos prazos de guarda de documentos no arquivo. 29. (Cespe/Anac/2012) Os arquivos correntes armazenam documentos de valor secundário. 30. (Cespe/Anatel/2012) A fase corrente é definida de acordo com os valores históricos dos documentos. 31. (Cespe/DPRF/2012) A teoria das três idades documentais define as fases arquivísticas de acordo com o tipo de suporte documental. 32. (Cespe/DPRF/2012) O que justifica a criação de arquivos de documentos não é a sua historicidade, mas, sim, a sua finalidade funcional. 33. (Cespe/TJRR/2012) São considerados de valor permanente os documentos de valor administrativo e legal. 34. (Cespe/ECT/2011) A identificação do valor primário nos documentos implica a necessidade de mantê-los permanentemente. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 184 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 35. (Cespe/EBC/2011) Os documentos de arquivo são imprescritíveis, ou seja, não podem ser eliminados. 36. (Cespe/EBC/2011) Para serem considerados permanentes, os documentos devem manter o valor primário. 37. (Cespe/EBC/2011) A diminuição do valor primário de um documento em determinado setor de trabalho da organização indica que esse documento pode ser transferido ao arquivo intermediário. 38. (Cespe/MPU/2010) A ênfase ao valor primário é característica marcante dos documentos de um arquivo corrente, condição não verificada nas outras idades documentais. 39. (Cespe/TRE-BA/2010) Os documentos que não apresentam mais valor primário, mesmo que tenham valor secundário, podem ser eliminados, pois não são mais necessários como prova de uma atividade desenvolvida pela organização. 40. (Cespe/Anac/2009) O arquivo intermediário, assim como o arquivo corrente, é constituído de documentos de valor primário. 41. (Cespe/Anac/2009) A teoria das três idades considera o valor secundário dos documentos como principal elemento para a definição das idades documentais. 42. (Cespe/SEE-DF/2017) Nos processos de depuração de massa documental arquivística, o conceito de triagem se confunde com o de avaliação. 43. (Cespe/SEE-DF/2017) A tabela de temporalidade é um instrumento resultante do processo de avaliação. 44. (Cespe/SEE-DF/2017) O inventário, instrumento que descreve a documentação a ser descartada, auxilia a realização do processo de avaliação para reduzir a massa documental produzida, é utilizado para preservar apenas a documentação essencial e indispensável para a entidade produtora. 45. (Cespe/SEE-DF/2017) Na avaliação documental, os documentos fisicamente deteriorados devem ter redução do prazo de arquivamento. 46. (Cespe/Anvisa/2016) A aplicação da tabela de temporalidade resulta na definição do destino final dos documentos de arquivo, que pode ser a guarda corrente ou intermediária. 01. C 02. C 03. C 04. C 05. C 06. C 07. E 08. E 09. E 10. E 11. C 12. E 13. E 14. E 15. C 16. C 17. E 18. C 19. C 20. C 21. A 22. C 23. C 24. C 25. C 26. C 27. C 28. E 29. E 30. E 31. E 32. C 33. E 34. E 35. E 36. E 37. C 38. E 39. E 40. C 41. E 42. C 43. C 44. E 45. E 46. E ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 185 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 5. PRINCÍPIOS ARQUIVÍSTICOS ORGANICIDADE ➢ Princípio segundo o qual os documentos de arquivo são acumulados naturalmente ao longo das atividades da pessoa (física ou jurídica), mantendo relação de dependência com a entidade acumuladora e com os demais documentos do conjunto. DOCUMENTOS: ARQUIVO: Documentos orgânicos; BIBLIOTECA: Documento não orgânicos. Observação: Entende-se por coleção o conjunto dedocumentos acumulados aleatoriamente /artificialmente, onde os documentos não mantêm relação uns com os outros e com a entidade acumuladora. PROVENIÊNCIA OU RESPEITO AOS FUNDOS➢ Arquivos de entidades distintas, quando reunidos em um mesmo local, não devem se misturar uns aos outros. FUNDO DE ARQUIVO Conjunto de documentos de uma mesma entidade em um arquivo permanente. FUNDO ABERTO Fundo vinculado a entidades ativas (em funcionamento), sujeito a novos acréscimos de documento. FUNDO FECHADO Fundo vinculado a entidades extintas, não sujeito a novos acréscimos de documentos. INDIVISIBILIDADE OU INTEGRIDADE ➢ O arquivo não deve sofrer mutilação, adição ou eliminação indevida, que possa comprometer a sua integridade. “Os fundos de arquivo devem ser preservados sem dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou adição indevida”. RESPEITO À ORDEM ORIGINAL ➢ Quando transferidos para outro local, o arquivo deve manter o arranjo (ordenação dada aos documentos) dado pela entidade acumuladora. “Princípio segundo o qual o arquivo deveria conservar o arranjo dado pela entidade coletiva, pessoa ou família que o produziu.” TERRITORIALIDADE ➢ Um arquivo permanente pertence ao patrimônio histórico nacional e, como tal, deve ser mantido no país ou nação em que foi acumulado. UNICIDADE ➢ “Os documentos de arquivos devem conservar o seu caráter único, em função do seu contexto de produção, independente de sua forma, gênero, tipo ou suporte”. Dicionário de Terminologia Arquivista. Arquivo Nacional Neste princípio, o que se afirma é que os documentos de arquivo são únicos, no sentido de que nunca se cria um documento exatamente igual a outro já produzido anteriormente. Não estamos falando em vias ou cópias, que, naturalmente, podem ser criadas. A questão aqui é relacionada a cada documento novo que surge na vida da pessoa ou da instituição. Analise o seu arquivo, pessoal, por exemplo. Cada documento incorporado a ele no seu cotidiano, seja nota fiscal, diploma, certidão, escritura, fatura, boleto ou qualquer outro documento é sempre um documento inédito. Portanto, todo documento de arquivo é único no que se refere ao contexto em que foi criado. Esta característica está vinculada ao princípio da unicidade.apresentadas. É comum o examinador apenas copiar frases soltas da bibliografia, e estas duas frases acima já apareceram em provas algumas vezes, como nas questões a seguir. (Cespe/Fundac-PB/2008) Um arquivo tem como função principal tornar disponível as informações contidas no acervo documental. (Cespe/Secad-TO/2008) A principal finalidade dos arquivos é servir à administração, constituindo-se, com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da história. Veja que a função básica do arquivo, enquanto setor responsável pela custódia dos documentos na instituição, é guardar a documentação acumulada pela empresa, organizando esta informação da melhor forma possível, a fim de disponibilizar a informação contida nos documentos de maneira rápida e eficiente, quando necessário. Com isto, o arquivo auxilia o administrador na tomada de decisões, o funcionário na busca de soluções para as atividades do dia a dia e o cliente que questiona seus direitos na empresa. Quando se afirma que a principal finalidade do arquivo é servir à administração, o que está sendo afirmado é que o arquivo, enquanto área destinada a guardar e organizar os documentos, é criado pela instituição para dar suporte às suas atividades cotidianas, fornecendo as informações necessárias de forma rápida e segura. Na verdade, quando uma empresa monta a sua área de arquivo, normalmente ela não espera mais do que isso. O fato é que, com o passar do tempo, os documentos de arquivo passam a testemunhar os fatos ocorridos durante o período em que foram criados e acumulados, e sua manutenção passa a servir de base para a preservação da história não apenas da instituição a que estão vinculados, como também da sociedade a que pertencem. ATENÇÃO ALUNO! Guarde bem estas duas situações: o arquivo serve à administração (em um primeiro momento) e à história (em um segundo momento), pois além de ser uma questão bastante cobrada, servirá de base para entender o ciclo de vida dos documentos, assunto que veremos mais adiante. DICA! Em algumas situações, o examinador inverte as finalidades, dizendo que em um primeiro momento o arquivo serve à história ou que, em um segundo momento o arquivo serve às atividades administrativas, o que o torna o item incorreto. Esta parte inicial é relativamente simples e você pode achar que não há como aparecer na prova questões tão elementares. O fato é que quando este tipo de afirmação aparece no meio das questões, muitos acreditam que se tratam de pegadinhas e acabam por deixar em branco (no caso de provas onde uma errada anula uma certa). Não tenha medo deste tipo de questão. Pode considerar o item como correto e comemorar. 