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Biologia - CBMERJ - Evolução

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Questões resolvidas

Com base nos conhecimentos científicos atuais sobre a evolução da espécie humana, referidos na reportagem e ilustrados na árvore genealógica, identifica-se o princípio de:
a) diversidade biológica
b) semelhança fisiológica
c) paralelismo etnográfico
d) condicionamento geográfico

As alterações descritas exemplificam o tipo de seleção denominado:

a) direcional.
b) disruptiva.
c) qualitativa.
d) estabilizadora.

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Questões resolvidas

Com base nos conhecimentos científicos atuais sobre a evolução da espécie humana, referidos na reportagem e ilustrados na árvore genealógica, identifica-se o princípio de:
a) diversidade biológica
b) semelhança fisiológica
c) paralelismo etnográfico
d) condicionamento geográfico

As alterações descritas exemplificam o tipo de seleção denominado:

a) direcional.
b) disruptiva.
c) qualitativa.
d) estabilizadora.

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BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
1 
Todas os exercícios da apostila que tiverem essa câmera , estão 
gravados em vídeo para você. Nossos professores resolveram as 
questões, comentando cada detalhe para te ajudar na hora de estudar. 
Muitas questões trazem dicas preciosas. Não deixe de assistir aos 
vídeos dentro da plataforma on-line e bons estudos! 
 
Evolução - Teorias Evolutivas 
 
1 Lamarckismo 
 
Segundo Lamarck, as transformações ocorridas com as espécies 
estariam relacionadas a dois fatores, descritos em suas duas leis: 
 Lei do uso e desuso: um órgão se desenvolve com o uso frequente para 
atender à uma necessidade de adaptação ao meio ambiente. Já o órgão 
que não mais é necessário para a adaptação do organismo ao meio, entra 
em desuso e tende a se atrofiar até desaparecer. A crítica que se faz a 
essa lei é que o ambiente só é capaz de alterar características ao nível 
fenotípico, dentro de certos limites determinados pelo genótipo; 
fenômeno denominado por norma de reação. 
 Lei dos caracteres adquiridos: a característica obtida pelo uso ou 
perdida pela atrofia do desuso seria transmitida aos descendentes. 
A crítica que se faz a essa lei é que as mudanças no padrão genético do 
organismo ocorridas em suas células germinativas são transmitidas aos 
descendentes, e não as alterações somáticas ocorridas ao longo da vida 
de um organismo. 
Na figura a seguir, temos o clássico exemplo das girafas de pescoço 
curto que tiveram o membro aumentado com o passar do tempo, gerando 
descendentes com pescoços mais longos. 
 
 
 
2 Darwinismo 
 
Segundo a teoria de Charles Darwin, os indivíduos que apresentassem as 
características mais vantajosas, tinham maiores chances de 
sobrevivência. Sendo capazes de deixar maior número de descendentes 
férteis, garantindo o sucesso da espécie. Ao contrário desses, aqueles 
que não apresentassem tais adaptações, morreriam. 
Todo trabalho de Darwin formulou a teoria da Seleção Natural, que 
começou com observações feitas em sua viagem às ilhas Galápagos, 
onde registrou variações de características em organismos da mesma 
espécie e da leitura feita no livro de Thomas Malthus, em que era 
mencionado o fato de que as espécies se reproduziam, formando muitos 
descendentes, entretanto, alguns poucos sobreviviam. 
* Darwin não soube explicar a origem das variações de características 
em uma mesma espécie. 
 
 
 
F.3 Teoria Moderna ou Sintética da Evolução (Neodarwinismo) 
 
Essa teoria foi desenvolvida posteriormente por vários naturalistas que 
seguiram Darwin, e tem como objetivo explicar a causa da variabilidade 
das características em uma mesma espécie. 
 
Weismann — estabeleceu a existência de duas linhagens celulares: as 
células somáticas (que formam o corpo) e as células germinativas (que 
formam os gametas), sendo essas últimas as únicas capazes de 
transmitir as características hereditárias, inclusive as mudanças 
ocorridas nessas características. 
 
de Vries — descobriu as mutações como causa da variabilidade no 
material hereditário das espécies. As alterações na sequência das bases 
nitrogenadas do DNA ou no número ou na estrutura dos cromossomos 
acarreta numa mudança na sequência dos aminoácidos das proteínas, 
fazendo surgir uma nova característica. As mutações podem ser 
causadas por calor, radiação, produtos químicos e ocorrem como 
acidentes na duplicação dos genes, tendo em princípio uma frequência 
bastante baixa na população. Caso a mutação gere uma característica 
vantajosa em relação ao meio, então sua tendência será de aumentar sua 
frequência na população. Caso o contrário, sua tendência será 
desaparecer. Assim sendo, as mutações ocorrem ao acaso e são 
selecionadas pelo ambiente de acordo com a capacidade adaptativa de 
cada. 
A reprodução sexuada e o crossing-over são outros fatores que 
promovem variabilidade genética na população, além de recombinar as 
mutações. Desta forma, os organismos que se reproduzem 
sexuadamente originam descendentes geneticamente diferentes. Caso 
haja alguma mudança ambiental, aumenta a probabilidade de que alguns 
dos organismos sejam resistentes e sobrevivam, perpetuando a espécie, 
enquanto os não portadores das características adaptativas às novas 
condições do meio morrerão. 
Ou seja, a Teoria Sintética da Evolução conta que os principais 
fatores para a evolução e variabilidade das espécies são: mutação, 
recombinação genética, migração, seleção natural. 
 
F.4 Casos Especiais de Seleção Natural: 
 
As Mariposas de Manchester: 
 
Antes da industrialização, existia na cidade de Manchester (Inglaterra) 
uma população de mariposas (Biston betularia) de asas brancas e 
mutantes de asas negras em menor escala; 
Os pássaros predavam o tipo de asas negras, pois os tipos de asas 
brancas se camuflavam nos troncos revestidos de líquens brancos; 
Com a industrialização, a fuligem das fábricas escureceu gradativamente 
os troncos, tornando as mariposas de asas brancas mais visíveis aos 
pássaros do que as de asas negras, que passaram a se camuflar e, 
consequentemente, aumentar sua população. 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
2 
* Observe que as mariposas não modificam as cores de suas asas e sim, 
o ambiente que selecionou o tipo com a cor de asa mais adaptativa às 
suas condições. 
 
F.5 Tipos de Seleção Natural 
 
 
A partir do princípio de seleção natural criado por Darwin, tivemos a 
análise de outros tipos de seleção natural como: 
 
● Direcional – favorece um tipo de fenótipo extremo. Ex.: antibiótico 
e a seleção das bactérias mais resistentes. 
● Disruptiva - favorece os fenótipos extremos, eliminando os 
intermediários. 
● Estabilizadora – favorece os fenótipos intermediários. Ex.: bebês 
com peso intermediário tem maiores chances de sobrevida. 
 
Além dessas classificações, ainda temos outro tipo de seleção, a sexual. 
 
● Sexual - fêmeas tendem a escolher seus parceiros segundo 
determinadas características do macho. Ex.: penas mais coloridas, 
canto, corte, dança, entre outros. - Dimorfismo sexual. 
 
F.6 Métodos de Estudo em Evolução 
 
1) Paleontologia: 
O estudo dos fósseis permite fornecer dados sobre a anatomia e o modo 
de vida de espécies extintas e dos ancestrais dos seres atuais. São 
considerados fósseis restos de seres vivos ou vestígios deixados por 
eles no passado. 
 
2) Anatomia Comparada: 
O estudo comparativo dos órgãos em relação ao seu padrão de 
construção nos permite determinar o grau de parentesco e a sequência 
evolutiva entre eles. 
 
 Órgãos Homólogos — são aqueles que apresentam a mesma origem 
embrionária e podem ou não apresentar a mesma função. As diferenças 
funcionais entre os órgãos homólogos nos levam a formação de uma 
irradiação adaptativa, ou seja, seres que se originaram de um mesmo 
ancestral e tiveram seus órgãos homólogos selecionados 
diferentemente em relação ao ambiente em que vivem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Órgãos Análogos — são aqueles que apresentam diferentes origens 
embrionárias, entretanto realizam uma mesma função. Nesse caso, os 
seres de diferentes espécies tiveram seus órgãos submetidos às 
mesmas condições ambientais e apresentam o mesmo padrão funcional. 
Tal fenômeno recebe o nome de convergência adaptativa. 
 
