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Aricanduva MG 
2025 
 
 
 
 
STEFANY DE JESUS GOMES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE FÍSICA E 
MENTAL PARA OS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO 
 Público 
Aricanduva MG 
2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE FÍSICA E 
MENTAL PARA OS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO 
 
Projeto de Ensino apresentado à Universidade Pitágoras 
Unopar Anhanguera como requisito parcial à conclusão 
do Curso de Educação Física Licenciatura 
 
Docente supervisor: Prof. 
 
 
 
STEFANY DE JESUS GOMES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Público 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO................................................................................................................ 3 
1 TEMA ....................................................................................................................... 4 
2 JUSTIFICATIVA......................................................................................................6 
3 PARTICIPANTES..................................................................................................8 
4 OBJETIVOS .........................................................................................................9 
5 PROBLEMATIZAÇÃO .........................................................................................10 
6 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................12 
7 METODOLOGIA.................................................................................................17 
8 CRONOGRAMA ................................................... ...........................................21 
9 RECURSOS .....................................................................................................22 
10 AVALIAÇÃO .....................................................................................................24 
CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................26 
REFERÊNCIAS.........................................................................................................27 
 
 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
A crescente incidência de problemas relacionados à saúde física e 
mental entre adolescentes tem se tornado uma das maiores preocupações no 
ambiente escolar. Diante disso, a escola, como espaço formador de sujeitos críticos, 
conscientes e saudáveis, precisa repensar suas práticas pedagógicas e ampliar sua 
atuação para além do conteúdo tradicional. Nesse contexto, a Educação Física surge 
como um componente curricular essencial, capaz de contribuir de forma significativa 
para o bem-estar integral dos estudantes. 
 
Este Projeto de Ensino tem como tema “A importância da atividade 
física para a saúde física e mental dos estudantes do Ensino Médio”, e foi 
desenvolvido a partir da percepção das dificuldades enfrentadas pelos alunos, como 
sedentarismo, ansiedade, estresse e baixa autoestima — aspectos que afetam 
diretamente o desempenho escolar e as relações interpessoais. Com base nessa 
realidade, a proposta busca promover, por meio de práticas corporais reflexivas e 
acessíveis, uma abordagem mais humanizada da Educação Física. 
 
Organizado conforme as orientações do Manual de Projeto de Ensino, 
o trabalho apresenta inicialmente a delimitação do tema, seguida da justificativa, dos 
objetivos, da problematização e do referencial teórico que embasa a proposta. Em 
seguida, são detalhados a metodologia adotada, o cronograma de execução, os 
recursos necessários, os critérios de avaliação e, por fim, as considerações finais, que 
refletem sobre as contribuições do projeto para a formação integral dos estudantes. 
 
O objetivo é proporcionar experiências pedagógicas que despertem 
nos alunos uma nova forma de se relacionar com o próprio corpo e com a saúde de 
forma geral, incentivando o autocuidado, a prática da atividade física e o equilíbrio 
emocional. Por meio dessa proposta, espera-se que a Educação Física reforce seu 
papel como área do conhecimento voltada à promoção da qualidade de vida, à 
inclusão e à formação de cidadãos mais conscientes e saudáveis. 
 
 
 
 
 
4 
1 TEMA 
 
 
 
A importância da atividade física para a saúde física e mental dos 
estudantes do Ensino Médio 
 
A atividade física tem sido amplamente reconhecida como um dos 
principais fatores promotores de saúde, não apenas do ponto de vista fisiológico, mas 
também psicológico e emocional. Em um cenário social marcado por níveis 
alarmantes de sedentarismo, sobrepeso, ansiedade e depressão entre adolescentes, 
torna-se fundamental que a escola, como espaço formativo por excelência, promova 
ações educativas voltadas para o cuidado integral do corpo e da mente dos 
estudantes. 
 
Este Projeto de Ensino busca explorar, de maneira pedagógica e 
significativa, a prática da atividade física como estratégia para a promoção da saúde 
física e mental de alunos do Ensino Médio. A escolha do tema está fundamentada na 
observação da realidade escolar, em que muitos adolescentes demonstram 
desinteresse por práticas corporais e desconhecem os benefícios dessas atividades 
para o seu bem-estar cotidiano. Além disso, estudos indicam um aumento crescente 
de sintomas relacionados ao estresse, à ansiedade e à baixa autoestima entre jovens, 
o que reforça a necessidade de ações preventivas e educativas voltadas à qualidade 
de vida dentro do ambiente escolar. 
 