1.3.1 Classificação dos arquivos – Entidades mantenedoras Entidade mantenedora ✓ PÚBLICOS Mantidos por instituições públicas ou por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos; ✓ PRIVADOS Mantidos por entidades privadas ou por pessoas físicas, no exercício de suas atividades. Segue lei na íntegra: Suporte de informação Dados de informações DOCUMENTO ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 165 WWW.PORTALCICLO.COM.BR CAPÍTULO II DOS ARQUIVOS PÚBLICOS Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. § 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades. § 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes. § 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas freqüentes. § 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. § 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. CAPÍTULO III DOS ARQUIVOS PRIVADOS Art. 11 - Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. Art. 13 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o exterior. Parágrafo único - Na alienação desses arquivos o Poder Público exercerá preferência na aquisição. Art. 14 - O acesso aos documentos de arquivos privados identificados como de interesse público e social poderá ser franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor. Art. 15 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser depositados a título revogável, ou doados a instituições arquivísticas públicas. Art. 16 - Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social. Obs: Esta definição é apresentada por Marilena Leite Paes(referência pela sua obra através da FGV) por meio do seguinte esquema: - Arquivos públicos (que podem ser federais, estaduais e municipais); - Arquivos institucionais (que podem ser de instituições educacionais, igrejas, corporações não lucrativas, sociedades e associações); - Arquivos comerciais (que podem ser de firmas, corporações e companhias); - Arquivos familiais ou pessoais (sim, o termo utilizado na fonte foi familiais, e não familiares, como talvez ficasse mais agradável aos ouvidos). De qualquer forma, tanto um quanto o outro estarão corretos se aparecerem em sua prova. Mas, a importância do que se encontra na lei é mais presente em questões, por isso, guarde a ideia dos arquivos públicos e privados. 1.3.2 Classificação dos arquivos – Natureza dos documentos ✓ ESPECIAL Mantém sob guarda documentos de formas físicas diversas e que exigem tratamento diferenciado no que se refere a sua guarda e conservação. “Chama-se de arquivo especial aquele que tem sob sua guarda documentos de formas físicas diversas – fotografias, discos, fitas, clichês, microformas, slides, disquetes, CD-ROM – e que, por esta razão, merecem tratamento especial não apenas no que se refere ao seu armazenamento, como também ao registro, acondicionamento, controle, conservação etc.” Marilena Leite Paes O material mais comum nos arquivos ainda é o papel, e quando montamos um ambiente para guardar documentos, o mobiliário, pastas e instalações são quase sempre montados em função deste material. O problema é que muitos documentos fogem do padrão tradicional (texto em papel) e são produzidos em suportes diferenciados, como mídias digitais e fitas de vídeo, por exemplo. Tais materiais exigem cuidados diferenciadosem sua conservação, por isso são chamados de material especial. O local criado para esta guarda é, portanto, chamado de arquivo especial. ✓ ESPECIALIZADOS Mantém sob guarda documentos de determinada área do conhecimento. “Arquivo especializado é o que tem sob sua custódia os documentos resultantes da experiência humana num campo específico, independentemente da forma física que apresentem, como, por exemplo, os arquivos médicos ou hospitalares, os arquivos de imprensa, os arquivos de engenharia e assim por diante. Esses arquivos são também chamados, impropriamente, de arquivos técnicos”. Marilena Leite Paes Traduzindo então, são arquivos que reúnem documentos de uma determinada área do conhecimento. É como se comparássemos com uma biblioteca. Se você for a uma biblioteca jurídica, encontrará apenas obras relacionadas a esta área, ou seja, é uma biblioteca especializada na área jurídica. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 166 WWW.PORTALCICLO.COM.BR Portanto, aqui temos o conceito de arquivo especializado seguinte a mesma linha de raciocínio. Um local que guarda documentos em mídias digitais é um arquivo especial. Um local que guarda documentos sobre arquitetura é um arquivo especializado. OBS: Não pense no documento, aqui seria o arquivo = local. 1.3.3 Classificação dos arquivos – Extensão de atuação ✓ SETORIAIS Instalados junto aos órgãos operacionais (setores), cumprindo funções de arquivos correntes. ✓ CENTRAL OU GERAL Acumulam em um único local documentos correntes provenientes das diversas áreas da instituição, centralizando os documentos corrente. 1.3.3 Classificação dos arquivos – Idade dos documentos (Estágios de evolução do doc) ✓ CORRENTES (Administrativo - Primário) Arquivo de primeira idade ou correntes (aqui são armazenados os documentos mais novos e mais utilizados na instituição); ✓ INTERMEDIÁRIOS (Administrativo - Primário) Arquivos de segunda idade ou intermediários; (aqui são armazenados os documentos que já foram resolvidos e aguardam um prazo de prescrição administrativa/jurídica); ✓ PERMANENTES (Histórico - Secundário) Arquivo de terceira idade ou permanente (aqui são conservados os documentos que já prescreveram administrativamente e se conservam em razão de seu valor histórico para a sociedade). 1.4. Diferenças básicas entre arquivo e biblioteca e museu Pelas definições e pelo nosso próprio conhecimento de vida, já salta aos olhos, que a finalidade de bibliotecas e museus é primordialmente cultural, técnica, didática ou científica, enquanto a dos arquivos é essencialmente funcional e administrativa, por mais que também possa haver valor cultural nos arquivos. Quando se fala nisso, você deve pensar no caráter orgânico dos arquivos, ou seja, ele é produzido por um órgão ou organismo durante sua existência, conforme vão ocorrendo suas atividades. Veja, isso quer dizer que há uma relação “umbilical” entre os arquivos e a instituição (Órgãos, organismos) que os criou! Essa é uma grande diferença entre o Arquivo e um museu que vai expor as obras de Salvador Dali (que não foram produzidas pelo Museu) ou em relação a uma biblioteca que disponibiliza os livros de um autor (não há relação orgânica entre a biblioteca e o autor. Como vimos até agora, arquivo pode ser entendido como o setor da empresa responsável pela guarda dos documentos. Ocorre que há nas instituições outra área que lida com a guarda de informações, e que se confunde com o arquivo, que é a biblioteca. Apesar de muito próximos, Arquivologia e Biblioteconomia são áreas distintas, daí a existência de cursos superiores próprios para cada um. Como arquivista e bibliotecário, poderia ficar por horas detalhando as diferenças entre as duas áreas, mas o que interessa aqui é saber como estas diferenças básicas são cobradas na sua prova, então vamos lá. Schellenberg, um arquivista americano muito conhecido na área de Arquivologia, destaca em uma de suas obras que há algumas diferenças básicas entre arquivo e biblioteca, e são justamente estas diferenças que as bancas costumam buscar para elaborar as questões acerca deste assunto. São elas: 1. Enquanto o arquivo conserva documentos para fins funcionais, as bibliotecas conservam documentos para fins culturais; 2. Enquanto no arquivo os documentos são acumulados organicamente (refletem as atividades da entidade acumuladora), na biblioteca, os documentos são colecionados e adquiridos por meio de compra, doação ou permuta; 3. Enquanto no arquivo os documentos existem em um único exemplar ou limitado número de cópia, na biblioteca os documentos existem em numerosos exemplares; 4. Enquanto nas bibliotecas existe uma classificação padronizada (toda biblioteca é organizada segundo parâmetros internacionais e rigorosamente padronizados), cada arquivo tem sua