 
 
F.7 Embriologia Comparada 
 
O estudo comparado dos embriões de diferentes espécies revela muitas 
estruturas em comum entre eles. Quanto mais precoces os embriões são 
em suas fases de desenvolvimento, mais eles são parecidos. Durante o 
desenvolvimento embrionário, alguns embriões apresentam estruturas 
que não ocorrem na fase adulta. Por exemplo, os embriões dos cordados 
apresentam fendas branquiais. Nos protocordados, peixes e anfíbios 
essas fendas formam as brânquias funcionais, o que já não ocorre com 
os demais vertebrados. A notocorda, também presente nos embriões dos 
Cordados, não mais persiste na vida adulta da maioria desses seres. O 
coração dos mamíferos apresenta inicialmente duas câmaras (como nos 
peixes), posteriormente apresentam três câmaras, como nos anfíbios e 
só depois apresentaquatro câmaras. O biólogo Ernest Haeckel 
desenvolveu a lei da recapitulação: “A ontogênese recapitula a 
filogênese”, ou seja, as fases do desenvolvimento embrionário repetem, 
em sequência, as mudanças evolutivas por que passavam os 
organismos. 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
3 
 
 
* Estruturas como os anexos embrionários dos vertebrados nunca 
pertenceram aos ancestrais adultos. 
 
F.8 Provas Bioquímicas 
 
As diferenças na sequência, no número e nos tipos de aminoácidos de 
um mesmo tipo de proteína de organismos diferentes podem revelar 
maior ou menor grau de parentesco entre esses seres. Quanto maior for 
essa diferença, menor será o grau de parentesco entre eles, pois maior 
foi o número de mutações ocorridas no DNA de cada organismo. Quanto 
menor for essa diferença, maior será o grau de parentesco, pois menor 
foi o grau de mutações ocorridas na molécula de DNA dos organismos 
em questão. 
 
 
 
F.9 A Resistência dos Insetos aos Inseticidas 
 
A alta reprodutividade dos insetos por via sexuada produz populações 
variadas com grande frequência de genes mutantes; 
Quando essa população é submetida à ação prolongada de um 
determinado inseticida, os indivíduos sensíveis (que não têm 
geneticamente a resistência contra a química do inseticida em questão) 
morrem, enquanto os mutantes resistentes sobrevivem; 
Desta forma, a população dos insetos vai sofrendo progressivamente 
uma alteração na sua frequência: aumenta o número de mutantes 
resistentes, que vão se reproduzindo cada vez mais e diminui o número 
de não resistentes. 
 
* É importante perceber que não foi o inseticida que causou as mutações 
para formar organismos mutantes e sim a composição química do 
inseticida selecionou de maneira positiva os mutantes que, ao acaso, 
nasceram com essa capacidade de resistência. 
 
 
 
F.10 A Resistência das Bactérias aos Antibióticos 
 
As bactérias também apresentam alta taxa reprodutiva, sendo que de 
forma assexuada com maior frequência (bipartição) e de forma sexuada 
(conjugação) em menor frequência; 
Entre bactérias de uma população há mutações que geram resistência à 
determinados antibióticos em alguns indivíduos. Essas mutações 
também ocorrem espontaneamente, ao acaso, muito antes das bactérias 
entrarem em contato com o antibiótico, e o número de mutantes é 
pequeno no início; 
Quando expostas a uma grande dosagem de antibióticos, as bactérias 
sensíveis (não resistentes) morrem e as poucas resistentes sobrevivem 
e proliferam formando uma população agora resistente ao antibiótico. 
 
* Observe que não é o antibiótico que induz as mutações nas bactérias, 
tornando-as resistentes, e sim que os antibióticos apenas selecionam os 
organismos resistentes originados por mutações espontâneas de forma 
positiva e eliminam os organismos sensíveis à sua composição química. 
 
 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
4 
F.11 Processos de especiação 
 
 
 
Descreveremos em etapas, o provável processo de formação de novas 
espécies na ordem em que cada evento ocorre. 
Antes de tudo, vamos ao conceito de espécie: indivíduos semelhantes 
entre si, capazes de se reproduzir em condições naturais e deixar 
descendentes férteis. 
 
 
∙ Isolamento geográfico: quando os organismos de uma mesma 
população são separados em regiões distintas quanto às suas 
características ambientais; 
∙ Seleção Natural Diferenciada: cada região agora passa a selecionar 
esses organismos de forma diferente, de acordo com suas 
características ambientais. Cada grupo de organismos também sofre, de 
maneira espontânea, mutações diferentes que também serão 
selecionadas de acordo com as características próprias de cada região; 
∙ Formação de raças ou subespécies: as diferenças entre os dois 
grupos devido a processos seletivos e mutações distintos são tão 
acentuadas, que podemos chamar cada grupo agora de raças distintas. 
Entretanto, esses organismos ainda devem ser capazes de intercruzar e 
gerar descendentes férteis, mesmo com características tão distintas; 
∙ Isolamento reprodutivo: quando as diferenças se acentuam tanto ao 
ponto de impedir o cruzamento dos organismos das duas populações. O 
isolamento reprodutivo pode ocorrer pelos mecanismos descritos 
abaixo: 
 
Isolamento 
Pré-Zigótico 
– Mecânico: diferença anatômicas nos 
órgãos reprodutivos; 
– Estacional ou temporal: diferenças 
nas épocas de reprodução; 
– Etológico: diferentes padrões de 
comportamento nos rituais de acasalamento; 
– De habitat: diferentes ocupações de 
habitats. 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
5 
Isolamento 
Pós-Zigótico 
– Mortalidade gamética: impedimento 
à sobrevivência dos gametas masculinos de 
uma espécie nos órgãos reprodutivos da 
fêmea de outra espécie. 
– Mortalidade do zigoto: morte do 
zigoto devido ao seu desenvolvimento 
embrionário irregular. 
– Inviabilidade do híbrido: são 
inviáveis devido à inferioridade adaptativa ou à 
menor eficiência para a reprodução, quando 
forem capazes de se reproduzir. 
– Esterilidade do híbrido: devido à 
presença de gônadas anormais ou na 
ocorrência de meioses anômalas. 
 
Formação de espécies diferentes que: 
 
– Podem coexistir numa mesma região (espécies simpátricas); 
– Em uma mesma região, uma pode excluir competitivamente a outra; 
– Podem ocupar regiões limítrofes, pois cada uma é selecionada 
positivamente em determinada área. 
 
 
 
Observação: Caso não ocorra o isolamento reprodutivo, as duas raças 
formadas podem: 
 
– Se fundir e originar uma espécie monotípica; 
– Na região de contato estabelece-se uma zona de intergradação de 
genes; 
– Mantêm-se as duas subespécies. 
 
F.12 A Deriva Genética e a Seleção Natural 
 
A deriva genética, seleção natural, mutação e migração são mecanismos 
básicos da evolução. 
A deriva genética altera a frequência alélica de uma população, de modo 
aleatório. Ela não trabalha para produzir adaptações. 
No processo de seleção natural, os indivíduos mais adaptados a 
determinada condição ecológica são selecionados. Ela não atua de 
modo aleatório. 
 
F.13 Fatores que alteram o equilíbrio gênico 
 
Os principais fatores que afetam o equilíbrio gênico são a mutação, 
a migração, a seleção e deriva gênica. 
 
Mutação e frequências gênicas 
 
A mutação consiste em um evento aleatório que pode levar a alteração 
de um alelo. Se o alelo modificado trouxer características vantajosas 
para a população, pode-se aumentar a frequência desse gene com o 
passar do tempo. Caso a mutação tenha sido desvantajosa, a frequência 
desse gene declina, podendo levar a sua extinção. 
 
Migração e frequências gênicas 
 
Os processos migratórios podem incorporar novos genes na população, 
tanto quando os indivíduos emigram – saem e entram em contato com 
outros indivíduos, ou quando imigram – trazendo características novas. 
Como as populações são dinâmicas e capazes de interagir com outros 
indivíduos, isso consiste em um fator que pode modificar a frequência 
gênica na população. 
Este evento pode ocorrer com aves migratórias que se direcionam para 
outras regiões sazonalmente. 
 
 
 
 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
6 
Seleção e frequências gênicas 
 
Diante do genótipo de um indivíduo e a manifestação de suas 
características, isso garante maiores ou menores chances de 
sobrevivência. Este fator define bem o que a seleção natural faz com a 
frequência gênica daqueles mais adaptados. 
Anteriormente, citamos o exemplo das mariposas claras e escuras que 
depois da revolução industrial tiveram uma mudança na frequência das 
populações, visto que as mais claras conseguiam se camuflar com o 
ambiente poluído e escapar dos predadores. 
 