A proposta está diretamente alinhada à Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC), que define como uma das competências gerais da Educação 
Básica a valorização e o cuidado com a saúde física e emocional dos alunos. A área 
de Educação Física, por sua vez, ganha destaque ao propor práticas corporais que 
favorecem a consciência corporal, a expressão emocional, o trabalho em grupo e o 
desenvolvimento de habilidades socioemocionais. 
 
O tema também se mostra pertinente ao Ensino Médio, por dialogar 
com questões próprias da adolescência, fase caracterizada por intensas 
 
 
5 
transformações biológicas, cognitivas e sociais. A prática regular de atividade física, 
mediada pedagogicamente, pode funcionar como um recurso educativo potente para 
a melhoria do rendimento escolar, da convivência social e da saúde global dos 
estudantes. Ao compreenderem os benefícios da prática corporal, os alunos tornam-
se mais conscientes sobre seus próprios hábitos, fortalecendo sua autonomia e 
capacidade de autogerenciamento. 
 
Assim, o presente Projeto de Ensino propõe a criação de um espaço 
educativo reflexivo, vivencial e inclusivo, em que os adolescentes possam não apenas 
conhecer, mas também experienciar os efeitos positivos da atividade física em sua 
rotina escolar e pessoal. A intenção é proporcionar um aprendizado significativo que 
ultrapasse os muros da escola e reverbere em mudanças de comportamento e estilo 
de vida mais saudáveis. 
 
 
 
6 
2 JUSTIFICATIVA 
 
 
 
 
 A escolha do tema “A importância da atividade física para a saúde física e 
mental dos estudantes do Ensino Médio” fundamenta-se na crescente 
necessidade de se promover uma abordagem integral da saúde nas escolas, 
especialmente no que diz respeito à juventude contemporânea. Em um mundo 
cada vez mais marcado pelo uso excessivo de tecnologias digitais, pressão social, 
sedentarismo e adoecimento emocional, os adolescentes têm enfrentado 
inúmeros desafios relacionados à sua saúde física e mental. Nesse contexto, a 
Educação Física, como componente curricular obrigatório, revela-se uma aliada 
estratégica na construção de uma consciência crítica e responsável sobre o 
próprio corpo e suas necessidades. 
 
Estudos apontam quea prática regular de atividades físicas está 
diretamente relacionada à prevenção de doenças crônicas, melhora da qualidade do 
sono, aumento da autoestima, redução da ansiedade e promoção do bem-estar geral. 
De acordo com Gaya e Cardoso (2008), o estímulo à atividade física durante a 
adolescência contribui significativamente para a formação de hábitos saudáveis que 
tendem a perdurar ao longo da vida adulta. Ao mesmo tempo, conforme Damásio 
(2000), há uma relação indissociável entre o corpo e as emoções, sendo impossível 
pensar em saúde mental sem considerar o movimento corporal como parte integrante 
da constituição humana. 
 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também reconhece a 
importância da Educação Física na promoção da saúde, ao destacar que os 
estudantes devem compreender o corpo em sua totalidade, desenvolvendo atitudes 
de cuidado, prevenção e valorização da vida. Portanto, ao abordar esse tema por meio 
de um Projeto de Ensino, pretende-se não apenas transmitir conhecimentos teóricos, 
mas também proporcionar experiências práticas significativas que possibilitem aos 
alunos refletir sobre seu estilo de vida e fazer escolhas mais saudáveis e conscientes. 
 
 
 
7 
Além disso, observa-se que, mesmo nas escolas, o espaço destinado 
à prática de atividade física ainda é muitas vezes negligenciado, sendo limitado a 
práticas esportivas tradicionais ou realizado de maneira desmotivadora. Isso reforça 
a necessidade de se repensar metodologias mais dinâmicas e inclusivas, que 
considerem o contexto social e emocional dos estudantes. Promover atividades físicas 
diversificadas e conectadas com o cotidiano dos adolescentes pode gerar maior 
engajamento nas aulas, valorizando o papel da Educação Física como promotora do 
bem-estar físico, emocional e social. 
 
Diante disso, este projeto se justifica por buscar contribuir para uma 
formação mais humana e integral dos estudantes do Ensino Médio, promovendo, por 
meio da prática corporal, uma educação voltada para o autoconhecimento, a 
convivência e o cuidado de si e do outro. Ao estimular o movimento não apenas como 
performance, mas como expressão e autocuidado, a proposta pretende ampliar os 
sentidos da Educação Física na escola e torná-la cada vez mais significativa para os 
jovens. 
 