lógica própria, de acordo com a instituição a que está vinculado. DICA! É muito comum o examinador montar a questão sem deixar claro que está comparando arquivo com biblioteca. A questão apresenta apenas uma característica ligada à biblioteca, dizendo que é uma característica do arquivo. Fique atento para não cair neste tipo de questão. Vamos analisar as diferenças para ficar mais claro? Analisemos então o primeiro item: quando se afirma que os documentos de arquivo são conservados para fins funcionais, o que estamos dizendo é que tais documentos são criados para provar as atividades da instituição e atender às suas necessidades no dia a dia enquanto repositório de informações relativas ao seu funcionamento. As bibliotecas, por sua vez, têm como foco a guarda de material de estudo e pesquisa. O segundo item é provavelmente o mais confuso, para aqueles que não são da área. Não se preocupe, até para aqueles que cursam Arquivologia ou Biblioteconomia leva um tempo para entender o que é informação orgânica ou não orgânica e isso gera discussões acaloradas entre as duas áreas a fim de definir o que compete a cada uma dentro das instituições. Vamos lá então. Informações orgânicas, que caracterizam os documentos de arquivo, são aquelas que nascem vinculadas à entidade que as produziu/recebeu, refletindo suas atividades e que não podem ser separadas da entidade. Ficou difícil de entender? Não é tão complicado assim. Pense, por exemplo, na sua carteira de identidade, sua certidão de nascimento ou seu diploma de graduação. Tais documentos foram criados em função de sua existência e estão ligados diretamente a você. Eles nunca farão parte do arquivo de outra pessoa, ou seja, estão organicamente ligados a você, ou seja, fazem parte do seu arquivo. Na prática, todo documento de arquivo tem esta característica. Em minha experiência em sala de aula, percebi que, normalmente, o aluno tende a questionar, buscando documentos de arquivo que, teoricamente poderiam “mudar” de dono ao longo de sua existência e logo aparecem alguns exemplos clássicos, como escritura de imóvel ou licenciamento de veículo. Observe: não é a escritura que muda de dono, e sim o imóvel. Quando há a transferência de propriedade, é gerada uma nova escritura, que substituirá a anterior. Ou seja, D EF IN IÇ Ã O ARQUIVO - Acumulação ordenada de documentos criados por uma instituição ou pessoas, preservados para a consecução de seus objetivos. BIBLIOTECA - é o conjunto de material, em sua maioria impresso, disposto ordenadamente para estudo, pesquisa e consulta. MUSEU - Instituição de interesse público, criada com a finalidade de conservar, estudar e colocar à disposição do público conjuntos de peças e objeto de valor cultural. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 167 WWW.PORTALCICLO.COM.BR a escritura nasce e morre vinculada à mesma pessoa, como ocorre com todos os documentos do arquivo, o que garante a sua organicidade. Documentos ligados à biblioteca, por sua vez, são colecionados, ou seja, não têm característicaorgânica. São documentos que a entidade, pessoa física ou jurídica, acumula sem estarem vinculados a ela diretamente. Sua coleção de CD´s, livros, revistas, mapas, músicas, por exemplo, fazem parte da sua biblioteca, e não do seu arquivo. Viu como não é tão complicado? Na prática, se você se desfizer de um documento e puder doá-lo para outra pessoa, você está falando de um documento de biblioteca, e não de um documento de arquivo. Faça o teste quando você estiver fazendo uma faxina em sua documentação. Nenhum documento de arquivo poderá ser doado a outra pessoa, o que não acontece com os documentos de biblioteca, que você normalmente separa para doação. Perceba que, nas instituições, também há documentos adquiridos para estudo e pesquisa, como livros, manuais e DVDs musicais. Esta documentação formará a biblioteca da instituição, mesmo que não haja um espaço formalmente criado com este nome para guardá-los. DICA! Quando a questão fala em COLEÇÃO, está se referindo à biblioteca, e quando fala em ACUMULAÇÃO ORGÂNICA, está se referindo a arquivo. Muito cuidado! É comum o examinador alterar os conceitos para tornar o item incorreto. (Cespe/MDIC/2014) Diferentemente da biblioteca, o arquivo não é uma coleção de documentos, mas uma acumulação natural de documentos. (Cespe/TJ-RR/2012) O arquivo caracteriza-se por ser um conjunto orgânico, resultado das atividades de uma pessoa física ou jurídica, e não uma coleção de documentos de diversas fontes. (Cespe/Antaq/2009) Os documentos de arquivo não são objeto de coleção, mas produtos e subprodutos das funções e das atividades de uma organização pública ou privada e das atividades de uma pessoa física. O terceiro item se refere ao fato de que, enquanto nos arquivos os documentos existem em um único exemplar ou limitado número de cópias, nas bibliotecas cada documento (livro, por exemplo), é produzido em inúmeros exemplares. Note, enquanto um livro, uma revista ou um DVD musical é produzido em milhares/milhões de exemplares, um ofício, memorando, relatório ou processo é único (no máximo teremos vias adicionais bastante limitadas), o que implicará em metodologias bastante distintas na guarda e conservação dos documentos em arquivos e bibliotecas (não se pode esperar que um arquivo, ao perder um documento, “compre” outro igual ao que foi extraviado). O último item se refere à forma de classificação ou organização da documentação. Enquanto a biblioteconomia criou um padrão internacional adotado em todas as bibliotecas, onde os livros são organizados por códigos padronizados (você já deve ter percebido isso ao utilizar os serviços de biblioteca), cada arquivo será organizado de acordo com as particularidades da instituição a que está vinculado. Este assunto será melhor abordado no tópico referente à ordenação dos documentos, quando entraremos nos detalhes referentes às técnicas utilizadas na organização da documentação. Enfim, o que posso sugerir mais uma vez é muito cuidado nas questões em que a banca atribui características ao arquivo, pois pode estar citando características das bibliotecas para tornar o item incorreto. 1.5. Centro de documentação O Centro de Documentação nada mais é do que a instituição ou serviço responsável pela centralização de documentos e disseminação de informações. Ele inclui documentos de arquivo, biblioteca e museu. Aproveito para ressaltar algo: Biblioteconomia é diferente de Arquivologia. A primeira trata de documentos individuais e a Arquivística, de conjuntos de documentos. Também é bom gravar que nas bibliotecas ficam os documentos colecionados em numerosos exemplares enquanto que nos arquivos os documentos são produzidos ou recebidos num único exemplar ou em limitado número de cópias. ATENÇÃO! Tome muito cuidado com questões que vão tentar associar a definição de arquivos com palavras como “coleção” ou “colecionados”. Os arquivos advêm da produção e acumulação e não como parte de uma coleção. Chegou a hora de treinar para fixar tudo aquilo que abordamos neste capítulo. As questões estão organizadas por assunto abordado. Dentro do assunto, estão ordenadas cronologicamente, da mais recente para a mais antiga e dentro do ano, organizadas por banca. Mãos à obra. QUESTÕES PARA TREINAR CONCEITO DE ARQUIVOS E DOCUMENTOS 1. (Cespe/SEE-DF/2017) A capacidade de provar fatos ocorridos é uma das utilidades dos documentos de arquivo. 2. (Cespe/Anvisa/2016) Em uma agência reguladora, como a ANVISA, por exemplo, os documentos que compõem o arquivo do setor de trabalho são aqueles produzidos e(ou) recebidos no desenvolvimento das atividades administrativas da agência. 3. (Cespe/FUB/2016) Uma justificativa para se conservarem os documentos na unidade de trabalho ou na instituição é o poder de prova que eles podem apresentar. 4. (Cespe/DPF/2014) A função de prova do documento de arquivo evidencia-se não só pelo fato de o documento poder ser levado a juízo para comprovar determinada informação, mas, também, pela capacidade desse material de testemunhar as atividades que lhe deram origem. 5. (Cespe/DPF/2014) Ao desenvolver atividades regimentais, a organização produz documentos que servem para registrar, provar e testemunhar essas atividades, o que constitui, de forma natural, um arquivo. 