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8 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
 
CASOS DE ACIDOSE 
- Ringer sem lactato: caso se verifique alcalose 
- NaCl 0,9%: correção desidratação com perda de 
sódio 
- Glicose 5%: correção desidratação com perda de 
sódio 
- Reposição de eletrólitos: nem sempre é necessária, a 
correção da causa primária tende a reestabelecer o 
equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico 
Uso de solução salina hipertônica 
- Choque e desidratação grave; a utilização de solução 
de reposição nesses casos pode provocar edema 
pulmonar, pois não há pressão coloidosmótica para 
segurar o líquido no interior dos vasos, e este extravasa 
para os tecidos 
- Administra-se 4-6ml/kg de solução salina 7,2% em 
30 minutos; essa solução torna hiperosmótico o meio 
intravascular, retirando água dos tecidos para os vasos, 
reestabelecendo transitoriamente a volemia 
- Após a utilização emergencial da solução salina 
hipertônica, deve-se proceder com a reposição de 
fluído para correção da desidratação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17/3/2025 
SISTEMA LOCOMOTOR 
BIOMECÂNICA DAS CLAUDICAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
- 3º maior rebanho mundial 
- Maior da América Latina 
- Geração de empregos e renda 
- Setor automobilístico 
- 2º afecção que mais traz prejuízos na equideocultura 
é o sistema musculo-esquelético 
 
Anatomia 
Metacarpo/Metatarso – falanges 
Sesamóide distal/ navicular 
Entra falange média e distal 
Articulação interfalangiana distal e proximal 
Articulação metacarpofalangiana/ boleto 
 
1ºfalange: quartela 
Boleto: metacarpo/tarso falangiana 
Casco: 2º e 3º falange e navicular 
Ligamento: liga osso com osso 
Tendão: liga musculo com osso 
- Tendão flexor digital profundo: se insere na terceira 
falange, usa o navicular para distribuir o peso 
- Tendão flexor digital superficial 
Tendinite: 
Desmite (inflamação do ligamento) 
Burcite: inflamação da bursa 
Ligamento ímpar: entre navicular e 3º falange 
Ligamento T: navicular e 2º falange 
 
Sinal clinico: dor -> claudicação 
 
Azul: Cartilagem alar ou ungular 
Exemplo: Deficiência existente: 7% x 
500kg/100 = 35Litros 
Manutenção: Jovem (até 12meses): 
130ml/kg/dia 
Adulto (+ 12 meses): 70 ml/kg/dia = 
35Litros 
 
Perda contínua: Diarreia: 50ml/kg/dia: 25 
Litros 
 
35+35+25= 95 Litros 
60% de 95= 57 litros em 2 horas = 28,5 
litros por hora = 475ml por minuto 
40% de 95= 38 litros nas 22 horas 
restantes: 1,700 Litros/ hora = 28ml por 
minuto 
 
 
Diagnóstico assertivo -> Tratamento X 
prognóstico 
Te permite dar variados tratamentos e 
mensura a % de sucesso 
 
 
 
9 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
Vermelho: Coxim plantar: feito de gordura -> 
finalidade de amortecer 
 
 
- Sola: região da pinça 
- Sola: região do talão (medial ou lateral) 
- Ranilha é o triangulo: Base da ranilha 
Ápice da ranilha 
Terço médio da ranilha 
- Unha 
- Muralha do casco (envolve a unha na parte escura) 
Pinça 
Talão (medial e lateral) 
 
19/3/24 
3º falange é o osso mais duro do mundo 
 
Absorver o impacto 
 
 
• 80% de todas os problemas do sistema 
locomotor está localizado na região distal nos 
membros torácicos (boleto para a falange) 
porque tem maior porcentagem de carga (60-
70%) 
 
Consigo direcionar o diagnóstico através da: 
- Raça 
- Idade 
- Atividade 
 
 
A ferradura ajuda na distribuição do impacto nos 
cascos. 
O casco vai atrofiando e começa a ficar concentrada 
em um ponto e causar lesões, principalmente em MT. 
 