 
8 
3 PARTICIPANTES 
 
 
O Projeto de Ensino será desenvolvido com turmas do 2º e 3º ano do Ensino 
Médio, pertencentes a uma escola pública da rede estadual de ensino. Os 
estudantes envolvidos têm faixa etária entre 16 e 18 anos e frequentam 
regularmente as aulas de Educação Física. A escolha desse público-alvo se 
justifica pelo fato de que, nessa etapa da vida escolar, os adolescentes estão 
vivenciando transformações físicas, emocionais e sociais intensas, sendo um 
momento propício para a construção de hábitos saudáveis e reflexões sobre o 
autocuidado e o bem-estar. Além disso, o Ensino Médio, conforme a BNCC, 
destaca a importância de práticas pedagógicas que articulem o conhecimento 
escolar às vivências concretas dos jovens, o que torna esse público ideal para a 
proposta desenvolvida neste projeto. 
 
 
9 
4 OBJETIVOS 
 
Objetivo Geral: 
Promover a conscientização dos estudantes do Ensino Médio sobre a 
importância da atividade física para a saúde física e mental, incentivando a adoção de 
hábitos saudáveis por meio de práticas corporais diversificadas e reflexivas. 
Objetivos Específicos: 
- Estimular o conhecimento teórico sobre os benefícios da 
atividade física regular para o corpo e a mente; 
- Proporcionar vivências práticas que contribuam para o bem-
estar físico, emocional e social dos alunos; 
- Incentivar a construção de um plano pessoal de autocuidado 
com foco na saúde integral; 
- Promover debates e reflexões sobre o estilo de vida dos 
adolescentes e suas consequências para a saúde. 
 
 
 
 
10 
5 PROBLEMATIZAÇÃO 
 
 
A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações 
físicas, emocionais e sociais. No contexto escolar, especialmente no Ensino Médio, é 
possível observar comportamentos que refletem diretamente os desafios enfrentados 
pelos jovens em seu cotidiano. Entre esses desafios, destacam-se o aumento do 
sedentarismo, o uso excessivo de tecnologias, a má qualidade do sono, a alimentação 
inadequada e, sobretudo, o crescimento de quadros de ansiedade, estresse e 
depressão. Esses fatores têm impactado de forma significativa o desempenho 
acadêmico, os relacionamentos interpessoais e a autoestima dos estudantes. 
 
Embora a escola seja um espaço privilegiado para a promoção de 
práticas saudáveis, muitas vezes os conteúdos abordados na disciplina de Educação 
Física ainda estão centrados em atividades esportivas tradicionais, que nem sempre 
dialogam com os interesses, necessidades e realidades dos adolescentes. Além 
disso, observa-se certa resistência por parte de alguns estudantes em participar das 
aulas, seja por questões emocionais, baixa autoestima, ou mesmo pela falta de 
compreensão sobre os benefícios reais da atividade física para a saúde integral. 
 
Diante desse cenário, surge o seguinte questionamento: de que forma 
a Educação Física escolar pode contribuir para a promoção da saúde física e mental 
dos estudantes do Ensino Médio, tornando-se uma ferramenta eficaz de 
enfrentamento ao sedentarismo e ao adoecimento emocional juvenil? 
 
Essa problemática exige uma abordagem pedagógica que vá além do 
ensino técnico de esportes e movimentos. É necessário pensar a Educação Física 
como um espaço de reflexão, acolhimento e vivência de práticas corporais que 
proporcionem bem-estar e autoconhecimento. Isso implica reconhecer o corpo não 
apenas como instrumento de performance, mas como território de emoções, afetos e 
experiências. 
 
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é papel 
da Educação Física oportunizar aos estudantes a compreensão do corpo em sua 
 
 
11 
totalidade e a vivência de práticas corporais que promovam a saúde, o lazer e a 
convivência social. Nesse sentido, torna-se fundamental repensar as metodologias 
utilizadas em sala de aula, valorizando atividades que integrem teoria e prática, 
promovam o diálogo entre os alunos e incentivem o cuidado de si e do outro. 
 
Este Projeto de Ensino, portanto, parte do diagnóstico da 
desvalorização da prática da atividade física por parte de muitos estudantes e da 
ausência de uma abordagem mais significativa da saúde nas aulas de Educação 
Física. Ao trabalhar esse tema de forma contextualizada e interdisciplinar, busca-se 
transformar a realidade escolar em um ambiente mais saudável, motivador e 
comprometido com a formação integral dos adolescentes. A superação do problema 
identificado passa, assim, pela construção de um novo olhar sobre o papel da 
Educação Física no cotidiano escolar, destacando seu potencial como ferramenta 
promotora de saúde, bem-estar e qualidade de vida. 
 
 
 
 
12 
6 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 
A atividade física, quando compreendida em sua dimensão 
pedagógica, cultural e biopsicossocial, revela-se como elemento fundamental para a 
formação integral do sujeito. No contexto da Educação Física escolar, a discussão 
sobre a importância da atividade física para a saúde física e mental dos estudantes 
ganha cada vez mais relevância, especialmente diante dos desafios contemporâneos 
enfrentados por adolescentes, como sedentarismo, estresse, ansiedade, baixa 
autoestima e exclusão social. 
 
