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8 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad CASOS DE ACIDOSE - Ringer sem lactato: caso se verifique alcalose - NaCl 0,9%: correção desidratação com perda de sódio - Glicose 5%: correção desidratação com perda de sódio - Reposição de eletrólitos: nem sempre é necessária, a correção da causa primária tende a reestabelecer o equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico Uso de solução salina hipertônica - Choque e desidratação grave; a utilização de solução de reposição nesses casos pode provocar edema pulmonar, pois não há pressão coloidosmótica para segurar o líquido no interior dos vasos, e este extravasa para os tecidos - Administra-se 4-6ml/kg de solução salina 7,2% em 30 minutos; essa solução torna hiperosmótico o meio intravascular, retirando água dos tecidos para os vasos, reestabelecendo transitoriamente a volemia - Após a utilização emergencial da solução salina hipertônica, deve-se proceder com a reposição de fluído para correção da desidratação. 17/3/2025 SISTEMA LOCOMOTOR BIOMECÂNICA DAS CLAUDICAÇÕES - 3º maior rebanho mundial - Maior da América Latina - Geração de empregos e renda - Setor automobilístico - 2º afecção que mais traz prejuízos na equideocultura é o sistema musculo-esquelético Anatomia Metacarpo/Metatarso – falanges Sesamóide distal/ navicular Entra falange média e distal Articulação interfalangiana distal e proximal Articulação metacarpofalangiana/ boleto 1ºfalange: quartela Boleto: metacarpo/tarso falangiana Casco: 2º e 3º falange e navicular Ligamento: liga osso com osso Tendão: liga musculo com osso - Tendão flexor digital profundo: se insere na terceira falange, usa o navicular para distribuir o peso - Tendão flexor digital superficial Tendinite: Desmite (inflamação do ligamento) Burcite: inflamação da bursa Ligamento ímpar: entre navicular e 3º falange Ligamento T: navicular e 2º falange Sinal clinico: dor -> claudicação Azul: Cartilagem alar ou ungular Exemplo: Deficiência existente: 7% x 500kg/100 = 35Litros Manutenção: Jovem (até 12meses): 130ml/kg/dia Adulto (+ 12 meses): 70 ml/kg/dia = 35Litros Perda contínua: Diarreia: 50ml/kg/dia: 25 Litros 35+35+25= 95 Litros 60% de 95= 57 litros em 2 horas = 28,5 litros por hora = 475ml por minuto 40% de 95= 38 litros nas 22 horas restantes: 1,700 Litros/ hora = 28ml por minuto Diagnóstico assertivo -> Tratamento X prognóstico Te permite dar variados tratamentos e mensura a % de sucesso 9 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad Vermelho: Coxim plantar: feito de gordura -> finalidade de amortecer - Sola: região da pinça - Sola: região do talão (medial ou lateral) - Ranilha é o triangulo: Base da ranilha Ápice da ranilha Terço médio da ranilha - Unha - Muralha do casco (envolve a unha na parte escura) Pinça Talão (medial e lateral) 19/3/24 3º falange é o osso mais duro do mundo Absorver o impacto • 80% de todas os problemas do sistema locomotor está localizado na região distal nos membros torácicos (boleto para a falange) porque tem maior porcentagem de carga (60- 70%) Consigo direcionar o diagnóstico através da: - Raça - Idade - Atividade A ferradura ajuda na distribuição do impacto nos cascos. O casco vai atrofiando e começa a ficar concentrada em um ponto e causar lesões, principalmente em MT. Observa-se ao passo e ao trote Classificação da claudicação (AAEP) • Grau 1: Não é visível ao passo, apenas ao trote, porém sem movimentos evidentes da cabeça e pescoço. Leve assimetria na elevação dos glúteos • Grau 2: alterações discretas ao passo. Ao trote, movimentos de cabeça, pescoço e assimetria na elevação dos glúteos evidentes. • Grau 3: claudicação clara, tanto ao passo quanto ao trote. Movimentos de cabeça, pescoço e garupa são evidentes. • Grau 4: muito evidente ao passo, associado à relutância em se movimentar. • Grau 