6. (Cespe/FUB/2014) Os documentos de arquivo servem de prova ou evidência das transações, rotinas e tarefas realizadas pela organização. 7. (Cespe/MTE/2014) O arquivo de um órgão, como o do MTE, é o agrupamento de todos os documentos que tenham sido produzidos e(ou) recebidos por essa pessoa jurídica, independentemente do suporte físico, gênero documental e da natureza desses documentos, no desenvolvimento da missão institucional desse órgão. 8. (Cespe/CNJ/2013) O arquivo do CNJ refere-se à acumulação ordenada dos documentos que surgem como resultado da realização da missão ou dos objetivos dessa instituição. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 168 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 9. (Cespe/DPF/2013) O arquivo do Departamento de Polícia Federal é constituído de todos os documentos produzidos e/ou recebidos, no cumprimento da missão institucional. 10. (Cespe/MCTI/2012) O documento de arquivo é aquele acumulado, naturalmente, como resultado das atividades de uma organização pública ou privada. 11. (Cespe/CNPq/2011) O documento de arquivo, produzido e(ou) recebido como decorrência natural do desenvolvimento das atividades de um órgão ou uma empresa, tem por função provar e testemunhar a ocorrência dessas atividades. 12. (Cespe/EBC/2011) Um conjunto documental reconhecido como arquivo pode ser produzido por pessoa jurídica ou por pessoa física. 13. (Cespe/STM/2011) Denominam-se documentos de arquivo os documentos produzidos por uma entidade pública ou privada, ou por uma família ou pessoa, no transcurso das funções que justificam sua existência como tal. 14. (Cespe/Abin/2010) É desnecessário que os documentos de arquivo sirvam de prova das transações realizadas. 15. (Cespe/AGU/2010) O arquivo de um órgão é o conjunto de documentos recebidos ou expedidos por esse órgão no exercício de suas atividades. Esse conjunto de documentos pode ser formado por qualquer espécie documental. 16. (Cespe/MPS/2010) Pode-se denominar arquivo também a instituição ou o serviço que tem a custódia de documentos, com a finalidade de fazer o processamento técnico, garantir a conservação e promover a utilização dos arquivos. 17. (Cespe/MPU/2010) Um arquivo documental tem por objetivo servir como prova ou testemunho da ação de pessoas jurídicas ou físicas. 18. (Cespe/TRE-GO/2009) Entende-se por documento de arquivo qualquer documento produzido ou recebido por pessoa física ou jurídica, acumulado naturalmente ao longo das atividades e preservado como prova de tais atividades. 19. (Cespe/TRE-MA/2009) Os documentos de arquivosão provas de transações realizadas nas organizações. 20. (Cespe/TRE-MG/2009) Os documentos de arquivo se originam no curso das atividades de um órgão, uma empresa ou uma instituição. 21. (Cespe/MS/2008) Qualquer pessoa física ou jurídica, isto é, um indivíduo, uma família, um organismo público ou privado cria, produz ou gera um arquivo. 22. (Cespe/Sead/UEPA/2008) Arquivo é comumente conceituado como o conjunto de documentos produzidos ou recebidos por uma organização pública ou privada e conservados para fins de consulta. 23. (Cespe/Secad-TO/2008) Os documentos podem servir de prova de transações realizadas. 24. (Cespe/Secad-TO/2008) Os documentos de arquivo podem ser acumulados pelas atividades-meio e fim do órgão público ou instituição. 25. (Cespe/CLDF/2006) Arquivo é o conjunto de documentos produzidos e recebidos por pessoa física ou jurídica, pública ou privada. É conservado por essas pessoas ou por seus sucessores, para fins de prova ou informação. 26. (Cespe/SGA-AC/2006) Arquivo é o conjunto de documentos produzidos e acumulados naturalmente, ao longo das atividades de entidades coletivas ou de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas. 27. (Cespe/MEC/2005) Os documentos existentes nos arquivos são o resultado das atividades desenvolvidas pela instituição produtora. 28. (Cespe/MEC/2005) Os documentos arquivísticos devem ser fontes de informação. 29. (Cespe/COHAB-Bauru/2004) Arquivo é a acumulação não ordenada de documentos, em sua maioria textuais, criados por uma instituição ou pessoa, no curso de sua atividade, e preservados para a consecução de seus objetivos, visando à utilidade que poderão oferecer no futuro. 30. (Cespe/UnB/STM/2004) Os arquivos podem ser formados a partir de documentos que sejam acumulados por pessoas físicas e jurídicas, públicas ou privadas. CONCEITO DE SUPORTE 31. (Cespe/Antaq/2014) Ainda que tenham surgido novos suportes documentais, principalmente os documentos natodigitais, o conceito de arquivo mantém-se inalterado. 32. (Cespe/DPF/2014) Um conjunto de documentos em suporte papel produzidos e(ou) recebidos por determinado órgão, durante o desenvolvimento de suas atividades específicas ou atividades de suporte, consiste em um arquivo. 33. (Cespe/MI/2013) Nos processos de trabalho, independentemente da natureza do negócio, as organizações públicas ou privadas produzem e recebem informações que, registradas, tornam-se documentos de arquivo. 34. (Cespe/Anac/2012) Nas organizações, os arquivos compõem-se dos documentos acumulados no desenvolvimento de suas atividades, independentemente de terem sido produzidos e(ou) recebidos pela atividade fim ou pela atividade meio e do suporte material da informação. 35. (Cespe/Anatel/2012) Entre os suportes dos documentos de arquivo incluem-se o papel, a película fotográfica, o meio eletrônico e a película videográfica. 36. (Cespe/Ibama/2012) Os arquivos de uma organização pública podem ser constituídos de documentos originários das ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 169 WWW.PORTALCICLO.COM.BR atividades meio e fim e produzidos em variados suportes documentais, inclusive o digital. 37. (Cespe/EBC/2011) Mesmo produzidos em suportes diferentes do tradicional, que é o papel, os documentos videográficos e fotográficos devem ser considerados como parte do arquivo de uma organização. 38. (Cespe/Abin/2010) Os documentos de arquivo, em qualquer suporte, são produzidos ou recebidos durante o desenvolvimento das atividades de pessoa física ou jurídica. 39. (Cespe/MPS/2010) Documento é toda informação registrada em um suporte material que pode ser consultada para fins de estudo e pesquisa, pois comprova fatos, fenômenos e pensamentos da humanidade nas diferentes épocas e nos diversos lugares. 40. (Cespe/MPU/2010) O documento, para a disciplina arquivística, é a combinação do suporte com a informação nele registrada, utilizada como prova ou para consulta. 41. (Cespe/MS/2010) O termo suporte é utilizado em arquivologia para denominar qualquer material que contém informações registradas. Alguns exemplos, além do mais comum hoje, que é o papel, são: papiro, pergaminho, filme de acetato, fita magnética, disco magnético, disco ótico, entre outros. 42. (Cespe/TRE-GO/2009) Entende-se por documento de arquivo a informação textual gerada oficialmente no decurso de ação administrativa ou judicial de órgão público, fixada ou não em suporte. 43. (Cespe/MCT/2008) Os arquivos expressam o conjunto das informações institucionais, quaisquer que sejam sua data de produção, seu suporte material e sua natureza. 44. (Cespe/MS/2008) Os arquivos são compostos por documentos, independentemente de data, forma ou suporte material. 45. (Cespe/TCE-AC/2006) Arquivo é o conjunto de documentos que, independentemente da natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas. 46. (Cespe/PRG-DF/2005) Os documentos produzidos no âmbito da instituição, mesmo que não estejam em suporte papel, são considerados documentos de arquivo. 47. (Cespe/TRE-TO/2005) Os acervos arquivísticos são constituídos por um mesmo tipo de suporte. 48. (Cespe/STM/2004) A composição do conceito de arquivo adotado pela arquivística define que seus documentos devem possuir um mesmo tipo de suporte físico. 49. (Cespe/MMA/2003) Os arquivos são constituídos apenas por documentos em suporte papel. FUNÇÃO DOS ARQUIVOS 50. (Cespe/DPF/2012) A organização de documentos, atividade cada vez mais importante nas instituições, possibilita a tomada de decisão segura e o atendimento rápido das demandas dos usuários. 51. (Cespe/Fundac-PB/2008) Um arquivo tem como função principal tornar disponível as informações contidas no acervo documental. 