Deriva gênica 
 
A deriva genética corresponde a um processo de mudança ao acaso das 
frequências alélicas de uma população. 
A deriva genética é um processo estocástico, sendo impossível prever a 
direção da mudança. Isso quer dizer que as mudanças ocorrem ao acaso 
e não por adaptação ao ambiente. 
As queimadas, desmatamentos, inundações, terremotos, erupção de 
vulcõese variados outros fenômenos podem introduzir modificações no 
ambiente, levando à redução brusca do número de indivíduos de uma 
população. 
Isso pode ocorrer a ponto dos indivíduos sobreviventes não 
representarem uma amostra genética da população primitiva. Essas 
alterações drásticas no tamanho de uma população podem modificar a 
frequência de um alelo. 
 
Quais as consequências da deriva genética? 
 
A deriva genética remove a variação genética. Por ser tratar de 
mudanças ao acaso, os alelos fixados ou perdidos pela deriva genética 
podem ser neutros, deletérios ou vantajosos. 
As populações pequenas são mais sensíveis a esse processo, ocorrendo 
de forma mais rápida. Em populações maiores são necessárias muitas 
gerações para eliminar ou fixar um alelo. 
 
Como ocorre a Deriva Genética? 
 
A deriva genética pode ocorrer de duas maneiras e em diferentes 
momentos da história evolutiva de uma população. 
As duas formas são o efeito fundador e o efeito gargalo: 
 
Efeito Fundador 
 
Este fenômeno ocorre quando a população inicial sofre uma brusca 
redução no número de indivíduos ou a incorporação de indivíduos 
migrantes. A partir de então, uma nova população começa a surgir. A 
variabilidade genética da nova população é menor e os fatores 
responsáveis por introduzir novas características irão atuar em cima 
desses poucos indivíduos. 
 
 
 
Temos como exemplo o que aconteceu nas comunidades religiosas da 
Alemanha que migraram para os Estados Unidos. Devido as crenças 
religiosas, os indivíduos se segregavam e não interagiam com as outras 
pessoas da comunidade. E desse modo, existia uma grande diferença na 
frequência alélica das populações, embora a população alemã tivesse 
incorporado alguns genes da população norte-americana. 
 
Efeito Gargalo 
 
O efeito gargalo pode ser ocasionado devido uma ação antrópica ou por 
desastre naturais, e desse modo a população é reduzida drasticamente. 
Muitos indivíduos são eliminados, independentemente de seus alelos, e 
a variabilidade da população fica reduzida. A diferença entre os dois 
fenômenos é que neste caso não temos indivíduos migrantes. 
 
 
 
Como exemplo, temos o efeito atuando na população de elefantes 
marinhos do Norte. A prática de caça extensiva pelo homem levou à 
morte dezenas de indivíduos da espécie, à beira da extinção. No entanto, 
a população conseguiu se reestabelecer, aumentando o número de 
indivíduos. É claro que a variabilidade gênica dos novos indivíduos é 
muito diferente dos representantes originais. 
 
 
Exercícios 
 
1. 
Determinado processo presente em todos os seres vivos não foi 
explicado pela teoria evolutiva de Charles Darwin, tendo sido esclarecido, 
mais tarde, pelas contribuições da teoria sintética da evolução. Esse 
processo é denominado: 
 
(A) especiação 
(B) diversificação 
(C) seleção natural 
(D) hereditariedade 
 
2. 
 As suculentas Cereus jamacaru e Euphorbia ingens muitas vezes são 
confundidas entre si por apresentarem características morfológicas 
semelhantes, como a ausência de folhas e a presença de caule 
fotossintético, conforme ilustram as imagens. 
 
 
 
Essa semelhança morfológica é uma consequência do seguinte 
processo: 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
7 
 
(A) deriva genética 
(B) seleção artificial 
(C) irradiação evolutiva 
(D) convergência adaptativa 
3. 
 
 
 
Quando os primeiros humanos modernos (Homo sapiens) surgiram na 
África, há cerca de 200 mil anos, é provável que outras espécies de 
humanos ainda habitassem o continente. Até agora, porém, os registros 
fósseis não traziam evidências da convivência da nossa espécie com 
outras mais arcaicas na região. Mas análises dos restos de uma destas 
espécies humanas antigas, encontrados na África do Sul, indicam pela 
primeira vez que isso teria acontecido de fato. Conhecidos como Homo 
naledi, eles teriam vivido entre 236 mil e 335 mil anos atrás, mesma 
época em que se acredita que o Homo sapiens evoluiu na África 
subsaariana. Segundo o pesquisador Lee Berger, “não podemos mais 
presumir que sabemos que espécie fez quais ferramentas, ou se foram 
os humanos modernos os inovadores responsáveis por avanços na 
tecnologia”. 
Adaptado de O Globo, 10/05/2017. 
 
Com base nos conhecimentos científicos atuais sobre a evolução da 
espécie humana, referidos na reportagem e ilustrados na árvore 
genealógica, identifica-se o princípio de: 
 
(A) diversidade biológica 
(B) semelhança fisiológica 
(C) paralelismo etnográfico 
(D) condicionamento geográfico 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
8 
4. 
 
 
 
O livro A origem das espécies foi publicado na Inglaterra em 1859. Seu 
autor, Charles Darwin, defendia que organismos vivos evoluem através 
de um processo que chamou de “seleção natural”. A primeira edição do 
livro se esgotou rapidamente. Muitos abraçaram de imediato sua teoria, 
visto que resolvia inúmeros quebra-cabeças da biologia. Contudo, os 
cristãos ortodoxos condenaram o trabalho como uma heresia. 
 
Adaptado de revistahcsm.coc.fiocruz.br. 
 
A teoria de Darwin, na qual as pesquisas sobre Lucy se baseiam, é 
amplamente aceita e aplicada na atualidade. Porém, no momento de sua 
elaboração, em meados do século XIX, causou polêmicas. 
 
A partir da imagem e do texto, uma contestação à teoria de Darwin 
fundamentava-se na formulação conhecida hoje como: 
 
(A) determinismo 
(B) cientificismo 
(C) naturalismo 
(D) criacionismo 
 
5. 
 A população de uma espécie de roedores, com pelagem de 
diferentes colorações, foi observada em dois momentos: antes e depois 
da ocorrência de uma profunda transformação no meio em que vivem. 
As curvas abaixo representam esses dois momentos. 
 
 
 
 
A alteração ocorrida na frequência do fenótipo da população de roedores, 
após a mudança do meio, é um exemplo de seleção denominada: 
 
(A) direcional 
(B) disruptiva 
(C) estabilizadora 
(D) não adaptativa 
 
6. 
 Com a implantação de atividades agropecuárias, populações muito 
reduzidas de uma mesma espécie podem ficar isoladas umas das outras 
em fragmentos florestais separados. Caso permaneçam em isolamento, 
tais populações podem tender à extinção. 
 
Na fotografia, observa-se um corredor florestal, construído para interligar 
ambientes expostos a esse tipo de impacto ecológico. 
 
 
 
Sem a construção de corredores florestais, essas populações isoladas 
estariam sujeitas ao processo de extinção cuja causa é denominada: 
 
(A) panmixia 
(B) deriva gênica 
(C) seleção natural 
(D) migração diferencial 
 
7. 
O arquipélago de Galápagos é formado por dezenas de ilhas vulcânicas 
e rochedos. O ancestral comum dos tentilhões de Darwin chegou às Ilhas 
Galápagos há cerca de dois milhões de anos. Ao longo do tempo, esses 
tentilhões evoluíram para 15 espécies distintas, diferindo no tamanho do 
corpo, no formato do bico, no canto e no comportamento alimentar. Com 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
9 
base no texto, é correto afirmar que os tentilhões de Darwin são um 
exemplo de: 
 
(A) irradiação adaptativa, pois as 15 espécies atuais foram criadas por 
mutações que surgiram para garantir sua sobrevivência em 
diferentes ambientes. 
(B) convergência evolutiva, pois as 15 espécies diferentes vivem em 
ambientes semelhantes e desenvolveram as mesmas adaptações 
como resultado da seleção natural. 
(C) irradiação adaptativa, pois um grande aumento da taxa de 
mutações na espécie ancestral originou as 15 espécies atuais. 
(D) convergência evolutiva, pois as 15 espécies atuais são 
descendentes de um ancestral comum e ocupam diferentes 
ambientes ou nichos. 
(E) irradiação adaptativa, pois as novas espécies, que ocupam 
diferentes ambientes ou nichos, foram originadas a partir de um 
ancestral comum. 
 
8. 
 Os indivíduos de uma determinada espécie de peixe, bem adaptada 
a seu ambiente, podem ser classificados, quanto ao tamanho, em três 
grupos: pequenos, médios e grandes. O grupo mais numeroso 
corresponde ao que apresentafenótipo médio. 
Considere a introdução de um predador desses peixes no ambiente. Ao 
longo do tempo, os indivíduos do grupo médio passam a ser os menos 
numerosos, pois os peixes de tamanho menor conseguem defender-se 
do predador escondendo-se nas tocas, enquanto os de maior tamanho, 
mais fortes, não são atacados pela espécie predadora. 
 