5: o membro afetado não suporta peso, sendo mantido em posição de repouso. PASSO TROTE GRAU 1(LEVE) Ausente Discreto GRAU 2 (MOD) Discreta evidente GRAU 3(MOD) clara Clara GRAU 4(GRAVE) Mt evidente Mt evidente GRAU 5(GRAVE) Elevação do membro 10 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad Sadio: sobe e desce Claudicação: O animal quando troca o membro e quer poupar oq está doendo, ele não abaixa a cabeça, mantendo a cabeça elevada. Movimento de cabeça • Trote em círculo: em casos de G1 e G2 • Movimento de cabeça amplificado? • Claudicação piora quando o membro claudicante está dentro ou fora? • O que isso significa? • Qual tipo de superfície realizar o trote em círculo? • E se a cabeça não alterar com o bloqueio inicial de nervo/articulação ? • Normalmente exacerba a claudicação no membro dentro do círculo, mas em alguns casos pode exarcebar o membro de fora do círculo. • Aspecto medial do membro; • Desmite de suspensório de boleto; • Desmite check ligamento inferior; • Claudicação alta no membro • Se claudicação não é evidente, bloqueie um dos membros e trote em círculo novamente. - Superfície dura: Claudicação de casco Componentes ósseos - Superfície macia: Injúria de tendão e ligamentos “Quadril solto” • Fita branca? Avalia descida do quadril (lado que desce mais é o lado acometido) • Ótimo para os clientes verem (e veterinários em envelhecimento) • Certifique-se de que seja mesmo em ambos os lados. • Certifique-se que a colocação seja lateral Qual a importância da classificação de grau? Dar um prognóstico, diagnóstico e tomar decisão sobre o tratamento (estadiamento) para comparar durante o tratamento. Cabeça: somente vista de frente e de lado: MT Garupa: somente pela vista de lado e de trás: MP Flexões dos membros • Período de tempo e grau de flexão • O que é muito pouco ou demais? • Um minuto de flexão moderada? • Flexão do membro distal • Boleto mostra os resultados de flexão mais falsos positivos que respondem à anestesia regional 24/3/25 DOENÇAS DO CASCO 1. Histórico 2. Exame visual 3. Palpação e manipulação 4. Exame de claudicação 5. Teste com pinça de casco 6. Anestesia diagnóstica (bloqueios diagnósticos) 7. Diagnóstico por imagem LAMINITE Fisiopatogenia: 1. Processo inflamatório - Cólica - Enterite - Dilatação gástrica - Pneumonia - Pleurite - SIRS - Retenção de placenta -> metrite 11 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 2. Alterações metabólicas Etiologia • PPID (sindrome de cushing): mais magro Alteração intermediária do cerebelo que altera a adrenal (glucocorticoides) -> insulina devido aumento de cortisol (diabetes tipo 2) -> hiperinsulinemia - hirsutismo: não há troca de pelo e fica mais magro - Animais mais velhos tendem a apresentar mais • Sindrome metabólica equina: mais gordo - Cavalos estão comendo bem e gastando pouco Gordura localizada no pescoço. - Ambas sindromes causam disfunção da insulina (resistência logo após) -> patogenia - Nem todo equino gordo tem sindrome metabólica, mas todo equino que tem sindrome metabólica ele apresenta acúmulo de gordura localizada (crista do pescoço) - Insulina aumenta liberação de IGF-1 que atua no casco fazendo mitose e meiose, no caso de laminite irá fazer as linhas de estresse (tecido de qualidade inferior) 3.Causa mecânica Etiologia • Fratura do membro (laminite nos outros membros) • Abscesso • Cavalgada sem ferradura 4.Associa as outras 3 causas O membro contralateral fica sobrecarregado(patogenia) Todas elas vão causar uma fragilidade na membrana basal que (cola) as lâminas do casco, logo a 3º falange se locomove em relação ao casco - A nomeclatura serve para todos os tipos de alteração para laminite - Mas apenas a inflamatória tem cronologia e nomeclatura Diagnóstico Sinais clinicos: • Posição de cavalete (tira o peso dos membros anteriores) Os outros membros também podem ser afetados, porém