 
 
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018), a 
Educação Física deve proporcionar aos estudantes a apropriação crítica das práticas 
corporais, considerando os aspectos históricos, sociais, culturais e emocionais. A área 
do conhecimento se configura como campo de experiência e reflexão sobre o corpo 
em movimento, promovendo o respeito à diversidade, a inclusão, a valorização da 
saúde e o protagonismo juvenil. A BNCC destaca ainda que,ao longo do Ensino 
Médio, os estudantes devem ser capazes de compreender a relação entre atividade 
física e saúde, desenvolver autonomia para escolher práticas que contribuam para 
seu bem-estar e reconhecer os impactos dessas práticas sobre a mente e o corpo. 
 
 
 
Segundo Gaya e Cardoso (2008), a adolescência é um período crítico 
para a formação de hábitos saudáveis. Os autores enfatizam que a prática regular de 
atividade física tem efeitos diretos sobre o sistema cardiovascular, o metabolismo, a 
composição corporal e o condicionamento físico, além de desempenhar papel 
relevante no equilíbrio emocional. Para os adolescentes, os benefícios não se limitam 
ao físico, mas incluem também ganhos na capacidade de concentração, na disposição 
para o estudo, na qualidade do sono e no humor, aspectos que impactam diretamente 
no desempenho escolar. 
 
 
 
13 
Damásio (2000), em seus estudos sobre o funcionamento do cérebro 
humano, destaca que corpo e mente são inseparáveis. A emoção é parte integrante 
do processo cognitivo e influencia diretamente na forma como o ser humano se 
relaciona com o mundo. Nesse sentido, promover práticas corporais que estimulem 
emoções positivas pode ser um caminho eficaz para melhorar a saúde mental dos 
adolescentes, fortalecendo a autoestima, a empatia e a capacidade de lidar com 
frustrações e pressões cotidianas. 
 
 
 
Complementando essa perspectiva, Vygotsky (2001) propõe que o 
desenvolvimento humano ocorre por meio da interação social, sendo a escola um 
espaço privilegiado para a mediação entre os sujeitos e os conhecimentos 
historicamente construídos. A partir desse olhar, a aula de Educação Física deve ir 
além da prática mecânica de movimentos e tornar-se um ambiente dialógico, onde os 
alunos possam compartilhar experiências, discutir seus sentimentos e refletir sobre o 
papel da atividade física na construção de sua identidade. 
 
 
 
Betti e Zuliani (2002) reforçam que o ensino da Educação Física no 
Ensino Médio deve ser problematizador e crítico, oferecendo aos estudantes 
ferramentas para analisar o contexto em que vivem. A prática corporal não deve ser 
vista apenas como um meio para alcançar condicionamento físico ou habilidades 
motoras, mas como uma linguagem capaz de expressar emoções, sentimentos e 
modos de viver. Nesse processo, o professor atua como mediador, propondo 
atividades significativas que articulem teoria e prática, conhecimento e vivência. 
 
 
 
Já Daolio (2004) defende uma abordagem cultural da Educação 
Física, que reconheça os corpos como construções sociais. A compreensão de que o 
corpo é atravessado por valores, crenças e ideologias permite que o ensino dessa 
disciplina seja pautado pela diversidade, pelo respeito às diferenças e pela inclusão 
 
 
14 
de todos os estudantes, independentemente de seu gênero, cor, classe social ou 
condição física. Essa abordagem amplia a visão sobre o papel da atividade física, que 
deixa de ser meramente técnica ou competitiva, para assumir um caráter formativo e 
humanizador. 
 
 
 
Estudos recentes, como o de Silva e Mattos (2022), abordam 
diretamente a relação entre práticas corporais e saúde mental na escola. Os autores 
destacam que a Educação Física pode ser um espaço privilegiado de escuta e 
acolhimento, onde o estudante encontra oportunidade de se expressar e elaborar suas 
angústias por meio do movimento. A valorização do corpo como lugar de afeto, 
empatia e criatividade abre caminhos para uma atuação pedagógica mais sensível, 
comprometida com a formação de sujeitos saudáveis e felizes. 
 
 
 
Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020) aponta 
que adolescentes devem praticar, no mínimo, 60 minutos diários de atividade física 
de intensidade moderada a vigorosa, a fim de manter a saúde física e mental. No 
entanto, dados apontam que mais de 80% dos adolescentes no mundo não atingem 
esse nível de atividade, o que acende um alerta para educadores e gestores escolares 
sobre a urgência de se criar espaços e estratégias que estimulem os jovens ao 
movimento. 
 