As alterações descritas exemplificam o tipo de seleção denominado: 
 
(A) direcional 
(B) disruptiva 
(C) qualitativa 
(D) estabilizadora 
 
9. 
Considere uma comunidade marinha que compreende muitos ancestrais 
dos filos de animais modernos. Considere ainda que uma adaptação 
proficiente foi introduzida em uma única espécie. O resultado da 
adaptação seria um rápido aumento tanto na abundância relativa da 
espécie quanto no espaço explorado por ela. As interações bióticas 
podem ser consideradas agentes de seleção, e a interação das 
comunidades de espécies em seus próprios ambientes seletivos é uma 
fonte de diversificação. O rápido aumento da espécie seria seguido por 
uma desaceleração da proliferação de novos tipos ecológicos. A tragédia 
dos comuns, quando os interesses ou ações de uma espécie são 
prejudiciais à comunidade como um todo, deve ser evitada para o 
sucesso da comunidade marinha. 
 
(Adaptado de P. D. Roopnarine e K. D. Angielczyl. Biology Letters, Londres, v. 8, p. 
147-150, fev. 2012.) 
 
Baseado em seus conhecimentos em ecologia e evolução, assinale a 
alternativa correta. 
 
(A) A população da espécie com a adaptação aumentaria infinitamente, 
pois os recursos são ilimitados e haveria aumento das interações 
bióticas interespecíficas. 
(B) A espécie com a adaptação seria um agente de seleção de outras 
espécies pelo uso de um recurso comum, impulsionando a evolução 
dos concorrentes. 
(C) A proliferação da espécie com a adaptação seria motivada pela 
saturação ecológica e pela exaustão de recursos pelas outras 
espécies. 
(D) A comunidade marinha permanecerá inalterada se a espécie com a 
nova adaptação apresentar abundantes interações bióticas 
interespecíficas. 
 
10. 
Observe a tirinha seguir: 
 
 
 
 
Sobre seleção sexual, assinale a alternativa CORRETA. 
 
(A) A condição ornamental da cauda do pavão não está sujeita ao 
aumento de ataque de parasitas, assim as fêmeas escolhem o 
macho com mais ornamentos, independentemente de ele ter 
infecções. 
(B) A seleção sexual irá modificar características, influenciando o 
sucesso de cruzamento, de forma que a resposta continua, assim a 
cauda do pavão ficará maior a cada geração, sem haver limites de 
crescimento. 
(C) Geralmente os machos apresentam potencial reprodutivo menor 
que as fêmeas, assim os machos escolhem as fêmeas, e as fêmeas 
competem entre si pelos machos. 
(D) Parceiros potenciais devem evoluir sinais confiáveis que indicam 
sua saúde, mas não são custosos para serem produzidos pelo 
organismo, como uma cauda de pavão vistosa, assim a fêmea irá 
escolher o pavão. 
(E) Uma característica sexual, como a cauda do pavão, reduz a 
sobrevivência do indivíduo que a possui, mas isso é compensado 
pelo sucesso do cruzamento e pela passagem de genes para as 
próximas gerações. 
 
11. 
Na região ilustrada existem três populações, A, B e C, formadas por 
centenas de roedores. As populações estão isoladas, geograficamente, 
por uma cordilheira e um rio. Pesquisadores realizaram os cruzamentos 
I, II e III entre indivíduos dessas populações e analisaram a primeira 
geração de descendentes: Cruzamento I: os descendentes eram inférteis; 
Cruzamento II: 25% dos descendentes morriam nos primeiros dias e os 
demais, quando adultos, eram férteis; Cruzamento III: os cruzamentos 
não geraram descendentes. 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
10 
 
 
Os cruzamentos realizados pelos pesquisadores comprovam que as 
populações: 
 
(A) A e B estão se diferenciando por especiação. 
(B) A e C estão se diferenciando em subespécies. 
(C) B e C são subespécies originadas a partir da população A. 
(D) B e C são populações da mesma espécie em que há ocorrência de 
letalidade. 
(E) A e C são populações em que houve isolamento reprodutivo pré-
zigótico. 
 
12. 
No capítulo 3 de A Origem das Espécies, Darwin disse que linhagens de 
animais com mais espécies também devem conter mais 'variedades', o 
que hoje chamaríamos de subespécies. A pesquisadora Laura van 
Holstein, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, esclarece que 
investigações recentes comprovam que as subespécies desempenham 
um papel crítico na dinâmica evolutiva a longo prazo e na evolução futura 
das espécies. 
 
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Biologia/ 
noticia/2020/03/cientista-comprova-teoria-das-subespecies-dedarwin-pela-
primeira-vez.html Acesso em: 25 abr. 2020. Adaptado. 
 
Atualmente, subespécies podem ser definidas como: 
 
(A) populações da mesma espécie que acabam desenvolvendo 
diferenças genéticas, embora o cruzamento entre elas ainda possa 
ocorrer, levando ao desenvolvimento de descendentes férteis 
(B) duas populações de espécies diferentes, que possuem 
ancestralidade comum, mas que vivem geograficamente isoladas, 
se tornando cada vez mais distintas pelo acúmulo seletivo de 
mutações 
(C) populações de espécies diferentes que compartilham o mesmo 
habitat, porém que apresentam barreira reprodutiva em função de 
isolamento temporal, etológico, mecânico, gamético ou ecológico 
(D) duas populações da mesma espécie, entre as quais o cruzamento 
resulta em inviabilidade ou esterilidade do híbrido, em função de 
mecanismos pós-zigóticos de isolamento reprodutivo 
 
13. 
 Os ratos Peromyscus polionotus encontram-se distribuídos em ampla 
região na América do Norte. A pelagem de ratos dessa espécie varia do 
marrom claro até o escuro, sendo que os ratos de uma mesma população 
têm coloração muito semelhante. Em geral, a coloração da pelagem 
também é muito parecida à cor do solo da região em que se encontram, 
que também apresenta a mesma variação de cor, distribuída ao longo de 
um gradiente sul norte. Na figura, encontram-se representadas sete 
diferentes populações de P. polionotus. Cada população é representada 
pela pelagem do rato, por uma amostra de solo e por sua posição 
geográfica no mapa. 
 
 
O mecanismo evolutivo envolvido na associação entre cores de pelagem 
e de substrato é: 
 
(A) a alimentação, pois pigmentos de terra são absorvidos e alteram a 
cor da pelagem dos roedores. 
(B) o fluxo gênico entre as diferentes populações, que mantém 
constante a grande diversidade interpopulacional. 
(C) a seleção natural, que, nesse caso, poderia ser entendida como a 
sobrevivência diferenciada de indivíduos com características 
distintas. 
(D) a mutação genética, que, em certos ambientes, como os de solo 
mais escuro, têm maior ocorrência e capacidade de alterar 
significativamente a cor da pelagem dos animais. 
(E) a herança de caracteres adquiridos, capacidade de organismos se 
adaptarem a diferentes ambientes e transmitirem suas 
características genéticas aos descendentes. 
 
14. 
 O que têm em comum Noel Rosa, Castro Alves, Franz Kafka, Álvares 
de Azevedo, José de Alencar e Frédéric Chopin? 
 
Todos eles morreram de tuberculose, doença que ao longo dos séculos 
fez mais de 100 milhões de vítimas. Aparentemente controlada durante 
algumas décadas, a tuberculose voltou a matar. O principal obstáculo 
para seu controle é o aumento do número de linhagens de bactérias 
resistentes aos antibióticos usados para combatê-la. Esse aumento do 
número de linhagens resistentes se deve a: 
 
(A) modificações no metabolismo das bactérias, para neutralizar o 
efeito dos antibióticos e incorporá-los à sua nutrição. 
(B) mutações selecionadas pelos antibióticos, que eliminam as 
bactérias sensíveis a eles, mas permitem que as resistentes se 
multipliquem. 
(C) mutações causadas pelos antibióticos, para que as bactérias se 
adaptem e transmitam essa adaptação a seus descendentes. 
(D) modificações fisiológicas nas bactérias, para torná-lascada vez 
mais fortes e mais agressivas no desenvolvimento da doença. 
(E) modificações na sensibilidade das bactérias, ocorridas depois de 
passarem um longo tempo sem contato com antibióticos. 
 