o MA é o mais afetado • CLAUDICAÇÃO MAIS SEVERA (GRAUS DE OBEL); Não é tão usado, pois a maioria dos casos de laminite são metabólicos e esse grau só é usado em casos inflamatórios • Pulso digital presente (no membro); • Aumento de temperatura no casco • Resposta positiva ao pinçamento de casco (Sola na região da pinça). Diagnostico complementar: Radiografias O animal pode apresentar os três tipos de rotações juntas Em vermelho é onde mais dói nas rotações Tratamento: - Prevenir doenças metabólicas - Conhecer o cavalo que tem ou está em risco de apresentar laminite 1. Qual área acontece a mais laminite? (MT e bilateral) 2. Quantas projeções? No minimo duas Para diagnosticar os tipos de rotação de maneira acertiva e dar um prognóstico - Latero-medial: Avaliação de P3 do plano dorsal - Dorso-palmar: Avaliação de P3 no plano latero- medial 12 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad - Sinais clinicos presentes A) Tratamento adequado de qualquer doença sistêmica primária que coloque o cavalo em risco B) Controle da inflamação e sepse sistêmica C) Diagnóstico e estabilização de qualquer doença metabólica D) Manter um peso relativamente igual no paciente ortopédico E) Realizar suporte do digito (casco) Tirar a carga da área afetada para a não afetada Tratamento imediato: Retirar a ferradura e colocar o cavalo em piso macio para as três causas. Se o diagnóstico for preciso, eu sei qual ortese eu vou utilizar Inflamatório: AINE: FENILBUTAZONA, SE QUISER UM SELETIVO DMSO ACEPROMAZINA TRATAR CAUSA BASE REPOUSO ÓRTESE GELO Metabólica: REPOUSO ÓRTESE TRATAR CAUSA INICIAL PPID: PERGOLIDA SM: CANAGLIFOSINA AINE: FENILBUTAZONA Mecânica: REPOUSO TRATAR A CAUSA INICIAL ÓRTESE ACEPRAM AINE ISOPOR Vantagens - Baixo custo - Material de fácil acesso - Fácil substituição Desvantagens - Fixação - Exige trocas constantes - Cuidados ambulatoriais - Intensos EVA Vantagens - Baixo custo - Melhor durabilidade - Diversas durezas Desvantagens - Fixação - Perde maciez ao longo do tempo - Exige cuidados ambulatoriais intensos SOFTWHIDE Vantagens - Fácil colocação - Bom encaixe - Bom suporte de talões e ranilha - Elevação de talões - Boa durabilidade Desvantagens - Custo alto COMPENSADO NAVAL Vantagens - Custo razoável - Fácil aplicação - Boa durabilidade - Bom suporte do casco Desvantagens - Confecção - Muralha em condições - Conhecer a técnica de fixação - Exige material de impressão Tratamento medicamentoso AINE - Analgesia para controle de dor - Efeito anti-inflamatório - Usar doses adequadas - Possibilidade de associar VASODILATAÇÃO - Aumenta fluxo sanguíneo em cavalos sadios - Nunca foi estudado em cavalos com laminite - Efeito calmante, o cavalo fica mais relaxado 13 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad DIMETILSUFÓXIDO - DMSO - Anti-inflamatório; - Diurético; - Inibidor de radicais livres; - Lógico....mas sem efeitos comprovados! ENDOCRINOLÓGICO - OBESIDADE; - Resistência a insulina; - Doença de Cushing; - Síndrome metabólica equina 26/3/25 GELO (48-72 horas) Atua de 3 formas e quais são as vantagens: Vasoconstrição -> mecanismo de shunts que reabrem outros caminhos de vasodilatação - Promove analgesia - Reduz o metabolismo celular - 6-10ºC Não se utiliza em mecânica para não agravar caso de vasocontrição Controle da dor Fenilbutazona 3-5d se houver melhora desmama com o fármaco menos potente, Maxicam: 3-5d Em situação inflamatória e mecânica é utilizado (3-5d) 0,5ml/kg IM Potente anti-inflamatório para problemas agudos (nervoso, neurológico, trauma) usado em casos de inflamação Fazer o diagnóstico terapêutico INFLAMATÓRIA METABÓLICA MECÂNICA AINE AINE AINE ACEPRAM CANAGLIFOZI NA ACEPRAM DMSO PERGOLIDA GELO Doença de cushing (PPID): pergolit tomar o resto da vida, todos os dias Sindrome metabólica equina: canagliflozina (30-90d) Dieta balançeada + exercicio Casos clinicos • Garanhão Mangalarga Marchador • 12 anos • Acúmulo de gordura pescoço • Pinça de casco – Positivo • Teste rápido de glicose – Positivo Resistênte a insulina Colocação de órtese que tirou o peso da área afetada e colocou na área não afetada, manejo da dieta, exercicio para estimular cicrulação e tratamento da causa metabólica base. 14 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad • Potra Raça Crioula • Sobreano (1,5) • Erliquiose - caramujo • Claudicação Obel 1-2 • Pulso digital presente - intenso • Pinçamento de casco posit. Diarreia e cólite severa que levam laminite inflamatória - Foi feito gelo • Garanhão Raça Crioula • 8 anos • Realizou exercício de alta intensidade • Gordurinha de pescoço • Claudicação Obel 3 • Pinça de casco positivo • Pulso digital – moderado Foi para o gelo mas não deveria, pois depois o tutor relatou que o animal tinha feito atividade intensa e acabou tendo uma laminite mecâmica • Hero, Morgan/Percheron • Castrado • 11 anos • Sobrecarga de grãos (1 dia)- inflamatória • Obel 2-3 • Pulso digital Aguda Subaguda Crônica: gabapentina, amitriptilina 31/3/25 SINDROME DO NAVICULAR Articulação: Bursa Podotroclear Patogenia: Motivos que fazem o cavalo ficar susceptível a forças anormais no membro: • Casqueamento e ferrageamento inadequada (eixo podofalângivo desequilibrada) – achinelado • Aprumos do cavalo ruim (quartela curta em pé) carga excessiva no navicular • Raça (corpo grande, casco pequeno) – QM por exemplo • Concussão excessiva (pancada) EIXO PODOFALANGICO QUEBRADO PARA TRÁS - Pinça comprida, talões baixos ou escorridos que aumentarão a tensão no TFDP e força o osso do navicular EIXO PODOFALÂNGICO QUEBRADO PARA FRENTE/ ENCASTELADO/ SALTO ALTO - Deformidade flexural AIP, ”Club foot” - Aumenta concussão na região da pinça da sola O animal tem mais talão do que pinça Sinais clínicos ➔ Só é possivel observar antes do animal ser tratado devido manejo de limpeza da baia O que é o eixo podofalângico? É o alinhamento/paralelismo entre três linhas, uma linha passa na região dorsal do casco, outra linha dividindo as falanges ao meio e a última linha passa na região dos talões 15 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad Nem sempre funciona, pois o volume é baixo (1ml), então pode-se optar por fazer o bloqueio intrartciular (bursa), mas é muito arriscado de início devido sepse. - Avaliam a perda da junção cortico-medular (remodelação óssea) - Aumento no número e tamanho das invaginações sinoviais (vasos sanguineos passam ali) - Formação de enteseófitos (ligamentos calcificados) - Radioluscencias semelhantes a cistos Mineralização do tendão flexor distal profundo Não tem cura, apenas tratamento para sintomas. US permite visualizar de maneira precoce. RM também Tratamento: • Casquamento de maneira adequada (se necessário colocar palmilha angulada) - Retornar o balanço do casco ao normal: - Realinhamentodo eixo-podofalângico - Elevação dos talões (3-6º) - Ferradura formato oval • Manter o suporte nos talões: - Fazer suporte de ranilha • Facilitar o breakover: Repicado na frente igual sapato para auxiliar na saido do pé enquanto o animal andar, auxiliando o tendão flexor digital profundo - “Rolar” a ferradura na pinça Mínima 3 projeções para análise radiografica do navicular: 1. Latero-medial 2. Dorso-palmar angulada em 65º visando observar o osso navicular 3. SKYLINE visando observar detalhadamente o osso navicular 16 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad - Ferradura invertida – oval: para quando o animal apoiar, a carga se distribuir melhor por toda a ferradura. - Posicionar a ferradura mais palmarmente • Medicamentoso: Infiltrado - Triamcinolona: corticoide que demora a ser metabolizado - Acido hialurônico: melhora viscosidade da articulação, retardando a lesão - IRAP ou célula-tronco: Pode associar a Triamcinolona e o ácido