52. (Cespe/INPI/2006) O arquivo tem como função básica tornar disponíveis as informações contidas nos documentos mantidos sob sua guarda. 53. (Cespe/PRG-DF/2005) A função principal dos arquivos é facultar o acesso aos documentos. 54. (Cespe/DPF/2004) A função precípua do arquivo é facultar o acesso. 55. (Cespe/TRE-AL/2004) Os documentos de cunho arquivístico auxiliam os funcionários da instituição no processo decisório. 56. (Cespe/MMA/2003) A função principal do arquivo é tornar disponíveis as informações contidas no acervo documental sob sua guarda. FINALIDADES DO ARQUIVO 57. (Cespe/Serpro/2013) Desde sua origem, os documentos de arquivo são tratados, armazenados e conservados por razões culturais e históricas. 58. (Cespe/Anatel/2012) A conservação e a manutenção de documentos de arquivo ocorrem em um primeiro momento, para resguardar a memória da instituição. 59. (Cespe/EBC/2011) A principal finalidade do arquivo é servir como fonte para pesquisa histórica. 60. (Cespe/Abin/2010) A primeira finalidade dos arquivos é servir às atividades administrativas, à tomada de decisão e à garantia de direitos e deveres. 61. (Cespe/Anac/2009) A função primária do arquivo é funcional, isto é, ser instrumento da administração. Em um segundo momento, considera-se o valor para a história e a cultura de uma sociedade. 62. (Cespe/FUB/2009) Arquivar não significa somente guardar documentos para fins legais ou históricos, mas também para pesquisa e busca de informação racionalizada que auxilia na tomada de decisões que levam à eficiência administrativa. 63. (Cespe/Hemobras/2008) A finalidade maior do arquivo de uma organização é o acesso à informação, que o transforma em instrumento de apoio à administração, permitindo tomada de decisão segura e garantia de direitos e deveres de seus servidores e da própria organização. 64. (Cespe/ME/2008) Os arquivos funcionam como a memória dos produtores de documentos e da sociedade em ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 170 WWW.PORTALCICLO.COM.BR geral e servem, em primeira instância, paraapoiar o gerenciamento operacional. 65. (Cespe/MPE/AM/2008) O arquivo, cujo principal objetivo é ser um instrumento de apoio à administração, constitui com o decorrer do tempo, base do conhecimento da história da instituição a que pertence. 66. (Cespe/Secad-TO/2008) A principal finalidade dos arquivos é servir à administração, constituindo-se, com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da história. 67. (Cespe/PRG-DF/2005) Uma das finalidades dos arquivos é servir de base para o conhecimento da história. A função básica dos arquivos é possibilitar ao usuário o acesso rápido e preciso às informações deixadas sob sua responsabilidade de guarda. 68. (Cespe/MMA/2003) A principal finalidade dos arquivos é servir à administração. Eles constituem-se, com o decorrer do tempo, em base do conhecimento da história. DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE ARQUIVO E BIBLIOTECA 69. (Cespe/FUB/2016) Os arquivos da Universidade de Brasília (UnB) atendem objetivos funcionais. 70. (Cespe/FUB/2016) Os documentos textuais normalmente presentes nos arquivos são também encontrados nas bibliotecas. 71. (Cespe/TCDF/2014) O arquivo é um órgão colecionador cujos conjuntos documentais estão reunidos segundo a sua origem e função. 72. (Cespe/DPF/2014) Os documentos de arquivo são colecionados com finalidades culturais e sociais. 73. (Cespe/FUB/2014) Os arquivos da UnB são formados, também, pelos livros colecionados, utilizados por professores da universidade na elaboração de suas aulas. 74. (Cespe/FUB/2014) Inicialmente, os documentos de arquivo são mantidos e conservados pelas razões funcionais e administrativas que lhes deram origem. 75. (Cespe/MDIC/2014) Diferentemente da biblioteca, o arquivo não é uma coleção de documentos, mas uma acumulação natural de documentos. 76. (Cespe/MDIC/2014) Os documentos de interesse da instituição que tenham sido adquiridos por meio de compra, doação ou permuta devem ser considerados como arquivos. 77. (Cespe/MTE/2014) Os documentos de arquivo são produzidos, originariamente, nos arquivos correntes, em múltiplos exemplares. 78. (Cespe/Suframa/2014) Razões administrativas e funcionais motivam, originariamente, a manutenção e conservação dos arquivos da SUFRAMA. 79. (Cespe/Suframa/2014) O arquivo da SUFRAMA constitui-se de todos os documentos utilizados para o desenvolvimento das atividades do órgão, o que inclui os documentos dos setores de trabalho, os livros e periódicos da biblioteca e as bases de dados não institucionais. 80. (Cespe/Bacen/2013) Capacidade de se constituírem como provas e organicidade são características dos documentos de arquivo. 81. (Cespe/ANP/2013) As finalidades da biblioteca e do museu são didáticas, culturais, técnicas ou científicas. 82. (Cespe/CNJ/2013) Os arquivos são organizados, mantidos e preservados originalmente devido a sua função cultural. 83. (Cespe/MI/2013) O material de referência ou informação não orgânica, utilizado nos setores de trabalho, é considerado documento de arquivo. 84. (Cespe/Serpro/2013) Entre a diversidade de documentos e informações que transitam nos setores do SERPRO, os documentos de arquivo são aqueles que têm relação direta com a missão institucional desse órgão. 85. (Cespe/Serpro/2013) Os documentos de arquivo podem ser elaborados em um único exemplar ou, em casos específicos, serem produzidos em um limitado número de cópias. 86. (Cespe/Serpro/2013) Além dos documentos produzidos pelo SERPRO, são considerados documentos de arquivo aqueles colecionados por diversos motivos. 87. (Cespe/STF/2013) A diferença entre os arquivos e as bibliotecas pode ser reconhecida na função administrativa que os arquivos têm para uma organização pública ou privada, diferentemente da função cultural das bibliotecas. 88. (Cespe/Anatel/2012) A natureza da informação arquivística é específica, já que se trata de informação registrada em suporte definido e acumulada por um sujeito, simultaneamente, emissor e receptor. 89. (Cespe/DPRF/2012) A finalidade principal da produção e conservação de documentos de um arquivo é funcional. 90. (Cespe/DPRF/2012) O arquivo do Departamento de Polícia Rodoviária Federal é considerado um conjunto de peças e de objetos de valor cultural colocados à disposição do público. 91. (Cespe/MCTI/2012) Os arquivos do MCTI são formados pelos documentos em suporte papel e em suporte eletrônico, pelos documentos bibliográficos e pelos documentos museológicos. 92. (Cespe/MCTI/2012) Arquivística é a disciplina que tem como objetivo tratar as coleções de documentos produzidos e(ou) recebidos pelas pessoas físicas ou jurídicas. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 171 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 93. (Cespe/DPF/2012) O arquivo do Departamento de Polícia Federal compõese de documentos colecionados referentes a assuntos de interesse dos servidores desse órgão. 94. (Cespe/TJ-RR/2012) Em regra, deve-se produzir mais de um exemplar de um documento de arquivo. 95. (Cespe/TJ-RR/2012) O arquivo caracteriza-se por ser um conjunto orgânico, resultado das atividades de uma pessoa física ou jurídica, e não uma coleção de documentos de diversas fontes. 96. (Cespe/TJ-RR/2012) A produção e a manutenção dos documentos de arquivo justificam-se para o atendimento de demandas funcionais das instituições. 97. (Cespe/TRE-RJ/2012) Arquivos e bibliotecas, embora constituam diferentes órgãos de documentação, precisamente por tratarem de documentos com características físicas e funções distintas, conferem o mesmo tipo de tratamento aos gêneros documentais sob sua responsabilidade. 98. (Cespe/TRE-RJ/2012) Os documentos de arquivo são produzidos e(ou) recebidos para o atendimento de objetivos culturais e históricos. 99. (Cespe/CNPq/2011) O documento de arquivo consiste em um único exemplar, apesar da necessidade, em algumas circunstâncias, de se ter mais de uma via do documento. 100. (Cespe/CNPq/2011) O caráter orgânico do arquivo é resultado da relação direta que os documentos estabelecem com as atividades desenvolvidas por um órgão ou uma empresa. 