Observa-se ao passo e ao trote 
Classificação da claudicação (AAEP) 
• Grau 1: Não é visível ao passo, apenas ao trote, 
porém sem movimentos evidentes da cabeça e 
pescoço. Leve assimetria na elevação dos glúteos 
• Grau 2: alterações discretas ao passo. Ao trote, 
movimentos de cabeça, pescoço e assimetria na 
elevação dos glúteos evidentes. 
• Grau 3: claudicação clara, tanto ao passo quanto ao 
trote. Movimentos de cabeça, pescoço e garupa são 
evidentes. 
• Grau 4: muito evidente ao passo, associado à 
relutância em se movimentar. 
• Grau 5: o membro afetado não suporta peso, sendo 
mantido em posição de repouso. 
 PASSO TROTE 
GRAU 1(LEVE) Ausente Discreto 
GRAU 2 (MOD) Discreta evidente 
GRAU 3(MOD) clara Clara 
GRAU 4(GRAVE) Mt evidente Mt evidente 
GRAU 5(GRAVE) Elevação do membro 
 
10 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
 
Sadio: sobe e desce 
 
Claudicação: O animal quando troca o membro e quer 
poupar oq está doendo, ele não abaixa a cabeça, 
mantendo a cabeça elevada. 
 
 
Movimento de cabeça 
• Trote em círculo: em casos de G1 e G2 
• Movimento de cabeça amplificado? 
• Claudicação piora quando o membro claudicante está 
dentro ou fora? 
• O que isso significa? 
• Qual tipo de superfície realizar o trote em círculo? 
• E se a cabeça não alterar com o bloqueio inicial de 
nervo/articulação ? 
 
• Normalmente exacerba a claudicação no membro 
dentro do círculo, mas em alguns casos pode exarcebar 
o membro de fora do círculo. 
• Aspecto medial do membro; 
• Desmite de suspensório de boleto; 
• Desmite check ligamento inferior; 
• Claudicação alta no membro 
• Se claudicação não é evidente, bloqueie um dos 
membros e trote em círculo novamente. 
- Superfície dura: Claudicação de casco 
Componentes ósseos 
- Superfície macia: Injúria de tendão e ligamentos 
 
“Quadril solto” 
• Fita branca? Avalia descida do quadril (lado que 
desce mais é o lado acometido) 
• Ótimo para os clientes verem (e veterinários em 
envelhecimento) 
• Certifique-se de que seja mesmo em ambos os lados. 
• Certifique-se que a colocação seja lateral 
 
 
Qual a importância da classificação de grau? 
Dar um prognóstico, diagnóstico e tomar decisão sobre 
o tratamento (estadiamento) para comparar durante o 
tratamento. 
 
Cabeça: somente vista de frente e de lado: MT 
Garupa: somente pela vista de lado e de trás: MP 
 
Flexões dos membros 
• Período de tempo e grau de flexão 
• O que é muito pouco ou demais? 
• Um minuto de flexão moderada? 
• Flexão do membro distal 
• Boleto mostra os resultados de flexão 
mais falsos positivos que respondem à anestesia 
regional 
 
24/3/25 
DOENÇAS DO CASCO 
 
1. Histórico 
2. Exame visual 
3. Palpação e manipulação 
4. Exame de claudicação 
5. Teste com pinça de casco 
6. Anestesia diagnóstica (bloqueios diagnósticos) 
7. Diagnóstico por imagem 
 
LAMINITE 
Fisiopatogenia: 
1. Processo inflamatório 
- Cólica 
- Enterite 
- Dilatação gástrica 
- Pneumonia 
- Pleurite 
- SIRS 
- Retenção de placenta -> metrite 
 
 
11 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
 
2. Alterações metabólicas 
Etiologia 
• PPID (sindrome de cushing): mais magro 
Alteração intermediária do cerebelo que altera a 
adrenal (glucocorticoides) -> insulina devido aumento 
de cortisol (diabetes tipo 2) -> hiperinsulinemia 
- hirsutismo: não há troca de pelo e fica mais magro 
- Animais mais velhos tendem a apresentar mais 
• Sindrome metabólica equina: mais gordo 
- Cavalos estão comendo bem e gastando pouco 
Gordura localizada no pescoço. 
 