juntos Articulação interfalangiana distal: mais fácil e menor risco Bursa podotroclear: mais dificil e arriscada ➔ Analisar histórico + competência para realizar 60% dos cavalos tem comunicação da bursa com a articulação - A duração do corticoide tem um efeito médio de 4 meses, porém os trabalhos mostram de 2 a 3 anos e depois vai se perdendo o efeito. - Bifosfonatos: Fármacos anti-tumorais que neutraliza a atividade antiosteoclástica e os osteoblásticos trabalham tranquilamente. (bem mais caro) Schockwave: Geração externa de onda de pressão acústica que se propaga através do tecido melhorando perfusão e cicatrização - Nenhuma mudança no osso Radiograficamente ou Cintilografia - Mudanças na condução nervosa - 3 a 4 sessões em sindrome navicular Neurectomia: Corte do nervo - Não é reversível O tratamento depende do objetivo do proprietário com o animal. 2/4/25 DOENÇAS DO CASCO • Abscesso de casco/ Pododermatite séptica/ “Broca” ou “Formigueiro” - Causa mais comum de claudicação AGUDA Etiologia: Trauma excessiva - Ferrageamento (cravo na parte sensitiva) Históricos: Estava bem, colocaram ferradura e ficou uma porta de entrada para bactérias e a infecção demorou em torno de 3-4 dias p aparecer os sinais clinicos - Cavalgada prolongada em terras com muitas pedras (hematoma de sola) e a bacteria se aproveita e faz um abscesso - Laminite com falange exposta Sinais clinicos: Início de claudicação rápida e severa (grau V), geralmente unilateral - Calor no casco - Aumento do pulso digital - Reação da dor a pinça de casco - Identificação do trato de abscesso (fístula) - Diferenciar de fratura da 3º falange no RX Diagnóstico: RX: Localizar a inflamação com presença de gás Descartar outras suspeitas - Mix 2 proj. - Avaliação 3 falange e laminite - Presença de laminite - Espessura de sola - Pinça de casco para encontrar o local da dor quando não se tem RX Tratamento: • Promover drenagem ventral • Medicamentoso: AINE - Antibiótico (penicilina 20.000 UI) para tratar possivel infecção secundária em casos em que o animal não terá serviço de enfermagem ou devida atenção. Do contrário, não é necessário antibiótico. Não se usa em fraturas e nem em animais em fase de crescimento (somente adultos = 5 anos) 17 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad - Pedilúvio: Água morna de 20-30min 1x ao dia com solução hiperconcentrada + solução desinfetante 1. Solução hiperconcentrada (10g/L) (sal de cozinha OU sulfato de cobre) associada com uma... 2. Solução desinfetante (iodo 2% OU perganganato de potássio (10mL/L)) 3. Bandagem do casco todo dia junto ao pediluvio (em média de 3- 5 dias com fácil cicatrização) em casos de melhora ir diminuindo a frequência. (Geralmente, esse processo leva 30 dias) Curativo = botinha 4.Controle de dor 5. Prevenção de tétano Infecções recorrentes ou com histórico prolongado - Metronidazol em pó local - Antibiótico sistêmico: Sulfa+ trimetropin (7-10d) - Podem ser associados Analisar como está sendo feito o manejo de limpeza pessoal do funcionário (lavar mãos, usar luvas, balde limpo, água limpa) Sequelas • Osteomielite: sequestro - Histórico e sinais clínicos - Claudicação moderada sem resolução - Drenagem persistente - Histórico de abscesso no casco • Fraturas margem solear • Laminite inflamatória (assim como ela tb pode gerar a broca) 7/4/25 DESMITE LIGAMENTO SUSPENSOR DO BOLETO • Desmite: inflamação do ligamento (7 meses) • Tendinite: inflamação do tendão (9 meses) Tempo mín de recuperação plena - Capacidade de cicatrização muito baixa - A desmite pode ser tanto uni/bilateral ou de todos os membros Introdução - Lesão LSB – Membros Torácicos e pélvicos - Lesão do ligamento: 1) Origem; 2) Corpo; 3) Ramos. Dificilmente temos lesão nos 3 locais - Comum em cavalos de esporte. - Atividades em solo macio (areia ou garama) - jarrete de vaca Relação com o movimento - Hiperextensão