101. (Cespe/Correios/2011) A organicidade do arquivo se verifica na relação que os documentos mantêm entre si em decorrência das atividades do sujeito acumulador, seja ele pessoa física ou jurídica. 102. (Cespe/Correios/2011) O acervo de um arquivo permanente é constituído das preciosidades colecionadas ao longo do tempo por pessoas físicas ou jurídicas. 103. (Cespe/EBC/2011) Os documentos produzidos e(ou) recebidos pelos setores que executam as atividades fim da EBC não são considerados documentos de arquivo. Esses documentos, considerados documentos técnicos, devem ser armazenados na biblioteca, onde servirão como referência. 104. (Cespe/EBC/2011) O conceito de arquivo é frequentemente confundido com o conceito de biblioteca, uma vez que, em ambas as unidades, trabalha-se com material tridimensional. 105. (Cespe/STM/2011) Entre as características dos documentos de arquivo, incluem-se a tridimensionalidade e a existência de diversos tipos, naturezas, formas e dimensões. 106. (Cespe/STM/2011) Informações orgânicas registradas, produzidas durante o exercício das funções de um órgão ou instituição, são objetos de trabalho dos arquivos e dos estudos da arquivologia. 107. (Cespe/Abin/2010) O arquivo é uma instituição de interesse público criada com o objetivo de conservar, estudar e colocar à disposição do público conjuntos de peças e objetos de valor cultural. 108. (Cespe/MPU/2010) Em regra, a inclusão de documentos em um arquivo, ocorre por compra ou permuta de fontes múltiplas. 109. (Cespe/TRE-BA/2010) A vinculação que se estabelece entre os documentos de arquivo, no momento em que são criados ou recebidos, é chamada de orgânica. 110. (Cespe/TRE-MT/2010) Os documentos de arquivo são produzidos e recebidos com finalidades históricas, culturais e científicas.111. (Cespe/TRE-MT/2010) De acordo com o conceito de arquivo, uma coleção de manuscritos históricos colecionados por uma pessoa física não é considerada arquivo. (Cespe/TRE-MT/2010) Os documentos de arquivo são produzidos em exemplares múltiplos e inexiste uma significação orgânica entre esses documentos. 112. (Cespe/TSE/2007) Os documentos de arquivo devem existir em numerosos exemplares e os de biblioteca, em um único exemplar ou em limitado número de cópias. 113. (Cespe/TSE/2007) Os documentos de arquivo são produzidos e conservados com objetivos funcionais e os de biblioteca, com objetivos culturais. 114. (Cespe/TSE/2007) Os documentos de arquivo são colecionados de fontes diversas e os de biblioteca, por atividades organizacionais. 115. (Cespe/Igeprev/PA/2005) Um arquivo diferencia-se de uma biblioteca e de um museu basicamente por ser primordialmente funcional, enquanto o objetivo da biblioteca e do museu é essencialmente cultural. 116. (Cespe/MEC/2005) As formas de ingresso dos documentos nos arquivos das instituições públicas são, preferencialmente, a compra, a doação ou a permuta. 117. (Cespe/PRG-DF/2005) A literatura apresenta algumas semelhanças e diferenças entre bibliotecas e arquivos: bibliotecas conservam documentos para fins culturais e arquivos conservam documentos para fins funcionais. 118. (Cespe/PRG-DF/2005) A permuta de documentos é utilizada pelas instituições arquivísticas como forma de suprir as lacunas existentes nos acervos. 119. (Cespe/DPF/2004) Os acervos arquivísticos assemelham-se aos biblioteconômicos pelo fato de apresentarem exemplares múltiplos. GABARITO ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 172 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 01. C 41. C 81. C 02. C 42. E 82. E 03. C 43. C 83. E 04. C 44. C 84. C 05. C 45. C 85. C 06. C 46. C 86. E 07. C 47. E 87. C 08. C 48. E 88. C 09. C 49. E 89. C 10. C 50. C 90. E 11. C 51. C 91. E 12. C 52. C 92. E 13. C 53. C 93. E 14. E 54. C 94. E 15. C 55. C 95. C 16. C 56. C 96. C 17. C 57. E 97. E 18. C 58. E 98. E 19. C 59. E 99. C 20. C 60. C 100. C 21. C 61. C 101. C 22. C 62. C 102. E 23. C 63. C 103. E 24. C 64. C 104. E 25. C 65. C 105. E 26. C 66. C 106. C 27. C 67. C 107. E 28. C 68. C 108. E 29. E 69. C 109. C 30. C 70. E 110. E 31. C 71. E 111. C 32. C 72. E 112. E 33. C 73. E 113. C 34. C 74. C 114. E 35. C 75. C 115. C 36. C 76. E 116. E 37. C 77. E 117. C 38. C 78. C 118. E 39. C 79. E 119. E 40. C 80. C 120. C QUESTÕES PARA TREINAR Classificação dos arquivos 1. (Cespe/MCT/2008) Arquivo de primeira idade ou corrente, arquivo de segunda idade ou intermediário e arquivo de terceira idade ou permanente são estágios de evolução dos arquivos. 2. (Cespe/Sebrae/2008) Os arquivos técnico e administrativo constituem estágios de evolução dos arquivos. 3. (Cespe/EBC/2011) Arquivo de engenharia é considerado um tipo de arquivo especializado. 4. (Cespe/EBC/2011) O arquivo de imprensa não é um arquivo especializado. 5. (Cespe/EBC/2011) Os documentos fotográficos (ampliações, negativos, eslaides) são exemplos de documentos armazenados nos arquivos especiais. 6. (Cespe/Sebrae/2008) O arquivo especializado se refere à existência de documentos de formas físicas diversas, como fotografias, discos, fitas, microfilmes e slides. 7. (Cespe/TJDFT/2008) Quanto à natureza dos documentos, denomina-se arquivo especial o tipo de arquivo que guarda documentos com formas físicas variadas e que necessitam de armazenamento, registro, acondicionamento e conservação sob condições especiais. 8. (Cespe/Ancine/2006) Dá-se o nome de arquivo especializado ao conjunto de documentos mantidos sob guarda do arquivo em condições especiais de armazenamento, acondicionamento ou conservação. 9. (Cespe/MDIC/2006) Quanto à natureza dos documentos, são classificados como especializados aqueles arquivos que têm sob sua responsabilidade a guarda de documentos que requerem tratamento diferenciado no armazenamento, no registro, no acondicionamento e na conservação, por causa de sua forma física. 10. (Cespe/TJ-PA/2006) Em arquivos denominados especiais, são mantidos sob guarda documentos que resultam da experiência humana em um campo específico do saber. 11. (Cespe/ANS/2005) O arquivo que tem sob sua guarda documentos que merecem tratamento especial de armazenamento, acondicionamento ou conservação é chamado arquivo especializado. 12. (Cespe/PRG-DF/2005) Quanto à natureza dos documentos, a unidade que tem sob sua guarda documentos referentes às decisões de tribunais superiores é chamada arquivo especial. 13. (Cespe/CREA-DF/2003) Arquivos médicos são considerados especializados. 14. (Cespe/CREA-DF/2003) Arquivos de engenharia são considerados especializados. 15. (Cespe/CREA-DF/2003) Arquivos de documentos audiovisuais são considerados especializados. 16. (Cespe/CREA-DF/2003) Arquivos de documentos iconográficos são considerados especializados. 17. (Cespe/Anatel/2014) Os arquivos setoriais possuem a função de arquivos permanentes nas organizações públicas. 18. (Cespe/MDIC/2014) Os arquivos gerais são localizados nas unidades político-administrativas de uma organização e cumprem a função de arquivos correntes. 19. (Cespe/EBC/2011) Os arquivos setoriais cumprem funções de arquivo permanente e arquivo histórico. 20. (Cespe/EBC/2011) Os arquivos gerais, em um sistema de arquivo, recebem os documentos correntes das diversas unidades de uma organização. 21. (Cespe/STM/2011) Os arquivos setoriais têm o mesmo papel dos arquivos intermediários, visto que recebem documentos provenientes dos diversos órgãos que integram a estrutura de uma organização. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 173 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 22. (Cespe/Anac/2009) Os estágios de evolução dos arquivos são conhecidos como arquivos setoriais e arquivos gerais ou centrais. 23. (Cespe/SEAD-SES-FHS-SE/2009) Os arquivos setoriais são aqueles estabelecidos junto aos órgãos operacionais, cumprindo funções de arquivo permanente. 24. (Cespe/TRE-MA/2009) Quanto à abrangência da atuação, os arquivos são classificados em correntes e intermediários. 25. (Cespe/TRT 17ª Região/2009) A instalação de arquivos setoriais é uma forma de centralização dos arquivos correntes da organização como um todo. 26. (Cespe/DFTrans/2008) A unidade de arquivo destinada a receber documentos do arquivo corrente de diversas unidades vinculadas à mesma instituição é classificada como arquivo setorial. 