- Ambas sindromes causam disfunção da insulina 
(resistência logo após) -> patogenia 
- Nem todo equino gordo tem sindrome metabólica, 
mas todo equino que tem sindrome metabólica ele 
apresenta acúmulo de gordura localizada (crista do 
pescoço) 
- Insulina aumenta liberação de IGF-1 que atua no 
casco fazendo mitose e meiose, no caso de laminite irá 
fazer as linhas de estresse (tecido de qualidade 
inferior) 
 
3.Causa mecânica 
Etiologia 
• Fratura do membro (laminite nos outros 
membros) 
• Abscesso 
• Cavalgada sem ferradura 
4.Associa as outras 3 causas 
O membro contralateral fica sobrecarregado(patogenia) 
 
Todas elas vão causar uma fragilidade na membrana 
basal que (cola) as lâminas do casco, logo a 3º falange 
se locomove em relação ao casco 
 
 
- A nomeclatura serve para todos os tipos de alteração 
para laminite 
- Mas apenas a inflamatória tem cronologia e 
nomeclatura 
Diagnóstico 
Sinais clinicos: 
• Posição de cavalete (tira o peso dos membros 
anteriores) 
Os outros membros também podem ser 
afetados, porém o MA é o mais afetado 
• CLAUDICAÇÃO MAIS SEVERA (GRAUS 
DE OBEL); 
Não é tão usado, pois a maioria dos casos de 
laminite são metabólicos e esse grau só é usado em 
casos inflamatórios 
• Pulso digital presente (no membro); 
• Aumento de temperatura no casco 
• Resposta positiva ao pinçamento de casco 
(Sola na região da pinça). 
 
Diagnostico complementar: Radiografias 
 
O animal pode apresentar os três tipos de rotações 
juntas 
Em vermelho é onde mais dói nas rotações 
 
Tratamento: - Prevenir doenças metabólicas 
- Conhecer o cavalo que tem ou está em risco de 
apresentar laminite 
1. Qual área acontece a mais laminite? (MT e 
bilateral) 
2. Quantas projeções? No minimo duas 
Para diagnosticar os tipos de rotação de 
maneira acertiva e dar um prognóstico 
- Latero-medial: Avaliação de P3 do plano dorsal 
- Dorso-palmar: Avaliação de P3 no plano latero-
medial 
 
12 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
- Sinais clinicos presentes 
A) Tratamento adequado de qualquer doença 
sistêmica primária que coloque o cavalo em 
risco 
B) Controle da inflamação e sepse sistêmica 
C) Diagnóstico e estabilização de qualquer 
doença metabólica 
D) Manter um peso relativamente igual no 
paciente ortopédico 
E) Realizar suporte do digito (casco) 
Tirar a carga da área afetada para a não afetada 
Tratamento imediato: Retirar a ferradura e colocar o 
cavalo em piso macio para as três causas. 
 
Se o diagnóstico for preciso, eu sei qual ortese eu vou 
utilizar 
 
 
Inflamatório: AINE: FENILBUTAZONA, SE 
QUISER UM SELETIVO DMSO 
ACEPROMAZINA 
TRATAR CAUSA BASE 
REPOUSO 
ÓRTESE 
GELO 
 
Metabólica: REPOUSO 
ÓRTESE 
TRATAR CAUSA INICIAL 
PPID: PERGOLIDA 
SM: CANAGLIFOSINA 
AINE: FENILBUTAZONA 
 
Mecânica: REPOUSO 
TRATAR A CAUSA INICIAL 
ÓRTESE 
ACEPRAM 
AINE 
 
ISOPOR 
Vantagens 
- Baixo custo 
- Material de fácil acesso 
- Fácil substituição 
 
Desvantagens 
- Fixação 
- Exige trocas constantes 
- Cuidados ambulatoriais 
- Intensos 
 
EVA 
Vantagens 
- Baixo custo 
- Melhor durabilidade 
- Diversas durezas 
 
Desvantagens 
- Fixação 
- Perde maciez ao longo do tempo 
- Exige cuidados ambulatoriais intensos 
 
SOFTWHIDE 
Vantagens 
- Fácil colocação 
- Bom encaixe 
- Bom suporte de talões e ranilha 
- Elevação de talões 
- Boa durabilidade 
Desvantagens 
- Custo alto 
 
COMPENSADO NAVAL 
Vantagens 
- Custo razoável 
- Fácil aplicação 
- Boa durabilidade 
- Bom suporte do casco 
 