 
 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
11 
15. 
 As ilustrações abaixo correspondem (da esquerda para a direit(A) ao 
membro anterior de um humano, um gato, uma baleia e um morcego. É 
correto afirmar que: 
 
 
(A) os ossos com o mesmo número são considerados estruturas 
homólogas. 
(B) os membros anteriores mostrados são análogos, pois têm funções 
diferentes. 
(C) a semelhança entre os membros constitui um exemplo de evolução 
convergente. 
(D) órgãos homólogos apresentam estrutura e função semelhantes. 
(E) os membros anteriores mostrados são análogos, pois têm a mesma 
função. 
 
16. 
 Foram introduzidas em dois frascos, que continham um mesmo meio 
de cultura, quantidades idênticas de um tipo de bactéria. Após algum 
tempo de incubação, adicionou-se a apenas um dos frascos um 
antibiótico estável, de uso frequente na clínica e cuja concentração não 
se modificou durante todo o experimento. O gráfico a seguir representa 
a variação do número de bactérias vivas no meio de cultura, em função 
do tempo de crescimento bacteriano em cada frasco. 
 
 
A observação do gráfico permite concluir que, no frasco em que se 
adicionou o antibiótico, ocorreu uma grande diminuição no número de 
bactérias e em seguida um aumento do seu crescimento. Segundo a 
teoria de evolução neodarwiniana, o fato observado nos frascos com 
antibiótico tem a seguinte explicação: 
 
(A) a dose usada de antibiótico eliminou a maioria da população 
selecionando uma minoria resistente que voltou a crescer. 
(B) a dose usada de antibiótico eliminou a grande maioria das bactérias 
e a minoria sobrevivente se adaptou às condições, voltando a 
crescer. 
(C) a dose usada de antibiótico provocou uma lentidão no crescimento 
das bactérias que, após algum tempo, adaptaram- se e voltaram a 
crescer. 
(D) a dose usada de antibiótico inibiu o crescimento da maioria das 
bactérias, mas, após a sua degradação, essas bactérias começaram 
a crescer novamente. 
(E) a dose usada de antibiótico estimulou a adaptação de bactérias, 
que demoraram mais a crescer. 
 
17. 
 As fêmeas de algumas espécies de aranhas, escorpiões e de outros 
invertebrados predam os machos após a cópula e inseminação. Como 
exemplo, fêmeas canibais do inseto conhecido como louva-a-deus, 
Tenodera aridofolia, possuem até 63% da sua dieta composta por machos 
parceiros. Para as fêmeas, o canibalismo sexual pode assegurar a 
obtenção de nutrientes importantes na reprodução. Com esse 
incremento na dieta, elas geralmente produzem maior quantidade de 
ovos. 
 
BORGES, J. C. “Jogo mortal”. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso 
em: 1 mar. 2012 (adaptado). 
 
Apesar de ser um comportamento aparentemente desvantajoso para os 
machos, o canibalismo sexual evoluiu nesses táxons animais porque: 
 
(A) promove a maior ocupação de diferentes nichos ecológicos pela 
espécie. 
(B) favorece o sucesso reprodutivo individual de ambos os parentais. 
(C) impossibilita a transmissão de genes do macho para a prole. 
(D) impede a sobrevivência e reprodução futura do macho. 
(E) reduz a variabilidade genética da população. 
 
18. 
A seleção natural pode agir sobre a diversidade das populações de 
maneiras diferentes. Numa delas, as condições do ambiente favorecem 
fenótipos que representam a média da população, desfavorecendo 
fenótipos extremos. 
Esta forma de seleção é denominada: 
 
(A) Disruptiva. 
(B) Estabilizadora. 
(C) Direcional. 
(D) Sexual. 
(E) Diversificadora. 
 
19. 
 Considere os tópicos abaixo: 
 
I. Seleção natural 
II. Herança dos caracteres adquiridos 
III. Adaptação ao meio 
IV. Ancestralidade comum 
V. Mutação 
 
Quais deles foram considerados por Darwin na elaboração de sua teoria 
da evolução das espécies? 
 
(A) Somente I, III e IV. 
(B) Somente I, II e V. 
(C) Somente I e III. 
(D) Somente III, IV e V. 
(E) Somente I e V. 
 
 
20. 
 Três processos fundamentam a teoria sintética da evolução: 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
12 
1. processo que gera variabilidade, 
2. processo que amplia a variabilidade e 
3. processo que orienta a população para maior adaptação. 
 
Esses processos são, respectivamente: 
 
(A) recombinação gênica, seleção natural, mutação. 
(B) recombinação gênica, mutação, seleção natural. 
(C) mutação, recombinação gênica, seleção natural. 
(D) mutação, seleção natural, recombinação gênica. 
(E) seleção natural, mutação, recombinação gênica. 
 
21. 
As superbactérias respondem por um número crescente de infecções e 
mortes em todo o mundo. O termo superbactérias é atribuído às 
bactérias que apresentam resistência a praticamente todos os 
antibióticos. Dessa forma,no organismo de um paciente, a população de 
uma espécie bacteriana patogênica pode ser constituída 
principalmentepor bactérias sensíveis a antibióticos usuais e por um 
número reduzido de superbactérias que, por mutação ouintercâmbio de 
material genético, tornaram-se resistentes aos antibióticos existentes. 
 
FERREIRA, F. A.; CRUZ, R. S.; FIGUEIREDO, A. M. S. Superbactérias: o problema 
mundial da resistência a antibióticos. Ciência Hoje, n. 287, nov. 2011 (adaptado). 
 
Qual figura representa o comportamento populacional das bactérias ao 
longo de uma semana de tratamento com um antibiótico comum? 
 
(A) 
 
 
(B) 
 
 
(C) 
 
 
(D) 
 
 
(E) 
 
 
22. 
Em três meses, meio bilhão de abelhas foram encontradas mortas no 
Brasil. É o que aponta o levantamento da Agência Pública e Repórter 
Brasil. “O que acontece é que as abelhas precisam buscar néctar e pólen 
das flores e elas acabam visitando as plantações, e esse uso de 
agrotóxicos, que aqui no Brasil está se tornando cada vez mais intenso e 
prejudicial, acaba por levar à morte essas abelhas” 
 
(Texto adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/mort e-de-meio-bilhao-de-
abelhas-econsequencia-de-agrotoxicos/). 
 
Só no ano de 2019 foram liberados mais de 150 tipos de agrotóxicos no 
Brasil, dos quais mais de 50 são proibidos na grande maioria dos países 
agrícolas. A morte das abelhas significa muito mais que a perda do setor 
de produtos de mel e derivados, pois toda agricultura tende a reduzir a 
produção de frutos e grãos, uma vez que são as abelhas as responsáveis 
pela polinização, processo necessário ao desenvolvimento dos frutos e 
sementes. Do ponto de vista evolutivo, não tem como substituir, na 
grande maioria dos vegetais agricultáveis, a função essa função 
primordial das abelhas. De acordo com o texto, assinale a alternativa 
correta que indica o nome da relação evolutiva entre abelhas e plantas 
com flores. 
 
(A) Interação ecológica; 
(B) Coexistência; 
(C) Convergência evolutiva; 
(D) Efeito gargalo; 
(E) Coevolução. 
 
23. 
Os insetos da ordem Coleoptera têm dois pares de asas, mas as asas do 
par anterior, chamadas de élitros, são espessas e curvadas, protegendo 
as delicadas asas membranosas do par posterior. Além disso, os élitros 
podem apresentar manchas e cores específicas, contribuindo para a 
camuflagem do inseto no ambiente, como é o caso do Penthea pardalis 
(besouro leopardo). 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
13 
 
Um pesquisador coletou amostras representativas de três populações de 
besouros leopardo e classificou-os segundo a quantidade e a 
distribuição de manchas escuras nos élitros. Em cada uma das três 
populações, a variabilidade fenotípica pôde ser representada pela 
mesma curva, conforme o gráfico: 
 
 
 
Dez anos após a primeira coleta, o pesquisador voltou aos locais 
anteriormente visitados e coletou novas amostras representativas das 
mesmas populações. As proporções fenotípicas da população 1 não 
sofreram alterações, mas as populações 2 e 3 apresentaram novas 
proporções de fenótipo, como mostram as curvas do gráfico: 
 
 
 
Ao longo dos dez anos de intervalo entre as coletas,a população. 
 