 
 
No contexto da escola pública, ainda se observam barreiras 
estruturais e culturais que dificultam o pleno desenvolvimento da Educação Física 
como componente curricular formativo. Falta de infraestrutura adequada, escassez de 
materiais, currículos engessados e visões reducionistas sobre a disciplina contribuem 
para uma abordagem desmotivadora, afastando os alunos das aulas. O desafio, 
portanto, está em ressignificar a prática pedagógica, tornando-a mais atrativa, 
significativa e conectada com a realidade dos adolescentes. 
 
 
15 
 
Por fim, é importante destacar o papel do professor como agente 
transformador. Conforme Freire (1996), ensinar exige coragem, escuta e respeito ao 
educando. O educador que propõe práticas corporais significativas, com escuta 
sensível e abertura ao diálogo, contribui para a construção de um ambiente escolar 
mais saudável e acolhedor, onde a atividade física é compreendida como direito, 
expressão e cuidado com a vida. 
 
 
 
Diante desse referencial teórico, o presente Projeto de Ensino 
justifica-se por sua proposta de ressignificar a Educação Física como promotora de 
saúde integral, valorizando o corpo, o movimento, as emoções e as relações 
humanas. A articulação entre teoria e prática, ciência e vivência, técnica e 
sensibilidade é o que sustenta a proposta pedagógica aqui apresentada, em 
consonância com os princípios da formação crítica e emancipadora na escola pública 
brasileira. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (utilizadas no texto) 
 
BETTI, M.; ZULIANI, L. R. A Educação Física na escola e a cultura 
corporal. São Paulo: Manole, 2002. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 
Brasília: MEC, 2018. 
 
DAMÁSIO, A. R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro 
humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 
 
DAOLIO, J. Da cultura do corpo. Campinas: Papirus, 2004. 
 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática 
 
 
16 
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
 
GAYA, A.; CARDOSO, F. A importância da atividade física na 
adolescência. Revista Movimento, Porto Alegre, 2008. 
 
OMS – Organização Mundial da Saúde. Diretrizes sobre atividade 
física e comportamento sedentário. Genebra: OMS, 2020. 
 
SILVA, A.; MATTOS, E. Corpo e mente na escola: práticas corporais 
para a saúde emocional. Revista Educação em Movimento, 2022. 
 
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins 
Fontes, 2001. 
 
 
 
 
17 
7 METODOLOGIA 
 
 
 
O desenvolvimento deste Projeto de Ensino será pautado em um 
percurso metodológico que articula teoria e prática de forma interdisciplinar e 
dialógica, com o intuito de despertar o interesse dos estudantes pela atividade física 
e proporcionar reflexões críticas sobre sua relação com a saúde física e mental. A 
proposta está organizada em etapas e fundamenta-se nas dimensões metodológicas 
apresentadas por Vasconcellos (2002): análise da realidade, projeção de finalidades 
e formas de mediação. 
 
1. Análise da Realidade 
 
O projeto será implementado em uma escola pública estadual com 
turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio. Inicialmente, será realizada uma sondagem 
diagnóstica por meio de um questionário anônimo e de rodas de conversa com os 
alunos. O objetivo desta etapa é compreender os hábitos relacionados à prática de 
atividade física, o tempo de sedentarismo, os sentimentos em relação à saúde mental 
e a percepção que os estudantes têm sobre o corpo, o bem-estar e as aulas de 
Educação Física. 
 
Essa etapa será essencial para contextualizar o projeto dentro do 
campo das práticas sociais escolares, com foco na formação integral do sujeito. Os 
dados coletados auxiliarão o(a) professor(a) a identificar as principais dificuldades, 
interesses e necessidades dos alunos, permitindo umaabordagem mais próxima da 
realidade vivida por eles. 
 
2. Projeção de Finalidades 
 
A partir do diagnóstico inicial, serão traçadas as metas específicas do 
projeto. Espera-se que, ao final do desenvolvimento das atividades, os estudantes 
sejam capazes de: 
 
 
 
18 
Reconhecer a importância da atividade física como promotora de 
saúde física e emocional; 
 
Compreender os impactos do sedentarismo e da falta de autocuidado 
na adolescência; 
 
Vivenciar práticas corporais que contribuam para o alívio do estresse, 
da ansiedade e da tensão cotidiana; 
 
Elaborar um plano pessoal de autocuidado envolvendo práticas de 
movimento, alimentação, sono e bem-estar geral. 
 