27. (Cespe/MCT/2008) Quanto à abrangência de sua atuação, os arquivos setoriais são aqueles destinados a receber somente os processos administrativos provenientes dos diversos órgãos que integram a estrutura de uma instituição. 28. (Cespe/MS/2008) O arquivo setorial é aquele estabelecido junto aos órgãos operacionais, cumprindo funções de arquivo corrente. 29. (Cespe/MPE-AM/2008) Quanto à extensão de sua atuação, os arquivos classificam-se como centralizados e descentralizados. 30. (Cespe/Sebrae/2008) Quanto à abrangência de atuação, os arquivos podem ser correntes, intermediários ou permanentes. 31. (Cespe/Sebrae/2008) O arquivo setorial é aquele estabelecido junto aos órgãos operacionais, cumprindo funções de arquivo corrente. 32. (Cespe/Anvisa/2007) Os arquivos podem ser setoriais e gerais ou centrais. 33. (Cespe/CREA-DF/2003) Os arquivos setoriais devem se localizar junto aos órgãos produtores. GABARITO 1. Certa 2. Errada 3. Certa 4. Errada 5. Certa 6. Errada 7. Certa 8. Errada 9. Errada 10Errada 11Errada 12Errada 13. Certa 14.Certa 15Errada 16Errada 17Errada18Errada 19Errada 20. Certa 21Errada 22Errada 23Errada 24Errada 25Errada 26Errada 27Errada 28. Certa 29Errada 30Errada 31. Certa 32. Certa 33. Certa ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 174 WWW.PORTALCICLO.COM.BR 2. CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS Neste tópico, o foco será o documento de forma isolada. A bibliografia arquivística apresenta alguns critérios para classificá-lo: 1) Quanto ao gênero; 2) Quanto à forma; 3) Quanto ao formato; 4) Quanto à técnica de registro; 5) Quanto à espécie; 6) Quanto à tipologia. As questões de concurso costumam misturar os conceitos a fim de confundir o candidato. Por isso, é importante trabalhar cada critério isoladamente: 3.1. Classificação quanto ao gênero Primeiramente, temos de entender o que vem a ser gênero dos documentos. Se você consultar um dicionário técnico de arquivologia encontrará o conceito: “Gênero documental: Aspecto documental relacionado ao conjunto de signos ou símbolos utilizados para registrar a informação”. Mas então o que quer dizer isso? Bem, para registrar uma informação e criar um documento, precisamos utilizar símbolos que permitam que a informação seja transmitida e lida por aqueles que a necessitem. Estes símbolos podem ser: letras, sons, imagens etc. É baseado nestes símbolos que encontraremos os gêneros nos arquivos. Mais uma vez, encontraremos na obra de Marilena Leite Paes (esta parte inicial é basicamente retirada de sua obra, já citada anteriormente), a relação dos gêneros encontrados nos arquivos: “Quanto ao gênero, os documentos podem ser: ➢ escritos ou textuais: documentos manuscritos, datilografados ou impressos; ➢ cartográficos: documentos em formatos e dimensões variáveis, contendo representações geográficas, arquitetônicas ou de engenharia (mapas, plantas, perfis); ➢ iconográficos: documentos em suportes sintéticos, em papel emulsionado ou não, contendo imagens estáticas (fotografias, diapositivos, desenhos, gravuras); ➢ filmográficos: documentos em películas cinematográficas e fitas magnéticas de imagem (tapes), conjugados ou não a trilhas sonoras, contendo imagens em movimento (filmes e fitas videomagnéticas); ➢ sonoros ou fonográficos: documentos com dimensões e rotações variáveis, contendo registros fonográficos (discos e fitas audiomagnéticas); ➢ micrográfícos: documentos em suporte fílmico resultantes da microrreprodução de imagens, mediante utilização de técnicas específicas (rolo, microficha, jaqueta, cartão-janela); ➢ informáticos: documentos produzidos, tratados ou armazenados em computador (disquete, disco rígido - Winchester -, disco óptico). O nome do gênero remete ao seu significado. Documentos que contêm informação em forma de texto, são naturalmente, do gênero escrito ou textual. Este é o principal gênero encontrado nos arquivos e poderíamos citar inúmeros exemplos, como ofícios, memorandos, relatórios, requerimentos etc. Os documentos cartográficos são aqueles que apresentam uma imagem, em escala reduzida, representando uma área maior. São exemplos mais comuns os mapas e as plantas. O gênero iconográfico, por sua vez, é aquele em que a informação é registrada no documento em forma de imagem estática, sendo que o exemplo mais comum é a fotografia. Também encontramos na bibliografia o nome imagético para designar este gênero. DICA! Os exemplos de documentos mais comuns em provas de concurso são aqueles citados na bibliografia de Marilena Leite Paes para os documentos iconográficos: fotografias, desenhos, gravuras e diapositivos. Diapositivos nada mais são do que slides, películas fotográficas em que são registradas imagens e muito comuns nas décadas de 70 e 80. O gênero filmográfico, também encontrado com o nome de audiovisual, na bibliografia, se refere a documentos que apresentam como informação imagens em movimento. Perceba que tais imagens podem ou não conter som vinculado a elas. Filmagens e vídeos seriam exemplos deste gênero. Sonoros, como o nome diz, são documentos cuja informação esteja registrada em forma de som. O gênero micrográfico é aquele que envolve as cópias de documentos obtidas por meio da microfilmagem. Para se ter uma ideia inicial a respeito da microfilmagem, entenda que se trata de uma cópia do documento, em película fotográfica, em tamanho extremamente reduzido. Existem várias microformas (aspectos que a cópia em microfilme pode se apresentar), como o rolo de microfilme, a microficha e jaqueta. O gênero informático, finalmente, engloba documentos em meio digital. Hoje, boa parte dos arquivos da instituição são registrados em sistema. A obra na qual são retiradas as questões é do final dos anos 80, e a autora já citava este gênero como presente nos arquivos. ATENÇÃO! O documento pode conter mais de um gênero ao mesmo tempo. Um relatório, por exemplo, pode conter informações textuais e imagens ao mesmo tempo. Um documento em meio digital apresentará para o usuário texto, som, imagem etc., muitas vezes tudo reunido em um mesmo documento. Nas questões, entretanto, o examinador costuma de limitar aos conceitos e exemplos da bibliografia. DICA! Ao resolver questões referentes a este assunto, você vai perceber que, normalmente, são cobrados os conceitos de cada item ou exemplos vinculados a eles. É muito comum a mistura dos conceitos, como acontece nos demais assuntos, o que exige bastante atenção para não se complicar. O termo tridimensional é um termo relacionado a objetos em geral, e não a documentos de arquivo. Quem cuida de objetos de valor histórico é a museologia, e não a arquivologia. É um termo muito comum nas questões de arquivologia, como exemplo de item incorreto. 3.2. Classificação quanto à forma Outro aspecto pelo qual podemos analisar os documentos de arquivo é a sua forma. A bibliografia (e desta vez não é a Marilena Leite Paes, e sim a autora Janice Gonçalves), define formo como sendo o “estágio de preparação ou transmissão do documento”, e eu imagino que não deve ter ficado muito claro pra você o que é isso a partir deste conceito. Então vamos tentar esclarecer. Utilizando exemplos fica mais claro. Quando um documento é produzido, ele passa por alguns estágios, que chamaremos de forma. Com exemplos práticos ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 175 WWW.PORTALCICLO.COM.BR fica mais fácil: o primeiro estágio por que passa o documento é a minuta ou rascunho, ou seja, aquele estágio em que o documento ainda não está pronto e pode sofrer alterações. Neste momento, o documento está em forma de minuta ou rascunho. Fácil, não? Depois de pronto, o documento é assinado e passa a ter validade jurídica. Esta versão definitiva é chamada de original, e pode ser feita em uma ou mais vias. Portanto, o documento definitivo está em forma de original. Este original pode ser reproduzido para fins de divulgação ou transmissão da informação, por meio da digitalização ou mesmo de cópia reprográfica (a popular Xerox, como é mais conhecida). Neste caso, teremos a criação de uma cópia do documento, que também é uma das formas que ele pode se apresentar. Portanto, minuta ou rascunho, original e cópia são exemplos de formas do documento, ou seja, o estágio de preparação ou transmissão do documento. 