(A) 3 se estabeleceu em novos nichos ecológicos, nos quais foram 
selecionadas mutações que levaram à formação de duas novas 
espécies. 
(B) 1 não se modificou porque sobre ela não houve ação de seleção 
natural sobre a variabilidade fenotípica. 
(C) 3 sofreu intensa pressão seletiva, que favoreceu os indivíduos de 
fenótipos extremos e eliminou aqueles de fenótipos intermediários. 
(D) 1 manteve-se fenotipicamente uniforme porque a pressão seletiva 
favoreceu uma variante fenotípica específica. 
(E) 2 foi submetida a uma pressão seletiva, que desfavoreceu fenótipos 
menos escuros e fenótipos mais escuros e favoreceu os indivíduos 
de fenótipo intermediário. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Óbitos por cepas de bactérias resistentes a antibióticos vêm crescendo. 
Um estudo do governo britânico estima que, em escala global, os óbitos 
por cepas resistentes já cheguem a 700 mil por ano. E as coisas têm 
piorado. Além das bactérias, já estão surgindo fungos resistentes, como 
a Candida auris. 
Qualquer solução passa por um esforço multinacional de ações 
coordenadas. O crescente número de governos isolacionistas e até 
antidarwinistas não dá razões para otimismo. Há urgência. O estudo 
britânico calcula que, se nada for feito, em 2050, as mortes por infecções 
resistentes chegarão a 10 milhões ao ano. 
 
Hélio Schwartsman, “Mortes anunciadas”. Folha de São Paulo, Abril/2019. 
Adaptado. 
 
24. 
 O autor expressa preocupação com o fato de que as soluções para 
o problema apontado passam por um esforço multinacional, em face ao 
crescente número de governos isolacionistas porque: 
 
(A) áreas de menor índice de desenvolvimento socioeconômico são as 
únicas atingidas devido à falta de recursos empregados em saúde 
e educação. 
(B) as cepas resistentes surgem exclusivamente nos países que se 
negam a aderir a acordos sanitários comuns, constituindo ameaças 
globais. 
(C) desafios atuais em meio ambiente e saúde são globais e soluções 
dependem da adesão de cada país aos protocolos internacionais. 
(D) o comércio internacional é o principal responsável por espalhar 
doenças nesses países, tornando‐os vulneráveis, apesar de os 
programas de vacinação terem alcance mundial. 
(E) a pesquisa nesta área é de âmbito nacional e, portanto, novas 
drogas não terão alcance mundial, mas apenas regional. 
 
25. 
Antigos agricultores da Amazônia desempenharam um papel 
fundamental para transformar o milho na planta que é hoje. Dados 
genéticos e arqueológicos, apresentados em pesquisa recente, indicam 
que, apesar de ter surgido no México, o cereal só foi adaptado totalmente 
ao plantio por seres humanos depois de se espalhar pelas Américas, e 
um dos lugares em que esse processo aconteceu foi o sudoeste 
amazônico, o mesmo local onde se deu a domesticação da mandioca, da 
goiaba e do feijão. 
 
Segundo os pesquisadores, a análise de variedades tradicionais 
indígenas do milho — as que são cultivadas por povos como os Guarani, 
para quem estas são sagradas e têm uso ritual — também é crucial para 
preservar a diversidade genética da planta. Variantes de genes presentes 
apenas nessas plantas, capazes de conferir resistência a doenças ou 
possuir mais nutrientes, podem trazer melhoramentos aos cereais 
consumidos por um público mais amplo. 
 
 Acesso em: 31.01.2019. Adaptado. 
 
De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
 
(A) o cultivo de variedades tradicionais do milho, como fazem os 
Guarani, garante a diversidade genética desse cereal. 
(B) o milho é um cereal de origem andina, que foi domesticado pelos 
Guarani a partir de sua introdução no sudoeste amazônico. 
(C) o milho, antes de se difundir pelas Américas, foi domesticado pelos 
povos incas, habitantes da região de onde esse cereal é nativo. 
(D) a mandioca, a goiaba e o feijão, originários da América do Norte, já 
eram naturalmente próprios ao plantio e ao consumo humano. 
(E) os antigos agricultores amazônicos trouxeram o milho da América 
Central, selecionando espécies mais adaptadas à floresta boreal. 
 
26. 
Os conhecimentos genéticos foram associados aos pensamentos 
darwinianos na teoria moderna da evolução. Escreva V ou F conforme 
seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre essa teoria. 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
14 
( ) A mutação e a recombinação gênica, orientadas pela seleção natural, 
podem ser utilizadas para compreender o processo evolutivo. 
( ) Os conhecimentos genéticos são elucidativos quanto à diversidade 
biológica encontrada no planeta Terra. 
( ) A teoria moderna incorpora à seleção natural as explicações 
genéticas para explicar a origem da diversidade encontrada nas 
populações. 
( ) A seleção natural explica a origem das variações hereditárias 
enquanto a mutação e a recombinação gênica esclarecem sobre a 
permanência dessas variações na comunidade. 
 
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: 
 
(A) V, F, V, F. 
(B) V, V, V, F. 
(C) F, V, F, V. 
(D) F, F, F, V. 
 
27. 
Além da seleção natural, ponto central do darwinismo, a teoria moderna 
da evolução considera, também, processos genéticos para explicar a 
origem da diversidade das características dos indivíduos. São eles: 
 
(A) mutação e recombinação gênica. 
(B) mutação gênica e convergência evolutiva. 
(C) seleção sexual e adaptação. 
(D) adaptação e mutação gênica. 
(E) divergência e convergência evolutiva. 
 
28. 
A coluna da esquerda, abaixo, lista adaptações que conferem vantagens 
aos seres vivos; a da direita, imagens de organismos que ilustram essas 
adaptações. 
 
Associe adequadamente a coluna da direita à da esquerda. 
 
1. Mimetismo 
2. Camuflagem 
( ) Camaleão 
 
 
( ) Bicho-pau 
 
 
( ) Falsa cobra-coral 
 
( ) Orquídea abelha 
 
( ) Linguado 
 
 
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para 
baixo é: 
 
(A) 1 – 2 – 2 – 1 – 1. 
(B) 1 – 1 – 2 – 2 – 1. 
(C) 2 – 1 – 1 – 2 – 2. 
(D) 2 – 2 – 1 – 1 – 2. 
(E) 1 – 1 – 1 – 2 – 2. 
 
29. 
Um tubarão e um golfinho possuem muitas semelhanças morfológicas, 
embora pertençam a grupos distintos. O tubarão é um peixe que respira 
por brânquias, e suas nadadeiras são suportadas por cartilagens. O 
golfinho é um mamífero, respira ar atmosférico por pulmões, e suas 
nadadeiras escondem ossos semelhantes aos dos nossos membros 
superiores. Portanto, a semelhança morfológica existente entre os dois 
não revela parentesco evolutivo. Eles adquiriram essa grande 
semelhança externa pela ação do ambiente aquático que selecionou nas 
duas espécies a forma corporal ideal ajustada à água. 
Esse processo é conhecido como: 
 
(A) isolamento reprodutivo. 
(B) irradiação adaptativa. 
(C) homologia. 
(D) convergência adaptativa. 
(E) alopatria. 
 
30. 
A teoria sintética da evolução, também conhecida como neodarwinismo, 
apresenta: 
 
(A) a origem da diversidade das características a partir das mutações 
genéticas e recombinação gênica. 
(B) a necessidade de adaptação ao meio como a origem da diversidade 
de características dentro da espécie. 
(C) a lei do uso e desuso como a fonte geradora de novas adaptações. 
(D) a hereditariedade das características adquiridas pelo uso e desuso 
dos órgãos. 
(E) o surgimento de novos caracteres a partir da seleção natural. 
 
31. 
No processo de evolução biológica, ao longo das gerações, ocorrem 
alterações nas moléculas que contêm carbono. A imagem abaixo ilustra 
duas espécies de peixes, separadas pelo Istmo do Panamá. Ambas 
surgiram a partir de uma única população, existente no local antes da 
elevação geológica da América Central. 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
15 
 
O processo evolutivo que deu origem a essas duas espécies é 
denominado: 
 