Desvantagens 
- Confecção 
- Muralha em condições 
- Conhecer a técnica de fixação 
- Exige material de impressão 
 
Tratamento medicamentoso 
AINE 
- Analgesia para controle de dor 
- Efeito anti-inflamatório 
- Usar doses adequadas 
- Possibilidade de associar 
 
VASODILATAÇÃO 
- Aumenta fluxo sanguíneo em cavalos sadios 
- Nunca foi estudado em cavalos com laminite 
- Efeito calmante, o cavalo fica mais relaxado 
 
 
 
13 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
DIMETILSUFÓXIDO - DMSO 
- Anti-inflamatório; 
- Diurético; 
- Inibidor de radicais livres; 
- Lógico....mas sem efeitos 
comprovados! 
 
ENDOCRINOLÓGICO 
- OBESIDADE; 
- Resistência a insulina; 
- Doença de Cushing; 
- Síndrome metabólica equina 
 
26/3/25 
GELO (48-72 horas) 
Atua de 3 formas e quais são as vantagens: 
Vasoconstrição -> mecanismo de shunts que reabrem 
outros caminhos de vasodilatação 
- Promove analgesia 
- Reduz o metabolismo celular 
- 6-10ºC 
Não se utiliza em mecânica para não agravar caso de 
vasocontrição 
 
Controle da dor 
 
Fenilbutazona 3-5d se houver melhora desmama com o 
fármaco menos potente, Maxicam: 3-5d 
 
Em situação inflamatória e mecânica é utilizado (3-5d) 
0,5ml/kg IM 
 
Potente anti-inflamatório para problemas agudos 
(nervoso, neurológico, trauma) usado em casos de 
inflamação 
 
Fazer o diagnóstico terapêutico 
INFLAMATÓRIA METABÓLICA MECÂNICA 
AINE AINE AINE 
ACEPRAM CANAGLIFOZI
NA 
ACEPRAM 
DMSO PERGOLIDA 
GELO 
 
 
Doença de cushing (PPID): pergolit tomar o resto da 
vida, todos os dias 
Sindrome metabólica equina: canagliflozina (30-90d) 
Dieta balançeada + exercicio 
 
Casos clinicos 
• Garanhão Mangalarga Marchador 
• 12 anos 
• Acúmulo de gordura pescoço 
• Pinça de casco – Positivo 
• Teste rápido de glicose – Positivo 
Resistênte a insulina 
Colocação de órtese que tirou o peso da área afetada e 
colocou na área não afetada, manejo da dieta, exercicio 
para estimular cicrulação e tratamento da causa 
metabólica base. 
 
14 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
 
 
 
• Potra Raça Crioula 
• Sobreano (1,5) 
• Erliquiose - caramujo 
• Claudicação Obel 1-2 
• Pulso digital presente - intenso 
• Pinçamento de casco posit. 
Diarreia e cólite severa que levam laminite 
inflamatória 
- Foi feito gelo 
 
• Garanhão Raça Crioula 
• 8 anos 
• Realizou exercício de alta intensidade 
• Gordurinha de pescoço 
• Claudicação Obel 3 
• Pinça de casco positivo 
• Pulso digital – moderado 
 
Foi para o gelo mas não deveria, pois depois o tutor 
relatou que o animal tinha feito atividade intensa e 
acabou tendo uma laminite mecâmica 
 
• Hero, Morgan/Percheron 
• Castrado 
• 11 anos 
• Sobrecarga de grãos (1 dia)- inflamatória 
• Obel 2-3 
• Pulso digital 
 
Aguda 
Subaguda 
Crônica: gabapentina, amitriptilina 
 
31/3/25 
SINDROME DO NAVICULAR 
 
Articulação: Bursa Podotroclear 
 
Patogenia: Motivos que fazem o cavalo ficar 
susceptível a forças anormais no membro: 
• Casqueamento e ferrageamento inadequada (eixo 
podofalângivo desequilibrada) – achinelado 
• Aprumos do cavalo ruim (quartela curta em pé) 
carga excessiva no navicular 
• Raça (corpo grande, casco pequeno) – QM por 
exemplo 
• Concussão excessiva (pancada) 
 
