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Reumato na vida real
Profa. Letícia Neves Martins - FADIP
Residência em Reumatologia e Clínica Médica
Agenda
Conceitos 
Arsenal terapêutico: AINE x corticoide?
Qual a duração do tratamento?
Efeitos colaterais
Qual o medicamento mais adequado?
Casos clínicos
Bibliografia
Conceitos
• Área médica popularmente conhecida 
por “cuidar de reumatismo”.
• Especialidade médica que trata de mais 
de 100 doenças que acometem o 
sistema músculo-esquelético: doenças 
inflamatórias autoimunes, metabólicas, 
degenerativas, síndromes dolorosas 
difusas e patologias localizadas e 
periarticulares (patologias de partes 
moles).
REUMATO
Doenças 
autoimunes
Doenças 
metabólicas
Doenças 
degenerativas 
Síndromes 
dolorosas difusas
Patologias 
localizadas e 
periarticulares
Artrite Reumatoide, Lupus, 
Espondilite Anquilosante, 
Esclerose Sistêmica, 
Miopatia inflamatória...
Gota, 
Osteoporose
Osteoartrite 
(Artrose)
Fibromialgia, 
síndrome 
miofascial
Bursites, 
tendinites, etc
Arsenal terapêutico:
AINE x corticoide? 
Arsenal terapêutico: AINE x corticoide?
O que temos no SUS na nossa cidade?
AINEs: 
Arsenal terapêutico: AINE x corticoide?
Quais medicamentos temos no setor privado?
AINES:
Qual a duração do 
tratamento da dor aguda? 
✓AINEs: 7 a 10 dias 
✓Corticoide oral: 7 a 10 dias 
(lembrando que usar por até 21 
dias não necessita de desmame)
✓Corticoide IM: aplicação de até 3 
doses ao ano (tem efeito 
duradouro de 20-30 dias)
Efeitos colaterais: AINE x corticoide? 
Efeitos colaterais do AINE 
Efeitos colaterais do 
corticoide
✓Regra geral: Usar a menor dose 
necessária pelo menor tempo possível
✓Como o pico de produção endógena 
de cortisol ocorre pela manhã, a 
prescrição de corticoide deve ser em 
dose única matinal para respeitar a 
fisiologia 
Efeitos 
colaterais do 
corticoide
OUTROS: catarata, glaucoma, HAS, Dislipidemia
Qual o medicamento 
mais adequado? 
✓A decisão deve ser individualizada
✓O médico deve avaliar:
✓o risco x benefício de cada tratamento
✓comorbidades 
✓interação com outros medicamentos 
de uso contínuo
✓idade 
Caso clínico 1
✓ Identificação: sexo masculino, 65 anos, aposentado
✓QP= dor no ombro
✓HDA= Há 7 dias foi carregar saco de cimento e daí surgiu dor 
aguda e limitação para elevação e abdução do ombro D. Dor tem 
intensidade nota 7, padrão mecânico. 
✓HPP= Sobrepeso e HAS 
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
• Manquito rotador: supra-espinhal / infra-espinhal / subescapular / redondo menor
• Movimentos do ombro (360°):
Flexão – Elevação – Extensão – Abdução – Adução – Rotação interna – Rotação externa 
Síndrome do Impacto
✓Síndrome dolorosa do ombro de natureza multifatorial 
(microtraumática, degenerativa, esforço repetitivo) 
caracterizada por tendinopatia do manquito rotador
✓Mais comum após 40 anos
✓O tendão mais acometido é o supra-espinhal, que sofre 
“impacto” (atrito) contra o ligamento coraco-acromial
✓Pode haver ruptura de um ou mais tendões e bursite 
associada
Síndrome do Impacto 
Testes Irritativos do 
supra-espinhal:
 
Hawkins
Neer
Yocum
Teste de Jobe: Avalia integridade do supra-espinhal 
(ou seja, avalia se ocorreu ruptura total)
Caso clínico 2
✓ Identificação: sexo feminino, 45 anos, cozinheira
✓QP= dor no cotovelo direito
✓HDA= Há 10 dias com dor mecânica em cotovelo D e em porção 
lateral do antebraço. Dor tem intensidade nota 6 e está 
dificultando mexer a comida nas panelas.
✓HPP= Sobrepeso, Dislipidemia
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Epicondilite lateral x epicondilite medial
X
Caso clínico 3
✓Identificação: sexo feminino, 50 anos, diarista
✓QP: dor no 2º dedo de mão D
✓HDA: Paciente com artralgia em 2a MCF direita com irradiação para a 
falange proximal e 2ª IFP direita associado a edema, limitação dos 
movimentos de flexão/extensão e percepção de clique à movimentação 
há 30 dias. Nega outras queixas. 