(A) anagênese 
(B) ortogênese 
(C) cladogênese 
(D) morfogênese 
 
32. 
Lucy caiu da árvore 
Conta a lenda que, na noitede 24 de novembro de 1974, as estrelas 
brilhavam na beira do rio Awash, no interior da Etiópia. Um gravador K7 
repetia a música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”. Inspirados, 
os paleontólogos decidiram que a fêmea AL 288-1, cujo esqueleto havia 
sido escavado naquela tarde, seria apelidada carinhosamente de Lucy. 
Lucy tinha 1,10 m e pesava 30 kg. Altura e peso de um chimpanzé. 1Mas 
não se iluda, Lucy não pertence à linhagem que deu origem aos macacos 
modernos. Ela já andava ereta sobre os membros inferiores. Lucy 
pertence à linhagem que deu origem ao animal que escreve esta crônica 
e ao animal que a está lendo, eu e você. 
Os ossos foram datados. Lucy morreu 3,2 milhões de anos atrás. Ela 
viveu 2 milhões de anos antes do aparecimento dos primeiros animais 
do nosso gênero, o Homo habilis. A enormidade de 3 milhões de anos 
separa Lucy dos mais antigos esqueletos de nossa espécie, o Homo 
sapiens, que surgiu no planeta faz meros 200 mil anos. Lucy, da espécie 
Australopithecus afarensis, é uma representante das muitas espécies que 
existiram na época em que a linhagem que deu origem aos homens 
modernos se separou da que deu origem aos macacos modernos. 2Lucy 
já foi chamada de elo perdido, o ponto de bifurcação que nos separou 
dos nossos parentes mais próximos. 
Uma das principais dúvidas sobre a vida de Lucy é a seguinte: ela já era 
um animal terrestre, como nós, ou ainda subia em árvores? 
3Muitos ossos de Lucy foram encontrados quebrados, seus fragmentos 
espalhados pelo chão. Até agora, se acreditava que isso se devia ao 
processo de fossilização e às diversas forças às quais esses ossos 
haviam sido submetidos. Mas os cientistas resolveram estudar em 
detalhes as fraturas. 
As fraturas, principalmente no braço, são de compressão, aquela que 
ocorre quando caímos de um local alto e apoiamos os membros para 
amortecer a queda. Nesse caso, a força é exercida ao longo do eixo maior 
do osso, causando um tipo de fratura que é exatamente o encontrado em 
Lucy. Usando raciocínios como esse, os cientistas foram capazes de 
explicar todas as fraturas a partir da hipótese de que Lucy caiu do alto 
de uma árvore de pé, se inclinou para frente e amortizou a queda com o 
braço. 
4Uma queda de 20 a 30 metros e Lucy atingiria o solo a 60 km/h, o 
suficiente para matar uma pessoa e causar esse tipo de fratura. Como 
existiam árvores dessa altura onde Lucy vivia e muitos chimpanzés 
sobem até 150 metros para comer, uma queda como essa é fácil de 
imaginar. 
A conclusão é que Lucy morreu ao cair da árvore. E se caiu era porque 
estava lá em cima. E se estava lá em cima era porque sabia subir. Enfim, 
sugere que Lucy habitava árvores. 
Mas na minha mente ficou uma dúvida. Quando criança, eu subia em 
árvores. E era por não sermos grandes escaladores de árvores que eu e 
meus amigos vivíamos caindo, alguns quebrando braços e pernas. Será 
que Lucy morreu exatamente por tentar fazer algo que já não era natural 
para sua espécie? 
 
Fernando Reinach. adaptado de O Estado de S. Paulo, 24/09/2016. 
 
Na árvore genealógica da questão anterior, observam-se mudanças 
evolutivas na linhagem que deu origem ao homem moderno. 
Todos os eventos evolutivos são caracterizados pelo seguinte aspecto: 
 
(A) alterações populacionais ao longo do tempo 
(B) aumento da eficácia dos processos metabólicos 
(C) manutenção da variabilidade do material genético 
(D) transformações estruturais durante a vida do indivíduo 
 
33. 
No processo evolutivo de algumas espécies de primatas, destacam-se 
diferentes formas de movimentação e de distribuição da musculatura, 
conforme se observa a seguir. 
 
 
 
Em relação aos demais primatas, a diferença na distribuição da 
musculatura da espécie humana favoreceu a seguinte atividade: 
 
(A) ocupação das árvores 
(B) alimentação herbívora 
(C) locomoção quadrúpede 
(D) manipulação de objetos 
 
34. 
Remanescentes ou fragmentos florestais podem possuir populações 
muito reduzidas e isoladas de outros fragmentos. A fim de minimizar a 
possível extinção destas populações, ações conservacionistas podem 
ser aplicadas. Dentre estas ações, podemos apontar a criação de 
corredores ecológicos ligando estes fragmentos florestais. Estes 
corredores possibilitam o livre trânsito de animais e a dispersão de 
sementes das espécies vegetais entre os fragmentos. Isso permite o 
fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação da 
biodiversidade. 
 
Sem a utilização dos corredores florestais, essas populações reduzidas 
e isoladas estariam sujeitas ao processo de extinção cujo fator evolutivo 
é denominado: 
 
(A) deriva gênica. 
(B) panmixia. 
(C) seleção natural. 
(D) migração diferencial. 
(E) recombinação gênica. 
 
35. 
Na natureza, a grande maioria dos gafanhotos é verde. No entanto, uma 
mutação genética incomum e pouco conhecida, chamada eritrismo, 
provoca alteração na produção de pigmentos, o que resulta em 
 
BIOLOGIA 
 
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gafanhotos cor ­de ­rosa. Descobertos em 1887, esses gafanhotos 
raramente são encontrados. 
 
 
http://voices.nationalgeographic.com. Adaptado. 
 
Os gafanhotos cor ­de ­rosa são raros porque: 
 
(A) a mutação reduz a variabilidade genética na população de 
gafanhotos, prejudicando a seleção natural de indivíduos 
cor­de­rosa. 
(B) concorrem por alimento com os gafanhotos verdes, que são mais 
eficientes por terem a mesma coloração das folhagens. 
(C) destacam­-se visualmente e são facilmente encontrados e 
predados, enquanto os gafanhotos verdes se camuflam na 
natureza. 
(D) os gafanhotos verdes são mais numerosos na natureza e, portanto, 
se reproduzem e deixam muito mais descendentes. 
(E) são muito menos evoluídos que os gafanhotos verdes e por isso 
sobrevivem por pouco tempo na natureza. 
 
36. 
O cladograma abaixo representa relações evolutivas entre membros da 
Superfamília Hominoidea, onde se observa que 
 
 
 
(A) homens e gibões (Hylobatida(E) não possuem ancestral comum. 
(B) homens, gorilas (Gorill(A) e orangotangos (Pongo) pertencem a 
famílias diferentes. 
(C) homens, gibões e chimpanzés (Pan) possuem um ancestral comum. 
(D) homens, orangotangos (Pongo) e gibões (Hylobatida(E) são 
primatas pertencentes à mesma família. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37. 
A árvore filogenética representa uma hipótese evolutiva para a família 
Hominidae, na qual a sigla “m.a.” significa “milhões de anos atrás”. 
 
 
 
As ilustrações representam, da esquerda para a direita, o orangotango, o 
gorila, o ser humano, o chimpanzé e o bonobo. 
Considerando a filogenia representada, a maior similaridade genética 
será encontrada entre os seres humanos e: 
 
(A) Gorila e bonobo. 
(B) Gorila e chimpanzé. 
(C) Gorila e orangotango. 
(D) Chimpanzé e bonobo. 
(E) Bonobo e orangotango. 
 
38. 
Em sua estadia no Arquipelago de Galápagos, Darwin estudou um grupo 
de espécies de pássaros, muito semelhantes entre si, mas com o bico 
diferente, adaptado a distintos regimes alimentares. Estas espécies 
diferentes originaram-se de um ancestral comum. Este é um mecanismo 
evolutivo denominado: 
 
(A) co-evolução. 
(B) fluxo gênico. 
(C) convergência adaptativa. 
(D) irradiação adaptativa. 
(E) hibridação. 
 
39. 
Na edição brasileira da revista Scientific American de abril de 2003, 
Richard Prum e Alan Brush publicaram o artigo intitulado "A controvérsia 
do que veio primeiro, penas ou pássaros?", no qual afirmam: 
 
"Agora sabemos que as penas surgiram pela primeira vez num grupo de 
dinossauros terópodes e diversificaram-se em variedades 
essencialmente modernas em outras linhagens de terópodes anteriores 
à origem dos pássaros. Entre os numerosos dinossauros com penas, as 
aves representam um grupo particular que desenvolveu a capacidade de 
voar usando as penas de seus membros dianteiros especializados e da 
cauda." (p. 72) 
 
Em Evolução, as asas das aves descritas no texto e as asas das 
borboletas são exemplos de estruturas: 
 
(A) homólogas. 
(B) análogas. 
(C) equivalentes.(D) neotênicas. 
(E) coevoluídas. 
 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
17 
40. 
No início da década de 1950, o vírus que causa a doença chamada de 
mixomatose foi introduzido na Austrália para controlar a população de 
coelhos, que se tornara uma praga. Poucos anos depois da introdução 
do vírus, a população de coelhos reduziu-se drasticamente. Após 1955, 
a doença passou a se manifestar de forma mais branda nos animais 
infectados e a mortalidade diminuiu. 
 