EIXO PODOFALANGICO QUEBRADO PARA 
TRÁS 
- Pinça comprida, talões baixos ou escorridos que 
aumentarão a tensão no TFDP e força o osso do 
navicular 
 
 
EIXO PODOFALÂNGICO QUEBRADO PARA 
FRENTE/ ENCASTELADO/ SALTO ALTO 
- Deformidade flexural AIP, ”Club foot” 
- Aumenta concussão na região da pinça da sola 
O animal tem mais talão do que pinça 
 
Sinais clínicos 
 
 
➔ Só é possivel observar antes do animal ser 
tratado devido manejo de limpeza da baia 
 
 
 
O que é o eixo podofalângico? 
É o alinhamento/paralelismo entre três linhas, uma 
linha passa na região dorsal do casco, outra linha 
dividindo as falanges ao meio e a última linha 
passa na região dos talões 
 
 
15 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
 
 
 
Nem sempre funciona, pois o volume é baixo (1ml), 
então pode-se optar por fazer o bloqueio intrartciular 
(bursa), mas é muito arriscado de início devido sepse. 
 
 
- Avaliam a perda da junção cortico-medular 
(remodelação óssea) 
 
- Aumento no número e tamanho das invaginações 
sinoviais (vasos sanguineos passam ali) 
 
- Formação de enteseófitos (ligamentos calcificados) 
 
- Radioluscencias semelhantes a cistos 
 
Mineralização do tendão flexor distal profundo 
 
Não tem cura, apenas tratamento para sintomas. 
 
 
 
 
 
 
 
US permite visualizar de maneira precoce. 
RM também 
 
Tratamento: 
• Casquamento de maneira adequada (se 
necessário colocar palmilha angulada) - 
Retornar o balanço do casco ao normal: 
- Realinhamentodo eixo-podofalângico 
- Elevação dos talões (3-6º) 
- Ferradura formato oval 
• Manter o suporte nos talões: 
- Fazer suporte de ranilha 
• Facilitar o breakover: Repicado na frente igual 
sapato para auxiliar na saido do pé enquanto o 
animal andar, auxiliando o tendão flexor digital 
profundo 
- “Rolar” a ferradura na pinça 
Mínima 3 projeções para análise radiografica do 
navicular: 1. Latero-medial 
2. Dorso-palmar angulada em 65º visando observar 
o osso navicular 
3. SKYLINE visando observar detalhadamente o 
osso navicular 
 
 
16 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
- Ferradura invertida – oval: para quando o animal 
apoiar, a carga se distribuir melhor por toda a 
ferradura. 
- Posicionar a ferradura mais palmarmente 
 
• Medicamentoso: Infiltrado 
- Triamcinolona: corticoide que demora a ser 
metabolizado 
- Acido hialurônico: melhora viscosidade da 
articulação, retardando a lesão 
- IRAP ou célula-tronco: 
Pode associar a Triamcinolona e o ácido juntos 
Articulação interfalangiana distal: mais fácil e menor 
risco 
Bursa podotroclear: mais dificil e arriscada 
➔ Analisar histórico + competência para realizar 
60% dos cavalos tem comunicação da bursa com a 
articulação 
- A duração do corticoide tem um efeito médio de 4 
meses, porém os trabalhos mostram de 2 a 3 anos e 
depois vai se perdendo o efeito. 
 
- Bifosfonatos: Fármacos anti-tumorais que neutraliza 
a atividade antiosteoclástica e os osteoblásticos 
trabalham tranquilamente. (bem mais caro) 
 
Schockwave: Geração externa de onda de pressão 
acústica que se propaga através do tecido melhorando 
perfusão e cicatrização 
- Nenhuma mudança no osso 
 Radiograficamente ou Cintilografia 
- Mudanças na condução nervosa 
- 3 a 4 sessões em sindrome navicular 
 
Neurectomia: Corte do nervo 
- Não é reversível 
 
 
 
 
 
O tratamento depende do objetivo do proprietário 
com o animal. 
2/4/25 
DOENÇAS DO CASCO 
 
• Abscesso de casco/ Pododermatite séptica/ 
“Broca” ou “Formigueiro” 
- Causa mais comum de claudicação AGUDA 
Etiologia: Trauma excessiva 
- Ferrageamento (cravo na parte sensitiva) 
Históricos: Estava bem, colocaram ferradura e ficou 
uma porta de entrada para bactérias e a infecção 
demorou em torno de 3-4 dias p aparecer os sinais 
clinicos 
- Cavalgada prolongada em terras com muitas pedras 
(hematoma de sola) e a bacteria se aproveita e faz um 
abscesso 
- Laminite com falange exposta 
 