 
A BNCC será utilizada como referência central para a escolha dos 
conteúdos e competências a serem desenvolvidas, em especial as competências 1, 4 
e 8, que envolvem o exercício da autonomia, o cuidado com o corpo e a promoção da 
saúde. O projeto também se articulará com componentes curriculares como Ciências 
Biológicas, Língua Portuguesa e Projeto de Vida, promovendo a interdisciplinaridade. 
 
3. Formas de Mediação 
 
Para alcançar os objetivos propostos, será utilizada uma abordagem 
baseada em metodologias ativas, em especial o ensino híbrido, a roda de conversa, 
o trabalho em grupo e a aprendizagem por projetos. O uso de recursos tecnológicos 
também será incorporado para tornar as atividades mais atrativas e interativas. 
 
As ações serão divididas em três fases principais: 
 
a) Aulas teóricas e reflexivas 
 
As aulas iniciais terão como foco o estudo de conteúdos sobre: 
 
Corpo e saúde na adolescência; 
 
 
 
19 
Efeitos fisiológicos e psicológicos da atividade física; 
 
Estresse, ansiedade e estratégias de enfrentamento; 
 
Sedentarismo, qualidade de vida e bem-estar. 
 
 
Serão utilizados vídeos educativos, trechos de documentários, 
reportagens atuais e artigos científicos em linguagem acessível. Após as exposições, 
serão promovidas rodas de conversa para troca de experiências e reflexão crítica. 
 
b) Oficinas práticas corporais 
 
Com base nos interesses apontados pelos alunos na etapa 
diagnóstica, serão organizadas oficinas práticas semanais com atividades físicas 
diversas e acessíveis, tais como: 
 
Alongamento e respiração guiada; 
 
Treino funcional leve; 
 
Caminhada coletiva; 
 
Jogos cooperativos e lúdicos; 
 
Dança livre; 
 
Atividades ao ar livre com foco em bem-estar. 
 
 
Todas as práticas serão realizadas de forma inclusiva, respeitando os 
limites físicos e emocionais de cada aluno, com ênfase no prazer pelo movimento e 
não na performance. 
 
 
 
20 
c) Elaboração de plano de autocuidado 
 
Como culminância do projeto, os estudantes irão elaborar um plano 
pessoal de autocuidado, no qual deverão refletir sobre mudanças de hábitos, 
estratégias para reduzir o sedentarismo, atividades que proporcionam prazer e formas 
de cuidar da saúde mental. Esse material poderá ser apresentado de forma criativa: 
por meio de textos, cartazes, vídeos ou painéis. 
 
Avaliação Processual 
 
Durante toda a execução do projeto, será realizada uma avaliação 
diagnóstica, formativa e participativa, valorizando o processo de construção do 
conhecimento. Os alunos serão avaliados pela participação nas atividades, 
envolvimento nas discussões, interesse nas oficinas e pela elaboração do plano final. 
 
Considerações Finais da Metodologia 
 
A metodologia proposta visa transformar as aulas de Educação Física 
em espaços pedagógicos mais significativos e acolhedores. Ao integrar o movimento 
ao cuidado com a saúde mental, o projeto contribui para uma educação mais 
humanizada, consciente e alinhada com as demandas da juventude contemporânea. 
Dessa forma, a metodologia não se limita ao ensino de técnicas, mas se estende à 
formação de sujeitos ativos, críticos e responsáveis por seu próprio bem-estar. 
 
 
 
 
 
21 
8 CRONOGRAMA 
 
O cronograma a seguir organiza as etapas do Projeto de Ensino “A 
importância da atividade física para a saúde física e mental dos estudantes do Ensino 
Médio” ao longo de oito semanas, considerando uma aula semanal de Educação 
Física com duração média de 50 minutos. A distribuição temporal foi planejada para 
garantir equilíbrio entre a abordagem teórica e as vivências práticas, favorecendo a 
participação e a reflexão dos estudantes durante todo o processo. 
 
Semana Etapas do Projeto Descrição das Atividades 
Desenvolvidas 
 
1ª semana Planejamento inicial Apresentação do projeto aos alunos; 
aplicação de questionário diagnóstico sobre hábitos e saúde. 
2ª semana Roda de conversa inicial Discussão sobre saúde física e 
mental na adolescência; levantamento coletivo de dúvidas e interesses. 
3ª semana Aulas teóricas e reflexivas – Parte 1 Estudo sobre os 
benefícios da atividade física para o corpo e a mente; uso de vídeos e debates. 
4ª semana Aulas teóricas e reflexivas – Parte 2 Sedentarismo e 
autocuidado; impactos da rotina moderna na saúde dos jovens. 
5ª semana Oficinas práticas – Parte 1 Atividades de alongamento, 
respiração, caminhada e funcional leve com foco em bem-estar. 
6ª semana Oficinas práticas – Parte 2 Jogos cooperativos e danças 
livres; foco na expressão corporal e no alívio do estresse. 
7ª semana Elaboração do plano de autocuidado Orientação e 
apoio para construção do plano individual de saúde e bem-estar (trabalho final do 
projeto). 
8ª semana Apresentação e encerramento Apresentação dos 
planos de autocuidado; roda de avaliação final com os alunos; feedback coletivo. 
 