✓HPP= Obesidade, HAS e DM 
Caso clínico 3
✓Exame físico do 2º quirodáctilo à D:
• Inspeção: edema difuso em MCF, falange proximal e IFP
• Palpação: 
dor, calor e edema local 
presença de nodulação dolorosa em região palmar de MCF
percepção de clique e gatilho (travamento) em MCF quando a 
paciente tenta estender o dedo flexionado 
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Tenossinovite estenosante dos tendões flexores 
dos dedos da mão (dedo em gatilho)
✓ Inflamação e espessamento dos tendões flexor profundo e
flexor superficial dos dedos, com dificuldade na passagem
através da polia A1 inflamada e estenosada
✓ Mais comum em pacientes com DM, Hipotireoidismo e AR
✓ Afeta principalmente o polegar, o 2º e o 3º dedos 
✓ Tratamento: 
Inicial: AINE ou corticoide + fisioterapia 
Se não ocorrer melhora: infiltração com corticoide na polia A1
Quadros persistentes ou recorrentes: liberação cirúrgica
Caso clínico 4
✓Identificação: sexo masculino, 19 anos, estudante 
✓QP: dor no punho D e polegar D
✓HDA= Paciente refere dor e edema em região dorsal de 
punho D (em porção radial) com irradiação para a base do 
polegar há 20 dias. Mãe acompanha a consulta de jovem 
e diz que ele usa exageradamente o celular. 
✓Exame físico: Teste de Finkelstein + 
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Tenossinovite de De Quervain
✓Inflamação dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar 
na região em que atravessam uma espessa bainha fibrosa 
próxima ao processo estilóide do rádio. 
Caso clínico 5
✓ Identificação: sexo masculino, 58 anos, pedreiro 
✓QP: “dedos agarrados” 
✓HDA= Paciente refere que há cerca de 1 ano surgiram nodulações indolores em 
região palmar da mão D (em porção ulnar). Depois evoluiu com aparecimento 
de cordas fibrosas aderidas e contratura em flexão de 4º e 5º dedos. Nega dor, 
mas refere que está muito difícil trabalhar na construção civil por conta disso.
✓HSocial= etilista diário (cachaça)
✓Exame físico: 2 cordas fibrosas aderidas, hipotrofia de musculatura da região 
medial da mão e contratura em flexão de 4º e 5º dedos
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Contratura de Dupuytren
✓Doença fibroproliferativa de etiologia desconhecida
✓Mais comum em homens (5:1) após 40 anos
✓Condições associadas: etilismo, DM, epilepsia, trabalhadores 
manuais, trauma prévio, histórico familiar
✓Formação de nódulos na região palmar > focos de aderência 
e cordas fibrosas acometendo pele, fáscia palmar e tendões 
flexores > retração da pele, flexão dos dedos e atrofia 
muscular 
✓Afeta principalmente 4º > 5º > 3º dedo 
✓Tratamento: 
✓ fisioterapia e infiltração de corticoide em fase inicial
✓ Fases com cordão fibroso: cirurgia 
Caso clínico 6
✓ Identificação: sexo feminino, 30 anos, secretária
✓QP: “aparecimento de bolinha no pulso” 
✓HDA: Há 6 meses surgiu lesão nodular em dorso de punho D, 
sem dor ou sinais flogísticos. Percebe que ela aumenta de 
volume se faz mais esforço físico. 
✓Qual o diagnóstico e tratamento?
Cistos sinoviais
✓ São lesões elásticas e benignas que podem regredir espontaneamente
ou recorrerem. Contêm um líquido gelatinoso em seu interior
✓ Surgem devido à uma herniação de tecido conjuntivo denso das
bainhas dos tendões, ligamentos, cápsulas articulares e bursas
✓ Local mais comum: face dorsal do punho (70% dos casos)
✓ Alguns podem causar dor. Raramente podem causar compressão
nervosa, sendo que nesses casos é necessário cirurgia.
Caso clínico 7
✓Sexo masculino, 30 anos, engenheiro
✓QP= “coluna travada”
✓Refere que há 3 dias foi fazer musculação na academia com nova 
ficha de pesos e no dia seguinte evoluiu com dor mecânica aguda 
de forte intensidade (nota 9) em coluna lombar, acompanhada de 
limitação para a movimentação. Há irradiação da dor para região 
posterior de MID com parestesias associadas. Sono irregular pela 
dor. Usando AINEs sem melhora.
✓Qual o teste específico no exame físico?
✓Qual o diagnóstico e tratamento?
Lombalgia / Lombociatalgia 
✓Lombocitalgia= compressão das raízes L5 e S1 do nervo ciático
✓Teste Lasegue:dor e parestesias à elevação do membro inferior 
estendido entre 35 a 70º
Caso clínico 8
✓ Identificação: sexo feminino, 50 anos, do lar 
✓QP: “dor no quadril” 
✓HDA= Paciente refere que há 2 meses está com dor em região lateral 
de quadril direito de intensidade moderada. Relata que a dor prejudica 
os afazeres em casa e dormir sobre esse lado.