Sinais clinicos: Início de claudicação rápida e severa 
(grau V), geralmente unilateral 
- Calor no casco 
- Aumento do pulso digital 
- Reação da dor a pinça de casco 
- Identificação do trato de abscesso (fístula) 
- Diferenciar de fratura da 3º falange no RX 
Diagnóstico: RX: Localizar a inflamação com 
presença de gás 
Descartar outras suspeitas 
- Mix 2 proj. 
- Avaliação 3 falange e laminite 
- Presença de laminite 
- Espessura de sola 
- Pinça de casco para encontrar o local da dor quando 
não se tem RX 
 
 
Tratamento: 
• Promover drenagem ventral 
• Medicamentoso: AINE 
- Antibiótico (penicilina 20.000 UI) para tratar 
possivel infecção secundária em casos em que o 
animal não terá serviço de enfermagem ou devida 
atenção. Do contrário, não é necessário antibiótico. 
Não se usa em 
fraturas e nem 
em animais em 
fase de 
crescimento 
(somente 
adultos = 5 
anos) 
 
17 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
- Pedilúvio: Água morna de 20-30min 1x ao dia 
com solução hiperconcentrada + solução 
desinfetante 
1. Solução hiperconcentrada (10g/L) (sal de 
cozinha OU sulfato de cobre) associada com 
uma... 
2. Solução desinfetante (iodo 2% OU 
perganganato de potássio (10mL/L))
3. Bandagem do casco todo dia junto ao 
pediluvio (em média de 3- 5 dias com fácil 
cicatrização) em casos de melhora ir 
diminuindo a frequência. (Geralmente, esse 
processo leva 30 dias) 
Curativo = botinha 
4.Controle de dor 
5. Prevenção de tétano 
Infecções recorrentes ou com histórico 
prolongado 
- Metronidazol em pó local 
- Antibiótico sistêmico: Sulfa+ trimetropin (7-10d) 
- Podem ser associados 
Analisar como está sendo feito o manejo de 
limpeza pessoal do funcionário (lavar mãos, usar 
luvas, balde limpo, água limpa) 
 
Sequelas 
• Osteomielite: sequestro 
- Histórico e sinais clínicos 
- Claudicação moderada sem resolução 
- Drenagem persistente 
- Histórico de abscesso no casco 
• Fraturas margem solear 
• Laminite inflamatória (assim como ela tb pode 
gerar a broca) 
 
7/4/25 
DESMITE LIGAMENTO SUSPENSOR DO 
BOLETO 
 
• Desmite: inflamação do ligamento (7 meses) 
• Tendinite: inflamação do tendão (9 meses) 
Tempo mín de recuperação plena 
 
- Capacidade de cicatrização muito baixa 
- A desmite pode ser tanto uni/bilateral ou de todos 
os membros 
Introdução 
- Lesão LSB – Membros Torácicos e pélvicos 
- Lesão do ligamento: 1) Origem; 
2) Corpo; 
3) Ramos. 
 
 
Dificilmente temos lesão nos 3 locais 
- Comum em cavalos de esporte. 
- Atividades em solo macio (areia ou garama) 
- jarrete de vaca 
Relação com o movimento 
- Hiperextensão do boleto 
- Art. Tarso ângulo reto 
- Hereditário em algumas raças (jarrete) 
Sinais clinicos: - Claudicação 
Aguda (calor, edema e dor à palpação) 
Crônica (pode ou não manifestar sinais de dor) 
 
- Efusão podendo ser na origem, corpo e ramos. 
- Encurtamento da fase cranial da passada do 
membro afetado 
- Claudicação severa em 85% dos cavalos 
- Claudicação persistente após teste de flexão; 
- Melhor identificação no exame em círculo. 
 Devida força centrípeda (força no membro que 
está p dentro do círculo) 
Em piso duro, se manifesta o tecido duro 
(sindrome do navicular) 
 