 
Esse cronograma poderá ser adaptado conforme a realidade da 
escola, calendário letivo e disponibilidade da turma, garantindo flexibilidade sem 
comprometer os objetivos do projeto. 
 
 
22 
9 RECURSOS 
 
 
Para a execução do Projeto de Ensino “A importância da atividade física para 
a saúde física e mental dos estudantes do Ensino Médio”, serão utilizados recursos 
humanos e materiais que possibilitem a realização de todas as etapas previstas na 
metodologia, tanto no que se refere às atividades teóricas quanto às práticas. 
 
Recursos Humanos 
 
Professor de Educação Física: responsável pela elaboração, condução e 
mediação de todas as atividades, bem como pela avaliação do projeto. 
 
Equipe pedagógica da escola: apoio no planejamento, articulação com outras 
disciplinas e organização de horários e espaços. 
 
Funcionários de apoio (quando necessário): colaboração na organização dos 
materiais e espaços físicos para as oficinas práticas. 
 
Estudantes: participação ativa nas atividades, rodas de conversa, práticas 
corporais e elaboração do plano de autocuidado. 
 
Possível apoio interdisciplinar: professores de Ciências, Projeto de Vida ou 
Psicologia Escolar, para integração de conteúdos relacionados à saúde. 
 
 
Recursos Materiais 
 
Materiais pedagógicos e multimídia: 
 
Computador e acesso à internet; 
 
Projetor multimídia e caixa de som; 
 
 
 
23 
Telão ou quadro branco; 
 
Vídeos educativos e apresentações em slides; 
 
Textos impressos e artigos acessíveis. 
 
 
Materiais para atividades práticas: 
 
Cones, cordas, bolas leves, bambolês; 
 
Tapetes ou colchonetes para alongamento e respiração; 
 
Caixa de som portátil para uso com músicas nas oficinas; 
 
Cartolinas, pincéis, canetas coloridas e folhas para produção dos planos de 
autocuidado. 
 
 
Espaços físicos: 
 
Sala de aula equipada com recursos audiovisuais; 
 
Quadra poliesportiva da escola; 
 
Pátio coberto e outros espaços alternativos que favoreçam as práticas 
corporais. 
O uso desses recursos visa garantir que as atividades sejam inclusivas, 
participativas e significativas, respeitando as condições da escola pública e 
promovendo a integração entre corpo, mente e aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
24 
10 AVALIAÇÃO 
 
 
 
A avaliação deste Projeto de Ensino será desenvolvida de formacontínua, processual e formativa, com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento 
dos estudantes ao longo de todas as etapas do projeto, valorizando a participação, o 
envolvimento nas atividades propostas, o progresso individual e coletivo, bem como a 
construção de reflexões críticas sobre a temática abordada. 
 
Será adotada uma perspectiva avaliativa qualitativa, em que o foco 
principal não estará na mensuração de desempenho físico, mas na capacidade dos 
alunos de compreenderem os conteúdos trabalhados, refletirem sobre seus hábitos e 
adotarem atitudes mais conscientes em relação ao autocuidado e ao bem-estar. 
 
Critérios e instrumentos de avaliação: 
 
Participação nas atividades teóricas e reflexivas: serão observados o 
interesse, a escuta ativa e a contribuição nas rodas de conversa, debates e momentos 
de partilha. 
 
Engajamento nas oficinas práticas: o envolvimento nas práticas 
corporais será avaliado com base na disposição em experimentar diferentes 
atividades, respeitando os limites individuais e coletivos. 
 
Construção do plano de autocuidado: os alunos serão orientados a 
elaborar um plano pessoal que reflita as aprendizagens obtidas durante o projeto. 
Esse plano poderá ser apresentado de forma escrita, ilustrada ou digital, sendo 
avaliado quanto à coerência, criatividade e aplicação prática. 
 
Autoavaliação: os estudantes serão convidados a realizar uma 
autoavaliação ao final do projeto, refletindo sobre o que aprenderam, como se 
sentiram durante as atividades e quais mudanças pretendem adotar em sua rotina. 
 