do boleto - Art. Tarso ângulo reto - Hereditário em algumas raças (jarrete) Sinais clinicos: - Claudicação Aguda (calor, edema e dor à palpação) Crônica (pode ou não manifestar sinais de dor) - Efusão podendo ser na origem, corpo e ramos. - Encurtamento da fase cranial da passada do membro afetado - Claudicação severa em 85% dos cavalos - Claudicação persistente após teste de flexão; - Melhor identificação no exame em círculo. Devida força centrípeda (força no membro que está p dentro do círculo) Em piso duro, se manifesta o tecido duro (sindrome do navicular) Diagnóstico: BASEADO NOS RESULTADOS: - Histórico e anamnese - Exame clínico - Analgesia perineural - Exame ultrassonográfico - Exame radiográfico para descartar outras alterações - MRI (Raramente utilizado) - Cintilografia nuclear (Não é utilizado) NA US - Preparo da região - posição - Aparelho 18 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad - Sondas - Tecnica - Anatomia - Associação com RX Para quando fizer diagnostico, eu registrar onde está a lesão -> consigo monitorar a lesão (serve para membros) AL (lig. Suspensório) Metacárpo (linha branca) Tratamento - Repouso 30 dias (retorno progressivo) - Gelo - AINES (fenilbutazona) OU - Corticoides intralesional guiado pela US (Depomedrol – metilprednisolona) - PRP (plasma rico em plaquetas): STEM CELL (cél tronco); IRAP - SHOCKWAVE (2-3 sessões) - KINESIOTAPE - Fisioterapia por 7 meses (7 letras) Prognóstico - MT: retorno ao exercício em pleno 80% dos casos - MP: Retorno ao exercicio pleno em 14% dos casos - Utilização de Shockwave melhora em 50% dos resultados - MP: realização de neurectomia (Ramo profundo nervo lateral plantar), retorno de 75% dos cavalos ao seu nível anterior de atividade. 9/4/25 OSTEOARTRITE TÁRSICA Processo inflamatório da sinóvia -> sinovite -> cápsulite (irreversível) -> osteoartrite (degeneração articular) -> anquilose (calcificação) • Essa inflamação acontece principalmente em cavalos atletas Sinovite caracterizada pela efusão lateral, medial e dorsal do jarrete Estruturas de interesse • Tálus, calcâneo, osso do tarso • Tendões e ligamentos • Vasos e nervos • Regiões sinoviais Lugares mais frequentes • Boleto • Jarrete • Região de coluna espinhal (cervical, lombar e pélvica) Etiopatogenia - Tipo de atividade (swester) - Jarrete muito reto (vaca) Sinais clínicos • Efusão (inchaço na articulação) • Claudicação MP bilateral • Encurtamento da fase cranial da passada • Responde + para o teste de flexão do tarso • Melhora com o bloqueio perineural e melhoramuito com o bloqueio intrarticular (tibial- perneal) Tíbio-társica Intertarsica proximal Intertarsica distal (+acometida) Tarso metatarsica 19 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad ➔ Pontos negativos do bloqueio intrarticular é o risco de capsulite e pela assepsia do local. Diagnóstico • Histórico • Anamnese • Raça/idade/tipo de atividade • Exame físico • Bloq. Perineural • Bloq. Intrarticular • RX (Mín 5 projeções) • US Tratamento • Sistêmico: IV/VO - AINE (Fenilbutazona 3-5/5-7d) - Se caso necessário, desmame para o seletivo • Intrarticular (Corticoide de alto peso molecular para utilizar um volume menor), podendo associar com ácido hialurônico • Suplemento: sulfato de condroitina (condroplex) no mín 6 meses (glicosaminoglicanos) para os sinoviócitos aumentarem a produção de líquido sinovial. • Em casos graves, onde não há resposta ao tratamento (artrose), pode-se adiantar a anquilose com o álcool etílico, porém o animal apresentará muita dor nos 3 primeiros dias. • Schockwave • Correção ortopédica com a ferradura para diminuir pressão do impacto para lateral Prognóstico • Depende da severidade da claudicação e anormalidades radiográficas • Quadros moderados, boa resposta ao retorno de atividades • Grave: podem requerer a realização de artrodese (retorno ao esporte 50/50%)