Diagnóstico: BASEADO NOS RESULTADOS: 
- Histórico e anamnese 
- Exame clínico 
- Analgesia perineural 
- Exame ultrassonográfico 
- Exame radiográfico para descartar outras 
alterações 
- MRI (Raramente utilizado) 
- Cintilografia nuclear (Não é utilizado) 
NA US 
- Preparo da região 
- posição 
- Aparelho 
 
18 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
- Sondas 
- Tecnica 
- Anatomia 
- Associação com RX 
 
Para quando fizer diagnostico, eu registrar onde 
está a lesão -> consigo monitorar a lesão (serve 
para membros) 
 
AL (lig. Suspensório) 
Metacárpo (linha branca) 
 
Tratamento 
- Repouso 30 dias (retorno progressivo) 
- Gelo 
- AINES (fenilbutazona) OU 
- Corticoides intralesional guiado pela US 
(Depomedrol – metilprednisolona) 
- PRP (plasma rico em plaquetas): STEM CELL 
(cél tronco); IRAP 
- SHOCKWAVE (2-3 sessões) 
- KINESIOTAPE 
- Fisioterapia por 7 meses (7 letras) 
 
Prognóstico 
- MT: retorno ao exercício em pleno 80% dos 
casos 
- MP: Retorno ao exercicio pleno em 14% dos 
casos 
- Utilização de Shockwave melhora em 50% dos 
resultados 
- MP: realização de neurectomia (Ramo profundo 
nervo lateral plantar), retorno de 75% dos cavalos 
ao seu nível anterior de atividade. 
 
9/4/25 
OSTEOARTRITE TÁRSICA 
 
Processo inflamatório da sinóvia -> sinovite -> 
cápsulite (irreversível) -> osteoartrite (degeneração 
articular) -> anquilose (calcificação) 
• Essa inflamação acontece principalmente em 
cavalos atletas 
 
Sinovite caracterizada pela efusão lateral, medial e 
dorsal do jarrete 
 
Estruturas de interesse 
• Tálus, calcâneo, osso do tarso 
• Tendões e ligamentos 
• Vasos e nervos 
• Regiões sinoviais 
 
Lugares mais frequentes 
• Boleto 
• Jarrete 
• Região de coluna espinhal (cervical, lombar e 
pélvica) 
Etiopatogenia 
- Tipo de atividade (swester) 
- Jarrete muito reto (vaca) 
 
Sinais clínicos 
• Efusão (inchaço na articulação) 
• Claudicação MP bilateral 
• Encurtamento da fase cranial da passada 
• Responde + para o teste de flexão do tarso 
• Melhora com o bloqueio perineural e melhoramuito com o bloqueio intrarticular (tibial-
perneal) 
Tíbio-társica 
Intertarsica proximal 
Intertarsica distal (+acometida) 
Tarso metatarsica 
 
19 Clinica e doença de equídeos Feito por Izabela Hadad 
➔ Pontos negativos do bloqueio intrarticular é o 
risco de capsulite e pela assepsia do local. 
 
Diagnóstico 
• Histórico 
• Anamnese 
• Raça/idade/tipo de atividade 
• Exame físico 
• Bloq. Perineural 
• Bloq. Intrarticular 
• RX (Mín 5 projeções) 
• US 
 
 
Tratamento 
• Sistêmico: IV/VO 
- AINE (Fenilbutazona 3-5/5-7d) 
- Se caso necessário, desmame para o seletivo 
• Intrarticular (Corticoide de alto peso molecular 
para utilizar um volume menor), podendo 
associar com ácido hialurônico 
• Suplemento: sulfato de condroitina 
(condroplex) no mín 6 meses 
(glicosaminoglicanos) para os sinoviócitos 
aumentarem a produção de líquido sinovial. 
• Em casos graves, onde não há resposta ao 
tratamento (artrose), pode-se adiantar a 
anquilose com o álcool etílico, porém o animal 
apresentará muita dor nos 3 primeiros dias. 
• Schockwave 
• Correção ortopédica com a ferradura para 
diminuir pressão do impacto para lateral 
Prognóstico 
• Depende da severidade da claudicação e 
anormalidades radiográficas 
• Quadros moderados, boa resposta ao retorno 
de atividades 
• Grave: podem requerer a realização de 
artrodese (retorno ao esporte 50/50%)