 
 
25 
Observação direta e registros do professor: o docente acompanhará 
o processo por meio de anotações, fichas de acompanhamento e registros 
fotográficos (se autorizado), buscando identificar avanços, dificuldades e 
possibilidades de intervenção pedagógica. 
 
 
A avaliação será, portanto, um instrumento de acompanhamento e 
valorização da trajetória do aluno, respeitando sua individualidade e promovendo uma 
relação pedagógica mais humana, dialógica e emancipadora. Essa abordagem 
contribui para a construção de uma prática avaliativa coerente com os princípios da 
Educação Física escolar e com os objetivos do projeto, que visam ao desenvolvimento 
integral dos estudantes. 
 
 
 
 
 
26 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 
 
A elaboração deste Projeto de Ensino possibilitou uma reflexão 
aprofundada sobre o papel da Educação Física escolar na promoção da saúde física 
e mental dos estudantes do Ensino Médio. Ao considerar a realidade vivenciada pelos 
adolescentes — marcada por desafios emocionais, sedentarismo, uso excessivo de 
tecnologias e desmotivação escolar — torna-se evidente a necessidade de 
ressignificar as práticas pedagógicas na disciplina, tornando-as mais atrativas, 
humanizadas e conectadas com o cotidiano dos alunos. 
 
Durante o processo de construção deste trabalho, uma das principais 
dificuldades encontradas foi reunir e organizar um referencial teórico que dialogasse 
com as demandas práticas da escola e, ao mesmo tempo, estivesse alinhado às 
orientações da BNCC e aos objetivos da formação docente. Contudo, esse desafio 
também se constituiu como uma rica oportunidade de aprofundamento acadêmico e 
de reconhecimento do potencial transformador da Educação Física quando utilizada 
como ferramenta de conscientização, cuidado e valorização do corpo e da mente. 
 
Este projeto reforça a importância da atuação do professor como 
mediador de experiências significativas que ultrapassam os limites do conteúdo 
esportivo ou técnico, favorecendo a construção de relações interpessoais saudáveis, 
o desenvolvimento da autonomia e o protagonismo juvenil. Ao propor vivências 
corporais associadas ao bem-estar e ao autocuidado, o projeto busca contribuir para 
uma formação mais integral, crítica e reflexiva dos estudantes. 
 
Espera-se que, ao ser aplicado, este projeto possa gerar impactos 
positivos não apenas na saúde dos alunos, mas também na sua percepção sobre si 
mesmos e sobre o mundo à sua volta. Que cada aula de Educação Física seja 
reconhecida como um espaço legítimo de escuta, acolhimento, movimento e 
transformação. 
 
 
 
27 
REFERÊNCIAS 
 
BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Ricardo. Educação Física na escola e a cultura corporal. 
São Paulo: Manole, 2002. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 
2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 05 ago. 
2025. 
 
DAMÁSIO, Antônio R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São 
Paulo: Companhia das Letras, 2000. 
 
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. Campinas: Papirus, 2004. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
 
GAYA, Adroaldo; CARDOSO, Flávio. A importância da atividade física na 
adolescência. Revista Movimento, Porto Alegre, v. 14, n. 3, p. 115-132, 2008. 
OMS – Organização Mundial da Saúde. Diretrizes sobre atividade física e 
comportamento sedentário. Genebra: OMS, 2020. Disponível em: 
https://www.who.int/publications/i/item/9789240015128. Acesso em: 05 ago. 2025. 
 
SILVA, Ana Paula; MATTOS, Eduardo. Corpo e mente na escola: práticas corporais 
para a saúde emocional. Revista Educação em Movimento, Belo Horizonte, v. 10, n. 
1, p. 44-59, 2022. 
 
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos 
psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 
 
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem 
e projeto político-pedagógico. 10. ed. São Paulo: Libertad, 2002. 
 
 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/
https://www.who.int/publications/i/item/9789240015128
	SUMÁRIO
	INTRODUÇÃO
	1 TEMA
	2 JUSTIFICATIVA
	A escolha do tema “A importância da atividade física para a saúde física e mental dos estudantes do Ensino Médio” fundamenta-se na crescente necessidade de se promover uma abordagem integral da saúde nas escolas, especialmente no que diz re...
	3 PARTICIPANTES
	O Projeto de Ensino será desenvolvido com turmas do 2º e 3º ano do Ensino Médio, pertencentes a uma escola pública da rede estadual de ensino. Os estudantes envolvidos têm faixa etária entre 16 e 18 anos e frequentam regularmente as aulas de Educação...
	4 OBJETIVOS
	5 PROBLEMATIZAÇÃO
	6 REFERENCIAL TEÓRICO
	7 METODOLOGIA
	8 CRONOGRAMA
	9 RECURSOS
	10 AVALIAÇÃO
	CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

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