3.3. Classificação quanto à formato “Formato é a configuração física de um suporte, de acordo com a natureza e o modo como foi confeccionado” Janice Gonçalves Podemos encontrar documentos em papel em diversos formatos, ou seja, diversas configurações de acordo com a forma como ele se apresenta, como por exemplo, no formato de livro, caderno, ficha, apostila, cartão etc. Se você analisar bem, um formato muito como de documento em papel é o formato “folha”, ou seja, papel não encadernado. É o caso de memorandos, ofícios, requerimentos. Esta definição não invalida o conceito de formato para arquivos emmeio digital, no qual o formato é referente ao programa em que o documento foi gerado. Na obra citada, a autora apresenta os seguintes exemplos para formatos: caderno, cartaz, diapositivo (slide), folha, livro, mapa, planta e rolo de filme. Perceba que são aspectos físicos que o suporte pode se apresentar, não só o papel, mas também a película fotográfica, por exemplo (no caso em formato de diapositivo ou slide ou em rolo). 3.4. Classificação quanto à técnica de registro A técnica de registro do documento seria, como o próprio nome diz, a técnica de registro utilizada para gravar a informação no suporte utilizado. Como assim? Bem, vamos aos exemplos então... Você pode gravar a informação no papel de várias formas, ou usando várias técnicas de registro: temos dos documentos manuscritos (escritos a mão), impressos (utilizando impressora), mimeografados (utilizando o mimeógrafo, lembra das provas da sua escola primária?), esculpido (se for em pedra...). Enfim, temos aí exemplos de técnicas de registro no que diz respeito aos documentos (eles podem ser, então, impressos, manuscritos, esculpidos etc.) 3.5. Classificação quanto à espécie “Espécie é a configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas”. Janice Gonçalves A espécie é o nome que damos a um documento de acordo com seu aspecto formal ou modelo utilizado para confeccioná-lo. Não melhorou muito? Então vamos aos exemplos práticos... Tente descobrir o nome do documento exposto com as seguintes informações: -Nome das partes envolvidas; -Cláusulas a serem cumpridas, numeradas sequencialmente; -Sanções para a parte que não cumprir suas obrigações; -Local e data; -Assinatura das partes envolvidas. Claro que o documento em questão é um contrato, e você descobriu isso apenas analisando as informações que ele contém e como estas informações estão distribuídas ao longo do documento. Ou seja, aqueles modelos que você aprende em redação oficial (ofício, memorando, relatório, certidão, contrato, requerimento, ata...) são todos considerados espécies documentais, pois apresentam as informações que o documento deve ter e como estarão distribuídas ao longo do texto. Podemos simplificar da seguinte forma: espécie é o nome que damos ao documento de acordo com a disposição de suas informações (modelo utilizado para a sua confecção). 3.6. Classificação quanto à tipologia documental (Cespe/MDIC/2014) O ofício e o memorando são exemplos de tipos documentais. (Cespe/Abin/2010) Carta, ofício, memorando, aviso, circular e relatório são exemplos de tipologias documentais existentes em órgãos públicos. (Cespe/AGU/2010) Ofício, memorando e aviso são exemplos de tipologias documentais. Todas erradas! As questões retratam espécies e não tipologia. Então, o que é topologia? “Tipologia documental é a configuração que assume uma espécie documental, de acordo com a atividade que a gerou”. Janice Gonçalves Tipologia é a configuração que assume uma espécie documental, de acordo com a atividade que a gerou. Como assim? Vamos traduzir da seguinte forma: tipo ou tipologia é a junção de uma espécie documental com sua função ou atividade. Podemos, inclusive, criar uma fórmula para definir a tipologia: Tipo ou tipologia = espécie + atividade ou função. Exemplos de espécies documentais: - certidão - contrato - boletim - atestado - ata - alvará Para transformarmos espécies em tipologias, basta acrescentar a cada uma sua atividade ou função. Nos exemplos citados acima, poderíamos ter: - certidão de nascimento; - contrato de trabalho; - boletim escolar; - atestado médico; - ata de reunião; - alvará de construção. ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA 176 WWW.PORTALCICLO.COM.BR Observe que, para cada espécie, foi acrescentada a atividade que o documento está vinculado. A soma da espécie (aspecto formal do documento) com a função ou atividade que o mesmo desenvolve resulta na tipologia ou tipo documental. Em regra, todo documento deve apresentar no seu nome espécie e atividade, a fim de que possamos identificá-lo e avaliá-lo corretamente. Quer vê? Imagine os documentos que você carrega diariamente na sua carteira ou na sua bolsa: - carteira de identidade (espécie + atividade) - cadastro de pessoa física (espécie + atividade) - título eleitoral (espécie + atividade) - carteira de habilitação (espécie + atividade) - cartão de crédito (espécie + atividade) - carteira estudantil (espécie + atividade) - cartão de débito (espécie + atividade) - cartão de visita (espécie + atividade) 3.7. Classificação quanto à natureza do assunto Outro aspecto que podemos analisar no documento é a natureza do seu assunto. Se considerarmos este aspecto, teremos os documentos ostensivos e os documentos sigilosos. Primeiramente, temos Marilena Leite Paes, que afirma: “Quanto à natureza do assunto, os documentos podem ser ostensivos ou sigilosos. A classificação de ostensivo é dada aos documentos cuja divulgação não prejudica a administração. Consideram-se sigilosos os documentos que, por sua natureza, devam ser de conhecimento restrito e, portanto, requeiram medidas especiais de salvaguarda para sua custódia e divulgação. Pela sua importância, é objeto de legislação própria”. A legislação própria de que trata a autora, é hoje a Lei nº 12.527/2011, a chamada Lei de Acesso à Informação, que substituiu o Decreto nº 4.553/2002, que tratava do assunto, e foi revogado com a criação da nova lei. Esta lei é justamente a segunda opção de bibliografia para elaboração de questões deste assunto, e será objeto de estudo mais detalhado em outro módulo. Neste momento, vale a pena citar da lei o seguinte: Todo documento sigiloso em um órgão público deverá ser classificado em um dos três graus de sigilo possíveis: ultrassecreto, secreto ou reservado, que foram aqui apresentados do maior para o menor grau de sigilo. Quanto maior o grau de sigilo, mais cuidado o órgão terá que ter em sua custódia. O mais importante, entretanto, com relação ao grau de sigilo, é o tempo máximo que o governo poderá “segurar” esta informação. Pela LAI (como é conhecida a Lei de Acesso à Informação), nenhum documento pode permanecer sigiloso eternamente no país. Os prazos máximos para restrição de acesso são os seguintes: - ultrassecreto (máximo de 25 anos); - secreto (máximo de 15 anos); - reservado (máximo de 5 anos). De acordo com esta legislação, o grau ultrassecreto poderá, a critério do governo, ser renovado, apenas uma vez, por qualquer prazo não superior a 25 anos, ou seja, pode ser prorrogado por 1, 2, 5, 7 anos... Desta forma, o limite máximo de tempo que um documento pode permanecer sigiloso no Brasil é de 50 anos. Um grande exemplo é o motivo da morte do ex-presidente Tancredo Neves. Vale a pena ressaltar, para efeito de preparação, que Marilena Leite Paes ainda cita uma definição para cada grau de sigilo, que comumente são objeto de prova: “São assuntos normalmente classificados como ultrassecretos aqueles da política governamental de alto nível e segredos de Estado. Consideram-se secretos os assuntos que requeiram alto grau de segurança e cujo teor ou características podem ser do conhecimento de pessoas que, sem estarem intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio, sejam autorizadas a deles tomar conhecimento, funcionalmente. A classificação confidencial é dada aos assuntos que, embora não requeiram alto grau de segurança, seu conhecimento por pessoa não autorizada pode ser prejudicial a um indivíduo ou criar embaraços administrativos. (Apenas na legislação de 2002) Reservados são os assuntos que não devam ser do conhecimento do público, em geral”. Marilena Leite Paes Arquivo: Teoria e Prática ARQUIVOLOGIA PROF. DANILO VILANOVA