✓HPP= Obesidade, HAS, DM, Dislipidemia
✓HSocial= nega vícios, sedentária
✓Exame físico: dor à palpação de região do trocânter maior, com piora à 
rotação externa do quadril
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Bursite trocantérica
✓Dor e sensibilidade sobre a bursa do trocânter maior
✓As bursas tem a função de reduzir a fricção entre as 
estruturas adjacentes e tornam-se inflamadas 
devido à trauma, atividade repetitiva, sedentarismo 
e falta de alongamentos
✓Acomete principalmente mulheres > 40 anos 
✓Há dor à palpação de região sobre o trocânter 
maior, com piora à rotação externa do quadril
Caso clínico 9
✓ Identificação: sexo feminino, 80 anos, aposentada 
✓QP: “dor na perna” 
✓HDA= Paciente refere que há 4 dias surgiu dor moderada (nota 6) em panturrilha direita. 
Previamente à dor havia viajado e andou muito. Depois evoluiu também com edema, calor e 
rubor em toda região posterior da perna D.
✓HPP= Sobrepeso, HAS, Artrose de joelhos e coluna
✓HSocial= nega vícios, ativa em casa
✓Exame físico: crepitações em joelhos / região posterior de perna D com dor, calor e rubor / 
presença de empastamento de panturrilha D e edema 2+ em toda a perna D
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Cisto de Baker
✓Também chamado de cisto poplíteo
✓É uma lesão benigna, caracterizada pelo acúmulo 
de líquido em uma pequena bolsa que surge atrás 
do joelho, formando um cisto
✓Geralmente acomete pacientes com artrose de 
joelhos
✓Pode se romper e mimetizar TVP 
Caso clínico 10
✓ Identificação: sexo feminino, 32 anos, auxiliar de escritório 
✓QP: dor na planta dos pés
✓HDA= Paciente refere dor em ambas as regiões plantares dos pés. Quadro 
se iniciou há 3 meses e a dor é pior pela manhã ao acordar ou ao se levantar 
após um período assentada.
✓HPP= Obesidade, SOP
✓HSocial= nega vícios, sedentária
✓Exame físico: dor em regiões plantares (no calcâneo e mediopé)
✓Qual o diagnóstico e tratamento? 
Fasciíte plantar
✓Processo inflamatório acometendo a fáscia 
plantar, principalmente no local de sua 
inserção no calcâneo
✓Fatores de risco: obesidade, uso de calçados 
inadequados, sedentarismo
✓Pode haver esporão em Rx (entesófito em 
subcalcâneo)
• 
Bibliografia
Reumatologia Diagnóstico e 
tratamento. Carvalho, M. A 
et al. 2019
Livro Sociedade Brasileira 
de Reumatologia. 2019
Obrigada e boa jornada no internato!
	Slide 1: Reumato na vida real
	Slide 2: Agenda
	Slide 3: Conceitos
	Slide 4
	Slide 5: Arsenal terapêutico: AINE x corticoide? 
	Slide 6: Arsenal terapêutico: AINE x corticoide?
	Slide 7: Arsenal terapêutico: AINE x corticoide?
	Slide 8: Qual a duração do tratamento da dor aguda? 
	Slide 9: Efeitos colaterais: AINE x corticoide? 
	Slide 10: Efeitos colaterais do AINE 
	Slide 11: Efeitos colaterais do corticoide
	Slide 12: Efeitos colaterais do corticoide
	Slide 13: Qual o medicamento mais adequado? 
	Slide 14: Caso clínico 1
	Slide 15
	Slide 16: Síndrome do Impacto
	Slide 17: Síndrome do Impacto 
	Slide 18: Caso clínico 2
	Slide 19: Epicondilite lateral x epicondilite medial
	Slide 20: Caso clínico 3
	Slide 21: Caso clínico 3
	Slide 22: Tenossinovite estenosante dos tendões flexores dos dedos da mão (dedo em gatilho) 
	Slide 23: Caso clínico 4
	Slide 24: Tenossinovite de De Quervain
	Slide 25: Caso clínico 5
	Slide 26: Contratura de Dupuytren
	Slide 27: Caso clínico 6
	Slide 28: Cistos sinoviais
	Slide 29: Caso clínico 7
	Slide 30: Lombalgia / Lombociatalgia 
	Slide 31: Caso clínico 8
	Slide 32: Bursite trocantérica
	Slide 33: Caso clínico 9
	Slide 34: Cisto de Baker
	Slide 35: Caso clínico 10
	Slide 36: Fasciíte plantar
	Slide 37: Bibliografia
	Slide 38: Obrigada e boa jornada no internato!

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