Considere as explicações para esse fato descritas nos itens de I a IV: 
I. O vírus promoveu a seleção de coelhos mais resistentes à infecção, os 
quais deixaram maior número de descendentes. 
II. Linhagens virais que determinavam a morte muito rápida dos coelhos 
tenderam a se extinguir. 
III. A necessidade de adaptação dos coelhos à presença do vírus 
provocou mutações que lhes conferiram resistência. 
IV. O vírus induziu a produção de anticorpos que foram transmitidos 
pelos coelhos à prole, conferindo-lhe maior resistência com o passar das 
gerações. 
 
Estão de acordo com a teoria da evolução por seleção natural apenas as 
explicações: 
 
(A) I e II 
(B) I e IV 
(C) II e III 
(D) II e IV 
(E) III e IV 
 
41. 
Uma ideia comum às teorias da evolução propostas por Darwin e por 
Lamarck é que a adaptação resulta: 
 
(A) do sucesso reprodutivo diferencial. 
(B) de uso e desuso de estruturas anatômicas. 
(C) da interação entre os organismos e seus ambientes. 
(D) da manutenção das melhores combinações gênicas. 
(E) de mutações gênicas induzidas pelo ambiente. 
 
42. 
Um estudante levantou algumas hipóteses para explicar porque em 
alguns rios de caverna os peixes são cegos. Qual delas está de acordo 
com a teoria sintética da evolução? 
 
(A) No ambiente escuro das cavernas, os olhos se atrofiaram como 
consequência da falta de uso. 
(B) Os olhos, sem utilidade na escuridão das cavernas, se 
transformaram ao longo do tempo em órgãos táteis. 
(C) No ambiente escuro das cavernas, os peixes cegos apresentaram 
vantagens adaptativas em relação aos não cegos. 
(D) A falta de luz nas cavernas induziu mutação deletéria drástica que 
levou à regressão dos olhos num curto espaço de tempo. 
(E) A falta de luz nas cavernas induziu mutações sucessivas que ao 
longo de muitas gerações levaram à regressão dos olhos. 
 
43. 
O avanço da medicina é responsável pelo aumento da expectativa de vida 
de muitas pessoas portadoras de genes que causam doenças graves. 
Assim, podemos dizer que a medicina: 
 
(A) vai contra a seleção natural, prejudicando a permanência da espécie 
humana. 
(B) vai contra a seleção natural, favorecendo a permanência da espécie 
humana. 
(C) vai contra o processo de mutação, prejudicando a permanência da 
espécie humana. 
(D) tem sido favorável à seleção natural, sendo positiva para a 
permanência da espécie humana. 
(E) tem sido favorável à ocorrência da mutação, favorecendo a 
permanência da espécie humana. 
 
44. 
Algumas raças de cães domésticos não conseguem copular entre si 
devido à grande diferença em seus tamanhos corporais. Ainda assim, tal 
dificuldade reprodutiva não ocasiona a formação de novas espécies 
(especiação). Essa especiação não ocorre devido ao (a): 
 
(A) oscilação genética das raças. 
(B) convergência adaptativa entre raças. 
(C) isolamento geográfico entre as raças. 
(D) seleção natural que ocorre entre as raças. 
(E) manutenção do fluxo gênico entre as raças. 
 
45. 
O Brasil possui um grande número de espécies distintas entre animais, 
vegetais e microrganismos envoltos em uma imensa complexidade e 
distribuídos em uma grande variedade de ecossistemas. 
 
SANDES. A. R. R.; BLASI. G. Biodiversidade e diversidade química e genética. 
Disponível em: http://novastecnologias.com.br. Acesso em: 22 set. 2015 
(adaptado). 
 
O incremento da variabilidade ocorre em razão da permuta genética, a 
qual propicia a troca de segmentos entre cromátides não irmãs na 
meiose. Essa troca de segmentos é determinante na: 
 
(A) produção de indivíduos mais férteis. 
(B) transmissão de novas características adquiridas. 
(C) recombinação genética na formação dos gametas. 
(D) ocorrência de mutações somáticas nos descendentes. 
(E) variação do número de cromossomos característico da espécie. 
 
46. 
Bactérias superpoderosas até meados de 2004, cerca de 40% das 
variedades da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de 
pneumonia, sinusite, e até meningite, estarão resistentes aos dois 
antibióticos mais comuns: a penicilina e a eritromicina. O alerta é da 
Escola de Saúde Pública de Harvard. O desenvolvimento de germes 
superpoderosos é consequência do uso abusivo dos remédios. 
 
Revista "Época" - 17/03/2003 
 
O texto acima se aplica à teoria evolucionista original de: 
 
(A) Darwin, que diz que os indivíduos diferenciados por mutação são 
selecionados, prevalecendo os mais resistentes. 
(B) Darwin, que diz que os indivíduos são selecionados, prevalecendo 
os mais resistentes. 
(C) Darwin, que diz que as características adquiridas pelo uso são 
transmitidas aos seus descendentes. 
(D) Lamarck, que diz que os indivíduos diferenciados por mutação são 
selecionados, prevalecendo os mais resistentes. 
(E) Lamarck, que diz que as características adquiridas pelo uso são 
transmitidas aos seus descendentes. 
 
47. 
Embora seja um conceito fundamental para a biologia, o termo 
“evolução” pode adquirir significados diferentes no senso comum. A 
ideia de que a espécie humana é o ápice do processo evolutivo é 
amplamente difundida, mas não é compartilhada por muitos cientistas. 
Para esses cientistas, a compreensão do processo citado baseia-se na 
ideia de que os seres vivos, ao longo do tempo, passam por: 
 
(A) modificação de características. 
(B) incremento no tamanho corporal. 
(C) complexificação de seus sistemas. 
(D) melhoria de processos e estruturas. 
(E) especialização para uma determinada finalidade. 
 
BIOLOGIA 
 
EVOLUÇÃO CBMERJ 
 
18 
48. 
As mudanças evolutivas dos organismos resultam de alguns processos 
comuns à maioria dos seres vivos. É um processo evolutivo comum a 
plantas e animais vertebrados: 
 
(A) movimento de indivíduos ou de material genético entre populações, 
o que reduz a diversidade de genes e cromossomos. 
(B) sobrevivência de indivíduos portadores de determinadas 
características genéticas em ambientes específicos. 
(C) aparecimento, por geração espontânea, de novos indivíduos 
adaptados ao ambiente. 
(D) aquisição de características genéticas transmitidas aos 
descendentes em resposta a mudanças ambientais. 
(E) recombinação de genes presentes em cromossomos do mesmo 
tipo durante a fase da esporulação. 
 
49. 
A enguia elétrica ou poraquê (Eletrophorus eletricus), peixe da região 
amazônica, tem eletroplacas. Essas eletroplacas podem gerar uma 
tensão de até 600V e uma corrente de 2,0A, em pulsos que duram cerca 
de 3,0 milésimos de segundo, descarga suficiente para atordoar uma 
pessoa e matar pequenos animais. 
 
 (Adaptado de Alberto Gaspar. "Física". v. 3. São Paulo: Ática, p. 135) 
 
Se uma população de 'Eletrophorus eletricus' ficar isolada por muito 
tempo, a ponto de não mais gerar descendentes férteis com a população 
original ocorrerá: 
 
(A) uma nova espécie de 'Eletrophorus eletricus'. 
(B) um novo gênero de 'eletricus'. 
(C) uma nova espécie do gênero 'Eletrophorus'. 
(D) uma raça de 'Eletrophorus eletricus'. 
(E) um novo gênero de 'Eletrophorus eletricus'. 
 
50. 
Observe o esquema que compara o esqueleto dos membros anteriores 
de humanos e aves. 
 
 
 
Os ossos dos braços humanos são estruturas: 
 
(A) análogas às asas das aves e a diferença de funções entre elas se 
deve à evolução divergente que sofreram. 
(B) homólogas às asas das aves e a diferença de funções entre elas se 
deve à evolução divergente que sofreram. 
(C) análogas às asas das aves e a diferença de funções entre elas se 
deve à evolução convergente que sofreram. 
(D) homólogas às asas das aves e a diferençade funções entre elas se 
deve à evolução convergente que sofreram. 
(E) vestigiais em relação às asas das aves e a diferença de funções 
entre elas se deve à evolução convergente que sofreram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. D 
2. D 
3. A 
4. D 
5. B 
6. B 
7. E 
8. B 
9. B 
10. E 
11. A 
12. A 
13. C 
14. B 
15. A 
16. A 
17. B 
18. B 
19. A 
20. C 
21. B 
22. E 
23. E 
24. C 
25. A 
26. A 
27. A 
28. D 
29. D 
30. A 
31. C 
32. A 
33. D 
34. A 
35. C 
36. C 
37. D 
38. D 
39. B 
40. A 
41. E 
42. C 
43. B 
44. B 
45. C 
46. C 
47. A 
48. A 
49. B 
50. C 
51. B

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